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sexta-feira, 22 de abril de 2011

OH! LA LA

Noite de quarta-feira. Todos nós nos encontramos na recepção do hotel para ir jantar no restaurante Oh! La La (Calle de Ayos # 4-48, Centro Histórico), indicação do concièrge quando da nossa troca de e-mails, ainda quando eu estava no Brasil. Reserva para 20:30 horas. Chegamos com quinze minutos de atraso. No caminho, notamos a diferença na movimentação nos bares e restaurantes da Cidade Amuralhada. Muitos turistas já começavam a inundar a cidade para passar o feriado. chegando no restaurante, nossa reserva estava garantida. Fomos acomodados em uma mesa de canto, em local bem apertado para seis pessoas. Três delas ficaram sentadas de forma que para um sair era necessário que quem estivesse sentado à frente se levantasse para empurrar a mesa e dar espaço para a sua saída. Atendimento muito bom, mas houve demora na chegada dos pratos à mesa. Porém, ressalto que desta vez, quando nos serviram, pediram desculpas pela espera prolongada pelos pratos pedidos. O restaurante é bem pequeno, por isso é necessário fazer reserva antecipadamente. Culinária francesa com toques de influência árabe. A proprietária veio à nossa mesa para tomar os pedidos, explicando todos os pratos que pedíamos informações. De entrada, foram pedidos três pratos: um polvo salteado, um tomate concassé e um queijo provolone assado. Todos bem saborosos. Pela primeira vez, algumas pessoas pediram vinho. De "fuerte", como aqui é chamado o prato principal, fiquei com uma opção de pescado. Desta feita, uma corvina cozida, com molho de cogumelos, acompanhada por um cremoso arroz de parmesão. Foi a melhor refeição que fiz até o momento nesta viagem à Colômbia. O peixe estava cozido no ponto certo, o arroz bem cremoso e a montagem do prato também chamava a atenção. Resolvi pedir uma sobremesa. Logicamente minha escolha recaiu em um doce típico francês, um clássico, o creme brulé. Era a primeira vez que pedia um doce nesta viagem. E o restaurante colaborou, pois a porção é bem pequena. Não queimam o açúcar com maçarico em nossa frente. O potinho já vem pronto da cozinha. Uma opção de sobremesa diferente da carta era uma berinjela confitada acompanhada por creme de queijo. Pedimos uma para experimentar, pois achamos inusitado e exótico. Gostei muito, parece uma fruta caramelizada, como um figo ou um caju. Embora francês, listado em todos os guias como um dos restaurantes a conhecer em Cartagena, a conta não foi a mais cara que pagamos. Pelo contrário, totalizou 360.000 COP. Quando saímos, vimos um movimento maior nas ruas. Paramos em uma loja de souvenirs, onde duas pessoas do nosso grupo compraram um chapéu. Ainda rodamos pela região, observando o intenso movimento nos bares, especialmente os com mesas nas calçadas e ruas, já que o calor era forte, mas a brisa estava agradável. Voltamos para o hotel. A massagem da tarde me relaxou tanto que fui direto para o quarto, enquanto os demais ainda passaram no movimentado bar El Coro, onde uma banda tocava salsa ao vivo.


Corvina acompanhada de arroz cremoso de parmesão


Entrada do restaurante Oh! La La - Cidade Amuralhada - Cartagena

Gastronomia Cartagena (Colômbia)

