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sexta-feira, 6 de julho de 2012

MACHETE


Para mim, a década de setenta foi bem profícua em filmes divertidos, que misturavam muita ação, atores desconhecidos, roteiros exagerados que combinavam tiros, lutas, sangue, mulheres gostosas, mocinhos com cara de poucos amigos. Não havia muita preocupação com a qualidade. O que importava era entreter o público, especialmente o masculino. Quentin Tarantino e Robert Rodriguez são dois cineastas que nunca esconderam a admiração por estes filmes B, alguns deles classificados como "exploitation movies", onde sexo, consumo de drogas, violência, sangue, muito sangue, lutas, mortes são uma constante. Confesso que sou um dos fãs destes filmes. Recentemente, comprei o blu-ray Machete (Machete), produção americana de 2010 dirigida por Robert Rodriguez. Na última quarta-feira à noite coloquei o filme para assistir. É uma grande homenagem aos filmes apelativos dos anos setenta. Tem todos os elementos que lhes são característicos. Rodriguez colocou como ator principal um colaborador sempre presente em seus filmes, o ator americano com cara de mexicano Danny Trejo que vive o personagem título. Machete é um policial federal mexicano incorruptível que combate o tráfico de drogas, mas cai em uma cilada armada por uma gostosona totalmente nua e é quase morto pelo chefão do tráfico, Torrez, interpretado por Steven Seagal (um péssimo ator que ficou famoso pelos filmes de ação). O filme salta três anos no tempo e Machete está buscando emprego em cidade da fronteira no lado americano, quando tem contato com Luz (Michelle Rodriguez), uma das gostosonas do filme, líder de um movimento chamado A Rede, que auxilia os mexicanos que entram ilegalmente nos Estados Unidos. Sartana, a outra gostosona, interpretada por Jessica Alba, é uma agente da polícia de imigração americana, com ascendência mexicana, que observa o movimento em torno do trailer onde Luz vende comida. Machete é contratado por um homem rico para matar o Senador McLaughlin (Robert De Niro). Claro que é outra cilada e a busca por vingança desencadeia uma sequência de mortes em situações que chegam a ser engraçadas, tamanho o exagero. Lindsay Lohan é outra gostosona que interpreta April, a filha do homem rico, aliado do senador e com relações com Torrez. April é viciada em drogas (um espelho da atriz que a interpreta?), sendo a paixão platônica do próprio pai que utiliza o confessionário para confessar seus pensamentos impuros. O padre é irmão de Machete e maneja uma arma tão bem quanto ele. Enfim, são várias ligações que ocorrem durante os poucos mais de 100 minutos do filme, onde sangue jorra para tudo quanto é lado. Sangue espesso e escuro, visivelmente falso, numa clara referência de Rodriguez aos efeitos pouco especiais das películas "exploitation". Ainda sobra espaço para homenagear o amigo Tarantino, com cenas inspiradas no filme Cães de Aluguel (Reservoir Dogs). De quebra, para quem gosta de filosofar em torno do roteiro, há uma discussão subliminar sobre a discriminação contra os imigrantes nos Estados Unidos e o tráfico de drogas bancando políticos. O sorriso de Robert De Niro ao final do filme, mesmo em situação difícil para o personagem, mostra o escárnio de quem é xenofóbico. Filmaço, mas que não agrada a qualquer pessoa.

filme

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

TRILOGIA PREDADORES

 99,65

Em três dias seguidos vi a Trilogia Predador. Ficção científica para pura diversão. Os filmes sempre tem o mesmo núcleo do roteiro, ou seja, um grupo na luta contra seres alienígenas, os tais predadores. Mudam o cenário e os atores apenas. Claro que, ao final, apenas os atores principais se salvam, com o retante do grupo eliminado ao longo das histórias. Foram os seguintes filmes:

1. O Predador (Predator), dirigido por John McTiernan, produção americana de 1987, com Arnold Schwarzenegger como protagonista. A história se passa em uma selva da Guatemala. O filme tem ação do início ao fim e algumas pitadas de humor. O brutamontes Scharzenegger é o mesmo personagem de sempre. Kevin Peter Hall é o ator por trás dos trajes e da máscara do predador, papel que voltaria a desempenhar no segundo filme da série.

2. Predador 2 - A Caçada Continua (Predator 2), dirigido por Stephen Hopkins, produção americana de 1990, com Danny Glover no papel principal. A história se passa em Los Angeles, uma cidade dominada pelas gangs do tráfico de drogas. Destaco, em uma das cenas finais, o crânio de um alien na coleção do predador em sua nave espacial, talvez uma sugestão para o filme que viria quatro anos depois: Alien X Predador. Dos três filmes, este é o mais fraco. 
 
3. Predadores (Predators), dirigido por Namród Antal, produção americana de 2010, produzida por Robert Rodriguez, com Adrien Brody, Alice Braga, Danny Trejo (ator fetiche de Rodriguez), Laurence Fishburne, Topher Grace. A história se passa em uma floresta em um planeta desconhecido, local para as temporadas de caça dos predadores, que aqui sempre agem em trio. Embora o diretor seja um desconhecido, o peso do nome do produtor deve ser o motivo para reunir um elenco de ponta, incluindo um ganhador de Oscar (Brody). É o filme mais inteligente, com frases irônicas, performances interessantes, mesmo que em rápida participação, como é o caso de Fishburne, citações de autores famosos, como Hemingway, além de ter ação como o enredo exige. E ainda há a presença da brasileira Alice Braga, cada vez mais integrante do cinema produzido em Hollywood. Para mim, é o melhor filme da trilogia.

Boa diversão para uma semana de marasmo no trabalho e de shoppings lotados.