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domingo, 6 de março de 2022

ARGENTINA - DIA 10 - BATENDO PERNA EM RECOLETA, BUENOS AIRES

11/01/2022 (terça-feira) - acordei às 08:15 horas, novamente com o alarme do celular tocando. O quarto estava quente, pois o ar condicionado não funcionava direito. Descemos para tomar café, o primeiro no 725 Continental Hotel. Mesas afastadas umas das outras, frascos com álcool gel apenas no balcão de atendimento e nas bordas do buffet. Aproveitei que ainda estava pouco movimentado (eram 09:30 horas) para preencher meu frasco individual de álcool gel.

O buffet era bom, com muita variedade de itens. Tinha pomelo fresco, cortado em rodelas. Aproveitei e comi bastante desta fruta amarga que adoro. Combinamos de nos encontrar na recepção do hotel às 11:30 horas. O calor já era insuportável. Coloquei muito protetor solar no rosto, braços, pescoço e pernas. Como não tinha o chapéu balde, peguei um boné de Gastón emprestado.

Saímos às 11:40 horas. Nosso destino era a Recoleta, onde iríamos bater perna. Resolvemos ir de metrô, pois a estação Catedral fica a duas quadras do hotel. Na estação, Gastón carregou sua Tarjeta Sube (cartão magnético para uso no transporte público de Buenos Aires) com ARS 300,00 (R$ 8,57). Tinha ARS 65,00 de saldo. Eu tinha um cartão deste a última viagem à Buenos Aires, mas nós quatro usamos o cartão de Gastón. Ele colocava o cartão no leitor da catraca, ela era liberada, descontando o valor da passagem, que era ARS 30,00, individual por viagem, e um de nós passava. Foi o mesmo procedimento para todos. Pegamos a Línea D, descendo na estação Puyerredón, quando tomamos a Línea H, descendo na estação Las Heras, onde saímos do metrô. O calor era insano.

Gastón conhecia a região e nos guiou, quando caminhamos por três quadras, sempre buscando o pouco de sombra que tinha, chegando ao Urban Recoleta Mall. Entramos para aproveitar o ar condicionado. Emi e Rogério queriam comprar um chinelo. Aproveitamos que estávamos ali e procuramos. Eles encontraram o que queriam, mas não a numeração exata. Saímos do shopping para continuar nossa caminhada. Fomos andando seguindo o muro do Cemitério da Recoleta, passamos por sua entrada, mas como todos já o conheciam, seguimos até a singela Iglesia Nuestra Señora Del Pilar que faz divisa com o famoso cemitério. Entramos, tiramos fotos e voltamos para a praça em frente, onde há marcos que indicam o melhor local para enquadrar a igreja na foto. Necessitávamos de uma parada para tomar algo refrescante. Tentamos o Panera Rosa, que fica na contra esquina do café La Biela, mas estava lotado e nos pareceu que não havia ar condicionado, pois todas as janelas estavam abertas. Com Gastón contrariado, entramos no clássico La Biela (Presidente Manoel Quintana, 596, Recoleta). O café é muito grande, com decoração pesada (muita madeira e espelhos). Escolhemos uma mesa perto de uma janela. A temperatura ambiente estava agradável. Pedi uma Coca Cola sem açúcar e Gastón uma garrafa de água saborizada de maçã, pelo qual pagamos, em dinheiro, ARS 1.160,00 (R$ 33,14), já incluída a gorjeta. Caro, local para pegar turista. Enquanto estivemos na mesa, resolvi verificar o agendamento para fazer o teste RT-PCR (covid), obrigatório para nosso retorno ao Brasil (podia ser também o antígeno). A exigência brasileira era teste RT-PCR com resultado negativo feito até 72 horas antes do voo ou antígeno com resultado negativo até 24 horas antes do voo. O governo argentino disponibiliza o teste gratuitamente, incluindo estrangeiros, desde que o documento de identidade não contenha letras. Para agendar, há um aplicativo próprio. Nossa ideia era agendar para o dia 13/01/2022, pois nossa volta era em 15/01/2022. Quando acessei o agendamento, não havia mais horário disponível para o dia 13/01/2022. Tive que marcar para 14/01/2022, assumindo o risco de não ter o resultado antes da viagem. Gastón, Rogério e Emi também agendaram para o mesmo dia, local e horário: dia 14/01/2022, sexta-feira, às 10:15 horas, La Rural, local mais central e de fácil acesso por transporte público. Todos recebemos a confirmação do agendamento por e-mail, menos Emi. Ficamos no La Biela de 12:20 às 13:40 horas. Fizemos hora para esperar o Centro Cultural Recoleta abrir para conferir as exposições que estavam em cartaz. Abria às 13:30 horas.

