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quinta-feira, 22 de novembro de 2018

NEW YORK - DIA 4 - NOITE


02/11/2018 - Após um providencial descanso no hotel, por causa das andanças desde cedo pela Brooklyn Bridge e por Downtown, era hora de sair novamente. Desta vez com o firme propósito de fazer compras. A ideia era comprar coisas para casa, mas com um viés mais de cozinha. Para mim, nada melhor do que a Bed, Bad & Beyond. Há muitas outras lojas especializadas, mas ela reúne novidades, além de ser grande, de ter sempre o que buscamos com preços acessíveis. Não é uma loja para quem busca luxo e sofisticação, mas para quem quer praticidade.
Dentre as unidades existentes em NYC, escolhi a que fica na 6th Avenue (620 6th Ave). Fomos de metrô, linha 1. Pegamos na estação 34th St Pen Station em direção a Downtown, descendo na 18th St, quase esquina com 6th Ave, bem perto da loja. Nesse mesmo endereço da Bed, Bath & Beyond há uma unidade da Marhsall's e outra da T. J. Maxx, ou seja, um paraíso para quem quer coisas baratas. Nosso foco era a loja de artigos para cama, banho e mesa. Logo que entramos, pegamos um carrinho para percorrer todas as partes da mega loja. Há uma infinidade de itens, alguns deles de uso duvidoso, quase inútil, como um cortador de manga que separa o caroço (e eu comprei uma unidade!), e outros que você não faz a menor ideia para que serve ou quando iria usar. Ficamos por cerca de duas horas na loja, saindo quase na hora de fechar. Compramos itens de cozinha, toalhas de mesa, guardanapos de papel e de pano, remédios, molhos, salgadinhos para comer no hotel, água mineral, chá, entre muitas outras coisas. Foi o local onde compramos mais itens durante toda a viagem. Ao todo, gastamos nesta loja U$ 383,62.
Todos os artigos que compramos foram colocados em quatro grandes sacolas. Quando saímos, o chão estava molhado, sinal de que chovera enquanto estivemos dentro da loja. Fazia mais frio. Consultei o Google Maps, vendo que de táxi ou Uber demoraríamos mais tempo para chegar ao hotel do que se tomássemos o metrô. Já não era mais horário das pessoas estarem retornando aos seus lares depois de um dia de trabalho. Assim, o metrô era a melhor opção, pois não estaria cheio. Voltamos com mesma linha 1 da vinda, só que no sentido inverso.
No hotel, retiramos tudo das embalagens, checando se não havia nenhum defeito. Por causa da pouca chuva que tomamos no caminho da estação até o hotel, uma das tolhas de mesa ficou manchada com a tinta da embalagem (esta mancha saiu quando lavamos no Brasil). Não havia nada que tinha que ser trocado. Fiz isto porque em minha primeira viagem a NYC, um amigo comprou uma roupa de cama, e como ele era experiente, abriu o pacote no hotel. Havia vários furos no lençol, o que o obrigou a voltar na loja para trocar. Sempre é bom conferir, mesmo sendo um presente que você irá dar para alguém.
Depois destas conferências, começamos a guardar as compras que tinham sido feitas até então nas nossas malas.
Descansados e com fome, decidimos por comer algo em algum restaurante por perto. Ao invés de consultar minha lista, verificamos o que o Google Maps nos apresentava, consultando, a seguir, as avaliações dos restaurantes que estavam marcados no mapa. Lendo tais avaliações, escolhemos um restaurante peruano chamado Pio Pio 8 (604 10th Ave), para onde fomos caminhando.
Não tínhamos reserva, o local estava lotado, com gente na lista de espera, aguardando em um salão lateral. A recepcionista nos perguntou se não nos importávamos em ficar em uma mesa alta (sempre mesa alta em NYC!), ao lado do bar. Com o tamanho da fila de espera, não titubeamos em aceitar. Fomos acomodados, chegando, em seguida, Camilo, o garçom peruano que nos atendeu. Muito simpático, daqueles que gostam de estabelecer um vínculo de amizade rapidamente, ele nos perguntou de onde éramos. Ao saber que moramos em BH, logo perguntou se íamos muito ao Rio, pois adorava a cidade. Ele piscava os olhos e ria muito. À vontade, perguntou se conhecíamos a boate Le Boy. Foi a dica para se revelar gay. O atendimento foi ótimo. Os drinques e a comida também muito bons. A comida era bem farta. Tanto era que foi o único local em que comemos que pedimos para embrulhar o que sobrou para levar. Ao final, deixamos U$ 119,46 + U$ 12,54 de gorjeta, totalizando U$ 132 no restaurante. Para maiores detalhes desta refeição, acesse o blog Tenho Fome de Que, clicando aqui.
Ao sair, decidimos dar a quentinha a algum dos inúmeros sem teto que vivem nas ruas de NYC. Para evitar mal entendimentos, procurei um que estivesse pedindo comida, o que fazem sempre com cartazes. Descemos a 10th Ave. Logo encontramos um sentado na porta de um restaurante já fechado, com um cartaz pedindo dinheiro para poder se alimentar. Perguntei a ele se aceitava a nossa quentinha, o que fez de imediato, agradecendo e soltando um God bless you.
Chegamos no hotel às 23:30 horas. Tempo para mais uma noite de sono.

quarta-feira, 21 de novembro de 2018

NEW YORK - DIA 4 - TARDE

02/11/2018 - Saindo do Battery Park, subimos a Trinity St, meio sem rumo, sem definir onde iríamos almoçar. Paramos em frente a um dos novos prédios do World Trade Center, onde fica o Eataly NYC Downtown (101 Liberty St). Estava escolhido o local de nosso almoço. Entramos no prédio envidraçado, subimos dois lances de escadas rolantes, desembocando na entrada do Eataly, um empório de produtos italianos, com foco na gastronomia, que é um paraíso para quem gosta de cozinhar ou aprecia a arte culinária. Nem paramos para ver as gôndolas, pois a fome era grande. Todos os restaurantes do local estavam com suas mesas lotadas. Ao passar por um balcão que vendia pizzas para levar, Gastón não pensou duas vezes, dizendo que queria comer pizza. Eu não queria comer em pé, por isso fui procurar um restaurante onde pudéssemos nos sentar e que tivesse pizza no cardápio. Depois de percorrer o espaço, deparamo-nos com uma área com restaurantes com mesas. Um deles tinha no menu pizzas e massas. Entrei na fila, mas Gastón insistia que queria a pizza do balcão. Chegamos a discutir. Eu disse para ele ir comprar a pizza e procurar um local para sentar, mas ele continua a falar, não arredando o pé da fila. Chegou nossa vez. Não era para sentar, mas sim para colocar o nome na lista de espera. Perguntei se a pizza que serviam ali era a mesma do balcão. Não era. Para piorar, a espera era de, no mínimo, meia hora. Fiquei emburrado, mas desisti dali. Voltamos para procurar um lugar para nos sentar. Há ilhas de mesas dentro do empório, onde cada um pode escolher qualquer comida das gôndolas e/ou balcões, pagar e ali sentar para saborear sua refeição. Cego de tanto mau humor, só enxerguei uma mesa comunitária com lugares vazios, entrei, sentei e os que nela estavam ficaram me olhando. Gastón entrou atrás dizendo que eu tinha entrado no local onde acontecia uma aula de gastronomia. Ao lado, havia uma das ilhas de mesa, onde vi uma mesa alta vazia, porém sem assentos livres. Fomos até ela, onde fiquei para guardar lugar, enquanto Gastón ia até o balcão das pizzas para comprar nossa comida. Eu já tinha visto o balcão, sabendo o que escolher. Enquanto esperava Gastón retornar, uma mesa vagou ao lado da que eu estava. Tinha dois lugares. Nem deixei o casal acabar de tirar suas coisas e já fui sentando, pois vi que chegava gente procurando onde se acomodar. Mesmo altas, mesa e cadeira eram confortáveis. Gastón chegou com os pedaços de pizzas, mas não trouxe nenhuma bebida, pois não as vendiam no balcão das pizzas. Ele foi saiu novamente dizendo que iria procurar uma Coca Cola, o que respondi que seria difícil de encontrar, pois ali só vendiam produtos italianos. Ele voltou com duas latinhas de Molecola, uma espécie de genérico da Coca Cola made in Itália. A pizza estava tão boa, que logo meu mau humor passou, e ainda repetimos outro pedaço. Gastón também foi quem as buscou. Maiores detalhes sobre esta refeição barata, na qual gastamos ao todo U$ 36,73, leia a postagem específica no blog Tenho Fome de Que, também de minha autoria, clicando aqui.
Aproveitamos a estadia naquele paraíso para percorrer todos os seus espaços, agora com calma, verificando os produtos para cozinha, massas, arroz, temperos, doces, chocolates, sorvetes, livros, cadernos de anotação, entre outras coisas. Acabamos por comprar algumas coisinhas, deixando no caixa do local U$ 173,49. Antes de irmos dali, usar o banheiro era necessário. Limpo e cheiroso, mesmo após um horário de almoço de intenso movimento.
Saímos do Eataly para continuar nosso passeio por Downtown. Estávamos praticamente no local onde as Torres Gêmeas desabaram em 2011. No lugar, um parque cheio de árvores, entre elas a única que sobreviveu à tragédia, duas piscinas monumentais, em cujas bordas estão gravados os nomes de todas as vítimas. O projeto impressiona pela grandiosidade, pela paz e pelo respeito que impõe. Ali, as pessoas falam mais baixo, não há confusão de turistas gritando. Entre uma piscina e outra, está o Memorial 9/11, onde uma fila enorme se formava para entrar. Em frente, o imponente edifício The One. Nele há um mirante que tínhamos programado para subir, mas como Gastón já tinha sentido vertigem no Empire State Building, no Top of The Rock, e no terraço do 8º andar do Whitney Museum, decidimos que não seria nesta viagem nossa visita a este mirante. Nenhum de nós quis entrar no memorial. Não gosto de climas pesados. Se do lado de fora, já havia um peso no ar, com gente chorando, orando, prestando homenagens ao mortos, fiquei imaginando ao entrar no memorial. Gastón me disse que assim que colocou os pés no lugar, sentiu algo estranho, uma espécie de aperto no peito. Decidimos voltar para o hotel. Para pegar o metrô, entramos pelo Oculus, que fica no complexo do memorial. É um projeto arrojado de Calatrava que abriga um centro comercial e estações de metrô. O local, todo em branco, impressiona pelas linhas e pela arquitetura. Dentro, passamos pela loja da Apple, mas nada compramos, pois estava cheia e muito quente.
Tomamos a linha E do metrô, na estação WTC, em direção Uptown, descendo na estação 34th St Pen Station. Algumas quadras e alcançamos o hotel, onde descansamos, com direito a soneca, de 15:40 horas às 18:00 horas.

