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sábado, 13 de dezembro de 2014

UM PASSEIO PELOS FIORDES NORUEGUESES



Passear pelos fiordes da Noruega sempre foi um dos meus objetivos de viagem. Tive esta oportunidade em maio de 2014, quando passei férias na Escandinávia, juntamente com as amigas Vera, Cláudia e Dora. Compramos o tour ainda no Brasil, diretamente com a empresa Fjords Tours, compra esta feita pela internet. Recebemos os vouchers por e-mail com a observação que deveríamos trocá-los pelos bilhetes nos guichês da companhia na estação de trens de Oslo, capital da Noruega. Aproveitamos que estávamos passeando pelas ruas da cidade no domingo, dia 25 de maio, para fazer esta troca. Cláudia foi a responsável pela compra, motivo pelo qual ela tinha que comparecer ao guichê. Ficamos esperando-a no saguão da estação, aproveitando o wi-fi gratuito. Optamos pelo tour Oslo-Bergen, cidade que estava em nosso roteiro de viagem. Bruno estava conosco. Nossa partida estava marcada para 08:05 horas da terça-feira, dia 27/05/2014.
Duas horas antes, já estávamos todos de pé, de banho tomado, no saguão do Radisson Blu Scandinavia Hotel (Holbergs gate 30), pois buscariam nossas malas às 06:30 horas ali mesmo no hotel. Para fazer o tour pelos fiordes noruegueses, saindo de Oslo de trem, fazendo uma baldeação para outro trem e, em seguida, uma baldeação para um barco, achamos complicado carregar as malas. A mesma empresa na qual compramos o pacote para o tour oferece o transporte de bagagem de Oslo para Bergen, nossa próxima parada. Não tivemos dúvidas em contratar este serviço. Assim, pegaram nossas malas no hotel em Oslo às 06:30 horas. Nós voltaríamos a vê-las em Bergen, assim que chegamos do tour pelos fiordes, por volta de 20 horas do mesmo dia.
Depois de despachar a bagagem, tomamos café, fizemos o check out, pegamos dois táxis e fomos para a estação central, de onde nosso trem partiu às 08:05 horas da manhã. Em ponto!
A primeira etapa da viagem foi em um trem da The Bergen Railway, trajeto Oslo-Myrdal, que durou quatro horas e trinta e quatro minutos. Não havia lugar marcado. Ficamos todos juntos, observando a bela paisagem do interior norueguês. O trem subiu uma serra. Na subida, um painel indicava a altitude em que estávamos, enquanto a paisagem se alterava rapidamente. Dos verdejantes campos para um cenário branco, dominado pela neve, emoldurado por um céu límpido, azul de doer os olhos. Em ambos os lados do trem se tem uma bela vista. Para passar o tempo, além de muitas fotos, os turistas iam e vinham do vagão restaurante. Às 12:39 horas, o trem chegava na estação de Myrdal. No meio do nada. De ambos os lados, montanhas nevadas e uma meia dúzia de casinhas de madeira. Nenhum sinal de cidade. Era hora da baldeação. Descemos. A maioria dos turistas carregava ou arrastava suas pesadas malas. Ficamos muito felizes com nossa decisão de despachar as malas diretamente para Bergen. Só tínhamos mochilas e bolsas. A espera foi relativamente rápida, cerca de quarenta e cinco minutos, para pegar outro trem, desta vez da The Flam Railway. Fazia frio, apesar do sol dominar o céu. Perto de 13:20 horas, o nosso trem chegou. Era um trem antigo, com vagões de madeira e cadeiras duras. Entramos em um dos últimos vagões. Novamente sem lugar marcado. Estava vazio, apesar de ter muita gente na estação. Um funcionário da empresa passou no vagão dizendo, em inglês, que estávamos no local errado. Os últimos vagões seriam ocupados por turistas chineses que entrariam na próxima parada. Os nossos vagões eram os da frente, que já estavam lotados. Cada um procurou um lugar para sentar. Ninguém conseguiu ficar junto. O trem partiu às 13:27 horas. O segundo trajeto foi de Myrdal para Flam, com duração de uma hora. É uma longa descida até a beira de um fiorde. Na descida, paisagens verdejantes, vacas pastando, cenário de filme romântico, pontes sobre precipícios, árvores floridas, cascatas caindo do alto das montanhas, rios límpidos serpenteando ao longo da ferrovia, e o fiorde, lindo, um pedaço de terra avançando na água, formando braços navegáveis. Além da estação na qual os chineses entraram, o trem parou em um local para fotos, pois a estrada ficava ao lado de uma caudalosa cachoeira. As pessoas saltavam do trem, paravam para fotos e voltavam rapidamente, pois a água respingava muito, molhando todo mundo. Também saí, tirei uma foto. Quando voltava, ouvi uma música alta que vinha de algum lugar do alto da cachoeira. Olhei para cima. Uma mulher com vestido esvoaçante fazia uma performance, como se fosse um ser místico saindo de uma fábula ou de um filme da saga O Senhor dos Anéis. Voltei para o trem. Seguimos montanha abaixo. Respeitadas as devidas proporções, estre trajeto me lembrou a descida de litorina na Serra de Paranaguá, no Paraná. Chegamos em Flam, uma cidade minúscula, encravada entre as montanhas e um fiorde, às 14:25 horas. Navios de cruzeiro, iates e pequenos barcos estavam atracados no porto local, que é ligado à estação de trens. O trem ficou vazio. Todo mundo desceu em Flam. Aproveitamos que tínhamos cerca de uma hora para almoçar em um restaurante do hotel que fica em frente ao porto. Self-service muito ruim. Vera e Bruno preferiram apenas lanchar. Assim que terminamos, fomos para a fila para embarcar em nosso barco, um express boat. É um barco baixo, com dois andares, todo revestido em vidro, o que permite ter uma ótima visão das paisagens durante o passeio, apesar da sujeira que estava o vidro. Às 15:15 horas embarcamos e o barco saiu no horário previsto, às 15:30 horas. Mais gente arrastando malas. Fiquei na parte de baixo, subindo de vez em quando para tirar algumas fotos. O tempo estava lindo, mas o frio, acrescido do vento provocado pelo movimento do barco, não me animava a ficar muito tempo na parte aberta do barco no segundo piso. Este foi o último trajeto, de Flam para Bergen. Também foi o mais longo, com cinco horas e dez minutos de duração. Foi um passeio por fiordes. No início, estava empolgado e achando tudo lindo, mas com uma hora, as paisagens começam a se tornar repetidas, o que tornou esta parte da viagem chata e lenta. Há algumas paradas no caminho, pois alguns turistas reservam hotéis nas pequenas cidades aos pés destes fiordes para fazer caminhadas até o alto das falésias, de onde se tem vistas fantásticas. Como tive a oportunidade de apreciar tais vistas quando estava no segundo trajeto do trem, dei-me por satisfeito. Chegamos em Bergen às 20:40 horas, com o sol ainda forte. A cidade é pequena, linda e aconchegante, especialmente sua parte antiga, com o conjunto de edificações medievais mais antigas do mundo.