Na porta do Centro Cultural La Recoleta, descobrimos que para entrar tinha que apresentar certificado de vacinação, que tínhamos em mãos, mas também fazer um agendamento lendo um QR Code que estava em um cavalete na calçada em frente à sua entrada. Fiz a leitura, que me direcionou ao site do centro cultural, onde tive que fazer um cadastro e depois indicar qual a exposição eu visitaria. Para cada exposição, o mesmo procedimento. Não podia agendar mais de uma delas em um único agendamento. Muita gente reclamando desta dificuldade. Escolhemos a mostra Nativas - Plantas Nativas de Buenos Aires - Premio Latido. Com a confirmação no celular, mostramos o certificado de vacinação, e entramos em uma pequena fila para colocarem um pulseira no nosso pulso que indicava a exposição que visitaríamos. No balcão, informaram que as mostras Inventario (que tinha um desenho na fachada do edifício) e Callejón de Los Elementos não necessitavam de pulseiras para visitar. A Inventario ocupava as paredes do corredor de acesso a todas as salas do prédio principal, enquanto a Callejón estava nas paredes do pátio interno. 

Na entrada de cada espaço expositivo havia uma pessoa da casa para checar a cor da pulseira no pulso dos visitantes. Como não havia ninguém na entrada da sala onde estava a mostra Codigolux, entramos para ver. Nada interessante. Em seguida, acessamos o pátio interno, com grafites nas paredes exaltando a cultura hip hop. Era a mostra Callejón de Los Elementos, uma intervenção coletiva nas paredes do Patio del Aljibe, feita pelos artistas grafiteiros Hernán Borda, Luciano Gatti, Mauro Gauto, Ladyb, Mako e Membs. Havia um palco montado para apresentações, geralmente no horário noturno.

Depois, percorrendo devagar o corredor para apreciar o forte colorido dos desenhos da mostra Inventario, tirando muitas fotos, chegamos à sala onde ficava a exposição Nativas, uma série de pinturas e desenhos com o mote plantas nativas de Buenos Aires. Também me chamou a atenção o uso de cores fortes pelos artistas.

O acesso às demais áreas comuns do centro cultural estava liberado. Fomos para o prédio anexo, onde fazia conexão com o antigo shopping Buenos Aires Design Center, que está sendo remodelado para ser um novo espaço de compras e entretenimento. Lá havia um posto do governo para vacinação contra a covid. Também acessamos uma sala como uma exposição de artistas mulheres, mas logo fomos abordados por uma empregada do local dizendo que nossa pulseira não dava acesso àquela exposição. Eram 14:40 horas. A fome apertava. Hora de almoçar. Gastón sugeriu a unidade do El Club de La Milanesa que ficava em frente ao Urban Recoleta Mall. Para lá seguimos.


Restaurante: El Club de La Milanesa.

Endereço: Azcuénaga, 1.898, Recoleta, Buenos Aires, CABA, Argentina (tem outros endereços na capital e em outras cidades argentinas).

Instagram: @elclubdelamilanesa

Data: 11/01/2022 (terça-feira) - almoço.

Especialidade: milanesas.

Minha nota: 6 (seis).

Tempo no local: 1 hora.

Valor pago: ARS 2.576,00, com cartão de crédito (R$ 159,12 na conversão do cartão, já incluído o IOF). Valor para duas pessoas (eu e Gastón).

Ambientefica localizada em uma loja de esquina. Há dois pisos, sendo que quando chegamos o salão do piso superior não estava funcionando, apenas para uso dos banheiros. No piso inferior, salão pequeno, com um grande balcão ao fundo. Decorado com plantas de plástico nas paredes e pendentes do teto. Amplas vidraças garantem uma boa iluminação vinda do exterior. Mesas de madeira, estilo mais rústico, sem toalhas. Guardanapos de papel.

Serviço: muitos itens da carta que nos foi apresentada estava em falta, especialmente as milanesas e sanduíches vegetarianos. Garçons um tanto quanto entediados, mas garantiram um bom serviço. Pratos chegaram rapidamente à mesa, mesmo porque chegamos tarde e já não havia muita gente para fazer pedidos. Os clientes que lá estavam se preparavam para pagar suas respectivas contas.

