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sábado, 28 de maio de 2022

PÂNICO (2022) (SCREAM, 2022)

Pânico (Scream), 2022, 114 minutos. Primeiro filme da franquia sem Wes Craven na direção, que ficou a cargo não de uma, mas de duas pessoas: Matt Bettinelli-Olphin e Tyler Gillett.

Os diretores conseguiram manter a essência da saga, trazendo mais uma vez as personagens Sidney Prescott, Gale Weathers e Dewey Riley, os três interpretados pelos mesmos atores desde o início da franquia: Neve Campbell, Courteney Cox e David Arquette. Os acontecimentos continuam na mesma cidade dos filmes anteriores e, outra vez, alguém assume a máscara de Ghostface para aterrorizar os jovens do local.

Para dar um frescor, pensando mais na continuidade da franquia, introduziram a personagem Sam Carpenter (Melissa Barrera), que tem uma ligação com um importante personagem do primeiro filme. Sam Carpenter é a nova Sidney Prescott.

No mais, o filme continua fazendo chacota de seu próprio roteiro e dos filmes de terror, com muitas citações nos diálogos dos jovens, além de uma cena-homenagem a Psicose, com o chuveiro ligado na banheira.

De novidade, só mesmo a nova mocinha, o adeus de um personagem central da saga, e a identidade do Ghostface.

Tem homenagem a Wes Craven, o gênio por trás dos filmes slasher de sucesso como A Noite do Pesadelo e Pânico. Um personagem jovem se chama Wes, e a câmera foca o nome de uma das ruas da cidade: Elm Street.

Por ser quase mais do mesmo, o filme é previsível e dá para sacar quem é o assassino.

Não inova, mas também não fez feio.

domingo, 17 de abril de 2022

UMMA

Umma, 2022, 83 minutos. Produção dos Estados Unidos dirigida por Iris K. Shim, tendo no elenco Sandra Oh (Amanda), Fivel Stewart (Chris ) e Dermot Mulroney (Danny).

Sinopse do IMDb: "Amanda e sua filha vivem uma vida tranquila em uma fazenda americana, mas quando os restos mortais de sua mãe distante chegam da Coréia, Amanda fica assombrada pelo medo de se transformar em sua própria mãe".

Mais um filme de terror de 2022 que está badalado nos Estados Unidos, mas com críticas bem negativas. Ele não tem serial killer, não tem assassinatos, não tem sangue jorrando na tela. É um terror psicológico, mas o roteiro é mal conduzido, com desperdício do talento de Sandra Oh, que, em algumas cenas, nota-se que está desconfortável no papel de Amanda.

A história de Amanda não convence nos dias atuais: com trauma de infância, vive isolada com sua filha Chris em uma fazenda, onde criam abelhas, vendendo o mel para Danny, o único amigo que as duas têm. O trauma inclui o pânico de eletricidade, não podendo ter luz elétrica na fazenda, consequentemente, nenhum dos aparelhos que estão mega inseridos no nosso cotidiano, como computador e celular, são permitidos. O medo de perder a filha, que quer entrar em uma faculdade, potencializa as neuroses de Amanda.

A trama quer ir para o terror psicológico, mas derrapa feio. Nada acontece, com poucas alucinações de Amanda em relação à sua mãe recém falecida, cujos pertences são levados para ela por um tio. Confuso, sem nexo, arrastado. Nada funciona no filme. O final é típico de filmes bobinhos que passavam na Sessão da Tarde.

Umma é mãe em coreano.

Tenta ser um filme de terror, mas é um horror de ruim.

X

X, 2022, 105 minutos. Coprodução Estados Unidos e Nova Zelândia com direção de Ti West. No elenco, Mia Goth (Maxine), Jenna Ortega (Lorraine), entre outros.

Gosto muito de filme de terror. Assim que li e vi canais no YouTube elogiando o filme, que estreou neste mês de abril nos cinemas dos Estados Unidos, fiquei antenado para a sua disponibilização no Brasil. Eis que navegando no Twitter, encontro um perfil com um link para um arquivo do filme em excelente cópia, com legendas em português. Baixei para meu computador e o pluguei, via cabo HDMI, na televisão para assistir X.

