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quinta-feira, 17 de março de 2022

ARGENTINA - DIA 14 - A VOLTA PARA CASA

15/01/2022
(sábado) - acordei cedo, como sempre acontece em dia que tenho que viajar. Ansiedade sempre. Eram antes das 07:00 horas. Também tomamos café da manhã mais cedo. Ligamos para Emi e Rogério, mas eles não atenderam. Nosso desjejum foi apenas eu e Gastón na mesa.

Em seguida, voltamos para o quarto, onde arrumamos as malas, pesando-as com minha balança de mão. Todas com peso bem menor do que o limite máximo. Último banho no hotel antes de voltar para casa.

Descemos com malas prontas para a recepção, entrando na fila para fazer o check out. Enquanto esperávamos, Emi e Rogério desceram para saber sobre nossa conta, pois eles achavam que tinham pago valor a maior. Já tinham feito o check out, embora o voo deles estava marcado somente para o final da tarde. Nossos voos de volta eram em horários diferentes. Chegou nossa vez de acertar as contas no balcão da recepção.

O mesmo empregado que fez nosso check in nos atendeu. Estava com semblante cansado, tipo farol baixo mesmo. Estava trabalhando em excesso por causa do surto de covid entre os empregados do hotel. Quando apresentou o extrato, verificamos que tinha inserido a cobrança do IVA, que não deve ser cobrado de estrangeiros que pagam com cartão de crédito emitido fora da Argentina. Fizemos a reclamação. Ele estava muito mal humorado. Gastón aproveitou para novamente reclamar das condições do ar condicionado, tanto no primeiro quanto no segundo quarto que ficamos na estadia no Hotel 725 Continental. Ele respondia rispidamente. Gastón também reclamou que não pode usar a piscina após 16 horas da quinta-feira, pois a cobertura estava fechada para um happy hour que ocorre semanalmente, fato que não nos foi comunicado quando chegamos no hotel (outros hóspedes também faziam a mesma reclamação). Entreguei o cartão para pagamento. Ele passou o valor com o IVA. Nova discussão. Ele pediu desculpas, dizendo que estava muito atarefado. E ofereceu três opções para sanar o problema: esperar a fila diminuir para estornar o valor pago, que não aceitei, pois a fila estava grande e a ideia era sair para o aeroporto, no máximo às 11:30 horas, pois tínhamos que estar no Aeroparque ao meio dia, com voo marcado para sair às 15:00 horas. A segunda opção foi ele fazer o estorno na noite, me enviando um comprovante por e-mail, que também não aceitei. A terceira foi devolver o valor em pesos, que obviamente não aceitei. Perguntamos se ele poderia devolver o dinheiro em dólares. Ele fez a conversão, checando se havia efetivo em caixa. Ele me entregou $ 64,00. No cartão foi passado o total de ARS 33.068,00 (R$ 1.980,30 na conversão do cartão, já incluído o IOF). Pedi a nota fiscal, que foi impressa de imediato.

Começamos a pedir um Uber, mas nenhum aceitava a corrida. Voltamos ao balcão e pedimos ao recepcionista para chamar um táxi para nós. Ele ligou para a Táxi Premium, que não demorou a chegar.

O taxista passou pela autopista, onde há cobrança de pedágio. Por isso, a corrida ficou em ARS 900,00 (R$ 25,74), pagos em dinheiro. Pelo menos, este trajeto é mais rápido, pois é uma via expressa sem sinais de trânsito. O pedágio custa ARS 175,00.

No aeroporto, no balcão de check in da Aerolíneas Argentinas, ainda tivemos que preencher, on-line, uma declaração de saída do país, obrigação imposta pelo governo argentino àquela altura. Apresentamos o resultado do exame negativo para covid 19. Depois de despachar as malas e receber os cartões de embarque, tudo foi muito rápido, quase sem fila. Primeiro a passagem no detector de metais, onde a guardete pediu para eu tirar o relógio, eu respondi que ele não soava o alarme por ser de alumínio. Quando eu fui passar no portal, ela fez um sinal para o colega e o alarme tocou. Todos riram, inclusive eu, que não tive dúvida em falar que a vi fazendo o tal sinal. Tirei o relógio e passei, continuando a rir. Depois, passei pela imigração junto com Gastón, no guichê para argentinos e residentes no país.

Passada a imigração, entramos na loja Dufry, onde fizemos algumas comprinhas, basicamente alfajores da marca Cachafaz.

Eram 13:30 horas. Dava tempo de almoçar com tranquilidade. Há poucas opções para almoço na área de embarque do Aeroparque. Escolhemos o Outback. onde eu pedi uma Coca Cola sem açúcar (ARS 290,00), que não tem refil como nas unidades deste restaurante no Brasil, e um sanduíche de ciabatta (ARS 1.200,00). Gastón também pediu uma Coca Cola sem açúcar e um Outback burger (ARS 1.300,00), um clássico da casa. A ciabatta era bem grande, recheada com carne bovina assada na brasa, que estava desfiada, e muito queijo cheddar derretido, o que deixava o sanduba um pouco enjoativo. nem consegui comer tudo, embora o sabor estivesse muito bom. Acompanhou batatas fritas. Ficamos no restaurante até às 14:45 horas. A conta totalizou ARS 3.080,00, os quais pagamos ARS 2.800,00 (R$ 80,00) com o resto dos pesos que tínhamos e a diferença, ARS 280,00, em cartão de crédito (R$ 16,77, já incluído o IOF).

Ficamos sentados perto do portão de embarque para o voo Aerolíneas Argentinas 1242 com destino ao Aeroporto de Guarulhos. O início da chamada para embarque atrasou bastante. O avião decolou às 16:10 horas, um atraso de pouco mais de uma hora. Dormi boa parte do voo, que transcorreu muito tranquilo. Serviço de bordo com dois sanduíches de miga e refrigerante. Pousamos em Guarulhos às 18:40 horas.

Passamos pela imigração juntos, no guichê para brasileiros e residentes no Brasil, esperamos uns vinte minutos para pegar nossas malas, evitamos a Dufry local, mas tivemos que passar por dentro da ampla loja para alcançar a saída, passando pela Receita Federal direto, sem parar. Já do lado de fora, fomos até o balcão da Gol para check in de conexão, que fica no mesmo piso, embora nosso voo não fosse de conexão. Fomos os primeiros a nos apresentar à única atendente. Ela até que tentou nos atender, mas a impressora para imprimir as etiquetas de despacho das bagagens travou e não funcionava. Agradecemos, subindo para o piso das companhias aéreas, onde despachamos as malas, já que o check in já estava feito pelo aplicativo desde Buenos Aires.

Com os cartões de embarque nas mãos, ouvimos uma manifestação naquele piso. Era uma turma protestando contra a Gol que tinha perdido a cachorra Pandora em um voo de conexão doméstica (soube umas duas semanas depois que Pandora foi encontrada e entregue para seu dono). Gastón foi comprar cigarro, enquanto eu entrei para a área de embarque (olha a ansiedade aí de novo!). Fila do controle de raio X mínima, mas a área de embarque estava movimentadíssima. O aeroporto de Guarulhos é um mundo de gente, de comércio, de idas e vindas. Estava com sede. Sentei no Rei do Mate em frente ao acesso para o embarque remoto para nosso voo para Confins. Bebi apenas uma lata de Coca Cola sem açúcar (R$ 11,00).

Assim que Gastón chegou, descemos para a área de embarque remoto. Nosso voo, G3 1326, para Confins saiu no horário, bem cheio. O avião decolou às 22:25 horas, pousando em Confins às 23:35 horas.

As malas apareceram na esteira rapidamente. Pegamos nossa bagagem, fomos até o balcão da Coopertramo, na área central do aeroporto, mas não tinha ninguém para atender. Na fila do táxi, uma motorista da cooperativa se apresentou, perguntou nosso destino, e cobrou o valor que pagamos no trajeto de ida, ou seja, R$ 144,00, no cartão de crédito. Quando descemos do táxi, já na porta de casa, Elza e Ziggy começaram a latir esganiçadamente, felizes com nossa chegada.

Entramos em casa às 01:05 horas. Os cachorros fizeram a festa. Estávamos cansadíssimos.

Fim de uma movimentada viagem por três províncias argentinas: Buenos Aires, Entre Rios e Santa Fé.

segunda-feira, 14 de março de 2022

ARGENTINA - DIA 13 - LA RURAL E MUSEO EVITA

14/01/2022 (sexta-feira) - mais um café da manhã no hotel. Dia quente demais. Tínhamos mais um teste para covid agendado para às 10:15 horas no parque de exposições La Rural. Saímos do hotel às 09:30 horas. Fomos de metrô, Línea D, embarcando na estação Catedral, onde carregamos a tarjeta SUBE com mais ARS 200,00 (R$ 5,71), em dinheiro. Pelos 4 bilhetes, foram descontados ARS 120,00 na SUBE. Não foi necessário fazer baldeação, descemos na estação Plaza Italia da mesma Línea D e caminhamos poucos metros até a entrada do parque La Rural. Havia duas entradas. Para os agendados, tivemos que caminhar mais uns 100 metros.

Tudo muito organizado, fila com distanciamento social, todos usando máscaras corretamente. A fila não ficava parada nunca, sempre andando. O material para os testes eram colhidos em um enorme galpão, muito bem ventilado, com dezenas de pessoas atendendo. Primeiro, passava por uma espécie de cadastro, como no dia anterior no Teatro Colón, e depois entrava em outra fila, quando um empregado direcionava as pessoas para a mesa vazia para colher o material para o teste. No cadastro, informei que queria fazer o teste de antígeno, pois viajaria no dia seguinte. A atendente fez o cadastro com meu CPF, anotou meu celular, não me entregou nenhum papel, me mandando para a fila para colher o material. Em menos de três minutos, eu já estava na mesa, mas as atendentes perguntaram-me por um papel entregue pela responsável pelo cadastro. Informei que ela não me entregou por se tratar de antígeno. Tiveram que consultar a chefe, que confirmou o procedimento da cadastrante. Em seguida, fiquei sentado com a cabeça erguida para trás e uma auxiliar de enfermagem enfiou o cotonete gigante nas minhas narinas. Colhido o material, ela me mostrou o tubo de ensaio onde ele foi colocado com meu nome, informando que o resultado sairia entre 12 e 24 horas, e que eu deveria consultar via leitura de QR Code que tinha fixado na mesa. Eu já tinha este acesso por ter feito o exame no dia anterior. Gastón também colheu o material na mesma mesa, enquanto Emi e Rogério estavam em outras mesas.

