Kruger Park - África do Sul, um álbum no Flickr.
Fotos dos safáris que fiz no Kruger Park, África do Sul em janeiro de 2014.Um pouco de tudo do que curto: cinema, tv, teatro, artes plásticas, enogastronomia, música, literatura, turismo.
Pesquisar este blog
Mostrando postagens com marcador Kruger Park. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Kruger Park. Mostrar todas as postagens
quarta-feira, 29 de janeiro de 2014
domingo, 19 de janeiro de 2014
SAFÁRIS NO KRUGER PARK, ÁFRICA DO SUL
Durante nossa curta estadia no Imbali Safari Lodge fizemos quatros safáris, dois por dia. Todos que me conhecem sabem que não sou um profundo amante da natureza, quando mais interagir com ela de forma tão intensa e acordar muito cedo. No entanto, a experiência no Kruger Park foi muito gratificante para mim. Gostei muito e tenho certeza que vou repetí-la. Nestes quatro safáris, aprendi os itens essenciais que se deve carregar para fazê-los: máquina fotográfica, de preferência com lentes poderosas ou um zoom muito bom; binóculos para observar melhor os bichos que ficam ao longe, assim como os detalhes de pássaros e flores; repelente para insetos (eu comprei duas pulseiras contra mosquito em Cape Town, mas quando coloquei uma delas no pulso, senti um forte cheiro de citronela, da qual sou alérgico, mas ela funciona para quem não tem problemas de alergia); protetor solar, não importando se o safári começa às 05:30 horas e se o tempo está nublado; óculos escuros; chapéu (não é boné!); algum protetor para pescoço e ouvido, pois quando o carro anda, o vento é muito forte, já que não há janelas fechadas neste tipo de veículo; um agasalho, não importando o calor que esteja fazendo, pois, acredite, em algum momento, você vai precisar de um; sapato fechado, de preferência com meia; calça comprida (neste caso é para evitar ficar passando o repelente no corpo inteiro); colírio, pois o vento bate muito nos olhos, deixando-os ressecados; uma garrafa de água mineral sempre à mão (no carro sempre tem, mas geralmente fica em uma caixa atrás, tendo que esperar parar para o guia nos entregar uma).
Fazer um safári pelo Kruger Park é uma aventura. Não sabemos o que veremos, mas temos a certeza de que veremos algum animal, nem que seja um pássaro. A flora também é interessante, mas a excitação de ver os animais acaba por nos fazer deixar de lado apreciar as árvores, arbustos e flores, pois ver os mamíferos soltos em seu habitat natural é incrível, e mais especialmente ainda quando vemos os chamados Big 5: leopardo, leão, elefante, rinoceronte e búfalo. Eis um resumo do que vimos nos nossos safáris:
Pré-safári: 04/01/2013 - eu assim chamei o nosso trajeto do aeroporto até o Imbali, pois, mesmo em uma van fechada, foi possível ver, em duas horas, muitos animais, incluindo três dos Big 5, sendo que o leopardo só o vimos nesta oportunidade. O trajeto foi feito no período de 14:10 às 16:15 horas, com sol forte e muito calor. Essencial ter máquina fotográfica preparada para este percurso. Vi javali, impala, zebra, elefante, leopardo, búfalo, hipopótamo (bem ao longe), franklin (parece uma galinha) e outros pássaros cujos nomes não guardei.
Safári 1: 04/01/2013 - de 17:10 às 20:20 horas - fomos em um carro para nove pessoas, mas somente seis estavam no safári, nós três e os três australianos com os quais fizemos o traslado juntos. Fazia muito calor, motivo pelo qual não levei blusa e me arrependi, pois quando o sol se pôs, por volta de 18:40 horas, fez um frio de lascar. Neste momento do por do sol, Andrew, nosso guia, parou o carro em um local muito bonito para fazermos um pequeno lanche. Ali ele nos mostrou pegadas de leão. Neste safári vi elefante, gnu, impala, kudu, búfalo, girafa, cobra (atravessava a estrada, obrigando Andrew a parar o carro para ela passar), águia, macaco-veludo, abutre, um pássaro apelidado de banana voadora, inhacoso (em inglês é waterbuck, um antílope cujo traseiro lembra um assento de vaso sanitário, por isso apelidado de toilette antílope), hiena (somente no período noturno), camaleão (era verde e estava na estrada. Ficamos impressionados em ver como Andrew o viu, parou o carro e nos mostrou, pois ele é muito pequeno), além de muitos outros pássaros, incluindo um que o guia viu ao longe, parou o carro, assobiou, fazendo com que o pássaro voasse até perto de nós, parasse no ar e fingisse uma caída, como se tivesse morrido, com os pés voltados para o céu, voltando a planar e voar novamente. Este foi o safári em que com mais variedade de animais tivemos contato visual.