O filme me surpreendeu muito, pois não inova em nada, mas entrega um resultado final cheio de tensão, massacre, mortes e ação. Prende a atenção. Talvez aí esteja o pulo do gato do roteiro. No IMDb, a sinopse é perfeita:

"Em 1979, um grupo de jovens cineastas se propôs a fazer um filme adulto na zona rural do Texas, mas quando seus solitários e idosos anfitriões os pegam em flagrante, o elenco se vê lutando por suas vidas".

Por filme adulto, entenda filme pornográfico.

Todos os clichês de um filme de terror estão presentes, assim como os personagens mais característicos de um filme pornô. Tem a loura peituda viciada em sexo, o negro viril de pau enorme, a jovem inocente que está iniciando no mundo dos filmes pornôs, os gemidos exagerados em cenas de sexo, as personagens ficando sozinhas em momentos de tensão e perigo, a mulher que nada nua no lago, a mocinha destemida, os velhinhos malvados, muita gritaria, alguém sempre vigiando pela janela do segundo andar da casa, o porão macabro da casa da fazenda, sonhos aterrorizantes, facas como instrumentos de assassinato, a necessidade de sair para procurar alguém no meio do mato em noite avançada, mortes violentas com muito sangue. E, como sempre, final previsível, com a chamada "final girl", ou seja, sobra apenas uma mulher viva do massacre geral.

O diretor conduz muito bem tais clichês, aproveitando para prestar homenagens a grandes filmes do terror e suspense: Psicose, Halloween, Tubarão, O Massacre da Serra Elétrica são visivelmente citados durante o filme. A estética é anos 1970, especialmente o roteiro do filme pornográfico e o uso das cores. Os atores não se destacam individualmente, mas o conjunto é ótimo, com muita sinergia em cena.

Ótima a introdução de cena de sexo entre o casal de idosos. A citação visual à religião, especialmente o cristianismo, é constante no filme. Uma fina ironia do roteiro.

Talvez o sucesso de público e crítica, com notas altas no Rotten Tomatoes e no IMDb, possa ser explicado por não existir nada de sobrenatural na história. Todos são gente como a gente. Os vilões são mortais, de carne e osso, ninguém volta da morte, há um banho de sangue, com cenas fortes (a morte da velhinha é chocante) e a mocinha que sobrevive não fica para ser a coitadinha, seguindo seu caminho para fazer sucesso, como se depreende do programa de televisão que está sintonizado no casarão da fazenda, quando os policiais chegam e constatam a chacina.

E ainda tem outro tom irônico na fala final do xerife em relação ao conteúdo da câmera do diretor que rodava o filme pornográfico.

Filme inteligente, mesmo usando e abusando dos clichês mais clássicos dos filmes de terror.

quarta-feira, 6 de abril de 2022

HELLRAISER - FILMES 5 A 10


Hellraiser V: Inferno (Hellraiser: Inferno)
, 2000, 99 minutos. Direção de Scott Derrickson.

Hellraiser: Caçador do Inferno (Hellraiser: Hellseeker), 2002, 90 minutos. Direção de Rick Bota.

Hellraiser 7: O Retorno dos Mortos (Hellraiser: Deader), 2005, 88 minutos. Direção de Rick Bota.

Hellraiser 8: O Mundo do Inferno (Hellraiser: Hellword), 2055, 91 minutos. Direção de Rick Bota.

Hellraiser: Revelações (Hellraiser: Revelations), 2011, 75 minutos. Direção de Victor García.

Hellraiser: O Julgamento (Hellraiser: Judgment), 2018, 81 minutos. Direção de Gary J. Tunnicliffe.

A partir do terceiro filme da franquia, a premissa criada por Clive Barker foi perdendo a força, chegando ao ponto do personagem mais icônico da série, Pinhead, ficar relegado a quase um elemento de decoração no filme mais recente - Hellraiser: O Julgamento. O visual gore, o erotismo e a áurea kitsch foram sendo abandonados ao longo dos anos da franquia.