NEW YORK - DIA 4 - MANHÃ



02/11/2018 - Despertei mais tarde do que os dias anteriores, por volta de 07:15 horas. Dediquei um tempinho para ler mensagens, respondê-las e dar uma geral na internet. Às 09:00 estávamos tomando café da manhã no hotel.
Nossa jornada nesta sexta-feira começou às 10:30 horas, quando pegamos o metrô linha C, direção Downtown, na estação 34th St, descendo na estação High Street-Brooklyn Bridge, de onde fomos caminhando até o acesso à ponte do Brooklyn (Brooklyn Bridge). Nosso objetivo era percorrer toda a extensão da ponte a pé, algo que sempre quis fazer, mas ainda não tinha tido a oportunidade. Para chegar até ao acesso de pedestres, segui as indicações do Google Maps tão logo saímos do metrô. O tempo estava nublado, sem chuva, e frio. Ventava um pouco. Iniciamos nossa caminhada na ponte, sentido Brooklyn-Manhattan, às 11:03 horas. Fizemos muitas paradas para fotos, pois as vistas de ambos os lados do rio são sensacionais, especialmente dos arranha-céus que ficam em Downtown, do lado de Manhattan. Muita gente faz o mesmo, inclusive em tours guiados, tanto a pé, quanto de bicicleta. Há pistas exclusivas para bicicletas. A pista para caminhada e para bikes fica em um nível acima daquelas destinadas aos carros. No meio do caminho, tive que vistar meu casaco e colocar o capuz, pois o vento aumentou muito. Chegamos ao ponto final às 11:43 horas.
A ponte desemboca em frente ao prédio da prefeitura de New York, a City Hall. Ali foi nosso ponto de partida para mais uma bela caminhada, passando pelo parque ao lado, o City Hall Park, onde havia uma instalação artística com exemplares de árvores de Natal feitas com panelas e utensílios de cozinha. Demos uma volta neste pequeno parque, seguindo em direção ao Battery Park, descendo a Broadway. No caminho, mais paradas para fotos, pois a arquitetura local chama a atenção, bem como enormes esculturas que enfeitam calçadas e entradas dos edifícios. Passamos ao lado do Zucotti Park, com suas árvores de mesma altura todas enfeitadas com luzinhas amarelas, ao lado da Trinity Church, chegando ao famoso e tumultuado Charging Bull, o Touro de Wall Street. Desde final de 2016, em frente a ele, em posição bem abusada, está uma escultura de uma garota que enfrenta o touro indomável, a Fearless Girl, que foi colocada ali para mostrar a diferença salarial entre homens e mulheres de Wall Street. Fotos com a escultura da garota sem ninguém junto foi fácil de tirar, o que não foi possível com o touro, pois a multidão que quer tirar fotos abraçada à cabeça do bicho, bem como pegando em uma das suas bolas do saco, o que traria prosperidade para quem a toca, é de desanimar. Como eu já tinha estas fotos, Gastón não se animou muito, até que eu insisti para ele, pelo menos, tirar uma segurando o saco do touro. Fizemos igual aos asiáticos. Posicionamos e assim que uma pessoa saiu, Gastón correu para a parte de trás do touro. Ele posou alegremente para a foto.
Mais uns cem metros para baixo e estávamos em frente ao museu dedicado aos índios americanos. A sua fachada é imponente, mas o tema não nos interessou. Na pracinha em frente ao museu havia uma feirinha, onde compramos uma garrafa de água mineral sem gás por U$ 3. Desta praça para o Battery Park era só atravessar uma avenida. Na calçada do outro lado da avenida havia um montão de homens tentando vender excursões de barco para a Ellis Island e para a Estátua da Liberdade. Recusamos todos as ofertas, seguindo em frente pelas alamedas do parque. O dia continuava frio. Sentamos um pouco para apreciar o movimento dos turistas. A maioria passa por ali para embarcar em uma das embarcações que vai para as ilhas em frente, especialmente aquela onde está a estátua famosa. Também é do parque que sai o ferry-boat gratuito que vai até as duas ilhas, cujo trajeto leva uns 20 minutos. Gastón disse que não tinha interesse em ir até lá, muito menos eu. Demos por vista a estátua de onde estávamos. Continuamos nosso passeio pelo Battery Park, parando para ver o interessante Sea Glass Carrousel, um carrossel com figuras marinhas dentro de uma estrutura que lembra um aquário futurista. Confesso que tive vontade de andar, mas havia fila de espera, somente com crianças bem pequenas. Tocava música dos Beatles.
Era hora de sair do parque para almoçar.

terça-feira, 20 de novembro de 2018

NEW YORK - DIA 3 - NOITE

01/11/2018 - Depois de um bom descanso no hotel, tínhamos que nos aprontar para sair. Noite fria, noite de musical. Quando decidimos ver apenas um musical durante nossa estadia em New York, escolhemos King Kong, cujos ingressos nos custaram U$ 170,44 + U$ 10,87 (IOF) = U$ 181,31, comprados pela internet em 26 de setembro de 2018.
King Kong estava em período de pré-estreia, em cartaz no The Broadway Theater (1681 Broadway). Marcado para ter início às 20:00 horas. Saímos do hotel meia hora antes. Fomos caminhando pela 8th Ave, subindo até a 52rd St e virando nela à esquerda. No trajeto, muitos turistas procuravam seus respectivos teatros para ver algum musical. Uma fila inacreditável se formava em frente à entrada de um destes teatros, na própria 52rd St, para ver o musical Cher. Passamos por esta fila, quando senti uma vontade enorme de ali estar, mas vontade dá e passa. Chegamos na nossa fila, tão grande quanto. Embora gigante, a fila andou muito rápido e foram mega eficientes para conferir ingressos, encaminhando-nos para o setor onde sentamos. Quando comprei, só havia entrada para o mezanino, na fila K. Assentos bem apertados. A visão do palco era muito boa, embora nossos lugares eram bem no alto. Teatro lotadíssimo. Com dez minutos de atraso, as luzes se apagaram, a orquestra soou os primeiros acordes. Começava o espetáculo. Chistiani Pitts, a atriz principal, interpreta a mocinha, eternizada como a louraça Jessica Lange na versão da década de 70 para os cinemas. Jessica Lange fica só na lembrança, pois o estereótipo da mocinha frágil e loura é totalmente quebrado neste musical. A atriz é negra, um sensacional diferencial para todas as versões cinematográficas existentes. Ela dá um show de interpretação, de dança e de canto, fazendo uma personagem destemida, nada frágil e com bom coração. As melhores cenas são dela com o King Kong, um boneco gigantesco (aí a nossa localização foi show de bola, pois tínhamos uma visão de frente para o gorila). A nossa dúvida antes de começar o musical era como eles iriam fazer com o Kong. E fizeram da melhor maneira possível: não esconderam que era um boneco manipulado por umas 10 pessoas, que seguravam cordas, arames e similares, e até "voavam" com as cordas para fazer os movimentos de cabeça, braços, mãos e pernas. Os movimentos de olhos, nariz e boca eram mecanizados. O bom de ver um musical em que se conhece a história é que podemos apreciar os detalhes da produção, os mecanismos que utilizam para tornar mais real possível o que estão contando no palco. Belíssimo espetáculo, que teve duração de quase duas horas e meia, com intervalo de vinte minutos. Saímos do teatro às 22:20 horas, quando decidimos que era hora de forrar o estômago.
Dentre os restaurantes que marquei nas redondezas estava o 5 Napkin Burger (630 9th Ave), que não ficava longe de onde estávamos. Na verdade, é uma hamburgueria com cara de restaurante. Como queríamos comer um hambúrguer novaiorquino e o 5 Napkin tinha em seu cardápio uma versão que figurava na lista dos 27 melhores hambúrgueres da cidade segundo a Time Out NYC, resolvemos conferir. Para ler sobre nossa experiência neste local, visite o blog Tenho Fome de Que, clicando aqui.
Deixamos o restaurante quase meia noite, pagando a conta no valor de U$ 62,33 + U$ 7,67 de gorjeta, totalizando U$ 70.
Dali, resolvemos continuar nossa caminhada por Hell's Kitchen, subindo a 9th Ave até a 52nd St, onde fica o bar gay nº 1 da cidade, o Industry Bar (355 West 52nd St). Na porta, o segurança nos pediu carteira de identidade para provar que tínhamos mais de 18 anos. Mesmo com a barba branca, tive que mostrar. Acho isto falta de bom senso, mas não vou discutir a legislação local. Mostrei minha identidade funcional (crachá), Gastón mostrou o RNE dele, e entramos, sem nada pagar. O local é grande, estava com pouca gente. Demos uma volta para fazer um reconhecimento de área, sentando em um ambiente mais ao fundo, perto do palco, onde em instantes começaria um show de drag queens. Ao sentar, o corpo pediu descanso imediato. Não tivemos dúvidas, levantamos e voltamos para o hotel. Não ficamos nem vinte minutos lá dentro.
Entramos no hotel já era o dia seguinte, às 00:30 horas.

segunda-feira, 19 de novembro de 2018

NEW YORK - DIA 3 - TARDE


01/11/2018 - Após o belo almoço no The Modern, era hora de caminhar a esmo pela 5th Ave. Primeiro fomos em direção ao Central Park, passando na frente das lojas de grife, de joalherias famosas, como a Tiffany, e lojas de departamentos chiques. Parávamos, víamos vitrines e seguíamos. Em frente à Trump Tower, muita segurança, muita gente tirando foto, outros protestando e jornalistas. Fomos adiante até chegar em frente à icônica loja da Apple que tem o cubo de vidro como entrada. Tudo em obra, incluindo o cubo, que estava em fase final de recolocação. Enquanto isso, a loja vem funcionando onde era a famosa loja de brinquedos Fao Schwarz. Resolvemos atravessar a rua, parando na Pulitzer Plaza, onde está a Pulitzer Fountain, que não estava funcionando, e o também famoso hotel The Plaza. Pausa para fotos e resolvemos voltar pela 5th Ave, desta vez em direção Downtown. Mais vitrines, mais lojas. Paramos na NBA Store (545 5th Ave). Passamos alguns minutos vendo roupas e artigos esportivos relacionados ao basquete, mas nada compramos. Seguimos descendo a avenida até chegar à New York Public Library (476 5th Ave). Nunca a tinha visitado. Acho o prédio bonito com aqueles dois imponentes leões guardando a entrada da biblioteca. Decidimos por entrar. A visita é gratuita. Passamos pelo controle de segurança, pegamos um folheto em português e outro em espanhol para ver os espaços onde poderíamos entrar. Confesso que fiquei decepcionado. Já visitei outras bibliotecas pelo Brasil e em outras cidades do mundo que são bem mais interessantes. Não sei se fizemos o caminho certo, se é melhor com visita guiada, o certo é que de estantes com livros vimos pouquíssimas. A decoração é austera, parecendo mais um mausoléu. A sala de leitura é interessante e havia muita gente. Foi onde vi livros e também conheci o sistema de empréstimo. O usuário consulta o livro que quer no site da biblioteca, vai até o balcão desta sala de leitura, fazendo o pedido para um funcionário. Depois esse livro, se for de livre empréstimo, é entregue para o usuário. Demos por visto. Ao sair da sala de estudos, há uma breve revista das mochilas para certificarem que ninguém está levando algum livro sem poder.
Na parte de trás da biblioteca está o Bryant Park. Era nosso novo destino. Quando entramos à direita na 40th St, lembrei-me de uma confeitaria francesa que havia estado em 2015 onde havia comido um doce gostoso. Era a Maison Kaiser (8 West 40th St). Antes de conhecer o parque, paramos nesta confeitaria/padaria para tomar algo refrescante. Desta vez a experiência não foi das melhores. Para detalhes, veja o blog Tenho Fome de Que, clicando aqui. Deixamos U$ 28,08 + U$ 1,92 de gorjeta.
Fomos para o parque. Foi só atravessar a rua para entrar. Como sempre, lotadíssimo. Como já estão em clima de inverno, o parque estava preparado para tal. Saiu aquele cenário de gente sentado no gramado tomando sol no verão para entrar um cenário com barracas cobertas, com climatização, vendendo de tudo, desde artesanato, artigos para fumar todos os tipos de cigarro, roupas de frio, gorros, luvas, até comida. No centro do parque, havia uma pista de patinação, que estava em manutenção. E nos quiosques de comida, muita gente, a maioria novaiorquinos, sentada curtindo a happy hour. Sentamos um pouco em uma das cadeiras livres do parque para apreciar o movimento, depois demos uma volta por todo ele, saindo pela 6th Ave com 40th St. Impressiona o prédio do Bank of China que fica na diagonal oposta de onde saímos, com uma arquitetura que privilegia o vidro e uma iluminação vermelha em cada andar. Bem interessante.
No caminho para o descanso de final de tarde no hotel, paramos novamente na Frame Gourmet Eatery (552 7th Ave) para comprar água. Compramos duas garrafas de 1,5 litro cada uma de água sem gás Fiji, pelas quais nos cobraram U$ 11, sem nos dar nenhum tipo de recibo. Os mesmos que nos atenderam na primeira vez em que lá estivemos. Um roubo que confirmaríamos mais adiante, quando achamos a mesma água bem mais barata.
Descanso no hotel de 17:30 horas até 19:30 horas.