Safári 2: 05/01/2014 - de 05:30 às 09:00 horas - neste safári éramos apenas eu, Cláudia e Vera no mesmo carro para nove pessoas. Fazia frio, mas ao longo da manhã, foi esquentando. Desta vez, estava preparado. Nesta manhã, tivemos uma experiência fantástica ao acompanhar um leão caminhar pelo mato até chegar em uma clareira onde estavam nove girafas. Ele não estava interessado nelas, mas sim em uma leoa que tomava sol deitada na relva. Acontece que a leoa estava em "lua de mel" com outro leão. Paramos o carro do lado deste outro felino e ali ficamos, muito próximos, esperando uma possível disputa pela fêmea. Mas a tal peleja não aconteceu nos trinta minutos que lá ficamos. Foi muito legal ver estes imponentes animais soltos tão de perto. E as girafas continuaram na paz, se alimentando das folhas das árvores. Vi leão/leoa, girafa, macaco veludo, elefante, impala, kudu, avestruz, gnu, chacal, duiker (um antílope menor), outros pássaros, e outro camaleão, desta vez na beira da estrada.
Safári 3: 05/01/2014 - de 16:30 às 20:10 horas - teríamos companhia de uma família de indianos, mas eles chegaram tarde e preferiram descansar. Foi, novamente, um safári exclusivo para nós três. Foi o safári que menos animais vimos. Vi elefante, impala, girafa, kudu, gnu, javali, bauala (em inglês é buschbuck, um outro tipo de antílope), rinoceronte branco, completando, assim, o Big 5 (mas este vimos super de longe, com necessidade de usar binóculos), abutre, entre outros pássaros, além de mais um camaleão, desta vez à noite, pendurado em um galho de árvore, com a cor marrom. Foi muito interessante ver este animal em três interações diferentes com o ambiente, quando assumia coloração próxima de onde estava.
Safári 4: 06/01/2014 - de 05:30 às 08:10 horas - a família indiana não acordou a tempo de participar deste safári, o que permitiu que ele fosse, mais uma vez, exclusivo para nós três. Foi o mais curto dos safáris e o que fomos mais longe dentro do parque. Vi abutre, falcão, águia, elefante, gnu, macaco veludo, babuíno, franklin (esta ave era presente em toda a estrada, em todos os safáris), impala, furão, inhacoso, javali, kudu, girafa, palanca (outro tipo de antílope, mais raro de se ver no Kruger), hipopótamo (dentro de um bonito lago, onde esperamos ele submergir por mais de uma vez). Neste safári, Andrew nos levou para ver um baobá, aquela árvore africana de tronco com espessura enorme.
Pós-safári: 06/01/2014 - de 09:40 às 11:40 horas - assim chamei nosso percurso do Imbali ao aeroporto de Hoesdpruit, feito em uma SUV fechada, conduzida por Andrew, nosso guia nos quatro safáris anteriores. Neste caminho, vi impala, kudu, zebra, gnu, tartaruga, girafa, búfalo e, quando já reclamávamos de que tínhamos visto um de muito longe, apareceu um rinoceronte escuro. Assim, vimos as duas espécies que existem no Kruger, o branco e o preto. Fechamos com chave de ouro nosso passeio no Kruger Park.
