Bergman Island (Bergman Island), 2021, 112' - filme dirigido por Mia Hansen-Love e estrelado por Vicky
Kieps (Chris), Tim Roth (Tony), Mia Wasikowska (Amy) e Anders Danielsen Lie (Joseph). Um casal de cineastas, apaixonados por Ingmar Bergman, se estabelece na ilha que Bergman usou como inspiração e cenário de seus últimos filmes. Na ilha, tudo gira em torno de Bergman: Safari Bergman, Museu, Fundação, Cine Clube, por exemplo. Chris, com bloqueio criativo, não consegue desenvolver seu roteiro, fica confusa entre o gênio Bergman enquanto cineasta e suas atitudes como ser humano, enquanto Tony participa de uma conferência sobre Bergman e exibe seu último filme. A partir da metade do filme, realidade e ficção (o roteiro de Chris) começam a se fundir. Alguns elementos característicos dos filmes de Bergman estão presentes: a contemplação de paisagens sem ninguém, as angústias dos personagens, a busca por um sentido na vida. Ótimo roteiro com excelentes performances dos atores e atrizes principais. Faz parte do catálogo da 45ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. Gostei muito. Nota 7. Vi no Filmes On-Line.
Um pouco de tudo do que curto: cinema, tv, teatro, artes plásticas, enogastronomia, música, literatura, turismo.
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sexta-feira, 29 de outubro de 2021
OLGA
Olga (Olga), 2021, 85' - filme indicado pela Suíça para concorrer ao Oscar de Melhor Filme Internacional. Dirigido por Elie Grappe e protagonizado por Anastasia Budiashkina (Olga).
Olga é uma ginasta ucraniana, atleta de ponta, que treina com a equipe para o campeonato europeu. Sua mãe é uma jornalista que publica artigos na internet contra o governo local. Em uma noite, uma perseguição de carro, uma tentativa de assassinato de mãe e filha, Olga, que tem pai suíço ausente, se muda para a Suíça, integra a equipe local, se nacionaliza suíça, e disputa, impecavelmente, o campeonato europeu.
A câmera da diretora sempre persegue Olga, seja em casa, seja nos treinos, seja nas ruas.
Ela é determinada, colocando seu objetivo de ser campeã europeia sempre à frente de suas questões pessoais, inclusive com a mãe distante, sofrendo mais um atentado, e sendo hospitalizada.
A trama trata de temas importantes: adaptação de imigrantes em países com língua e cultura distintos, liberdade de pensamentos, a pressão nas atletas de rendimento para entregar performances espetaculares, a disputa entre as atletas para ser a estrela dentro da equipe esportiva.
Algumas cenas surpreendem: o protesto da principal atleta ucraniana, Sasha, melhor amiga de Olga, durante a competição europeia; e o retorno de Olga a Kiev e seu engajamento na formação de novos atletas.
Gostei muito. Nota 7. Este filme integra a 45ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. Vi on-line na Mostra Play (R$ 12,00).
quinta-feira, 28 de outubro de 2021
CIDADE DE DEUS
🔟 - Cidade de Deus (Cidade de Deus), 2002, 130' - filme dirigido por Fernando Meirelles e Kátia Lund. Revi este filme 19 anos depois que o assisti no cinema. Continua atual, forte, sem glamour, mostrando a formação e o crescimento da milícia dentro da comunidade Cidade de Deus. Elenco de novatos, muitos deles vindos de comunidades carentes, super afiados, entregando excelentes performances. Tem participações especiais e sensacionais de Matheus Nachtergaele (Sandro Cenoura) e Seu Jorge (Zé Galinha). É o primeiro longa metragem de Alice Braga (Angélica), que depois faria carreira de sucesso em Hollywood. A escolha das cores, sempre com a predominância de tons amarelados, tem relação profunda com as cenas, desde a mais inocente, quando os bandidos ainda eram bem bobinhos, até a mais vibrante, forte, exalando calor, nas cenas das brigas de quadrilhas para dominarem o tráfico de drogas na comunidade. A questão da ausência do Estado faz com que Zé Pequeno (Leandro Firmino), o chefe de um bando, seja adorado pelos moradores da comunidade, pois ele os protege de roubos, assaltos, e outros crimes. Aborda, ainda, a simbiose entre a polícia e o tráfico. Como disse, mais atual do que nunca, mesmo passados quase 20 anos. Vi no Telecine.
quarta-feira, 29 de julho de 2020
DIAS MELHORES VIRÃO
Julho vai chegando ao final. Mês triste para mim. Parece que a melancolia tomou todo o espaço à minha volta, invadiu meu corpo, dominou e domina meus pensamentos. Sei que tudo passa, que ali mais adiante vou até rir de certos momentos que ora vivencio, mas é duro resistir, é duro atravessar esta fase. Creio até que ela seja necessária, pois é das adversidades que nascem lindas oportunidades de recomeço.
Mas repito que não é nada fácil atravessar este momento, ainda mais potencializado com esta situação pandêmica que assola o mundo. O emocional está tão comprometido que o corpo físico sente. Assim, explodem erupções na pele, caspa no couro cabeludo, uma inflamação na articulação do maxilar, provocando uma "boca torta", uma tendinite no pulso esquerdo, pela qual acabei entrando em licença médica das atividades laborais pelo menos até o final deste mês.
Mas porque o emocional está tão ruim? Além de todo o estresse causado pela necessidade de distanciamento social, houve, como já escrevi aqui, um esgarçamento na minha relação conjugal. Sei ouvir muito, sempre fiz isto. Ouvir te permite entronizar as coisas, digeri-las, processá-las, mas não estava fazendo isso com meu marido. Ouvia muito, mas não processava. Uma hora isso tinha que explodir.
De fato, explodiu na noite de sexta-feira, 24/07. Minhas reações foram diversas, as dele também. Eu tremi, eu fiquei bambo, eu fiquei sereno, a ponto de raciocinar e dividir as coisas materiais da casa, eu chorei, eu explodi, socando por três vezes a parede. Na hora, a mão direita inchou, mas, por sorte, e com a providencial ajuda de meu marido com gelo, não quebrou nenhum osso e nem ficou nada roxo na pele.
Fomos dormir dilacerados.
Sábado ele foi trabalhar logo cedo, enquanto eu fiquei sem rumo, sem saber o que fazer. Até que ele me enviou uma mensagem dizendo que não estava bem, e eu disse que o amava muito e queria abraçá-lo. Ele voltou para casa, abraçamo-nos, choramos, conversamos novamente. Ele precisava ficar sozinho para pensar, para se encontrar. O mesmo precisava eu.
O final de semana foi horrível. Ele em um hotel, eu em casa, mas trocamos mensagens perguntando como estávamos.
A noite de sábado vivi uma espécie de torpor. O corpo não obedecia à mente. Logo adormeci, dormindo profundamente até quase 10 horas do domingo.
Saímos domingo antes do almoço, conversamos um pouco mais, mas logo ficamos sozinhos novamente. Durante a tarde, consegui ler notícias. Mas a parte da noite é que foi muito rara, esquisita mesmo. Deitei cedo, antes de 22 horas. Tudo escuro. Não tomei nenhum tipo de remédio. Fiquei naquele estado que a gente não sabe se já está dormindo ou se ainda segue acordado. Ouvi a porta da sala se abrindo. Até pensei que era meu marido retornando para casa, mas, em seguida, ouvi a porta se fechando e reinando o silêncio. Já vivenciei esta situação diversas vezes na minha vida, por isso nem me levantei. Porém, foi a vez de ouvir a gaveta onde ficam os talheres na cozinha se abrir, e um cair de um destes talheres no chão. Dei um salto, fui até a cozinha e juro que vi um vulto correr para o área de serviço, onde não achei nada, nem ninguém. Também não tinha nenhum talher no chão. Voltei para a cama. Por volta de 4 horas da madrugada, tive uma sensação de que era observado por dois vultos dentro do meu quarto. Acendi a luz e nada vi. Não dormi mais até que os primeiros raios de sol clareassem a segunda-feira. Voltei, finalmente, a dormir.
Meu marido retornou segunda-feira para casa.
Apesar de tudo, sei que um sentimento forte segue existindo entre nós dois. Por isso, a necessidade de um recomeço. Não digo zerar o tempo e começar tudo de novo. Nada disso. É ver que linda história construímos em pouco mais do que cinco anos, processar os erros e acertos e seguir adiante, juntos, mas em busca de paz e harmonia.
Mas os dias são intermináveis, a cabeça pensa mil coisas. Preciso ocupar o tempo. Ontem, fui fazer compras no supermercado, higienizei todos os itens comprados, guardei tudo, fiz um bolo e resolvi fazer uma salada de quinoa. Vi um vídeo no YouTube, assimilei o passo a passo e fiz a salada, que até foi elogiada pelo marido quando jantamos mais tarde. Detalhe: não sei cozinhar e nunca tive vontade de aprender.
Mas tudo passa. Tudo isso passará.