quarta-feira, 20 de abril de 2011

RESTAURANTE CAFÉ SAN PEDRO

Todos prontos às 20:20 horas na recepção do hotel. Fomos a pé para o restaurante onde tínhamos reserva. A noite estava agradável, com uma brisa morna. O movimento era grande, especialmente de charretes. O passeio de charrete no final do dia e durante a noite é uma das opções para se fazer na Cidade Amuralhada. Quanto mais nos aproximávamos do restaurante, mas gente víamos nas ruas. A praça em frente à Puerta del Reloj estava repleta de jovens. Ali acontece a balada, debaixo dos arcos onde, durante o dia, há um sem número de barracas vendendo doces típicos da região, uma tradição desde remotas épocas. Passamos pela Plaza de La Aduana para alcançarmos o restaurante. Lotadíssimo de turistas, com muitas mesas na calçada. Preferimos ficar no interior, com ar condicionado. Depois ter meu nome checado na reserva, fomos acomodados em uma mesa redonda para oito pessoas, embora fôssemos seis. A especialidade da casa é a culinária panasiática, mas com toques da culinária colombiana, especialmente a costeña. Embora com muitos garçons em trânsito frenético pelos amplos salões do restaurante Café San Pedro (Plaza San Pedro de Claver # 30-11), o serviço deixa a desejar. Há um ambiente separado, com uma grande mesa coletiva onde um chef prepara a comida tailandesa. Enormes coifas impedem que os comensais saiam enfumaçados. Para se sentar em tal mesa, somente hóspedes do hotel Decameron, um all inclusive que fica em frente a uma das praias que conhecemos durante o city tour. O pão que colocaram na mesa estava delicioso. Uma massa adocicada, talvez uma influência da cozinha tailandesa. De entrada, pedimos tiraditos de corvina. Trata-se de finas fatias de peixe marinado em limão, com cebolas e milho verde por cima. Fica entre um ceviche e um carpaccio. Achei fraco o sabor. O peixe não tinha aquele sabor ácido e gostoso de um ceviche. Também pedimos aneis de lula fritos. Uma porção que engana, pois vem em um bowl grande, com os tais aneis até a borda, mas a quantidade é pequena, pois há uma grande "cama" de cenouras raladas sustentando-os. Ainda como entrada, uma ceaser salad de frango. Como prato principal, resolvi continuar comendo peixe. Escolhi um peixe branco assado com um molho de tamarindo, acompanhado de arroz de jasmim. A comida, como sempre, demorou muito para chegar. Como o restaurante estava cheio de turistas, vi alguns reclamando sobre a demora. Quando os pratos chegaram, todos eram muito bem montados. Parece que o restaurante segue a máxima que um prato começa a ser degustado pelos olhos. O meu prato estava muito bonito e com um aroma delicioso. Esqueceram de levar o meu arroz de jasmim, já que todos as porções de arroz que acompanhavam os pratos da mesa vieram em separado. Reclamei e me trouxeram um arroz de coco. Embora tenha gostado desta iguaria muito comum na cidade, pedi para trocar pelo arroz original do cardápio. Assim, enfim, chegou meu arroz de jasmim (que bela rima!). O sabor do prato estava delicado. O molho de tamarindo era suave, sem aquela acidez forte que é característica à fruta. O peixe também estava com um ótimo tempero que casou perfeitamente com o seu molho. Gostei muito de meu  prato. Não pedi sobremesa. A conta ficou em 342.000 COP para todos nós. Depois que todos pagaram, me incluindo nisto, e sendo em dinheiro, perguntei aos amigos se não se importavam de eu pegar os pesos colombianos e pagar a conta com cartão de crédito. Todos assentiram. Foi outra demora para pagar a conta, pois parece que havia apenas uma máquina sem fio. O local é grande e estava cheio. Eram mais de 23 horas, horário que a maioria das mesas estava também acertando suas contas. Havia um senhor reclamando muito da demora em poder pagar com cartão de crédito. Quando a máquina chegou em nossa mesa, descobri que podia dividir a conta em quotas, nome que se dá às parcelas por aqui. Disse que não queria dividir. Paga a conta, peguei um cartão de visitas do restaurante e voltamos a pé para o hotel, passando novamente pelo buchicho, que estava mais movimentado. Era a juventude chegando para a balada noturna. No hotel, antes de subir para os quartos, ainda finalizamos a noite no bar El Coro. Final de uma terça-feira bem aproveitada.


Peixe ao molho de tamarindo - restaurante Café San Pedro - Cartagena


Café Restaurante San Pedro - Cidade Amuralhada - Cartagena

Gastronomia Cartagena (Colômbia)

