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segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

SEMANA DE CINEMA

A semana de 07 a 13 de janeiro foi intensa em filmes. Vi dois em casa, na Netflix, e cinco nos cinemas de Belo Horizonte. Eis minhas breves impressões:
08/01/2019 - O Lagosta, dirigido por Yorgos Lanthimos. Netflix. Filme estranho, bem bizarro, onde em futuro impreciso, as pessoas não podem ficar solteiras. Identificadas como tal, são enviadas para um hotel, onde preenchem um cadastro, escolhendo o animal que querem ser transformadas caso passado o prazo estipulado não consigam arrumar um par. É óbvio que existe a resistência, comandada por uma solteira convicta. Presenças de Colin Farrell, Rachel Weisz, Léa Seydoux e Olivia Colman. Vi por indicação da mulher de meu primo.
09/01/2019 - Temporada, dirigido por André Novais Oliveira. Cine Belas Artes, Pré-estreia nacional. Já comentei sobre este filme aqui no blog. Excelente.
09/01/2019 - O Patrão: Radiografia de Um Crime, dirigido por Sebastián Schindel. Netflix. Filme argentino baseado em fatos reais. Filme policial, mas que não empolga muito.


10/01/2019 - O Confeiteiro, dirigido por Ophir Raul Graizer. Cine Belas Artes. Filme de Israel. Um confeiteiro alemão tem como amante um executivo israelense, casado, cuja mulher e filho vivem em Jerusalém. O executivo morre e o confeiteiro vai para Jerusalém, se aproximando da família do seu amante. Narrativa sensível, sem resvalar no piegas. Delicado, tocante e, até certo ponto, surpreendente.
11/01/2019 - A Esposa, dirigido por Bjorn Runge. Cine Belas Artes. Elenco com interpretações incríveis, com super destaque para Glenn Close, que arrasa. Ela transmite todo o sentimento da personagem com poucas expressões faciais. Interpretação com os olhos. É a história de um laureado com o Nobel de Literatura, cuja esposa é a verdadeira alma do seu sucesso. Imperdível.
12/01/2019 - Yara, dirigido por Abbas Fahdel. Cine Belas Artes. Filme libanês. Monótono, arrastado, sem roteiro. Paisagens lindas do norte do Líbano. É a história de Yara que vive com sua avó em uma colina libanesa, onde quase não passa ninguém. Ela começa a se relacionar com um jovem que está de passagem pela vila que fica perto da colina onde Yara vive. Nada acontece!
13/01/2019 - Assunto de Família, dirigido por Hirokazu Koreeda. Cineart Ponteio. Filme japonês ganhador da Palma de Ouro em Cannes 2018. Relato do dia a dia de uma família pobre japonesa, onde a solidariedade familiar convive com roubo, prostituição e pequenos ilícitos. Outro filme arrastado e monótono.

domingo, 13 de janeiro de 2019

TEMPORADA

Meu amigo Adilson fez uma ponta em Temporada, filme mineiro, rodado em Contagem e Itaúna. O filme ganhou o Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. Fiquei atento na data de estreia. Li no site Filme B que Temporada tinha a estreia nas telas de cinema no dia 17 de janeiro, mas ao consultar a programação dos filmes em cartaz em Belo Horizonte na segunda-feira, dia 07 de janeiro, vi que havia uma sessão do filme às 20 horas no Cine Belas Artes. Confesso que não fiz uma leitura atenta. Como ainda estava de férias, saí de casa em direção à Praça da Liberdade, onde parei para tirar algumas fotos, aproveitando a luz de final de dia. Cheguei na bilheteria do cinema por volta de 19:15 horas. Estava vazia. Sem pestanejar, pedi uma entrada inteira para a sessão das 20 horas de Temporada. A bilheteira sorriu dizendo que a sessão de Temporada seria somente na quarta-feira, dia 09 de janeiro, às 20 horas. Fiquei frustrado. Nem tive a ideia de comprar antecipadamente. Retornei para a Praça da Liberdade e aproveitei a disposição para fazer uma caminhada de uma hora a passos largos. Em casa, coloquei na agenda com notificação para não perder horário para ver o filme.
Na quarta-feira, dia 09/01/2019, às 19:00 horas pulou na tela de meu celular a notificação sobre o horário de Temporada. Como já estava praticamente pronto, foi só calçar um tênis e sair. Fui caminhando desde minha casa. Caminhada curta, de exatos doze minutos até o Cine Belas Artes. Qual não foi a minha surpresa quando lá cheguei e vi dezenas de pessoas com ingressos nas mãos. Havia um fila enorme em frente à bilheteria. Na parede acima da bilheteria estava o cartaz do filme com a tarja ESGOTADO. Não entedia a fila. Resolvi perguntar. As pessoas que ali estavam tinham comprado o ingresso pela internet (nem pensei nesta possibilidade, pois sempre que vou ao Belas Artes, consigo facilmente comprar entrada), mas tinham que fazer a troca na bilheteria. Várias pessoas chegavam, olhavam o cartaz, faziam cara de frustração e iam embora. Outras, para não perder a viagem, entravam na fila para comprar ingresso para outros filmes em cartaz. Fiquei um tempo fora da fila, observando quem chegava, verificando se alguém tinha ingresso sobrando, se alguém queria vender alguma entrada. Encontrei gente conhecida que também tinha ido para ver o filme. Era a pré-estreia. Ouvi um cara dizendo que estavam fazendo uma fila de espera, em frente à sala 1, onde seria a sessão. Existia a possibilidade de liberar a entrada para os sem ingresso depois de todos que o tinham estivessem acomodados. Lembrei dos festivais de Brasília, onde por mais de uma ocasião fiquei em fila como esta para sentar no chão. Não queria isto desta vez. Mas não arredei pé, resolvendo entrar na fila para comprar ingresso, torcendo para ter alguém oferecendo entrada por ali. Esta fila estava muito lenta. Já eram 19:50 horas e ainda havia mais de dez pessoas na minha frente, todas com impressos comprovando a compra da entrada pela internet. Na minha frente um casal de meninas enamoradas conversavam alegremente quando uma jovem chegou para cumprimentá-las. Uma das meninas perguntou pela Jennifer. A jovem respondeu que Jennifer queria vender seu ingresso. Não tive dúvidas e entrei na conversa, reforçando a pergunta de onde estava Jennifer, pois eu queria comprar seu ingresso. A jovem disse que Jennifer estava em casa, mas seu ingresso estava com ela, no seu celular. Perguntei o valor que o vendia. Ela cobrou o valor que havia pago: R$ 8,80, esclarecendo que era meia entrada. Eu disse para ela ficar comigo na fila, que não havia problema em relação à meia entrada, pois eu faria o complemento na bilheteria. Às 20:05 horas chegamos na bilheteria. A jovem mostrou seu celular, onde havia o comprovante de compra de dois ingressos, para a bilheteira, que solicitou o comprovante da meia entrada. A jovem mostrou sua carteira de estudante e recebeu os dois ingressos. Dei R$ 10,00 para ela, dizendo que não precisava se preocupar com o troco. Ela ainda buscou moedinhas em sua bolsa, mas eu insisti que não tinha problema. Peguei o ingresso, passei rapidamente no banheiro, e entrei na sala. Do lado de fora, uma enorme fila de espera. Consegui sentar onde sempre gosto, na terceira fileira. Todos da fila de espera entraram, mas a maioria ficou acomodada no chão, muitos deles deitados. Antes do início do filme, toda a equipe foi até a frente fazer uma breve saudação, incluindo o diretor André Novais Oliveira e o pessoal da Filmes de Plástico. Filme mineiro, filme independente. Enfim, às 20:22 horas, teve início da projeção.
Que filme lindo. Grace Passô interpreta magistralmente Juliana, uma recém empossada agente de vigilância sanitária da Prefeitura de Contagem que visita os moradores da cidade combatendo o mosquito da dengue. O filme dispensa qualquer glamourização da pobreza, trazendo uma narrativa delicada, simples, do cotidiano de pessoas comuns, de gente como a gente, a vida como ela é. Grace Passô dá um tom bem contido à personagem no início do filme, mas vai crescendo, saindo de uma posição isolada para explodir em felicidade com os novos amigos e companheiros de trabalho. Temporada ainda traz uma ressignificação para o que conhecemos como paisagem. Nada de prédios e casas de arquitetura arrojada, jardins e praças bem cuidados, mas um panorama de casas ainda em tijolo, sem pintura, rodovia movimentada, uma laje cheia de quinquilharias e até um lago com esgoto, com direito a escavadeira fazendo o seu desassoreamento. E tudo com lirismo. Um filmaço. Valeu não ter desistido de esperar para conseguir entrar nesta pré-estreia. Ao final, ainda houve um interessante bate-papo com a equipe do filme, com a sala repleta de gente.

