Stellenbosch - África do Sul, um álbum no Flickr.
Fotos tiradas em janeiro de 2014 na região vinícola de Stellenbosch, África do Sul.Um pouco de tudo do que curto: cinema, tv, teatro, artes plásticas, enogastronomia, música, literatura, turismo.
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quarta-feira, 22 de janeiro de 2014
sábado, 18 de janeiro de 2014
JORDAN RESTAURANT - GASTRONOMIA EM STELLENBOSCH, ÁFRICA DO SUL
Do centro de Stellenbosch até a Jordan Wines demorou cerca de meia hora. Passamos por várias pequenas vinícolas, todas com as parreiras carregadas de cachos de uvas, já que a vindima nesta região da África do Sul acontece nos meses de março e abril. A paisagem é linda. Saímos da estrada principal, entrando em vias mais estreitas, o que nos permitiu ver bem de perto muitas parreiras, para, enfim, chegarmos na linda Jordan, onde tínhamos ótimas referências em relação ao seu restaurante. A reserva foi feita por Cláudia, via e-mail, ainda no Brasil. Mesa para três pessoas confirmada para 13:30 horas. O lugar é lindo. Jardins bem cuidados, árvores frondosas garantindo excelente sombra na beira de um lago repleto de patos egípcios. Há um café/padaria no local, que estava lotado de gente lanchando. O restaurante fica depois deste café. São poucas mesas, a maioria delas dispostas em um terraço externo, devidamente protegidas com grandes ombrelones. Há um salão menor, mas estava ocupado com uma turma grande. Ficamos do lado externo. A princípio, achamos que o calor que fazia iria nos incomodar. Mas isto não aconteceu. A vista que tínhamos era maravilhosa. De nossa mesa, víamos o lago à frente, as parreiras nas encostas das colinas da direita e da esquerda e uma série de outras vinícolas no horizonte, além das montanhas que circundam a região. Simplesmente lindo. Quanto ao restaurante, foi uma experiência magnífica. Atendimento impecável, serviço de vinho perfeito, comida saborosa e sensacional. O restaurante tem uma pegada francesa com toques contemporâneos, sob o comando do chef George Jardine. Seu cardápio muda diariamente, pois segue a sazonalidade dos produtos que utiliza, com o chef escolhendo os mais frescos. O sistema é parecido com um menu degustação, mas com opções de escolher entre cinco entradas, cinco pratos principais e quatro sobremesas, além de dois acompanhamentos, estes pagos à parte. Há um menu de dois pratos - R$275 (R$ 60), com entrada e prato principal; e um menu de três pratos - R320 (R$ 69,40), com entrada, prato principal e sobremesa. Escolhemos o de três pratos. Iniciamos os trabalhos com água mineral com e sem gás customizada para a Jordan (R25 - R$ 5,40, cada garrafa de 750 ml) e um vinho branco, produção da vinícola, elaborado com a casta chardonnay: Jordan Nine Yards, safra 2011 (R395 - R$ 85,60). A escolha do vinho teve a ajuda de um dos garçons que nos atendia. Vinho leve, refrescante, próprio para o calor que fazia. Rapidamente secamos a garrafa, antes mesmo de chegar o prato principal. Escolhemos outro vinho, também branco, só que com a casta chenin blanc, o Jordan BF 2013 (R148 - R$ 32), vinho bem mais simples, com toques minerais. Preferi mil vezes o primeiro que bebemos. Em relação aos meus pratos, foram os seguintes:
Entrada: steamed flowering zucchini, fresh water crayfish mousse, orange, fennel and vegetable crudities - trata-se de flor de abobrinha cozida no vapor recheada com um creme de carne de lagosta, escoltada por folhas verdes e alguns legumes crus. Uma calda levemente doce de laranja e gotas de wasabi completavam esta maravilhosa entrada. Mesmo não apreciando muito a carne de lagosta, o creme dela feito estava muito bem temperado, se dissolvendo na boca. E o sabor da flor de abobrinha é algo indescritível.
Prato principal: mousseline of steamed green aspargus, sweet pea and ash rind goats cheese croquettes - prato com bonita apresentação, sem carne. São aspargos frescos cozidos no vapor servidos com ervilhas e folhas precoces de agrião, além de deliciosos bolinhos fritos de queijo de cabra, com uma crosta levemente crocante. Os bolinhos derretiam no contato com a boca, deixando o sabor forte do queijo de cabra dominar todo o paladar. As ervilhas eram doces que, misturadas com o aspargo, não deixavam o queijo de cabra dominar quando na boca. Experiência sensacional. Deu vontade até de pedir mais.
