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sexta-feira, 22 de abril de 2011

ISLAS DEL ROSARIO

Como todos os dias em que estamos em Cartagena, a quinta-feira amanheceu com sol brilhante. Era o dia de nosso passeio para as Islas del Rosario. Pagamos 185.000 COP cada um pelo pacote "Day Tour Silver" que incluiu o transporte hotel-porto-hotel, lancha para 38 passageiros no transporte Cartagena - Islas del Rosario - Cartagena, impostos e taxas portuárias, suco de boas vindas no Hotel San Pedro de Majagua localizado em uma das ilhas, utilização das duas praias privativas deste hotel com direito a toalhas, um tour panorâmico pelas demais ilhas com duração de uma hora e parada no ocenário, além de um almoço com menu fixo (pescado frito ou filé de robalo grelhado, arroz com coco, patacones, uma bebida sem álcool, doces típicos cartageneros e café). Quem quisesse o pacote "Day Tour Gold" pagaria pelo mesmo roteiro 214.000 COP. A única diferença ficava por conta do menu do almoço, pois no lugar do peixe entrava lagosta. A saída do hotel estava programada para 8:30 horas, o que nos fez tomar café da manhã uma hora antes. No horário, todos a postos na recepção, onde recebemos um voucher e nos identificamos, colocando o número de um documento no controle para ser entregue às autoridades portuárias. Um micro-ônibus nos levou até o cais específico de saída de lanchas e embarcações privadas. Fomos na lancha San Pedro de Majagua I, totalmente lotada. Deste cais, passamos pelo porto, onde os dois tripulantes receberam a autorização para a viagem. Tirei muitas fotos da cidade. Foi interessane ver o contraste entre a cidade velha e os edifícios altos da parte moderna de Cartagena. O sol estava forte, motivo pelo qual não se pode esquecer de passar protetor solar. Quando íamos sair da baía, onde a cor do mar é escura, a lancha parou em frente ao povoado de Bocachica, onde vivem pescadores, possibilitando-nos observar os dois fortes que ali foram construídos para proteção contra invasores em épocas coloniais. Uma gravação em espanhol, inglês e francês, explicava sobre estas fortificações. Do lado direito fica o maior forte, o Furte San Fernando. Do lado esquerdo, o Fuerte San José. A lancha seguiu viagem, desta vez em maior velocidade. Ao sair da baía, a coloração do mar foi se alterando para um azul, depois ficou esverdeado. Estávamos no Mar do Caribe, afinal. Com quase uma hora de viagem, avistamos as ilhas que formam as Islas del Rosario. Paramos no cais do Hotel San Pedro de Majagua, onde passamos o dia. Logo na descida, um funcionário do local nos oferecia um refrescante suco de amora. Um outro funcionário dava todas as explicações para os visitantes. São duas praias, ambas com espreguiçadeiras forradas de azul, com bar, chuveiro de água doce e banheiros. A da esquerda tem música mecânica, enquanto a da direita é para quem quer mais tranquilidade, um local próprio para descansar e meditar, apreciando a beleza natural do local. O mar é lindo. Ficamos na praia da música. Antes, porém, decidimos o horário de nosso almoço, servido entre 12 e 14 horas. Optamos por almoçar em horário menos tumultuado, às 