A experiência: para beber, eu escolhi duas latas de Seven Up Lima-Limón, enquanto Gastón tomou uma Seven Up sem açúcar (ARS 195,00 a unidade). Gastón e eu dividimos uma milanesa tex-mex con ensalada (ARS 2.133,00). O prato, de alumínio grosso, veio muito bem servido com uma gigantesca milanesa com queijo branco pastoso, guacamole, salsa criolla e sementes de gergelim preto. Ao lado da carne, um bowl de vidro com dois tipos de alface, tomate picado e cenoura crua ralada. A carne estava muito macia com a crosta bem crocante. Achei que o cream cheese estava em excesso, assim como a salsa criolla (vinagrete). Não comi a salada, deixando tudo para Gastón. Valeu pela carne.

Findo o almoço, voltamos para o hotel, fazendo o caminho inverso que tínhamos feito na vinda: caminhada até a estação Las Heras, metrô línea H até Puyerredon, transbordo para a Línea D, descendo na estação terminal Catedral. Novamente usamos a Tarjeta Sube de Gastón, quando foram debitados mais ARS 120,00 do crédito que havia.

Antes de chegar ao hotel, passamos no Carrefour Express, que fica na esquina, para comprar uma garrafa de 1,5 litros de água mineral sem gás baixo sódio e um picolé, pelos quais pagamos ARS 163,00 (R$ 4,66), em dinheiro.

Nossos amigos Ariel e Luccho nos chamaram para jantar. Combinamos de nos encontrar mais tarde.

Entramos no hotel às 16:30 horas, saindo novamente às 20:45 horas, pois a reserva do restaurante La Mar, feita pelos amigos argentinos, estava marcada para às 21:30 horas.

Novamente usamos o metrô. Desta vez, usamos o saldo que tinha tanto no meu cartão quanto no cartão de Gastón para os quatro passes, totalizando ARS 120,00. Não foi necessário fazer baldeação. Línea D da estação Catedral até a estação Carranza. Dessa estação, caminhamos até o restaurante La Mar. Fazia um calor de lascar, embora ventasse bem quando atravessávamos as ruas. Chegamos na hora justa ao restaurante.

Restaurante: La Mar.

Endereço: Arévalo 2.024 (esquina com Nicaragua), Palermo, Buenos Aires, CABA, Argentina.

Instagram: @lamarbsas

Data: 11/01/2022 (terça-feira) - jantar.

Especialidade: gastronomia peruana.

Minha nota: 8 (oito).

Tempo no local: 1 hora e 40 minutos.

Valor pago: ARS 6.530,00, com cartão de crédito (R$ 401,29 na conversão do cartão, já incluído o IOF). Valor para duas pessoas (eu e Gastón). Deixamos, nós dois, ARS 500,00 de gorjeta, em dinheiro.

Ambienteocupa um amplo espaço de um edifício na esquina das ruas Arévalo com Nicaragua. Há dois ambientes, um externo, grande, com muitas mesas coladas umas nas outras, com ar mais descontraído, como um bar, e outro interno, com um salão em dois níveis, com as mesas encostadas nas paredes, enquanto um balcão ocupa o centro das atenções, com escritas em giz em lousas encostadas na parede. Decoração moderna, com muita madeira nas paredes e objetos que remetem ao mar. O teto tem tons azulados.

Serviço: nossos amigos argentinos Ariel e Luccho tinham feito reserva para quatro pessoas, sem saber que tínhamos companhia de Emi e Rogério. Gentilmente, eles nos cederam a reserva, agendada para 21:30 horas, horário em que nos apresentamos para a recepcionista. Ela conferiu o nome da reserva e nos levou para o salão interior. Ainda bem, pois o calor estava intenso. Mas como a imensa porta de acesso sempre estava abrindo e fechando, o ar condicionado interno não dava conta de deixar o ambiente em uma temperatura adequada. De toda forma, estava melhor do que do lado de fora. Brigada de garçons e cumins grande e eficiente. As dúvidas foram esclarecidas rapidamente. Cardápio digital, com acesso  lendo o QR Code em um display colocado na mesa. Frasco com álcool gel disponível em cada mesa. Guardanapos de pano. Pratos chegaram em tempo adequado.

A experiência: sigo sem poder beber nada com álcool, por isso não pedi algum drinque da casa. Dividi uma jarra de limonada de hibisco (ARS 1.000,00) com Gastón, que estava refrescante demais.

Para comer, também foram pratos divididos. Primeiro um ceviche mixto (ARS 1.690,00), com peixe e frutos do mar. Servido em um prato fundo de cerâmica com tons azuis, o ceviche de peixe branco e frutos do mar estava mergulhado em abundante leche de tigre misturado com ají amarillo batido no liquidificador. Amo os ceviches do chef Gastón Acurio (o La Mar é um de seus vários empreendimentos com unidades espalhadas em várias cidades do mundo). Eles são ácidos e apimentados e sempre fica aquela sensação de quero mais ao terminar.