Sigo amando, como nunca, meu companheiro, com quem resolvi me casar em março de 2018.
A certeza de que dias melhores virão.
segunda-feira, 6 de julho de 2020
VIRA CASACA?
Que eu me lembre, nunca meus pais impuseram aos filhos que eles torcessem para um time de futebol específico. Minha mãe torce para o América-MG, mas nem sabe quando ele joga, em que série está ou seus jogadores. Virou torcedora por causa de seu pai, meu avô. Já meu pai é torcedor do Cruzeiro e sempre assiste aos jogos de seu time pela televisão.
Não recordo de muita coisa da minha infância, apenas lances muito determinados, como é o caso que relatarei aqui.
Era final de tarde de domingo, com festinha em comemoração ao meu aniversário de 6 anos, completados dois dias antes. Era 02/11/1969. Festinha simples, só um bolo, brigadeiro e guaraná Alterosa (que lembrança boa me traz este guaraná). De convidados, meu padrinho, sua esposa e seus dois filhos; meus avós maternos e paternos, minha tia materna mais nova e a vizinha de frente, uma senhora casada com um coronel do Exército, que sempre ia nestas festinhas da rua muito maquiada, perfumada e com cabelo cheio de laquê.
Não me vem à cabeça se ganhei algum presente, mas lembro bem da conversa de minha tia com meu pai sobre o Cruzeiro, até então meu time, embora com seis anos recém completos e sem televisão, não tinha a menor ideia de jogadores, de jogos e temas correlatos. Só sabia que o Cruzeiro tinha sido campeão mineiro de 1969. Meu irmão do meio, que tinha 4 anos naquele dia, torcia, também não se sabe porque, para o Atlético-MG. Meus dois primos também eram atleticanos, mas eram muito novinhos, 4 e 3 anos. E meu irmão mais novo nem sabia o que era futebol, pois era um bebê de dez meses. Ele viria a ser cruzeirense, por influência de meu pai e de sua madrinha, a tia que menciono pouco acima.
Nós morávamos em um barracão, nos fundos da casa de meus avós paternos. A mesa com o bolo estava na sala e nós, as crianças, ficamos no quintal, que a gente chamava de terreiro, brincando com uma bola murcha.
Era um tal de chuta bola no outro, chuta bola na parede, chuta bola no tambor de ferro, onde meu pai guardava água, não se sabe por que. O melhor era o chute no tambor por causa do barulho que fazia. Minha tia chegou no quintal eufórica, gritando gol do Cruzeiro a cada bola chutada e eu, muito feliz, pois era um grito de alegria devido ao meu time. Meu irmão, a cada grito de gol do Cruzeiro, fazia uma cara triste, pois ninguém gritava gol do Galo!
Tomado por uma decisão de impacto, que lembro-me bem até hoje, passados 50 anos, fui até meu irmão, fazendo uma proposta um tanto quanto surreal. Ele estava sentadinho encostado na parede, olhando para meus primos que nem força nas pernas tinham para chutar a bola. Parecia que queria se alegrar com os "gols" do Cruzeiro. De supetão, propus a ele: "vamos trocar de time? A partir de agora, eu sou Atlético e você Cruzeiro".
De um salto, ele chegou até a bola, chutou forte no tambor e gritou gol do Cruzeiro! Todos ficaram surpresos.
Eu então, como aniversariante da vez, comuniquei aos adultos que tinha acabado de trocar de time com meu irmão. A partir daquele dia, eu torceria para o Clube Atlético Mineiro. E assim foi.
Hoje, este meu irmão não nutre nenhuma paixão por futebol, e diz não torcer para time algum. Mãe segue americana, pai e irmão mais novo cruzeirenses.
Eu sigo atleticano.
Pode-se classificar minha atitude, na inocência de meus 6 anos, como vira casaca?
Com a palavra os especialistas!
domingo, 5 de julho de 2020
ANGÚSTIA
Hoje, 05 de julho de 2020, completam 110 dias que a pandemia causada pelo coronavírus me deixou de quarentena. Trabalho remotamente de casa, plugado no computador o tempo inteiro, com lives, reuniões virtuais utilizando diversas plataformas, como Zoom, Skype, Webex ou Teams. A sensação é que estou trabalhando mais agora do que antes disto tudo começar. Sem falar nos famigerados grupos de WhatsApp, dos quais não sou nenhum pouco adepto, mas acabei por aceitar ficar neste período.
Ao endereço do trabalho, onde costumava ir todos os dias da semana (para quem não sabe, meu trabalho não exige esta ida diária ao endereço físico, pois o grosso de minhas atividades é na rua), fui apenas duas vezes nestes mais de cem dias.
Nos primeiros 60 dias, não saía para nada. Com receio de ficar louco, confinado, comecei a dar umas voltas de carro, ir ao supermercado de dez em dez dias, escolhendo horários de menor movimento, e sendo direto nas compras, chegando já sabendo o que iria comprar. Em casa, higienização de solado de sapato, higienização um a um de todos os produtos comprados, além das sacolas retornáveis que usei para acondicioná-los. Em seguida, um bom banho.
Nos 90 dias iniciais, dispensei a diarista, pagando como se ela estivesse trabalhando, assumindo, junto com meu marido, a limpeza da casa. Acabei por comprar alguns acessórios para ajudar nesta limpeza, como um robô aspirador de pó, por exemplo. A diarista voltou por conta própria, pois disse que não aguentava mais ficar dentro de casa.
E nos últimos 30 dias, meu pai começou a fazer hemodiálise em uma clínica próxima de onde moro. Como o acompanhante não pode ficar na clinica, por medida de prevenção à propagação do coronavírus, agreguei mais uma atividade de saída de casa, desta vez, 3 vezes na semana. Minha mãe leva meu pai à clínica e me liga, por volta de meio dia, para eu ir buscá-la. Vou e a trago para minha casa, onde ela faz uma operação de higienização, com álcool 70%, no solado do sapato e mãos, toma banho, troca de roupa. Enquanto ela assiste alguma série na TV, eu volto ao trabalho. Aguardamos até a clínica ligar para buscar meu pai, o que ocorre por volta de 16 horas. Vamos até à clínica, onde minha mãe desce para buscar meu pai. Eles entram no carro e os levo para a casa deles, onde também não desço. Chego em minha casa de volta lá pelas 18 horas, retornando ao computador e ao trabalho.
Confesso que cheguei no limite do esgotamento mental. Irritadiço demais, o que acaba afetando o casamento. A sorte é que meu marido tem um negócio, um restaurante que não parou de funcionar durante este período, mas teve que se adaptar de acordo com as regras, acertadas, diga-se de passagem, baixadas pela Prefeitura de Belo Horizonte. Assim, ele não fica o tempo todo em casa. Creio que se ficasse, haveria vários estranhamentos.
Neste último final de semana, meu marido teve uma conversa comigo bem séria. Sinto uma angústia, uma dor no peito, uma vontade de chorar enorme. Olhos marejados enquanto escrevo aqui. Ele falou coisas que o incomodam em mim, coisas que vem falando há tempos e que não vê em mim esforços de mudanças. Falou em eventual separação. Fazem pouco mais de 5 anos que nos conhecemos e moramos juntos há quase 4 anos. Em março de 2020, completamos dois anos de casados. A diferença de idade é grande. Dezoito anos nos separam de vivências. Eu, 56, ele 38. Mas isso não foi empecilho para grandes momentos, viagens interessantes, compartilhamento de mesmos gostos, como a gastronomia, por exemplo. Mas, logicamente, há diferenças. E isso é salutar, no meu pensamento.
Reconheço seu esforço, mas sobretudo, sua atitude de largar tudo, família, amigos, trabalho, país, para se mudar para o Brasil e viver esta história ao meu lado.
Como escrevi acima, a angústia é grande. Fiquei sem chão, sem ar, sem horizonte depois desta conversa. Dói pensar nesta separação, dói ter essa possibilidade como algo real. Dói, dói muito.
Durante toda a minha vida, por ser muito mais racional do que emocional, tive dificuldades em lidar com este tipo de situação. A válvula de escape sempre foi a escrita. Gosto de escrever e a angústia me dá uma espécie de energia cerebral, que me conduzia à caneta e ao papel, e hoje, ao teclado do computador.
Antes, ainda criança, escrevia bobagens como "Que linda é a primavera!", um texto que acabou indo parar no livro, bem rudimentar, que o grupo escolar, escola pública, onde eu estudava, publicou. Depois, já na adolescência, influenciado pelos muitos livros que lia, algo que assimilei de meu padrinho, escrevia crônicas, revelando para o papel meu dia a dia, meus pensamentos, minha vida. Também havia os contos, muitos deles ficções a partir de vivências. A maioria deles era triste, mas com muita energia, com muita superação. Força para seguir adiante.
Estes textos não os tenho mais, se perderam no tempo, provavelmente foram para o lixo, pois escrevia em agendas, em blocos de notas, em cadernos.