IMBALI SAFARI LODGE
Quando decidimos fazer um safári na África do Sul, a nossa ideia era ficar dentro da Kapama, uma reserva particular que fica bem perto do aeroporto de Hoedspruit, pois tínhamos várias indicações positivas sobre o local. No entanto, quando fechamos o pacote de nossa viagem, não havia mais lugar em nenhum dos hotéis dentro da reserva. A agência nos indicou o Imbali Safari Lodge, que está localizado dentro do Kruger Park, bem mais longe, portanto, do aeroporto. O trajeto do aeroporto até o Imbali dura em torno de duas horas e no caminho, especialmente depois que atravessamos o portão de entrada para o Kruger, já é possível ver muito animais. O Imbali é uma espécie de resort, só que o chamam de lodge porque está inserido na natureza, com o mínimo de intervenção possível. Ele tem uma área comum, com um restaurante onde são servidas as refeições (lanche madrugador, café da manhã, almoço, lanche da tarde e jantar), todas elas incluídas na diária, uma sala de estar com direito a lareira e vista para a mata e uma pequena piscina de borda infinita também voltada para a mata. Os alojamentos são bangalôs enormes, equipados com todo o conforto. São apenas 12 bangalôs, todos eles com um deque para os fundos no qual há uma jacuzzi particular e duas espreguiçadeiras, tudo voltado para a natureza. O banheiro é digno de nota, pois é muito grande, com um bom chuveiro e uma banheira, esta localizada ao lado da parede envidraçada que percorre todo o fundo do bangalô. A cama king é protegida por um mosquiteiro, que o serviço de quarto o fecha no final da tarde, para abrí-lo quando da arrumação diária. Ar condicionado, vela para dar um clima romântico, excelentes amenities, telefone para entrar em contato com os outros bangalôs e com a recepção, e muito spray contra mosquito completam os itens dentro dos quartos. Não há televisão e nem precisa! No final da tarde, colocavam um cartão na cama com a previsão do tempo para o dia seguinte, indicando não só a temperatura, mas também horário do nascer do sol, do por do sol, da possibilidade de chuva, entre outras informações ligadas ao tempo. Assim que fizemos o check in, nos avisaram que andar pela área do hotel era tranquilo durante a luz do dia, mas durante a noite, mesmo para ir de um bangalô para o outro, cuja distância é de uns trinta metros, era necessário estar acompanhado por alguém do hotel. Para tanto, bastava ligar na recepção. Quando precisei, chamei e logo apareceu um funcionário, sempre simpático, com sua potente lanterna. Ele ia na frente iluminando o chão, mas também jogando luz nas laterais e no alto das árvores. Com exceção do jantar, todas as demais refeições eram servidas no sistema self-service, com opções da culinária internacional, o que permitia a todos comer sem problemas. Para o jantar, havia um menu de entrada, prato principal e sobremesa, com duas ou três opções de cada uma. A escolha era feita durante o almoço. Quando chegava a hora do jantar, já sabiam o que cada mesa tinha pedido. O serviço, como um todo, foi muito bom, com exceção de nosso último jantar, pois esqueceram de servir o nosso prato principal, um filé de avestruz, do qual não gostamos, por sinal. A simpatia e educação dos funcionários também são dignos de nota. Os quatro safáris dentro do Kruger Park foram o ponto alto de nossa estadia. Fizemos os safáris sempre conduzidos pelo alegre e eficiente guia Andrew, que nos explicava tudo o que perguntávamos com a mesma cortesia todos os dias. O Imbali oferece um serviço de massagem, mas ela é feita no próprio quarto, não havendo um local adequado para tal. Não é todo mundo que gosta de fazer massagem na mesma cama em que vai dormir. É o meu caso, motivo pelo qual não solicitei o serviço, embora tivesse tempo de sobra entre os dois safáris diários. Enfim, depois de passar duas noites no local, concluímos que não ter ficado na Kapama, em hotéis maiores, sempre cheios, foi uma ótima para nós. Ficamos em lugar mais exclusivo e fizemos os safáris dentro do Kruger Park, um local infinitamente maior que a reserva particular Kapama, onde são realizados os seus safáris.