Sobremesa: vanilla panna cotta, macerared summer berries, white chocolate sabayon - uma panna cotta cremosa, quase líquida, servida com zabaione de chocolate branco e com amoras maceradas. Um biscuit doce completava o prato. Para meu gosto, o ponto fraco do almoço. Dispensável, embora estivesse bem feito.
Ainda ficamos um bom tempo na mesa, acabando nossa segunda garrafa de vinho branco e apreciando a paisagem. Uma lombeira baixou rapidamente e ainda tínhamos mais vinícolas para visitar. Pedimos uma xícara de café espresso duplo (R20 - R$ 4,30) para tentar espantar o sono. Em seguida, veio a conta. Pagamos o montante de R1.800 (R$ 390), já incluída a gorjeta de 12,5%. Foi um almoço inesquecível.
Levantamos da mesa, mas a vontade era ficar por ali, descansando debaixo das árvores. O relógio marcava 15:45 horas. Decidimos tirar algumas fotos na beira do lago. Vimos sofás convidativos debaixo de uma grande árvore e lá ficamos por quinze minutos. Vera quase dormiu. Tínhamos que ir embora, pois ainda iríamos para outra cidade produtora de vinhos, Franschhoek.
Estávamos precisando de um bom tempo naquele paraíso. Mas seguimos em frente. No caminho, tiramos a conclusão que não deveríamos ter bebido duas garrafas de vinho durante o almoço. E ainda lembramos que na parte da manhã, já tínhamos bebido quatro taças de vinho cada um quando da degustação que fizemos na Waterford Estate! Leonard, nosso guia/motorista, muito simpático, só ria de nossa situação. Dissemos que não tínhamos condição de visitar outra vinícola. Assim, conheceríamos Franschhoek, onde ficaríamos até o jantar, pois tínhamos uma reserva no The French Connection Bistro para 18:30 horas, feita pelo Tiane no dia 31 de dezembro de 2013. Nossa esperança mesmo era conseguir sair da lista de espera do The Tasting Room at Le Quartier Français, restaurante que fica na cidade para onde estávamos indo e que integra a seleta lista dos cem melhores do mundo, ocupando a 53ª posição na edição 2013.
Endereço: Stellenbosch Kloof Road, Stellenbosch, África do Sul.
www.jordanwines.com
www.jordanwines.com
Contatos: +27 21 881 3612 - restaurant@jordanwines.com
Especialidade: culinária contemporânea, com sotaque francês, sob o comando do chef George Jardine
Especialidade: culinária contemporânea, com sotaque francês, sob o comando do chef George Jardine
STELLENBOSCH
Dia 02 de janeiro de 2014. O dia amanheceu lindo. Tínhamos um tour contratado junto à Samsara Africa para a região mais famosa das vinícolas sul-africanas. Descemos por volta de 08:15 horas para tomar café. No elevador, descobrimos que nosso roteador de wi-fi não funcionava porque o pacote de dados que tínhamos comprado quando de nossa chegada na Cidade do Cabo tinha acabado. Decidimos procurar uma loja depois do café da manhã, antes do início de nosso tour. O movimento no restaurante era médio. Quando fui me servir no buffet, uma senhora pegou um prato raso, encheu-o de feijão com caldo e ficou atrás de mim. Como ela conversava com outra pessoa, invariavelmente não percebia que encostava o prato nas minhas costas. Minha camisa era branca. Tive que falar, pois ela não estava nem aí. E o pior é que ela ainda ficou de cara amarrada. Após comer, descemos para comprar o novo pacote de dados. Havia uma loja da Vodacom bem próxima ao hotel. Fomos até lá e pedimos o maior plano que eles tinham disponível. Saímos com um plano de 10 GB para ser utilizado no prazo de trinta dias. Segundo o vendedor, seria mais do que suficiente para o restante de nossa viagem. E foi. Por ele, pagamos R599 (R$ 130). Voltamos ao Strand Tower para encontrar nosso guia. Desta vez era um sul-africano que não falava português. Seu nome era Leonard e ele seria não só o guia, mas nosso motorista durante todo o dia. Às nove horas, conforme combinado, saímos em direção à Stellenbosch. O trajeto dura umas duas horas. Na rodovia, margeamos por muito tempo Khaeylitsha, uma enorme favela com casas de tudo quanto é tipo, desde barracos de madeira, de folha de flandres, até casas mais estruturadas. Os gatos de energia nos postes de iluminação pública dominavam a paisagem. Passada a favela, já entramos em uma região cheia de vinícolas. Nossa primeira parada foi na Waterford Estate. Gostei da visita, pois não fomos a nenhum local específico para conhecer o processo de elaboração do vinho. Digo isto porque os processos são variações sobre o mesmo tema e já visitei algumas vinícolas no Brasil, na Argentina e na Itália onde tive tais explicações. No caso, a visita consistia em fazer degustações a partir de um menu da casa. Escolhemos uma mesa no pátio interno da construção, ao ar livre, debaixo de uma frondosa árvore. Resolvemos fazer duas degustações:
01) The Jem Tasting (R50 - R$ 11, por pessoas e por taça) - Jem é o vinho top da Waterford. Degustamos a safra 2009, elaborada com 36% de cabernet sauvignon, 32% shiraz, 9% merlot, 8% cabernet franc, 8% petit verdot, 5% mourvèdre e 2% barbera. Aromas de especiarias, cassis e fumo. Tem acidez boa, com taninos elegantes e levemente frutado na boca. A garrafa custava R725 (R$ 157,00). Ao final, Cláudia comprou uma garrafa.