domingo, 31 de março de 2013

INÍCIO DO CRUZEIRO - CINGAPURA, TAILÂNDIA, VIETNÃ E HONG KONG

Neste domingo de Páscoa vou começar a fazer um cruzeiro que sairá de Cingapura, passará por Tailânida, onde fará duas paradas, Vietnã, com três paradas, terminando em Hong Kong, no dia 11 de abril. Neste período, o acesso à internet será difícil, não sendo possível a atualização deste blog com meus relatos de viagem, o que farei somente quando retornar ao Brasil.

FELIZ PÁSCOA PARA TODOS E TODAS!

sexta-feira, 29 de março de 2013

IMPERIAL TREASURE FINE CHINESE CUISINE - GASTRONOMIA EM CINGAPURA


Endereço: 8, Bayfront Avenue, #02-04, The Shoppes at Marina Bay Sands, Singapore.

Contatos:  +65 6688 7788 (mbs@imperialtreasure.com)

Diferencial: fica no segundo piso do cassino do shopping e pertence ao mesmo grupo do premiado Imperial Treasure Super Pecking Duck Restaurant.

Especialidade: culinária chinesa, servida com certo requinte.

Quando fui: jantar do dia 27 de março de 2013, quarta-feira. Éramos quatro pessoas. Fomos acomodados em mesa bem perto da entrada, encostada na parede de vidro que nos permitia ver o corredor de acesso ao restaurante japonês que fica em frente. Chegamos depois de 21:00 horas, quando o restaurante já perdia o movimento, uma vez que os locais costumam jantar cedo. A maioria dos restaurantes em Cingapura fecha a cozinha às 22:30 horas.

Serviço: muito bom, com uma enorme brigada de garçons servindo a nossa mesa. Como escolhemos pratos para compartilhar, eles foram chegando na medida em que iam ficando prontos, fato muito comum na China.

O que bebi: uma garrafa de Coca Cola Light, em copo com muito gelo. Aceitei também uma xícara de chá verde antes de iniciar a refeição.

O que comi: escolhemos seis pratos para compartir:
01) um bife cortado em pedaços temperado com pimenta preta. Não experimentei este prato.


02) filé cortado em tiras com cogumelos frescos cozidos no vapor. Também não provei deste prato.
03) frango cozido no vapor, servido com cartilagem, acompanhado de cogumelos também cozidos no vapor, tudo por cima de uma folha de lótus. Quando fizemos o pedido, informaram que, naquele prato, o frango era servido com cartilagem. Resolvemos experimentar e não gostamos. O frango estava com gosto de mal lavado. Pensei que a folha de lótus viria misturada com os demais ingredientes do prato, mas era apenas um enfeite.


04) noodle (macarrão de arroz) braseado com shimeji e um molho típico chinês chamado xue cai. Prato aparentemente simples, mas com sabor marcante e muito gostoso. Aprovadíssimo.


05) arroz branco cozido no vapor, servido em cumbucas individuais. Como eu já esperava, totalmente sem tempero, próprio para acompanhar os pratos que estavam na mesa com abundância de molhos. Gosto deste arroz e não foi diferente nesta noite.
06) noodle frito misturado com vegetais. O macarrão estava bem crocante, compacto e saboroso. A acelga que dominava os vegetais estava ótima, cozida no vapor e com pouquíssimo sal, deixando seu sabor natural se sobressair.




Valor total da conta: 180 SGD (R$ 293,20 ou U$ 145,20).

Minha avaliação: * * *

Gastronomia Cingapura

KRAZE BURGER - THE GOURMET BURGER - GASTRONOMIA EM CINGAPURA



Endereço: 2, Bayfront Avenue, #B2-54/55, The Shoppes at Marina Bay Sands, Singapore.

Contatos:  +65 6688 7844 (singapore2@kraze.co.kr)

Diferencial: o hambúrguer de carne de caranguejo.

Especialidade: hambúrgueres.

Quando fui: almoço do dia 27 de março de 2013, quarta-feria. Éramos seis pessoas. Fomos acomodados em mesa encostada na parede, com ampla visão de todo o movimento do restaurante. Fica na praça de alimentação do elegante shopping The Shoppes at Marina Bay Sands, mas tem salão reservado. Chegamos após 14:30 horas e por lá ficamos por mais de uma hora.

Serviço: distante, como em qualquer restaurante que quer ser fast-food. Pedimos uma entrada que nunca chegou, mas não cobraram e pediram desculpas pela falha ao final.

O que bebi: uma lata de Coca Cola Light (3,50 SGD), em copo com muito gelo.

O que comi: escolhi a especialidade da casa, estampada na primeira página do colorido cardápio: kraze signature crab burger (14 SGD) ou seja, um sanduíche feito com hambúrguer de carne de caranguejo ao estilo de Cingapura. O hambúrguer é empanado, vem com a capa bem seca e crocante, com o interior quente. Ainda no pão há cebola picadinha, manga verde cortada em tirinhas bem finas, queijo suíço, milho cozido, um toque de limão e coentro em quantidade bem discreta. O pão vem cortado em dois pedaços, o que facilita na hora de comer. Achei bem saborosa a carne de caranguejo, cuja consistência estava perfeita para compor um hambúrguer, não esfarelando na hora de morder. O toque doce (manga e milho) e ácido (limão) garantiram um sabor leve e diferenciado. Gostei de experimentar este sanduíche, que é bem servido, valendo, realmente, por uma refeição. Acompanha o prato uma pequena porção de uma salada fria de macarrão, com um leve creme de leite adocicado, já que manga e lichia faziam parte do acompanhamento.




Valor total da conta: 156 SGD (R$ 254,10 ou U$ 125,90).

Minha avaliação: * * *. Para quem quer uma comida rápida, dentro de um shopping, mas sem ter que se submeter ao barulho de uma praça de alimentação.