Apesar de alguns deles terem tido dinheiro da então poderosa Miramax, com recursos especiais bem melhores, o roteiro era o grande nó destes filmes.

Diferente dos demais filmes slasher de sucesso, como Halloween ou Sexta-Feira 13, em Hellraiser não há um serial killer perseguindo mocinhas e mocinhos indefesos, provocando uma carnificina, mas há uma convocação das entidades do inferno, os cenobitas, que chegam para levar a alma de quem abriu o cubo mágico. Esta premissa é uma faca de dois gumes, pois dá margem para os roteiros não precisarem de manter os mesmos personagens de histórias anteriores, bastando partir de um cubo e a convocação dos cenobitas, especialmente Pinhead. Por outro lado, também dá margem para histórias ruins, mal escritas, que não levam a nada, caindo em descrédito para quem curte o gênero. Nesta franquia, Pinhead chegou, inclusive, a aparecer, no futuro, em uma estação espacial.

Como curiosidade, Henry Cavill, o Super Homem e Geralt of Rivia (The Witcher), é um dos mocinhos assassinados no oitavo filme da franquia.

O décimo filme é muito desagradável visualmente, com cenas que beiram a escatologia. São grosseiras, asquerosas, nojentas e desnecessárias.

Está previsto um décimo primeiro filme para 2022. Sinal de que, mesmo tendo notas baixíssimas em plataformas como Rotten Tomatoes e IMDb, Hellraiser ainda atrai um grande e fiel público.

Vi em várias plataformas, pois a franquia está espalhada, não tendo todos os filmes em um único serviço de streaming.


terça-feira, 29 de março de 2022

HELLRAISER IV: HERANÇA MALDITA (HELLRAISER: BLOODLINE)

Hellraiser IV: Herança Maldita (Hellraiser: Bloodline), 1996, 85 minutos.

Quarto filme da franquia Hellraiser, desta vez sob a direção de Kevin Yagher, continuando no roteiro Peter Atkins.

Yagher não gostou do resultado final do filme, pois a edição ficou por conta dos produtores, que nem quis assinar como diretor, usando o pseudônimo Alan Smithee, que era o pseudônimo que sinalizava para a indústria que o diretor não gostou do filme que foi lançado.

E o filme é muito ruim mesmo. Atores muito ruins para um roteiro péssimo. Em 85 minutos, o filme consegue condensar Século XVIII, dias atuais (anos 1990) e futuro, para tentar justificar que o tal cubo mágico usado para invocar o mal dos infernos foi construído por um fazedor de brinquedos de madeira e que sua linhagem masculina sempre está às voltas com algo que envolva o cubo.

Doug Bradley continua a aparecer como Pinhead e eu gosto da maneira como o personagem fala, pausado, com consistência e ameaçador sempre. Mas neste filme, ficou meio sem graça, pois a entidade malvada Angelique (Valentina Vargas) quer aparecer mais do que ele.

Não disponível em nenhum serviço de streaming.

domingo, 27 de março de 2022

HELLRAISER III: INFERNO DA TERRA

Hellraiser III: Inferno na Terra
(Hellraiser III: Hell on Earth), 1992, 97 minutos.

Os filmes de terror que viram franquia sempre têm uma mesma linha mestra de roteiro. Vai ter uma mocinha destemida, alguns caras que invocam o mal, e, no caso de Hellraiser, tem o famoso Pinhead, líder dos cenobitas.

Este terceiro filme da saga Hellraiser foi dirigido por Anthony Hickox, tendo o diretor do filme anterior, Tony Randel, atuado como corroteirista. No elenco, saem os inexpressivos atores dos duas primeiras películas, entrando pessoas mais convincentes nos seus papéis, como é o caso de Terry Farrell, que interpreta a repórter Joey Summerskill. Fora Pinhead, que continua sendo interpretado por Doug Bradley, há uma aparição rápida de Kirsty, personagem principal dos dois primeiros filmes.