domingo, 18 de novembro de 2018

NEW YORK - DIA 3 - MANHÃ



01/11/2018 - Despertei às 07:00 horas. Foi uma noite de sono direto, sem acordar para nada. Levantei somente às 08:15 horas, descendo, de imediato, para o café da manhã no Doylers 37. Saímos do hotel às 09:30 horas, pois tínhamos horário marcado para subir ao Top of The Rock (30 Rockfeller Center) às 10:30 horas conforme bilhetes comprados antecipadamente pela internet (U$ 78,39 + U$ 5 de IOF, totalizando U$ 83,39).
Subimos a 5th Ave, desde a 37th St até o Rockfeller Center, que ainda estava decorado com motivos do Halloween, com muita abóbora cobrindo os jardins e fontes do acesso à pista de patinação externa do local. O acesso ao mirante do Rockfeller Center se dá pela 50th St, onde chegamos às 10:20 horas. Havia uma enorme fila de crianças no lado de fora, e outra para comprar ingressos. Como já tínhamos os nossos, nos mandaram para o piso superior, onde passamos pelo controle de segurança, paramos para posar para duas fotos-montagens (nem vimos como ficou ao final do passeio), esperamos um filminho passar (meio que obrigatório, mesmo se você não quiser ver), e entramos na fila para esperar o elevador. Dentro dele, enquanto sobe em segundos até o 70º andar, com o teto envidraçado, a gente tem a sensação da subida mais nítida.
São três níveis no mirante. O primeiro é o maior deles, com vista de 360º para toda a cidade. O dia estava claro, céu azul, limpo, sol, frio, ótimo para ver tudo. Este nível tem uma parte interna, que pouco se vê, e uma externa, onde se concentra a maioria das pessoas. Para proteger de quedas e mesmo do vento, grossas paredes de vidro circundam toda a área. Gastón, por causa da vertigem, ficava mais afastado dos vidros, mas conseguia ver bem a paisagem. O segundo nível é totalmente externo, mas ainda com grossas paredes de vidro. O terceiro é completamente livre. Como ele fica mais afastado das bordas do edifício, não há paredes de vidro. Vista liberada e com segurança. Gastón não subiu a este nível. Nossa visita rendeu belas fotos dos rios que banham Manhattan, das cúpulas dos edifícios da região, do Central Park, dos prédios de Downtown, com destaque para o The One, e o melhor para mim: a vista do Empire State Building em toda sua plenitude. Até imaginei o King Kong lá no alto! Antes de descer, paramos na loja que fica no primeiro nível do mirante e compramos uma coqueteleira de vidro por U$ 16,33.
Quando descemos, saímos no Concurse Level, que é repleto de lojas e locais para comer. Ficamos perdidos, sem achar a saída, o que nos deu oportunidade para entrar nas lojinhas. Acabamos por comprar umas bobagens em uma livraria, a Posman Books, onde deixamos U$ 38,32. Ainda procurando a saída, paramos na Prêt-A-Manger para comprar duas garrafas pequenas de água mineral sem gás, rótulo da casa, por U$ 4,22.
Rodamos mais um pouco e, enfim, achamos a saída, caindo na pista de patinação no gelo, que estava em manutenção, mas com gente esperando para patinar. De lá, fomos para a 5th Ave, entrando na Saint Patrick Cathedral, onde acontecia uma missa. Demos uma volta completa, apreciando os vitrais, lustres e arquitetura da igreja. Era hora de sair e ir para o Musuem of Modern Art, o MoMA, museu do qual gosto muito. No caminho, entramos na unidade da 5th Ave da Uniqlo, com suas roupas feitas em tamanho que cabe somente em asiáticos. Gordos e pessoas altas não têm vez com esta marca. Seguimos.
Chegamos ao MoMA (11 West 53rd St) ao meio-dia. Compramos as entradas no valor unitário de U$ 25 (total: U$ 50), deixamos nossas mochilas e casacos na chapelaria, onde o controle de entrega é feito por um tablet, no qual o visitante coloca seu nome e número do celular. Independente de se ter o celular liberado, na hora de pegar suas coisas, você deve guardar a posição no balcão onde foi atendido, identificado por letras, registrando no tablet os 4 últimos números do celular informado. No caso, nossa posição foi a C. Como o meu telefone estava liberado, assim que eles confirmaram, recebi um SMS com a posição e o número do cabide onde as coisas foram guardadas.
Nossa ideia era ficar no museu enquanto pernas e estômago aguentassem, percorrendo todas as galerias sem pressa. Começamos pelo 6º e último andar, descendo andar por andar por escadas rolantes. Era minha terceira vez no museu, assim, não havia uma ansiedade grande para ver determinadas obras. Gastón queria ver o conjunto, não uma obra específica. Ficamos cerca de duas horas no museu, tempo em que conferimos grande parte do acervo, além de duas exposições temporárias - Bruce Nauman: Disappearing Arts e Toward a Concrete Utopia: Architecture in Yuoslavia 1948-1980. Também vimos, por poucos minutos, uma parte da performance Judson Dance Theater: The Work is Never Done. Ao final da visita, passamos na MoMA Design & Book Store, loja do museu que fica no saguão, comprando mais bobagens que tanto gostamos por U$ 8,17.
Ainda faltava ver o jardim de esculturas do museu, mas a fome falava mais alto. Tinha lido sobre o principal restaurante do museu, o The Modern, com entrada tanto por dentro do museu, quanto por acesso independente pela 53rd St. É um restaurante duas estrelas Michelin, comandado pelo chef Abram Bissell, integrando um seleto grupo de restaurantes renomados que aboliu a gorjeta. Não tínhamos reserva, mas do jardim de esculturas, por onde passamos para ter acesso à sua entrada, vimos mesas vazias. Na recepção, pedi mesa para duas pessoas, sendo bem específico que queríamos almoçar. Fomos levados para o primeiro ambiente do local, que se chama The Bar Room. Ambiente de bar, com mesas mais baixas. Argumentei que queríamos almoçar, e o empregado que nos acomodou me entregou o cardápio do almoço do bar. Eu lhe disse que ali era desconfortável, que queria me sentar no outro salão, o que tinha as paredes de vidro que dava para o jardim de esculturas do MoMA. Como resposta, ele me disse que naquele ambiente só serviam menu de passos. Confirmei que era exatamente o que queríamos desde que entramos. Voltamos à recepção e, enfim, fomos levados para o The Modern (9 West 53rd St). Para ler minhas impressões sobre o restaurante, acesse o blog Tenho Fome de Que e leia a postagem específica, clicando aqui. Foi uma ótima experiência. A conta ficou em U$ 313,56, realmente sem gorjetas.
Saímos do restaurante, demos uma volta no jardim de esculturas, completando a visita ao museu, pegamos nossas coisas na chapelaria e fomos bater perna na 5th Ave. Começava nossa tarde, embora já estávamos mais para o final dela.

sábado, 17 de novembro de 2018

NEW YORK - DIA 2 - B-DAY - NOITE



31/10/2018 - Noite especial. Dia de comemoração de meus 55 anos. Gosto de celebrar em bons restaurantes. Desta vez, ainda no Brasil, consultei a lista 2018 da The World's 50 Best Restaurants para escolher onde iria jantar. O escolhido foi o Cosme, que figura em 25º lugar na lista. Ele é comandado pelos chefs Enrique Olvera e Daniela Soto-Innes, que praticam uma cozinha contemporânea inspirada na culinária mexicana. A reserva foi feita em 02/10/2018, exatamente trinta dias antes, pelo site Open Table, que também tem App. Depois de reservado, por coincidência, encontro um amigo que havia estado no Cosme dois meses antes. Ele foi só elogios. Expectativa alta. Mesa para duas pessoas, eu e Gastón, às 19:45 horas. Fazia frio, mas nada de chuva. Consultei a melhor forma de ir do hotel até o restaurante. Táxi ou Uber era o menos aconselhável, pois o tempo médio indicado era de uma hora. O trânsito estava realmente ruim por causa das ruas interditadas para a Village Halloween Parade, evento anual que ocorre no West Village justamente na noite de 31 de outubro. Imaginamos que o metrô estaria bem cheio de gente indo para o desfile. Pelo Google, caminhando demoraria cerca de 30 minutos. Decidimos por ir a pé.

