Depois de três meses sem ir ao cinema, aceitei o convite da amiga Kitty para ver A Jovem Rainha Victoria (Young Victoria), co-produção da Inglaterra e dos Estados Unidos de 2009 e ganhadora do Oscar de melhor figurino. Dirigida por Jean-Marc Vallée, tem no elenco Emily Blunt (Victoria), Rupert Friend (Albert) e Paul Bettany (Melbourne). Filme de época, retratando a ascensão de Victoria ao posto de Rainha da Inglaterra com seus erros e acertos nos primeiros anos de reinado, incluindo sua inexperiência, a manipulação política de seu conselheiro, o casamento com o príncipe e primo Albert. O diretor quis, claramente, retratar o romance de Victoria e Albert, não deixando de incluir, como pano de fundo, as intrigas políticas, cujo exemplo explicitado no filme é bizarro: uma crise no Parlamento inglês devido às camareiras da rainha, todas indicadas por Melbourne. Emily Blunt não convence fazendo o papel de uma jovem de dezoito anos. Suas feições são de uma mulher mais velha e a direção é pouco inspirada. O diretor fez mais do mesmo, pois há vários filmes retratando a monarquia inglesa e este repete cenas e imagens que já vi anteriormente. Assisti ao filme, na seção das 19 horas, no Usiminas Belas Artes, em Belo Horizonte, onde estava em reunião de trabalho. Fazia muito tempo que lá não ia e o clima agradável, com as pessoas bebendo um café ou batendo papo enquanto aguardam as sessões continua o mesmo. E por falar neste local, cuja programação não fica apenas em filmes do circuitão comercial, ao ver o final abrupto de A Jovem Rainha Victoria, lembrei-me de alguns filmes franceses que assisti neste cinema cujo final era sempre inesperado e muitos dos presentes saíam com cara de espanto e/ou ódio. O filme vale pela fotografia, pela direção de arte e pelo figurino.
Um pouco de tudo do que curto: cinema, tv, teatro, artes plásticas, enogastronomia, música, literatura, turismo.
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sexta-feira, 16 de julho de 2010
sábado, 23 de janeiro de 2010
A VIDA ÍNTIMA DE PIPPA LEE
Depois de um almoço na casa de meus pais, seguido de uma autêntica siesta, fomos ao cinema, no Usiminas Belas Artes (Rua Gonçalves Dias, 1.581, Lourdes), próximo ao hotel onde estamos hospedados. Escolhemos o único filme que cabia em nosso tempo livre, ou seja, A Vida Íntima de Pippa Lee (The Private Lives of Pippa Lee), escrito e dirigido por Rebecca Miller. Produção dos Estados Unidos de 2009. Cinema com um bom público, majoritariamente feminino. Ingresso a R$ 14,00 a inteira. Pensei que pagaria meia entrada, pois ainda achava que o cinema pertencia ao grupo Embracine. Ledo engano. A história é interessante. Conta a vida de Pippa Lee (Robin Wright Penn), uma mulher na casa de cinquenta anos, com dois filhos criados e um marido bem mais velho do que ela, com quem mantém um casamento feliz. Sua vida muda de rumo quando começa a repensá-la, com ótimos flashbacks de sua infância e adolescência; tem comportamentos estranhos; descobre que seu marido tem um relacionamento com uma amiga bem mais jovem e passa a se relacionar, mesmo que inicialmente à distância, com um estranho homem (Keanu Reeves). Participações curtas, mas marcantes de ,Julianne Moore, Winona Ryder, Monica Bellucci e Maria Bello. Filme desprentencioso, mas cativante. Na saída, com fome e uma chuva a caminho, paramos na pizzaria da esquina, Pizza Sur Liberdade (Rua da Bahia, 1.764, Lourdes), onde comi uma empanada deliciosa (os donos são argentinos), enquanto aguardada a pizza retangular no sabor ganhador de um concurso promovido pela própria pizzaria. Com recheio de muzzarela, queijo minas, pimenta biquinho e lombinho defumado, o seu sabor é diferente. Leve, mas com personalidade. Gostei. A chuva caiu fortemente enquanto comíamos, mas ao sair, só um chuvisco. Hora de voltar ao hotel, tomar banho e nos aprontar para encontrarmos com os amigos cervejeiros (não gosto de cerveja!), no novo bar Benta Pimenta (Rua Álvares Maciel, 490, Santa Efigênia).
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