Gastronomia Cingapura

quinta-feira, 28 de março de 2013

CLIMA QUENTE, ÚMIDO E CHUVOSO EM CINGAPURA


ArtScience Museum

Ainda sob o efeito do jetleg, dormi apenas quatro horas, estando de pé antes das 7 horas da manhã em Cingapura. Como o sono não chegava, o melhor era começar a explorar a cidade. Combinamos de tomar café da manhã juntos no The Club, restaurante que fica localizado no 57º andar do Marina Bay Sands Hotel. É o mesmo andar onde fica a piscina de borda infinita que dá a sensação que estamos nadando no céu, com o skyline da cidade na linha do horizonte. Para ter acesso à piscina e ao restaurante, é necessário apresentar um cartão específico que recebemos no ato do check in. O elevador vai até o 55º andar, onde uma troca de elevadores é necessária. Neste andar, há o controle de acesso, onde mostramos nosso cartão e recebemos uma pulseira de papel roxa, na qual a palavra wednesday estava estampada em preto. Subimos os dois andares seguintes em outro elevador. Assim que as portas se abriram, o impacto visual foi grande, com muita gente já nadando, aproveitando aquela inusitada piscina na cobertura do hotel. O tempo estava nublado, mas o calor era forte. Há dois restaurantes para o café da manhã dos hóspedes do andar club. Qualquer um servia, pois tem o mesmo buffet. Escolhemos o da direita de quem sai do elevador. Eu e Ric chegamos primeiro e já solicitamos uma mesa para seis pessoas do lado de dentro, onde tem ar condicionado. Logo os amigos apareceram. Além de itens tradicionais de uma café da manhã ocidental, como pães, queijos, embutidos, frutas tropicais, iogurte, café, suco de frutas, ovos nas mais diversas variações, havia disponível ingredientes da culinária local, algo bem próximo ou quase igual ao que os chineses comem no café da manhã. Ficamos ali por mais de uma hora. Do lado de fora, a umidade excessiva e o calor nos mostravam como seria nosso dia. Ainda tinha a chuva. Com chuva, resolvemos sair para conhecer a cidade andando em ônibus turístico de dois andares, tipo hop on hop off. Encontramo-nos no lobby do hotel às 10 horas da manhã. Pegamos informações sobre o ônibus junto ao concierge. Uma das paradas era muito próxima ao hotel, em frente à entrada para o centro de convenções. O primeiro ônibus passaria somente às 10:55 horas. Tínhamos tempo para um breve passeio pelo shopping anexo ao hotel, cujo nome é The Shoppes at Marina Bay Sands. Ele é enorme. A primeira parada foi em uma casa de câmbio para quem não tinha feito troca de dinehiro no aeroporto. Em seguida, demos uma volta do lado de fora do shopping, ao longo da Marina Bay, onde está o Museu de Artes e Ciências, a maior loja Louis Vuitton do mundo, entre outros prédios. A volta foi rápida, já que tínhamos que pegar o ônibus turístico. Seguimos, pois, para a parada do ônibus. Não havia nenhuma identificação de que o tal ônibus parava por lá. Perguntamos para uma funcionária do centro de convenções que nos confirmou. Duas turistas tinham o folheto do ônibus nas mãos na mesma parada. Vimos dois ônibus passarem do outro lado da rua, o que nos fez pensar que estávamos enganados. A chuva começou a cair, mas nada de dissipar o calor. Com quinze minutos de atraso, o ônibus chegou. Era o que fazia a linha vermelha, a que nos interessava, pois leva aos principais pontos de interesse. Há dois tipos de passe. Para 24 horas, custa 33 SGD, enquanto para 48 horas, o preço é 39 SGD. Ficamos com a segunda opção. É o próprio motorista quem vende os bilhetes. Com o tíquete nas mãos, pegamos o mapa com os trajetos das linhas vermelha e amarela e um fone de ouvido para acompanhar as descrições dos locais pelo caminho, mas não há gravação em espanhol, muito menos em português. A chuva caía, o que nos fez ficar no piso inferior do ônibus. A visão para quem fica embaixo não é a mesma coisa do que fazer o percurso na parte de cima. Tive sede e lembrei-me que em Dubai tinha um cooler com água mineral. Como a empresa era a mesma, pensei e acertei que ali também haveria água. Abri o cooler, peguei água para quem quis e depois jogamos as garrafas vazias no lixo. Não havia nenhum cartaz indicando preço da água e o motorista também não cobrou nada. Em algumas paradas, como em Little India e no Hotel Raffle's, tivemos vontade de descer, mas a chuva nos impedia. Acabamos por fazer a volta completa, em pouco mais do que uma hora, descendo novamente em frente ao centro de convenções onde tínhamos iniciado nossa viagem. Entramos no shopping, percorrendo, com calma, seus corredores, conhecendo as lojas até a fome dar sinal de vida. Era hora de almoçar. Resolvemos verificar as opções na praça de alimentação. O local é dominado por restaurantes de comida oriental, mas encontramos um que servia massas e hamburgers, tinha mesas exclusivas e era barato. Seu nome: Krazer Burger. Foi onde fizemos nossa primeira refeição em Cingapura. Ficamos por mais de uma hora no restaurante, para, em seguida, dar mais uma volta pelo shopping, onde além de lojas, há um cassino movimentadíssimo, spa, teatros e até um pequeno canal, onde há um passeio de barco. Cansados e com sono, voltamos para o hotel. Todo mundo combinou de passar no quarto para colocar roupa de banho e aproveitar a piscina de borda infinita. Quando entrei no quarto e vi a cama, meu corpo não obedeceu aos comandos da mente. Deitei e dormi por quatro horas. Acordei pouco depois de 20 horas. Tomei um banho prolongado, deixando a água morna bater bem em meu corpo. Era hora de jantar. Entrei em contato com os  demais amigos. Dois toparam sair, enquanto os outros dois resolveram permanecer no quarto. Para não ir longe, resolvemos experimentar um dos restaurantes localizados no segundo piso do cassino, com entrada pelo shopping. São quatro restaurantes requintados, um deles assinado pelo chef Guy Savoy. Foi este último que escolhemos. Resolvemos ver o menu antes de entrar e não tinha opção para um dos que estavam conosco. Lembrei-me que o Imperial Treasure figurava na lista dos 50 melhores restaurantes da Ásia, em recente publicação da revista inglesa The Restaurant. Fomos até ele, vimos o menu, cuja especialidade era a culinária chinesa. Perguntamos se havia mesa para quatro, sem reserva, obtendo resposta positiva. Jantamos ali. A comida era boa, mas fiquei a me perguntar o que levara aquele restaurante a figurar na citada lista dos melhores. Às 22:30 horas, o restaurante já estava vazio, pois, entre os hábitos locais, está jantar cedo. Voltamos para o hotel, todos bem cansados, ainda sob os efeitos do jetleg. No quarto, sem sono, resolvi navegar na internet e descobri que o restaurante onde jantamos pertencia a uma rede, todos com o nome de Imperial Treasure. No caso, jantamos no Imperial Treasure Fine Chinese Cuisine, enquanto o que figura na lista dos 50 mais é o Imperial Treasure Super Peking Duck Restaurant. Naveguei na internet até o sono bater. Deitei e nem me lembro se desliguei as luzes.