Descemos a 8th Ave até a 34th St, onde viramos à esquerda, vendo a iluminação especial do Empire State Building para aquele Halloween. Ele alternava duas iluminações. Em uma, ficava laranja e verde, e na outra, roxo e preto. Nesta segunda iluminação, ainda havia uma animação, com morcegos voando com a lua cheia ao fundo. Seguimos nossa caminhada até a Broadway, onde viramos à direita, direção Downtown. Descemos a avenida até a 21st St. Neste trajeto, vimos muita gente, a maioria jovem, fantasiada indo para o desfile. As fantasias eram alusivas ao Halloween, por isso, havia muita maquiagem de caveira, de abóbora, de vampiro, de palhaço chorando. Mas também havia fantasias que fugiam ao tema, como um homem que passou fantasiado de Barbie dentro da caixa. Era uma festa, mas não vi ninguém com latinhas de cerveja ou qualquer outra bebida alcóolica nas mãos, o que justifica a falta de alegria típica das festas de rua do Brasil. Passamos pelo belo Madison Square Park, onde paramos para apreciar a iluminação dos prédios que ficam em seu entorno, especialmente o Flatiron Building, que parece um navio singrando os mares quando visto de frente. Na 21st St viramos à esquerda e logo alcançamos o Cosme (35 East 21st St). Chegamos no horário exato de nossa reserva: 19:45 horas. Foi um belo jantar. Ficamos no restaurante até 21:10 horas, pagando em dinheiro a conta no valor de U$ 300, incluindo a gorjeta. Para ler nossa experiência no Cosme, acesse o blog Tenho Fome de Que (clique aqui).
Nosso destino ao sair era a Village Halloween Parade. Caminhamos em direção à 5th Ave, onde paramos na esquina para Gastón comprar um maço de cigarros por exorbitantes U$ 14,75. O desfile teria começado às 19:00 horas, e seu término estava previsto para acontecer às 21:00 horas na 6th Ave com 16th St. Estávamos perto. Descemos a 5th Ave, mas ao caminhar três quadras, percebemos que estávamos indo no contrafluxo de pessoas fantasiadas. Já era a dispersão do desfile. Centenas de pessoas fantasiadas subiam a avenida em clima de final de festa. Todos a buscar um transporte para voltar para casa.
Pensamos em pegar um táxi, mas o bloqueio de várias ruas e a multidão que queria o mesmo nos fez mudar de ideia. Subimos a 5th Ave de volta, com a ideia de ir tentando achar um táxi no caminho. Quando vimos, estávamos em frente ao Eataly NYC Flatiron (200 5th Ave). Eram 21:40 horas e ele funciona até às 23:00 horas. Resolvemos entrar para conferir os produtos italianos e seus preços. É um delírio para os amantes a gastronomia. A dor nas pernas foi dando sinal de que era necessário voltar para o hotel. Até tínhamos planejado fechar a noite de meu aniversário em uma balada, mas teve que ficar para outro dia. Voltamos a pé para o hotel, onde chegamos às 22:20 horas. Era cedo, mas o dia tinha sido intenso. Tinha que renovar forças para o dia seguinte.

sexta-feira, 16 de novembro de 2018

NEW YORK - DIA 2 - B-DAY - TARDE




Chegamos ao Tía Pol (205 10th Ave) às 13:50 horas. A ideia era ter meu almoço de aniversário em local agradável, com boa classificação e críticas favoráveis. Ao entrar, vi que não seria o melhor lugar para este almoço. É pequeno, com poucas mesas, a maioria delas alta e estreita. Procurei uma mesa com altura dentro dos padrões normais, mas só havia uma e estava ocupada. Primeiro nos indicaram uma mesa encostada na direita. Era super estreita e como estava encostada na parede, os movimentos com o braço direito eram incômodos. Pedimos para trocar, ficando em outra mesa alta, desta vez na esquerda, ao lado do bar e próxima à entrada da cozinha. Pelo menos ela era livre nas laterais. É um bar de tapas, tendo cardápio enxuto. Comemos um pouco, fazendo um esquenta para o almoço, que seria em outro lugar. Para ler a experiência no lugar, acesse o blog Tenho Fome de Que, clicando aqui. Enquanto esperávamos os petiscos que pedimos chegarem à mesa, consultei minhas marcações de restaurantes no Google Maps. Não longe dali ficava o Avocaderia, um inusitado restaurante que se autodenomina o primeiro bar de abacates do mundo. Todo o abacate utilizado no restaurante, que tem duas unidades em NYC, é proveniente do México. Ficamos curiosos e decidimos almoçar nele. A conta do Tía Pol ficou em U$ 40,28 + U$ 4,72 de gorjeta, totalizando U$ 45.
Continuamos subindo a 10th Ave, parando para ver as vitrines das galerias de arte que inundam a região, até chegarmos à 28th St, onde viramos à esquerda em direção à 11th Ave. A Avocaderia (268 11th Ave) fica em um antigo terminal de carga, agora transformado em centro comercial chamado Terminal Stores. Ainda há muitas lojas vazias. Ao entrar no shopping, a Avocaderia está à esquerda. Mais uma decepção, pois era mais uma lanchonete do que um bar/restaurante, sem mesas. Para sentar, tivemos que usar uma mesa do hall de alimentação que fica no saguão do Terminal Stores. É um cashless restaurant, ou seja, não aceita dinheiro para pagamento, apenas cartões de crédito ou débito. O que achei interessante é que na hora de pagar, a caixa virou a tela do computador para eu colocar o valor da gorjeta. Marquei "no tip", assinei com o dedo e cliquei em encerrar o pedido. Imediatamente chegou para mim um e-mail com a nota fiscal. Pensei comigo: porque gorjeta se não há mesas, não há garçons, e todo o material que se usa é descartável? Ao final, a conta ficou em U$ 38,37 + U$ 2,45 (IOF), totalizando U$ 41,32. Foi uma experiência diferente, cujo relato pode ser conferido no blog Tenho Fome de Que clicando aqui
Antes de sair, percorremos o escuro saguão do centro de compras, mas nada nos chamou a atenção. Em seguida, entramos na 28th St, saindo da 11th Ave, caminhando até a 7th Ave. Foi uma caminhada tranquila pelo Chelsea, sem atropelos, observando os prédios, as praças, os grafites, que são muitos em NYC. Quando chegamos na 7th Ave, vimos um Starbucks na esquina (315 7th Ave). Parada providencial e necessária para ir ao banheiro, descansar as pernas, já que estávamos andando desde cedo, e para tomar algo fresco. Ficamos uns vinte minutos, onde tomei um frappuccino de caramelo salgado e Gastón comeu um pirulito de chocolate com recheio cremoso, o que nos custou o total de U$ 7,95.
Decidimos voltar para o hotel, mas não caminhando. Fomos de metrô, pegando a linha 1, direção Uptown, entrando na estação da 28th St e descendo na 34th St. Usamos, pela primeira vez, o Metrocard de 7 dias ilimitados que compramos no dia anterior. Ao passar o cartão na catraca, apareceu o prazo para sua utilização: 06/11/2018, dia em que voltaríamos para o Brasil.
Saímos em frente à Macy's (151 West 34th St), onde resolvemos entrar, mesmo cansados, para ver preços de roupas. Já subimos diretamente para os andares de roupas masculinas. Gastón acabou por comprar duas peças de roupa, cujo valor final ficou em U$ 96,92. Como ele pagou em dinheiro, entregando uma nota de U$ 100, a caixa, para facilitar o troco, perguntou se ele queria doar U$ 0,08 para a pesquisa para a cura do câncer de mama, o que ele fez de bom grado.
Chegamos no hotel exaustos. Eram 17:20 horas. Tempo de descanso.

NEW YORK - DIA 2 - B-DAY - MANHÃ

Vista do High Line Park a partir do terraço do Whitney Museum

31/10/2018 - Dia de celebração. Dia de comemorar mais um ano de vida. Completei 55 anos neste dia, ao lado de Gastón, meu companheiro de todas as horas há 3 anos. Muito feliz.
Acordei bem cedo, por volta de 06:26 horas, mas fiquei lendo e respondendo mensagens recebidas, só saindo da cama às 08:00 horas. Estávamos com fome, logo descendo para o café da manhã no hotel, que estava incluído na diária. Ele é servido no Pub & Restaurant Doylers 37, que tem entrada para os hóspedes pelo saguão principal do hotel.
Tendo em vista minhas duas experiências anteriores em NYC, fiquei surpreso positivamente com o café da manhã. O sistema é self-service, onde havia, sem variações diárias, opções quentes (ovos mexidos, bacon frito, linguiça frita, batata chips, batata da casa frita) e frias (bagel, croissant, danish, muffin de chocolate e de mirtilo, iogurte de morango e de mirtilo, ambos também na versão light, iogurte grego natural, caixinha individual de cereal, manteiga, cream cheese, mel, manteiga de amendoim, geleia de frutas, maçã, banana e salada de frutas, com forte presença de melão em variados tipos), além das bebidas (suco de laranja, suco de maçã, suco de cramberry, chá, café, leite e água). Ainda podia pedir na cozinha, preparados na hora, ovos fritos, omelete, french toast e panqueca, sem custos adicionais. Os garçons eram bem atentos, pois quando percebiam que os ocupantes de uma mesa já estavam terminando, eles levavam a nota para assinatura do hóspede. Na nota, constava o preço individual do café da manhã: U$ 16 + taxa, mas por cima do total, havia um carimbo com a palavra complementary, que quer dizer cortesia, mas, na verdade, já devidamente incluído no valor da diária. Em se tratando de Estados Unidos, mesmo com o café da manhã incluído na diária, eles esperam gorjeta e para tal, havia um espaço em branco, acima do local para assinar, para o hóspede colocar o valor que queria deixar de gorjeta, com a sugestão mínima de 18%. Coloquei um X nos espaços em branco, assinei e deixei a nota na mesa. Não demos gorjeta em nenhum dos cafés da manhã durante nossa estadia, mas nem por isso deixaram de nos tratar com amabilidade e educação.
Saímos do hotel às 09:45 horas. Dia lindo, mas frio. Fomos direto para o High Line Park, descendo pela 11th Ave até a 30th St, onde entre a 11th e a 12th Aves, há um acesso para este parque suspenso construído onde antes havia um trilho de bonde. Neste acesso em que entramos, havia um grande canteiro de obras em fase de finalização, onde a partir da Primavera 2019 funcionará um novo ponto turístico na cidade, o Hudson Yards, com shoppings, restaurantes, prédios comerciais e residenciais, jardins, além de uma incrível escada rolante em zigue-zague ao ar livre, cuja estrutura já era possível ver. O que mais me chamou a atenção foi uma placa indicando que em breve seria naquele lugar a Little Spain, uma espécie de Eataly com produtos espanhóis.
O High Line Park tem cerca de 2,3 km de extensão. Nosso acesso por ele foi praticamente em uma das suas extremidades. Caminhamos, assim, para a outra extremidade, em direção ao Whitney Museum of American Art, já na região do Chelsea. Neste caminho, gastamos por volta de uma hora, pois paramos muito para tirar fotos, para apreciar a paisagem, ruas e prédios do entorno, bem como para ver as muitas obras de arte ao ar livre existentes no parque. Na altura do Chelsea Market, perto do final do parque, havia uma feirinha com produtos artesanais, e também barraquinhas que vendiam adesivos, bottons, chaveiros e afins contra o Trump. Demos uma olhadela em tudo, acabando por comprar 3 bottons (U$ 1 cada um), dois com o mesmo dizer - #notmyPresident, e um com a palavra Resist escrita em uma bandeira do arco-íris. Bem atual em tempos de conservadorismo dominando o mundo. Ao final do parque, perto das escadas que levavam para a calçada abaixo, uma obra nos chamou a atenção. Era um luminoso que dizia Somos 11 Millones/We Are 11 Million, da artista americana Andrea Bowers. Na descrição da obra está que este é o número de imigrantes ilegais vivendo nos Estados Unidos em 2018.
Descemos as escadas, dirigindo-nos para o museu Whitney Museum of American Art (99 Gansevoort St). Era minha primeira vez neste museu que tem como foco a arte americana. Apenas duas pessoas estavam na fila. Eram 10:55 horas. Compramos as entradas por U$ 25 cada uma, totalizando U$ 50. Estávamos com sede, mas o restaurante do térreo do museu ainda estava fechado. Só abriria às 12:00 horas. Perguntei à empregada do museu que verificava as entradas onde poderíamos tomar algo, sendo informados que havia um café no oitavo andar do museu, já aberto. Antes de percorrer os andares expositivos, deixamos mochilas e blusas mais pesadas na chapelaria que fica no subsolo, sem custo adicional e subimos direto para o oitavo e último andar, onde há uma galeria para exposições temporárias, um café e acesso ao terraço. Paramos no Studio Café at Whitney Museum, onde fizemos um lanche rápido e matamos nossa sede, deixando ali U$ 19,05, sem gorjetas. Para ler mais sobre nossa experiência neste café, acesse a postagem que fiz em meu blog de gastronomia, o Tenho Fome de Que, clicando aqui.
Depois desta pausa, fomos para o terraço, de onde se tem vistas maravilhosas de Downtown, incluindo o The One, do Hudson River, do High Line Park, dos prédios com tijolinho à vista que dominam a arquitetura desta região, e até da Estátua da Liberdade ao longe. Em seguida, percorremos todos as galerias com exposições ativas do museu. Vimos as seguintes exposições:
1. Mary Course: A Survey in Light - pinturas em tons claros, tudo muito branco. Não nos entusiasmou.
2. Where We Are: Selections from The Whitney's Collection - 1900-1960 - um recorte interessante do acervo do museu. Foi o que mais gostei.
3. Programmed: Rules, Codes and Choreographis in Art - 1965-2018 - uma mistura de arte com tecnologia, com abundância de vídeo-instalações. Confesso que não tenho muita paciência para este tipo de exposição.
4. Andy Warhol - From A to B and Back Again (partial view) - era uma pequena mostra da exposição do artista que somente entraria em cartaz em novembro de 2018. Gosto bastante da obra de Warhol e estava exposta uma seleção de retratos do Mao Tse-Tung, que nunca tinha visto ao vivo.
Saímos do museu com a ideia de ir para o Chelsea Market, mas com tranquilidade e vendo o que havia no caminho. Eis que nos deparamos com a Samsung (837 Washington St). Pensamos que era uma loja e entramos, já que Gastón tem um celular da marca sul-coreana. Não era uma loja propriamente dito, mas uma sim um local de entretenimento, com diversas atrações para experiências em realidade virtual. Era um mini parque de diversões com alta tecnologia. Tudo gratuito, bastando preencher em um tablet alguns dados e se responsabilizar por eventuais prejuízos à sua saúde. Feito isto, uma pulseira foi colocada em nossos pulsos e fomos "brincar". Primeiro um game de zumbis, que detestei, depois uma simulação de montanha russa sensacional (Gastón não quis participar, com receio de ter vertigem). Em seguida, nova simulação, desta vez de esquiar na neve, não tão empolgante quanto a anterior (Gastón participou porque viu que era mais tranquilo, que não mexia tanto quanto a montanha russa). Em todas estas experiências usamos óculos de realidade virtual. No piso superior, havia uma flag ship da marca com o que havia de mais moderno nos lançamentos de celulares, tablets e relógios. Um passeio que não estava planejado do qual gostamos muito.
Seguimos para o Chelsea Market (75 9th Ave), local sempre muito movimentado. De mercado, com bancas de frutas, legumes, temperos, verduras, cereais, bebidas, e similares, não há quase nada. Ele foi tomado por lojas de decoração, de presentes e de dezenas de restaurantes e lanchonetes para todos os gostos e bolsos. Como era dia de Halloween, estava todo decorado com bonecos animados de mortos-vivos, fantasmas, abóboras, e esqueletos. E ainda havia uma horda de crianças fantasiadas que paravam nas lojas com suas cumbucas, dizendo trick or treat para ganhar doces e balas. Fomos andando no sentido da 10th Ave, parando nas lojas, entrando em algumas, vendo cardápios. Em alguns locais, para comer em pé, havia fila. Tudo muito desconfortável e barulhento. Em uma das lojinhas de lembrancinhas, compramos uma caixa de mini lâmpadas douradas (U$ 9) para Gastón colocar em sua loja em BH.
Era hora de almoçar. Dentre os locais que eu havia marcado nas redondezas, estava um muito elogiado, um bar de tapas, culinária espanhola, chamado Tía Pol.
Saímos do Chelsea Market pela 10th Ave, e subimos em direção Uptown. Na esquina da 10th Ave com 18th St, na parede externa do Chelsea Square Market, há um belíssimo painel colorido retratando Gandhi e Madre Teresa de Calcutá, dois ícones da paz, pintado pelo brasileiro Kobra.
Enfim, chegamos ao Tía Pol (205 10th Ave) às 13:50 horas.

