Pesquisar este blog

Mostrando postagens com marcador Casco Antiguo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Casco Antiguo. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 12 de março de 2013

UMA TARDE NO CASCO ANTIGUO

Terminado o almoço do restaurante Diablicos, vi, por fora, o Ministério de Gobierno, sede do governo nacional, que fica em frente ao restaurante. Na esquina da Avenida Central com a Calle 4 Este está a Casa Góngora, uma das mais antigas edificações da época colonial panamenha. Hoje abriga exposições de artistas locais, mas naquela terça-feira estavam desmontando uma mostra, sem possibilidades de entrar. Segui a Calle 4 Este até a Avenida A, virando à direita. Meu objetivo era a Iglesia San José, que só abre a partir de 14 horas. Era só seguir reto a Avenida A se não fossem as máquinas e tapumes em virtude das obras de restauração do centro histórico. Fiz algumas voltas, aproveitando para ver os prédios, muitos deles também em processo de recuperação. Enfim, cheguei à igreja, na esquina com a Calle 8 Oeste. Ela tem um exterior bem simples. Ao passar a porta de madeira, um impacto visual grande, com o interior extremamente simples e um altar em ouro esplendoroso, que, segundo informações em um folheto que peguei na entrada, foi salvo milagrosamente de saques de piratas que ocorreram no Casco Antiguo. Segundo consta, mas nada comprovado, um padre cobriu o altar com tinta preta, evitando o saque. Décadas depois, a tinta descascou, deixando o dourado original do altar aparecer. Não há cobrança de entrada, mas cartazes bem colocados solicitam colaboração para a manutenção da igreja. Deixei U$ 5. Continuei a jornada, subindo a Calle 8 Oeste até a Avenida Central, quando virei à esquerda. Mais obras no caminho. Parei na esquina com a Calle 10 Este, onde está mais uma igreja: Iglesia de Nuestra Señora de La Merced. Sua torre lateral estava coberta com tela, em fase final de restauração. Seu interior estava cheio de andaimes, sendo difícil caminhar dentro dela. Como a Catedral Metropolitana, suas duas torres brancas com frisos amarelos espremem a fachada feita em pedra. Em frente à igreja fica a Casa de La Municipalidad. Um prédio em estilo art-déco pintado de branco e também em obras chama a atenção na Avenida Central. É a antiga sede do Primeiro Banco Central do Panamá. Um pouco mais à frente, na mesma avenida, um outro prédio da mesma época se destaca com sua fachada azul, a Loteria Nacional de Beneficencia. Apenas vi os prédios por fora, tirei algumas fotos e tentei conhecer a Plaza Herrera, que fica bem perto, mas ela estava cercada de tapumes. Peguei a direção contrária, subindo a Calle 11 Este, onde os prédios já não guardam semelhança com os da parte mais central do bairro. Andei mais um pouco, tirando fotos aqui e acolá, até as pernas pediram arrego. Eram quase cinco horas da tarde. Voltei até a Plaza Catedral, onde fica o ponto de táxi. Um senhor perguntou qual era meu destino. Ao responder que queria ir ao Hard Rock Hotel Panamá Megalopolis, ele disse que a corrida ficava em U$ 10, valor que o taxista que me deixara no Casco Antiguo havia me dito. Entrei no carro indicado, que não primava pela limpeza. Uma música horrível embalou meu caminho até o hotel. Era hora de descansar um pouco depois de um dia bem movimentado.


Iglesia de Nuestra Señora de La Merced


Primeiro Banco Central do Panamá


Loteria Nacional de Beneficencia
turismo

segunda-feira, 11 de março de 2013

DIABLICOS - GASTRONOMIA NA CIDADE DO PANAMÁ



Endereço: Avenida Central y Calle 3era, ao lado da Polícia Turística e em frente ao Ministério de Gobierno (Palacio Nacional), Cidade do Panamá, Panamá.

Contatos:  507 228 9495

Diferencial: a decoração com cores vibrantes, quentes, o que confere ao ambiente um ar descontraído e alegre.

Especialidade: culinária panamenha.