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quarta-feira, 27 de março de 2013

DE BRASÍLIA PARA CINGAPURA - PARTE 3

Os assentos no trecho Barcelona-Cingapura continuavam os mesmos desde o início da viagem, em Guarulhos. Desta vez, ao meu lado tinha um jovem e sua mãe. Ao lado de Ric, ninguém. Assim que a porta se fechou, com o encerramento do embarque, mudei de lugar. Ric ficou na janela e eu no corredor, sem ninguém na cadeira do meio. Ficamos com espaço para movimentar o corpo e com mais conforto para tentar dormir durante as doze horas de voo até Cingapura. A tripulação mudou, mas a aparência das comissárias era a mesma do trecho anterior. O uniforme também era o mesmo, mas em cor azul no lugar do vermelho e nos pés, elas tinham sapatos ao invés de sandálias. Os comissários, em número menor, usavam ternos. Homens e mulheres eram todos magérrimos. Quase perguntei o segredo para eles. No quesito limpeza da aeronave, a preocupação era a mesma. Durante o voo, limparam diversas vezes o banheiro. Quanto às refeições, serviram um aperitivo logo após a decolagem, o que aconteceu no horário, e um almoço por volta das 10 horas, horário espanhol. Eu não tinha a menor fome, recusando a refeição. A comissária ainda tentou me oferecer a sobremesa, que desta vez era um sorvete tipo Cornetto, mas não conseguia comer. Só fui colocar um alimento na boca com nove horas de voo, quando passaram o lanche. Escolhi um sanduíche de pão de forma recheado com presunto serrano e tomate fresco. Dormi menos do que no trecho anterior, bebi muito mais líquido, o que me fez ir diversas vezes ao banheiro. Como em toda viagem de avião de longa duração, fui ficando irritado com a falta de espaço para me deitar, a barriga inchou e uma incômoda dor na coluna apareceu. Tomei um Dorflex par amenizar as dores. Não consegui nem ouvir música. Fechava o olho e pensava que dormia, mas quando o abria, notava que tinham passados meros quinze minutos. Quase não houve turbulência. Quando faltavam pouco menos do que duas horas para chegarmos ao destino final, serviram o café da manhã. Como eu não havia almoçado, escolhi a opção de frango frito com noodles e vegetais. Um verdeiro almoço nas alturas, perto de três horas da madrugada. Pousamos em Cingapura no horário previsto, às 04:50 horas. O Aeroporto Changi é enorme e muito bonito. Com corredores espaçosos e muito banco para as pessoas se sentarem ao longo do caminho. Os banheiros são impecáveis de limpos e cheirosos. Nem acreditamos quando vimos o espaço para a imigração: amplo, lindo e limpíssimo. Não havia fila. Fomos atendidos separados e bem distantes um do outro. Fiquei observando Ric para ver como ele se sairia sem entender o inglês que o funcionário o abordaria. Enquanto ele nada falou, pois logo o atendente percebeu que ele não falava inglês, o que me atendeu, conversou bastante comigo, querendo saber sobre o Brasil e seu futebol, além de fazer as perguntas triviais para um turista estrangeiro. Assim que passamos pela imigração, nos dirigimos para o setor de entrega de bagagens, onde nossas malas já rodavam na esteira. Elas estavam geladas. Era hora de passar no controle alfandegário. Todas as malas tiveram que passar pelo raio X. Fui o primeiro. O funcionário me perguntou se eu levava uma pequena faca na mala. Respondi que era um canivete suíço. Fui liberado sem precisar abrir nada. Em seguida, foi a vez de Ric, que também foi perguntado se tinha um cinto de ferro dentro de sua bagagem. Ele não se contentou com a resposta positiva, pedindo para abrir a mala. Ric se enrolou no segredo do cadeado. Eu o ajudei. Ao abrir a mala, a fantasia que ele usa para dublar Ney Matogrosso foi a primeira coisa que o funcionário viu, assim como os adereços de penas e pedras. Ele ficou com cara de espantado, viu o cinto e mandou fechar a bagagem, ficando com uma expressão no rosto digna de uma foto. Saímos rindo, passamos no guichê de câmbio, onde trocamos alguns dólares. Segundo o e-mail de confirmação da reserva de nosso hotel, o Marina Bay Sands Hotel, havia um transporte gratuito de qualquer dos três terminais do aeroporto (estávamos no Terminal 3) para o hotel, bastando apresentar o e-mail de confirmação da reserva. Perguntei na casa de câmbio, mas não souberam responder, apontando para o balcão de informações do aeroporto, localizado um pouco mais à direita de onde estávamos. Lá descobrimos que o serviço do hotel não mais existia. Tínhamos que pegar um táxi. A moça disse o valor aproximado da corrida, cerca de 25 dólares de Cingapura (SGD), e nos mostrou onde pegar um táxi. Fomos para a saída, onde havia uma estrutura enorme, destas tipo papa-fila, em frente à porta de saída do aeroporto onde ficava o ponto de táxi. Ainda bem que chegamos em horário de pouco movimento. Somente uma pessoa estava à nossa frente. Ao sair, um bafo quente e úmido nos deu uma mostra de como seria o clima durante nossas férias pelo Sudeste Asiático. Não havia táxi, mas logo dois apareceram. O primeiro foi para o senhor que era o primeiro da fila. Pegamos o táxi amarelo, com direção inglesa. As duas malas, mesmo enormes, couberam no porta malas do carro. Disse para o motorista a nossa direção. Não trocamos mais nenhuma palavra até chegarmos ao hotel, quando paguei a corrida e ele perguntou seu eu precisava de recibo. Total da corrida: 24,90 SGD. Eram 06:15 horas da quarta-feira, dia 27 de março, horário local, onze horas a mais do que no Brasil, quando estávamos fazendo o check in no hotel. Depois de pouco mais do que trinta e três horas de nossa saída de casa, estávamos no hotel em Cingapura. Fomos os primeiros a chegar. Nosso quarto fica no 47º andar, com um belíssima vista para a Marina Bay, um lugar muito bonito, que faz parte do complexo do hotel, com um elegante shopping, museus e jardins. O quarto é enorme. A primeira coisa que fiz foi tomar um demorado banho quente, relaxante. Esperamos os amigos chegarem para, juntos, tomarmos nosso primeiro café da manhã das férias na Ásia.