Quando nós terminamos os exames, eram 10:30 horas, ou seja, em 15 minutos todos fomos atendidos.

Havia duas possibilidades para visitar nas redondezas, o Eco Parque, onde era o zoológico da cidade, que ficava em frente ao La Rural e o Museo Evita, distante uns 800 metros de onde estávamos. Fomos para o Eco Parque, mas estava fechado. Só abriria às 12:30 horas. Decidimos, pois, pelo Museo Evita, que apenas eu já conhecia. Fomos caminhando. Fazia muito calor, sensação térmica de 38ºC. Ainda bem que durante todo o trajeto foi possível andar na sombra.

Chegamos no Museo Evita faltando dez minutos para abrir. Esperamos sentados no pequeno pátio ao lado da entrada. Enquanto esperava, consultei pela enésima vez para ver se tinha resultado para o exame RT-PCR feito no dia anterior. Nada. Resposta automática no WhatsApp do governo argentino, prevendo as consultas contínuas, informava que sabia de minha ansiedade, mas que ainda tinha que esperar o prazo estabelecido, entre 24 e 72 horas. O museu abriu às 11:00 horas. Pague-se entrada. Na bilheteria, comprei os bilhetes para mim e para Gastón, totalizando ARS 1.030,00 (R$ 29,42), pagos em dinheiro. Emi pagou meia por ser aposentado. O espaço expositivo do museu é fácil de percorrer, um caminho único, que lhe permite ver todas as salas nos dois pisos do sobrado que, na época de Evita, abrigava mulheres desemparadas. O museu é bem cuidado, mostrando um pouco da história de Evita e da Argentina, através de objetos, móveis, escritos, vídeos e vestidos, muitos vestidos, que pertenceram a ela. No segundo piso, há um bonito pátio com azulejos e uma pequena fonte que me remeteu à Espanha.

Findo o percurso, resolvemos beber algo refrescante. Há um restaurante acoplado ao museu. Foi nosso destino, mas, ao invés de entrar pelo próprio museu, demos a volta por fora, entrando na rua perpendicular à rua onde está o Museo Evita.

Restaurante: Museo Evita Restaurant.

Endereço: Juan María Gutiérrez, 3.926, Buenos Aires, CABA, Argentina.

Instagram: @museoevitarestaurant

Data: 14/01/2022 (sexta-feira) - almoço.

Especialidade: bistrô, com pratos rápidos.

Curiosidade: fica acoplado ao Museo Evita, mas tem entrada independente.

Minha nota: 7 (sete).

Tempo no local: 2 horas.

Valor pago: ARS 3.750,00 (R$ 107,14), pagos em dinheiro, já incluída a gorjeta. Valor para duas pessoas (eu e Gastón).

Ambientetem três ambientes, um pátio externo, na entrada do restaurante e dois salões internos. No primeiro deles, há também um balcão para pedidos rápidos. Ficamos no salão mais ao fundo, onde o ar condicionado estava um pouco melhor. Neste salão, há passagem para quem está no museu. Uma escada leva ao segundo piso, onde ficam os banheiros. O pátio externo é um charme, cheio de plantas, uma tranquilidade, mas com o calor que fazia, era impossível ficar nele. Iluminação natural chega muito bem nos dois salões internos. A decoração é simples, com paredes brancas e luminárias retrô. O piso chama a atenção por ser quadriculado em preto e branco. Mesas de madeira, com cadeiras confortáveis. 

Serviço: eficiente. Por ter menu executivo, os pratos oferecidos no dia, indicados em uma lousa, chegam bem rápido à mesa. Guardanapos de papel. Nada de toalhas nas mesas, apenas jogos americanos descartáveis. Não cobram cubierto para quem almoça.

A experiência
a ideia, quando chegamos, era apenas fazer hora, tomar algo refrescante, mas fomos ficando até que chegou a hora de almoçar. Comecei com uma Pepsi light (ARS 190,00), e durante o almoço, pedi outra e um baldinho cheio de gelo. Tanto eu, quanto Gastón, escolhemos o menu del día (ARS 1.560,00 cada um), que incluía um prato principal, uma guarnição, uma sobremesa e uma garrafa de água com gás ou uma taça de vinho. No caso, escolhi a água com gás, bife de chorizo, arrroz pilaf y madedonia de frutas. O prato veio bem montado, com um molho chimichurri servido em um potinho. Carne macia, ao ponto, como pedi. Era tão macia que cortava com o próprio garfo, mas veio com muita gordura para meu gosto. O arroz estava cremoso, bem temperado. Salada de frutas é salada de frutas, mas tem que estar fresca, e estava. Refrescante para o calor que fazia. Não foi a melhor refeição que fiz nesta viagem, mas foi boa.

Durante o almoço, já servida a sobremesa, consultei mais uma vez o WhatsApp para conferir um possível resultado. Para minha alegria, o resultado do teste RT-PCR, feito na manhã do dia anterior, tinha saído com resultado negativo. Senti um mega alívio. Todos pegaram o celular para consultar, mas de ninguém mais tinha saído. Passados dez minutos, foi a vez de Gastón ter seu resultado, também negativo, só que o do teste de antígeno, feito um par de horas antes. Consultei novamente e meu resultado do teste de antígeno também tinha saído, negativo. Rogério consultou e nada de resultados. Emi consultou e falou com voz embargada que o teste dele de antígeno tinha dado positivo. Foi um balde de água fria na mesa. Emi saiu com semblante preocupado, subindo para o banheiro. Eu coloquei a máscara de imediato, assim como Gastón e Rogério. Muitas especulações, muitas dúvidas do que fazer.

Terminado o almoço, de forma tensa, voltamos caminhando até a estação Plaza Italia do metrô, onde fizemos o caminho inverso da ida, descontando mais ARS 120,00 pelos 4 bilhetes na SUBE. Descemos na estação Catedral. Emi e Rogério sempre caminhando com distanciamento para conosco.

No hotel, Gastón pegou R$ 400,00 para fazer câmbio, quando o trocou por ARS 14.000,00, passando, em seguida, no Carrefour Express para comprar as últimas guloseimas para trazer para o Brasil, onde gastou ARS 4.020,00 (R$ 115,00), pagos em dinheiro.

Eu não acompanhei Gastón, ficando no quarto. Rogério ligou dizendo que resolveram fazer novo teste de antígeno, desta vez em um laboratório particular, já que o dele ainda não tinha saído nenhum resultado.

Dormi.

Acordei já de noite, com o telefone tocando. Gastón atendeu. Era Rogério informando que os resultados dos exames de antígeno que pagaram tinham saído e ambos deram negativo. Era um alívio para eles viajarem no dia seguinte. Chamou para jantar para comemorar, queriam ir em um restaurante premiado. Além de nossa grana já estar curtíssima, tive receio de sair com eles, pois tenho a imunidade baixa por causa de um tratamento que faço contra artrite psoriática, e não sabia qual dos resultados de Emi poderia ser confiável. Afinal há resultados falso-positivo e falso-negativo. Declinamos do jantar comemorativo.

Gastón fez algumas consultas de restaurantes. Ele queria comer carne. Propôs o La Bisteca, que eu de pronto aceitei, pois não o conhecia. Fomos só nós dois.

Chamamos um Uber Confort, pelo qual pagamos, em dinheiro, ARS 350,00 (R$ 10,00) pelo trajeto Hotel 725 Continental - La Bisteca (Puerto Madero).

Restaurante: La Bisteca.

Endereço: Alicia Moreau de Justo, 1.890, Puerto Madero, Buenos Aires, CABA, Argentina.

Instagram: @labistecagrill

Data: 14/01/2022 (sexta-feira) - jantar.

Especialidade: buffet variado, self-service a preço fixo.

Minha nota: 7 (sete).

Tempo no local: 1 hora e meia.

Valor pago: ARS 6.360,00 (R$ 182,00), pagos em dinheiro, já incluída a gorjeta. Valor para duas pessoas (eu e Gastón).

Ambienteocupa uma loja bem grande em uma das docas de tijolinhos vermelhos em Puerto Madero. Tem entrada tanto pela avenida, quanto pela área próxima aos diques. São vários salões internos, com decoração sóbria, acompanhando a parte externa do edifício. Iluminação amarelada. Mesas gigantes indicam que é frequentada por grupos, especialmente de turistas. Mesas cobertas com toalhas brancas, com guardanapos de pano. O buffet é montado em uma mesa, em local mais próximo da entrada da avenida, com dois balcões laterais lotados de iguarias. Em um outro balcão, enorme, são servidas as massas, feitas na hora, e as carnes e legumes assados na parrilha. Ficamos em uma mesa no fundo do salão, ao lado da vidraça que dava vista para o dique. O piso é quadriculado de preto e branco.

Serviço: os garçons são atentos e atenciosos, servindo rapidamente as bebidas solicitadas. Já no balcão dos assados, o empregado é muito mal humorado, atende as pessoas como se estivesse fazendo um favor incalculável.

A experiênciaum buffet é difícil de avaliar, pois a variedade é muito grande de itens, e sempre fico em dúvidas de como montar meu prato. Tem itens ótimos e tem aqueles secos, ruins. Preferi comer as entradas frias, das quais destaco uma salada de grão de bico, e depois, abusei dos legumes assados, especialmente berinjela e milho verde. Comi apenas um pedaço pequeno de uma carne assada, que estava bem macia. Outra coisa que sempre acontece comigo em self-service livre é que vejo tanta coisa que perco a vontade de comer. Sou um ótimo cliente para estes restaurantes, pois como pouco. O milho verde assado estava muito bom, tanto é que repeti. Os pães que o garçom colocou na mesa, também disponíveis no buffet, estavam bem gostosos. Para beber, apenas Coca Cola sem açúcar. 

Para voltar, chamamos um Uber X, pagando, em dinheiro, ARS 300,00 (R$ 8,57) pelo trajeto La Bisteca - hotel.