Quando fui: almoço do dia 26 de fevereiro de 2013, terça-feira. Estava sozinho. Fiquei em uma mesa para duas pessoas no primeiro salão, ao lado do bar. Permaneci no local por mais de 90 minutos.

Serviço: muito lento e confuso, especialmente se o cliente resolve pagar a conta com cartão de crédito. Há wi-fi gratuito.

O que bebi: duas latas de Pepsi Cola Light, com bastante gelo no copo.

O que comi: queria comida típica panamenha e o garçom me ajudou, informando o prato mais pedido do restaurante. Gostei da sugestão: filete de corvina servido com patacones y arroz “rain and beans” (U$ 15). O prato demorou a chegar. É bem servido e aromático. O filé de corvina é grelhado, levemente passado na farinha, com um tempero muito bom. Os patacones são discos fritos de banana verde amassada sem nenhum tempero, mas o sabor agradou ao meu paladar. Já o arroz estava perfumado, servido com poucos bagos de feijão. No geral, a comida estava razoável. Pedi uma sobremesa, também típica. Demorou muito para chegar a taça de arroz com leche frito servido com pasas (U$ 6). O sabor compensou a demora. É servido quente, o que contraria totalmente a tese de minha avó que não deixava os netos comerem arroz doce quente porque dava dor de barriga. Comi esta espécie de arroz doce quente e não tive nenhum problema. Gostei mais da sobremesa do que do prato principal.


filete de corvina servido com patacones y arroz “rain and beans”


arroz com leche frito servido com pasas

 Valor total da conta: U$ 29.

Minha avaliação: * * *. Valeu a experiência de ter experimentado a culinária local. O restaurante tem mais unidades espalhadas pela cidade. Está sempre cheio de turistas, pois figura em todos os guias sobre a Cidade do Panamá.

