Como já escrevi no post anterior, resolvi ir ao show do Seal no Ginásio Nilson Nelson no próprio dia do show. Comprei entrada para o Camarote Ciroc 2, ao preço de R$ 230,00 a meia entrada. Faço aqui um parênteses. Não sei o que ocorre, mas a grande parte dos shows internacionais em Brasília em 2011 cujos ingressos estão à venda tem preço único, todos eles indicados como meia entrada. Navegando pela internet, notei que shows do Projeto Encantadoras, com cantoras brasileiras, estão com os ingressos também em preço único. Para evitar problemas com os órgãos de controle e de defesa coletiva, há uma infinidade de garantias para todos pagarem meia, além dos tradicionais estudante, idoso e professores. No meu caso, podia escolher o cupom promocional por ser assinante do Correio Braziliense, o cartão Claro Clube por ter conta de banda larga na Claro, ou ainda pagar com Visa ou Mastercard para ter direito à meia entrada. O ingresso do camarote garantia estacionamento reservado, open bar, open food, serviços de cabeleireiro, DJ antes e após o show, além de livre acesso à pista premium, mais próxima do palco. As informações tanto no ingresso quanto na Central de Ingressos do Brasília Shopping era que os portões abririam às 20 horas, com o show começando às 21 horas. Uma colega de trabalho também tinha o mesmo ingresso e ao saber que eu ia, combinamos de irmos juntos. Passei no apartamento onde ela estava por volta de 20 horas. Ao chegar no Ginásio Nilson Nelson, nenhuma placa ou faixa indicava o local do estacionamento reservado. Depois de dar quase uma volta completa ao redor dele, vi uma placa indicando o local. Entramos sem ter que mostrar nossas entradas, pois não havia nenhum controle. Na porta para o camarote, havia pequeno público. Embora mais de 20 horas, a entrada não estava liberada, fato que só ocorreria às 20:30 horas. Não deixei por menos, aproveitando que tinha gente da produção circulando por perto, reclamei da falta de profissionalismo da produção de shows em Brasília em relação a cumprir o que estava escrito. Aproveitei a deixa e disse que não havia nenhum controle ao acesso no estacionamento reservado. O rapaz subiu as escadas correndo, falando alto no rádio para que fosse deslocado um segurança para a entrada do tal estacionamento. Quando a entrada foi liberada, pediram para formar duas filas, uma para mulheres e outra para homens, tendo em vista a revista necessária. Como sempre, tais revistas são totalmente para inglês ver, muito meia boca. Nova fila, vagarosa, para colocar a pulseira que dava acesso livre à pista. As moças contratadas para colocar as pulseiras em nossos braços ainda nem tinham separado as pulseiras, muito mais preocupadas em exibir as roupas que usavam da loja Carola que prometia um sorteio ao final do show mediante o preenchimento de uma pequena ficha. Nesta fila, ganhamos uma camisa vermelha do IESB, também patrocinador do camarote. Mal entravam na área reservada do camarote, as pessoas se dirigiam avidamente ao balcão onde estavam as bebidas (whisky Johnnie Walker Red Label e vodca Ciroc). Quem quisesse água ou refrigerante, tinha que ir até a arquibancada, ainda na área do camarote, para pegar seu copo. Também havia muita mulher arrumando os cabelos ou se maquiando. O DJ estava a postos, com uma música mais calma tocando. Fiquei na arquibancada, local mais arejado, vendo o movimento dos que entravam para os demais setores. O relógio marcou 21 horas e o público era bem pequeno, mas nada de o show começar. Parece que o brasiliense chega atrasado de propósito, sabendo que haverá, no mínimo, um atraso de meia hora. As luzes se apagaram às 21:35 horas, com os músicos entrando no palco cinco minutos depois. Seal entrou, estiloso como sempre, usando um tênis amarelo, uma calça preta, um vestido preto por cima da calça, com um aplique na altura da cintura, parecendo um cinto, com um paletó amarelo. Ao soar sua voz poderosa nos alto falantes do ginásio, vi que seria um belo show. O cantor tem uma energia incrível, com quatro mulheres louras nos instrumentos de sopro e também fazendo backing vocal, o que me fez lembrar sua linda mulher, a modelo alemã Heidi Klum. Quatro músicos completavam a cozinha do show. Seal corria de um lado para o outro, animava o público, que continuava chegando ao ginásio, mesmo com mais de vinte minutos de show. Ao final, vi que um ótimo público compareceu para ver a excelente performance de Seal. No set list não poderia faltar seus maiores sucessos, cantados em plenos pulmões pelos presentes, como "Kiss From A Rose", "Crazy", "Don't Cry", além de canções de seu mais recente álbum, lançado no segundo semestre de 2010, que conheço pouco, mas que gostei muito (acho até que vou comprar o cd). Seal também cantou músicas que fizeram sucesso em outras vozes, como a ótima "I Can't Stand The Rain", cuja interpretação de Tina Turner, em gravação da década de 1980, fez um sucesso estrondoso na época. A gravação de Seal consta do cd "Soul", que adoro. Ele terminou o show às 23 horas, mas voltou para o bis, quando cantou até 23:40 horas, totalizando duas horas de espetáculo. Ainda fiquei na festa do camarote, quando a pista de dança estava bombando, com bebida e comida ainda em abundância, até uma hora da madrugada. Levei minha amiga para casa e voltei para dormir, pois afinal o trabalho me aguardava na manhã de quinta-feira.
Um pouco de tudo do que curto: cinema, tv, teatro, artes plásticas, enogastronomia, música, literatura, turismo.
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domingo, 27 de março de 2011
quarta-feira, 17 de março de 2010
A-HA
Noite de terça-feira. Vinte e duas horas. Estava no Ginásio Nilson Nelson (Centro Esportivo Cláudio Coutinho) para assistir ao show da turnê de despedida do grupo norueguês A-Ha. Comprei o ingresso com bastante antecedência. O show seria na Ala Sul do Centro de Convenções Ulysses Guimarães, mas devido à procura de ingressos, os produtores mudaram o local para o ginásio, bem maior. Ingresso na mão para a pista premium, mais próximo do palco. Paguei R$ 120,00 por meia entrada, já que imprimi o cupom do Sempre Você do Correio Braziliense. O show começou no horário, uma raridade para shows em Brasília. Muita gente chegou atrasada, pois esta é a tônica na Capital Federal. O show já rolava havia quarenta minutos e ainda entrava gente. O vocalista da banda tinha dificuldades de cantar, pois, conforme explicou, estava com dor de garganta. O show foi morno, com plateia sem entusiasmo, sem muita empolgação. A maioria do set list era de músicas do mais recente trabalho do grupo, pouco conhecido entre os presentes. Já perto de terminar, o sucesso Cry Wolf e a saída. Alguns apupos e eles voltam ao palco, cantam três mega sucessos da banda, como a melenta Hunting High and Low, acompanhados por um público que começava a esquentar, mas já era o fim. Saem de cena, dizendo em português que amam Brasília. O público pede o maior sucesso Take On Me. Eles voltam para atender. Lembrei-me dos meus tempos de Santa Tereza Cine Show em Belo Horizonte. Como dancei esta música na minha juventude... Fim de música, no painel uma mensagem em português: Brasil Para Sempre. Obrigado Brasília. Acabou, não haverá mais A-Ha em Brasília. A saída foi muito tranquila, sem empurra empurra. Como disse, um show bem morno, sem muita graça.
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