Terminado o almoço no Garden, resolvemos dar uma volta para conhecer as edificações que compõem a chamada L'Agenzia di Pollenzo, cuja construção de estilo neogótico começou a ser construída em 1833, sendo totalmente recuperada no início dos anos 2000. Em 2004, o complexo foi reinaugurado e hoje abriga três importantes empreendimentos: o hotel Albergo dell'Agenzia, a enoteca Banca del Vino e a escola Univesità di Scienze Gastronomiche, primeira do gênero no mundo. O hotel tem classificação quatro estrelas. Visitamos apenas as áreas comuns, como o bem cuidado jardim que fica em frente à sua entrada, e o pátio interno, onde algumas esculturas estavam expostas. O prédio onde funciona a universidade fica na lateral do hotel, enquanto a enoteca fica no subsolo de uma das alas do próprio hotel. La Banca del Vino abriria às 15:30 horas. Como faltavam vinte minutos, fomos dar uma volta, parando para tirar fotos dos prédios que ficam ao redor da Agenzia, todos eles de coloração avermelhada, o que dá um impacto visual bem interessante, especialmente quando contrastado com o verde dos imensos gramados do local. Assim que a enoteca abriu, descemos para conhecer. Trata-se muito mais do que uma enoteca. É um verdadeiro museu sobre os vinhos produzidos em solos italianos. No entanto, naquele dia, apenas visitas agendadas poderiam ser atendidas. Tristes, ficamos na loja, onde os atendentes se desdobravam para encontrar os vinhos que estavam em uma lista que o sommelier do restaurante Piazza Duomo tinha indicado para Vera. Nada encontramos. Para não perder a oportunidade, resolvi comprar dois jogos de corta-gotas, item essencial para os amantes do vinho e ótima lembrancinha para os amigos. Enquanto esperávamos para pagar, um dos atendentes perguntou de onde éramos e como tínhamos descoberto aquele local. Rimos muito ao responder que um erro do Google Maps nos levara para Pollenzo e, consequentemente, para a Agenzia. Era hora de terminar nossa visita e voltar para Alba. Ainda tínhamos uma feira para visitar. Demoramos cerca de meia hora para chegar ao Hotel Calissano, onde deixamos o carro, seguindo, imediatamente, para o centro de Alba, que recebia um público enorme, mas sem as barracas da feira que tomou conta das ruas da parte histórica da cidade no dia anterior.
Um pouco de tudo do que curto: cinema, tv, teatro, artes plásticas, enogastronomia, música, literatura, turismo.
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sexta-feira, 8 de novembro de 2013
RISTORANTE GARDEN - ALBERGO DELL'AGENZIA - GASTRONOMIA EM POLLENZO, BRA (ITÁLIA)
Chegamos ao Albergo Dell'Agenzia com muita fome. Foi parar o carro e ir direto para o restaurante, que fica à direita da entrada, com mesas em um puxado com paredes e teto de vidro, com uma espécie de um aquário gigante, o que permite ter uma visão bucólica dos jardins do hotel. O restaurante leva o sugestivo nome Garden, pois está dentro do jardim do hotel, como se fosse uma estufa de vidro.
Endereço: Via Fossano, 21, Pollenzo, Bra, Itália. (www.albergoagenzia.it).
Contato: +39 0172 458600 - info@albergoagenzia.it
Especialidade: culinária piemontesa. Praticamente do movimento Slow Food.
Quando fui: almoço de 27 de
outubro de 2013, domingo. Éramos 05 pessoas, sem reserva. O restaurante estava cheio, mas como já eram mais de 14 horas, nos acomodaram rapidamente em uma mesa redonda no fundo do salão de vidro. Ficamos mais de uma hora e meia no local.
Serviço: médio, com garçons robóticos, sem muita sinergia com a clientela. Os pratos demoram um pouco para chegar, pois, seguindo a filosofia Slow Food, são preparados na hora. Afinal, estávamos no local onde ele foi criado. O menu indica os fornecedores da matéria-prima utilizada na elaboração dos pratos.