Joey presencia a chegada de um ferido com correntes penduradas no corpo no hospital onde fazia a gravação de uma reportagem, e vê a pele do ferido se soltar do corpo. Com o homem, chegou uma mulher que logo saiu correndo, mas Joey consegue saber onde encontrá-la, partindo para o bar Caldeira, onde Pinhead está preso em uma torre de pedra, conforme vimos no final do segundo filme. Gotas de sangue caem na tal torre, despertando o monstro, que faz um pacto com o dono do bar para se alimentar de outras pessoas até conseguir se libertar daquela prisão. Joey, por meio de sonhos, recebe a forma humana de Pinhead, que a orienta como levar o monstro para sua dimensão, onde ele se encarregaria de destrui-lo. Joey, com o cubo nas mãos, será perseguida por novos monstros, criados por Pinhead, até o final do filme.

Desta vez, parece que havia mais recursos que nos dois primeiros filmes, pois os efeitos especiais são muito convincentes, mas é a maquiagem que se destaca, especialmente com a caracterização dos monstros. Não se menciona mais cenobitas, simplesmente são monstros. O roteiro é lotado de falhas, de buracos, pois muita coisa deixa de ser explicada, mas o mais bizarro são os erros de continuidade. Em uma das cenas finais, Joey, com o cubo em uma das mãos, está fugindo dos monstros, quando há um corte, ela aparece sem o cubo, outro corte, está com o cubo, mais um corte, e, novamente, sem o cubo nas mãos. Pode passar batido, pois o foco fica na correria de Joey pelas ruas da cidade e nas explosões, mas um olhar mais atento percebe esse erro.

Diverte.

Disponível no Prime Vídeo.

quinta-feira, 24 de março de 2022

HELLRAISER II: RENASCIDO DAS TREVAS (HELLBOUND: HELLRAISER II)

Hellraiser II: Renascido das Trevas (Hellbound: Hellraiser II), 1988, 97 minutos.

Sequência do sucesso de Cliver Barker, desta vez dirigido por Tony Randel. No elenco, mais uma vez interpretando os mesmos personagens do filme anterior, estão Ashley Laurence (Kirsty), Clare Higgins (Julia), Sean Chapman (Frank) e Doug Bradley (Pinhead). Como novidade, William Hope (Kyle), Kenneth Cranham (Channard) e Imogen Boorman (Tiffany).

Kirsty, depois de conseguir mandar para o inferno os cenobitas no final do primeiro filme, foi internada em um hospital psiquiátrico. Ninguém acredita no que ela diz, sendo tratada como uma louca. O Dr. Channard, psiquiatra que trata dela, tem uma estranha paixão pelo inferno, pelos cubos misteriosos e mantém uma clínica no subsolo do hospital na qual faz experimentos bizarros com os doentes mentais, entre eles Tiffany, uma adolescente que parou de falar e é uma exímia decifradora de quebra-cabeças. Claro que Channard vai conseguir trazer de volta Julia, a madrasta de Kirsty, do mundo dos mortos. Ela vai tomar sangue e comer vísceras dos doentes para retornar sua forma humana. Kirsty se alia a Kyle, outro médico que a tratava, e a Tiffany para deter Julia, achar seu pai e tentar barrar a vinda dos cenobitas. No entanto, Kyle é assassinado por Julia, enquanto Kirsty e Tiffany passam por um portal, deparando com um labirinto no inferno. Com quase uma hora de projeção, enfim, os cenobitas aparecem. A partir daí, a correria vai se instalar.

Efeitos especiais horríveis, o que me fez lembrar seriados da década de 1960, roteiro nada convincente, pouca presença de Pinhead e seus discípulos, tentativa de humanizar os cenobitas (literalmente), interpretações mais sofríveis que no primeiro filme, que já eram muito ruins. O gore, muito presente no Hellraiser: Renascido do Inferno, é mais discreto nesta sequência, mas continua presente. A música, que pontuava bem as cenas mais tensas do primeiro filme, aqui não consegue adicionar a sensação de medo ou de tensão. Bizarra a cena do descolamento da pele de Julia, quando estão todos no labirinto do inferno.