Entramos no quarto às 22:05 horas. Tinha sido um dia quente, longo, tenso e cansativo.

Até hoje, data em que escrevo este relato, os resultados dos dois testes que Rogério fez não saíram, assim como os de Emi e de Gastón referentes ao RT-PCR.

Continua...

sexta-feira, 11 de março de 2022

ARGENTINA - DIA 12 - HOP ON HOP OFF E MALBA

13/01/2022
(quinta-feira) - tomamos café da manhã mais cedo, pois o combinado era sair do hotel por volta de 09:00 horas para ir fazer o teste RT-PCR na unidade de saúde do governo argentino montada no Teatro Colón. Fomos caminhando. Ventava, mas o vento era quente.

Como era esperado, havia um fila. Entramos nessa fila às 09:30 horas. Acreditávamos que demoraríamos muito ali. A fila dava uma pequena andada e parava. Nós não tínhamos como ver onde começava, pois estávamos na rua antes de virar a esquina. Quando chegamos na esquina, vimos que a lentidão era devida a um jovem que evitava ficar no sol e só andava quando sabia que ficaria na sombra em seu novo lugar. Depois que ele alcançou somente sombra, a fila desenrolou. Muita gente com sinais claros de covid ou gripe na fila. Muita tosse, muito espirro e até pessoas com agasalhos de frio, sinal que estavam com febre. Em nossa vez, o empregado que organizava a fila disse que não podíamos fazer o exame, pois ali só atendia quem tinha sintomas. Não atendia quem iria viajar. Protestamos, pois ninguém avisou isto quando estávamos na fila. Três enfermeiras passaram na fila, perguntamos por três vezes se fazia o teste para viagem, com resposta positiva. Ele foi consultar uma colega, deixando-nos passar em seguida. Ele indicava os guichês para onde cada um ia. Fomos cada um para uma mesa diferente. Rogério ficou ao meu lado. Ainda bem, pois ele não entendia nada que a moça falava e ela tampouco entendia o que ele dizia. Fiz o papel de tradutor. Entreguei  minha carteira de identidade, pois sabia que o sistema do governo não aceitava documentos com letras. No entanto, minha identidade é de Minas Gerais e tem letra. Mostrei o CPF e pedi para anotar aquele número. Ela não protestou. Em seguida, pediu o número do celular, pois era com ele que acessaríamos o resultado do exame. Rogério titubeou nesta hora, pois não sabia seu número de cor. Não foi falta de avisar, pois Gastón falou para todos anotarem o número do celular em um papel e mostrar para os atendentes. Findo o cadastro, ela me entregou uma senha, indicando o caminhão do lado de fora para fazer o teste. A maioria dos que estava na fila era para fazer o teste de antígeno, cujo material era colhido dentro do teatro. Já o RT-PCR, no caminhão. A sorte é que não tinha ninguém para entrar. Um homem pegou meu documento e minha senha e logo fui chamado. No caminhão, o material era colhido em um apertado ambiente, onde entravam duas pessoas por vez. Na minha frente, um homem carregando uma criança de colo. O homem tossia muito. Enfiaram o cotonete no meu nariz, colheram o material, informando que o resultado sairia entre 24 e 72 horas, cujo acesso se daria fazendo a leitura do QR Code que estava no cartão que me entregaram ou adesivado na lateral do caminhão. Fiz a leitura do código enquanto esperava os demais concluírem seus testes.

Eram 10:10 horas quando fomos todos liberados. Muito rápido, por sinal. Como o resultado poderia sair depois de nossa viagem, mantivemos a ida à La Rural na manhã seguinte para fazer o teste de antígeno.

Eu queria fazer o tour hop on hop off, aqueles que são feitos em ônibus de dois andares, que você pode descer e subir em paradas determinadas durante todo o período de vigência do bilhete comprado. Também queria ir ao Museo Malba, um dos pontos de parada do tour. Gastón não queria fazer nenhum dos dois, preferindo ir encontrar a família. Gastón seguiu de volta para o hotel, enquanto eu, Emi e Rogério fomos para a parada mais próxima do tour para começar nosso passeio. Chegamos no ponto do Buenos Aires Bus - o  ponto 01 (Teatro Colón), esperamos uns cinco minutos e o ônibus chegou. Infelizmente não vendiam o tíquete dentro dele. Ou era vendido on-line lendo o QR Code na lateral do ônibus ou comprava no ponto fixo, que ficava depois do Teatro Colón. Não conseguimos acessar o QR Code. Dava erro. Perguntamos onde era o ponto de venda. O empregado da empresa apontou para o local, umas quatro quadras de onde estávamos.

Caminhamos a passos largos, chegando em um local com um cartaz dizendo "tíquetes para o tour de ônibus à venda aqui", só que nada havia, apenas uma parede. Um vigilante do Teatro Colón nos ajudou, mostrando um ônibus parado poucos metros à frente. Era o tal ponto fixo de venda.

Uma moça me atendeu. Era argentina, mas falava perfeitamente o português, assim como inglês e francês. Comprei o tíquete de 24 horas, que poderia ser usado até às 10:30 horas do dia seguinte. Por ele, paguei ARS 4.000,00 (R$ 238,84 na conversão do cartão de crédito, já incluído o IOF). Com o tíquete, recebi um fone de ouvido amarelo. Os serviços do tour começam às 09:00 horas e terminam às 20:40 horas, mas tem que ficar atento com o ônibus que se pega, pois há alguns cujo término é a partir das 17:00 horas.

Tivemos que voltar ao ponto 01 para tomar o ônibus. São 22 paradas ao longo do percurso, cobrindo os principais pontos de interesse turístico da cidade. Assim que o ônibus chegou, nosso tíquete foi trocado. Tivemos que subir para o segundo piso, pois ninguém podia ficar no primeiro piso por causa das restrições impostas devido à covid. No segundo piso tinha uma parte fechada, com ar condicionado, mas, como era de se esperar, estava lotada. Ficamos sentados em local ao ar livre. Coloquei meu fone de ouvido, escolhi o português (há 9 opções de idiomas) e aproveitei o passeio, tirando muitas fotos. Neste caminho, passamos por Plaza 25 de Mayo, Plaza del Congeso, Paseo de La Historieta, San Telmo, La Bombonera (onde muita gente desceu), La Boca-Caminito (onde muita gente subiu), Parque Lezama, Puente de La Mujer-Puerto Madero, Reserva Ecologica Costanera Sur, chegando à parada 11, Galerías Pacífico, onde o ônibus faz uma pausa de 20 minutos. Tempo para comprar alguma coisa para beber e ir ao banheiro. Fomos às Galerías Pacífico. Nela, antes de voltar para o ônibus, passamos no quiosque da Cachafaz, onde comprei um alfajor de chocolate meio amargo e uma garrafa de água com gás, que me custaram ARS 346,00 (R$ 9,88), pagos com dinheiro. Para mim, o Cachafaz é muito melhor do que o famoso Havana. Retornamos para o ônibus e seguimos o tour. Nessa nova etapa, passamos por Avenida 9 de Julio, Plaza San Martín, Parque Thays, chegando ao Malba, nossa parada. Descemos com sol escaldante. Eram 13:20 horas. Entramos rapidamente no museu para ficar em local climatizado. Primeiro fui à bilheteria para comprar a entrada (ARS 600,00), pagos com cartão de crédito (RS 35,81). Emi conseguiu pagar meia entrada por ser aposentado. Antes de conferir as quatro exposições em cartaz neste ótimo museu de arte latino-americana, entramos no restaurante Ninina, dentro do museu, para almoçar.

Restaurante: Ninina.

Endereço: Avenida Presidente Figueroa Alcorta, 3.415, Museo Malba, Buenos Aires, CABA, Argentina.

Instagram: @ninina.arg

Data: 13/01/2022 (quinta-feira) - almoço.

Especialidade: almoço rápido, confeitaria e café.

Curiosidade: tem cinco endereços em Buenos Aires. Fui na unidade que fica dentro do Museo Malba.

Minha nota: 3 (três).

Tempo no local: 1 hora.

Valor pago: ARS 1.570,00, pagos em dinheiro. Valor somente para mim, pois Gastón não nos acompanhou neste almoço.

Ambienteocupa um espaço do lado esquerdo de quem entra pelo museu. São dois níveis. No primeiro, uma mesa coletiva e um balcão à direita. Uma pequena escada dá acesso ao segundo nível, onde há mesas menores, próprias para uma refeição rápida antes ou depois das atividades culturais no museu. O local é bem iluminado, graças às vidraças que garantem a entrada da luz externa. Também há mesas em uma esplanada, cujo acesso se dá por esse segundo nível. Mesas de madeira, sem toalha, com frasco de álcool em todas elas. Escolhemos uma mesa no segundo nível, mas logo nos arrependemos, pois o sol em minutos bateu forte no nosso lugar. 

Serviço: boa brigada de garçons, que são muito simpáticos e atenciosos, mas, por ser um local para refeições rápidas, a chegada dos pratos à mesa foi um pouco demorada. Meu prato chegou primeiro que minha bebida. Por falar em bebida, faz a linha orgânica, não tendo refrigerantes no cardápio, o mexedor do café é comestível e o canudo é de material biodegradável. 

A experiência: queríamos uma refeição rápida. Assim escolhi um sanduíche de frango, bacon crocante, abacate, alface, queijo, presunto, tomate e maionese (ARS 1.250,00), e um copo de limonada com mel (ARS 320,00). O sanduíche veio acompanhado por batatas fritas, que vieram murchas, cheias de óleo e sem sabor. O pão do sanduíche era um pão de forma com sementes que tiraram do pacote, puseram o recheio e serviram no prato. Sem, nem sequer, dar uma leve tostadinha antes de montar o sanduíche. Queijo e presunto também sem passar no fogo. Enfim, nada gostoso. Pelo menos a limonada estava bem feita e saborosa.