Quando vieram os computadores, os textos foram escritos diretamente na tela, sem imprimí-los. Salvava cada texto em disquetes e, obviamente, não os tenho mais. Chegaram os blogs, e foi neles que extravasava frustrações, tristezas, revoltas, e ensaiava conversas que nunca tive.
Neste blog, escrevi de tudo. Meu dia a dia, minhas viagens, meus gostos, meu apreço pela arte e pela gastronomia. Aqui estão todos os textos, únicos que estão, por enquanto, salvos de se perderem no esquecimento. Aqui, estão sempre disponíveis. Textos que diferentes dos escritos em papel ou salvo em disquetes, foram lidos e até mesmo compartilhados por centenas de pessoas. Antes escrevia para mim, sem mostrar nada para ninguém. Hoje, sigo escrevendo para mim, mas compartilho com o mundo da internet.
A vista cansada, a necessidade de usar óculos, a cobrança que sempre me fiz para escrever diariamente, suplantaram a vontade de escrever. Vontade esta que sempre esteve latente. Ensaiei a volta várias vezes, mas a inspiração não vinha.
Hoje, a vontade de escrever veio já no final do dia, depois de horas olhando para o nada, após nova conversa com meu marido. Veio como um choro, uma explosão de lágrimas que insistem em molhar meus olhos, mas não escorrem pelo rosto. Uma dor no peito, um sufoco, uma falta de ar.
Uma vontade enorme de gritar para o mundo: Gastón, eu nunca amei alguém como te amo. Você continua sendo meu número!
Enfim, a lágrima corre pelo lado esquerdo de meu rosto.
segunda-feira, 14 de janeiro de 2019
SEMANA DE CINEMA
A semana de 07 a 13 de janeiro foi intensa em filmes. Vi dois em casa, na Netflix, e cinco nos cinemas de Belo Horizonte. Eis minhas breves impressões:
08/01/2019 - O Lagosta, dirigido por Yorgos Lanthimos. Netflix. Filme estranho, bem bizarro, onde em futuro impreciso, as pessoas não podem ficar solteiras. Identificadas como tal, são enviadas para um hotel, onde preenchem um cadastro, escolhendo o animal que querem ser transformadas caso passado o prazo estipulado não consigam arrumar um par. É óbvio que existe a resistência, comandada por uma solteira convicta. Presenças de Colin Farrell, Rachel Weisz, Léa Seydoux e Olivia Colman. Vi por indicação da mulher de meu primo.
09/01/2019 - Temporada, dirigido por André Novais Oliveira. Cine Belas Artes, Pré-estreia nacional. Já comentei sobre este filme aqui no blog. Excelente.
09/01/2019 - O Patrão: Radiografia de Um Crime, dirigido por Sebastián Schindel. Netflix. Filme argentino baseado em fatos reais. Filme policial, mas que não empolga muito.
10/01/2019 - O Confeiteiro, dirigido por Ophir Raul Graizer. Cine Belas Artes. Filme de Israel. Um confeiteiro alemão tem como amante um executivo israelense, casado, cuja mulher e filho vivem em Jerusalém. O executivo morre e o confeiteiro vai para Jerusalém, se aproximando da família do seu amante. Narrativa sensível, sem resvalar no piegas. Delicado, tocante e, até certo ponto, surpreendente.
11/01/2019 - A Esposa, dirigido por Bjorn Runge. Cine Belas Artes. Elenco com interpretações incríveis, com super destaque para Glenn Close, que arrasa. Ela transmite todo o sentimento da personagem com poucas expressões faciais. Interpretação com os olhos. É a história de um laureado com o Nobel de Literatura, cuja esposa é a verdadeira alma do seu sucesso. Imperdível.
12/01/2019 - Yara, dirigido por Abbas Fahdel. Cine Belas Artes. Filme libanês. Monótono, arrastado, sem roteiro. Paisagens lindas do norte do Líbano. É a história de Yara que vive com sua avó em uma colina libanesa, onde quase não passa ninguém. Ela começa a se relacionar com um jovem que está de passagem pela vila que fica perto da colina onde Yara vive. Nada acontece!
13/01/2019 - Assunto de Família, dirigido por Hirokazu Koreeda. Cineart Ponteio. Filme japonês ganhador da Palma de Ouro em Cannes 2018. Relato do dia a dia de uma família pobre japonesa, onde a solidariedade familiar convive com roubo, prostituição e pequenos ilícitos. Outro filme arrastado e monótono.
domingo, 13 de janeiro de 2019
TEMPORADA
Meu amigo Adilson fez uma ponta em Temporada, filme mineiro, rodado em Contagem e Itaúna. O filme ganhou o Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. Fiquei atento na data de estreia. Li no site Filme B que Temporada tinha a estreia nas telas de cinema no dia 17 de janeiro, mas ao consultar a programação dos filmes em cartaz em Belo Horizonte na segunda-feira, dia 07 de janeiro, vi que havia uma sessão do filme às 20 horas no Cine Belas Artes. Confesso que não fiz uma leitura atenta. Como ainda estava de férias, saí de casa em direção à Praça da Liberdade, onde parei para tirar algumas fotos, aproveitando a luz de final de dia. Cheguei na bilheteria do cinema por volta de 19:15 horas. Estava vazia. Sem pestanejar, pedi uma entrada inteira para a sessão das 20 horas de Temporada. A bilheteira sorriu dizendo que a sessão de Temporada seria somente na quarta-feira, dia 09 de janeiro, às 20 horas. Fiquei frustrado. Nem tive a ideia de comprar antecipadamente. Retornei para a Praça da Liberdade e aproveitei a disposição para fazer uma caminhada de uma hora a passos largos. Em casa, coloquei na agenda com notificação para não perder horário para ver o filme.
Na quarta-feira, dia 09/01/2019, às 19:00 horas pulou na tela de meu celular a notificação sobre o horário de Temporada. Como já estava praticamente pronto, foi só calçar um tênis e sair. Fui caminhando desde minha casa. Caminhada curta, de exatos doze minutos até o Cine Belas Artes. Qual não foi a minha surpresa quando lá cheguei e vi dezenas de pessoas com ingressos nas mãos. Havia um fila enorme em frente à bilheteria. Na parede acima da bilheteria estava o cartaz do filme com a tarja ESGOTADO. Não entedia a fila. Resolvi perguntar. As pessoas que ali estavam tinham comprado o ingresso pela internet (nem pensei nesta possibilidade, pois sempre que vou ao Belas Artes, consigo facilmente comprar entrada), mas tinham que fazer a troca na bilheteria. Várias pessoas chegavam, olhavam o cartaz, faziam cara de frustração e iam embora. Outras, para não perder a viagem, entravam na fila para comprar ingresso para outros filmes em cartaz. Fiquei um tempo fora da fila, observando quem chegava, verificando se alguém tinha ingresso sobrando, se alguém queria vender alguma entrada. Encontrei gente conhecida que também tinha ido para ver o filme. Era a pré-estreia. Ouvi um cara dizendo que estavam fazendo uma fila de espera, em frente à sala 1, onde seria a sessão. Existia a possibilidade de liberar a entrada para os sem ingresso depois de todos que o tinham estivessem acomodados. Lembrei dos festivais de Brasília, onde por mais de uma ocasião fiquei em fila como esta para sentar no chão. Não queria isto desta vez. Mas não arredei pé, resolvendo entrar na fila para comprar ingresso, torcendo para ter alguém oferecendo entrada por ali. Esta fila estava muito lenta. Já eram 19:50 horas e ainda havia mais de dez pessoas na minha frente, todas com impressos comprovando a compra da entrada pela internet. Na minha frente um casal de meninas enamoradas conversavam alegremente quando uma jovem chegou para cumprimentá-las. Uma das meninas perguntou pela Jennifer. A jovem respondeu que Jennifer queria vender seu ingresso. Não tive dúvidas e entrei na conversa, reforçando a pergunta de onde estava Jennifer, pois eu queria comprar seu ingresso. A jovem disse que Jennifer estava em casa, mas seu ingresso estava com ela, no seu celular. Perguntei o valor que o vendia. Ela cobrou o valor que havia pago: R$ 8,80, esclarecendo que era meia entrada. Eu disse para ela ficar comigo na fila, que não havia problema em relação à meia entrada, pois eu faria o complemento na bilheteria. Às 20:05 horas chegamos na bilheteria. A jovem mostrou seu celular, onde havia o comprovante de compra de dois ingressos, para a bilheteira, que solicitou o comprovante da meia entrada. A jovem mostrou sua carteira de estudante e recebeu os dois ingressos. Dei R$ 10,00 para ela, dizendo que não precisava se preocupar com o troco. Ela ainda buscou moedinhas em sua bolsa, mas eu insisti que não tinha problema. Peguei o ingresso, passei rapidamente no banheiro, e entrei na sala. Do lado de fora, uma enorme fila de espera. Consegui sentar onde sempre gosto, na terceira fileira. Todos da fila de espera entraram, mas a maioria ficou acomodada no chão, muitos deles deitados. Antes do início do filme, toda a equipe foi até a frente fazer uma breve saudação, incluindo o diretor André Novais Oliveira e o pessoal da Filmes de Plástico. Filme mineiro, filme independente. Enfim, às 20:22 horas, teve início da projeção.