sábado, 18 de janeiro de 2014
DE CAPE TOWN PARA HOEDSPRUIT
Dia 04 de janeiro de 2014, seis horas da manhã. Malas fechadas. Eu, Cláudia e Vera nos encontramos no restaurante do Strand Tower para o café da manhã. No entanto, diferente da informação que obtivemos na recepção na noite anterior, o serviço começava às 6:30 horas. Ficamos sentados esperando ter alguma coisa para comer. Mesmo com os funcionários ainda colocando as coisas no buffet, nos servimos do que tinha disponível para não atrasarmos, pois nosso traslado para o aeroporto de Cape Town estava marcado para 06:45 horas. No horário exato, estávamos no hall do hotel. Ninguém tinha nada para acertar, pois não tivemos nenhum consumo extra durante a estadia. O motorista que iria nos levar já estava no hotel. Fomos em uma van. Desta vez, a Akilanga não cometeu erros. Quarenta minutos depois, chegávamos ao aeroporto. Um maleteiro veio até o carro nos ajudar com nossa bagagem. Ele fez tudo: colocou as malas em um carrinho, conduziu-nos até a fila do check in da South African Airways, esperou conosco. Como a fila não andava, ele perguntou se algum de nós tinha o status gold na Star Alliance. Eu tenho. Ele foi até o balcão reservado para clientes deste status, conversou com o despachante e conseguiu que todos nós fizemos o check in juntos por lá. Era importante fazermos juntos por causa do peso da mala de Vera, 30 quilos, acima do permitido para voos internos. Como eu tenho uma franquia maior de bagagem, ao todo poderíamos despachar 89 quilos. Nossas três malas pesaram 77 quilos. O maleteiro ainda colocou as etiquetas nas três malas, com tarja de preferencial. Com os cartões de embarque nas mãos, ele nos levou até o portão de embarque. Ganhou R100 (R$ 22) de gorjeta. Sorriu muito e nos desejou uma boa viagem. Nosso voo era para Hoedspruit, com conexão em Joahnnesburg. Quando sentamos em frente ao portão de embarque, um homem com um cecê insuportável sentou perto da gente.Tivemos que sair fora, torcendo para ele não ir no nosso voo. Chamada para o embarque no horário. Embarque remoto. Fui primeiro para garantir lugar para nossas malas de mão. O homem fedorento foi no mesmo ônibus. Seu mau cheiro era sentido em toda a extensão do ônibus. Fugi dele, mas ele era sem educação demais. Passou empurrando um monte de gente e subiu as escadas na minha frente. Fiquei todo encolhido para ele não encostar em mim. Quando vi, ele estava sentado na classe executiva. Dei graças, pois nossos assentos eram na fileira 25. Quando Cláudia e Vera chegaram, comentaram que passaram pelo homem fedorento na classe executiva e tudo estava empesteado. De repente, um comissário trouxe o tal homem para a fileira 26. O assento dele era exatamente o atrás de Cláudia, na janela. Ela pegou um lenço umedecido, que tinha um pouco de perfume, e o colocou no nariz. O mesmo fizemos eu e Vera. Por fim, um casal de alemães se sentou ao lado do cara. Tive dó deles, pois tiveram que suportar duas horas de voo com aquele mau cheiro. Quando o avião pousou em Joahnnerburg, combinamos de sair rapidamente para não ter contato físico com o homem, pensando que ele custaria a sair do lugar, pois havia o casal sentado nas poltronas do meio e do corredor. Levantamos e quando pegávamos a primeira mala, vi que o cara atropelou o casal e veio para o meu lado. Como um foguete falei para as minhas amigas: "volta, volta, volta!!" e nós três nós jogamos nos nossos assentos, todos espremidos um contra o outro, o mais longe possível do homem. Rimos muito da situação. O avião abriu as portas e o cara saiu. Só então nos levantamos e também saímos. O tempo de conexão era uma hora e vinte minutos. Fomos direto para o novo portão de embarque. Voo marcado para 12:15, mas houve atraso de uma hora. Embarque remoto. Na porta do avião, um Dehavilland Dash 8-400 Turboprop, os funcionários da companhia aérea recolheram as malas de mão, pois não cabiam no compartimento interno da cabine. Avisaram que pegaríamos estas malas junto à escada da aeronave quando ela pousasse em Hoedspruit. Voo tranquilo, com uma hora de duração. Serviram um lanche com um pacote de batatas fritas e dois de frutas secas que ajudaram a enganar minha fome. Pousamos em Hoedspruit às 14:10 horas, ou seja, uma hora após o previsto. Durante o taxiamento, muito longo por sinal, vi um javali correr pelo mato. O aeroporto é pequeno, mas muito bem cuidado. Esperamos a mala de mão junto à escada do avião e fomos para a área externa do aeroporto, onde as demais bagagens seriam entregues. Não há esteiras. As malas são entregues no estacionamento do aeroporto, onde as dezenas de vans dos hotéis aguardavam seus hóspedes. Vimos a placa com o nome de Vera e a identificação do motorista Simon como sendo do Imbali Safari Lodge, nosso hotel dentro do Kruger Park. Dividimos a van com três australianos da mesma família. Começava ali nossa aventura na savana africana.
Assinar:
Postagens (Atom)