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quarta-feira, 10 de novembro de 2010

DIA DE EXAMES

Jejum de doze horas. Antes das sete horas da manhã já estava no laboratório para colher sangue. Tive que ficar meia hora em repouso, pois um dos exames assim o exigia. Fui em seguida para o trabalho. As coisas estão um pouco paradas, sem muito documento tramitando. Aproveitei para adiantar alguns relatórios de final de ano. Almocei novamente no Terra Viva, pois é um restaurante onde tenho a certeza de que a comida é saudável, sem muita firula, apropriada para o momento por que estou passando. Aproveitei o tempo de almoço para ir ao CCBB e comprar ingressos para duas peças para os dias 19 e 20 de novembro: Fragmentos do Desejo e Banal. Às 17 horas eu estava na clínica Bio Cardios para novos exames. Desta feita, coloquei dois aparelhos no corpo, um para medir a pressão arterial (MAPA) de quinze em quinze minutos até 23 horas e deste horário até 7 horas, de trinta em trinta minutos, voltando para o intervalo de quinze minutos até a retirada do aparelho, prevista para 15:30 horas desta quinta-feira. O outro aparelho mede os batimentos cardíacos durante as 24 horas (Holter). São quatro eletrodos colados em meu corpo. Ambos os aparelhos estão em uma faixa ao redor da minha cintura. O aparelho para medir a pressão aperta o meu braço direito, anunciando que será difícil dormir. As recomendações são para não utilizar celular no período (deve ser mantido desligado), evitar controles remotos (tv, dvd, som, entrada da garagem do prédio), evitar abrir geladeira, freezer e microondas. Ou seja, nada do mundo moderno. Até mesmo o computador deve ser utilizado ao mínimo. Além disto, tenho que escrever em um formulário todas as atividades que realizo durante o período em que os aparelhos estão conectados ao meu corpo, anotando dia, horário, a atividade e se senti algum sintoma. Aproveitei o tempo em casa para fazer uma atualização da leitura de jornais antigos, chegando até os desta quarta-feira, e revistas dos meses de outubro e novembro. Hora de sair deste blog, pois tenho que desligar o computador. 

domingo, 17 de janeiro de 2010

A CELA


Noite de sábado. Tempo para mais uma peça de teatro. Resolvi conhecer um espaço cultural da cidade que tem uma sala de espetáculo para cerca de oitenta pessoas. Espaço Cultural Mapati (SCLN 707, Bloco K nº 5, Asa Norte), onde está em cartaz o monólogo A Cela (Le Sas), de Michel Azama. Direção de Jean-Jacques Mutin, com Tereza Padilha. O local do espetáculo é interessante, embora quente. A peça dura 80 minutos e se passa em uma cela no último dia de prisão de uma mulher que relembra momentos vividos nos longos anos em que ali ficou, bem como de momentos vividos anteriormente à sua condenação. O jogo de luz é um diferencial na peça, é quase um elemento vivo, com influência direta nas cenas. Destaco o momento em que a mulher, duvidando da existência de Deus, trava um diálogo com Ele, mirando uma forte luz amarela em seu rosto. A atriz é muito boa. Tem uma performance de arrepiar. Seu semblante transita entre o desespero, a alegria, a solidão, o sofrimento, em questões de segundos. A narrativa é não linear, pedindo uma atenção redobrada no texto. É linda a cena em que ela dança com bonecas que representam suas companheiras de prisão. O medo é o mote. Medo da solidão, medo da falta de companhia, medo da família, medo do mundo que a espera, medo de viver uma nova vida. Gostei muito. Nota 8.