12:45 horas. O tour panorâmico de lancha saiu às 11:20 horas. Para quem quisesse entrar no oceanário, era necessário pagar 20.000 COP. Optamos por não fazer o passeio. A maioria dos turistas fez o mesmo, ou seja, ficou na praia. Acho que apenas as famílias com crianças e os ecoturistas foram passear de barco. Resolvi entrar no mar. Muita pedra indicava cuidado para não se machucar. A água estava em temperatura agradável. Fiquei tempo o suficiente para não torrar no sol. Logo fui tomar uma ducha de água doce. Até shampoo da L'Occitane estava disponível no chuveiro. Bebidas eram pagas à parte, mas podíamos lançar todos os gastos extras na conta de nosso hotel em Cartagena. No horário marcado, fomos almoçar. As mesas estavam arrumadas ao ar livre, debaixo de grandes árvores, dando um ar bucólico à refeição. O robalo estava ótimo. O arroz com coco foi o mais doce que comi até aqui nesta viagem. Como sobremesa, cada um recebeu um pratinho com dois exemplares de doces locais. Comi uma cocada amarela e um doce de gergelim queimado. Sabores marcantes. Voltamos para a praia, mas nossos lugares já estavam tomados. Logo os funcionários do hotel providenciaram novas cadeiras e as colocaram na sombra. Um sino seria tocado às 15:30 horas, indicando que voltaríamos para Cartagena. Antes disto, a maioria das pessoas já estava no deck, fazendo fila, pois todos tiveram a mesma ideia de procurar um lugar onde batesse menos sol. Fiquei no lado esquerdo do barco. Vestimos os coletes salva-vidas (tanto na ida quanto na volta, antes de partir, um dos tripulantes checava se todos estavam usando estes coletes. A preocupação com a segurança é muito importante para eles. Ótima notícia para os turistas). Ao sair, todos que estavam nas cadeiras do lado esquerdo da lancha ganharam uma capa para se proteger. O tripulante disse para nós vestirmos a capa, pois o barco iria bater muito, devido ao movimento do mar e molharia bastante quem estivesse daquele lado. Para quem já fez passeio de buggy nas areias de Natal-RN com emoção vai entender bem o que sentimos. Foi um passeio com emoção, só que bastante molhado. Fiquei ensopado. Ainda bem que me cobri todo com a tal capa. Fora que parecia um rally aquático de tanto desce e sobe, pula e bate na água. A lancha seguiu em alta velocidade até Cartagena, sem parar. Descemos no mesmo cais em que embarcamos, onde um ônibus já nos esperava para a volta ao hotel. O dia já chegava ao final, com um lindo entardecer. Eu e mais dois amigos resolvemos passear pela muralha que cerca a parte antiga da cidade, a chamada Cidade Amuralhada. A cidade estava muito cheia. Demos a volta completa pela muralha. Enquanto foi possível, andamos em cima dos muros. Vimos o por do sol no Mar do Caribe, junto com uma multidão que se aglomerava nas muradas munidos de máquinas fotog´raficas e/ou celulares nas mãos. Os bares estavam se preparando para a noite, uma feira de artesanato estava montada nas imediações do Museo Naval. Havia muita gente andando para lá e para cá. Voltamos ao hotel com a lua no céu. Era tempo de tomar um bom banho para novamente sair. Mais uma vez, já tínhamos reserva para jantar.


