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domingo, 27 de fevereiro de 2022

LICORICE PIZZA

Licorice Pizza, 2021, 133 minutos.

Filme dirigido por Paul Thomas Anderson, tendo como protagonistas Alana Haim (Alana) e Cooper Hoffman (Gary).

A trama acompanha o desenvolvimento de uma amizade, bem como do amor, entre Alana, uma jovem de 25 anos, com Gary, um adolescente de 15 anos, em San Antonio Valley, Los Angeles, California.

O filme se passa nos anos 1970, cuja trilha sonora foi muito bem escolhida. Paul Thomas Anderson mostra, mais uma vez, que é excelente diretor de atores, pois as performances de Alana Haim e de Cooper Hoffman são dignas de premiações. Alana faz parte da banda Haim, para quem Anderson já dirigiu alguns vídeos musicais. Cooper é filho do fantástico ator Philip Seymour Hoffman, que participou de dois grandes filmes de Anderson: Boogie Nights e Magnolia.

Apesar destes elogios, o filme não me conquistou. Como li muitas resenhas, análises e críticas favoráveis a Licorice Pizza, tendo recebido três nomeações para o Oscar 2022, incluindo melhor filme, resolvi vê-lo novamente. Conclusão: realmente o filme não fez minha cabeça.

Achei chatérrima a historinha de primeiro amor. A obsessão de Gary por fazer sucesso de qualquer maneira, primeiro como ator, depois como vendedor de colchões de água, e, em seguida, com máquinas de pinball em uma arcade, sempre com o apoio de Alana, é demais para um adolescente de 15 anos, nos idos de 1970. É o tal sonho americano aplicado em sua forma mais idiota. A relação de Alana com Gary é cheia de maneirismos, de constantes mudanças de humor, tipo uma masturbação mental.

Os dois protagonistas correm demais em cena, tanto de forma metafórica, quanto de forma literal. Até lembrei do ótimo filme alemão Corra, Lola, Corra, de 1998. 

As participações de Sean Penn e Bradley Cooper são meteóricas e apenas servem para dar o ar surreal, bizarro e de esquizofrenia ao filme.

Fui pesquisar porque o filme se chama Licorice Pizza, pois nenhuma pizza, pizzaria ou alcaçuz aparecem na trama, nem mesmo em referências nos diálogos. Este era o nome de uma famosa cadeia de lojas de vinil que fazia sucesso na Califórnia nos anos 1970, local onde nasceu e cresceu o diretor. Anderson quis fazer uma homenagem, já que o filme se passa no mesmo estado e na mesma época.

Vi, em 23/02/2022.

Em cartaz nos cinemas.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

A ÁRVORE DA VIDA

Mais um filme lento que assisti nesta minha estadia em Belo Horizonte. Na verdade, foi o mais lento de todos e a lentidão é potencializada pelos 138 minutos de projeção. Fui com uma amiga conhecer o complexo de cinemas da Cineart instalado no mais novo shopping de BH, o Boulevard Shopping. Pelo ingresso, paguei R$ 7,00, meia entrada, por utilizar o cartão de assinante do jornal Estado de Minas. As instalações do cinema são modernas e muito confortáveis. Local ideal para ver filmes longos e lentos. Bom público compareceu à sessão de meio de tarde para ver o vencedor de melhor filme no último Festival de Cannes. Dirigido pelo aclamado diretor americano Terrence Malick, A Árovre da Vida (The Tree of Life) é uma produção dos Estados Unidos de 2011 e tem no elenco Brad Pitt, Jessica Chestain e Sean Penn. Características sempre presentes da filmografia de Malick, estão no filme os planos longos, a fotografia primorosa, a narração em off e um elenco famoso. Os críticos tem classificado o filme com a cotação máxima dos veículos especializados e dos jornais do país, mas não é película que agrade ao grande público. Aliás, uma quantidade expressiva de pessoas deixou o filme durante sua projeção. Confesso que não sou fã deste diretor, pois ele exagera na utilização da narrativa em off, algo que me desagrada e que não fixa minha atenção. E neste A Árvore da Vida esta utilização chega a ser irritante. Ao final, tive a sensação de que pouca importa o enredo, pouco importa ter uma história a contar. A história não chega a lugar algum e nem deveria chegar, pois a grande mensagem que ele quis passar fica clara: tudo tem um fim. Assim, para que encerrar uma historinha de uma família, se sabemos que a morte é certa para todos, tanto na tela, quanto de todos os seres vivos, incluindo nós, o público. O filme seria mais palatável se durasse uns quarenta minutos a menos. No entanto, gostei de alguns pontos, como a fotografia sensacional, incluindo as utilizadas nos efeitos especiais. Também destaco a poesia inerente ao contexto da vida em família, em uma bucólica cidade do interior americano em contraste com a sufocante e opressiva vida em uma grande metrópole, onde vive uma dos filhos (Sean Penn) do casal (Brad Pitt e Jessica Chestain) quando adulto. Classifico esta viagem de Malick como uma poesia em imagens que conta a finitude da vida. Para quem é cinéfilo e gosta deste diretor.