sábado, 12 de janeiro de 2019

CENTRO DE ARTE POPULAR CEMIG - BELO HORIZONTE, MG


Como em todos os inícios de ano, fiz uma retrospectiva do ano anterior, especialmente no campo cultural. 2018 foi um ano produtivo nesta área, embora tenha escrito quase nada aqui no blog. Motivos para ficar afastado do teclado há vários, mas prefiro creditar esta ausência à falta de vontade de escrever, o que mudou completamente de dezembro de 2018 para cá. Venho alimentando o blog Tenho Fome de Que, onde relato minhas experiências gastronômicas, praticamente diariamente. E a vontade de relatar mais coisas voltou. Assim, estou de volta ao Um Dia Após O Outro.
E começo com uma bela visita que fiz ao Centro de Arte Popular Cemig que fica na Rua Gonçalves Dias, 1.608, Lourdes, em Belo Horizonte, cidade onde moro. É um dos centros culturais que integra o Circuito Liberdade. Mesmo gostando tanto das diversas expressões culturais e estando tão perto de minha casa, ainda não conhecia este espaço, e olha que voltei para BH em outubro de 2016!
Estava no Cine Belas Artes, que fica no mesmo quarteirão. Assim que terminou o filme, por volta de 15:00 horas, resolvi fazer a visita ao museu. Ele ocupa uma edificação dos anos 1920, onde funcionou o Hospital São Tarcísio. Lembro-me de que na década de 1990, o prédio foi ocupado pelo Ipsemg e depois pela Secretaria Estadual do Trabalho. Desde 2012, abriga o Centro de Arte Popular Cemig. A entrada é gratuita. Eu fiz toda a visita sem ter nenhum outro visitante. Uma pena, pois o acervo é riquíssimo, além da forma expositiva ser prazeirosa de se percorrer.
Assim que entrei, fui até o balcão de informações para saber como me movimentar pelos espaços expositivos. Recebi a orientação de pegar o elevador, descer no quarto andar e ir descendo pelas escadas. Não há mapas orientadores, mas tudo está muito bem explicado nas salas, tanto em português quanto em inglês. No quarto andar há duas salas de exposição permanente. Comecei pela Sala 4, onde há objetos e vídeos que expressam festas populares e religiosas. Ao fundo, uma sala de vídeo que passava um documentário de uma festa popular de São Gonçalo. O ar condicionado estava desligado neste andar, tornando o ambiente muito quente. Gostei de uma montagem feita com cartuchos de castanhas que são distribuídos para as crianças que participam de festas religiosas de São João Del Rey. Em seguida, fui para a Sala 3, onde estão expostas obras em cerâmica e em madeira de grandes nomes da arte popular mineira, entre eles GTO e Placedina Fernandes Nascimento. Um primor de exposição. As bonecas do Vale do Jequitinhonha estão presentes, lindas de se ver. Desci as escadas para o terceiro piso, onde a temperatura já era bem mais agradável, pois havia ar condicionado ligado. Mais duas salas de exposições permanentes. Entrei na Sala 2 primeiro. Nela, objetos e imagens sacras. A parte destinada aos ex-votos é linda. Há muitas imagens de santos feitas em barro, em madeira, e até mesmo em latão. Mais uma sala bem montada e fácil de percorrer. Depois fui para a Sala 1, onde há mais arte em cerâmica. Desci as escadas rumo ao segundo andar, onde fica um auditório e uma salinha com bordados e objetos de religiões afro. Por esta salinha, acessei o pátio, onde os muros estão grafitados. Moderno, colorido. Pena que não haja um café para apreciar estas pinturas tão presentes nas grandes metrópoles. Próxima etapa: 1º andar, onde fica a galeria destinada às exposições temporárias.
Estava em cartaz "Artur Pereira - Fauna e Fé", com obras em madeira deste artista popular de Mariana, que foi elogiado por grandes nomes da escultura, como Amílcar de Castro. Li isto tudo nos displays enormes colocados na exposição, pois não conhecia nada sobre Artur Pereira. As obras são feitas em blocos únicos de madeira, sem emendas. Singelas e cheias de poesia. Lindas. Cheguei novamente ao térreo, onde há uma pequena sala, logo na entrada, com peças de cerâmica saramenha expostas. São lindas. Saí do Centro de Arte Popular Cemig me perguntando porque demorei tanto para conhecer este espaço. Com cerca de uma hora, dá para apreciar tudo com calma.

terça-feira, 4 de dezembro de 2018

NEW YORK - DIA 9 - FIM DE VIAGEM

07/11/2018 - Nosso voo aterrissou no Aeroporto de Guarulhos às 06:25 horas. De 06:45 às 07:10 horas foi o tempo que levamos para passar pela imigração (eu pela fila de passaporte brasileiro eletrônico e Gastón pela fila de estrangeiros), recolher as nossas bagagens e passar pela alfândega, fila de nada a declarar. Quando ainda estávamos aguardando nossas malas, um empregado da Latam chamou os passageiros para Confins, recolhendo uma parte dos cartões de embarque do voo LA 4550, previsto para 07:25 horas. Ele informou que seríamos acomodados no próximo voo da companhia, mas não sabia dizer o horário, ou não quis dizer. Tudo seria resolvido no balcão de conexão logo após a saída da sala de desembarque. Passamos pela loja Dufry sem parar, saindo diretamente na fila do balcão de conexão da Latam.
Na fila, um outro empregado verificava os voos de cada um, recolocando cada passageiro em filas específicas. Fomos para a fila daqueles que tinham perdido a conexão para Confins. Ficamos parados, vendo as demais filas irem diminuindo até acabarem. Enquanto esperávamos, presenciamos um barraco no balcão. Um casal estava furioso, gritando muito, porque tinha perdido a conexão para o Rio de Janeiro. Teve segurança do aeroporto, polícia federal e polícia militar. Assim que chegou a PM, os gritos viraram sussurros.
Quando éramos os primeiros da fila para sermos atendidos, um empregado da cia área que não estava no balcão nos chamou, abriu uma posição de check in e tentou fazer nosso despacho de bagagens, informando que já estávamos alocados no voo das 10:00 horas. Ele tentou, tentou e não conseguiu. Empacou no passaporte argentino de Gastón. Ele não sabia como emitir os cartões de embarque. Gastón ficou nervoso, o que deixou o empregado da Latam mais atrapalhado do que já estava. Tanto é que desistiu de nos atender, passando-nos para a colega do lado. Ela fez tudo tranquilamente, despachou nossas 4 bagagens, entregou nossos novos cartões de embarque e um voucher para tomarmos café da manhã devido ao atraso no reembarque. Utilizamos o voucher no Pizza Hut do Terminal 3, onde cada um pediu uma xícara de café com leite e um misto quente, feito com pão-pizza. Terminado o café da manhã, às 08:30 horas, rumamos para o Terminal 2, embarque doméstico. O novo voo era o LA 3664, embarque no Portão 224, que foi alterado para o 229 e depois para o 230. Embarcamos na fila de prioridades por termos o cartão de crédito Itaúcard TAM Fidelidade. O voo decolou no horário, pousando no Aeroporto de Confins às 11:10 horas.
As malas não demoraram a aparecer na esteira. Assim que saímos, fomos até o balcão da Coopertramo, no saguão principal do aeroporto, comprando o trecho Confins-Savassi por R$ 127,00. Entramos no táxi às 11:45 horas, chegando, enfim, em nossa casa, às 12:40 horas. Estávamos cansadíssimos. Foi tomar banho, desarrumar parcialmente as malas e dormir. Fim de uma bela viagem.

NEW YORK - DIA 8 - A VOLTA PRA CASA

06/11/2018 - despertei às 06:30 horas, mas só levantei às 08:45 horas. Descemos para nosso último café da manhã no hotel, no Doylers 37. Esticamos um pouco mais no restaurante, gastando uns quarenta minutos por lá. Terminado o café, Gastón resolveu fazer as últimas compras na loja I Love Gifts, que fica na rua do hotel, gastando U$ 25. Eu aproveitei o tempo para um longo e relaxante banho para encarar nossa viagem de volta. Coloquei um moletom confortável para o retorno. Verifiquei os últimos itens para entrar nas duas malas, fechando-as em seguida. Ambas seriam despachadas, já que a franquia de bagagem era de duas malas de até 23 quilos cada uma. Cada um de nós tinha uma mala média e uma mala de mão para despachar.
Fizemos o rápido check out no hotel às 11:45 horas, pois nada consumimos de extra durante nossa estadia, sendo que o hotel já estava pago desde o dia em que chegamos - U$ 2.377,97 + U$ 151,71 (IOF) = U$ 2.529,68, por sete diárias para duas pessoas com café da manhã incluído. Neste preço final estão taxas e impostos locais.
Nosso transfer, contratado junto à Leco Tours, foi pontual. Pouco antes do meio dia, o motorista Júlio, carioca com 23 anos vivendo em NYC, estacionou a van em frente ao hotel. O mensageiro levou nossas malas e as colocou no porta malas do carro. Gorjeta de U$ 2.
O trajeto Hilton Garden Inn New York Times Square South - Terminal 8 JFK Airport foi de 11:52 às 13:22 horas. Chovia em Manhanttan, o que deixava o trânsito muito lento. Ao chegar no terminal, pagamos ao motorista o valor previamente combinado, ou seja, U$ 100, pelo transfer. O motorista nos pediu para fazer o pagamento dentro do carro. Deve haver alguma represália por parte de taxistas. Isto é uma suposição, pois não perguntei os motivos deste pedido.
Assim que descemos, fomos direto para o balcão de check in da Latam. No Terminal 8 não existem máquinas de auto atendimento para etiquetar bagagens. A fila estava pequena, mas logo cresceu atrás de nós. Na hora de pesar as malas, as quatro estavam abaixo do limite máximo da franquia. As minhas malas pesaram 17,8 Kg (bagagem média) e 11 Kg (bagagem pequena); enquanto as de Gastón pesaram 19 Kg (média) e 10 Kg (pequena).
Do check in para a imigração, que não há carimbos em passaportes, o que torna a etapa super rápida. Apenas uma leitura do código de barras do passaporte e conferência do cartão de embarque. Em seguida, entramos na fila para o controle de segurança, que segue chato, pois tem que tirar sapatos, casacos, notebooks, celulares, tablets, moedas, cintos, antes de passar pelo portal do raio X. Gastón passou sem parar. Minha mochila teve que passar duas vezes pelo controle, mas não me pediram para abri-la. Com tudo nas mãos, tive que procurar um apoio para recolocar as coisas que tinha tirado. Ainda bem que não viajava com cinto, nem com sapatos difíceis de calçar.
Dali, fomos para a praça de alimentação do terminal, onde almoçamos no Abitino's Pizzeria (Terminal 8 JFK Airport). Ambos fomos de refrigerantes, uma fatia de pizza cada um e 1 wrap de frango cada um. Total da conta: U$ 35,86.
Depois desta rápida refeição, fiquei sentado escrevendo, enquanto Gastón foi comprar uma garrafa de gin no Duty Free local, gastando mais U$ 32.
Ainda na praça de alimentação, ouvimos que a porta de embarque de nosso voo havia trocado do portão 11 para o portão 2. Era hora de ir para o Portão 2.
O embarque ocorreu no horário. No entanto, depois de portas fechadas e o avião fazendo o taxiamento, o comandante anunciou que voltaríamos ao portão de embarque. Ele havia detectado um problema nos freios. Segundo ele, era algo simples, que resolveriam em poucos minutos. Ficamos dentro do avião por uma hora e meia, quando, enfim, o avião ficou pronto para decolar. Naquele momento, já sabia que perderíamos nossa conexão em Guarulhos para Confins. O tempo da conexão era de apenas duas horas entre a nossa chegada e a partida do voo para Confins, se tudo ocorresse dentro dos horários previstos. O que não foi o caso. Perdemos a conexão!
O voo foi bem tranquilo. Eu e Gastón gostamos de viajar em assentos do corredor. Tanto eu, quanto ele, viajamos sem ninguém ao nosso lado, o que nos garantiu mais espaço para esticar as pernas e dormir melhor.
Depois do jantar, quando comi um frango bem sem gosto, vi dois filmes antes de dormir, ambos na tela individual de entretenimento do avião: 8 Mulheres e Um Segredo; e O Jogador Nº 1. Depois dos filmes, consegui dormir, só acordando quando estava bem perto de servirem o café da manhã, que, por sinal, foi muito ruim. A Latam piorou muito seu serviço de terra e de bordo desde que a TAM se juntou com a Lan.
Aterrissamos em Guarulhos às 06:25 horas da manhã do dia 07 de novembro.