quinta-feira, 15 de novembro de 2018

NEW YORK - DIA 1 - NOITE



30/10/2018 - Nosso primeiro ponto turístico programado para visitar que tinha que pagar para entrar era o Empire State Building (20 West 34th St). Não era longe do hotel. Fomos caminhando. Da 37th St, descemos a 8th Ave até a 34th St, quando viramos à esquerda, vendo as cores que decoravam o Madison Square Garden e a parte de cima da Pennsylvania Station. Também avistamos o Empire State com sua cúpula iluminada de verde. A cor era em comemoração aos 15 anos que está em cartaz na Broadway o musical Wicked. Utilizamos a entrada da 34th St para ingressar no icônico prédio. Fomos até o balcão de informações para saber onde comprava os bilhetes, que eram vendidos em máquinas de autoatendimento na sala ao lado. Gastón tem vertigem, motivo pelo qual deixei para ele escolher até que mirante ele queria subir: 86º ou 102º (sei que não faz nenhum diferença para quem tem vertigem). O ingresso para o mais alto dava acesso ao mais baixo. Ele escolheu o 86º andar. Para pagar, somente cartão de crédito ou débito. Os dois ingressos saíram por U$ 74 + U$ 4,72 (IOF) = U$ 78,72.
Era a terceira vez que eu iria subir, mas a primeira em período noturno (funciona de 08:00 às 02:00 horas todos os dias do ano). Esta foi a vez que tinha menos gente.
Com as entradas nas mãos, passamos pelo controle de segurança, dispensamos tirar aquelas foto-montagens, seguindo para a fila dos elevadores, que é muito bem organizada. Todo este processo não demorou vinte minutos até chegarmos ao 86º andar. No mirante, há uma parte interna, de onde se pode ter um panorama da cidade de 360º, mas é do lado de fora onde as vistas são mais impactantes. O tempo ajudava, pois não ventava forte e o céu estava limpo. Ver a cidade iluminada, em especial as cúpulas dos prédios, entre eles o Chrysler Building, é sensacional. Gastón não aproveitou muito, pois tão logo ele se aproximava dos grossos vidros de proteção do mirante, ele se afastava, por causa da vertigem. Mesmo assim, ficamos um bom tempo no topo. Para descer, a fila era bem menor. Como tudo nos Estados Unidos, para sair do prédio, era necessário passar por dentro da loja do Empire State. Minha compulsão por comprar bobagens realmente tem passado. Apesar de ter gostado de um monte de quinquilharias que estavam expostas, nada compramos. A saída foi por onde entrei da última vez, passando por alguns restaurantes e uma unidade da farmácia Walgreens, chegando ao deslumbrante hall do prédio, com um alto relevo do próprio Empire State Building na parede do fundo. Saímos pela 33rd St.
Era hora de jantar. Consultei as minhas marcações no Google Maps, disse as opções para Gastón. Escolhemos um restaurante de comida italiana, o Tony's Di Napoli (147 West 43rd St). Subimos pela 5th Ave até a 37th St, viramos à esquerda até a Broadway, onde havia uma exposição com balas gigantes, tipo Cow Parade, cada uma pintada com as cores da bandeira de alguns países. Argentina e Brasil estavam representados. Obviamente que cada um posou ao lado da bala que representava seu país. Seguimos subindo até chegar na 43rd St, rua do restaurante escolhido.
Chegamos no restaurante Tony's Di Napoli às 20:25 horas. É grande, bem concorrido, especialmente após os espetáculos da Broadway. Não tínhamos reserva, mas conseguimos uma mesa no último salão. Pratos enormes, servem tranquilamente de 3 a 4 pessoas. Para detalhes desta nossa refeição, visite meu blog de gastronomia Tenho Fome de Que, clicando aqui.
O valor total da conta foi de U$ 53,35. Deixamos U$ 4,65 de gorjeta, totalizando U$ 58. A garçonete, que até então era um doce de pessoa, ficou visivelmente irritada. Para mim, gorjeta é algo expontâneo, nada imposto. Nas contas dos locais de comida em New York sempre vem as sugestões de gorjeta, geralmente começando com 15 ou 18%, chegando a 22% do valor da conta. Embora sugestão, fica uma impressão ruim, de pressão mesmo sobre o cliente. Aprendi a não me abalar com este tipo de pressão. Deixo quanto quero e ponto final. Eu não tenho que pagar salário de quem não é meu empregado! Se quiser, reclame com o patrão ou com seu sindicato.
No retorno ao hotel, passamos pela Times Square para Gastón ver o movimento noturno, as luzes e a beleza dos painéis publicitários, entrando na loja American Eagle Outfitters para ver preço de roupa.
Chegamos ao hotel muito cansados. Eram 22:15 horas. 

NEW YORK - DIA 1 - TARDE


30/10/2018 - Almoçados, era hora de conhecer a região. Subimos pela 8th Ave a partir da 53rd St. Quando alcançamos a 57th St, paramos para fazer uma breve pesquisa de preços de cuecas e meias na T.J. Maxx. Preços registrados, deixamos a loja.
Continuamos nossa caminhada, parando na Columbus Circle para algumas fotos, entrando, em seguida, no shopping Time Warner Center, aproveitando para uma providencial ida ao banheiro, apesar de ser bem pequeno, movimentado e por isso mesmo, um pouco sujo. Gosto das duas grandes esculturas de Botero que ficam no hall do centro comercial. Elas representam Adão e Eva. Não estávamos com espírito para compras, motivo pelo qual saímos rapidinho dali em direção Uptown para ver a parte externa do complexo cultural do Lincoln Center, que rende boas fotos. Em 2015 fiz uma visita guiada neste local que é bem interessante. Depois, foi a vez de entrar na unidade da loja Century 21 da região (1972 Broadway), que é mais organizada do que a popular unidade de Downtown. Nova pesquisa de preços e voltamos para nossa caminhada. A decisão foi ir voltando a pé para o hotel para descansar um pouco, mas sem pressa. Descemos a Broadway, parando na M&M Store, praticamente em Times Square. Entramos, vimos os coloridos chocolates e produtos relacionados, tiramos algumas fotos, retornando para a rua, sem comprar nada.
A Times Square estava como sempre: lotada de turistas. A fila na TKTS para comprar ingressos para musicais da Broadway de última hora, e por isso mais baratos, era enorme. No miolo da praça, turistas de todas as nacionalidades procuravam o melhor ângulo para selfies. Um desfile de personagens foi aparecendo em nossa frente: um cowboy quase pelado, mesmo com o frio que fazia, Hulk, Homem de Ferro, Homem Aranha, Thor, Minie, Mickey, Wood, Minion, um Batman barrigudinho, enfim, uma miríade de tipos humanos fantasiados que posavam com turistas em troca de alguns dólares. A parada na Times Square nos mostrou que o cansaço físico era grande. Necessitávamos de uma cama. Resolvemos voltar ao hotel, descendo pela 7th Ave. No caminho, paramos na Frame Gourmet Eatery (552 7th Ave) para comprar água. O lugar é grande, cheio de opções para refeições rápidas, incluindo um self-service de comida para levar. Quase nada tem o preço visível. Pegamos duas garrafas de água mineral de 1,5 litros cada uma. Uma Fiji e outra Evian. Gastón quis comer algo doce, escolhendo um muffin de mirtilo. Fomos para o caixa, onde uma chinesa apenas nos disse o valor total: U$ 11,70. Àquela altura, eu nem raciocinava mais. Paguei e fomos embora, sem nota. Nem percebemos que era um roubo o preço cobrado. O pior é que voltaríamos neste lugar e seríamos novamente ludibriados.
Descansamos no hotel, com direito a uma sonequinha, de 15:30 horas às 18:00 horas.
Renovados, era momento de sair novamente.