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DE BRASÍLIA PARA CINGAPURA - PARTE 2

Para acessar o meu assento no voo da Singapore Airlines, 41G, tive que passar pela classe executiva. Estava com muito lugar vazio. Perguntei a uma das comissárias e ela me disse que não estava lotado. Não entendi porque disseram que não havia disponibilidade de assentos para milhas na noite anterior, se havia tanto lugar. A companhia prefere voar com os assentos vazios do que permitir a emissão de bilhetes com milhas. Fica a pergunta: para que fazer parte de uma aliança global se não faz como as outras companhias da mesma aliança? A classe econômica estava bem cheia. A maioria era de passageiros brasileiros que desceriam em Barcelona, escala necessária para seguir viagem para Cingapura. A configuração da aeronave para a classe econômica é de três poltronas numa lateral, três no meio e três na outra lateral. Eu estava na poltrona do corredor da parte central, enquanto Ric ficou no corredor da parte esquerda do avião para quem caminha para seu fundo. Alguns amigos me disseram que a Singapore Airlines tinha uma classe econômica ótima, quase uma executiva. Claro que duvidei. E eu estava certo. O conforte da classe econômica é o mesmo em todas as companhias aéreas. São espaços mínimos, parecendo cubículos, onde não importam com a duração da viagem. Se quiser conforto e espaço, pague mais do que o dobro e viaje de executiva! Quando cheguei no meu assento, fiquei preocupado em viajar ao lado de uma criança de quatro anos de idade, pois a experiência pode ser ótima, como pode ser péssima. Logo perguntei para a mãe, que ficou na outra ponta da fila, se iriam até Cingapura. Elas eram colombianas que moravam em Barcelona, cidade onde desceriam. A menina coloria um livro de desenhos e não tinha cara de boa amiga. Problemas à vista, pensei, mas estava muito enganado. A garotinha não deu trabalho, coloriu por um bom tempo, depois brincou no iPad da mãe e dormiu a maior parte do voo. Ao sentar, notei que a distância entre as fileiras era um pouco maior do que a de outras companhias, o que fez uma enorme diferença, pois não me senti apertado em momento algum da viagem, diferentemente do que tinha acontecido quando viajei de Emirates no moderno Airbus A-380. As comissárias da Singapore trajavam um vestido longo, tinham o mesmo penteado, eram todas magérrimas, tinham maquiagem bem igual, o que as tornavam mais parecidas umas com as outras do que já achamos do povo oriental. O uniforme era em tom avermelhado, com grafismos próprios da cultura oriental. Nos pés, todas estavam de sandálias, com unhas impecavelmente pintadas. Os poucos comissários usavam terno como uniforme. Um fato que me impressionou foi a preocupação com a limpeza da aeronave. Eles passavam de hora em hora recolhendo papeis de bala, jornais já lidos, copos usados e plásticos descartados. O banheiro sempre estava limpo, mesmo com alguns que o usavam insistindo em não dar descarga, hábito que me parece comum no Oriente. Comida também foi o que não faltou. Logo após a decolagem, serviram bebida e um pacotinho de amendoim (maior e melhor do que o servido pela TAM no trecho Brasília-Guarulhos). Com duas horas de voo, foi a vez de serviram uma refeição quente, com uma salada de atum defumado como entrada, pão, manteiga, geleia, cream cheese, duas opções de prato (frango frito ou carne bovina), bebidas, incluindo vinho tinto e vinho branco, ambos australianos, e um Eskibon de sobremesa. Escolhi o frango frito que veio acompanhado de macarrão de arroz. Estava bem saboroso. Para passar o tempo, procurei as opções de entretenimento no monitor individual em minha frente. Eram 253 opções de filmes, mas nenhum com legendas em português. Da seção de lançamentos recentes, estavam quase todos os concorrentes ao Oscar 2013, incluindo Argo, o vencedor. Chequei as opções de programas de televisão, mas me detive nos canais musicais, ouvindo a programação de música pop de língua inglesa. Dormi um pouco, mas o sono era bem leve, acordando a qualquer movimento ao meu lado, ou em períodos curtos de turbulência. Quando cansei das músicas do avião, passei a ouvir o playlist do meu iPhone. Com sete horas de voo, foi a vez de passarem um lanche, onde tinha desde maçã, até saco de batata frita. Não quis nada. Água e suco de laranja eram servidos de hora em hora. Percebi que muita gente fica em pé após a metade do voo. Em sua maioria, brasileiros. Não só ficavam em pé, como encostavam na cadeira dos outros para se apoiar. Atrapalham quem está sentado e incomodam quem tenta dormir. Faltando duas horas para pousar em Barcelona, serviram o café da manhã, novamente bem farto e com duas opções de prato quente. Preferi o omelete de queijo, que estava totalmente sem gosto. Com dez horas de voo, pousamos no Aeroporto de Barcelona. Eram 7 horas da manhã de terça-feria, 26 de março, horário local, quatro horas a mais do que no Brasil. Era uma escala, mas todos tiveram que sair do avião, levando todos os seus pertences. Desembarcamos. Fazia frio do lado de fora: 13ºC, mas o ar condicionado no aeroporto não exigia blusa. Caminhamos até a parte destinada aos passageiros em trânsito, onde há um controle de passaporte, mas sem ser a imigração espanhola, com nova passagem em máquinas de raio X. Lá, além dos itens que tiveram que ser tirados da minha mochila no Aeroporto de Guarulhos, tive que retirar o iPad da bolsa. Passei sem problemas. Ric teve que parar para ser revistado mais pormenorizadamente, pois o portal apitou quando ele passou. Tinha um iPod no bolso. Teve que tirar a pochete interna de guardar dinheiro e colocar os pés, um de cada vez, em uma máquina. Liberado, nos dirigimos para a funcionária da Singapore Airlines que estava atendendo aos passageiros em trânsito. Ela nos indicou o portão 18D para nosso próximo embarque, o que se daria às 08:50 horas. Tínhamos tempo suficiente para procurarmos um banheiro, comer alguma coisa, caso tivéssemos fome, e esticar as pernas. Pulamos a parte da comida. Há muito tempo não passava pelo Aeroporto de Barcelona, que está moderno, amplo, clean e bem organizado. Desembarcamos e embarcamos novamente no Terminal 1. Aproveitei o tempo livre para achar uma internet gratuita. Achei uma única que nos dava 15 minutos de navegação durante 24 horas, mediante um cadastro rápido. Fiz o cadastro, e aproveitei o tempo curto para checar e-mails e postar fotos no Instagram. Às 08:50 horas chamaram para embarcar. A quantidade de gente em frente ao portão 18D indicava que o voo não estava cheio. Novamente, fila organizada, embarque por setor, garantindo agilidade e rapidez. O trecho Barcelona-Cingapura duraria 12 horas. Uma nova longa viagem pela frente.