Em seguida, roll grimanesa (ARS 1.700,00). Servidos em uma peça de cerâmica, são dez sushis de queijo, lagostim e abacate, cobertos com pedaços de peixe assados em espetos e batata palha. Para acompanhar, molho tipo teriyaki. Comemos com hashi. Indescritível a explosão de sabores na boca. Arroz com tempero no ponto, meio adocicado, meio ácido. Todos os ingredientes frescos.


Terminamos com causa nikkei (ARS 1.700,00). Servida em uma vasilha de cerâmica com esmalte azul escuro, não tinha um visual que me chamou a atenção. A massa de batata com toque ácido que forma a causa peruana estava recheada com abacate, tomate, ovo cozido, tendo por cima um tartare de truta agridoce com alga nori e aioli de abacate. Achei que os sabores dos ingredientes brigaram muito entre si, cada um querendo se sobressair mais que o outro no paladar. Confesso que não sou fã de truta, o que pesou na minha avaliação deste prato. Mas isso não estragou em nada o ótimo jantar que tivemos neste restaurante que figura na lista dos 100 melhores da América Latina.

Após um excelente jantar, fomos nos encontrar com Ariel e Luccho que estavam no bar Gallery, no mesmo bairro. Caminhamos. Lá chegamos às 23:25 horas. O bar tem decoração escura, com bonecos de todos os tamanhos de super heróis da Marvel e da DC.

Nossos amigos estavam no salão interno, mas com nossa chegada, passamos para o pátio interno, que era aberto. Ficamos a conversar, enquanto todos bebiam algo. Gastón tomou o drinque Cynar Smash e uma Coca Cola sem açúcar e eu fui de Coca Cola, também sem açúcar. Estas bebidas nos custaram 1.100,00 (R$ 31,43), que pagamos com dinheiro.

Enquanto estávamos no bar, vimos que os garçons já se movimentavam para fechar o local. Saímos às 00:30 horas. Em seguida, eles fecharam as portas.

Ariel e Luccho foram embora e nós pedimos um Uber, que não demorou a chegar. Ventava muito, o clima estava agradável. A corrida até o hotel nos custou ARS 456,00, pagos no cartão de crédito, direto da minha conta (R$ 26,74, já incluído o IOF).

Entramos no nosso quarto às 01:20 horas. Estava muito quente, mais quente do que na rua. Ligamos para a recepção. O atendente foi muito solícito, nos oferecendo um novo quarto. Saímos do segundo andar, quarto 211, indo para o terceiro, quarto 301. Não mudou muita coisa quanto ao ar, mas a temperatura estava mais amena.

Já passavam das duas horas da madrugada. O cansaço bateu forte.

Continua...

terça-feira, 5 de março de 2013

GASTRONOMIA NA CIDADE DO PANAMÁ - LA MAR



Endereço: Calle José Ignacio Fábrega con Vía Argentina. El Cangrejo, detrás del gimnasio Power, Cidade do Panamá, Panamá. (http://www.lamarcebicheria.com/panama/)

Contatos:  50 7 209 3323

Diferencial: os ceviches como entrada.

Especialidade: culinária peruana, sob a supervisão do chef Gastón Acurio.

Quando fui: jantar do dia 25 de fevereiro de 2013, segunda-feira. Estava sozinho. Cheguei às 20:15 horas, permanecendo no local até às 21:30 horas. O restaurante estava bem vazio, consequência da falta de energia que tomou conta do Panamá durante boa parte do dia. Fiquei em uma mesa para quatro pessoas, encostada na parede, com ampla visão para todo o restaurante, especialmente para a cozinha aberta.

Serviço: bom, com garçons atentos e cordiais. O maitre ficou um bom tempo conversando comigo.