O Mar do Caribe visto de uma das praias privativas do Hotel San Pedro de Majagua - Islas del Rosario


Entardecer no Mar do Caribe - Cartagena


quarta-feira, 20 de abril de 2011

DOLCE FAR NIENTE EM CARTAGENA

Quarta-feira. Manhã linda em Cartagena. Nenhuma programação combinada. Dia de nada fazer. Café da manhã mais tarde, depois de 9:30 horas, longo, com muito bate papo. Comi quitutes típicos da terra: arepas, empanadas fritas recheadas de queijo (para quem é mineiro, parece o pastel de angu), queijo costeño, arequipe (um doce de leite), elixir da juventude (uma água aromatizada com suco de limão, pepino, verduras e ervas), buñuelitos (parecem bolinhas de queijo) e pan de bono (pão de queijo com milho na massa). Durante o café fui convencido a fazer o passeio de barco às Islas del Rosario, quarenta e cinco minutos de lancha de Cartagena, no Mar do Caribe. Além dos amigos terem me convencido, ajudou também um e-mail que recebi de um colega de trabalho, nascido na Colômbia, dizendo para não deixar de fazer este passeio. Terminado o café, passamos no concièrge, o atencioso Rafael, que prontamente nos reservou e confirmou nosso passeio para esta quinta-feira, quando devemos estar prontos na recepção do hotel às 8:30 horas. O regresso ao hotel será por volta de 17 horas. Optamos pelo pacote não privativo. Assim, faremos o tour aquático em uma lancha com capacidade para 38 pessoas. No pacote estão incluídos: o transfer hotel-porto-hotel, a lancha, um passeio de uma hora pelas ilhas do arquipélago de Rosario, duas bebidas durante o tour aquático, uso das duas praias privadas de um resort da ilha e o almoço (há duas opções, uma com peixe frito, que pode se trocado por frango ou carne, e uma com lagosta, sendo a segunda mais cara). Preferi a primeira, já sabendo de antemão que comerei frango. Depois de tudo acertado, fomos desfrutar a ótima piscina do hotel. Aproveitei também para marcar uma massagem para o final da tarde no Le Spa, o spa do Sofitel Cartagena Santa Clara. Escolhi a massagem profunda de uma hora. Ficamos na piscina até pouco depois de 14 horas, quando saímos para almoçar. Eu queria almoçar no próprio hotel, pois o serviço é demorado nos restaurantes e fiquei com receio de não dar tempo de estar no spa às 16:30 horas, conforme havia marcado. Mas nem todos quiseram almoçar onde estamos hospedados. Sugeriram repetir o restaurante do almoço do dia anterior. Todos concordaram. Desta forma, sentamo-nos na mesma mesa do restaurante Juan del Mar (Plaza de San Diego # 8-12). De pronto, quando a garçonete chegou para entregar os cardápios, falamos que não podíamos demorar, pois tínhamos hora marcada. Fiquei nos pescados, porém mudei a escolha. Desta vez, experimentei o pescado branco assado na parrilla com molho picante de tomate, alho e cebola em leito de cuscuz marroquino, acompanhado de arroz de coco. Enquanto aguardávamos o prato principal, beliscamos aneis de lula fritos, que estavam bem sequinhos. Também pediram um ceviche o qual não provei. Novamente tomei uma FresKola. Os pratos chegaram rápido. O meu estava tão bom quanto o do dia anterior. O picante do molho não metia medo, além da combinação peixe-molho-cuscuz ter ficado harmoniosa. Mais uma vez só vi o pessoal comendo a sobremesa. A conta total ficou em 425.000 COP. Quando saímos do restaurante, já eram 16 horas. Ric e mais dois amigos foram fazer câmbio. Dois outros amigos foram fazer compras na parte moderna da cidade, enquanto eu me dirigi ao spa. Já me aguardavam. Todos os funcionários do spa são muito educados e atenciosos. Fui conduzido ao vestiário para trocar minha roupa. Quando saí, a massoterapeuta já me esperava com um copo de água bem gelada com um leve toque de limão. Ela pediu para eu fazer uma sauna a vapor por dez minutos, tomar uma ducha fria, me enxugar, vestir o roupão e entrar na cabine. A massagem foi profunda, com um óleo de aroma suave. Logo dormi, relaxado com o aroma, com a música, com a luminosidade baixa e com a própria massagem. Nem vi o tempo passar. Acordei para me virar, mas adormeci novamente. Ao final, já com o roupão, a massoterapeuta disse para eu ficar um tempo sentado em uma espreguiçadeira em um ambiente com barulho relaxante de água, onde já havia um chá frio (minha escolha), frutas frescas e frutas secas. Fiquei ali por mais uns quinze minutos. Levantei-me, troquei de roupa, assinei o boleto para lançar o valor da massagem na minha conta do hotel. A massagem ficou em 170.000 COP, mas gostei tanto e saí tão bem que deixei mais 30.000 COP de gorjeta. Ao sair do spa, vi dois amigos na piscina. O sol já se punha, um vento fresco vinha do mar, mas mesmo assim entrei na água e ficamos conversando por quase meia hora, quando resolvemos subir para descansar, pois, afinal, uma reserva para jantar nos aguardava a partir de 20:30 horas. 


Restaurante Juan Del Mar - Cartagena


Restaurante Juan Del Mar - Cartagena


Pescado a Marroquin - Restaurante Juan Del Mar - Cartagena