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quinta-feira, 29 de setembro de 2011

CONAN, O BÁRBARO - 3D


Fui ao cinema ver Conan, o Bárbaro (Conan, The Barbarian), de Marcus Nispel, produção americana de 2011. É um remake do sucesso da década de oitenta que colocou Arnold Schwarzenegger em evidência em Hollywood e, consequentemente, no cinema. Este filme faz parte de uma onda de releituras ou remakes de filmes dos anos 80 que invadirão as telas neste ano. Hoje, a tecnologia para os efeitos especiais está muito mais avançada, fazendo os efeitos do filme original parecerem toscos, assim como as mortes e derramamento de sangue. Por falar no líquido vermelho que corre em nossas veias, a atual versão é recheada, ou melhor, inundada de sangue. As cenas de batalhas e lutas são mais realistas. Para quem não gosta de cenas de braços, cabeças e pernas decepadas deve ficar longe das salas onde Conan está em cartaz, pois há cenas longas de pura carnificina. Não sou um entusiasta do primeiro filme, mas quando vi o trailer desta nova versão fiquei curioso em ver o que fizeram com a história. Continuei sem nenhum entusiasmo. Os vilões, vividos por Stephen Lang (Khalar Zym) e Rose McGowan (Marique), não convencem. A caracterização de Marique está horrorosa. Quiseram colocar uma mistura de Wednesday Addams (a interpretada por Christina Ricci em A Família Addams, de 1991), Rainha Elizabeth (a rainha careca) e Fred Krueger, mas, visualmente, não deu certo. A mocinha Tamara (Rachel Nichols) também não tem nenhum carisma. O diretor resolveu colocar uma donzela boazinha, protegida por monges, mas que sabe se virar em lutas. Não convenceu nem como donzela e nem como lutadora. Já o ator que interpreta Conan, Jason Momoa, tem uma atuação média, convincente nos momentos mais para o lado da comédia, mas prefiro sua  performance no seriado de televisão Game of Thrones. Pelo menos ele é bem mais bonito do que Scharzenegger. O bom do filme é a atuação blasé de Ron Perlman (Corin, o pai de Conan), em participação na primeira meia hora do filme. Se não fosse a barba enorme, diria que era o Hellboy em locação errada. Para piorar, tive que ver o filme com os indefectíveis óculos, pois a projeção era em 3D. Acho tais óculos incômodos, mas quando tirava, via a imagem desfocada. Se comparar o original com o remake, não sei qual escolher, pois ambos são sofríveis para mim. Definitivamente não gostei.


cinema

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

TRILOGIA PREDADORES

 99,65

Em três dias seguidos vi a Trilogia Predador. Ficção científica para pura diversão. Os filmes sempre tem o mesmo núcleo do roteiro, ou seja, um grupo na luta contra seres alienígenas, os tais predadores. Mudam o cenário e os atores apenas. Claro que, ao final, apenas os atores principais se salvam, com o retante do grupo eliminado ao longo das histórias. Foram os seguintes filmes:

1. O Predador (Predator), dirigido por John McTiernan, produção americana de 1987, com Arnold Schwarzenegger como protagonista. A história se passa em uma selva da Guatemala. O filme tem ação do início ao fim e algumas pitadas de humor. O brutamontes Scharzenegger é o mesmo personagem de sempre. Kevin Peter Hall é o ator por trás dos trajes e da máscara do predador, papel que voltaria a desempenhar no segundo filme da série.

2. Predador 2 - A Caçada Continua (Predator 2), dirigido por Stephen Hopkins, produção americana de 1990, com Danny Glover no papel principal. A história se passa em Los Angeles, uma cidade dominada pelas gangs do tráfico de drogas. Destaco, em uma das cenas finais, o crânio de um alien na coleção do predador em sua nave espacial, talvez uma sugestão para o filme que viria quatro anos depois: Alien X Predador. Dos três filmes, este é o mais fraco. 
 
3. Predadores (Predators), dirigido por Namród Antal, produção americana de 2010, produzida por Robert Rodriguez, com Adrien Brody, Alice Braga, Danny Trejo (ator fetiche de Rodriguez), Laurence Fishburne, Topher Grace. A história se passa em uma floresta em um planeta desconhecido, local para as temporadas de caça dos predadores, que aqui sempre agem em trio. Embora o diretor seja um desconhecido, o peso do nome do produtor deve ser o motivo para reunir um elenco de ponta, incluindo um ganhador de Oscar (Brody). É o filme mais inteligente, com frases irônicas, performances interessantes, mesmo que em rápida participação, como é o caso de Fishburne, citações de autores famosos, como Hemingway, além de ter ação como o enredo exige. E ainda há a presença da brasileira Alice Braga, cada vez mais integrante do cinema produzido em Hollywood. Para mim, é o melhor filme da trilogia.

Boa diversão para uma semana de marasmo no trabalho e de shoppings lotados.