Nesta última quinta-feira retornei à cardiologista para a médica ver os resultados dos exames laboratoriais e do MAPA, aquele que mede a pressão arterial durante quase 24 horas. Com exceção do eterno colesterol, que sempre fica na casa do limítrofe, e de uma inesperada anemia, tudo ótimo com os resultados dos exames de sangue e urina. Quanto ao MAPA, mesmo tomando dois comprimidos ao dia de Maleato de Elanopril 20 mg desde novembro de 2010, a minha pressão continuou na faixa dos 14 X 9, com picos de 15 X 10. O pior é que tais picos aconteceram enquanto eu dormia, período em que ela deveria estar em níveis mais baixos. Acabei descobrindo que o remédio que a médica tinha me receitado, além de não ter surtido nenhum efeito, ainda me deixava com uma indesejável tosse seca constante em minha garganta. E eu pensava que era alguma alergia durante todo este tempo. Bastou 24 horas de suspensão do remédio e a tosse já melhorou bastante. A cardiologista trocou o remédio, me receitando dois outros produtos, Besilato de Anlodipino 5mg (um comprimido pela manhã) e Losartana Potássica 50 mg (dois comprimidos ao dia, de 12 em 12 horas). Também receitou Combiron para repor os meus níveis de ferro e combater a anemia (dois comprimidos por dia, um após o almoço e outro após o jantar). Também me deu pedidos de novos exames laboratoriais e de novo MAPA para fazer ao final de junho, quando retornarei ao seu consultório. Ao passar na farmácia para comprar os remédios da receita, tive uma surpresa agradável. O Losartana Potássica 50 mg faz parte do pacote de remédios do programa Farmácia Popular, custeado pelo Governo Federal. Com isto, o custo para o paciente é zero. Não acreditei no início, pois pensava que era apenas para pessoas de baixa renda e tais remédios deveriam ser retirados em pontos específicos. Estava em uma farmácia de um shopping center. A balconista afirmou que era aquilo mesmo. Perguntei se precisava de cadastro e qual o prazo para pegar novas caixas, já que a receita indicava uso contínuo para o remédio. Ela me explicou todo o processo. Deve-se chegar em qualquer farmácia que tenha a indicação do programa Farmácia Popular de posse da receita médica devidamente datada, assinada e com o carimbo identificando o médico. Também devemos entregar um documento onde conste o número do nosso CPF. No caso, a receita e o documento foram digitalizados para enviar, via internet, ao Ministério da Saúde. Ao receber a receita de volta, ela vem com um carimbo indicando a data em que os remédios foram entregues. Para pegar novas caixas (no meu caso, são duas por mês), somente depois de transcorridos trinta dias da entrega. A receita tem validade de quatro meses. Vencido o prazo, nova receita deve ser expedida pelo médico. Dei um viva ao Governo Federal e à Presidente Dilma, já que a hipertensão é um mal que atinge milhões de brasileiros e muitos nem sabem que sofrem disto. Sendo de graça, é um programa que alcança mais gente e ajuda a combater a doença. Além do custo zero, digna de elogios a facilidade de se pegar estes remédios, pois praticamente em todas as grandes redes de farmácia há disponibilidade destes medicamentos. Importante repetir: deve-se sempre estar com a receita em mãos, fato acertadadíssimo, pois, nós brasileiros, temos a mania de comprar remédios sem apresentar receita, com total conivência das nossas farmácias, fato que não acontece nos Estados Unidos ou na Europa. Agora é torcer para que os novos medicamentos surtam efeito. A mécdia, mais uma vez, bateu na tecla da necessidade de eu praticar algum exercício físico, fato que reluto, mas que vou ter que acabar cedendo, em nome de minha saúde e de meu bem-estar. Vou para a Colômbia neste sábado para relaxar. Quando voltar, vou procurar uma atividade que não seja tão ruim. Creio que vou encontrar.