Terminado o almoço, conferimos, cada um em seu tempo, as exposições "Las Metamorfosis", de Madalena Schwartz, sobre travestis e transformistas em São Paulo nos anos 70, com curadoria do Instituto Moreira Salles, pois era uma mostra de fotografias e vídeos. Depois vi "Latino-America Al Sur Colección Malba", com o acervo impressionante do museu, incluindo obras de brasileiros como Tarsila do Amaral (o famoso quadro O Abaporu), Di Cavalcanti, Portinari, Lygia Clark, Maria Martins, entre outros, além de importantes nomes da cena latino-americana de renome mundial, como exemplo cito a última aquisição do museu, o quadro "autorretrato com chango y loro", de Frida Kahlo. Depois, conferi a exposição "Rafael Barradas Hombre Flecha", com obras do pintor uruguaio Rafael Barradas. Neste piso, o último do museu, tem uma pequena lanchonete, onde parei para tomar mais uma garrafa de água com gás (ARS 120,00). Por fim, desci até o subsolo para ver a exposição "Foto Estudio Luisita - Temporada Fulgor", sobre um famoso estúdio fotográfico dos anos 1950 em Buenos Aires de propriedade das irmãs colombianas Luisa e Chela Escarria. Muitas fotos de pessoas das artes e da noite portenha, incluindo drags, travestis e trans.

Ante de deixar o museu, passamos na lojinha, mas nada compramos. Voltamos para a parada do ônibus turístico. Fazia um calor insuportável. Ficamos quase meia hora esperando para o ônibus chegar. Decidimos não descer em nenhuma outra parada. Continuamos a tirar fotos, continuamos no segundo piso, sem área coberta. Passamos por Planetario, Plaza Italia-Ecoparque, Plaza Julio Cortázar, Distritos Arcos (um shopping), Bosques de Palermo (sombras providenciais), Monumento a Los Españoles, Museo Nacional de Bellas Artes, Recoleta (ponto final do ônibus). Nesta parada, aproveitamos que muitos desceram e entramos na área coberta, com ar condicionado, do segundo piso. Um empregado da empresa veio comunicar que aquele ônibus terminaria a viagem na próxima parada, justamente onde iniciamos o tour pela manhã, o Teatro Colón.

Eram 17:10 horas quando descemos do ônibus. Do Teatro Colón até o hotel fomos caminhando, parando antes no Carrefour Express, onde comprei mais uma garrafa de 1,5 litros de água sem gás Glaciar, de baixo sódio, e uma garrafa de 2,5 litros de Crush Pomelo, cujo total, pago em dinheiro, foi ARS 190,00 (R$ 5,43).

Gastón já estava no hotel. Tinha passado no supermercado Dia para comprar guloseimas para trazer para casa.

Aproveitei o tempo no hotel para tomar um longo banho relaxante, consultar o resultado do RT-PCR (a ansiedade era grande) e dormir um pouco.

Rogério e Emi queriam jantar em um restaurante mais fino, mas nossa grana já estava no fim. Preferimos uma pizzaria, escolhendo a clássica Pizzería Güerrín. Somente eu e Gastón fomos à pizzaria. Seguimos a pé do hotel até o restaurante. Eram pouco mais do que 21:00 horas.

Restaurante: Pizzería Güerrín.

Endereço: Avenida Corrientes, 1.368, Buenos Aires, CABA, Argentina.

Instagram: @

Data: 13/01/2022 (quinta-feira) - jantar.

Especialidade: pizzaria.

Curiosidade: tradicional pizzaria portenha inaugurada em 1932.

Minha nota: 8 (oito).

Tempo no local: 1 hora.

Valor pago: ARS 2.490,00, pagos com cartão de crédito (R$ 151,28 na conversão do cartão já incluído o IOF). Valor para duas pessoas (eu e Gastón). Deixamos ARS 250,00 (R$ 7,14) como gorjeta.

Ambientena entrada, sempre muito movimentado, tem uma espécie de padaria, com uma boa variedade de facturas e doces exibidas nas vitrines, mas o principal movimento é das pessoas comprando pizza em fatia e comendo em pé, apoiadas em um balcão. Depois desta parte, entra-se no primeiro salão, com dois pisos, ambos com mesas de madeira, decoração com azulejos brancos e madeira, iluminação clara, bem ao estilo de cantinas italianas clássicas. No lado esquerdo, uma porta e um extenso corredor escuro, dão acesso a outro salão, enorme, com pé direito alto, movimento dos pizzaiolos à mostra, muitas mesas. Decoração moderna, com desenhos nas paredes. Até parece outra pizzaria. Este salão tem o nome de Patio Napolitano. Mesas e cadeiras de madeira, sem toalhas.

Serviço: enorme brigada de garçons, que são muito prestativos, atentos e atenciosos. Mesmo com um movimento surreal de gente, que sai e chega a todo o instante, os pedidos nada demoraram para serem servidos em nossa mesa. 

A experiência
: cardápio extenso, com muitas opções de recheios de pizzas, além de outras iguarias da gastronomia argentina, como as empanadas, servida assadas ou fritas. Começamos exatamente pelas empanadas fritas de carne (ARS 210,00 a unidade). Pedimos uma para cada. De bom tamanho para uma entradinha, foram fritas na hora e chegaram muito quentes à mesa, quase queimei as mãos ao pegar a minha. Recheio farto, suculento, mas, como em todo lugar na Argentina, com excesso de cominho para meu paladar. Para beber, pedi uma garrafa de Pepsi light (ARS 220,00), enquanto Gastón pediu uma taça de Moscato (ARS 260,00). Já tinha ido à Güerrin mais de uma vez. A pizza de muçarela de lá é insuperável. Pedimos uma pizza grande, toda de muçarela (ARS 1.270,00). A quantidade de queijo que vem é quase surreal. Cada fatia no prato é um festival de muita muçarela derretendo. Abundância e sabor em uma só bocada. Vale muito uma visita à Güerrín. Sobrou pizza, pois só eu e Gastón estávamos jantando naquele noite, sem Emi e Rogério. Pedimos para embrulhar para viagem e entregamos para um morador de rua que vimos procurar comida no lixo na região do Obelisco.

A volta também foi a pé, mas a noite estava mais agradável, com um vento gostoso. Chegamos mais cedo no hotel, por volta de 22:30 horas.

Continua...

quarta-feira, 9 de março de 2022

ARGENTINA - DIA 11 - CCK E PUERTO MADERO, BUENOS AIRES


"Esfera Azul", 2015, de Julio Le Parc

12/01/2022
(quarta-feira) - nem bem acordo e o calor já estava sufocante do lado de fora. Novamente café da manhã no hotel. Durante o café, comentei com os demais que estava preocupado em fazer o exame RT-PCR na sexta-feira, pois tinha lido que o volume de pessoas fazendo exame era muito grande, motivando atrasos na entrega dos resultados. Na mesma matéria, li que havia postos extras para exame em vários pontos da cidade para os quais não havia agendamento, bastava chegar e enfrentar a fila para colher o material do exame. O mais próximo do hotel estava nas dependências do Teatro Colón, que fica a uns 800 metros de onde estávamos. Decidimos, em uníssono, fazer o exame na quinta-feira. Para evitar dores de cabeça, mantivemos a agenda da sexta-feira no La Rural, mas mudaríamos o exame para antígeno, pois o seu resultado sairia entre 12 e 24 horas.

O calor e o cansaço da viagem após 10 dias nos fizeram enrolar bastante para sair. E o fizemos em hora errada, pois deixamos o hotel às 13:00 horas, no auge do calor e da sensação térmica batendo os 38º C. Nosso destino era o Centro Cultural Kirchner, conhecido como CCK. Fomos caminhando, parando na Plaza 25 de Mayo para tirar fotos, entramos na Catedral, mais fotos, e seguimos em frente. Chegamos na porta do CCK por volta de 13:30 horas. Ainda estava fechado. Seu horário de abertura é às 14:00 horas. Aproveitamos para conhecer as estátuas que ficam na esplanada em frente ao centro cultural.

O prédio era sede da empresa de correios da Argentina, tendo se transformado em centro cultural no governo de Cristina Kirchner. Ele foi batizado de Centro Cultural Kirchner em homenagem ao marido  de Cristina, Nestor, então falecido, que havia governado o país antes dela.


Fachada do CCK

O CCK abriu às 14:05 horas. Tinha uma dezena de pessoas para entrar. Fizemos fila para passar no balcão para fazer nosso registro. Uma visita guiada estava programada para às 15:00 horas. Era muito tempo para esperar. Resolvemos fazer a visita aos espaços expositivos do CCK por nossa conta.

Fizemos a visita de baixo para cima. Fomos pelas escadas rolantes. Sempre no meio do edifício uma estrutura me chamava a atenção, era o auditório batizado de Balena Azul, por seu formato remeter a forma de uma baleia. Infelizmente, somente no tour da visita guiada é permitida a entrada, ou se você tem um ingresso para os espetáculos que lá acontecem.

Outro destaque do local é a Esfera Azul, obra de Julio Le Parc, feita de acrílico, que fica pendurada no centro do hall principal. Sua cor azul, seu brilho e sua modernidade contrastam com a arquitetura antiga do edifício, mas esses elementos se completam de forma harmónica, tipo a Pirâmide do Louvre com o prédio que abriga o museu.


"Tatuadx", 2019, de Ana Clara Soler

Também destaco a grande luminária, dentro da qual há dois níveis de espaço expositivo onde estava em cartaz a mostra Premio Adquisición de Artes Visuales 8M, Edición 2021. Arte contemporânea. Algumas eu gostei, mas a maioria não teria em casa.

Ainda passamos pela Sala Evita, uma espécie de museu com objetos de Eva Perón. Para entrar na sala, tivemos que chamar alguém para abri-la, pois tinham esquecido de fazê-lo.

Quando terminamos nosso tour, vimos a turma da visita guiada começar a andar. Eram 15:30 horas. A fome berrava. Puerto Madero estava a poucos metros. Fomos para lá almoçar, escolhendo o Johnny B. Good, uma hamburgueria decorada com motivos de rock.


Restaurante
: Johnny B. Good
.

Endereço: Avenida Alicia Moreau de Justo, 740, Puerto Madero, Buenos Aires, CABA, Argentina.

Instagram: @jbgpuertomadero

Data: 12/01/2022 (quarta-feira) - almoço.

Especialidade: grill e sanduíches.

Minha nota: 3 (três).