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DE BRASÍLIA PARA CINGAPURA - PARTE 1

Na segunda-feira, 25 de março, eu e Ric descemos para pegar o táxi com duas pesadas malas, fora as mochilas. Eram 10 horas da manhã e estava iniciando nossa longa jornada até Cingapura. Ao invés de pedir um táxi por telefone, preferimos pegar um dos que ficam no ponto na entrada da quadra, mas não havia nenhum disponível. Tivemos que ligar e esperar dez minutos para o carro chegar. O trânsito estava bom, o que nos possibilitou chegar ao Aeroporto de Brasília vinte minutos depois. Fomos direto para o balcão da TAM reservado para quem tem o cartão fidelidade vermelho ou o cartão de crédito Itaú Fidelidade Platinum. Não havia ninguém na fila. A atendente foi muito simpática, informando-nos que nossa bagagem seria despachada direto para Cingapura, mas que, em relação ao cartão de embarque, teríamos que passar no balcão da Singapore Airlines no Aeroporto de Guraulhos para trocá-lo. A minha mala pesou 27 quilos e a de Ric, 26,8 quilos. Os assentos já estavam previamente marcados e foram mantidos. Todos em poltronas situadas no corredor da aeronave. No trecho Brasília-Guarulhos, assentos 8C e 8D, e no trecho Guarulhos-Cingapura, 41G e 41H. Os bilhetes foram emitidos há seis meses atrás, utilizando milhas para tanto. Até a noite anterior à viagem, tentei conseguir trocar para a classe executiva, também com milhas, mas não tive sucesso. Nesta viagem, seremos oito pessoas, sendo seis de Brasília e duas de Belo Horizonte. Cada dupla tinha voos diferentes, em horários e companhias aéreas diversas. Eu e Ric seríamos os primeiros a chegar em Cingapura. No trecho nacional, dois amigos de Brasília estavam juntos conosco, mas já em Guarulhos, tínhamos voos diferentes. Assim que fizemos o check in, eu e Ric fomos para a sala de embarque, ficando em frente ao portão 3, de onde estava prevista a saída do voo para 11:50 horas. Nossos amigos só apareceram na hora de embarcar. A chamada para o embarque aconteceu no horário previsto. Voo com ocupação parcial. Na mesma fileira onde eu estava sentou uma mulher aparentando uns trinta anos. Ela vestia uma blusa de lã, com mangas compridas e gola rolê. Em dois tempos, puxou conversa comigo, perguntando se eu estava sentindo que o interior da aeronave estava muito quente. Olhei para ela, sorri, e disse que ela sentia calor por causa da blusa e não porque estava calor. Em seguida, ela me perguntou para onde eu iria. Ao responder que estava viajando de férias para Cingapura, ela fez cara de dúvida, emendando a pergunta onde ficava este lugar. Ao responder que ficava no Sudeste Asiático, a cara de dúvida não se desfez. Para não esticar a conversa, transferi a pergunta para ela. Ia para a Espanha e estava nervosa, pois nunca tinha saído do Brasil, viajava sozinha, faria uma conexão em Paris e não sabia falar nem francês, nem espanhol. Perguntei se viajava para trabalhar, e ela me respondeu afirmativamente, mas logo mudou a resposta, dizendo que estava viajando de férias. Então tá! Estava na cara que estava viajando para tentar arrumar trabalho na Espanha. O papo encerrou aí. O voo saiu no horário marcado. Estava com fome, mas só serviram água sem gás, Coca Cola Zero ou normal e um pacotinho mínimo de amendoim torrado. O serviço de bordo da TAM cada dia piora mais, principalmente depois que ela foi comprada pela LAN. As tão detonadas barrinhas de cereal da GOL eram melhores do que o amendoim servido. Como a fome apertava, a enganei com os amendoins. Pousamos em Guarulhos no horário correto, desembarcamos e acompanhamos os nossos amigos na esteira, pois eles não puderam despachar as malas diretamente como nós fizemos. Passados vinte minutos, e com a necessidade de passar antes no balcão da Singapore Airlines, resolvemos deixá-los esperando as malas e seguimos para a Asa A do Aeroporto de Guarulhos, onde fica o check in da companhia aérea com a qual continuaríamos nossa viagem. Nesta asa também fica o Restaurante Viena, local onde combinamos de nos encontrar para almoçar. Passavam das 14 horas. Nosso voo estava marcado para 16:50 horas. Havia uma pequena fila no balcão da companhia, mas não demorou muito para chegar nossa vez. Fomos para o balcão onde uma atendente era treinada. Assim, foi um pouco demorada a nossa permanência no check in. Na verdade, não houve troca de cartão de embarque. Permanecemos com os que tínhamos recebido no balcão da TAM, ainda em Brasília. Eles foram conferidos, os números de nossos passaportes foram inseridos no sistema, informamos um nome de contato no Brasil, e ela verificou se nossas bagagens tinham seguido para o avião. Tudo checado, recebemos de volta os cartões de embarque nos quais foram colocados adesivos azuis redondos. Nosso embarque começaria às 15:45 horas pelo portão 10. Entramos em contato com nossos amigos, que ainda aguardavam as malas. Seguimos para o Restaurante Viena, onde almoçamos, servindo-nos do variado buffet, com opções para todos os gostos. Terminamos de almoçar sem a companhia dos amigos. Quando já estávamos na fila para pagar a conta, eles chegaram. O embarque deles seria em outro terminal. Desejamos boa viagem reciprocamente. Eu e Ric resolvemos entrar para o embarque, já que eram quase 15 horas. No controle de raio X, tive que tirar notebook e plástico com líquidos em frascos de até 100 ml cada um da mochila, além de colocar iPhone, chapéu e travesseiro de viagem nas bandejas antes de passar pelas máquinas de raio X. Tive que abrir a bolsa, pois implicaram com a caixa de meus óculos de grau. Ela tem o formato  de uma caixa retangular. Tudo liberado, era hora de enfrentar a fila da imigração. Não vi placas indicando o local de brasileiros e de estrangeiros, entrando no caminho mais perto de onde eu estava. Ao dobrar a esquina, notei que a fila em que eu estava andava, mas só tinha estrangeiros, enquanto a fila do lado era maior, estava parada e a maioria das pessoas era brasileira. Ric ficou na fila e eu fui perguntar para uma funcionária que ajudava na organização das filas, com colete amarelo de identificação, se estava na fila correta. Não sei se ela se confundiu, mas respondeu que a fila que eu estava era de brasileiros e a outra de estrangeiros. Fiquei onde estava. Em seguida, mais gente confusa e outras reclamando que a fila ao lado da minha não andava. Outra atendente disse justamente o contrário. Resolvi ficar onde estava desde o início. O problema da fila não andar era o sistema que tinha caído em alguns computadores. Na verdade, não há nenhuma diferença de atendimento, pois o sistema de controle é o mesmo. Fomos atendidos e, pela primeira vez, não se incomodaram em passarmos juntos no mesmo balcão da imigração. Uma mulher sorridente e educada nos atendeu, pedindo para eu retirar meu passaporte da sua capa de proteção, pois ele tinha que ser digitalizado. Ric comentou que não entendia porque vendiam capas de proteção se sempre que passávamos no controle de imigração, tinha que tirar a tal capa. Eu disse que tinha acabado de passar pela imigração na Costa Rica e no Panamá e em nenhum momento precisei tirar a capa. Seguimos em frente, passando reto pelo Duty Free. Ficamos sentados em frente ao portão 10 até a chamada para o embarque, que aconteceu de forma organizada, no horário e sem atropelos na fila. Fomos um dos últimos a embarcar. Dez horas de voo nos aguardava até a escala em Barcelona, Espanha.