O que bebi: uma dose de pisco souer, o drinque mais característico do Peru (feito a base de pisco, bebida extraída da cana de açúcar, limão, goma e uma gota de angustura) (U$ 6,95). Acompanhou a bebida água sem gás, cortesia do restaurante.


pisco souer

O que comi: aceitei o couvert, também cortesia da casa, com chips de batata doce com dois molhos, que não provei. Comi o baldinho de chips inteiro, enquanto esperava a entrada chegar.  De entrada, fui de cebiche mixto (U$ 11), composto de corvina, lula, polvo, camarão e mexilhão, tudo em leite de tigre (leche de tigre) clássico. Estava sensacional, com os ingredientes frescos e bem macios. Um pedaço de batata doce, bem alaranjada, acompanhou o prato, enfeitado com uma folha de alface e um pedaço de pimenta vermelha. Muita cebola roxa cortada em tiras estava por cima do ceviche. Como prato principal, não fugi do tradicional, pedindo um arroz chaufa tapadito (U$ 12,50). Bem servido e perfumado, o prato consiste de arroz salteado e selado, coberto por uma tortilha de trigo, misturado com mariscos e pimentões picados passados na panela wok. Um toque de azeite foi perfeito. A novidade para mim foi a tortilha, pois das outras vezes que experimentei este prato, não havia tal ingrediente. Confesso que prefiro sem ela. Tanto é assim, que a deixei de lado. No mais, estava muito bom. Não resisti e pedi uma sobremesa, ficando também em um clássico da culinária peruana, o suspiro clasico (U$ 6). O doce de leite que compõe a sobremesa estava muito doce, o que comprometeu o seu sabor. Deixei mais da metade.


cebiche mixto


arroz chaufa tapadito


suspiro clasico

Valor total da conta: U$ 39.

Minha avaliação: * * * 1/2. Local agradável, bom atendimento e comida gostosa, mas distante da qualidade do La Mar de São Paulo ou de Santiago, Chile (que nem existe mais).