Tempo no local: 1 hora e 15 minutos.

Valor pago: ARS 2.547,00, com cartão de crédito (R$ 157,23 na conversão do cartão, já incluído o IOF). Valor para duas pessoas (eu e Gastón).

Ambienteocupa um ampla loja na ponta de uma das docas de tijolinhos avermelhados de Puerto Madero. Há mesas do lado externo e um ambiente interno bem grande, com vários tipos de mesas e cadeiras. A decoração remete ao rock, é escura. Tem um balcão para quem quiser somente tomar drinques, pois a casa funciona como bar, sendo muito movimentada no período da noite. Música alta. Vidraças grandes garantem a entrada de boa luz durante o dia.

Serviço: ruim. Quando chegamos, havia duas empregadas no totem de recepção, mas nenhuma delas nos dirigiu a palavra. Entramos, andamos pelo espaço, que estava vazio, com poucas mesas ocupadas no lado onde a luz externa entrava com mais intensidade. Foi lá que nos acomodamos em uma mesa de madeira, que estava suja. A garçonete veio, entregou os cardápios, limpou a mesa e se postou ao lado em situação constrangedora para nos apressar a escolher. Depois que fizemos os pedidos, ela foi lançá-los no sistema, retornando com a conta, alegando que estava na hora dela largar o serviço. Obviamente que falamos que só pagaríamos depois de terminar o almoço. A cara de poucos amigos que ela fez foi imediata. A comida demorou a chegar, mesmo com pouca gente no recinto. A garçonete não nos atendeu mais. Um garçom, bem mais simpático, foi o responsável pelo atendimento até o final.

A experiência: para beber, duas latas de Coca Cola sem açúcar, uma para mim e outra para Gastón. Para comer, eu pedi um hamburger house e Gastón um sanduiche ternera. Ambos vieram acompanhados por fritas. Eu não gostei do meu pão. Estava com gosto de velho, mesmo tendo sido passado na chapa. A carne estava bem cozida, mas não me agradou  no paladar. As batatas, como está nítido na foto que ilustra esta postagem, estavam com aspecto feio, escuras e murchas.


Terminado o almoço, caminhamos pela região de Puerto Madero, mas o calor era quase sufocante. Uma volta em uma doca já foi o suficiente para suar em bicas. Retornamos para o hotel, também a pé, onde ficamos até 21:15 horas.

Sem planos para jantar, e sem vontade de pegar transporte público ou privado, caminhamos do hotel até a Avenida 8 de Julio, onde paramos no restaurante La Tierra. Ele fica em uma esquina, dentro de um hotel, com entrada separada. Entramos, sentamos, vimos o cardápio, que era muito enxuto, esperamos, esperamos, esperamos e nada de algum garçom nos atender. Saímos, indo em direção à Avenida Corrientes, onde existem muitos restaurantes. Mas nenhum agradava a Emi. Caminhamos horrores. Gastón lembrou de uma indicação dos amigos argentinos, que ficava perto. Era o bar Los Galgos. Aí jantamos.

Restaurante: Los Galgos Bar.

Endereço: Avenida Callao, 501, Buenos Aires, CABA, Argentina.

Instagram: @losgalgosbar

Data: 12/01/2022 (quarta-feira) - jantar.

Especialidade: gastronomia argentina clássica.

Curiosidade: é um clássico da região central de Buenos Aires, classificado como bar notável. A casa é especializada em drinques com Vermut.

Minha nota: 7 (sete).

Tempo no local: 1 hora e 25 minutos.

Valor pago: ARS 2.490,00, com cartão de crédito (R$ 151,28 na conversão do cartão, já incluído o IOF). Valor para duas pessoas (eu e Gastón). Deixamos ARS 250 (R$ 7,14) de gorjeta.

Ambienteocupa uma loja de esquina. Salão interno com mesas bem coladas umas nas outras. Balcão grande ao fundo, em frente à porta de entrada. Mesas e cadeiras de madeira, que são confortáveis. Não há tolhas cobrindo as mesas. Iluminação com tons amarelados, dando um ar que o local é antigo, e de fato o é. Há um bar no segundo piso, mas não conhecemos, pois já tinha terminado o happy hour quando chegamos para comer e não havia como acessar o ambiente.

Serviço: como o bar é notável, o serviço é muito bom, com garçons experientes, sabendo tratar bem o cliente. Há pessoas que devem frequentar muito o bar, pois os garçons as conhecem pelos nomes. Cardápio extenso, com muitas iguarias da gastronomia argentina. Muitas opções de petiscos para compartilhar. Nossos pedidos chegaram bem rápido à mesa. Não cobraram cubiertos.

A experiência: eu e Gastón compartilhamos tudo que pedimos: garrafa de 500 ml de água com gás (ARS 250,00), um sifão de 1 litro de água gaseificada, que eles chamam de soda (ARS 90,00), uma porção de buñuelos de acelga (ARS 650,00). Vieram nove bolinhos com massa escura, acompanhados por uma maionese de alho. Aparência não muito convidativa, mas muito saborosos, com tempero delicioso. Poe dentro, assume uma coloração esverdeada por causa da acelga. Preferi comer sem a maionese. Depois chegou o revuelto de gramacho  clásico (ARS 890,00). Também a sua aparência não ajudava, mas, novamente, o sabor era sensacional. Ovos mexidos com cebola, presunto, ervas, queijo, levemente gratinado, cobertos com uma porção de batata palha. Para terminar, dividimos um flan 12 huevos (ARS 520,00), que veio com uma cobertura de doce de leite. Achei bom na primeira colherada, mas depois enjoei, pois estava muito doce.

Retornamos a pé para o hotel. Já passavam de 23:30 horas e o calor ainda reinava absoluto.

Meia noite em ponto e eu entrava no quarto. Hora de descansar.

Continua...

domingo, 6 de março de 2022

ARGENTINA - DIA 10 - BATENDO PERNA EM RECOLETA, BUENOS AIRES

11/01/2022 (terça-feira) - acordei às 08:15 horas, novamente com o alarme do celular tocando. O quarto estava quente, pois o ar condicionado não funcionava direito. Descemos para tomar café, o primeiro no 725 Continental Hotel. Mesas afastadas umas das outras, frascos com álcool gel apenas no balcão de atendimento e nas bordas do buffet. Aproveitei que ainda estava pouco movimentado (eram 09:30 horas) para preencher meu frasco individual de álcool gel.

O buffet era bom, com muita variedade de itens. Tinha pomelo fresco, cortado em rodelas. Aproveitei e comi bastante desta fruta amarga que adoro. Combinamos de nos encontrar na recepção do hotel às 11:30 horas. O calor já era insuportável. Coloquei muito protetor solar no rosto, braços, pescoço e pernas. Como não tinha o chapéu balde, peguei um boné de Gastón emprestado.

Saímos às 11:40 horas. Nosso destino era a Recoleta, onde iríamos bater perna. Resolvemos ir de metrô, pois a estação Catedral fica a duas quadras do hotel. Na estação, Gastón carregou sua Tarjeta Sube (cartão magnético para uso no transporte público de Buenos Aires) com ARS 300,00 (R$ 8,57). Tinha ARS 65,00 de saldo. Eu tinha um cartão deste a última viagem à Buenos Aires, mas nós quatro usamos o cartão de Gastón. Ele colocava o cartão no leitor da catraca, ela era liberada, descontando o valor da passagem, que era ARS 30,00, individual por viagem, e um de nós passava. Foi o mesmo procedimento para todos. Pegamos a Línea D, descendo na estação Puyerredón, quando tomamos a Línea H, descendo na estação Las Heras, onde saímos do metrô. O calor era insano.

Gastón conhecia a região e nos guiou, quando caminhamos por três quadras, sempre buscando o pouco de sombra que tinha, chegando ao Urban Recoleta Mall. Entramos para aproveitar o ar condicionado. Emi e Rogério queriam comprar um chinelo. Aproveitamos que estávamos ali e procuramos. Eles encontraram o que queriam, mas não a numeração exata. Saímos do shopping para continuar nossa caminhada. Fomos andando seguindo o muro do Cemitério da Recoleta, passamos por sua entrada, mas como todos já o conheciam, seguimos até a singela Iglesia Nuestra Señora Del Pilar que faz divisa com o famoso cemitério. Entramos, tiramos fotos e voltamos para a praça em frente, onde há marcos que indicam o melhor local para enquadrar a igreja na foto. Necessitávamos de uma parada para tomar algo refrescante. Tentamos o Panera Rosa, que fica na contra esquina do café La Biela, mas estava lotado e nos pareceu que não havia ar condicionado, pois todas as janelas estavam abertas. Com Gastón contrariado, entramos no clássico La Biela (Presidente Manoel Quintana, 596, Recoleta). O café é muito grande, com decoração pesada (muita madeira e espelhos). Escolhemos uma mesa perto de uma janela. A temperatura ambiente estava agradável. Pedi uma Coca Cola sem açúcar e Gastón uma garrafa de água saborizada de maçã, pelo qual pagamos, em dinheiro, ARS 1.160,00 (R$ 33,14), já incluída a gorjeta. Caro, local para pegar turista. Enquanto estivemos na mesa, resolvi verificar o agendamento para fazer o teste RT-PCR (covid), obrigatório para nosso retorno ao Brasil (podia ser também o antígeno). A exigência brasileira era teste RT-PCR com resultado negativo feito até 72 horas antes do voo ou antígeno com resultado negativo até 24 horas antes do voo. O governo argentino disponibiliza o teste gratuitamente, incluindo estrangeiros, desde que o documento de identidade não contenha letras. Para agendar, há um aplicativo próprio. Nossa ideia era agendar para o dia 13/01/2022, pois nossa volta era em 15/01/2022. Quando acessei o agendamento, não havia mais horário disponível para o dia 13/01/2022. Tive que marcar para 14/01/2022, assumindo o risco de não ter o resultado antes da viagem. Gastón, Rogério e Emi também agendaram para o mesmo dia, local e horário: dia 14/01/2022, sexta-feira, às 10:15 horas, La Rural, local mais central e de fácil acesso por transporte público. Todos recebemos a confirmação do agendamento por e-mail, menos Emi. Ficamos no La Biela de 12:20 às 13:40 horas. Fizemos hora para esperar o Centro Cultural Recoleta abrir para conferir as exposições que estavam em cartaz. Abria às 13:30 horas.