terça-feira, 19 de abril de 2011

EL SANTISIMO - CARTAGENA

Primeira noite em Cartagena. Noite quente. Todos colocamos bermudas para ir jantar. O restaurante indicado pelo concièrge do hotel, em troca de e-mails que mantive com ele antes da viagem, não exigia roupas formais. Já tínhamos reserva confirmada desde o Brasil. Demorei um pouco para me aprontar, motivo pelo qual os demais foram na frente, pois a reserva era para 20:30 horas. O local indicado fica a poucos metros de distância do hotel e está bem cotado nos sites de gastronomia, tanto os colombianos, quanto no Trip Advisor. Seu nome é El Santísimo (Calle del Torno # 39-62, Centro), tendo como especialidade a comida costeña. Fica em uma casa ampla, decorada com uma mescla de motivos religiosos, como quadros com santos, mas também com um toque de modernidade, com garrafas de vidro vazias de várias tonalidades pendendo do teto. Um dos lustres é formado por tais garrafas. Estava bem movimentado, embora não estivesse lotado. O serviço foi confuso, lento. Uma simples Coca-Cola demorou muito para chegar à mesa. Todas as bebidas alcoólicas, incluindo alguns drinques, chegaram primeiro que o refrigerante. Foi necessário pedir umas quatro vezes para que ela chegasse até nossa mesa. Por falar em drinques, ninguém na mesa gostou do que pediu. Percebendo que o atendimento era fraco, resolvemos escolher logo o que comeríamos. Prevendo uma demora, pedimos uma entrada para compartilhar. O cardápio é uma folha simples de papel contendo as opções da culinária da região. Há duas listas de entradas, as frias e as quentes. Escolhemos o "Surtido de Fritos Cartageneros". Quando eles chegaram, sumiram rapidamente, pois todos estavam famintos, o que nos obrigou a pedir mais uma porção. São três variedades de bolinhos fritos: de mandioca recheado de carne moída, de milho com queijo costeño e de feijão com camarões. Acompanha os bolinhos um molho picante à base de creme de leite. Estes bolinhos fritos são muito populares na cidade. Durante o dia, vimos várias senhoras vendendo estes bolinhos nas ruas, assim como vimos ambulantes vendendo uma variedade grande de frutas tropicais. Voltando ao jantar, experimentei o bolinho de milho com queijo. Estava encharcado de gordura, mas muito saboroso. O cardápio tem títulos originais para suas seções. As opções de prato principal está em uma lista chamada "Los Diez Mandamientos". São dez pratos da culinária da região. Para quem quer algo de sabor mais internacional, deve escolher dentre as opções da seção "Otras Tentaciones...". As sobremesas estão listadas sob o título de "Los Pecados de La Novicia" (Os Pecados da Noviça), talvez uma referência ao Convento de Santa Clara (hoje o Hotel Sofitel Cartagena Santa Clara, onde estamos hospedados), cuja construção fica em frente ao restaurante e pelo fato de nestes conventos ter a tradição de se fazer doces bem calóricos. Há ainda uma seção de destaque no cardápio chamada "Lázaro Levántate! (levanta muerto), onde consta apenas a opção chamada "Sancocho", uma sopa de peixes caribenha, que mistura a cultura espanhola e a africana com ingredientes típicos da América. Escolhi meu prato na lista dos dez mandamentos. O prato tem o curioso nome de "La Santísima Trinidad". Embora demorado, quando o prato chegou, foi um deleite para os olhos. A composição era linda, muito colorida. Em um leito de folha de bananeira vem um arroz de coco, muito comum na culinária local, um peixe branco desfiado em pedaços bem pequenos ao molho de tomate, cebola e alho, camarões salteados em azeite, coentro (inevitável por aqui!) e limão, além de pedaços de banana assada em molho adocicado e uma salada de abacate. Vê-se que a mistura do salgado, do ácido e do doce é completa neste prato. Seria esta a santíssima trindade? Fica a pergunta no ar. De acordo com a informação do menu, trata-se da versão do restaurante para um tradicional prato local chamado "bandeja costeña". Depois do deleite dos olhos, foi a vez do paladar. O prato é simplesmente divino. Um detalhe interessante no menu é que para cada um dos dez pratos principais há uma indicação de harmonização com um vinho definida por um enólogo argentino, da região de Mendoza. Como estou em época de zero álcool, não pude verificar se a harmonização indicada para meu prato, um vinho branco da casta chardonnay, funcionava. De qualquer sorte, não pediria o vinho, pois quem segue este blog sabe que não sou apreciador dos vinhos brancos. Ao final, pedi um cartão de visitas, como sempre faço em todos os restaurantes em que vou, mas não havia. Acabei ganhando um cardápio para trazer comigo. A conta ficou em 540.000 COP para nós seis. Voltamos para o hotel, mas resolvemos dar uma passada no bar, chamado Café-Bar El Coro, um ambiente escuro, com música ao estilo lounge, com sofás baixos, próprio para um esquenta ou um final de noite. Ali, ficamos pouco tempo. O suficiente para cada um beber um drinque, saciando a vontade já que no jantar dispensaram suas bebidas e ficaram no refrigerante. Eu pedi apenas uma água. Passava da meia-noite quando fomos para os quartos, pois um city tour nos aguardava na manhã da terça-feira. Custei a dormir, mas a internet não funcionava, motivo pelo qual atualizei as fotos tiradas até então em meu computador.


Restaurante El Santísimo - Cartagena - Colômbia


Restaurante El Santísimo - Cartagena - Colômbia


Restaurante El Santísimo - Cartagena - Colômbia


Restaurante El Santísimo - Prato "La Santísima Trinidad" - Cartagena - Colômbia


Restaurante El Santísimo - Cartagena - Colômbia


Café-Bar El Coro - Hotel Sofitel Cartagena Santa Clara - Cartagena - Colômbia


Claustro - entrada do Café-Bar El Coro - Hotel Sofitel Cartagena Santa Clara

Gastronomia Cartagena (Colômbia)