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domingo, 6 de dezembro de 2009

L'ATELIER SÃO PAULO


Noite: expectativa em torno do restaurante L'Atelier São Paulo (Rua Padre João Manuel, 1.055, Jardins), cuja reserva fizemos há quinze dias atrás. Fui a pé, pois é bem próximo do hotel. De cara, não gostei da decoração, com paredes negras no ambiente onde antes era o bar. Garçons despreparados. Conversavam bem próximos a nossa mesa. Um deles perguntou ao outro o que era acelga. A resposta foi uma pérola: "uma espécie de couve". O uniforme dos atendentes é escuro e feio. O material do uniforme exala um cheiro ruim. À medida que o tempo passou, o cheiro que exalava dos uniformes se misturou ao suor de quem os usava, ficando pior. Muitas opções da carta de vinhos não constavam na adega. Um furo lastimável para um restaurante com poucos meses de vida. Os banheiros, também escuros, não são separados por sexo, mas isto o cliente tem que descobrir, pois não há avisos e ninguém informa. Para piorar, dos quatro reservados, dois estavam sem luz. Um deles, com iluminação, tinha um cheiro de mofo muito forte. Para enxugar as mãos, guardanapos de papel, dos menores que existem no mercado. Com relação ao cardápio, muito enxuto. As entradas não chamaram a atenção de ninguém da mesa. Era difícil ler o que estava escrito, pois não havia iluminação suficiente na mesa. Pedimos uma lanterna e não havia nenhuma na casa. Tive que ler o cardápio em voz alta para os amigos que ficaram nos locais mais escuros. Parte do satff da casa estava muito acelerado, apressados, arrumando mesas e conduzindo clientes às mesas. Houve um momento que achei que era uma performance acontecendo ao meu lado, pois os pivôs tipo passarela foram muitos. Pelo menos o meu prato, uma paleta de cordeiro com cuscuz estava saboroso. Estranhei apenas o fato de uma paleta de cordeiro ser servida sem osso. Não quis sobremesa, apenas um café descafeinado. Lembro que em torno deste restaurante houve uma confusão, pois anunciaram que o famoso chef francês Joel Robuchon abriria uma filial de seu L'Atelier no Brasil. As revistas e colunas de jornais especializadas em gastronomia já esclareceram que não há ligação entre este estabelecimento e o famoso francês. Saí com a certeza de que não volto. Coloquei um X bem grande nesta opção. Decepção é o sentimento que ficou no nosso grupo.

sábado, 5 de dezembro de 2009

SÁBADO EM SÃO PAULO

Manhã: dedicada ao sono e café da manhã no hotel.
Tarde: dedicada ao Shopping Iguatemi. Compras, almoço e cinema.

Almoçamos no ganhador do prêmio da revista Veja São Paulo Comer & Beber 2009-2010 como o melhor restaurante de comida rápida. Fila de espera de meia hora no Ráscal. Enorme buffet de salada e de massas pelo preço de R$47,00. Só o buffet de saladas já é o suficiente. Foge do trivial, com pratos bem elaborados. Optei por pouca salada para saborear uma massa, um fettuccine na manteiga com polpetone. Muito saborosos. O atendimento foi ótimo. Para encerrar, todos pediram uma fatia da torta de maçã, pois logo que entramos, vimos a bela torta exposta que nos fez lembrar das tortas da Vovó Donalda, das revistinhas em quadrinhos da Disney. A torta é levada ao forno e vem acompanhada de sorvete de creme. Troquei o sorvete por creme inglês. A torta por si só já é o suficiente e muito melhor do que a do restaurante Gero que comi na noite anterior.

Saímos do restaurante e fomos direto para o piso do cinema. Guichê especial para clientes do cartão de crédito que possuo. Lugar marcado. O filme escolhido, cujo ingresso será mostrado no check out do hotel para garantir a diária cultural, é o novo trabalho de Pedro Almódovar, Abraços Partidos (Los Abrazos Rotos), produção espanhola de 2009. No elenco a sempre bela Penélope Cruz. Gosto de todos os filmes de Almódovar e com este não foi diferente, embora tenha achado o mais triste de todos. Penélope Cruz está, na maioria das cenas, com semblante triste ou preocupado. A história é de superação, mas feridas abertas vão ficando ao longo do caminho. Há um filme dentro do filme. Fiquei muito curioso, pensando se veríamos na tela o desfecho do filme Garotas e Maletas, cuja atriz principal, Magdalena, é vivida por Cruz. Os elementos característicos dos filmes do espanhol estão presentes: cores vibrantes no filme que está sendo rodado, atrizes preferidas do diretor, religião, homossexualidade, paternidade desconhecida, a paixão, o sexo. Gostei bastante.

Noite: expectativa em torno do restaurante L'Atelier São Paulo (Rua Padre João Manuel, 1.055, Jardins), cuja reserva fizemos há quinze dias atrás.