02) Waterford Estate wine and chocolate experience (R45 - R$ 10 por pessoa) - A moça que nos atendeu colocou na frente de cada um de nós uma pedra de mármore branco onde havia um espaço para três taças e três barrinhas de chocolate, sempre formando pares. O primeiro vinho servido foi o tinto Kevin Arnold Shiraz, harmonizado com o chocolate amargo com masala chai. A segunda taça era do vinho tinto Waterford Estate Cabernet Sauvignon, cuja harmonização se deu com um chocolate meio amargo com flor de sal. Por fim, uma taça do vinho de sobremesa Waterford Family Reserve Heatherleigh, servido acompanhado da barra de chocolate ao leite com rosas. Nesta degustação caiu por terra a máxima de que vinho e chocolate não combinam. As três harmonizações ficaram perfeitas e os sabores dos vinhos foram potencializados quando a bebida entrou em contato com os chocolates. Gostamos tanto que resolvemos comprar uma caixa com trinta barrinhas de chocolate, sendo dez de cada sabor (R140 - R$ 30,50), para uma futura degustação na nossa confraria.
Depois de acertar as degustações que fizemos, percorremos, por nossa conta, parte da vinícola, indo até o parreiral mais próximo. Na entrada da Watereford Estate há um interessante jardim repleto de pés de limão, todos eles podados da mesma forma.
Da vinícola, fomos conhecer o centro da cidade de Stellenbosch, onde Leonard nos deixou na praça principal, indicando a rua que concentra as lojas de artigos de presente e decoração, hotéis, bares e restaurantes. A cidade teve colonização holandesa e guarda em sua arquitetura traços da época em que eles dominavam a região. Ficamos a passear pelo local por uma hora. Acabei entrando em uma lojinha para comprar um ovo de avestruz decorado (R220 - R$ 48). Fizeram um ótimo embrulho para colocar na mala. O que me chamou a atenção nas ruas pelas quais passamos foi uma exposição a céu aberto de esculturas. Muito interessante. Em frente à prefeitura da cidade havia um monumento a Nelson Mandela, que estava cheio de flores ao seu redor em homenagem a este grande homem sul-africano. Fotos foram necessárias. O calor era intenso. Voltamos para a praça, encontramos com Leonard e seguimos para a segunda vinícola, a Jordan Estate, onde iríamos almoçar.
Da vinícola, fomos conhecer o centro da cidade de Stellenbosch, onde Leonard nos deixou na praça principal, indicando a rua que concentra as lojas de artigos de presente e decoração, hotéis, bares e restaurantes. A cidade teve colonização holandesa e guarda em sua arquitetura traços da época em que eles dominavam a região. Ficamos a passear pelo local por uma hora. Acabei entrando em uma lojinha para comprar um ovo de avestruz decorado (R220 - R$ 48). Fizeram um ótimo embrulho para colocar na mala. O que me chamou a atenção nas ruas pelas quais passamos foi uma exposição a céu aberto de esculturas. Muito interessante. Em frente à prefeitura da cidade havia um monumento a Nelson Mandela, que estava cheio de flores ao seu redor em homenagem a este grande homem sul-africano. Fotos foram necessárias. O calor era intenso. Voltamos para a praça, encontramos com Leonard e seguimos para a segunda vinícola, a Jordan Estate, onde iríamos almoçar.
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