Que filme lindo. Grace Passô interpreta magistralmente Juliana, uma recém empossada agente de vigilância sanitária da Prefeitura de Contagem que visita os moradores da cidade combatendo o mosquito da dengue. O filme dispensa qualquer glamourização da pobreza, trazendo uma narrativa delicada, simples, do cotidiano de pessoas comuns, de gente como a gente, a vida como ela é. Grace Passô dá um tom bem contido à personagem no início do filme, mas vai crescendo, saindo de uma posição isolada para explodir em felicidade com os novos amigos e companheiros de trabalho. Temporada ainda traz uma ressignificação para o que conhecemos como paisagem. Nada de prédios e casas de arquitetura arrojada, jardins e praças bem cuidados, mas um panorama de casas ainda em tijolo, sem pintura, rodovia movimentada, uma laje cheia de quinquilharias e até um lago com esgoto, com direito a escavadeira fazendo o seu desassoreamento. E tudo com lirismo. Um filmaço. Valeu não ter desistido de esperar para conseguir entrar nesta pré-estreia. Ao final, ainda houve um interessante bate-papo com a equipe do filme, com a sala repleta de gente.
sábado, 12 de janeiro de 2019
CENTRO DE ARTE POPULAR CEMIG - BELO HORIZONTE, MG
Como em todos os inícios de ano, fiz uma retrospectiva do ano anterior, especialmente no campo cultural. 2018 foi um ano produtivo nesta área, embora tenha escrito quase nada aqui no blog. Motivos para ficar afastado do teclado há vários, mas prefiro creditar esta ausência à falta de vontade de escrever, o que mudou completamente de dezembro de 2018 para cá. Venho alimentando o blog Tenho Fome de Que, onde relato minhas experiências gastronômicas, praticamente diariamente. E a vontade de relatar mais coisas voltou. Assim, estou de volta ao Um Dia Após O Outro.
E começo com uma bela visita que fiz ao Centro de Arte Popular Cemig que fica na Rua Gonçalves Dias, 1.608, Lourdes, em Belo Horizonte, cidade onde moro. É um dos centros culturais que integra o Circuito Liberdade. Mesmo gostando tanto das diversas expressões culturais e estando tão perto de minha casa, ainda não conhecia este espaço, e olha que voltei para BH em outubro de 2016!
Estava no Cine Belas Artes, que fica no mesmo quarteirão. Assim que terminou o filme, por volta de 15:00 horas, resolvi fazer a visita ao museu. Ele ocupa uma edificação dos anos 1920, onde funcionou o Hospital São Tarcísio. Lembro-me de que na década de 1990, o prédio foi ocupado pelo Ipsemg e depois pela Secretaria Estadual do Trabalho. Desde 2012, abriga o Centro de Arte Popular Cemig. A entrada é gratuita. Eu fiz toda a visita sem ter nenhum outro visitante. Uma pena, pois o acervo é riquíssimo, além da forma expositiva ser prazeirosa de se percorrer.
Assim que entrei, fui até o balcão de informações para saber como me movimentar pelos espaços expositivos. Recebi a orientação de pegar o elevador, descer no quarto andar e ir descendo pelas escadas. Não há mapas orientadores, mas tudo está muito bem explicado nas salas, tanto em português quanto em inglês. No quarto andar há duas salas de exposição permanente. Comecei pela Sala 4, onde há objetos e vídeos que expressam festas populares e religiosas. Ao fundo, uma sala de vídeo que passava um documentário de uma festa popular de São Gonçalo. O ar condicionado estava desligado neste andar, tornando o ambiente muito quente. Gostei de uma montagem feita com cartuchos de castanhas que são distribuídos para as crianças que participam de festas religiosas de São João Del Rey. Em seguida, fui para a Sala 3, onde estão expostas obras em cerâmica e em madeira de grandes nomes da arte popular mineira, entre eles GTO e Placedina Fernandes Nascimento. Um primor de exposição. As bonecas do Vale do Jequitinhonha estão presentes, lindas de se ver. Desci as escadas para o terceiro piso, onde a temperatura já era bem mais agradável, pois havia ar condicionado ligado. Mais duas salas de exposições permanentes. Entrei na Sala 2 primeiro. Nela, objetos e imagens sacras. A parte destinada aos ex-votos é linda. Há muitas imagens de santos feitas em barro, em madeira, e até mesmo em latão. Mais uma sala bem montada e fácil de percorrer. Depois fui para a Sala 1, onde há mais arte em cerâmica. Desci as escadas rumo ao segundo andar, onde fica um auditório e uma salinha com bordados e objetos de religiões afro. Por esta salinha, acessei o pátio, onde os muros estão grafitados. Moderno, colorido. Pena que não haja um café para apreciar estas pinturas tão presentes nas grandes metrópoles. Próxima etapa: 1º andar, onde fica a galeria destinada às exposições temporárias.
Estava em cartaz "Artur Pereira - Fauna e Fé", com obras em madeira deste artista popular de Mariana, que foi elogiado por grandes nomes da escultura, como Amílcar de Castro. Li isto tudo nos displays enormes colocados na exposição, pois não conhecia nada sobre Artur Pereira. As obras são feitas em blocos únicos de madeira, sem emendas. Singelas e cheias de poesia. Lindas. Cheguei novamente ao térreo, onde há uma pequena sala, logo na entrada, com peças de cerâmica saramenha expostas. São lindas. Saí do Centro de Arte Popular Cemig me perguntando porque demorei tanto para conhecer este espaço. Com cerca de uma hora, dá para apreciar tudo com calma.
terça-feira, 4 de dezembro de 2018
NEW YORK - DIA 9 - FIM DE VIAGEM
07/11/2018 - Nosso voo aterrissou no Aeroporto de Guarulhos às 06:25 horas. De 06:45 às 07:10 horas foi o tempo que levamos para passar pela imigração (eu pela fila de passaporte brasileiro eletrônico e Gastón pela fila de estrangeiros), recolher as nossas bagagens e passar pela alfândega, fila de nada a declarar. Quando ainda estávamos aguardando nossas malas, um empregado da Latam chamou os passageiros para Confins, recolhendo uma parte dos cartões de embarque do voo LA 4550, previsto para 07:25 horas. Ele informou que seríamos acomodados no próximo voo da companhia, mas não sabia dizer o horário, ou não quis dizer. Tudo seria resolvido no balcão de conexão logo após a saída da sala de desembarque. Passamos pela loja Dufry sem parar, saindo diretamente na fila do balcão de conexão da Latam.
Na fila, um outro empregado verificava os voos de cada um, recolocando cada passageiro em filas específicas. Fomos para a fila daqueles que tinham perdido a conexão para Confins. Ficamos parados, vendo as demais filas irem diminuindo até acabarem. Enquanto esperávamos, presenciamos um barraco no balcão. Um casal estava furioso, gritando muito, porque tinha perdido a conexão para o Rio de Janeiro. Teve segurança do aeroporto, polícia federal e polícia militar. Assim que chegou a PM, os gritos viraram sussurros.
Quando éramos os primeiros da fila para sermos atendidos, um empregado da cia área que não estava no balcão nos chamou, abriu uma posição de check in e tentou fazer nosso despacho de bagagens, informando que já estávamos alocados no voo das 10:00 horas. Ele tentou, tentou e não conseguiu. Empacou no passaporte argentino de Gastón. Ele não sabia como emitir os cartões de embarque. Gastón ficou nervoso, o que deixou o empregado da Latam mais atrapalhado do que já estava. Tanto é que desistiu de nos atender, passando-nos para a colega do lado. Ela fez tudo tranquilamente, despachou nossas 4 bagagens, entregou nossos novos cartões de embarque e um voucher para tomarmos café da manhã devido ao atraso no reembarque. Utilizamos o voucher no Pizza Hut do Terminal 3, onde cada um pediu uma xícara de café com leite e um misto quente, feito com pão-pizza. Terminado o café da manhã, às 08:30 horas, rumamos para o Terminal 2, embarque doméstico. O novo voo era o LA 3664, embarque no Portão 224, que foi alterado para o 229 e depois para o 230. Embarcamos na fila de prioridades por termos o cartão de crédito Itaúcard TAM Fidelidade. O voo decolou no horário, pousando no Aeroporto de Confins às 11:10 horas.
As malas não demoraram a aparecer na esteira. Assim que saímos, fomos até o balcão da Coopertramo, no saguão principal do aeroporto, comprando o trecho Confins-Savassi por R$ 127,00. Entramos no táxi às 11:45 horas, chegando, enfim, em nossa casa, às 12:40 horas. Estávamos cansadíssimos. Foi tomar banho, desarrumar parcialmente as malas e dormir. Fim de uma bela viagem.