quinta-feira, 29 de novembro de 2018

NEW YORK - DIA 7 - DIA TODO



05/11/2018 - Despertei cedo, às 06:50 horas, olhei pela janela, chovia um pouco. O corpo estava moído, parecendo que levara uma surra. Fiquei na cama até 09:00 horas, reunindo forças para aproveitar NYC em nosso último dia destas curtas férias. Café da manhã no próprio hotel, restaurante Doylers 37, saindo para a rua às 11:15 horas. Fomos direto para o museu de cera Madame Tussauds (234 West 42nd St). Continuava a chover. Havia uma fila bem grande, mas era para comprar passeios nos ônibus de dois andares tipo hop on hop off. Para comprar as entradas para o museu, não havia ninguém na fila. Há mais de um tipo de ingresso. Escolhemos o de preço intermediário, pois o mais caro só acrescentava um game em realidade virtual de zumbis, o mesmo que jogamos de graça na Samsung. Compramos a entrada silver, que incluía ver um curta dos Vingadores em 4D. Pelos dois ingressos, pagamos U$ 76,10. Com os tíquetes nas mãos, passamos pelo controle de bilhetes, subimos a escada, paramos para tirar aquelas fotomontagens, entrando, em seguida, na fila para o elevador. Esta fila era muito lenta. Quando chegou nossa vez, entramos no elevador, ele ficou cheio, a ascensorista fechou as portas, deu boas vindas e apertou o botão para subir. Nada de funcionar. Ela tentou umas três vezes, fez cara feia, pediu ajuda pelo rádio, mas não abria a porta. Olhei para as pessoas. Algumas já exibiam expressões preocupadas. Enfim, após longos cinco minutos, ela resolveu abrir a porta para sairmos. O espaço apertado do lado de fora já estava tomado de gente que esperava a vez de subir. Todos ficaram espremidos e ninguém resolvia nada. Demoraram para dar uma solução. Após vinte minutos de espera e aperto, apareceu um funcionário pedindo para todos descerem as escadas, voltando para o hall, no térreo, de onde tomaríamos o elevador geralmente utilizado por quem está saindo do museu. Fizemos nova fila, desta vez com os últimos sendo os primeiros. Ficamos na rabeira da fila. Enfim, depois de esperar mais quinze minutos, conseguimos subir. Era minha terceira vez neste museu. Sempre há novidades, não só em relação às personalidades retratadas em cera, mas também na disposição destes bonecos de cera no espaço expositivo e nos temas abordados. O destaque no hall de boas vindas ficou com a modelo brasileira, a Victoria Secret's Angel Adriana Lima, usado asas vermelhas enormes. Na última vez que lá estive, este posto de destaque era de Ru Paul, cuja réplica em cera continuava exposta neste espaço junto com outros famosos, como Morgan Freeman e Angelina Jolie. As áreas temáticas dos filmes King Kong e Ghostbusters são divertidas, rendendo boas fotos. O hall de personalidades políticas tem Fidel Castro, Papa Francisco, entre outros. Ao final deste hall, à direita, está a réplica de Trump, bem menos concorrida do que as réplicas do casal Obama, que fica à esquerda do hall. O sentido de visita é sempre descendo os andares, passando por cenas de filmes famosos, como ET na bicicleta, parada de muitos turistas para fotos junto aos bonecos de cera. No caminho, chegamos ao mini teatro onde o curta em 4D dos Vingadores era exibido. Curto, são apenas dez minutos, divertido, com direito a sustos com os movimentos das cadeiras onde estávamos sentados. O museu cumpre seu papel de entreter e foi providencial visitá-lo em dia chuvoso. Permanecemos nele de 11:30 às 12:50 horas, e só decidimos ir embora porque tínhamos reserva para almoçar às 13:00 horas. Antes de chegar ao elevador que leva até a saída, passamos, obrigatoriamente, pela unidade da loja de balas Dylan's. Cheiro delicioso, apelo visual de matar. Tivemos que resistir à tentação de comprar as balinhas coloridas.
Era hora de almoçar. Reserva feita pelo Open Table para o Carmine's (200 West 44th St). Chegamos no horário, nos identificamos, fomos levados imediatamente para a mesa, que era bem confortável e espaçosa para duas pessoas. Ao final de uma hora, bem alimentados, pagamos a conta no valor de U$ 58,63 + U$ 11,37 de gorjeta, totalizando U$ 70. Para detalhes desta refeição, acesse o blog Tenho Fome de Que, clicando aqui.
Do restaurante fomos à Muji (620 8th St), uma loja japonesa de embalagens, adornos, roupas, acessórios com design limpo, bem básico. Um paraíso para quem gosta de caixinhas, porta trecos e afins, como eu. Mais compras, deixando U$ 83,02 na loja.
Realmente as pernas não obedeciam mais o comando do cérebro. De volta para o hotel, onde ficamos de 14:45 às 16:50 horas, quando saímos novamente, pegando o metrô, linha C, na estação 34th St, direção Uptown, descendo na estação 53rd St at 5th Ave. Nosso destino era a Apple Store (767 5th Ave).
Desde que pensei nestas férias em NYC, apenas dois itens entraram em minha lista de compras: cuecas Calvin Klein e um Apple Watch. As cuecas já havia comprado. Quanto ao relógio, já tinha feito pesquisa de preços na Best Buy, além de ter lido sobre especificações técnicas na internet. Entramos na famosa loja da Apple da 5ª Avenida, a do cubo de vidro que serve de entrada (que estava em fase final de recolocação, depois de quase um ano em obras de modernização da loja).
Sempre está lotada e desta vez estava mais por causa dos recém lançados iPhones e Apple Watch. Foi difícil arrumar um vendedor para me atender. O primeiro que abordei, que nada fazia, junto com outros três, me mandou para o balcão onde retiravam as compras feitas pela internet. No balcão, eu precisava dizer modelo, cor, série e eu nada sabia. Fui enviado para outro vendedor, que lia qualquer coisa no tablet, muito atento ao fuzuê que estava ocorrendo no piso superior. Também disse que não podia me atender, que era melhor eu ir até a bancada dos relógios pois lá havia vendedores exclusivos de Apple Watch. Já irritado com a falta de vontade dos vendedores, com o barulho da gritaria que vinha do piso superior e com calor, pois o ar condicionado estava bem quente, abordei um vendedor com expressão blazê. Ele pediu para eu esperar até que ele concluísse o atendimento de três outras pessoas. Pelo menos, deixou que eu provasse no meu pulso um relógio da série 4 de tela maior. Foi decisão imediata: cor, tamanho da tela e série. Era pagar e levar, mas tinha que esperar. Do outro lado da bancada, vi um vendedor terminando uma venda. Era minha chance. Fui atendido, mas o sistema de vendas da Apple estava muito lento. Demorou mais de meia hora para o relógio chegar à bancada, para, enfim, a compra ser concluída. Era meu presente de aniversário para mim mesmo. Total da nota enviada por e-mail de imediato: U$ 467,07. Da loja para o metrô, linha C, estação Central Park South, direção Downtown, descendo na 42nd St. Antes de chegar ao hotel, paramos em uma unidade da Wallgreens para comprar um chá - U$ 1,99.
No hotel ficamos de 18:05 às 18:45 horas, quando novamente fomos para a rua. Destino: Madison Square Garden, local do jogo da NBA New York Knicks X Chicago Bulls. Ingresso comprado ainda em agosto pela internet. Jogo marcado para ter início às 19:30 horas. Chegamos no ginásio meia hora antes. As filas para entrar eram enormes, emboladas, tumultuadas, lentas. Tudo por causa do controle de segurança, onde bolsas, mochilas, casacos, guarda chuvas e similares eram revistados. Passado o controle, para chegarmos aos nossos assentos, foi muito rápido. Assim que nos acomodamos nas apertadas cadeiras, Gastón foi comprar um lanche para ele: refrigerante + hot dog += U$ 15.
O jogo começou no horário. Confesso que acho bem chato jogo de basquete. Fui por Gastón que gosta muito, além de ser um sonho de infância dele ver uma partida ao vivo da NBA. Eu já tinha visto, ali mesmo, New York Knicks X Indiana Pacers em abril de 2015. Na ocasião, o ginásio não estava lotado como agora, o Knicks perdeu o jogo e eu achei chatérrima a experiência. Não foi diferente desta vez, pois o Knicks voltou a perder, após empatar no tempo regulamentar. Final: vitória do Bulls por 116 X 115. Mas, pelo menos, o ginásio estava lotado, com muita gente exibindo a medalha que ganhou por ter corrido a maratona de NYC. A festa até que foi legal, com muitos brindes sendo arremessados para a torcida nos intervalos. Durante um dos intervalos, eles anunciaram a presença de alguns famosos no jogo, entre eles a vencedora da Maratona de New York. Saímos do Madison Square Garden e já passavam das 23 horas. A chuva estava bem fraca. Queríamos comer algo. Tentamos o TGI's Friday que fica em frente. Chegamos a entrar, mas lá dentro nos informaram que já estavam fechados. Lembrei-me de que o Hard Rock Café (1501 Broadway) ficava aberto até meia noite. Fomos para lá, pois não havia tempo para pesquisar algum lugar, e chegar a tempo de fazer nosso pedido antes da cozinha encerrar o expediente.
No Hard Rock Café, tivemos que nos acomodar no balcão do bar, pois não estavam mais colocando as pessoas que chegavam nas mesas. Assim que sentamos, a balconista, com cara de poucos amigos, nos pediu nossas identidades para verificar se tínhamos mais de 18 anos. Achei um falta de bom senso gritante, fazendo este comentário para ela, mostrando minha barba branca. Sua resposta foi que cumpria ordens. Mal viu as identidades e desapareceu, não mais nos atendendo. Foi nossa sorte, pois o outro balconista foi muito gentil, atendendo super bem. Ao final, a conta ficou em U$ 58,61 + U$ 6,39 de gorjeta = U$ 65. Leia o relato desta experiência no blog Tenho Fome de Que, clicando aqui.
Voltamos caminhando para o hotel, onde chegamos às 00:20 horas. Antes de dormir, arrumei minhas malas. Era nossa última noite na cidade.