Na porta do Centro Cultural La Recoleta, descobrimos que para entrar tinha que apresentar certificado de vacinação, que tínhamos em mãos, mas também fazer um agendamento lendo um QR Code que estava em um cavalete na calçada em frente à sua entrada. Fiz a leitura, que me direcionou ao site do centro cultural, onde tive que fazer um cadastro e depois indicar qual a exposição eu visitaria. Para cada exposição, o mesmo procedimento. Não podia agendar mais de uma delas em um único agendamento. Muita gente reclamando desta dificuldade. Escolhemos a mostra Nativas - Plantas Nativas de Buenos Aires - Premio Latido. Com a confirmação no celular, mostramos o certificado de vacinação, e entramos em uma pequena fila para colocarem um pulseira no nosso pulso que indicava a exposição que visitaríamos. No balcão, informaram que as mostras Inventario (que tinha um desenho na fachada do edifício) e Callejón de Los Elementos não necessitavam de pulseiras para visitar. A Inventario ocupava as paredes do corredor de acesso a todas as salas do prédio principal, enquanto a Callejón estava nas paredes do pátio interno. 

Na entrada de cada espaço expositivo havia uma pessoa da casa para checar a cor da pulseira no pulso dos visitantes. Como não havia ninguém na entrada da sala onde estava a mostra Codigolux, entramos para ver. Nada interessante. Em seguida, acessamos o pátio interno, com grafites nas paredes exaltando a cultura hip hop. Era a mostra Callejón de Los Elementos, uma intervenção coletiva nas paredes do Patio del Aljibe, feita pelos artistas grafiteiros Hernán Borda, Luciano Gatti, Mauro Gauto, Ladyb, Mako e Membs. Havia um palco montado para apresentações, geralmente no horário noturno.

Depois, percorrendo devagar o corredor para apreciar o forte colorido dos desenhos da mostra Inventario, tirando muitas fotos, chegamos à sala onde ficava a exposição Nativas, uma série de pinturas e desenhos com o mote plantas nativas de Buenos Aires. Também me chamou a atenção o uso de cores fortes pelos artistas.

O acesso às demais áreas comuns do centro cultural estava liberado. Fomos para o prédio anexo, onde fazia conexão com o antigo shopping Buenos Aires Design Center, que está sendo remodelado para ser um novo espaço de compras e entretenimento. Lá havia um posto do governo para vacinação contra a covid. Também acessamos uma sala como uma exposição de artistas mulheres, mas logo fomos abordados por uma empregada do local dizendo que nossa pulseira não dava acesso àquela exposição. Eram 14:40 horas. A fome apertava. Hora de almoçar. Gastón sugeriu a unidade do El Club de La Milanesa que ficava em frente ao Urban Recoleta Mall. Para lá seguimos.


Restaurante: El Club de La Milanesa.

Endereço: Azcuénaga, 1.898, Recoleta, Buenos Aires, CABA, Argentina (tem outros endereços na capital e em outras cidades argentinas).

Instagram: @elclubdelamilanesa

Data: 11/01/2022 (terça-feira) - almoço.

Especialidade: milanesas.

Minha nota: 6 (seis).

Tempo no local: 1 hora.

Valor pago: ARS 2.576,00, com cartão de crédito (R$ 159,12 na conversão do cartão, já incluído o IOF). Valor para duas pessoas (eu e Gastón).

Ambientefica localizada em uma loja de esquina. Há dois pisos, sendo que quando chegamos o salão do piso superior não estava funcionando, apenas para uso dos banheiros. No piso inferior, salão pequeno, com um grande balcão ao fundo. Decorado com plantas de plástico nas paredes e pendentes do teto. Amplas vidraças garantem uma boa iluminação vinda do exterior. Mesas de madeira, estilo mais rústico, sem toalhas. Guardanapos de papel.

Serviço: muitos itens da carta que nos foi apresentada estava em falta, especialmente as milanesas e sanduíches vegetarianos. Garçons um tanto quanto entediados, mas garantiram um bom serviço. Pratos chegaram rapidamente à mesa, mesmo porque chegamos tarde e já não havia muita gente para fazer pedidos. Os clientes que lá estavam se preparavam para pagar suas respectivas contas.

A experiência: para beber, eu escolhi duas latas de Seven Up Lima-Limón, enquanto Gastón tomou uma Seven Up sem açúcar (ARS 195,00 a unidade). Gastón e eu dividimos uma milanesa tex-mex con ensalada (ARS 2.133,00). O prato, de alumínio grosso, veio muito bem servido com uma gigantesca milanesa com queijo branco pastoso, guacamole, salsa criolla e sementes de gergelim preto. Ao lado da carne, um bowl de vidro com dois tipos de alface, tomate picado e cenoura crua ralada. A carne estava muito macia com a crosta bem crocante. Achei que o cream cheese estava em excesso, assim como a salsa criolla (vinagrete). Não comi a salada, deixando tudo para Gastón. Valeu pela carne.

Findo o almoço, voltamos para o hotel, fazendo o caminho inverso que tínhamos feito na vinda: caminhada até a estação Las Heras, metrô línea H até Puyerredon, transbordo para a Línea D, descendo na estação terminal Catedral. Novamente usamos a Tarjeta Sube de Gastón, quando foram debitados mais ARS 120,00 do crédito que havia.

Antes de chegar ao hotel, passamos no Carrefour Express, que fica na esquina, para comprar uma garrafa de 1,5 litros de água mineral sem gás baixo sódio e um picolé, pelos quais pagamos ARS 163,00 (R$ 4,66), em dinheiro.

Nossos amigos Ariel e Luccho nos chamaram para jantar. Combinamos de nos encontrar mais tarde.

Entramos no hotel às 16:30 horas, saindo novamente às 20:45 horas, pois a reserva do restaurante La Mar, feita pelos amigos argentinos, estava marcada para às 21:30 horas.

Novamente usamos o metrô. Desta vez, usamos o saldo que tinha tanto no meu cartão quanto no cartão de Gastón para os quatro passes, totalizando ARS 120,00. Não foi necessário fazer baldeação. Línea D da estação Catedral até a estação Carranza. Dessa estação, caminhamos até o restaurante La Mar. Fazia um calor de lascar, embora ventasse bem quando atravessávamos as ruas. Chegamos na hora justa ao restaurante.

Restaurante: La Mar.

Endereço: Arévalo 2.024 (esquina com Nicaragua), Palermo, Buenos Aires, CABA, Argentina.

Instagram: @lamarbsas

Data: 11/01/2022 (terça-feira) - jantar.

Especialidade: gastronomia peruana.

Minha nota: 8 (oito).

Tempo no local: 1 hora e 40 minutos.

Valor pago: ARS 6.530,00, com cartão de crédito (R$ 401,29 na conversão do cartão, já incluído o IOF). Valor para duas pessoas (eu e Gastón). Deixamos, nós dois, ARS 500,00 de gorjeta, em dinheiro.

Ambienteocupa um amplo espaço de um edifício na esquina das ruas Arévalo com Nicaragua. Há dois ambientes, um externo, grande, com muitas mesas coladas umas nas outras, com ar mais descontraído, como um bar, e outro interno, com um salão em dois níveis, com as mesas encostadas nas paredes, enquanto um balcão ocupa o centro das atenções, com escritas em giz em lousas encostadas na parede. Decoração moderna, com muita madeira nas paredes e objetos que remetem ao mar. O teto tem tons azulados.

Serviço: nossos amigos argentinos Ariel e Luccho tinham feito reserva para quatro pessoas, sem saber que tínhamos companhia de Emi e Rogério. Gentilmente, eles nos cederam a reserva, agendada para 21:30 horas, horário em que nos apresentamos para a recepcionista. Ela conferiu o nome da reserva e nos levou para o salão interior. Ainda bem, pois o calor estava intenso. Mas como a imensa porta de acesso sempre estava abrindo e fechando, o ar condicionado interno não dava conta de deixar o ambiente em uma temperatura adequada. De toda forma, estava melhor do que do lado de fora. Brigada de garçons e cumins grande e eficiente. As dúvidas foram esclarecidas rapidamente. Cardápio digital, com acesso  lendo o QR Code em um display colocado na mesa. Frasco com álcool gel disponível em cada mesa. Guardanapos de pano. Pratos chegaram em tempo adequado.

A experiência: sigo sem poder beber nada com álcool, por isso não pedi algum drinque da casa. Dividi uma jarra de limonada de hibisco (ARS 1.000,00) com Gastón, que estava refrescante demais.

Para comer, também foram pratos divididos. Primeiro um ceviche mixto (ARS 1.690,00), com peixe e frutos do mar. Servido em um prato fundo de cerâmica com tons azuis, o ceviche de peixe branco e frutos do mar estava mergulhado em abundante leche de tigre misturado com ají amarillo batido no liquidificador. Amo os ceviches do chef Gastón Acurio (o La Mar é um de seus vários empreendimentos com unidades espalhadas em várias cidades do mundo). Eles são ácidos e apimentados e sempre fica aquela sensação de quero mais ao terminar.

Em seguida, roll grimanesa (ARS 1.700,00). Servidos em uma peça de cerâmica, são dez sushis de queijo, lagostim e abacate, cobertos com pedaços de peixe assados em espetos e batata palha. Para acompanhar, molho tipo teriyaki. Comemos com hashi. Indescritível a explosão de sabores na boca. Arroz com tempero no ponto, meio adocicado, meio ácido. Todos os ingredientes frescos.


Terminamos com causa nikkei (ARS 1.700,00). Servida em uma vasilha de cerâmica com esmalte azul escuro, não tinha um visual que me chamou a atenção. A massa de batata com toque ácido que forma a causa peruana estava recheada com abacate, tomate, ovo cozido, tendo por cima um tartare de truta agridoce com alga nori e aioli de abacate. Achei que os sabores dos ingredientes brigaram muito entre si, cada um querendo se sobressair mais que o outro no paladar. Confesso que não sou fã de truta, o que pesou na minha avaliação deste prato. Mas isso não estragou em nada o ótimo jantar que tivemos neste restaurante que figura na lista dos 100 melhores da América Latina.