NEW YORK - DIA 8 - A VOLTA PRA CASA
06/11/2018 - despertei às 06:30 horas, mas só levantei às 08:45 horas. Descemos para nosso último café da manhã no hotel, no Doylers 37. Esticamos um pouco mais no restaurante, gastando uns quarenta minutos por lá. Terminado o café, Gastón resolveu fazer as últimas compras na loja I Love Gifts, que fica na rua do hotel, gastando U$ 25. Eu aproveitei o tempo para um longo e relaxante banho para encarar nossa viagem de volta. Coloquei um moletom confortável para o retorno. Verifiquei os últimos itens para entrar nas duas malas, fechando-as em seguida. Ambas seriam despachadas, já que a franquia de bagagem era de duas malas de até 23 quilos cada uma. Cada um de nós tinha uma mala média e uma mala de mão para despachar.
Fizemos o rápido check out no hotel às 11:45 horas, pois nada consumimos de extra durante nossa estadia, sendo que o hotel já estava pago desde o dia em que chegamos - U$ 2.377,97 + U$ 151,71 (IOF) = U$ 2.529,68, por sete diárias para duas pessoas com café da manhã incluído. Neste preço final estão taxas e impostos locais.
Nosso transfer, contratado junto à Leco Tours, foi pontual. Pouco antes do meio dia, o motorista Júlio, carioca com 23 anos vivendo em NYC, estacionou a van em frente ao hotel. O mensageiro levou nossas malas e as colocou no porta malas do carro. Gorjeta de U$ 2.
O trajeto Hilton Garden Inn New York Times Square South - Terminal 8 JFK Airport foi de 11:52 às 13:22 horas. Chovia em Manhanttan, o que deixava o trânsito muito lento. Ao chegar no terminal, pagamos ao motorista o valor previamente combinado, ou seja, U$ 100, pelo transfer. O motorista nos pediu para fazer o pagamento dentro do carro. Deve haver alguma represália por parte de taxistas. Isto é uma suposição, pois não perguntei os motivos deste pedido.
Assim que descemos, fomos direto para o balcão de check in da Latam. No Terminal 8 não existem máquinas de auto atendimento para etiquetar bagagens. A fila estava pequena, mas logo cresceu atrás de nós. Na hora de pesar as malas, as quatro estavam abaixo do limite máximo da franquia. As minhas malas pesaram 17,8 Kg (bagagem média) e 11 Kg (bagagem pequena); enquanto as de Gastón pesaram 19 Kg (média) e 10 Kg (pequena).
Do check in para a imigração, que não há carimbos em passaportes, o que torna a etapa super rápida. Apenas uma leitura do código de barras do passaporte e conferência do cartão de embarque. Em seguida, entramos na fila para o controle de segurança, que segue chato, pois tem que tirar sapatos, casacos, notebooks, celulares, tablets, moedas, cintos, antes de passar pelo portal do raio X. Gastón passou sem parar. Minha mochila teve que passar duas vezes pelo controle, mas não me pediram para abri-la. Com tudo nas mãos, tive que procurar um apoio para recolocar as coisas que tinha tirado. Ainda bem que não viajava com cinto, nem com sapatos difíceis de calçar.
Dali, fomos para a praça de alimentação do terminal, onde almoçamos no Abitino's Pizzeria (Terminal 8 JFK Airport). Ambos fomos de refrigerantes, uma fatia de pizza cada um e 1 wrap de frango cada um. Total da conta: U$ 35,86.
Depois desta rápida refeição, fiquei sentado escrevendo, enquanto Gastón foi comprar uma garrafa de gin no Duty Free local, gastando mais U$ 32.
Ainda na praça de alimentação, ouvimos que a porta de embarque de nosso voo havia trocado do portão 11 para o portão 2. Era hora de ir para o Portão 2.
O embarque ocorreu no horário. No entanto, depois de portas fechadas e o avião fazendo o taxiamento, o comandante anunciou que voltaríamos ao portão de embarque. Ele havia detectado um problema nos freios. Segundo ele, era algo simples, que resolveriam em poucos minutos. Ficamos dentro do avião por uma hora e meia, quando, enfim, o avião ficou pronto para decolar. Naquele momento, já sabia que perderíamos nossa conexão em Guarulhos para Confins. O tempo da conexão era de apenas duas horas entre a nossa chegada e a partida do voo para Confins, se tudo ocorresse dentro dos horários previstos. O que não foi o caso. Perdemos a conexão!
O voo foi bem tranquilo. Eu e Gastón gostamos de viajar em assentos do corredor. Tanto eu, quanto ele, viajamos sem ninguém ao nosso lado, o que nos garantiu mais espaço para esticar as pernas e dormir melhor.
Depois do jantar, quando comi um frango bem sem gosto, vi dois filmes antes de dormir, ambos na tela individual de entretenimento do avião: 8 Mulheres e Um Segredo; e O Jogador Nº 1. Depois dos filmes, consegui dormir, só acordando quando estava bem perto de servirem o café da manhã, que, por sinal, foi muito ruim. A Latam piorou muito seu serviço de terra e de bordo desde que a TAM se juntou com a Lan.
Aterrissamos em Guarulhos às 06:25 horas da manhã do dia 07 de novembro.
quinta-feira, 29 de novembro de 2018
NEW YORK - DIA 7 - DIA TODO
05/11/2018 - Despertei cedo, às 06:50 horas, olhei pela janela, chovia um pouco. O corpo estava moído, parecendo que levara uma surra. Fiquei na cama até 09:00 horas, reunindo forças para aproveitar NYC em nosso último dia destas curtas férias. Café da manhã no próprio hotel, restaurante Doylers 37, saindo para a rua às 11:15 horas. Fomos direto para o museu de cera Madame Tussauds (234 West 42nd St). Continuava a chover. Havia uma fila bem grande, mas era para comprar passeios nos ônibus de dois andares tipo hop on hop off. Para comprar as entradas para o museu, não havia ninguém na fila. Há mais de um tipo de ingresso. Escolhemos o de preço intermediário, pois o mais caro só acrescentava um game em realidade virtual de zumbis, o mesmo que jogamos de graça na Samsung. Compramos a entrada silver, que incluía ver um curta dos Vingadores em 4D. Pelos dois ingressos, pagamos U$ 76,10. Com os tíquetes nas mãos, passamos pelo controle de bilhetes, subimos a escada, paramos para tirar aquelas fotomontagens, entrando, em seguida, na fila para o elevador. Esta fila era muito lenta. Quando chegou nossa vez, entramos no elevador, ele ficou cheio, a ascensorista fechou as portas, deu boas vindas e apertou o botão para subir. Nada de funcionar. Ela tentou umas três vezes, fez cara feia, pediu ajuda pelo rádio, mas não abria a porta. Olhei para as pessoas. Algumas já exibiam expressões preocupadas. Enfim, após longos cinco minutos, ela resolveu abrir a porta para sairmos. O espaço apertado do lado de fora já estava tomado de gente que esperava a vez de subir. Todos ficaram espremidos e ninguém resolvia nada. Demoraram para dar uma solução. Após vinte minutos de espera e aperto, apareceu um funcionário pedindo para todos descerem as escadas, voltando para o hall, no térreo, de onde tomaríamos o elevador geralmente utilizado por quem está saindo do museu. Fizemos nova fila, desta vez com os últimos sendo os primeiros. Ficamos na rabeira da fila. Enfim, depois de esperar mais quinze minutos, conseguimos subir. Era minha terceira vez neste museu. Sempre há novidades, não só em relação às personalidades retratadas em cera, mas também na disposição destes bonecos de cera no espaço expositivo e nos temas abordados. O destaque no hall de boas vindas ficou com a modelo brasileira, a Victoria Secret's Angel Adriana Lima, usado asas vermelhas enormes. Na última vez que lá estive, este posto de destaque era de Ru Paul, cuja réplica em cera continuava exposta neste espaço junto com outros famosos, como Morgan Freeman e Angelina Jolie. As áreas temáticas dos filmes King Kong e Ghostbusters são divertidas, rendendo boas fotos. O hall de personalidades políticas tem Fidel Castro, Papa Francisco, entre outros. Ao final deste hall, à direita, está a réplica de Trump, bem menos concorrida do que as réplicas do casal Obama, que fica à esquerda do hall. O sentido de visita é sempre descendo os andares, passando por cenas de filmes famosos, como ET na bicicleta, parada de muitos turistas para fotos junto aos bonecos de cera. No caminho, chegamos ao mini teatro onde o curta em 4D dos Vingadores era exibido. Curto, são apenas dez minutos, divertido, com direito a sustos com os movimentos das cadeiras onde estávamos sentados. O museu cumpre seu papel de entreter e foi providencial visitá-lo em dia chuvoso. Permanecemos nele de 11:30 às 12:50 horas, e só decidimos ir embora porque tínhamos reserva para almoçar às 13:00 horas. Antes de chegar ao elevador que leva até a saída, passamos, obrigatoriamente, pela unidade da loja de balas Dylan's. Cheiro delicioso, apelo visual de matar. Tivemos que resistir à tentação de comprar as balinhas coloridas.