quarta-feira, 28 de novembro de 2018

NEW YORK - DIA 6 - DIA TODO



04/11/2018 - despertei às 07:10 horas, mas o corpo pedia mais cama, onde fiquei até 09:00 horas. Mais uma vez, tomamos o café da manhã no restaurante do hotel, o Doylers 37. Fomos para a rua mais tarde, por volta de 11:15 horas, sinal de que o cansaço físico já dominava nossos corpos.
Domingo, dia bonito, dia frio, dia de maratona na cidade. Caminhamos pela 8th Ave, subindo até a 42th St, onde viramos à esquerda, apreciando o movimento e os prédios até chegar na Grand Central Terminal, a estação de trem da cidade que é um ponto turístico. Antes de entrar, tiramos algumas fotos da belíssima cúpula do Chrysler Building, que fica um pouco além da entrada da estação.
Dentro, um batalhão de gente. Turistas em grupos de excursão posando para fotos e ouvindo a explicação do guia, passageiros chegando e saindo das plataformas onde param os trens, usuários de metrô, gente comprando coisas nas lojas locais. Eu só conhecia o salão principal. Desta vez, percorremos mais ambientes, incluindo o movimentadíssimo subsolo, onde há uma praça de alimentação e mais lojas. Há muitas filiais de lanchonetes/restaurantes famosos de NYC, incluindo a Magnolia Bakery (Grand Central Terminal - Lower Dining Concourse), que virou hit depois da série Sexy and The City. Também há uma loja da Apple na estação.
Como os bolinhos com cobertura cremosa da Magnolia são bem falados, resolvemos parar para comer um. Lembro-me que na primeira vez que estive em NYC, comi um destes cupcakes, mas não apreciei muito. Era hora de uma segunda chance. Não há mesas ou mesmo um balcão de apoio para comer no local. Tem que entrar em uma fila, escolher o que se quer, pagar, receber o pedido e procurar um lugar para sentar nas mesas de uso comum que ficam no mesmo nível. Fizemos isto. Gastamos U$ 7,45 na Magnolia. Como ela não vende bebidas frias, gastamos mais U$ 2,18 na loja da frente, a La Chula Taqueria. Não é fácil achar mesa e cadeira para se sentar. Às vezes, há mesas, mas não há cadeiras, que foram carregadas para outras mesas. Demos sorte, pois ao chegar na praça, um casal estava se levantando. Sentamos antes mesmo de eles retirarem suas coisas. Há uma placa solicitando aos usuários que permaneçam, no máximo, 30 minutos nas mesas para dar oportunidade para mais gente. Não sei se obedecem, pois ficamos pouco tempo, menos de 20 minutos. Era um lanche bem rápido. Para maiores detalhes sobre esta experiência, acesse o blog Tenho Fome de Que, clicando aqui.
Terminado o lanche, continuamos nosso passeio dentro da estação, parando na loja de presentes P!Q (8 Grand Central Terminal). Mais comprinhas, o que nos custou U$ 63,42. Ali, aproveitei para me desfazer de muitas moedas que eu tinha, o que não agradou muito à caixa.
Na Grand Central Terminal pegamos o metrô, direção Downtown, linha 4, descendo na 14th St at Union Square. Não tínhamos rumo certo. O planejado era conhecer o Flatiron District e o Village, locais por onde a maratona não passaria. Saímos em frente a uma loja da Best Buy, paraíso dos eletrônicos. Entramos, vimos as novidades, pesquisei preços do Apple Watch, enquanto Gastón verificava lentes para sua máquina fotográfica. Os preços de notebooks são super atraentes. Nada compramos. Já passavam das 13:00 horas. Tínhamos fome, além de necessidade de usar um banheiro. Ao caminhar na área, vimos uma unidade da Maison Kaiser (841 Broadway). Resolvemos comer ali mesmo. Arrependimento total. Atendimento muito ruim, comida apenas digna. E ainda fui ludibriado pelo garçom. Ele trouxe a conta - U$ 44,91. Dei uma nota de U$ 100. Ele me mostrou o display que estava na nossa mesa dizendo que ali era um cashless restaurant, ou seja, pagamento somente com cartões de crédito ou débito. Entreguei meu cartão de crédito, ele levou para o caixa, retornando com o boleto da máquina para eu assinar (é raro o uso de senhas para pagamento com cartão). Logicamente estava o mesmo valor da conta e um espaço em branco para eu colocar quanto queria dar de gorjeta, com duas opções sugeridas, uma de 18 e outra de 20%. Nada assinalei, apenas assinando o papel. Quando cheguei ao Brasil, como sempre faço, fui verificar todas as minhas despesas. Qual não foi minha surpresa quando vi que o garçom, por conta própria, assinalou a gorjeta em 20%, acrescentando U$ 8,25 no lançamento do cartão de crédito, ainda com o adicional de U$ 3,39 de IOF, totalizando U$ 56,55. Lição aprendida: sempre riscar, acrescentando NO TIP, nos boletos de cartão de crédito/débito. Maiores detalhes, blog Tenho Fome de Que, link direto aqui.
Insatisfeitos com o almoço, e ainda com certa fome, fomos procurar um lugar para comer a sobremesa. Consultei minhas anotações, verificando que perto dali ficava a confeitaria Mah-Ze-Dahr Bakery (28 Greenwich Ave). Ela tinha ganhado o prêmio de de melhor cheesecake da cidade. Fomos caminhando, apreciando a arquitetura do bairro, com muitos prédios de tijolinho a vista. Chegamos na confeitaria às 14:20 horas. O lugar é minúsculo, com movimento grande de entra e sai. Há poucas mesas e um estreito balcão em um corredor, também estreito, para refeições rápidas ali mesmo. Não há serviço de garçom. Todo o pedido é feito em um pequeno balcão no primeiro ambiente, onde também se paga. Outro restaurante cashless. Ficamos menos de meia hora ali, mas comemos bem. A conta ficou em U$20,49 + U$ 1,31 (IOF) = U$ 21,80. Detalhes no Tenho Fome de Que, aqui.
Ao sair da confeitaria, caminhamos meio sem direção, vendo vitrines, entrando em lojinhas, apreciando os prédios, até chegarmos no parque Washington Square Park. Neste parque/praça havia muita gente tomando o sol daquele frio domingo, com bebês em carrinhos. Também gente sentada nos bancos, lendo um livro, ouvindo música, apenas olhando o movimento ou apreciando um pianista fazer uma apresentação ao ar livre. O inusitado era o piano estar em uma dos passeios internos do parque. Enquanto o pianista tocava, duas mulheres estavam deitadas debaixo do piano. Uma delas com os olhos fechados, parecia em transe. A outra olhando para o movimento das cordas do instrumento musical. Vendedores ambulantes e crianças correndo completavam este quadro dominical. Nesta praça há um arco, tipo do Arco do Triunfo, exatamente na extremidade do parque onde tem início a famosa 5th Avenida. Perto do arco havia um ambulante vendendo adesivos e bottons contra o Trump. Sucesso de vendas. Subimos a 5th Ave, onde há unidades da New York University (NYU). Em uma destas unidades, vimos um grupo de turistas entrar. Fomos atrás. Um cuidado jardim com flores e esquilos. Ao fundo, uma estátua em bronze de Cervantes. Seguimos nosso passeio, fazendo um zigue-zague pelas ruas, até chegarmos à loja Forbidden Planet (832 Broadway), parada obrigatória para os fãs de HQ e heróis. Claro que entramos e compramos: U$ 101,34.
Dali para outra loja de parada obrigatória, a Paragon Sports (867 Broadway). Desta vez, artigos esportivos. Mais gastos: U$ 159,80.
Com sacolas nas mãos, era hora de voltar para o hotel. Resolvemos subir a pé a Broadway, pois estávamos no Flatiron District.
Chegando perto do hotel, Gastón resolveu lanchar, indo ao Arby's (611 8th Ave), U$ 7,07, enquanto eu retornei direto para o hotel. Descanso necessário de 17:20 às 20:30 horas. Nossos descansos já se alongavam mais.
Ao despertar, decidimos que jantaríamos perto. Fomos primeiro ao Carmine's, famoso restaurante na Times Square, mas ao chegar sem reserva, tínhamos que esperar por uma hora e meia. Como em nossas andanças por Hell's Kitchen, especialmente na 9th Ave, vimos muitos restaurantes interessantes, caminhamos para lá. Paramos na porta de um restaurante turco para checar o cardápio. Uma garçonete nos viu, foi até a calçada para nos convidar a entrar. Foi tão gentil, que aceitamos o convite. Já acomodados, peguei meu celular, abri o aplicativo Open Table para fazer uma reserva para almoçar no Carmine's no dia seguinte. Reserva concluída com sucesso. O restaurante turco era o Turkish Cuisine (631 9th Ave). Não foi das melhores experiências, pois o tempero não nos caiu bem. Ficamos no local por volta de uma hora, pagando a conta no valor de U$ 94. Clique para ler nossa experiência - blog Tenho Fome de Que aqui
Realmente o cansaço era implacável. Chegamos ao hotel às 22:25 horas. Dormi imediatamente.