O diretor tentou criar uma ilusão de ótica em tomadas aéreas do labirinto, mas foi muito infeliz, pois pareceu mais uma fotografia mal feita, sem sensação de profundidade. Tentou imitar o artista gráfico holandês Escher, mestre da ilusão de ótica, mas foi muito raso e infeliz.

Disponível no Prime Vídeo, Looke e Netmovies (este último gratuito).

quinta-feira, 17 de março de 2022

HELLRAISER: RENASCIDO DO INFERNO (HELLRAISER)


Hellraiser: Renascido do Inferno
(Hellraiser), 1987, 94 minutos.

Terror escrito e dirigido por Clive Barker a partir de um conto de sua própria autoria. Inaugurou uma franquia longeva, já com dez filmes ao todo. Na esteira dos grandes sucessos de público da década de 1980, iniciado com o clássico Halloween (1978), Barker introduz mais um personagem na galeria dos ícones do terror: Pinhead, que se juntou a Michael Myers (Halloween), Jason Voorhees (Sexta Feira 13), Freddy Krueger (A Hora do Pesadelo) e Leatherface (O Massacre da Serra Elétrica).

Embora esteja no subgênero slasher, Hellraiser também foi inovador ao trazer os cenobitas, vilões que não perseguem as suas vítimas, mas são evocados por elas em um ritual de magia negra utilizando um cubo cuja manipulação lembra o famoso cubo mágico lançado nos anos 1970. Assim, eles deixam de aparecer nas ruas, com alguma ferramenta/instrumento cortante nas mãos, para sempre estarem em um espaço fechado ao redor da vítima.

A trama: um casal se muda para um sobrado onde tinha vivido o irmão do marido, que estava desaparecido. Júlia, a mulher, primeiro resistente à mudança, ao descobrir o paradeiro do cunhado, que fora seu amante no passado, não só gosta da ideia de fixar residência ali, como vai ajudar o cunhado a voltar à forma humana, levando homens, matando-os para ele beber o sangue e ir retornando à sua forma física. A enteada não gosta da mulher de seu pai, motivo pelo qual não mora no sobrado. É ela que vai desvendar o mistério, se colocando em real perigo, tanto em relação aos cenobitas, quanto a seu tio.

O roteiro é fraco, apresentando muitos personagens que aparecem e desaparecem sem contribuir para a história. A performance dos atores principais também não ajuda, pois é sofrível, especialmente Claire Higgins, que interpreta Julia. Seu figurino e seu cabelo sempre montado com laquê atrapalham a composição da personagem, que é lasciva (o cabelo está sempre fixo, imóvel, em qualquer cena). No último terço do filme, a história acelera, como se a grana da produção tivesse chegado ao fim.

Mas com todos estes defeitos, enquanto terror, o filme prende a atenção. O gore, ou seja, a quantidade de sangue presente nas cenas, chama a atenção. Méritos também para os efeitos especiais, escorados na maquiagem, principalmente, e na trilha sonora, que deixa o espectador tenso. O mais impactante do filme são os cenobitas, liderados por Pinhead (Doug Bradley), uma turma de monstros que cultua o prazer a partir da dor. As sessões de tortura com ganchos e correntes são assustadoras. A composição destes monges do sadomasoquismo é muito boa, quando foram usados muito látex e maquiagem.

Disponível no Prime Vídeo, Looke, Mubi e Pluto TV (este último é gratuito).


domingo, 13 de fevereiro de 2022

PÂNICO 4 (SCREAM 4)


Pânico 4
(Scream 4), 2011, 111 minutos.

Quarto filme da franquia Pânico, mais um dirigido por Wes Craven. As personagens principais seguem as mesmas, interpretadas pelos mesmos atores que participaram de todos os filmes da saga: Neve Campbell (Sidney), Courteney Cox (Gale) e David Arquette (Dewey). Breve participação de Anna Paquin, logo nas cenas iniciais do filme.