NEW YORK - DIA 1 - MANHÃ


30/10/2018 - Pousamos às 08:10 horas no JFK Airport e desembarcamos no Terminal 8. Ainda dentro do avião, liguei meu celular. Uma mensagem do cartão de crédito já indicava que o hotel onde ficaríamos tinha lançado o valor completo da diária acrescida das taxas e impostos - U$ 2.529,68.
Em maio de 2018 fiz uma adesão ao Passaporte Américas da Claro. Durante 12 meses, pagando R$ 9,90 mensais, eu poderia utilizar meu telefone celular em mais de trinta países das Américas como se estivesse no Brasil, com as mesmas características do meu plano contratado. No meu caso, 30 GB de internet por mês, ligações e mensagens ilimitadas, desde que feitas dentro dos Estados Unidos, ou de lá para o Brasil. O recebimento de ligações do Brasil também está no plano. Para Gastón, a mesma adesão, a partir de junho de 2018. Ele já havia utilizado o serviço na Argentina em julho e tudo correu bem.
1ª etapa: saindo do avião seguimos as placas que indicavam a imigração e restituição de bagagens. Na imigração, a fila não era de assustar, muito antes pelo contrário, andou bem rápido. Logo chegamos nos totens de autosserviço. Eu e Gastón fizemos os procedimentos juntos. Qualquer questionamento, estávamos com uma cópia de nossa certidão de casamento na mochila. Eu fui o primeiro, colocando a parte do visto americano no visor da máquina, seguindo os passos indicados na tela, tudo em português. Depois foi a vez de colocar dez dedos para verificar a impressão digital. Primeiro os quatro dedos da mão direita, em seguida o polegar direito, passando para os quatro dedos da mão esquerda e o polegar esquerdo. Por fim, fiquei posicionado para a foto. Concluídos estes procedimentos, apareceu na tela se havia mais alguém a agregar, quando respondi afirmativamente, aparecendo as opções. Registrei a opção família e Gastón seguiu os mesmos passos que eu tinha feito. Ao final, dois impressos saíram da máquina. O meu saiu com um X bem grande, enquanto o de Gastón estava sem o X. Seguimos para a fila para o atendimento nos guichês, mas uma agente da imigração nos separou ao ver os impressos. Todos que tinham um X no papel seguiam para a fila dos guichês, enquanto os que estavam sem aquela marcação, seguiam para o lado oposto, onde não havia guichê, mas somente balcões individuais. Gastón ficou preocupado, tentando argumentar comigo que tínhamos que passar juntos, mas eu lhe disse que era melhor cada um fazer o que a senhora indicava. Que não era para ele se preocupar, pois tinha todos os documentos nas mãos, como reserva de hotel, bilhete aéreo com a volta marcada, e falava espanhol. Sempre há alguém que fala espanhol na imigração americana. Cada um foi para seu lado. Gastón passou pelo balcão, nenhuma pergunta lhe foi feita, apenas abriram seu passaporte e o carimbaram. Ele ficou me esperando. Enquanto isso, eu estava na fila dos guichês. Mas não fiquei nem cinco minutos e fui chamado. O agente de imigração pegou meu passaporte, pediu que eu repetisse a checagem de digitais, na mesma sequência que havia feito no totem, olhou para mim, carimbou meu passaporte e mandou eu seguir. Nenhuma pergunta foi feita.
2ª etapa: da imigração para a área de recolha de bagagens. Tudo muito rápido, com as nossas duas malas chegando sem demoras.
3ª etapa: era hora de passar pela alfândega, onde ninguém nem sequer nos olhou.
Ao sair no saguão do desembarque do Terminal 8, Gastón avistou um cara com a placa com meu nome nela escrito. Era o motorista Sérgio, que trabalha para a Leco Tours, a empresa que contratei no final de agosto para fazer nosso transfer aeroporto-hotel. O motorista é brasileiro, nascido e criado em Belo Horizonte, morando em New York há 35 anos. Ele foi muito gentil em levar nossas malas. O carro estava estacionado perto da saída. Era grande, bem confortável, com água de cortesia para os passageiros. No caso, era transfer privativo, só nós dois. No trajeto até o hotel, Sérgio foi conversando, falando sobre sua vida na cidade. Também nos mostrava pontos de interesse no bairro Queens no nosso caminho, ilustrando suas informações com números e cifras. Fizemos o percurso do Terminal 8 do JFK Airport até o hotel Hilton Garden Inn New York Times Square South (326 West 37th St) em uma hora e vinte minutos (de 09:20 horas às 10:40 horas). Na porta do hotel, ainda dentro do carro, paguei ao motorista o previamente acertado, ou seja, U$ 110, sendo U$ 10 como taxa de estacionamento no aeroporto.
Um mensageiro do hotel retirou as malas do carro e as levou para o hall. Às 10:45 horas estávamos fazendo o check in, momento em que a recepcionista nos deu a excelente notícia de que nosso quarto já estava pronto. Não tínhamos que esperar até 15:00 horas como descrito na reserva. Ela solicitou um cartão de crédito para fazer uma pré-autorização de U$ 525 para cobrir eventuais gastos extras durante nossa estadia. Logo nos entregou dois cartões magnéticos para usarmos o elevador para acessar nosso andar, e abrir a porta do quarto. Ficamos no 15º andar, quarto nº 1503. No corredor do andar havia uma máquina de fazer gelo, que nunca utilizamos. O hotel é relativamente novo, o que dá um ar mais prazeroso para quem é hóspede. Dispensamos a ajuda do mensageiro, entramos no elevador, colocamos o cartão no local adequado, marcamos o 15 e subimos. O quarto é espaçoso, com janelas anti-ruído, que tinha uma abertura mínima, mas suficiente para renovar o ar interno. Era um quarto de fundo, que dava para a rua de trás. Em frente fica um edifício cujos últimos andares abrigavam uma confecção, cheia de asiáticas trabalhando. Estávamos no chamado Garment District, cheio de confecções e lojas de tecidos e aviamentos. Cama grande e muito confortável. O banheiro era amplo, com box de vidro, ducha com pressão razoável, pia com bancada espaçosa para colocar todos os nossos apetrechos de toialette. Faltou ducha higiênica ou mesmo um bidê. As amenities são da marca Neutrogema: dois sabonetes, um frasco de shampoo, um frasco de condicionador e um frasco de loção hidratante. A reposição destas amenities foi diária. Sempre havia três toalhas de banho e três de rosto disponíveis no banheiro, cuja troca também era diária, sem necessidade de deixá-las em local determinado para que a camareira soubesse que queríamos a troca.
Desfizemos as malas. Era hora de um bom banho relaxante, mas nada de deitar depois do banho. Assim que vestimos roupas mais abrigadas, fomos para a rua. Deitar seria somente mais tarde.
O tempo estava frio, mas o dia era lindo com sol e céu bem azul.
A localização do hotel é excelente, pois está perto da Times Square, mas fora do agito das ruas que a envolvem. Há estações de metrô bem perto, sendo a mais bem servida de linhas a 34 St Pen Station, que ficava a uns trezentos metros do hotel.
Nosso hotel está na 37th St entre a 9th e a 8th Avenues. Subimos a 8th Ave. Nada programado para visitar naquele momento. Era uma caminhada despretenciosa de reconhecimento de área. Como havia alguns pontos de venda de bilhete para utilização do transporte coletivo na região, lembrei-me de onde havia comprado tal bilhete quando estive na cidade em abril de 2015. Foi na Food Emporium, que fica na 8th Ave com 49th St. Caminhamos até lá, onde fomos informados que não vendiam os bilhetes. O empregado do local nos indicou onde comprar. Era só atravessar a rua. Estação do metrô da 49th St. Na estação havia duas máquinas de venda de bilhete, mas como eu não queria usar cartão de crédito, fomos até o guichê, comprando dois cartões do Metrocard para uso sete dias consecutivos ao custo unitário de U$ 33. Gastamos, pois, U$ 66.
A esta altura, além do cansaço físico, a fome dava sinais de vida. Pesquisei antes de viajar vários restaurantes, lanchonetes, confeitarias, padarias, elegendo alguns deles como possibilidades de visitar. Nesta pesquisa estavam os melhores locais para comer cachorro quente, hambúrguer, pizza, cookie, cupcake, cheesecake, pretzel, estrelados Michelin, melhores do mundo, clássicos novaiorquinos, entre outros. Tudo marcado com estrela no Google Maps, o que facilitou muito nossa vida nas férias em New York.
Perto daquela estação de metrô que estávamos ficava o Kings of Kobe (790 9th Ave), que figura na lista dos 25 melhores hot dogs de NYC pela Time Out. Fomos para lá, onde ficamos pouco mais do que meia hora. Escolhi o hot dog The Chili Project, enquanto Gastón pediu o Empire City. Ao final, deixamos U$ 42,03, sem gorjeta. Pagamos em dinheiro. Para detalhes sobre nossa refeição, leia a postagem no Tenho Fome de Que, meu blog sobre gastronomia, clicando aqui.

