A noite de segunda-feira de carnaval em Piri foi especialmente quente. Qualquer caminhada de poucos metros, já suava em bicas. Demos um volta para observar o movimento, antes de jantarmos. Como nas noites anteriores, muita gente nas ruas conversando, sambando, fotografando e bebendo, sempre em copos e garrafas de plástico. Quando decidimos jantar, voltamos para a pousada, pois a noite era de cardápio especial de massas no Capim Santo Bistrô (Rua Direita, 79, Centro Histórico), já incluído no pacote carnavalesco. Demoramos muito na mesa, jogando conversa fora, apreciando a comida. O calor continuava intenso. Foi preciso muito gelo nos copos para tentar refrescar um pouco. A sobremesa, uma espécie de bolo gelado, com pêssego, chamada picada de abelha, estava saborosa. Eu decidi subir para o quarto depois do jantar. Nada me faria voltar para a rua depois de ter acordado bem cedo, enfrentado estrada de terra para nadar nas águas gélidas da Cachoeira do Abade, ido à Fazenda Babilônia se fartar no café sertanejo, não ter dormido à tarde e ainda fazer uma caminhada pelo centro histórico no início da noite. O corpo pedia descanso. No quarto, liguei a tv para conferir o desfile das escolas de samba do Rio de Janeiro, mas logo perdi o interesse. Peguei o livro que estou lendo. Ric saiu para, mais uma vez, acompanhar as marchinhas na Rua Direita. Depois de meia hora que ele tinha saído, retorna eufórico e decidido a se fantasiar. Colocou a roupa que ele fez para dublar o Ney Matogrosso, se enfeitou com glitter e penas, voltando para as ruas. Só chegou novamente ao quarto depois de três horas da manhã, feliz com o sucesso que fez nas ruas de Piri.
Um pouco de tudo do que curto: cinema, tv, teatro, artes plásticas, enogastronomia, música, literatura, turismo.
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terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
domingo, 14 de fevereiro de 2010
NOITE CALMA NO SÁBADO DE CARNAVAL
Depois de um descanso e de ler os jornais do dia, nada como um banho frio para aliviar o calor que faz em Piri. No pacote que fechamos com a pousada, na noite de sábado estava incluído o jantar. Preferimos, então, ficar no restaurante da pousada, chamado Capim Santo Bistrô (Rua Direita, 79, Centro Histórico). Há vários ambientes onde as mesas são montadas. O mais agradável, com certeza, fica do lado de fora, em um jardim de cheiros (são vários vasos com ervas culinárias), mas já estava ocupado. Ficamos em um salão com apenas uma mesa montada, com decoração clássica, com dois grandes castiçais de velas. Os guardanapos estavam dobrados na forma de um catavento. O jantar, como os bistrôs franceses, tem uma fórmula pronta, na qual escolhemos uma entrada (salada de folhas com três opções de molhos), um prato principal (escolhi um peito de frango com pesto de baru, uma castanha do cerrado, acompanhado de batatas gratinadas, arroz branco e vegetais cozidos no vapor) e uma sobremesa (experimentei o petit gateau de chocolate com sorvete de creme). O serviço é simpático e eficiente. A comida é bem feita. Durante o jantar, um dos garçons nos pergunta se seria incômodo para nós uma noiva passar pela sala onde jantávamos. Não fizemos nenhuma objeção. O casal de noivos, devidamente paramentado, passou para uma série de fotos na pousada. Terminamos o jantar e eu decidi deitar, pois sentia muito sono (resultado do remédio que tomei para uma leve dor de cabeça no final da tarde). Cris e Marcelo fizeram o mesmo, enquanto Ric foi conferir o carnaval de marchinhas da cidade.
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