Gastronomia Cidade do Panamá

segunda-feira, 4 de março de 2013

APAGÃO NO PANAMÁ


Hard Rock Hotel Panama Megalopolis

Cheguei à Cidade do Panamá às 14 horas da segunda-feira, dia 25 de fevereiro, no horário previsto. O desembarque foi rápido. Muita gente ficou no aeroporto para conexão. São poucos os que ficam no Panamá. Fui rapidamente para o controle de imigração, onde o código de barras de meu novo passaporte não foi lido por duas vezes, fazendo com que a atendente ficasse de cara amarrada, mas logo um sorriso apareceu no seu rosto e, enquanto ela fazia os procedimentos necessários, ficamos conversando. Ao ser liberado, ela me entregou um folheto com um cartão de seguro-saúde, cortesia do governo panamenho para o estrangeiro que desembarca no país, garantindo eventuais atendimentos no período de estadia de todo turista. Ela ainda me desejou uma ótima permanência no Panamá. Minha bagagem demorou uns vinte minutos para aparecer na esteira. Depois de pegá-la, fui para o controle alfandegário, onde entreguei o formulário que recebi durante o voo, devidamente preenchido, e passei mala, mochila e bolsa pela máquina de raio X. Em seguida, saguão de desembarque, onde procurei o cartaz "Megalopolis", conforme explicado em e-mail pelo Hard Rock Hotel Panama Megalopolis, uma vez que tinha contratado o serviço de traslado aeroporto-hotel-aeroporto por U$ 36 (R$ 72,00), mais taxas, com lançamento na conta do meu quarto. Um sorridente funcionário estava ao lado da placa. Quando me apresentei, perguntou se estava só, recebendo resposta afirmativa e me levando até o balcão da empresa. Lá, não acharam meu nome. Peguei o celular e mostrei o e-mail confirmando o traslado. A atendente me disse que estavam com problema de energia, motivo pelo qual não conseguiria checar no computador. Só então percebi que o aeroporto tinha luzes mais fracas. Ela pediu para eu esperar um pouco, sentado em uma cadeira em frente ao balcão, enquanto fazia meu recibo. Não demorou nem dez minutos o recibo ficar pronto, eu assinar e ser acompanhado até a van que me conduziu ao hotel. Eu não tinha contratado um serviço privativo, mas fui sozinho no carro. O motorista me disse que em dias normais o trajeto é cravado em 18 minutos, mas como o trânsito estava confuso mais para perto do hotel, levaríamos um tempo maior. Culpou o trânsito lento pela falta de energia na cidade. Aproveitei para pedir algumas informações sobre a cidade, especialmente sobre a necessidade de fazer câmbio. Não precisava de trocar dólares por balboa, a moeda local, uma vez que o dólar era moeda corrente no país. Disse também que à noite era recomendável não andar a pé por certas regiões e que para pegar um táxi, era melhor negociar o preço antes, pois não havia taxímetro. Levamos cerca de quarenta minutos para chegar ao hotel. As duas maiores entradas do enorme hotel estavam fechadas. O motorista me deixou em uma entrada menor, quase na esquina. Ao entrar, nada de música, como eu esperava, e tudo escuro. No check in, o recepcionista me disse que estavam com problemas de energia, mas que um elevador funcionava com gerador. Pediu desculpas pelo inconveniente, dizendo que estavam fazendo todos os esforços para minimizar os problemas com a falta de luz. Muita gente aguardava sentado nos diversos sofás da recepção e havia muita bagagem no lobby do hotel também. Os procedimentos do check in foram rápidos. O recepcionista me perguntou se preferia vista para o mar ou para a cidade. Devolvi a pergunta para ele, que me respondeu que preferia a vista da cidade. Tive a mesma escolha. Recebi a chave magnética do quarto 4036, ou seja, estava no 40º andar. São muitos elevadores espalhados pelo amplo saguão do hotel. Com certeza mais de dez. Peguei o mais próximo de onde fiz o check in, único que funcionava. Mas não tinha fila nenhuma. Subi sozinho. O quarto é enorme, com uma sala/cozinha, um bom banheiro e um quarto com uma janela que ocupa o lugar da parede, com uma ótima vista para a cidade, com um prédio de arquitetura torcida dominando a paisagem. O calor que fazia no quarto era grande. Tentei ligar o ar condicionado, mas não fui feliz. Tentei navegar na internet, mas também sem chances. Desfiz a mala, tomei um banho, tentei tudo de novo e nada. Resolvi descer. No corredor do andar, apertei os botões dos elevadores e não tive resposta. Andei por toda a extensão do andar, aproveitando para ver a decoração com objetos de artistas do pop-rock, no caso, instrumentos musicais que pertenceram a integrantes da banda Van Halen. Encontrei uma camareira do hotel que me disse que tinham desligado todos os elevadores, até mesmo o que funcionava com gerador. Ela me falou que a falta de energia era uma constante no país e que isto preocupava muito, pois afugentava turistas. Assim, descobri que a falta de energia era geral, todo o Panamá estava sem luz desde às duas horas da tarde, horário em que cheguei ao país. Voltei para o quarto. A energia passou a ficar intermitente, indo e voltando em espaços de dez minutos. O ar condicionado ligava, mas nem dava para refrigerar o quarto, pois logo desligava. O calor era insuportável e sendo moderno o hotel, não havia como abrir janelas, pois elas eram apenas uma parede de vidro. Às 16:30 horas, com mais de uma hora no quarto, resolvi tentar descer de elevador, na esperança de que algum funcionava com gerador. Nada feito. Decidi descer os quarenta andares de escada. No trigésimo andar já me arrependera, mas continuei. No décimo, as pernas já tremiam e cheguei em um ponto sem saída. Encontrei um pedreiro, pois o andar estava em obras, e ele me apontou por onde continuava a escada. Quando cheguei no térreo, minhas pernas não queriam obedecer ao comando da mente. Fui procurar um local para me sentar, sendo difícil de achar um sofá, cadeira ou poltrona vazios. Fiquei em um pequeno sofá de frente para a rua, ao lado de uma senhora idosa da República Dominicana. Ela me disse que era melhor garantir um local no sofá, pois se a luz não voltasse, dormiria ali mesmo. Fiquei um tempo conversando com ela. Quando cansei, subi um lance de escada, chegando ao enorme bar Mamies, onde pedi uma Coca Cola Light, mas fui avisado que não tinha gelo para colocar no copo. O refrigerante estava levemente frio. Aceitei assim mesmo. Tinha U$ 20 por dia para gastar nos bares do hotel, só pagando a gorjeta. Satisfeita a sede, resolvi conhecer o Multicentro, um shopping ligado ao hotel por uma passarela, onde os hóspedes tem descontos de, no mínimo, 10% em várias de suas lojas. A passarela começa bem próxima ao bar onde eu estava. No mesmo shopping fica a filial do Hard Rock Café da cidade. O shopping estava às moscas, sem luz e com todas as suas lojas fechadas, mas deu para ver as vitrines. O shopping é feio e tem o pé direito baixo em alguns corredores. Voltei para o hotel, ficando no saguão do térreo até a luz voltar, o que ocorreu por volta de 20:00 horas. Foi uma loucura para pegar os elevadores, pois todo mundo quis subir na mesma hora. Por questões de segurança, não colocaram todos os elevadores para funcionar. Enfim, a música voltou a preencher os espaços do hotel. Os vários painéis de LCD voltaram a transmitir mensagens e passar vídeos de shows. Os balcões principais do check in também voltaram a operar, assim como as portas principais do hotel. Alguns funcionários tentavam, em vão, organizar filas para o elevador, mas ninguém prestava muito atenção ao fato, embolando na hora de entrar. Esperei um tempo, subi, troquei de roupa, programei o ar condicionado, verifiquei que o wi-fi, gratuito e sem senha, funcionava, naveguei um pouco na internet e desci novamente para jantar, pois estava com muita fome. Os restaurantes do hotel estavam lotados e com filas de espera. Na verdade, os hóspedes não queriam se arriscar, saindo para jantar e ter novo apagão generalizado.  Fui até a concierge, pedindo para verificar se o Hard Rock Café estava aberto. Ela ligou e ninguém atendeu. Seu colega chegou e dissipou a possível dúvida: o restaurante não voltara a funcionar, pois o shopping ficou fechado. Pedi uma indicação para jantar. Ela fez algumas ligações, conseguindo retorno de uma delas. Anotou nome e endereço em um papel, dizendo que era bem próximo ao hotel. Ao ver o nome Gaucho, disse para ela que não tinha vindo do Brasil para comer em um restaurante com aquele nome. Ela sorriu, dizendo que procurara uma steak house, já que eu tinha falado no Hard Rock Café, e que o Gaucho era um restaurante argentino. Insisti para ela verificar outro restaurante, quando me veio à mente o La Mar, do chef peruano Gastón Acurio. Ao ligar, a concierge perguntou se a casa funcionava normalmente naquela noite e se precisava de reserva. Desligou o telefone e me disse que o restaurante estava funcionando, mas que nem todos os pratos do cardápio estavam disponíveis por causa da falta de energia. Deu-me o endereço, informando que poderia negociar o preço da corrida com um taxista na porta do hotel e que, se eu precisasse, um dos mensageiros poderia me ajudar. Agradeci e fui fazer a bendita negociação. Mesmo sabendo que estava sendo explorado, aceitei o preço de U$ 10 (R$ 20,00) pela corrida do hotel até o La Mar. O trânsito fluía bem, mas a película escura nos vidros do carro me impediam de ver a cidade. Chegamos no restaurante às 20:15 horas. Paguei e o motorista me peguntou se queria que ele me buscasse, mesmo valor, obviamente. Combinei com ele de estar na porta do restaurante às 21:30 horas. Tive uma hora e meia para degustar as iguarias da culinária peruana, cujas impressões estão em postagem específica. No horário combinado, o taxista me aguardava. No hotel, percebi, pela primeira vez, que os efeitos de ter descido quarenta andares de escada começavam a fazer estragos nas minhas pernas. Elas doíam muito, como se fossem dores musculares de quem está sem fazer exercício há muito tempo. Entrei no quarto, tomei um banho demorado, deixando a água quente cair forte nas duas pernas. Relaxado, deitei. Não demorou muito e já estava dormindo. Foi um sono profundo, em cama macia e confortável.