O que bebemos: água com e sem gás Lurisia (€ 2 cada garrafa de um litro) que acompanhou o vinho tinto Sorano Riserva 2008 (€ 24), produzido em Roero por Filippo Gallino, com 14,5% de álcool. Achei o vinho fraco, mesmo para um risoto mais ameno como foi o que escolhi.
O que comi: aceitamos, como de costume, o coperto, composto por uma cesta de pães e gressinos (cortesia da casa). Como primo piatto, escolhi o risotto di Grumolo delle Abbadesse con zucca e salsicci di Bra (€ 14). O arroz do risoto é produzido na região da cidade de Grumolo delle Abbadesse, localizada no Vêneto. O arroz é mais arredondado. Estava cozido no ponto certo, aquele em que se atinge quando o amido é quebrado. Muito saboroso. A abóbora dá uma cor interessante ao prato, assim como seu sabor suaviza os temperos fortes da ótima linguiça produzida em Bra. Gostei muito do risoto. Neste embalo, resolvi aceitar a sugestão da garçonete, escolhendo a panna cotta con pera moscatto (€ 8), carro chefe da casa, como sobremesa. E não me arrependi, pois o pudim de creme de leite cozido estava sensacional. A pera cozida com uma leve calda de espumante moscatto deu o toque mais doce que o pudim pedia. Muito bom.
risotto di Grumolo delle Abbadesse con zucca e salsicci di Bra
panna cotta con pera moscatto
Valor que me coube no total da conta: € 30.
Minha avaliação: * * * 1/2. Chegamos ao restaurante sem nenhuma indicação e fomos surpreendidos pelo local e pela qualidade da comida.
Gastronomia Pollenzo, Bra (Itália)
FOSSANO - UM ERRO, UM ACERTO
Castello dei Principi d'Acaja
Para o domingo, dia 27 de outubro de 2013, não tínhamos nada previamente agendado para a parte da manhã. Tanto Silvia, quanto Sandro, nossos guias nos passeios de sexta-feira e de sábado, nos indicaram conhecer algumas pequenas cidades da região. Entre elas estava Grinzane Cavour, com menos de dois mil habitantes, onde também há um castelo que pode ser visitado, tem uma bela vista da região e em seu interior há um restaurante com uma estrela Michelin. Ainda no sábado, quando retornamos da caça às trufas, tentamos fazer uma reserva no restaurante, o Ristorante Al Castello, do chef Alessandro Doglione, mas estava completo. O concierge do Hotel Calissano nos deu a dica de tentarmos a sorte, chegando lá um pouco mais tarde. Foi o que decidimos. Assim, combinamos de nos encontrar na porta do Hotel I Castelli, pois ele ficava no caminho da saída de Alba. Como não tínhamos pressa, marcamos às 10 horas. Acordei cedo no domingo. Olhei pela janela. O movimento de ônibus e carros no estacionamento público em frente ao hotel não era tão intenso quanto do dia anterior. Desci para o salão do subsolo onde já estavam Emi e Rogério tomando café da manhã. No horário marcado, nós três estávamos prontos, do lado de fora do hotel, aguardando Vera e Cláudia. Assim que elas chegaram e todos estavam acomodados no 500 L, o endereço do Castello di Grinzane Cavour foi colocado no Google Maps. Coordenadas definidas, seguimos nossa viagem. O tempo estava nublado, mas não chovia. O tempo estimado de viagem indicado pelo aplicativo era de 47 minutos. Passamos por várias pequenas vinícolas, por cidades pequenas, até o Google Maps nos comunicar que tínhamos alcançado nosso destino. Achamos estranho, pois a cidade não tinha colina e nem vimos nenhum castelo. Escolhemos um lugar para estacionar no que nos pareceu o Centro da cidade. As ruas estavam desertas. Nenhuma loja, café ou restaurante estavam abertos. Ao longe, vimos um aglomerado de pessoas em frente a uma grande igreja. Fomos para lá. Era a principal praça da cidade, a Piazza Manfredi. A igreja estava aberta, o que nos