Era hora de almoçar. Reserva feita pelo Open Table para o Carmine's (200 West 44th St). Chegamos no horário, nos identificamos, fomos levados imediatamente para a mesa, que era bem confortável e espaçosa para duas pessoas. Ao final de uma hora, bem alimentados, pagamos a conta no valor de U$ 58,63 + U$ 11,37 de gorjeta, totalizando U$ 70. Para detalhes desta refeição, acesse o blog Tenho Fome de Que, clicando aqui.
Do restaurante fomos à Muji (620 8th St), uma loja japonesa de embalagens, adornos, roupas, acessórios com design limpo, bem básico. Um paraíso para quem gosta de caixinhas, porta trecos e afins, como eu. Mais compras, deixando U$ 83,02 na loja.
Realmente as pernas não obedeciam mais o comando do cérebro. De volta para o hotel, onde ficamos de 14:45 às 16:50 horas, quando saímos novamente, pegando o metrô, linha C, na estação 34th St, direção Uptown, descendo na estação 53rd St at 5th Ave. Nosso destino era a Apple Store (767 5th Ave).
Desde que pensei nestas férias em NYC, apenas dois itens entraram em minha lista de compras: cuecas Calvin Klein e um Apple Watch. As cuecas já havia comprado. Quanto ao relógio, já tinha feito pesquisa de preços na Best Buy, além de ter lido sobre especificações técnicas na internet. Entramos na famosa loja da Apple da 5ª Avenida, a do cubo de vidro que serve de entrada (que estava em fase final de recolocação, depois de quase um ano em obras de modernização da loja).
Sempre está lotada e desta vez estava mais por causa dos recém lançados iPhones e Apple Watch. Foi difícil arrumar um vendedor para me atender. O primeiro que abordei, que nada fazia, junto com outros três, me mandou para o balcão onde retiravam as compras feitas pela internet. No balcão, eu precisava dizer modelo, cor, série e eu nada sabia. Fui enviado para outro vendedor, que lia qualquer coisa no tablet, muito atento ao fuzuê que estava ocorrendo no piso superior. Também disse que não podia me atender, que era melhor eu ir até a bancada dos relógios pois lá havia vendedores exclusivos de Apple Watch. Já irritado com a falta de vontade dos vendedores, com o barulho da gritaria que vinha do piso superior e com calor, pois o ar condicionado estava bem quente, abordei um vendedor com expressão blazê. Ele pediu para eu esperar até que ele concluísse o atendimento de três outras pessoas. Pelo menos, deixou que eu provasse no meu pulso um relógio da série 4 de tela maior. Foi decisão imediata: cor, tamanho da tela e série. Era pagar e levar, mas tinha que esperar. Do outro lado da bancada, vi um vendedor terminando uma venda. Era minha chance. Fui atendido, mas o sistema de vendas da Apple estava muito lento. Demorou mais de meia hora para o relógio chegar à bancada, para, enfim, a compra ser concluída. Era meu presente de aniversário para mim mesmo. Total da nota enviada por e-mail de imediato: U$ 467,07. Da loja para o metrô, linha C, estação Central Park South, direção Downtown, descendo na 42nd St. Antes de chegar ao hotel, paramos em uma unidade da Wallgreens para comprar um chá - U$ 1,99.
No hotel ficamos de 18:05 às 18:45 horas, quando novamente fomos para a rua. Destino: Madison Square Garden, local do jogo da NBA New York Knicks X Chicago Bulls. Ingresso comprado ainda em agosto pela internet. Jogo marcado para ter início às 19:30 horas. Chegamos no ginásio meia hora antes. As filas para entrar eram enormes, emboladas, tumultuadas, lentas. Tudo por causa do controle de segurança, onde bolsas, mochilas, casacos, guarda chuvas e similares eram revistados. Passado o controle, para chegarmos aos nossos assentos, foi muito rápido. Assim que nos acomodamos nas apertadas cadeiras, Gastón foi comprar um lanche para ele: refrigerante + hot dog += U$ 15.
O jogo começou no horário. Confesso que acho bem chato jogo de basquete. Fui por Gastón que gosta muito, além de ser um sonho de infância dele ver uma partida ao vivo da NBA. Eu já tinha visto, ali mesmo, New York Knicks X Indiana Pacers em abril de 2015. Na ocasião, o ginásio não estava lotado como agora, o Knicks perdeu o jogo e eu achei chatérrima a experiência. Não foi diferente desta vez, pois o Knicks voltou a perder, após empatar no tempo regulamentar. Final: vitória do Bulls por 116 X 115. Mas, pelo menos, o ginásio estava lotado, com muita gente exibindo a medalha que ganhou por ter corrido a maratona de NYC. A festa até que foi legal, com muitos brindes sendo arremessados para a torcida nos intervalos. Durante um dos intervalos, eles anunciaram a presença de alguns famosos no jogo, entre eles a vencedora da Maratona de New York. Saímos do Madison Square Garden e já passavam das 23 horas. A chuva estava bem fraca. Queríamos comer algo. Tentamos o TGI's Friday que fica em frente. Chegamos a entrar, mas lá dentro nos informaram que já estavam fechados. Lembrei-me de que o Hard Rock Café (1501 Broadway) ficava aberto até meia noite. Fomos para lá, pois não havia tempo para pesquisar algum lugar, e chegar a tempo de fazer nosso pedido antes da cozinha encerrar o expediente.
No Hard Rock Café, tivemos que nos acomodar no balcão do bar, pois não estavam mais colocando as pessoas que chegavam nas mesas. Assim que sentamos, a balconista, com cara de poucos amigos, nos pediu nossas identidades para verificar se tínhamos mais de 18 anos. Achei um falta de bom senso gritante, fazendo este comentário para ela, mostrando minha barba branca. Sua resposta foi que cumpria ordens. Mal viu as identidades e desapareceu, não mais nos atendendo. Foi nossa sorte, pois o outro balconista foi muito gentil, atendendo super bem. Ao final, a conta ficou em U$ 58,61 + U$ 6,39 de gorjeta = U$ 65. Leia o relato desta experiência no blog Tenho Fome de Que, clicando aqui.
Voltamos caminhando para o hotel, onde chegamos às 00:20 horas. Antes de dormir, arrumei minhas malas. Era nossa última noite na cidade.
quarta-feira, 28 de novembro de 2018
NEW YORK - DIA 6 - DIA TODO
04/11/2018 - despertei às 07:10 horas, mas o corpo pedia mais cama, onde fiquei até 09:00 horas. Mais uma vez, tomamos o café da manhã no restaurante do hotel, o Doylers 37. Fomos para a rua mais tarde, por volta de 11:15 horas, sinal de que o cansaço físico já dominava nossos corpos.
Domingo, dia bonito, dia frio, dia de maratona na cidade. Caminhamos pela 8th Ave, subindo até a 42th St, onde viramos à esquerda, apreciando o movimento e os prédios até chegar na Grand Central Terminal, a estação de trem da cidade que é um ponto turístico. Antes de entrar, tiramos algumas fotos da belíssima cúpula do Chrysler Building, que fica um pouco além da entrada da estação.
Dentro, um batalhão de gente. Turistas em grupos de excursão posando para fotos e ouvindo a explicação do guia, passageiros chegando e saindo das plataformas onde param os trens, usuários de metrô, gente comprando coisas nas lojas locais. Eu só conhecia o salão principal. Desta vez, percorremos mais ambientes, incluindo o movimentadíssimo subsolo, onde há uma praça de alimentação e mais lojas. Há muitas filiais de lanchonetes/restaurantes famosos de NYC, incluindo a Magnolia Bakery (Grand Central Terminal - Lower Dining Concourse), que virou hit depois da série Sexy and The City. Também há uma loja da Apple na estação.
Como os bolinhos com cobertura cremosa da Magnolia são bem falados, resolvemos parar para comer um. Lembro-me que na primeira vez que estive em NYC, comi um destes cupcakes, mas não apreciei muito. Era hora de uma segunda chance. Não há mesas ou mesmo um balcão de apoio para comer no local. Tem que entrar em uma fila, escolher o que se quer, pagar, receber o pedido e procurar um lugar para sentar nas mesas de uso comum que ficam no mesmo nível. Fizemos isto. Gastamos U$ 7,45 na Magnolia. Como ela não vende bebidas frias, gastamos mais U$ 2,18 na loja da frente, a La Chula Taqueria. Não é fácil achar mesa e cadeira para se sentar. Às vezes, há mesas, mas não há cadeiras, que foram carregadas para outras mesas. Demos sorte, pois ao chegar na praça, um casal estava se levantando. Sentamos antes mesmo de eles retirarem suas coisas. Há uma placa solicitando aos usuários que permaneçam, no máximo, 30 minutos nas mesas para dar oportunidade para mais gente. Não sei se obedecem, pois ficamos pouco tempo, menos de 20 minutos. Era um lanche bem rápido. Para maiores detalhes sobre esta experiência, acesse o blog Tenho Fome de Que, clicando aqui.