turismo

segunda-feira, 12 de março de 2012

GASTRONOMIA EM SANTIAGO, CHILE - LA MAR




Endereço: Avenida Nueva Costanera, 3.922, Vitacura, Santiago, Chile.


Especialidade: culinária peruana, com ênfase em ceviches. Mais um restaurante do renomeado chef peruano Gastón Acurio.


Ambiente: instalado em uma casa no elegante bairro de Vitacura, possui uma parte aberta e um grande salão interno, com decoração em tons de azul e verde. Também há um bar onde drinques são apreciados por aqueles que aguardam mesa. Na parede do bar há uma grande lousa com as sugestões do dia. Uma outra lousa, no salão, informava que em virtude da pesca predatória do atum, o restaurante deixava de incluir o peixe em seus pratos até que haja uma pesca sustentável deste pescado.



Serviço: apressadíssimo. Parecia que queriam se ver livres de mim rapidamente. Como já estava virando rotina em Santiago, nem bem sentei ejá perguntavam o que iria beber e comer. Tive que pedir calma ao garçom por mais de uma vez. Cheguei a indagar se ali era um restaurante ou um fast food. Os pratos chegaram muito rápidos à mesa.

Quando fui: janta do dia 15 de fevereiro de 2012, quarta-feira. Estava só.