permitiu conhecer o seu belo interior, com várias pinturas e afrescos. Ao sair, procurei uma placa para saber qual era o seu nome. Ao ler a placa, Cattedrale di Santa Maria e San Giovenale, descobri que não estávamos em Grinzane Cavour, mas sim em Fossano. Já que ali estávamos, fomos conhecer o restante da cidade. A catedral, também conhecida como Duomo di Fossano, data de 1771. Sua fachada é em tom avermelhado, diferente de seu campanário, em cor bem mais clara. Na mesma praça está o imponente Palazzo Comunale, sede da prefeitura local. Seguimos em frente até chegarmos em outra igreja, também com fachada avermelhada. O mesmo pessoal que estava em frente à catedral, agora estava saindo desta igreja. Entramos. Um senhor nos abordou perguntando de onde éramos. Respondi que éramos brasileiros. Ele abriu um largo sorriso, disse que podíamos ver tudo lá dentro, salientando que aquela igreja era particular, não pertencia à diocese. A igreja é a Chiesa della Santissima Trinità, construída entre 1723 e 1728. Seu interior é bem mais claro do que o da catedral. Uma exposição de vestimentas clericais acontecia nos corredores laterais da igreja. Assim que saímos, o senhor fechou as suas portas. Contíguo à igreja fica um hospital, cuja fachada segue o seu estilo. Um belvedere à esquerda da igreja nos permitiu ver uma parte da cidade. Tomamos a direção do hospital, na Via Ospedale Maggiore, virando a primeira à direita, pegando a Via Lancimano, sempre observando as edificações antigas, parando para uma foto aqui e ali. Esta via desemboca em uma praça, a Piazza Castello, onde está o Castello di Fossano ou Castello dei Principi d'Acaja. Não impressiona por fora. Tentamos entrar, mas ele não estava aberto para visitação pública. Conseguimos ver apenas seu primeiro pátio interno. Já conformados que tínhamos chegado em cidade errada, resolvemos voltar, parando para almoçar em um restaurante que Cláudia tinha indicação no vilarejo de Pollenzo. Retornamos para a Via Roma, onde tínhamos deixado o carro, fazendo uma parada estratégica para ir ao banheiro e tomar um providencial café no Caffè Roma. Mais uma cidade no nosso currículo, graças ao erro do Google Maps. Depois, pesquisando na internet, descobri que entre Alba e Fossano são 36,6 Km, percurso que se faz, em média, em 47 minutos, o que demonstra que o Google Maps pode não ter indicado a direção errada. Talvez o endereço digitado tenha sido errado e como nestas cidades as ruas tem o mesmo nome, aí pode estar a confusão. Entre Alba e Grinzane Cavour, para onde queríamos ter ido, a distância é bem menor: 10,3 Km, trecho que se faz em 15 minutos de carro. De qualquer forma, foi um erro com acerto, pois Fossano é uma cidade com construções medievais e muito bem conservada. Entramos no carro, colocamos o endereço do tal restaurante no Google Maps e seguimos na direção indicada. Já passavam das 13:30 horas e a fome dava sinais de existência. Chegamos rápido, pois o restaurante ficava em Pollenzo, vilarejo pertencente à cidade Bra. No endereço indicado não havia nenhum restaurante. Ninguém na rua para perguntarmos. Demos meia volta, quando vimos uma senhora varrendo um quintal. Paramos, perguntamos sobre o restaurante e ela nos disse que ele havia fechado há dois anos. Questionada sobre outro local para almoçar, ela nos respondeu que tinha um restaurante sempre movimentado no hotel que ficava em frente à sua casa. Era o elegante Albergo dell'Agenzia, para onde nos dirigimos. Era hora de almoçar.
Centro de Fossano
Cattedrale di Santa Maria e San Giovenale
Chiesa della Santissima Trinità
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