Terminado o lanche, continuamos nosso passeio dentro da estação, parando na loja de presentes P!Q (8 Grand Central Terminal). Mais comprinhas, o que nos custou U$ 63,42. Ali, aproveitei para me desfazer de muitas moedas que eu tinha, o que não agradou muito à caixa.
Na Grand Central Terminal pegamos o metrô, direção Downtown, linha 4, descendo na 14th St at Union Square. Não tínhamos rumo certo. O planejado era conhecer o Flatiron District e o Village, locais por onde a maratona não passaria. Saímos em frente a uma loja da Best Buy, paraíso dos eletrônicos. Entramos, vimos as novidades, pesquisei preços do Apple Watch, enquanto Gastón verificava lentes para sua máquina fotográfica. Os preços de notebooks são super atraentes. Nada compramos. Já passavam das 13:00 horas. Tínhamos fome, além de necessidade de usar um banheiro. Ao caminhar na área, vimos uma unidade da Maison Kaiser (841 Broadway). Resolvemos comer ali mesmo. Arrependimento total. Atendimento muito ruim, comida apenas digna. E ainda fui ludibriado pelo garçom. Ele trouxe a conta - U$ 44,91. Dei uma nota de U$ 100. Ele me mostrou o display que estava na nossa mesa dizendo que ali era um cashless restaurant, ou seja, pagamento somente com cartões de crédito ou débito. Entreguei meu cartão de crédito, ele levou para o caixa, retornando com o boleto da máquina para eu assinar (é raro o uso de senhas para pagamento com cartão). Logicamente estava o mesmo valor da conta e um espaço em branco para eu colocar quanto queria dar de gorjeta, com duas opções sugeridas, uma de 18 e outra de 20%. Nada assinalei, apenas assinando o papel. Quando cheguei ao Brasil, como sempre faço, fui verificar todas as minhas despesas. Qual não foi minha surpresa quando vi que o garçom, por conta própria, assinalou a gorjeta em 20%, acrescentando U$ 8,25 no lançamento do cartão de crédito, ainda com o adicional de U$ 3,39 de IOF, totalizando U$ 56,55. Lição aprendida: sempre riscar, acrescentando NO TIP, nos boletos de cartão de crédito/débito. Maiores detalhes, blog Tenho Fome de Que, link direto aqui.
Insatisfeitos com o almoço, e ainda com certa fome, fomos procurar um lugar para comer a sobremesa. Consultei minhas anotações, verificando que perto dali ficava a confeitaria Mah-Ze-Dahr Bakery (28 Greenwich Ave). Ela tinha ganhado o prêmio de de melhor cheesecake da cidade. Fomos caminhando, apreciando a arquitetura do bairro, com muitos prédios de tijolinho a vista. Chegamos na confeitaria às 14:20 horas. O lugar é minúsculo, com movimento grande de entra e sai. Há poucas mesas e um estreito balcão em um corredor, também estreito, para refeições rápidas ali mesmo. Não há serviço de garçom. Todo o pedido é feito em um pequeno balcão no primeiro ambiente, onde também se paga. Outro restaurante cashless. Ficamos menos de meia hora ali, mas comemos bem. A conta ficou em U$20,49 + U$ 1,31 (IOF) = U$ 21,80. Detalhes no Tenho Fome de Que, aqui.
Ao sair da confeitaria, caminhamos meio sem direção, vendo vitrines, entrando em lojinhas, apreciando os prédios, até chegarmos no parque Washington Square Park. Neste parque/praça havia muita gente tomando o sol daquele frio domingo, com bebês em carrinhos. Também gente sentada nos bancos, lendo um livro, ouvindo música, apenas olhando o movimento ou apreciando um pianista fazer uma apresentação ao ar livre. O inusitado era o piano estar em uma dos passeios internos do parque. Enquanto o pianista tocava, duas mulheres estavam deitadas debaixo do piano. Uma delas com os olhos fechados, parecia em transe. A outra olhando para o movimento das cordas do instrumento musical. Vendedores ambulantes e crianças correndo completavam este quadro dominical. Nesta praça há um arco, tipo do Arco do Triunfo, exatamente na extremidade do parque onde tem início a famosa 5th Avenida. Perto do arco havia um ambulante vendendo adesivos e bottons contra o Trump. Sucesso de vendas. Subimos a 5th Ave, onde há unidades da New York University (NYU). Em uma destas unidades, vimos um grupo de turistas entrar. Fomos atrás. Um cuidado jardim com flores e esquilos. Ao fundo, uma estátua em bronze de Cervantes. Seguimos nosso passeio, fazendo um zigue-zague pelas ruas, até chegarmos à loja Forbidden Planet (832 Broadway), parada obrigatória para os fãs de HQ e heróis. Claro que entramos e compramos: U$ 101,34.
Dali para outra loja de parada obrigatória, a Paragon Sports (867 Broadway). Desta vez, artigos esportivos. Mais gastos: U$ 159,80.
Com sacolas nas mãos, era hora de voltar para o hotel. Resolvemos subir a pé a Broadway, pois estávamos no Flatiron District.
Chegando perto do hotel, Gastón resolveu lanchar, indo ao Arby's (611 8th Ave), U$ 7,07, enquanto eu retornei direto para o hotel. Descanso necessário de 17:20 às 20:30 horas. Nossos descansos já se alongavam mais.
Ao despertar, decidimos que jantaríamos perto. Fomos primeiro ao Carmine's, famoso restaurante na Times Square, mas ao chegar sem reserva, tínhamos que esperar por uma hora e meia. Como em nossas andanças por Hell's Kitchen, especialmente na 9th Ave, vimos muitos restaurantes interessantes, caminhamos para lá. Paramos na porta de um restaurante turco para checar o cardápio. Uma garçonete nos viu, foi até a calçada para nos convidar a entrar. Foi tão gentil, que aceitamos o convite. Já acomodados, peguei meu celular, abri o aplicativo Open Table para fazer uma reserva para almoçar no Carmine's no dia seguinte. Reserva concluída com sucesso. O restaurante turco era o Turkish Cuisine (631 9th Ave). Não foi das melhores experiências, pois o tempero não nos caiu bem. Ficamos no local por volta de uma hora, pagando a conta no valor de U$ 94. Clique para ler nossa experiência - blog Tenho Fome de Que aqui
Realmente o cansaço era implacável. Chegamos ao hotel às 22:25 horas. Dormi imediatamente.
sábado, 24 de novembro de 2018
NEW YORK - DIA 5 - NOITE
03/11/2018 - depois de um belo descanso, era momento de fazermos mais comprinhas, desta vez de roupas. O nosso foco era comprar cuecas e meias. Já tinha pesquisado preços em algumas lojas físicas desde o dia em que chegamos, além de checar as ofertas disponíveis nas lojas online. Vi que os melhores preços, dentro de Manhanttan, estavam na loja de departamentos Century 21. Fomos para a unidade Downtown (22 Cortland St), que tem mais variedade para os itens que queríamos.
Novamente tomamos o metrô, linha F, direção Downtown, na estação de sempre, ou seja, 34th St Pen Station, descendo na Fulton St, dentro do Fulton Center. A Century 21 fica cerca de 100 metros da saída deste centro comercial. Como tínhamos um foco, não demoramos muito na loja, cerca de uma hora apenas. Na seção de cuecas, resolvi abrir um pacote para ver se tudo estava ok. Logo uma repositora do local me repreendeu, pois não era permitido abrir os pacotes. Eu disse a ela que da última vez que comprei um pacote ali, com três unidades da cueca, duas delas tinham o tamanho indicado na embalagem e a terceira era dois tamanhos menor. Queria checar se estava tudo certo, inclusive se não havia defeitos. Levei o pacote que abri. Ela não gostou nem um pouco. Enquanto ficamos na seção, notei que um segurança não parou de nos seguir, mantendo uma curta distância da gente. Segui para a seção de meias. Depois fomos ver algumas ofertas de camisas e calças. A língua que mais se ouve na loja é o português. Paraíso de compras para brasileiros. Deixamos U$ 194,89 na loja.
A fome bateu. Aproveitamos que estávamos perto do Eataly NYC Downtown e que tínhamos gostado da pizza do La Focaccia Di Eataly, decidimos repetir a dose. Por causa do horário, já início de noite, o movimento era bem menor do que a vez anterior, assim como eram menores as opções de sabores da pizza. Cada um comeu um pedaço, tomando uma lata de refrigerante San Pellegrino. Gastamos U$ 19,04 nesta breve refeição.