Após um excelente jantar, fomos nos encontrar com Ariel e Luccho que estavam no bar Gallery, no mesmo bairro. Caminhamos. Lá chegamos às 23:25 horas. O bar tem decoração escura, com bonecos de todos os tamanhos de super heróis da Marvel e da DC.

Nossos amigos estavam no salão interno, mas com nossa chegada, passamos para o pátio interno, que era aberto. Ficamos a conversar, enquanto todos bebiam algo. Gastón tomou o drinque Cynar Smash e uma Coca Cola sem açúcar e eu fui de Coca Cola, também sem açúcar. Estas bebidas nos custaram 1.100,00 (R$ 31,43), que pagamos com dinheiro.

Enquanto estávamos no bar, vimos que os garçons já se movimentavam para fechar o local. Saímos às 00:30 horas. Em seguida, eles fecharam as portas.

Ariel e Luccho foram embora e nós pedimos um Uber, que não demorou a chegar. Ventava muito, o clima estava agradável. A corrida até o hotel nos custou ARS 456,00, pagos no cartão de crédito, direto da minha conta (R$ 26,74, já incluído o IOF).

Entramos no nosso quarto às 01:20 horas. Estava muito quente, mais quente do que na rua. Ligamos para a recepção. O atendente foi muito solícito, nos oferecendo um novo quarto. Saímos do segundo andar, quarto 211, indo para o terceiro, quarto 301. Não mudou muita coisa quanto ao ar, mas a temperatura estava mais amena.

Já passavam das duas horas da madrugada. O cansaço bateu forte.

Continua...

quinta-feira, 3 de março de 2022

ARGENTINA - DIA 9 - DE ROSARIO PARA BUENOS AIRES

10/01/2022 (segunda-feira) - Despertei antes das 8:00 horas, me arrumei para a viagem de carro de Rosario para Buenos Aires, subi para o último café da manhã no Esplendor by Windham Savoy Hotel.

Às 10:00 horas, todos já estavam com malas na recepção do hotel. Fiz o check out, conferindo o extrato da conta. Como estava tudo certo, pagamos nossas três noites em Rosario com cartão de crédito no valor de ARS 20.736,09 (R$ 1.273,80, já com o IOF incluído). O estacionamento também foi pago no momento do check out, no próprio hotel. Ficou em ARS 1.400,00, que dividimos entre os dois casais, cada um ficando responsável pelo valor de ARS 700,00 (R$ 20,00), pagos em dinheiro.

Todas as malas foram acomodadas no bagageiro do carro. Saímos do estacionamento às 10:23 horas, com destino a Buenos Aires. O trajeto tem 299,1 quilômetros. A primeira parada, já na estrada, foi para colocar combustível no carro. Enchemos o tanque. Total: ARS 3.630,00, também dividido pela metade. Nossa parte ficou em ARS 1.815,00 (R$ 51,81), valor pago em espécie.

Fazia muito calor. Aquela névoa de dia ensolarado e abafado dominava a estrada. A rodovia é toda duplicada, sendo muito movimentada. Neste trajeto, pagamos três pedágios, sempre com dinheiro, no valor individual de ARS 80,00 (R$ 2,58). Fizemos apenas uma parada, logo após o primeiro pedágio, em um posto de gasolina para esticar as pernas, ir ao banheiro e para Emi e Gastón fumarem.

Antes de Buenos Aires, paramos em Pilar, cidade que faz parte da região metropolitana da capital argentina, onde Luis, ex de Gastón, nos esperava com um almoço. Quando chegamos no sítio dele, por volta de 13:00 horas, Marta, minha cunhada lá estava. Gastón, Marta e Luis foram nadar. Eu e Rogério ficamos dentro da casa, que era super fresca, fugindo do sol e do calor. Luis preparou um fideo con tuco (espaguete com molho de carne cozida). Estava delicioso. Quando cheguei, tirei meu chapéu balde e o coloquei pendurado na cadeira. Saímos de Pilar às 17:00 horas. No caminho para Buenos Aires, lembrei-me do chapéu. Marta o guardou par mim.

Em Buenos Aires, passamos no Huinid Obelisco Hotel, onde tínhamos deixado parte de nossa bagagem no dia 04/01/2022, quando fomos para Federación. Pegamos as duas malas grandes e, com muito aperto, as colocamos no carro, seguindo para nosso novo hotel na cidade, o 725 Continental (Avenida Presidente Roque Sáenz Peña, 725), onde chegamos às 18:00 horas. O carro ficou estacionado na rua de trás até descobrirmos algum estacionamento nas proximidades.

O calor estava sufocante. Check in lento, pois havia apenas uma pessoa atendendo. Quando chegou nossa vez, nos atendeu um empregado com semblante bem abatido (depois soubemos que havia muitos empregados afastados com covid e que os que não estavam doentes estavam dobrando o serviço, alguns até mesmo dormindo, por poucas horas, no próprio hotel).

O recepcionista pediu um cartão de crédito para garantia, pois o pagamento seria apenas no check out, preenchemos as devidas fichas de registro, recebemos a chave magnética de nosso quarto (211) e ainda a indicação onde poderíamos deixar o carro. Gastón, por conhecer bem a região (o hotel fica a duas quadras da Plaza de Mayo), foi colocar o carro no estacionamento, enquanto eu subi para o quarto. Liguei o ar condicionado e o achei bem fraco. O controle de temperatura não obedecia aos comandos. Colocava 20º e ele voltava para 26ºC. Mas mesmo assim, estava melhor do que do lado de fora, onde os termômetros marcavam 32ºC naquela hora, quase anoitecendo.

Assim que Gastón retornou, fomos ao quiosque em frente para comprar uma garrafa de um litro de água mineral sem gás com baixo sódio, quando também compramos uma barrinha de doce de leite light Valquita (amo!), um alfajor, um Hall's sabor mel e um maço de cigarro. Total pago ARS 790,00 (R$ 22,57), cash.

Eu tinha vontade de conhecer o restaurante Narda Comedor, que figura na lista dos 100 melhores restaurantes da América Latina. Tínhamos que entregar o carro no Aeroparque. Todos concordaram com o restaurante. Emi e Rogério desceram elegantérrimos, enquanto eu e Gastón preferimos nosso look usado desde o início da viagem, ou seja, camisa de malha, bermuda e sandália. Decidimos ir de carro ao restaurante, pois ele poderia ser entregue até às 23:30 horas. 


Caminhamos até o estacionamento onde Gastón tinha deixado o carro, a três quadras do hotel. Pagamos ARS 300,00 (R$ 8,57), divididos pela metade. Seguimos para Belgrano, onde fica o Narda Comedor. Foi fácil estacionar, a poucos metros do restaurante. Em frente de onde paramos, no parque havia uma escultura de cabeça enorme.

Restaurante: Narda Comedor.

Endereço: Mariscal Antonio José de Sucre, 664, Belgrano, Argentina.

Instagram: @nardacoomedor

Data: 10/01/2022 (segunda-feira) - jantar.

Especialidade: contemporâneo.

Chef: Narda Lepes.

Tempo no local: 2 horas.

Valor pago: ARS 5.970,00, com cartão de crédito (R$ 368,57 na conversão do cartão, já incluído o IOF). Valor para duas pessoas (eu e Gastón). Deixamos ARS 250,00 (R$ 7,14), em espécie, de gorjeta.

Ambienteo restaurante tem dois pisos e mesas na calçada. No segundo piso, onde ficamos, a iluminação é bem clara, decoração moderna, mas sem firulas, mesas e cadeiras de madeira, um balcão de onde saem os drinques é bem chamativo, com quadros de letrinhas informando alguns itens do menu. Ao fundo, cozinha industrial à vista dos clientes.

Serviço: bom, mas um pouco displicente. Nem sempre os garçons estão atentos às mesas. O local lotou logo depois que chegamos, com muita gente fazendo os pedidos ao mesmo tempo. Desta forma, houve uma demora na chegada dos pratos, mas nada que comprometesse a nossa agradável noite.

A experiência
para beber, fui de exprimido de naranja (ARS 340,00), mas não gostei, pedindo, em seguida, uma lata de Coca Cola sem açúcar (ARS 210,00). Gastón bebeu apenas água com gás (ARS 210,00). Para começar, eu e Gastón dividimos pan y manteca (ARS 400,00), pão feito na casa, manteiga levemente saborizada com ervas e sal, simples e maravilhoso de bom, bem como um prato chamado palta que lo pario (ARS 1.100,00). Prato de comer com os olhos: cebolas caramelizadas, queijo na chapa (parecia nosso queijo coalho), abacate levemente passado na brasa, picles de cebola, saladinha de quinoa mista e coentro. Que explosão de sabores na boca. Até o coentro eu achei bom, coisa que raramente gosto quando longe de peixes. Em seguida, depois de algum tempinho esperando, chegaram nossos pratos principais. Gastón pediu pollo pastoril (ARS 1.950,00), consistindo de frango cozido em um ensopado de grão de bico, iogurte, limão em conserva e ervas. Chegou à mesa exalando um aroma de matar. Experimentei um pouco. Simplesmente divino. Meu prato foi berenjena asada apanada, stracciatella, tomate y parmesano (ARS 1.900,00), outro prato de comer rezando. Berinjela sensacional, derretia na boca. Os pratos principais, incluindo os de Emi e Rogério, estavam bem servidos e muito aromáticos. Foi muito bom conhecer o Narda Comedor.

Saindo do Narda Comedor, fomos direto para o Aeroparque, mas como tudo estava em obras nas imediações do aeroporto, o posto de gasolina que Gastón conhecia no local não estava aberto. Tivemos que dar uma volta enorme para encontrar um posto (usamos o Google). Enchemos o tanque, o que nos custou ARS 1.940,00 (R$ 55,42), também pagos em dinheiro e divido por dois.