sábado, 24 de novembro de 2018

NEW YORK - DIA 5 - NOITE



03/11/2018 - depois de um belo descanso, era momento de fazermos mais comprinhas, desta vez de roupas. O nosso foco era comprar cuecas e meias. Já tinha pesquisado preços em algumas lojas físicas desde o dia em que chegamos, além de checar as ofertas disponíveis nas lojas online. Vi que os melhores preços, dentro de Manhanttan, estavam na loja de departamentos Century 21. Fomos para a unidade Downtown (22 Cortland St), que tem mais variedade para os itens que queríamos.
Novamente tomamos o metrô, linha F, direção Downtown, na estação de sempre, ou seja, 34th St Pen Station, descendo na Fulton St, dentro do Fulton Center. A Century 21 fica cerca de 100 metros da saída deste centro comercial. Como tínhamos um foco, não demoramos muito na loja, cerca de uma hora apenas. Na seção de cuecas, resolvi abrir um pacote para ver se tudo estava ok. Logo uma repositora do local me repreendeu, pois não era permitido abrir os pacotes. Eu disse a ela que da última vez que comprei um pacote ali, com três unidades da cueca, duas delas tinham o tamanho indicado na embalagem e a terceira era dois tamanhos menor. Queria checar se estava tudo certo, inclusive se não havia defeitos. Levei o pacote que abri. Ela não gostou nem um pouco. Enquanto ficamos na seção, notei que um segurança não parou de nos seguir, mantendo uma curta distância da gente. Segui para a seção de meias. Depois fomos ver algumas ofertas de camisas e calças. A língua que mais se ouve na loja é o português. Paraíso de compras para brasileiros. Deixamos U$ 194,89 na loja.
A fome bateu. Aproveitamos que estávamos perto do Eataly NYC Downtown e que tínhamos gostado da pizza do La Focaccia Di Eataly, decidimos repetir a dose. Por causa do horário, já início de noite, o movimento era bem menor do que a vez anterior, assim como eram menores as opções de sabores da pizza. Cada um comeu um pedaço, tomando uma lata de refrigerante San Pellegrino. Gastamos U$ 19,04 nesta breve refeição.
Ao sair, passamos novamente na parte externa do Memorial 9/11 para ver como era a iluminação noturna. Bem mais tranquilo, sem muitos turistas. Iluminação bem baixa, em sinal de respeito. Demos uma rápida volta, entrando no Oculus para pegar o metrô, linha 1, direção Uptown, estação WTC, descendo na 34th St.
No hotel, desembrulhamos as compras, fizemos nova verificação se tudo estava em perfeitas condições, e, mais uma vez, rearranjamos as coisas na mala, já colocando as roupas sujas, as compras anteriores e as daquela noite. Quando vimos, já passavam das 22:00 horas. Tínhamos programado de ir conhecer o Katz's Delicatessen (205 East Houston St), que funciona desde 1888 e ficou famoso por seu sanduíche de pastrami. O restaurante também foi cenário do filme Harry e Sally - Feitos Um Para O Outro. Integra a lista de 126 endereços em NYC classificados no Michelin Guide NYC 2019 como Bib Gourmand, que tem comida boa a preço acessível. A pizza que comemos no início da noite não foi suficiente para esperarmos até o dia seguinte sem comer. Como o Katz's vende sanduíche, era ideal para complementar a refeição que fizemos lá no Eataly NYC Downtown.
Fomos de metrô, sistema muito mais eficiente para cruzar a cidade. Seria a primeira vez que faríamos uma baldeação. Pegamos a linha C, direção Downtown, na estação 34th St, descendo na 4th St, trocando para a linha D, na mesma direção, e descendo na estação Broadway/Lafayette. Ainda caminhamos por 15 minutos até alcançar o restaurante. Existem estações de metrô mais próximas, mas estavam fechadas por obras de manutenção naquela final de semana. Para maiores informações sobre nossa experiência no Katz's, acesse o blog Tenho Fome de Que, clicando aqui. Ao final, a conta ficou em U$ 61,73.
O movimento nas ruas era intenso. Afinal, era sábado. Na área há muitos bares e pubs, todos estavam cheios de jovens nas calçadas fumando. Consultamos o Google Maps, constatando que voltar de metrô seria mais rápido do que pegar um táxi ou um Uber. Mesmo com a caminhada de 20 minutos até a estação Broadway/Lafayete, era mais rápido. Pegamos a linha 6, direção Uptown, descendo na 33rd St at Park Ave. Desta estação, seguimos a pé para o hotel, onde chegamos no inicinho da madrugada de domingo.

sexta-feira, 23 de novembro de 2018

NEW YORK - DIA 5 - MANHÃ E TARDE



03/11/2018 - Despertei às 07:30 horas, mas levantei somente uma hora e meia depois. Novamente tomamos café da manhã no hotel. Estávamos na rua às 10:30 horas. O tempo estava bem nublado, cinzento, ventava muito. Como descobrimos no dia anterior que a Maratona de New York seria no domingo, dia 04/11/2018, e que terminaria no Central Park, mudamos os planos, pois, inicialmente iriamos ao parque no mesmo domingo. Assim, o destino de sábado era o famoso pulmão de NYC. Fomos de metrô.
Pegamos a linha 2, direção Uptown, na estação 34th St, descendo na 110th St, ao norte do parque. No vagão, um homem deitado dormia tranquilamente, enquanto outro, visivelmente drogado, tentava se manter sentado. Na estação seguinte a que embarcamos, uma mulher entrou e começou a cantar. Era uma música sem fim, uma música de louvor. Parecia que ela inventava a letra na hora. Na medida em que o trem seguia, ela aumentava o tom em que cantava. Entre uma estrofe e outra, um refrão que ficou grudado em minha cabeça boa parte do dia. Era um simples "iá iá iá iá iá", cantado em plenos pulmões, quase que gritado. Quando o trem parava em uma estação, ela diminuía o tom, quase sussurrava, mas não parava de cantar. O trem zarpava, ela cantava mais e mais alto. Fiquei impressionado com a quantidade de gente suja e fedorenta que entrou nesta linha ao longo de nosso trajeto. Esta tônica se repetiu em todas as linhas que usamos em NYC.
Enfim chegou nossa estação. Seguimos as indicações para sair bem em frente ao Central Park. Bastou atravessar a rua 110th e caminhar pelo parque. Nunca tinha andado na sua parte norte. É bem mais vazia, tem poucos turistas, mas há movimento de moradores praticando alguma atividade física, entre elas a corrida, a caminhada, a pedalada e o hóquei, em uma quadra bem próxima da entrada norte. Um preservado jardim, o Conservatory Garden, está na parte leste do parque, onde paramos para tirar algumas fotos. Ele lembra os jardins europeus, com desenhos bem definidos, fontes, alamedas, caramanchão, bancos. Continuamos nossa caminhada, subindo e descendo, seguindo a pista para caminhadas. Chegamos ao lago Jacqueline Kennedy Onassis Reservoir, de onde se tem uma bela vista do skyline de NYC. Pegamos a pista que circunda o lago pela parte oeste, caminhando até o meio, e tomando a outra pista de caminhada novamente, sempre em direção sul. Passamos pelo enorme gramado, onde no verão fica repleto de gente tomando sol e fazendo pique nique. A fome começou a dar sinais de vida. Era hora de dar uma pausa no passeio e procurar algo para comer. Consultei as minhas anotações. Como o tempo estava frio, nada melhor do que uma comida quentinha. Assim, escolhemos o restaurante Jin (462 Amsterdam Ave), especializado em lamen. Não era longe dali. Está no Upper West Side. Saímos do parque pela 81st St, passando ao lado dos jardins do Museu de História Natural. O restaurante escolhido figura em várias listas dos melhores lamens (ramen) da cidade. Chegamos nele às 12:50 horas. Um tímido sol ameaçava sair. Estava lotado. Havia fila de espera, com gente em pé dentro do restaurante e fora, na calçada. Fui até a recepção, fiz um breve cadastro no tablet, informando nome e celular. Expliquei à recepcionista que meu celular era do Brasil, pois, segundo ela, só podia colocar número dos Estados Unidos. Ela me orientou a colocar apenas meu nome, assentar na cadeira vazia que estava em frente e esperar que seria chamado. O tempo aproximado de espera seria de vinte minutos. Na verdade, havia duas cadeiras vazias. Ficamos ali esperando, vendo o entra e sai de comensais. Muitos asiáticos frequentam o lugar, que é bem pequeno. Fomos chamados para sentar antes do tempo indicado. Ficamos no balcão, vendo toda a movimentação da minúscula cozinha. Para maiores detalhes deste nosso belo almoço, acesse o blog Tenho Fome de Que, clicando aqui.
A conta foi uma das mais baratas desta nossa viagem ficando em U$ 35,93 + U$ 4,07 de gorjeta, totalizando U$ 40.
Saímos do restaurante às 13:35 horas, pois o serviço é muito rápido. Voltamos para o Central Park. Mas antes de entrar, caminhamos pela calçada da Central Park West Ave, passando em frente à entrada do Museu de História Natural, onde havia uma fila surreal pelo lado de fora; em frente ao New York Historical Society; e paramos na esquina da 72nd St, onde fica o icônico Dakota Building, cenário do sombrio filme O Bebê de Rosemary, e onde em sua calçada foi assassinado John Lennon. Desta esquina, cruzamos a avenida e entramos no parque de novo, em local já muito cheio, com muitos turistas, bem diferente da parte norte. Ali está o Strawberry Fields, com uma mandala no chão em mosaico com a palavra Imagine ao centro. Seguimos na direção leste, parando para mais fotos. O percurso da maratona estava todo cercado, mas era permitido caminhar por ele. Chegamos à fotogênica Bethesda Fountain, cenário de inúmeros filmes, séries e programas de TV. Tive uma súbita vontade de ir ao banheiro. Tive que usar o banheiro público que fica na escadaria de acesso à esta fonte. Fiquei surpreso com a limpeza e de ter papel higiênico.
Continuamos, sempre no sentido leste, chegando em um pequeno lago cheio de barquinhos controlados remotamente. Era uma regata de barco modelismo. Ao lado deste lago, há um monumento em homenagem a Hans Chritian Andersen. Ali costuma ocorrer contação de histórias. Também próximo ao lado fica uma escultura de Alice no País das Maravilhas, que é bem bonita.
De lá, pegamos a pista onde passaria a parte final da maratona, descendo para a parte sul do parque, mas sempre do lado leste, parando na estátua do cão Balto, que tornou-se herói no inverno rigoroso que viveu o Alasca em 1925. Cansamos de tanta natureza, esculturas e gente. Resolvemos sair do parque por ali mesmo, saindo na 5th Ave. Fomos pela calçada do parque, passando em frente ao zoo local, chegando na entrada da estação do metrô 5th Ave at 60th St. Pegamos a linha R, direção Downtown, descendo na estação 42nd th. Voltando para o hotel, ainda paramos na loja Midtown Comics (200 West 40th St) para comprinhas relacionadas ao mundo das histórias em quadrinhos, em especial aos heróis. Deixamos U$ 33 na loja.
Descanso mais que necessário no hotel de 16:20 às 17:40 horas.