Ao sair, passamos novamente na parte externa do Memorial 9/11 para ver como era a iluminação noturna. Bem mais tranquilo, sem muitos turistas. Iluminação bem baixa, em sinal de respeito. Demos uma rápida volta, entrando no Oculus para pegar o metrô, linha 1, direção Uptown, estação WTC, descendo na 34th St.
No hotel, desembrulhamos as compras, fizemos nova verificação se tudo estava em perfeitas condições, e, mais uma vez, rearranjamos as coisas na mala, já colocando as roupas sujas, as compras anteriores e as daquela noite. Quando vimos, já passavam das 22:00 horas. Tínhamos programado de ir conhecer o Katz's Delicatessen (205 East Houston St), que funciona desde 1888 e ficou famoso por seu sanduíche de pastrami. O restaurante também foi cenário do filme Harry e Sally - Feitos Um Para O Outro. Integra a lista de 126 endereços em NYC classificados no Michelin Guide NYC 2019 como Bib Gourmand, que tem comida boa a preço acessível. A pizza que comemos no início da noite não foi suficiente para esperarmos até o dia seguinte sem comer. Como o Katz's vende sanduíche, era ideal para complementar a refeição que fizemos lá no Eataly NYC Downtown.
Fomos de metrô, sistema muito mais eficiente para cruzar a cidade. Seria a primeira vez que faríamos uma baldeação. Pegamos a linha C, direção Downtown, na estação 34th St, descendo na 4th St, trocando para a linha D, na mesma direção, e descendo na estação Broadway/Lafayette. Ainda caminhamos por 15 minutos até alcançar o restaurante. Existem estações de metrô mais próximas, mas estavam fechadas por obras de manutenção naquela final de semana. Para maiores informações sobre nossa experiência no Katz's, acesse o blog Tenho Fome de Que, clicando aqui. Ao final, a conta ficou em U$ 61,73.
O movimento nas ruas era intenso. Afinal, era sábado. Na área há muitos bares e pubs, todos estavam cheios de jovens nas calçadas fumando. Consultamos o Google Maps, constatando que voltar de metrô seria mais rápido do que pegar um táxi ou um Uber. Mesmo com a caminhada de 20 minutos até a estação Broadway/Lafayete, era mais rápido. Pegamos a linha 6, direção Uptown, descendo na 33rd St at Park Ave. Desta estação, seguimos a pé para o hotel, onde chegamos no inicinho da madrugada de domingo.
sexta-feira, 23 de novembro de 2018
NEW YORK - DIA 5 - MANHÃ E TARDE
03/11/2018 - Despertei às 07:30 horas, mas levantei somente uma hora e meia depois. Novamente tomamos café da manhã no hotel. Estávamos na rua às 10:30 horas. O tempo estava bem nublado, cinzento, ventava muito. Como descobrimos no dia anterior que a Maratona de New York seria no domingo, dia 04/11/2018, e que terminaria no Central Park, mudamos os planos, pois, inicialmente iriamos ao parque no mesmo domingo. Assim, o destino de sábado era o famoso pulmão de NYC. Fomos de metrô.
Pegamos a linha 2, direção Uptown, na estação 34th St, descendo na 110th St, ao norte do parque. No vagão, um homem deitado dormia tranquilamente, enquanto outro, visivelmente drogado, tentava se manter sentado. Na estação seguinte a que embarcamos, uma mulher entrou e começou a cantar. Era uma música sem fim, uma música de louvor. Parecia que ela inventava a letra na hora. Na medida em que o trem seguia, ela aumentava o tom em que cantava. Entre uma estrofe e outra, um refrão que ficou grudado em minha cabeça boa parte do dia. Era um simples "iá iá iá iá iá", cantado em plenos pulmões, quase que gritado. Quando o trem parava em uma estação, ela diminuía o tom, quase sussurrava, mas não parava de cantar. O trem zarpava, ela cantava mais e mais alto. Fiquei impressionado com a quantidade de gente suja e fedorenta que entrou nesta linha ao longo de nosso trajeto. Esta tônica se repetiu em todas as linhas que usamos em NYC.
Enfim chegou nossa estação. Seguimos as indicações para sair bem em frente ao Central Park. Bastou atravessar a rua 110th e caminhar pelo parque. Nunca tinha andado na sua parte norte. É bem mais vazia, tem poucos turistas, mas há movimento de moradores praticando alguma atividade física, entre elas a corrida, a caminhada, a pedalada e o hóquei, em uma quadra bem próxima da entrada norte. Um preservado jardim, o Conservatory Garden, está na parte leste do parque, onde paramos para tirar algumas fotos. Ele lembra os jardins europeus, com desenhos bem definidos, fontes, alamedas, caramanchão, bancos. Continuamos nossa caminhada, subindo e descendo, seguindo a pista para caminhadas. Chegamos ao lago Jacqueline Kennedy Onassis Reservoir, de onde se tem uma bela vista do skyline de NYC. Pegamos a pista que circunda o lago pela parte oeste, caminhando até o meio, e tomando a outra pista de caminhada novamente, sempre em direção sul. Passamos pelo enorme gramado, onde no verão fica repleto de gente tomando sol e fazendo pique nique. A fome começou a dar sinais de vida. Era hora de dar uma pausa no passeio e procurar algo para comer. Consultei as minhas anotações. Como o tempo estava frio, nada melhor do que uma comida quentinha. Assim, escolhemos o restaurante Jin (462 Amsterdam Ave), especializado em lamen. Não era longe dali. Está no Upper West Side. Saímos do parque pela 81st St, passando ao lado dos jardins do Museu de História Natural. O restaurante escolhido figura em várias listas dos melhores lamens (ramen) da cidade. Chegamos nele às 12:50 horas. Um tímido sol ameaçava sair. Estava lotado. Havia fila de espera, com gente em pé dentro do restaurante e fora, na calçada. Fui até a recepção, fiz um breve cadastro no tablet, informando nome e celular. Expliquei à recepcionista que meu celular era do Brasil, pois, segundo ela, só podia colocar número dos Estados Unidos. Ela me orientou a colocar apenas meu nome, assentar na cadeira vazia que estava em frente e esperar que seria chamado. O tempo aproximado de espera seria de vinte minutos. Na verdade, havia duas cadeiras vazias. Ficamos ali esperando, vendo o entra e sai de comensais. Muitos asiáticos frequentam o lugar, que é bem pequeno. Fomos chamados para sentar antes do tempo indicado. Ficamos no balcão, vendo toda a movimentação da minúscula cozinha. Para maiores detalhes deste nosso belo almoço, acesse o blog Tenho Fome de Que, clicando aqui.
A conta foi uma das mais baratas desta nossa viagem ficando em U$ 35,93 + U$ 4,07 de gorjeta, totalizando U$ 40.
Saímos do restaurante às 13:35 horas, pois o serviço é muito rápido. Voltamos para o Central Park. Mas antes de entrar, caminhamos pela calçada da Central Park West Ave, passando em frente à entrada do Museu de História Natural, onde havia uma fila surreal pelo lado de fora; em frente ao New York Historical Society; e paramos na esquina da 72nd St, onde fica o icônico Dakota Building, cenário do sombrio filme O Bebê de Rosemary, e onde em sua calçada foi assassinado John Lennon. Desta esquina, cruzamos a avenida e entramos no parque de novo, em local já muito cheio, com muitos turistas, bem diferente da parte norte. Ali está o Strawberry Fields, com uma mandala no chão em mosaico com a palavra Imagine ao centro. Seguimos na direção leste, parando para mais fotos. O percurso da maratona estava todo cercado, mas era permitido caminhar por ele. Chegamos à fotogênica Bethesda Fountain, cenário de inúmeros filmes, séries e programas de TV. Tive uma súbita vontade de ir ao banheiro. Tive que usar o banheiro público que fica na escadaria de acesso à esta fonte. Fiquei surpreso com a limpeza e de ter papel higiênico.
Continuamos, sempre no sentido leste, chegando em um pequeno lago cheio de barquinhos controlados remotamente. Era uma regata de barco modelismo. Ao lado deste lago, há um monumento em homenagem a Hans Chritian Andersen. Ali costuma ocorrer contação de histórias. Também próximo ao lado fica uma escultura de Alice no País das Maravilhas, que é bem bonita.
De lá, pegamos a pista onde passaria a parte final da maratona, descendo para a parte sul do parque, mas sempre do lado leste, parando na estátua do cão Balto, que tornou-se herói no inverno rigoroso que viveu o Alasca em 1925. Cansamos de tanta natureza, esculturas e gente. Resolvemos sair do parque por ali mesmo, saindo na 5th Ave. Fomos pela calçada do parque, passando em frente ao zoo local, chegando na entrada da estação do metrô 5th Ave at 60th St. Pegamos a linha R, direção Downtown, descendo na estação 42nd th. Voltando para o hotel, ainda paramos na loja Midtown Comics (200 West 40th St) para comprinhas relacionadas ao mundo das histórias em quadrinhos, em especial aos heróis. Deixamos U$ 33 na loja.
Descanso mais que necessário no hotel de 16:20 às 17:40 horas.
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