Pânico 4 segue a linha dos anteriores com muitas citações de filmes de sucesso de bilheteria, critica as sequências de filmes de terror com a exibição de uma maratona de sete filmes da franquia Stab, saga baseada nos crimes ocorridos por Ghostface a partir de livro escrito pela jornalista Gale Weathers, agora Sra. Riley, pois está casada com Dewey Riley, que se tornou o xerife de Woodsboro, onde tudo começou.

Assim, os personagens voltam à pequena cidade de Woodsboro. Dewey e Gale moram na cidade, enquanto Sidney retorna para o lançamento de seu livro. Exercer o ofício da escrita fez com que Sidney se recuperasse psicologicamente de seus traumas em relação aos crimes dos filmes anteriores.

Os elementos que marcam Pânico seguem presentes: jovens mulheres sozinhas em casa recebendo ligações de Ghostface, que sempre faz um quizz sobre filmes de terror, uma festa em local afastado, muitos assassinatos  (que aumentam em quantidade com cada lançamento da franquia), e a motivação para os crimes ligada à Sidney.

Diferente de Pânico 3, quando o filme caiu na mesmice, neste, o roteiro introduz novos personagens mais consistentes, e não há spoilers sobre a identidade do assassino.

Assusta menos do que o primeiro, pois as aparições de Ghostface ficam previsíveis para quem vê a saga em curto espaço temporal.

Vi, em 12/02/2022, na Globoplay.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2022

PÂNICO 3 (SCREAM 3)


Pânico 3
(Scream 3), 2000, 116 minutos.

Terceiro filme da franquia Pânico (Scream), todos eles dirigidos por Wes Craven. O elenco principal continua com os mesmos atores, vivendo os mesmos personagens dos dois filmes anteriores: Neve Campbell (Sidney), Courteney Cox (Gale) e David Arquette (Dewey).

O roteiro continua dando voltas no mesmo eixo, ou seja, um novo assassino se apossa da figura de Ghostface com o intuito de matar Sidney. Para alcançar seu objetivo, ele mata uma série de pessoas, especialmente atores e atrizes que estão no set de filmagem de Stab 3, sequência dos filmes que focaram os assassinatos de Woodsboro, quando Sidney foi perseguida pela primeira vez por alguém com a máscara de fantasma.

Também continua fazendo referências a sucessos de Hollywood, mas a grande sacada são os primeiros nomes dos atores do filme Stab 3: Jennifer a Jennifer Aniston, com direito a piada sobre Brad Pitt feita por Gale (Cox, sua parceira de Friends), Angelina a Angelina Jolie, que tem ligação com Brad Pitt, Tom a Tom Cruise, e o ator negro é Tyson, referindo-se a Mike Tyson? 

Outro destaque é a "aula" que Darry, em participação póstuma, dá em vídeo sobre as três regras de um terceiro filme de uma trilogia, uma delas é o passado vai assombrar a personagem principal.

Como no segundo filme, há "spoilers" do que acontecerá no próprio filme. Tem que prestar atenção, são como easter eggs.

Houve até uma tentativa de aumentar a participação dos personagens Dewey e Gale, mas ficar batendo na mesma tecla, no caso, o serial killer que quer matar Sidney, sem alterar a história, cansa. É sensação extrema de mais do mesmo.

De qualquer forma, continua sendo uma boa diversão e até levei um par de susto.

Vi, em 08/02/2022, na Globoplay.

domingo, 6 de fevereiro de 2022

PÂNICO 2 (SCREAM 2)

Pânico 2 (Scream 2), 1997, 120 minutos.

Dirigido por Wes Craven, tendo no elenco os atores Neve Campbell (Sidney), Courteney Cox (Gale), David Arquette (Dewey) e Liev Schreiber (Cotton). Todos eles participaram interpretando as mesmas personagens no primeiro filme.

Sequência de Pânico (1996), concebida e também dirigida por Wes Craven.