Gastronomia Cidade do Panamá

quinta-feira, 7 de março de 2013

PLAZA CATEDRAL - CASCO ANTIGUO



Catedral


Museo del Canal Interoceanico de Panamá

Desci do táxi, vindo do Canal do Panamá, na Plaza Catedral, também conhecida como Plaza Mayor ou Plaza de La Independencia. Fica no bairro Casco Antiguo (Casco Viejo), o mais antigo da capital panamenha, datado do Séc. XVII. Foi nesta praça que o Panamá celebrou duas vezes sua independência  da Espanha e depois da Colômbia. É a maior praça do centro histórico, estando cercada de prédios antigos, de inestimável valor arquitetônico e histórico. Comecei a visita pela própria praça, onde há um coreto no seu centro. Algumas pessoas descansavam nos bancos do coreto, aproveitando uma suave brisa que vinha do mar, além de uma providencial sombra, pois fazia um calor bem abafado. Em poucos minutos eu já estava transpirando muito. Boné, tênis, roupa confortável e protetor solar são essenciais. Do coreto, tive uma boa visão de todos os prédios da praça. A Catedral Metropolitana Santa Maria La Antigua domina a paisagem, com suas duas torres brancas que espremem a fachada em pedra escura, o que possibilita um interessante contraste. Infelizmente, ela estava fechada para visitação. Do lado esquerdo da catedral, mas no outro lado da praça, há dois prédios bem cuidados. O primeiro é o Palácio Municipal, sede da prefeitura local. O Museo de La Historia de Panamá funciona no segundo piso deste prédio, cuja fachada é toda pintada em branco. Não me interessei pelo tema do museu. Ao seu lado, outro imponente prédio, sede do Museo del Canal Interoceanico de Panamá. Como tinha lido que este museu é bem mais interessante e mais completo daquele que existe em Miraflores Locks, resolvi conhecer. Além do acervo permanente, o museu também abriga exposições temporárias. No caso, havia duas mostras. Uma de fotografias de gradis de ferro de prédios históricos da Espanha e outra com obras de Paul Gauguin. A bilheteria fica no amplo saguão de entrada, em uma mesa à direita da entrada para as salas expositivas. Para entrar, três tipos de ingressos. Um para visitar o acervo, com direito à exposição temporária de fotografias, cujo valor era U$ 2, outro para visitar apenas a exposição de Guaguin, custando U$ 5, e o terceiro, para uma visita completa, ao preço de U$ 7. Comprei este último. Para variar, não tinham troco. Ainda bem que fui avisado no hotel sobre esta falta generalizada de troco na cidade e levei bastante dinheiro trocado, incluindo moedas. A entrada para a mostra de Guaguin era uma pulseira de papel azul, que foi colocada no meu braço pelo bilheteiro. Para os demais espaços, um ingresso normal. Antes de entrar, um segurança revistou minha mochila, dizendo que fotografias só eram permitidas no térreo do museu. No piso térreo estão os banheiros, o elevador, a loja do museu e uma lâmpada de farol. Ou seja, fotografias apenas desta lâmpada. Subi as escadas até o segundo piso, onde estava montada, desde o dia 07 de dezembro de 2012, a exposição Paul Gauguin, El Sueño del Panamá. Era uma exposição curta, com obras do célebre pintor francês quando ele esteve no Caribe. Sua passagem pelo Panamá, aos 39 anos de idade, foi muito rápida, pois o sonho de se instalar no país com um negócio com seu cunhado não deu certo. Para arranjar dinheiro e continuar viagem, ele trabalhou nas obras de construção do canal, além de pintar e vender seus quadros para os engenheiros franceses responsáveis pela obra. Compunham a exposição pinturas a óleo, gravuras, um desenho, uma cerâmica, fotografias da época francesa da construção do canal e cartas do artista para sua esposa. As cartas estavam em uma vitrine. Para melhor leitura, a curadoria da mostra colocou leitores eletrônicos, ao lado das vitrines, com a versão original em francês e a tradução para o espanhol. Segui a visita, subindo ao terceiro piso, onde está o acervo permanente. A história do canal está toda lá, contada através de vídeos, reportagens de jornais e revistas da época, fotografias de todos os tamanhos, objetos, roupas, mobiliário. Há muita informação escrita em grandes painéis, além da possibilidade de ouvir pronunciamentos de políticos. Confesso que me interessei pouco em ler a história. Preferi ver os objetos e as fotografias. A parte da retomada do canal dos Estados Unidos pelos panamenhos é a mais interessante. Visitando o acervo, temos uma clara noção da influência norte-americana no Panamá e uma espécie de perda de identidade do país, pois até sua moeda é desprezada, sendo o dólar moeda corrente. Ao final da mostra, uma pequena sala conta a história do edifício onde o museu está instalado, além de exibir objetos encontrados durante a sua restauração. Neste mesmo piso estava a exposição temporária de fotografias de gradis de ferro de prédios históricos espanhóis. Ao todo, gastei cerca de noventa minutos no museu. Voltei para a praça, onde do lado oposto da catedral está o edifício do antigo Hotel Central, hoje em processo final de restauração para abrigar um luxuoso hotel-spa. Já do lado oposto ao do Museo del Canal Interoceanico de Panamá está o Palácio Arcebispal e o Museo Internacional de La Esmeralda. O primeiro não tem visitação pública e o segundo não me interessei em conhecer. Minha próxima parada no Casco Antiguo era outra praça: Plaza Bolívar.