O que bebi: comecei com uma água com gás Porvenir para matar a sede, experimentando, em seguida, uma dose de pisco souer, que estava muito bom. Ao final do jantar, ainda bebi uma lata de Coca Cola Light.


couvert e pisco souer

O que comi: enquanto lia o cardápio, petisquei o couvert da casa: uma cumbuca de milho peruano frito e uma porção de chips de várias batatas. Acompanha os petiscos três molhos picantes, com nível de ardência evolutivo. Os chips de batatas são sensacionais. Devorei toda a cumbuca e tive vontade de pedir mais, mas me controlei, pois logo chegou a entrada, ceviche nikeisalmão em leche de tigre ao molho nikei. Originalmente o prato é feito com atum, mas substituíram-no por salmão devido ao "sumiço" do peixe usado na receita original dos mares. Fui avisado antes de que o ceviche seria servido com salmão. Comer qualquer ceviche da carta do La Mar é certeza de não errar. Estava fantástico e a mistura do limão do leche de tigre com o doce do molho de inspiração japonesa deixou o salmão mais gostoso. Ainda teve o detalhe do abacate por cima de tudo, dando a untuosidade necessária à iguaria. Como prato principal, escolhi um arroz chaufa, um prato muito popular no Peru, uma influência da culinária chinesa. No restaurante, o prato recebeu o nome de chaufa la mar cuja definição no cardápio diz que é arroz de chifa peruano com frutos do mar. Ele vem em um bowl branco, cuja borda não é em um linha vertical, mas levemente inclinada. Simplesmente de comer de joelhos de tão bom. Recusei a sobremesa. Voltei para o hotel com a experiência gastronômica ainda latente em minha mente.


ceviche nikei 


arroz chaufa 

Quanto paguei: $ 30.200 (U$ 62,77).

Minha avaliação: ++++. Minha nota só não foi maior por causa do serviço.

Gastronomia Santiago (Chile)

quinta-feira, 7 de maio de 2009

VEM AÍ MAIS UM SUCESSO


Eu e Ric recebemos um convite para testar o cardápio do novo restaurante de um amigo nosso que abrirá para o público em geral no dia 13 de maio de 2009. O restaurante tem como chamariz a forte cozinha latino-americana. Foi legal participar deste evento na noite de 06 de maio, com apenas cinco dias de diferença para a nossa ida ao La Mar, de cozinha peruana, aberto recentemente no Itaim, em São Paulo. Sem querer puxar a sardinha para meu amigo, afirmo que os pratos que degustei hoje não deixam nada a desejar aos do famoso chef peruano que abriu o La Mar no Brasil, já consagrado em outros países. Os ceviches degustados estavam ótimos, sem o exagero de coentro que encontrei no restaurante paulistano e com um diferencial: o ceviche, seguindo a cozinha peruana clássica, vem com batata doce. Incrível como este tubérculo harmoniza bem com o peixe e o limão, agindo de forma absorvente do gosto residual que o peixe costuma deixar na boca. A apresentação do prato, um mix com três tipos de ceviches, que ilustra este post, é muito bonita. O sabor picante está presente, mas não é excessivo e não agride ao paladar. De principal, seguindo os conselhos dos presentes, pedi um cordeiro ao molho de cerveja preta e coentro. Todos sabem que não aprecio o coentro. Acho que ele toma o sabor de tudo. Mas no prato isto não aconteceu. A combinação com a cerveja preta não deixou o coentro se destacar. A carne estava muito macia, quase derretendo ao contato com a boca. Prato que pode ser o carro chefe do novo cardápio em matéria de principal, já que, para mim, os ceviches deverão ser a alma do novo empreendimento. Para bebida, pedi o drink típico do Peru, o pisco souer. Respeitadas as devidas proporções, é como se fosse a nossa caipirinha. O pisco souer foi abrasileirado, recebendo um toque a mais de açúcar, o que, para mim, ficou mais saboroso. Para quem gosta de algo mais azedo, deve experimentar o pisco souer de maracujá, azedinho no ponto. Como sobremesa, pedi uma taça com dois doces, metade da taça com uma espécie de creme de vinho (esqueci o nome), que me lembrou o sagu típico das cantinas do Rio Grande do Sul e Paraná. A outra metade o arroz de leche, primo quase irmão de nosso arroz doce. Gostei muito do arroz doce, mas a outra metade do doce, achei muito doce. Também experimentei o suspiro limeña, muito bom e uma espécie de pudim de coco assado, de sabor leve e marcante. Enfim, gostei muito do que vi e comi e, como os demais empreendimentos dos nossos amigos, tenho certeza que este será mais um sucesso. A decoração do local está linda, com cores vibrantes e uma bela fonte no centro do pequeno salão. A fonte traz um clima de tranquilidade ao local. E por ser inusitado em Brasília, creio que haverá muita gente fazendo pose ao lado dela para fotos que marcarão momentos de um belo prazer gastronômico.