quinta-feira, 22 de novembro de 2018

NEW YORK - DIA 4 - NOITE


02/11/2018 - Após um providencial descanso no hotel, por causa das andanças desde cedo pela Brooklyn Bridge e por Downtown, era hora de sair novamente. Desta vez com o firme propósito de fazer compras. A ideia era comprar coisas para casa, mas com um viés mais de cozinha. Para mim, nada melhor do que a Bed, Bad & Beyond. Há muitas outras lojas especializadas, mas ela reúne novidades, além de ser grande, de ter sempre o que buscamos com preços acessíveis. Não é uma loja para quem busca luxo e sofisticação, mas para quem quer praticidade.
Dentre as unidades existentes em NYC, escolhi a que fica na 6th Avenue (620 6th Ave). Fomos de metrô, linha 1. Pegamos na estação 34th St Pen Station em direção a Downtown, descendo na 18th St, quase esquina com 6th Ave, bem perto da loja. Nesse mesmo endereço da Bed, Bath & Beyond há uma unidade da Marhsall's e outra da T. J. Maxx, ou seja, um paraíso para quem quer coisas baratas. Nosso foco era a loja de artigos para cama, banho e mesa. Logo que entramos, pegamos um carrinho para percorrer todas as partes da mega loja. Há uma infinidade de itens, alguns deles de uso duvidoso, quase inútil, como um cortador de manga que separa o caroço (e eu comprei uma unidade!), e outros que você não faz a menor ideia para que serve ou quando iria usar. Ficamos por cerca de duas horas na loja, saindo quase na hora de fechar. Compramos itens de cozinha, toalhas de mesa, guardanapos de papel e de pano, remédios, molhos, salgadinhos para comer no hotel, água mineral, chá, entre muitas outras coisas. Foi o local onde compramos mais itens durante toda a viagem. Ao todo, gastamos nesta loja U$ 383,62.
Todos os artigos que compramos foram colocados em quatro grandes sacolas. Quando saímos, o chão estava molhado, sinal de que chovera enquanto estivemos dentro da loja. Fazia mais frio. Consultei o Google Maps, vendo que de táxi ou Uber demoraríamos mais tempo para chegar ao hotel do que se tomássemos o metrô. Já não era mais horário das pessoas estarem retornando aos seus lares depois de um dia de trabalho. Assim, o metrô era a melhor opção, pois não estaria cheio. Voltamos com mesma linha 1 da vinda, só que no sentido inverso.
No hotel, retiramos tudo das embalagens, checando se não havia nenhum defeito. Por causa da pouca chuva que tomamos no caminho da estação até o hotel, uma das tolhas de mesa ficou manchada com a tinta da embalagem (esta mancha saiu quando lavamos no Brasil). Não havia nada que tinha que ser trocado. Fiz isto porque em minha primeira viagem a NYC, um amigo comprou uma roupa de cama, e como ele era experiente, abriu o pacote no hotel. Havia vários furos no lençol, o que o obrigou a voltar na loja para trocar. Sempre é bom conferir, mesmo sendo um presente que você irá dar para alguém.
Depois destas conferências, começamos a guardar as compras que tinham sido feitas até então nas nossas malas.
Descansados e com fome, decidimos por comer algo em algum restaurante por perto. Ao invés de consultar minha lista, verificamos o que o Google Maps nos apresentava, consultando, a seguir, as avaliações dos restaurantes que estavam marcados no mapa. Lendo tais avaliações, escolhemos um restaurante peruano chamado Pio Pio 8 (604 10th Ave), para onde fomos caminhando.
Não tínhamos reserva, o local estava lotado, com gente na lista de espera, aguardando em um salão lateral. A recepcionista nos perguntou se não nos importávamos em ficar em uma mesa alta (sempre mesa alta em NYC!), ao lado do bar. Com o tamanho da fila de espera, não titubeamos em aceitar. Fomos acomodados, chegando, em seguida, Camilo, o garçom peruano que nos atendeu. Muito simpático, daqueles que gostam de estabelecer um vínculo de amizade rapidamente, ele nos perguntou de onde éramos. Ao saber que moramos em BH, logo perguntou se íamos muito ao Rio, pois adorava a cidade. Ele piscava os olhos e ria muito. À vontade, perguntou se conhecíamos a boate Le Boy. Foi a dica para se revelar gay. O atendimento foi ótimo. Os drinques e a comida também muito bons. A comida era bem farta. Tanto era que foi o único local em que comemos que pedimos para embrulhar o que sobrou para levar. Ao final, deixamos U$ 119,46 + U$ 12,54 de gorjeta, totalizando U$ 132 no restaurante. Para maiores detalhes desta refeição, acesse o blog Tenho Fome de Que, clicando aqui.
Ao sair, decidimos dar a quentinha a algum dos inúmeros sem teto que vivem nas ruas de NYC. Para evitar mal entendimentos, procurei um que estivesse pedindo comida, o que fazem sempre com cartazes. Descemos a 10th Ave. Logo encontramos um sentado na porta de um restaurante já fechado, com um cartaz pedindo dinheiro para poder se alimentar. Perguntei a ele se aceitava a nossa quentinha, o que fez de imediato, agradecendo e soltando um God bless you.
Chegamos no hotel às 23:30 horas. Tempo para mais uma noite de sono.

quarta-feira, 21 de novembro de 2018

NEW YORK - DIA 4 - TARDE

02/11/2018 - Saindo do Battery Park, subimos a Trinity St, meio sem rumo, sem definir onde iríamos almoçar. Paramos em frente a um dos novos prédios do World Trade Center, onde fica o Eataly NYC Downtown (101 Liberty St). Estava escolhido o local de nosso almoço. Entramos no prédio envidraçado, subimos dois lances de escadas rolantes, desembocando na entrada do Eataly, um empório de produtos italianos, com foco na gastronomia, que é um paraíso para quem gosta de cozinhar ou aprecia a arte culinária. Nem paramos para ver as gôndolas, pois a fome era grande. Todos os restaurantes do local estavam com suas mesas lotadas. Ao passar por um balcão que vendia pizzas para levar, Gastón não pensou duas vezes, dizendo que queria comer pizza. Eu não queria comer em pé, por isso fui procurar um restaurante onde pudéssemos nos sentar e que tivesse pizza no cardápio. Depois de percorrer o espaço, deparamo-nos com uma área com restaurantes com mesas. Um deles tinha no menu pizzas e massas. Entrei na fila, mas Gastón insistia que queria a pizza do balcão. Chegamos a discutir. Eu disse para ele ir comprar a pizza e procurar um local para sentar, mas ele continua a falar, não arredando o pé da fila. Chegou nossa vez. Não era para sentar, mas sim para colocar o nome na lista de espera. Perguntei se a pizza que serviam ali era a mesma do balcão. Não era. Para piorar, a espera era de, no mínimo, meia hora. Fiquei emburrado, mas desisti dali. Voltamos para procurar um lugar para nos sentar. Há ilhas de mesas dentro do empório, onde cada um pode escolher qualquer comida das gôndolas e/ou balcões, pagar e ali sentar para saborear sua refeição. Cego de tanto mau humor, só enxerguei uma mesa comunitária com lugares vazios, entrei, sentei e os que nela estavam ficaram me olhando. Gastón entrou atrás dizendo que eu tinha entrado no local onde acontecia uma aula de gastronomia. Ao lado, havia uma das ilhas de mesa, onde vi uma mesa alta vazia, porém sem assentos livres. Fomos até ela, onde fiquei para guardar lugar, enquanto Gastón ia até o balcão das pizzas para comprar nossa comida. Eu já tinha visto o balcão, sabendo o que escolher. Enquanto esperava Gastón retornar, uma mesa vagou ao lado da que eu estava. Tinha dois lugares. Nem deixei o casal acabar de tirar suas coisas e já fui sentando, pois vi que chegava gente procurando onde se acomodar. Mesmo altas, mesa e cadeira eram confortáveis. Gastón chegou com os pedaços de pizzas, mas não trouxe nenhuma bebida, pois não as vendiam no balcão das pizzas. Ele foi saiu novamente dizendo que iria procurar uma Coca Cola, o que respondi que seria difícil de encontrar, pois ali só vendiam produtos italianos. Ele voltou com duas latinhas de Molecola, uma espécie de genérico da Coca Cola made in Itália. A pizza estava tão boa, que logo meu mau humor passou, e ainda repetimos outro pedaço. Gastón também foi quem as buscou. Maiores detalhes sobre esta refeição barata, na qual gastamos ao todo U$ 36,73, leia a postagem específica no blog Tenho Fome de Que, também de minha autoria, clicando aqui.
Aproveitamos a estadia naquele paraíso para percorrer todos os seus espaços, agora com calma, verificando os produtos para cozinha, massas, arroz, temperos, doces, chocolates, sorvetes, livros, cadernos de anotação, entre outras coisas. Acabamos por comprar algumas coisinhas, deixando no caixa do local U$ 173,49. Antes de irmos dali, usar o banheiro era necessário. Limpo e cheiroso, mesmo após um horário de almoço de intenso movimento.
Saímos do Eataly para continuar nosso passeio por Downtown. Estávamos praticamente no local onde as Torres Gêmeas desabaram em 2011. No lugar, um parque cheio de árvores, entre elas a única que sobreviveu à tragédia, duas piscinas monumentais, em cujas bordas estão gravados os nomes de todas as vítimas. O projeto impressiona pela grandiosidade, pela paz e pelo respeito que impõe. Ali, as pessoas falam mais baixo, não há confusão de turistas gritando. Entre uma piscina e outra, está o Memorial 9/11, onde uma fila enorme se formava para entrar. Em frente, o imponente edifício The One. Nele há um mirante que tínhamos programado para subir, mas como Gastón já tinha sentido vertigem no Empire State Building, no Top of The Rock, e no terraço do 8º andar do Whitney Museum, decidimos que não seria nesta viagem nossa visita a este mirante. Nenhum de nós quis entrar no memorial. Não gosto de climas pesados. Se do lado de fora, já havia um peso no ar, com gente chorando, orando, prestando homenagens ao mortos, fiquei imaginando ao entrar no memorial. Gastón me disse que assim que colocou os pés no lugar, sentiu algo estranho, uma espécie de aperto no peito. Decidimos voltar para o hotel. Para pegar o metrô, entramos pelo Oculus, que fica no complexo do memorial. É um projeto arrojado de Calatrava que abriga um centro comercial e estações de metrô. O local, todo em branco, impressiona pelas linhas e pela arquitetura. Dentro, passamos pela loja da Apple, mas nada compramos, pois estava cheia e muito quente.
Tomamos a linha E do metrô, na estação WTC, em direção Uptown, descendo na estação 34th St Pen Station. Algumas quadras e alcançamos o hotel, onde descansamos, com direito a soneca, de 15:40 horas às 18:00 horas.