Palácio Municipal

Museo Internacional de La Esmeralda

turismo

quarta-feira, 6 de março de 2013

CANAL DO PANAMÁ

Na terça-feira, dia 26 de fevereiro, após um ótimo café da manhã no Hard Rock Hotel Panama Megalopolis, era hora de ir conhecer o mais famoso ponto turístico da capital panamenha: o Canal do Panamá. Como estava só, fui negociar preço com os taxistas na porta do hotel. Na verdade, a negociação é feita com um único cara. Já sabia previamente que eles costumam cobrar U$ 50 para o trajeto hotel-canal-hotel, com direito a permanecer duas horas no local, com o taxista servindo de guia. O primeiro preço dado foi o que eu já conhecia. Ofereci U$ 45, que foi aceito sem pestanejar. O homem me levou até o primeiro táxi, cujo motorista se chamava Carlton. Um senhor simpático, nascido no Panamá e que sempre trabalhou no ramo do turismo. Combinei de na volta ser deixado no Casco Antiguo, o centro histórico da cidade, ao invés de voltar para o hotel. No trajeto até o canal, fui conhecendo uma parte da cidade, que está toda em obra, motivando alguns pontos de engarrafamento. Passamos por alguns viadutos até pegar uma estrada asfaltada bem movimentada, e também com obras para tudo quanto é lado. O percurso foi feito em cerca de meia hora. Quando entrávamos na via de acesso ao centro turístico do canal, vi um ônibus vermelho da empresa City Sightseeing, aqueles do tipo hop on ho off, provavelmente bem mais barato do que o táxi, mas com horários fixos, sem a liberdade de estar por sua conta. Carlton estacionou o táxi no amplo estacionamento em frente ao centro de visitantes de Miraflores Locks. Subimos vários degraus, pois a escada rolante estava quebrada. No final da escada ficam muitos taxistas oferecendo passeios turísticos ou apenas a volta para a cidade para quem não contratou um serviço como eu o fiz. Passamos na bilheteria. Há dois tipos de ingresso. Um completo, que dá direito a visitar o museu e ver um vídeo, além de observar o movimento no canal, por U$ 8, e outro apenas para subir até o quarto andar da torre onde fica o deque de observação do canal. Comprei a entrada mais barata, pois meu interesse era só ver um navio passar pelo canal. O motorista não paga ingresso, desde que devidamente uniformizado e com crachá. Na catraca, o funcionário nos disse que um navio estava entrando em uma eclusa. Apressamos o passo, pegamos o elevador, parando no quarto andar, onde havia muito turista com máquinas fotográficas e filmadoras apontadas para a eclusa onde estava o navio. Carlton me explicava tudo. Na parte da manhã, até perto de 14 horas, os navios passavam no sentido Oceano Pacífico-Mar do Caribe (Oceano Atlântico) e que a partir das 14 horas, o movimento era no sentido contrário. Durante a noite, navios menores circulavam em ambos as direções. Para 2014, quando o canal completará 100 anos,  está prevista a inauguração de um novo canal que suportaria a passagem de navios mais largos e maiores. Ele me mostrou as obras, em ritmo acelerado de caminhões de um lado para o outro, bem em frente de onde estávamos. Os dois canais funcionarão de forma simultânea. Também aprendi que o canal tem oitenta quilômetros de extensão e que os navios chegam a ficar a 26 metros do nível dos oceanos quando entram no Lago Gatun, que fica um pouco mais à frente de onde estávamos. Enquanto o motorista me explicava, fui tirando fotos, observando a eclusa funcionar, com o navio entrando, o nível da água subindo para o navio passar para a próxima eclusa até chegar ao Lago Miraflores. Depois de ver o navio passar de uma eclusa para a outra, sempre acompanhado de um rebocador, chamei o taxista para ir embora, porque o que tinha que ver já tinha visto. O lugar em si é feio, com a água barrenta do canal. Ao descer, passei na loja de souvenir e comprei um pin para minha coleção. Voltamos para o táxi, fazendo o mesmo percurso da ida. No caminho, vi onde funcionará plenamente a partir de 2014 o Bio Museo. Chegando no centro da cidade, o trânsito voltou a ficar lento. Ali, constatei, mais uma vez, que pedestre é igual em qualquer parte do mundo. Como o centro é muito cheio, muitas pessoas andam no meio dos carros, pois as calçadas estão ocupadas com uma multidão e vendedores ambulantes. Esta parte da cidade é bem feia e também está em obras. Seguimos direto para o Casco Antiguo, também conhecido como Casco Viejo. Este é o bairro mais antigo da cidade, guardando muito semelhança com o centro histórico de Cartagena, na Colômbia. Mesmo porque Panamá e Colômbia foram um só até o final do Séc. XIX. O fluxo de carros é intenso e a maioria das ruas são estreitas. Para piorar, a grande parte destas ruas estava bloqueada para passagem de veículos, já que o Casco Antiguo passa por um processo de restauração completa, também com previsão de término para as comemorações dos 100 anos do canal. O motorista me deixou na Plaza Mayor, mais conhecida como Plaza Catedral. Paguei o valor combinado. Antes de eu descer do táxi, Carlton me mostrou onde poderia pegar um táxi para voltar ao hotel, dizendo-me que a corrida valia U$ 10.

turismo