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terça-feira, 26 de março de 2013

FÉRIAS 2013 - PRIMEIRA PARTE

Malas prontas e despachadas para viagem de férias durante três semanas. Mais uma vez vou para o sudeste asiático. Meu roteiro inclui Cingapura, Malásia, Tailândia, Vietnã e China (apenas Hong Kong). Vou postar minhas histórias por aqui, mas como uma parte será em um cruzeiro pelo Mar do Sul da China, vou ficar sem acesso à internet por alguns dias, motivo pelo qual não devo escrever diariamente.

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sábado, 16 de março de 2013

PASSANDO NA ADUANA DO AEROPORTO DE BRASÍLIA

Com a mala nas mãos, fui o primeiro a chegar no controle da Receita Federal do Brasil. Dois funcionários estavam de trabalho, um homem e uma mulher. Ela no controle da máquina de raio X e ele recepcionando quem queria sair do aeroporto. Ele se espantou ao ver que eu já estava com minha bagagem, pois fui muito rápido. Muito simpático, ele me perguntou de onde eu chegava e se eu estava trazendo alimentos. Disse que vinha do Panamá e trazia apenas uma garrafa de rum. A segunda pergunta foi se eu trazia eletrônicos comigo. Respondi que não tinha comprado nenhum eletrônico em minha viagem. Em seguida, ele me pediu para passar minha mala, minha mochila e minha bolsa pelo raio X. Nesta ordem, coloquei a minha bagagem. Quando a mala maior passou, a senhora perguntou-me o que tinha dentro de um pote de vidro que estava na mala. Respondi dizendo que de vidro só tinha a garrafa de rum. Ela contra argumentou falando que a garrafa já tinha visto, insistindo em saber o que tinha no tal pote de vidro. Disse que não tinha nenhum pote, muito menos de vidro, dentro de minha mala, oferecendo-me para abrir a bagagem. Ela chamou o seu colega de trabalho. Enquanto isto, uma fila já se formava para passar no raio X. Confabularam bem baixo. De maneira mais enérgica, totalmente diferente da primeira vez que me abordou, ele disse que eu tinha dois computadores na mala e que queria ver a nota fiscal de ambos. Respondi que era um notebook e um iPad e que não tinha as notas comigo, pois aqueles equipamentos tinham sido comprados no Brasil. De forma mais ríspida, ele insistiu em querer ver as notas, como se eu mentira ao responder que não tinha comprado nenhuma eletrônico em minha viagem. Calmamente, disse que mostraria os equipamentos, mas as notas estavam em minha casa. Ele se aproximou de mim, querendo ver os tais computadores. Tirei primeiro o notebook. Como eles são experientes, logo viu que aquela máquina fora adquirida no Brasil, devolvendo-me o notebbok. Guardei-o e entreguei para ele o iPad, virado do lado onde consta o selo da Anatel, sinal de que também tinha comprado aquele tablet no Brasil. Ele me devolveu, dizendo que estava tudo certo. Ao acabar de guardar tudo, perguntei se ainda tinham dúvidas com alguma coisa na mala, especialmente o tal pote de vidro. Ele disse que estava tudo ok. Antes de sair, virei para ele e disse que tinha ficado ofendido de ele ter suspeitado de que eu mentira, acrescentando que mesmo sabendo que os impostos no Brasil são bem altos, preferia comprar equipamentos eletrônicos aqui mesmo, para deixar o imposto no país, porque assim garantia o salário dele e o meu, já que também era funcionário público federal. Ele apenas sorriu amarelo, chamando o próximo da fila, em cuja mala foi identificado um pacote de alimentos. Saí da área da aduana, chegando ao saguão, onde Ric e Getúlio me aguardavam. Hora de voltar para casa.