quarta-feira, 14 de novembro de 2018

INDO PARA NEW YORK


Acordamos dia 29/10/2018 felizes por ter chegado, enfim, o início de nossas curtas férias. New York nos aguardava. Última checagem nos itens das malas, café da manhã com o que tinha na geladeira, cozinha arrumada, plantas aguadas, banho tomado, malas fechadas. Para viajar, escolhi uma calça de moletom bem confortável, sem cinto, meia Havaianas com espaço para enfiar o pé no chinelo, bota impermeável e uma camisa de malha larguinha. Coloquei dinheiro no porta cédulas que foi na minha cintura.
As 11:25 horas estávamos entrando no carro do meu irmão, que é motorista de aplicativos e faz tansfer individual para o Aeroporto de Confins. O trajeto durou 50 minutos, pois dia e horário favoreceram. Pela corrida, paguei R$ 85,00.
No aeroporto, fomos primeiro ao quiosque da Protect Bag, onde embalamos as duas malas que iríamos despachar por R$ 65,00 cada mala. Acho necessário esta proteção nem é por que a mala é de grife ou nova, mas porque o tempo de conexão é muito grande em Guarulhos e já tive mala aberta em conexões grandes, quando me roubaram alguns itens. Com a mala embalada, não há como ficarem tentando acertar o código de sua abertura. Em seguida, fomos para o balcão da Latam, mas o funcionário nos mandou etiquetar as bagagens no totem de auto serviço do saguão do aeroporto. Nele, imprimimos nossos cartões de embarque do trecho CNF-GRU, pois para o seguinte, voltou a aparecer a mensagem para procurar o balcão do check in. Em relação às etiquetas de bagagem, já foram impressas para o destino final: JFK, em New York. Não havia ninguém esperando na fila do balcão do check in. Fomos atendidos por uma simpática moça, que verificou nossa reserva, informando que houve um erro no preenchimento do número do visto americano, motivo pelo qual não conseguimos os cartões de embarque do trecho GRU-JFK. Ela ainda disse que até eles erravam o tal número, pois no visto há dois deles. O certo é colocar o que começa com uma letra. Esta explicação deveria constar no site da Latam! Corrigido os números, os cartões foram impressos. Mostrei a ela meu cartão Itaucard TAM Fidelidade Platinum, perguntando se com ele poderia colocar etiqueta de prioridade em nossas duas malas. Ela sorriu e colocou. Os pesos das malas foram bem abaixo do que pensávamos.
Leo - mala de porão: 14,50 kg e mala de mão: 5,30 kg.
Gastón - mala de porão: 12,10 kg e mala de mão: 6,00 kg.
Subimos para o embarque, passamos com sinal verde no controle de raio X, dirigindo-nos para perto do portão 22, parando antes na área de alimentação para almoçar. Escolhemos o E.A.T Pizza & Pasta, do mesmo grupo do Viena, onde o prato do dia estava por R$ 35,00. Lá o pedido é feito no caixa, você paga, recebe um plaqueta com um número e assenta em qualquer mesa, colocando a tal plaqueta visível. Quando o prato fica pronto, eles levam à sua mesa. Ao saber o prato do dia, frango ensopado com quiabo, arroz, feijão e angu, não tivemos dúvida em ir com esta sugestão, pedindo uma água tônica e um chá mate para beber. A conta ficou em R$ 85,90.
Assim que terminamos de almoçar, fomos para a frente do portão 22, local programado para o embarque, marcado para ocorrer às 13:45 horas.
Embarcamos no horário, utilizando a fila de prioridades por termos o cartão de crédito Itaucard TAM Fidelidade Platinum. Mesmo não tendo pago por isso, nossos assentos estavam localizados na área  de assentos mais espaçosos da Latam. Acomodamos malas e mochilas no bagageiro e nos acomodamos. Logo, peguei o livro Sombras da Romãzeira, de Tariq Ali, que estava terminando, para ler enquanto voava. Com o embarque encerrado e portas fechadas, o comandante comunicou que haveria um pequeno atraso na decolagem, pois seria necessário trocar uma das rodas do trem de pouso. O atraso foi de 50 minutos. Decolamos às 15:15 horas, pousando no aeroporto de Guarulhos às 16:30 horas. Pegamos malas e mochilas, desembarcamos e seguimos as placas para conexão internacional, utilizando para tal o acesso interno do Terminal 2 para o Terminal 3.
Passamos pelo controle de segurança, onde algumas pessoas insistem em só tirar cintos, relógios e computadores quando estão por passar no portal, deixando a fila mais lenta. Mas tínhamos muito tempo e nenhum motivo para estresse. Passado o controle, nos dirigimos para o controle de imigração. Gastón foi para a fila dos estrangeiros, enquanto eu para a fila do controle automático para passaportes com chip eletrônico. Na minha frente havia um casal que insistia em colocar o passaporte no visor da máquina com a sua capa protetora. Uma agente da Polícia Federal informava a todo o instante que era para tirar qualquer capa, mas eles fingiam que não ouviam, motivo para formar uma fila neste controle. Pequeno atraso. Só passaram depois de retirar suas respectivas capas. Eu passei rapidamente e fiquei na porta do acesso ao Terminal 3 esperando Gastón, que logo apareceu.
Eram 17:10 horas quando chegamos no mezanino do Terminal 3, onde ficam as salas VIP. A ideia era comprar o passe para a sala vip da Latam, que cobrava U$ 90 por passageiro. Assim que chegamos na porta dela, vi ao lado a entrada para a sala vip da Mastercard Black. Um dos meus cartões é esse. Nela, eu tinha entrada liberada. Enquanto a sala da Latam tem duchas de banho, o que pode ser conveniente para longas conexões, a Vip Lounge Mastercard Black não tinha, mas minha entrada era liberada e podia entrar com um acompanhante mediante pagamento de R$ 130,00. A princípio, eu ainda relutei, mas acabei cedendo, pagando a entrada de Gastón e ficando neste lounge.
A sala é grande, sempre com muito movimento, mas com espaço disponível para todos, embora a maioria das cadeiras fosse desconfortável para ficar esperando sentado por cinco horas, com era nosso caso. De início, acomodamo-nos nestas cadeiras, mas ficamos de olho se algum sofá vagava, o que logo ocorreu. Era bem mais confortável. O banheiro é espaçoso, cheiroso, limpo. A comida é farta, com muitas opções: salgadinhos, mini sanduíches, saladinhas, sopa, pratos quentes em pequenas cumbucas, doces, grissini. Para beber, tínhamos água com e sem gás, refrigerante, inclusive na versão zero, suco de frutas, café, leite, chá, cappuccino, vinho tinto, vinho branco, espumante, cerveja e uísque.
Ficamos na sala de olho no painel de partidas de voos até que houve indicação para seguirmos para o portão de embarque, uma caminhada de 15 minutos até lá. Eram 22:15 horas quando fomos para o portão 223, onde as filas de embarque já estavam sendo formadas. Novamente utilizamos a fila de prioridades, embarcando no horário previsto, às 22:30 horas. No avião, assentos 39C e 39D. Acomodamos malas e mochilas no bagageiro acima de nossos assentos. Antes, tirei da mochila o iPad no qual havia baixado capítulos de séries e filmes, o livro que logo acabei de ler, o chinelo, o fone de ouvido e a blusa de frio.
Ninguém viajou ao lado de Gastón, o que lhe garantiu mais conforto para viajar. Ao meu lado estava uma senhora que nada me incomodou durante todo o voo. Decolamos no horário, às 23:30 horas, rumo a New York.
O voo foi muito tranquilo, sem turbulências, nem menino chorando. Uma benção!
Ainda em solo, tirei a bota, coloquei meu chinelo, preparei meu iPad, me cobri com a manta fornecida no voo e esperei servirem o jantar, o que ocorreu em torno de duas horas pós decolagem.
A Latam simplificou demais as bandejas de comida. Havia três opções para jantar. Eu escolhi o prato menos problemático para distúrbios alimentares: ravioli recheado com ricota ao molho de tomate e um tablete de chocolate ao leite como sobremesa, bebendo um copo de suco de laranja.
Estava com tanto sono, que só consegui ver um capítulo da 3ª temporada da série O Homem do Castelo Alto. Desliguei tudo, tirei os óculos, fechei os olhos e apaguei. Acordei apenas duas vezes para ir ao banheiro.
Cerca de duas horas antes da aterrissagem, serviram o café da manhã, para o qual escolhi salada de frutas, que na verdade era uma seleção de melão, sanduíche integral de presunto e queijo e um copo de suco de laranja.
Em seguida, recoloquei a bota, guardei todas as minhas coisas na mochila. Estávamos quase chegando.

PREPARANDO A VIAGEM PARA NEW YORK - PARTE II

Em 23/09/2018, recebo novo e-mail da Latam, desta vez informando o cancelamento do voo JJ 3841 do dia 29/10/2018, trecho CNF-GRU. Em seguida, chegou outro e-mail da Latam com a alteração do nosso código de reserva e informando o novo voo do trecho cancelado. Iríamos no voo LA 4633, dia 29/10/2018, saindo de Confins (CNF) às 14:25 horas, chegando em Guarulhos (GRU), às 16:30 horas. Nossa conexão ficou bem maior. Com esta alteração, ficaríamos mais de sete horas no aeroporto de Guarulhos, enquanto se mantivessem o voo inicialmente marcado, esta espera seria de apenas duas horas e meia.