Retornamos ao aeroporto, entramos no estacionamento coberto, fomos até o sexto piso, onde não havia ninguém da Localiza para receber o carro. Estacionamos e descemos de elevador até o térreo do Aeroparque, indo direto ao balcão da locadora, onde não havia ninguém. Mas vimos que tinha alguém, pois estava aberto, tinha um óculos na mesa e uma mochila na cadeira. Logo o empregado chegou, reconheceu Gastón do dia em que pegou o carro. Gastón e o empregado voltaram ao sexto piso do estacionamento para a vistoria de entrega. Quando terminou, eram 23:40 horas.

Hora de voltar para o hotel. Fomos para a fila de táxi. Pelo aplicativo do aeroporto, cada carro só levava três pessoas. cobrando ARS 650,00, sem bagagem. Tentamos Uber, mas sem sucesso. Quando chegou nossa vez, negociamos com o motorista, um mau humorado senhor, que aceitou levar nós quatro por ARS 1.200,00 (R$ 34,28), com pagamento em dinheiro. Aceitamos e dividimos o valor pela metade para cada casal.

Entrei no quarto às 00:15 horas. A temperatura continua em 26ºC. Estávamos muito cansados para reclamar. Preferimos dormir e deixar para o dia seguinte a reclamação.

Continua...


segunda-feira, 28 de fevereiro de 2022

ARGENTINA - DIA 8 - ROSARIO - DIA DE PRAIA DE RIO


09/01/2022
(domingo) - mais uma vez acordei com o alarme do celular, às 08:15 horas. Foi uma noite de sono profundo, sem acordar uma vez sequer. Fiquei jogando Pokemon Go no celular até perto da hora em que agendamos nosso café da manhã. Desta vez, nosso agendamento estava na listagem. Fomos rápidos, demorando apenas meia hora no local.

Saímos às 10:00 horas do estacionamento rumo à parte norte da cidade, onde fica o Balneario La Florida. O dia, como sempre, estava quente, com céu sem nenhuma nuvem. O balneário fica perto da ponte que liga Rosario a Victoria, cruzando o Rio Parana. Tentamos uma vaga no estacionamento por detrás do balneário, mas tinha um fila grande de carros para entrar. Decidimos colocar o carro perto da portaria principal. Havia muitas vagas. Era estacionamento pago, controlado pela prefeitura da cidade. Pelo tempo integral de funcionamento do balneário, o valor do estacionamento é único. Pagamos, em dinheiro, ARS 200,00 (R$ 5,75). Do estacionamento, vimos a extensão da praia que margeia o rio. Estava lotadíssima. Não tinha nenhuma sombra e poucos bares. Dentro do balneário, muito espaço na areia. Pagamos ARS 200,00 (R$ 5,75) cada um para entrar.

O local tem uma boa estrutura, especialmente para quem gosta de caiaque (tem para alugar, incluindo os coletes salva-vidas). Também não tem muito local para se proteger do sol, mas no centro do balneário há um serviço de locação de guarda-sol, além de vestiários de tamanho adequado. Gastón seguiu a estrada de madeira a passos largos para o fundo do balneário onde havia um restaurante com muita sombra.

Eu fiquei em uma mesa, com proteção meia boca contra o sol, em uma lanchonete sem serviço de garçom até que Gastón deu sinal que tinha lugar no restaurante Mapu. Fomos para lá.

Para garantir o distanciamento social, na areia havia círculos marcados com mangueiras. Neles se podia acomodar cadeiras de praia e guarda sol. Fora deles, não. Na água, para evitar acidentes com jet ski, há uma barreira indicando onde os banhistas podem ficar. Apenas Emi entrou na água.

Sentamos em uma ótima mesa, com vista para o rio. O restaurante é típico de praia mesmo, com estrutura mais rústica. O vento que soprava alivia o calor que fazia. Resolvemos almoçar ali mesmo.

Restaurante: Mapu Rosario.

Endereço:  Avenida Eudoro Carrasco, 3.610 (Costanera y Escauriza), Rosario, Santa Fe, Argentina.

Instagram: @mapurosario

Data: 09/01/2022 (domingo) - almoço.

Especialidade: petiscos de bar, pescados.

Tempo no local: 4 horas.

Valor pago: ARS 4.230,00, com cartão de crédito (R$ 262,08 na conversão do cartão, já incluído o IOF). Valor para duas pessoas (eu e Gastón).

Ambientefica dentro do balneário La Florida. Decoração rústica, com pé direito alto, salão protegido nas laterais por grandes vidraças que permitem ver a movimentação na praia e o rio. Ao fundo, o balcão de apoio para os garçons. Na parte que dá para a frente, as vidraças estavam abertas, permitindo a circulação de uma providencial brisa. Mesas de madeira, bem distantes umas das outras.

Serviço: eficiente, sem firulas, mas também sem nada de excelência. Mais de um garçom nos atendeu, todos atenciosos. Os nossos pedidos chegaram em tempo adequado à mesa.

A experiênciaficamos muito tempo no restaurante. Comecei apenas com bebidas para refrescar do calor. Primeiro foi um exprimido de naranja (ARS 400,00), cujo gosto não estava bom. Passei para um Seven Up sem açúcar (ARS 210,00). A primeira pedida de comida foi uma empanada frita de carne (ARS 180,00), que estava muito gostosa, embora a massa tenha vindo um pouco gordurosa. Para almoçar, dividi com Gastón a sugestão do dia (ARS 2.500,00): boga (pescado) assada na parrilha, terminada no forno, acompanhada por uma salada de alface (dois tipos), rúcula, tomate e cenoura crua ralada. Também pedi uma porção de batatas rústicas. Na mesma tábua em que o peixe foi servido, veio uma cumbuca com vinagrete. A boga estava bem cozida, com sal no ponto, carne branca e macia. Gastón bebeu o drinque Rosso Pomelo (ARS 490,00) e uma garrafa de um litro de cerveja tipo bock Andes (ARS 630,00).

Durante o almoço, três jovens faziam a distribuição de amostras de bloqueadores solares para o rosto da marca La Roche-Posay. Para ganhar, bastava informar nome e e-mail. De lá para cá, recebi apenas um e-mail com publicidade da empresa. Junto com o brinde, cada um recebeu um cartão que dava 50% de desconto na compra de produtos da La Roche em farmácias de algumas cidades da Argentina. Não chegamos a usar nossos cartões.

Saímos do restaurante às 15:30 horas. Coloquei o pé na areia e quase me queimei. O sol castigava nossas cabeças. Andei mais rápido para chegar no carro, que estava protegido por uma boa sombra.

Da zona norte para a zona sul da cidade, sempre de carro, reparando a arquitetura da cidade. Vimos mansões, prédios modernos, prédios antigos, prédios modernos de novo, sempre com o rio ao lado esquerdo, margeado por muito verde. Há uma sequência de parques e praças, sempre ao lado do rio.

Seguimos até o Monumento Nacional a La Bandera, que já tínhamos conhecido no dia em que chegamos à cidade. Antes de voltar para o hotel, checamos onde nasceu e morou Che Guevara. Era no nosso caminho. Paramos na Calle Entre Rios, nº 480. Uma placa indicava que naquele edifício era a casa de nascimento de Guevara. Pausa para fotos. Outros carros faziam o mesmo, já que não há visitação no edifício, que me pareceu ser residencial até hoje.

Era hora de regressar ao hotel para fazer a famosa soneca de final de tarde, Eram 16:10 horas. Acordei às 19:00 horas. Tempo para banho e arrumar novamente a mala, pois na manhã seguinte seguiríamos viagem para Buenos Aires. Combinamos de jantar em um restaurante especializado em carne. Às 21:30 horas saímos do hotel. Fomos de carro até o restaurante La Estancia. Passando pela porta, sem conseguir achar vaga nas ruas perto dele, vi que indicavam um estacionamento conveniado na avenida ao lado. Deixamos o carro neste estacionamento. O restaurante dava como cortesia uma hora e meia no estacionamento.

Restaurante: Parrilla La Estancia.

Endereço: Avenida Pellegrini, 1.510, Rosario, Santa Fe, Argentina.

Instagram: @laestancia_parrilla

Data: 09/01/2022 (domingo) - jantar.

Especialidade: carne (asado).

Tempo no local: 1 hora e 40 minutos.

Valor pago: ARS 4.010,00, com cartão de crédito (R$ 250,45 na conversão do cartão, já incluído o IOF). Valor para duas pessoas (eu e Gastón). Deixamos ARS 200,00 (R$ 5,74), em espécie, de gorjeta.

Ambientelocal amplo, com muita madeira na decoração, além de objetos de decoração que te lembram que você está em uma parrilha argentina. Mesas de madeira, sem toalhas, cadeiras confortáveis, também de madeira. Ambiente totalmente climatizado.

Serviço: muito bom, com uma boa brigada de garçons. Os pratos pedidos chegaram muito rápidos à mesa. A casa cobra pelo serviço de mesa (cubiertos) no valor individual de ARS 120,00. Tem convênio com um estacionamento na mesma avenida. O cliente recebe como cortesia uma hora e meia de estacionamento.

A experiênciapara beber, ainda insisti no exprimido de naranja (ARS 220,00), mas este estava ótimo. Veio geladinho, bem gostoso, sem gosto de laranja passada. Gastón compartilhou vinho tinto Nicasia Malbec (ARS 1.530,00) com Emi e Rogério, bem como uma soda (água com gás) (ARS 50,00). Para começar, eles dividiram uma provoleta (ARS 550,00), nada mais do que queijo provolone assado regado com azeite. Para comer, eu e Gastón dividimos um corte Mar Del Plata (ARS 1.950,00), que é uma costela cortada ao inverso, acompanhada por ensalada rusa (ARS 600,00). Bem servido tanto a carne quanto a maionese (ensalada rusa). Carne super macia, podendo ser partida com a colher. Foi com chave de ouro que fechamos nossa estadia em Rosario.

Depois de um bom jantar, era hora de retornar ao hotel. No estacionamento, com o tíquete do restaurante, pagamos apenas a diferença, pois ficamos mais de uma hora e meia no La Estancia. Tal diferença ficou em ARS 120,00 (R$ 3,43), paga em dinheiro.

Na recepção do hotel fui agendar nosso café da manhã de segunda-feira, mas não era necessário, pois muitos hóspedes já haviam partido naquele domingo.

Ainda terminei de arrumar minha mala. Deitei em seguida. Nem vi a hora.

Continua...