NEW YORK - DIA 4 - MANHÃ



02/11/2018 - Despertei mais tarde do que os dias anteriores, por volta de 07:15 horas. Dediquei um tempinho para ler mensagens, respondê-las e dar uma geral na internet. Às 09:00 estávamos tomando café da manhã no hotel.
Nossa jornada nesta sexta-feira começou às 10:30 horas, quando pegamos o metrô linha C, direção Downtown, na estação 34th St, descendo na estação High Street-Brooklyn Bridge, de onde fomos caminhando até o acesso à ponte do Brooklyn (Brooklyn Bridge). Nosso objetivo era percorrer toda a extensão da ponte a pé, algo que sempre quis fazer, mas ainda não tinha tido a oportunidade. Para chegar até ao acesso de pedestres, segui as indicações do Google Maps tão logo saímos do metrô. O tempo estava nublado, sem chuva, e frio. Ventava um pouco. Iniciamos nossa caminhada na ponte, sentido Brooklyn-Manhattan, às 11:03 horas. Fizemos muitas paradas para fotos, pois as vistas de ambos os lados do rio são sensacionais, especialmente dos arranha-céus que ficam em Downtown, do lado de Manhattan. Muita gente faz o mesmo, inclusive em tours guiados, tanto a pé, quanto de bicicleta. Há pistas exclusivas para bicicletas. A pista para caminhada e para bikes fica em um nível acima daquelas destinadas aos carros. No meio do caminho, tive que vistar meu casaco e colocar o capuz, pois o vento aumentou muito. Chegamos ao ponto final às 11:43 horas.
A ponte desemboca em frente ao prédio da prefeitura de New York, a City Hall. Ali foi nosso ponto de partida para mais uma bela caminhada, passando pelo parque ao lado, o City Hall Park, onde havia uma instalação artística com exemplares de árvores de Natal feitas com panelas e utensílios de cozinha. Demos uma volta neste pequeno parque, seguindo em direção ao Battery Park, descendo a Broadway. No caminho, mais paradas para fotos, pois a arquitetura local chama a atenção, bem como enormes esculturas que enfeitam calçadas e entradas dos edifícios. Passamos ao lado do Zucotti Park, com suas árvores de mesma altura todas enfeitadas com luzinhas amarelas, ao lado da Trinity Church, chegando ao famoso e tumultuado Charging Bull, o Touro de Wall Street. Desde final de 2016, em frente a ele, em posição bem abusada, está uma escultura de uma garota que enfrenta o touro indomável, a Fearless Girl, que foi colocada ali para mostrar a diferença salarial entre homens e mulheres de Wall Street. Fotos com a escultura da garota sem ninguém junto foi fácil de tirar, o que não foi possível com o touro, pois a multidão que quer tirar fotos abraçada à cabeça do bicho, bem como pegando em uma das suas bolas do saco, o que traria prosperidade para quem a toca, é de desanimar. Como eu já tinha estas fotos, Gastón não se animou muito, até que eu insisti para ele, pelo menos, tirar uma segurando o saco do touro. Fizemos igual aos asiáticos. Posicionamos e assim que uma pessoa saiu, Gastón correu para a parte de trás do touro. Ele posou alegremente para a foto.
Mais uns cem metros para baixo e estávamos em frente ao museu dedicado aos índios americanos. A sua fachada é imponente, mas o tema não nos interessou. Na pracinha em frente ao museu havia uma feirinha, onde compramos uma garrafa de água mineral sem gás por U$ 3. Desta praça para o Battery Park era só atravessar uma avenida. Na calçada do outro lado da avenida havia um montão de homens tentando vender excursões de barco para a Ellis Island e para a Estátua da Liberdade. Recusamos todos as ofertas, seguindo em frente pelas alamedas do parque. O dia continuava frio. Sentamos um pouco para apreciar o movimento dos turistas. A maioria passa por ali para embarcar em uma das embarcações que vai para as ilhas em frente, especialmente aquela onde está a estátua famosa. Também é do parque que sai o ferry-boat gratuito que vai até as duas ilhas, cujo trajeto leva uns 20 minutos. Gastón disse que não tinha interesse em ir até lá, muito menos eu. Demos por vista a estátua de onde estávamos. Continuamos nosso passeio pelo Battery Park, parando para ver o interessante Sea Glass Carrousel, um carrossel com figuras marinhas dentro de uma estrutura que lembra um aquário futurista. Confesso que tive vontade de andar, mas havia fila de espera, somente com crianças bem pequenas. Tocava música dos Beatles.
Era hora de sair do parque para almoçar.

terça-feira, 20 de novembro de 2018

NEW YORK - DIA 3 - NOITE

01/11/2018 - Depois de um bom descanso no hotel, tínhamos que nos aprontar para sair. Noite fria, noite de musical. Quando decidimos ver apenas um musical durante nossa estadia em New York, escolhemos King Kong, cujos ingressos nos custaram U$ 170,44 + U$ 10,87 (IOF) = U$ 181,31, comprados pela internet em 26 de setembro de 2018.
King Kong estava em período de pré-estreia, em cartaz no The Broadway Theater (1681 Broadway). Marcado para ter início às 20:00 horas. Saímos do hotel meia hora antes. Fomos caminhando pela 8th Ave, subindo até a 52rd St e virando nela à esquerda. No trajeto, muitos turistas procuravam seus respectivos teatros para ver algum musical. Uma fila inacreditável se formava em frente à entrada de um destes teatros, na própria 52rd St, para ver o musical Cher. Passamos por esta fila, quando senti uma vontade enorme de ali estar, mas vontade dá e passa. Chegamos na nossa fila, tão grande quanto. Embora gigante, a fila andou muito rápido e foram mega eficientes para conferir ingressos, encaminhando-nos para o setor onde sentamos. Quando comprei, só havia entrada para o mezanino, na fila K. Assentos bem apertados. A visão do palco era muito boa, embora nossos lugares eram bem no alto. Teatro lotadíssimo. Com dez minutos de atraso, as luzes se apagaram, a orquestra soou os primeiros acordes. Começava o espetáculo. Chistiani Pitts, a atriz principal, interpreta a mocinha, eternizada como a louraça Jessica Lange na versão da década de 70 para os cinemas. Jessica Lange fica só na lembrança, pois o estereótipo da mocinha frágil e loura é totalmente quebrado neste musical. A atriz é negra, um sensacional diferencial para todas as versões cinematográficas existentes. Ela dá um show de interpretação, de dança e de canto, fazendo uma personagem destemida, nada frágil e com bom coração. As melhores cenas são dela com o King Kong, um boneco gigantesco (aí a nossa localização foi show de bola, pois tínhamos uma visão de frente para o gorila). A nossa dúvida antes de começar o musical era como eles iriam fazer com o Kong. E fizeram da melhor maneira possível: não esconderam que era um boneco manipulado por umas 10 pessoas, que seguravam cordas, arames e similares, e até "voavam" com as cordas para fazer os movimentos de cabeça, braços, mãos e pernas. Os movimentos de olhos, nariz e boca eram mecanizados. O bom de ver um musical em que se conhece a história é que podemos apreciar os detalhes da produção, os mecanismos que utilizam para tornar mais real possível o que estão contando no palco. Belíssimo espetáculo, que teve duração de quase duas horas e meia, com intervalo de vinte minutos. Saímos do teatro às 22:20 horas, quando decidimos que era hora de forrar o estômago.
Dentre os restaurantes que marquei nas redondezas estava o 5 Napkin Burger (630 9th Ave), que não ficava longe de onde estávamos. Na verdade, é uma hamburgueria com cara de restaurante. Como queríamos comer um hambúrguer novaiorquino e o 5 Napkin tinha em seu cardápio uma versão que figurava na lista dos 27 melhores hambúrgueres da cidade segundo a Time Out NYC, resolvemos conferir. Para ler sobre nossa experiência neste local, visite o blog Tenho Fome de Que, clicando aqui.
Deixamos o restaurante quase meia noite, pagando a conta no valor de U$ 62,33 + U$ 7,67 de gorjeta, totalizando U$ 70.
Dali, resolvemos continuar nossa caminhada por Hell's Kitchen, subindo a 9th Ave até a 52nd St, onde fica o bar gay nº 1 da cidade, o Industry Bar (355 West 52nd St). Na porta, o segurança nos pediu carteira de identidade para provar que tínhamos mais de 18 anos. Mesmo com a barba branca, tive que mostrar. Acho isto falta de bom senso, mas não vou discutir a legislação local. Mostrei minha identidade funcional (crachá), Gastón mostrou o RNE dele, e entramos, sem nada pagar. O local é grande, estava com pouca gente. Demos uma volta para fazer um reconhecimento de área, sentando em um ambiente mais ao fundo, perto do palco, onde em instantes começaria um show de drag queens. Ao sentar, o corpo pediu descanso imediato. Não tivemos dúvidas, levantamos e voltamos para o hotel. Não ficamos nem vinte minutos lá dentro.
Entramos no hotel já era o dia seguinte, às 00:30 horas.