É mais do mesmo em relação ao primeiro filme, pois a espinha dorsal do roteiro é a mesmíssima. Esta sequência faz piada com o primeiro Pânico e com outros filmes de terror de sucesso dos anos 1980, como por exemplo, na fila para entrar no cinema, que estreava Stab, baseado nos fatos ocorridos no primeiro filme, um casal de negros engata um diálogo, quando Maureen (Jada Pinkett Smith) diz que filme de terror tem as mesmas características, com mulheres brancas sendo atacadas e assassinadas por um serial killer perturbado mentalmente, que nunca havia uma personagem negra vítima deste assassino.

Como no primeiro filme, há muitas referências de sucessos de Hollywood, mas não só do gênero terror. Há um debate em uma aula sobre cinema cujo tema era sequências de filmes que foram sucesso de público. A pergunta era se havia alguma sequência melhor do que o que lhe deu origem. Várias respostas, a maioria, no meu ponto de vista, pertinente. Entre os citados estão Aliens - O Resgate, O Exterminador do Futuro 2, e o melhor de todos, O Poderoso Chefão 2.

Pânico 2 também oferece dicas/spoilers de cenas que acontecem ao longo do próprio filme. Em um diálogo entre Dewey e Randy (Jamie Kennedy) há dicas sobre a identidade do serial killer, que somente será revelada nas cenas finais.

Eu achei esta sequência no mesmo nível do primeiro filme, nem melhor, nem pior.

Vi, em 05/02/2022, na Globoplay.

domingo, 23 de janeiro de 2022

PÂNICO (SCREAM)

Pânico (Scream), 1996, 111 minutos.

Direção de Wes Craven, tendo no elenco Drew Barrymore (Casey), Neve Campbell (Sidney), Courteney Cox (Gale) e David Arquette (Dewey).

Já que Pânico 5 estreou nos cinemas neste início de 2022, resolvi ver a franquia desde o início, começando pelo primeiro filme.

Um ano após a morte da mãe de Sidney, assassinatos em série começam a assustar os moradores de Woodsboro. Os jovens, especialmente mulheres, recebem ligações quando estão sozinhas em casa. No telefone, uma voz cavernosa resolve fazer joguinhos com elas, as assustando, quando, então, uma figura com uma máscara de fantasma e uma túnica preta aparece para matá-los, sempre utilizando objetos perfurocortantes. Sidney, a mocinha do filme, passará maus bocados até o final, quando o serial killer é revelado.

A participação de Drew Barrymore nas cenas iniciais é sensacional.

Wes Craven renova os filmes de terror, que tiveram um boom na década de 1980, dando-lhe uma pitada de comédia, brincando com as características de filmes do gênero, como, por exemplo, a pessoa perseguida pelo serial killer, dentro da casa toda fechada, sai correndo para o lado de fora, onde está o assassino.

A identidade do assassino só é revelada nos momentos finais, mas durante toda a duração do filme, a certeza que um determinado personagem é o serial killer vai mudando. Eu não imaginava a identidade do assassino como revelado ao final.

A renovação vem junto com homenagens aos filmes de grande sucesso nas décadas de 1970 e 1980, citando nominalmente O Massacre da Serra Elétrica (1974), Halloween (1978), Sexta-Feira 13 (1980), A Morte Convida Para Dançar (1980), Trem do Terror (1980), A Bruma Assassina (1980), A Morte do Demônio (1981), A Hora do Pesadelo (1984), Hellraiser (1987) e O Silêncio dos Inocentes (1991). Jamie Lee Curtis, protagonista de 04 dos filmes mencionados, é citada por Sidney quando estão em uma festa na casa de um dos estudantes do colégio onde ela estuda. Os nomes de Michael Myers, Jason, Leatherface, Freddy Krueger também estão presentes nos diálogos dos personagens. Na televisão passa Halloween.

Craven faz referências a si próprio, pois A Hora do Pesadelo foi escrita e dirigida por ele. Sidney diz que seu diretor de filmes de terror predileto é Wes Carpenter, uma brincadeira com o próprio Wes Craven e com John Carpenter, o mestre do terror (Halloween, Christine O Carro Assassino, Eles Vivem, entre outros).

Eu comecei a ver o filme pensando que estava o revendo, mas tirei a conclusão de que nunca tinha o visto.

Vi, em 21/01/2022, na Globoplay.