No mês de setembro foi a vez de pesquisar os musicais em cartaz. Pelo tempo que toma na noite e pelo alto valor dos ingressos, tínhamos decidido ir em apenas um deles. Gastón queria ver O Rei Leão, mas como eu já vi este musical duas vezes, sendo uma delas em New York, e ele já havia escolhido o jogo de basquete da NBA, do qual não sou um entusiasta, disse que era minha vez de escolher. Fiquei em dúvida entre três: Kinky Boots, Cher e King Kong. Sei que Gastón não gosta de Cher e ver um musical sobre a vida dela, com as músicas dela, seria muito chato para ele. Escolhi King Kong, um musical em pré-estreia na época que estaríamos na cidade, uma história que gosto e que conhecemos. Comprei os dois ingressos pelo site da Broadway para o dia 01/11/2018, às 20:00 horas, no The Broadway Theatre. Não havia muito local disponível. Ficamos no Rear Mezzanine, no segundo piso do teatro, na fileira K, assentos K106 e K108. Valor: U$ 170,44 + U$ 10,87 (IOF) = U$ 181,31. Os ingressos foram encaminhados por e-mail para impressão em casa.
Ainda em setembro, comprei seguro saúde para duas pessoas. Sempre opto pela Assist Card, pois já precisei de usar e fui muito bem atendido. Comprei o seguro AC 250, cuja cobertura era de U$ 250.000 para o período de 29/10 a 07/11/2018. Valor para os dois: R$ 562,32.
Faltava decidir onde comemorar o meu aniversário, dia 31/10/2018. Seria, com certeza, em um restaurante premiado. Pesquisei o Michelin Guide New York 2018 e a lista The World's Best 50 Restaurants, edição 2018. Escolhi o restaurante Cosme, que figura no 25º lugar desta lista dos melhores restaurantes do mundo, mas não é estrelado no Michelin. Ele pratica uma cozinha contemporânea inspirada na culinária mexicana. As reservas somente poderiam ser feitas com 30 dias de antecedência. Desta forma, acordei no dia 02 de outubro de 2018 e fui direto para o computador, entrando no site da Open Table para fazer a reserva. Mesa para 2 pessoas, jantar em 31/10/2018, às 20:15 horas. A confirmação chegou por e-mail, constando no meu perfil da Open Table, tanto no site quanto no app.
Em 03/10/2018, mais um e-mail da Latam comunicando novo número e reprogramação de voo no trecho GRU-CNF, dia 07/11/2018. Agora o voo tinha o número LA 4550, e sairia de Guarulhos às 07:25 horas, chegando em Confins às 08:40 horas. Estes e-mails da Latam já estavam irritando. Uma falta de organização e foco.
Dos pontos turísticos que planejamos visitar, o único que exigia um horário certo de entrada era o Top of The Rock, o mirante do Rockfeller Center. Entrei no site dele, comprando duas entradas para o dia 01/11/2018, às 10:30 horas. Paguei U$ 78,39 + U$ 5 (IOF) = U$ 83,39. Os ingressos foram enviados por e-mail para impressão em casa.
Neste período todo, continuei minhas consultas a blogs e sites de viagens, descobrindo que na noite do dia 31/10/2018 acontecia a tradicional parada de Halloween no Village. Ela começava às 19:00 horas, com término previsto para 23:00 horas.
Para tentar ver um pouco desta parada, em 14/10/2018, alterei a reserva do jantar no restaurante Cosme, antecipando em meia hora nosso horário, que passou a ser 19:45 horas. Alteração confirmada de imediato.
Também em 14/10/2018, consegui marcar os assentos em todos os trechos dos voos de ida e de volta, sem custos adicionais. Todos eles em corredor. Em 19/10/2018, recebi novo e-mail da Latam, confirmando todos os trechos, código de reserva e assentos marcados. Ainda recebi uma ligação da Latam em 22/10/2018, quando confirmaram todos este dados novamente. Nos dias 22, 26, 27/10 e 03/11/2018, novos e-mails da Latam, desta feita fazendo convites para participar de uma espécie de leilão para upgrade para a classe executiva, tanto no voo de ida, quanto no da volta. Lance mínimo para cada trecho e para cada passageiro: R$ 2.650,00. Declinei de todos estes convites.
Enfim, chegou o momento de fazer o check in, que no caso da Latam, é possível fazê-lo com 48 horas de antecedência do horário marcado para cada voo. Em 27/10/2018, na parte da tarde, fiz o nosso check in para o trecho CNF-GRU, voo LA 4633, dia 29/10/2018, segunda-feira, às 14:25 horas. Os assentos eram os que eu tinha escolhido: 7C e 7D. Os cartões de embarque foram enviados por e-mail e estavam disponíveis no app da Latam. Salvei os dois cartões no Wallet do meu celular.
Na manhã do dia 28/10/2018, fiz o check in do trecho seguinte, GRU-JFK, voo LA 8180, dia 29/10/2018, às 23:20 horas, com assentos também mantidos: 39C e 39D.
No entanto, os cartões de embarque não foram liberados. Apareceu uma mensagem para que procurasse o balcão do check in da Latam no aeroporto. Algo estava errado.
Faltava arrumar as malas. Cada um levaria uma mala média que seria despachada, uma mala de mão e uma mochila. Não queria levar muita coisa. Minha bagagem consistiu no seguinte:
Mala média que seria despachada: 06 cuecas, 06 pares de meia, 02 camisas de malha, 02 camisas polo de manga curta, 01 camisa polo de manga comprida, 01 camisa de malha de manga comprida, 01 bermuda, 01 calça comprida impermeável, 01 pijama, 01 saco para colocar roupa suja, 01 tênis, 01 blusa de moletom com capuz, 01 guarda chuva, 01 binóculos, 01 boina, 01 gorro, 01 par de luvas, 01 canivete suíço, 01 calçadeira, 01 órtese para meu pé, 01 blusa de frio impermeável, 01 guia de New York, 01 adaptador de tomada, 01 bolsa, 02 necessaires com artigos de toilette (shampoo anticaspa, pasta de dente, protetor solar para rosto, protetor solar para corpo, protetor de ouvido para banho, cortador de unhas, band-aid fricção, gel relaxante para pernas, cotonetes, saboneteira com sabonete para o rosto, saboneteira com sabonete para corpo, desodorante spray para os pés, talco, hidratante, listerine, pente, extrato de própolis, spray para limpar óculos com lenço específico, corta comprimidos).
Mala de mão: 02 camisas de malha, 02 cuecas, 02 pares de meia, 01 calça comprida, 01 cinto, óculos de grau (extra), óculos escuros, 02 cadeados com senha, 03 guias de New York, 01 cachecol, 01 livro, 01 bolsa pequena, 01 necessaire com remédios (cataflan, pantoprazol, domperidona, rosuvastatina, losartana, ablok, neosaldina, dorflex, imosec, buscopan, toragesic, tandrilax, tylenol, luftal gel, xefo, paco, nimesulida). Sempre levo duas mudas de roupa em mala de mão em viagens internacionais em caso de extravio de bagagens, fato que já ocorreu comigo mais de uma vez.
Mochila: iPad e seu carregador, carregador do celular, fone de ouvido, 01 blusa de frio, 01 livro, 01 lenço, 01 chinelo, 01 cadeado com chave, lenço de papel, band-aid, protetor de ouvido, caneta, caderneta de anotações de viagem, porta comprimidos, escova de dente, porta moeda, 01 pacote de lenços umedecidos, 01 frasco pequeno de álcool gel, rinossoro, desodorante, pasta de dente, colírio, perfume, diprosalic pomada, carregador portátil, passaporte, seguro saúde, caderneta internacional de vacina, cartões de crédito liberados para compra no exterior, confirmação de reservas em hotel, restaurante, atrações turísticas, musical e jogo de basquete, U$.
Tudo pronto para o início da viagem no dia seguinte.

PREPARANDO A VIAGEM PARA NEW YORK - PARTE I



Gosto de passar meu aniversário fora da cidade onde moro. Sempre começo a planejar local e viagem no dia seguinte ao aniversário, que é dia 31 de outubro. Assim, em 01º de novembro de 2017, quando estava em Bogotá, Colômbia, decidi que os meus 55 anos seriam comemorados em New York.
As pesquisas de companhias aéreas, melhores horários de voos e hotéis já se iniciaram quando retornei ao Brasil, no final da primeira quinzena de novembro de 2017. A princípio, viagem a dois, eu e Gastón.
Primeiramente, decidimos quando seria a viagem e quanto tempo duraria. Seria no final de outubro de 2018, em torno de dez dias, somente em New York, para evitar correria de entrar e sair de hotel, aeroportos e estações de trem. Depois, com as milhas que eu tinha na Latam, a decisão foi por voar em alguma companhia da One World. Eu tinha 170.000 milhas. Imaginei que seriam suficientes para emissão de dois bilhetes aéreos, com saída de Belo Horizonte, em classe econômica. Qual não foi a minha surpresa, negativa, diga-se de passagem, que em todas as simulações que fazia, a quantidade mínima que era pedida por pessoa, ida e volta, eram 110.000 milhas. Mas como tenho experiências anteriores, comecei a entrar no site da Latam com frequência para pesquisar a emissão de voos com milhas para New York. Entre janeiro e março de 2018, devo ter feito mais de 40 consultas, com os valores chegando a 150.000 milhas por pessoa. Até que em 04 de março de 2018, a quantidade baixou para 65.000 milhas por pessoa, caso o voo de ida fosse no dia 29 de outubro e o de volta no dia 06 de novembro de 2018. Não tive dúvidas em emitir os dois bilhetes na hora, pagando R$ 481,62 de taxas de embarque. Tentei marcar assentos, pois tanto eu, quanto Gastón, gostamos de viajar em assento de corredor, mas não consegui. A emissão dos bilhetes foi confirmada por e-mail, com direito a duas malas de 23 quilos cada uma, cada passageiro, mas ainda sem assentos marcados. Foram estes os voos:
Dia 29/10/2018 - Latam JJ 3341, saindo de Confins (CNF) às 19:30 horas, chegando em Guarulhos (GRU) às 20:55 horas.
Dia 29/10/2018 - Latam JJ 8180, saindo de Guarulhos (GRU) às 23:20 horas, chegando no dia seguinte, 30/10/2018, em New York (JFK), às 08:10 horas.
Dia 06/11/2018 - Latam JJ 8181, saindo de New York (JFK) às 17:30 horas, chegando no dia seguinte, 07/11/2018, em Guarulhos às 06:25 horas.
Dia 07/11/2018 - Latam JJ 3344, saindo de Guarulhos (GRU) às 08:15 horas, chegando em Confins (CNF), às 09:25 horas.
Aproveitei o embalo para pesquisar hotéis através do Booking. Queria um hotel bem localizado, de preferência na região da Times Square, já que seria a primeira vez de Gastón em New York, ficando mais fácil o acesso ao metrô e aos principais pontos turísticos da cidade. Também teria que incluir o café da manhã na diária, algo essencial para mim, pois não gosto de ficar saindo para procurar lugar para comer. Tenho um ritual que sigo à risca: acordar, levantar, tomar café da manhã, ir ao banheiro, tomar banho, e só então, sair para aproveitar o dia. Fiquei bem umas quatro horas fazendo esta pesquisa, até que encontrei o Hilton Garden Inn New York Times Square South, hotel relativamente novo, com todas as características que procurava e ainda com cancelamento gratuito da reserva até dois dias antes do dia da chegada. Fiz a reserva de um quarto para duas pessoas, cama de casal, para o período de 30/10/2018 a 06/11/2018, ou seja, 7 diárias, com café da manhã incluído e wi-fi liberado em todos os ambientes do hotel. Valor: U$ 2.051 + 14,75% de imposto (U$ 302,52) + U$ 3,50 de imposto municipal por diária (U$ 24,50), o que totalizava U$ 2.378,02.
Com passagens aéreas e hotel garantidos, teria dez meses, tempo mais que suficiente, para fazer um bom planejamento de viagem, com um ótimo aproveitamento dos dias que estaríamos em New York. Neste período, li guias, revistas, blogs especializados, sites de turismo, guias gastronômicos, conversei com amigos que tinham viajado recentemente para lá. Enfim, foi um período pré-viagem que já me senti viajando. Na medida em que decidíamos algum local, colocava em uma planilha compartilhada por nós dois. Assim foi sendo construído o planejamento de nossa viagem. Nada de rigidez, mas apenas um norte para o que iríamos fazer.
Em 01/08/2018, recebi um e-mail da Latam comunicando alteração no horário do voo JJ 8181, no trecho JFK-GRU (06/11/2018), que passou para mais cedo do que o inicialmente previsto, de 17:30 horas para 16:35 horas, com alteração também no horário de chegada em Guarulhos, no dia 07/11/2018, de 06:25 horas para 05:30 horas. Era a adequação do voo ao horário de verão no Brasil e ao horário de inverno em New York, ambos com alteração para ocorrer em 04/11/2018. Concordei com as alterações, mesmo porque não havia outra possibilidade.
Gastón tinha um desejo de infância de assistir a um jogo de basquete da NBA em um ginásio. Pesquisamos, constatando que haveria um jogo no Madison Square Garden entre New York Knicks e Chicago Bulls no dia 05 de novembro de 2018. Os ingressos individuais para os jogos do Knicks na NBA começariam a ser vendidos no dia 25/08/2018, data em que compramos pelo site da TicketMaster duas entradas para ver este jogo, cujo valor total foi de U$ 212,40. Como o pagamento foi por cartão de crédito, houve o acréscimo de U$ 13,55 relativos ao IOF. Ingressos enviados por e-mail para impressão em casa.
Outra coisa que gosto de ter acertado previamente é o transfer do aeroporto para o hotel. Quando estive em New York em 2015, utilizei o serviço da Leco Tours e gostei. Assim, em 25/08/2018, solicitei para a mesma empresa um orçamento, via site, do transfer aeroporto-hotel (Manhattan)-aeroporto. A empresa é de brasileiros e todos os seus motoristas são brasileiros. A resposta veio por e-mail em 26/08/2018, com o orçamento solicitado. O trecho aeroporto-hotel ficava em U$ 110, dos quais U$ 10 são cobrados como taxa de estacionamento. O trecho hotel-aeroporto seriam U$ 100. Respondo de imediato, confirmando meu interesse, informo os dados de voos, datas, horários e endereço do hotel, além de perguntar a forma de pagamento. A Leco Tours confirmou o transfer por e-mail em 27/08/2018, dizendo que o pagamento seria em dinheiro diretamente com o motorista, ao final de cada trecho realizado. Também informaram um número de WhatsApp em caso de necessidade.