segunda-feira, 19 de novembro de 2018

NEW YORK - DIA 3 - TARDE


01/11/2018 - Após o belo almoço no The Modern, era hora de caminhar a esmo pela 5th Ave. Primeiro fomos em direção ao Central Park, passando na frente das lojas de grife, de joalherias famosas, como a Tiffany, e lojas de departamentos chiques. Parávamos, víamos vitrines e seguíamos. Em frente à Trump Tower, muita segurança, muita gente tirando foto, outros protestando e jornalistas. Fomos adiante até chegar em frente à icônica loja da Apple que tem o cubo de vidro como entrada. Tudo em obra, incluindo o cubo, que estava em fase final de recolocação. Enquanto isso, a loja vem funcionando onde era a famosa loja de brinquedos Fao Schwarz. Resolvemos atravessar a rua, parando na Pulitzer Plaza, onde está a Pulitzer Fountain, que não estava funcionando, e o também famoso hotel The Plaza. Pausa para fotos e resolvemos voltar pela 5th Ave, desta vez em direção Downtown. Mais vitrines, mais lojas. Paramos na NBA Store (545 5th Ave). Passamos alguns minutos vendo roupas e artigos esportivos relacionados ao basquete, mas nada compramos. Seguimos descendo a avenida até chegar à New York Public Library (476 5th Ave). Nunca a tinha visitado. Acho o prédio bonito com aqueles dois imponentes leões guardando a entrada da biblioteca. Decidimos por entrar. A visita é gratuita. Passamos pelo controle de segurança, pegamos um folheto em português e outro em espanhol para ver os espaços onde poderíamos entrar. Confesso que fiquei decepcionado. Já visitei outras bibliotecas pelo Brasil e em outras cidades do mundo que são bem mais interessantes. Não sei se fizemos o caminho certo, se é melhor com visita guiada, o certo é que de estantes com livros vimos pouquíssimas. A decoração é austera, parecendo mais um mausoléu. A sala de leitura é interessante e havia muita gente. Foi onde vi livros e também conheci o sistema de empréstimo. O usuário consulta o livro que quer no site da biblioteca, vai até o balcão desta sala de leitura, fazendo o pedido para um funcionário. Depois esse livro, se for de livre empréstimo, é entregue para o usuário. Demos por visto. Ao sair da sala de estudos, há uma breve revista das mochilas para certificarem que ninguém está levando algum livro sem poder.
Na parte de trás da biblioteca está o Bryant Park. Era nosso novo destino. Quando entramos à direita na 40th St, lembrei-me de uma confeitaria francesa que havia estado em 2015 onde havia comido um doce gostoso. Era a Maison Kaiser (8 West 40th St). Antes de conhecer o parque, paramos nesta confeitaria/padaria para tomar algo refrescante. Desta vez a experiência não foi das melhores. Para detalhes, veja o blog Tenho Fome de Que, clicando aqui. Deixamos U$ 28,08 + U$ 1,92 de gorjeta.
Fomos para o parque. Foi só atravessar a rua para entrar. Como sempre, lotadíssimo. Como já estão em clima de inverno, o parque estava preparado para tal. Saiu aquele cenário de gente sentado no gramado tomando sol no verão para entrar um cenário com barracas cobertas, com climatização, vendendo de tudo, desde artesanato, artigos para fumar todos os tipos de cigarro, roupas de frio, gorros, luvas, até comida. No centro do parque, havia uma pista de patinação, que estava em manutenção. E nos quiosques de comida, muita gente, a maioria novaiorquinos, sentada curtindo a happy hour. Sentamos um pouco em uma das cadeiras livres do parque para apreciar o movimento, depois demos uma volta por todo ele, saindo pela 6th Ave com 40th St. Impressiona o prédio do Bank of China que fica na diagonal oposta de onde saímos, com uma arquitetura que privilegia o vidro e uma iluminação vermelha em cada andar. Bem interessante.
No caminho para o descanso de final de tarde no hotel, paramos novamente na Frame Gourmet Eatery (552 7th Ave) para comprar água. Compramos duas garrafas de 1,5 litro cada uma de água sem gás Fiji, pelas quais nos cobraram U$ 11, sem nos dar nenhum tipo de recibo. Os mesmos que nos atenderam na primeira vez em que lá estivemos. Um roubo que confirmaríamos mais adiante, quando achamos a mesma água bem mais barata.
Descanso no hotel de 17:30 horas até 19:30 horas.

domingo, 18 de novembro de 2018

NEW YORK - DIA 3 - MANHÃ



01/11/2018 - Despertei às 07:00 horas. Foi uma noite de sono direto, sem acordar para nada. Levantei somente às 08:15 horas, descendo, de imediato, para o café da manhã no Doylers 37. Saímos do hotel às 09:30 horas, pois tínhamos horário marcado para subir ao Top of The Rock (30 Rockfeller Center) às 10:30 horas conforme bilhetes comprados antecipadamente pela internet (U$ 78,39 + U$ 5 de IOF, totalizando U$ 83,39).
Subimos a 5th Ave, desde a 37th St até o Rockfeller Center, que ainda estava decorado com motivos do Halloween, com muita abóbora cobrindo os jardins e fontes do acesso à pista de patinação externa do local. O acesso ao mirante do Rockfeller Center se dá pela 50th St, onde chegamos às 10:20 horas. Havia uma enorme fila de crianças no lado de fora, e outra para comprar ingressos. Como já tínhamos os nossos, nos mandaram para o piso superior, onde passamos pelo controle de segurança, paramos para posar para duas fotos-montagens (nem vimos como ficou ao final do passeio), esperamos um filminho passar (meio que obrigatório, mesmo se você não quiser ver), e entramos na fila para esperar o elevador. Dentro dele, enquanto sobe em segundos até o 70º andar, com o teto envidraçado, a gente tem a sensação da subida mais nítida.
São três níveis no mirante. O primeiro é o maior deles, com vista de 360º para toda a cidade. O dia estava claro, céu azul, limpo, sol, frio, ótimo para ver tudo. Este nível tem uma parte interna, que pouco se vê, e uma externa, onde se concentra a maioria das pessoas. Para proteger de quedas e mesmo do vento, grossas paredes de vidro circundam toda a área. Gastón, por causa da vertigem, ficava mais afastado dos vidros, mas conseguia ver bem a paisagem. O segundo nível é totalmente externo, mas ainda com grossas paredes de vidro. O terceiro é completamente livre. Como ele fica mais afastado das bordas do edifício, não há paredes de vidro. Vista liberada e com segurança. Gastón não subiu a este nível. Nossa visita rendeu belas fotos dos rios que banham Manhattan, das cúpulas dos edifícios da região, do Central Park, dos prédios de Downtown, com destaque para o The One, e o melhor para mim: a vista do Empire State Building em toda sua plenitude. Até imaginei o King Kong lá no alto! Antes de descer, paramos na loja que fica no primeiro nível do mirante e compramos uma coqueteleira de vidro por U$ 16,33.
Quando descemos, saímos no Concurse Level, que é repleto de lojas e locais para comer. Ficamos perdidos, sem achar a saída, o que nos deu oportunidade para entrar nas lojinhas. Acabamos por comprar umas bobagens em uma livraria, a Posman Books, onde deixamos U$ 38,32. Ainda procurando a saída, paramos na Prêt-A-Manger para comprar duas garrafas pequenas de água mineral sem gás, rótulo da casa, por U$ 4,22.
Rodamos mais um pouco e, enfim, achamos a saída, caindo na pista de patinação no gelo, que estava em manutenção, mas com gente esperando para patinar. De lá, fomos para a 5th Ave, entrando na Saint Patrick Cathedral, onde acontecia uma missa. Demos uma volta completa, apreciando os vitrais, lustres e arquitetura da igreja. Era hora de sair e ir para o Musuem of Modern Art, o MoMA, museu do qual gosto muito. No caminho, entramos na unidade da 5th Ave da Uniqlo, com suas roupas feitas em tamanho que cabe somente em asiáticos. Gordos e pessoas altas não têm vez com esta marca. Seguimos.
Chegamos ao MoMA (11 West 53rd St) ao meio-dia. Compramos as entradas no valor unitário de U$ 25 (total: U$ 50), deixamos nossas mochilas e casacos na chapelaria, onde o controle de entrega é feito por um tablet, no qual o visitante coloca seu nome e número do celular. Independente de se ter o celular liberado, na hora de pegar suas coisas, você deve guardar a posição no balcão onde foi atendido, identificado por letras, registrando no tablet os 4 últimos números do celular informado. No caso, nossa posição foi a C. Como o meu telefone estava liberado, assim que eles confirmaram, recebi um SMS com a posição e o número do cabide onde as coisas foram guardadas.
Nossa ideia era ficar no museu enquanto pernas e estômago aguentassem, percorrendo todas as galerias sem pressa. Começamos pelo 6º e último andar, descendo andar por andar por escadas rolantes. Era minha terceira vez no museu, assim, não havia uma ansiedade grande para ver determinadas obras. Gastón queria ver o conjunto, não uma obra específica. Ficamos cerca de duas horas no museu, tempo em que conferimos grande parte do acervo, além de duas exposições temporárias - Bruce Nauman: Disappearing Arts e Toward a Concrete Utopia: Architecture in Yuoslavia 1948-1980. Também vimos, por poucos minutos, uma parte da performance Judson Dance Theater: The Work is Never Done. Ao final da visita, passamos na MoMA Design & Book Store, loja do museu que fica no saguão, comprando mais bobagens que tanto gostamos por U$ 8,17.
Ainda faltava ver o jardim de esculturas do museu, mas a fome falava mais alto. Tinha lido sobre o principal restaurante do museu, o The Modern, com entrada tanto por dentro do museu, quanto por acesso independente pela 53rd St. É um restaurante duas estrelas Michelin, comandado pelo chef Abram Bissell, integrando um seleto grupo de restaurantes renomados que aboliu a gorjeta. Não tínhamos reserva, mas do jardim de esculturas, por onde passamos para ter acesso à sua entrada, vimos mesas vazias. Na recepção, pedi mesa para duas pessoas, sendo bem específico que queríamos almoçar. Fomos levados para o primeiro ambiente do local, que se chama The Bar Room. Ambiente de bar, com mesas mais baixas. Argumentei que queríamos almoçar, e o empregado que nos acomodou me entregou o cardápio do almoço do bar. Eu lhe disse que ali era desconfortável, que queria me sentar no outro salão, o que tinha as paredes de vidro que dava para o jardim de esculturas do MoMA. Como resposta, ele me disse que naquele ambiente só serviam menu de passos. Confirmei que era exatamente o que queríamos desde que entramos. Voltamos à recepção e, enfim, fomos levados para o The Modern (9 West 53rd St). Para ler minhas impressões sobre o restaurante, acesse o blog Tenho Fome de Que e leia a postagem específica, clicando aqui. Foi uma ótima experiência. A conta ficou em U$ 313,56, realmente sem gorjetas.
Saímos do restaurante, demos uma volta no jardim de esculturas, completando a visita ao museu, pegamos nossas coisas na chapelaria e fomos bater perna na 5th Ave. Começava nossa tarde, embora já estávamos mais para o final dela.