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sexta-feira, 15 de março de 2013

A VOLTA DA CIDADE DO PANAMÁ PARA BRASÍLIA


saguão do Hard Rock Hotel Panamá Megalopolis

Acordei cedo na manhã de 27 de fevereiro, quarta-feira. Acabei de arrumar as coisas na mala e desci para tomar um café da manhã bem tranquilo no Hard Rock Hotel Panamá Megalopolis. Aproveitei o buffet de comida local para comer tamales recheados com carne de frango, caramiñolas, e bolinhos de mandioca. Como gosto muito de bagel, pão difícil de encontrar em Brasília, aproveitei para me deliciar com um deles feito com passas. Após o café, passei na piscina que fica no mesmo piso do restaurante, mas como estava um calor muito forte, não fiquei. Aproveitei o tempo para dar uma passada na loja do hotel, onde comprei um pin com a logomarca da rede de hotel. Às 11:30 horas desci para fazer o check out, que foi muito rápido. Tinha contratado um serviço de transporte do próprio hotel, pago na chegada. O horário de saída estava marcado para meio dia. Antes disto eu já estava a postos. O motorista que me levou ao aeroporto foi pontual, chegando na hora contratada. Na van já estava uma senhora e do hotel, além de mim, entrou um casal de paraguaios. O trajeto até o aeroporto foi rápido, demorando cerca de vinte minutos. No saguão do Aeropuerto Internacional de Tocumen, fui direto para o check in da Copa Airlines, onde não havia nenhuma fila. Quando fui atendido, a despachante disse que faltava a taxa de embarque, chamada por eles de imposto. Argumentei que já tinha pago quando da saída do Brasil, mas ela insistia que não havia tal informação no sistema. Procurei o meu recibo na minha carteira de viagem, mostrando-o, em seguida, para ela. Foi necessário chamar o supervisor para resolver a situação. Como já tinha pago, não havia porque pagar de novo. Ainda houve uma pequena demora, mas tudo foi resolvido ao final. Com o cartão de embarque nas mãos, passei pelo raio X, onde tive que tirar notebook e iPad da mochila, além de ter que colocar moedas e iPhone, juntamente com os meus sapatos, na bandeja. Mas foi tudo muito rápido. Na sala de embarque, passei rapidamente em uma loja de perfumes para comprar uma encomenda e um presente, indo, em seguida, para o portão de embarque. Fiquei lá um tempo, aproveitando o wi-fi gratuito do aeroporto para me atualizar na internet. Um anúncio no auto-falante informou que houve troca de portão de embarque. Ao me dirigir para o novo portão, aproveitei para parar em uma lanchonete para comer alguma coisa. No horário marcado, embarcamos. Estava sentado bem na frente, na segunda fileira depois da classe executiva. Não foi ninguém na poltrona do meio, o que me garantiu maior conforto durante a viagem. O voo decolou às 15:50 horas. Na primeira hora, li um pouco o primeiro livro da saga A Guerra dos Tronos, em versão eletrônica, no meu iPad. Em seguida, serviram um lanche, com uma pequena empanada. Depois do lanche, dormi um bom tempo. Quando acordei, ainda faltavam três horas para o pouso em Brasília. Coloquei meu fone de ouvido e vi mais um episódio da terceira temporada da série A Sete Palmos, também no iPad. Chegamos em Brasília no horário marcado, às 00:06 horas. Fui um dos primeiros a sair. Ainda não havia fila nos balcões da Polícia Federal, onde fui rapidamente atendido, indo direto para a esteira onde, por incrível que pareça, a minha mala já estava rodando. Peguei a mala, entrei no Duty Free para comprar uma caixa de champanhe para um amigo. Fiquei surpreso com o tamanho da loja, ampliada consideravelmente desde a última vez em que cheguei de uma viagem internacional por Brasília. Infelizmente não havia a champanhe encomendada. Saí da loja, me dirigindo para a aduana.

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quinta-feira, 14 de março de 2013

COMPRAS NA CIDADE DO PANAMÁ


Aproveitei que jantei no Hard Rock Café e este fica no shopping Multicentro para dar uma volta no centro de compras. É feio, com uma praça de alimentação mal iluminada. Queria comprar duas coisas: um tênis colorido e um chapéu panamá. Como hóspede do Hard Rock Hotel Panamá Megalopolis, eu tinha desconto de 10% na maioria das lojas do lugar. No dia anterior, quando o país estava vivendo um apagão energético, dei uma olhada nas vitrines de algumas lojas, quando identifiquei o tênis do meu gosto. Fui direto para a loja de artigos esportivos Sportline. Já passavam das nove horas da noite e o movimento era pequeno. Havia um grupo de vendedores que me viu entrar, ir na direção da prateleira de tênis, pegar alguns modelos, olhar para eles e nenhum se aproximou, continuando uma animada conversa. Foi preciso eu chamar uma delas para me atender. Parecia com preguiça de trabalhar. Pedi para experimentar um modelo da Mizuno, com cores cítricas, onde o amarelo domina, e muito leve. Vendo o desânimo da vendedora, já pedi para trazer três números diferentes. Ela demorou um pouco. Calcei o primeiro com dificuldade, pois estava apertado. Ela viu meu esforço para fazer o tênis entrar no pé, mas nada fez. Eu tive que pedir uma calçadeira. Neste momento parece que a ficha dela caiu. Trouxe-me a tal calçadeira, o que me facilitou bastante. Gostei do tênis no pé, bem chamativo. Achei ótimo o fim da ditadura dos tênis em cor branca ou preta. As vitrines das lojas esportivas que vi no Panamá estão recheadas de tênis muito coloridos. No caixa, mostrei o cartão do hotel para ganhar o desconto de 10%. Comprei o tênis e levei de brinde a calçadeira. Em seguida, fui até a loja Panamá Hats, no mesmo piso em que eu estava. Na verdade, é uma loja de souvenir. Ente os produtos, está um balcão somente com o famoso chapéu. Pedi o melhor que tivesse. A vendedora me mostrou um exemplar que custava U$ 60. Achei mal acabado. Perguntei se era o mais caro e ela me mostrou outro exemplar, que custava U$ 120. Experimentei. Estava grande e não havia outro tamanho daquele modelo. Quando insisti em um modelo melhor, a gerente da loja passou a me atender e me mostrou um Montecristi, exemplar único na loja, tamanho 59. Sem saber o preço, sabia que aquele era o que eu procurava. Era meu tamanho. O preço: U$ 200. Resolvi levar, mostrando o cartão do hotel e ganhando 10% de desconto. Ao final, como nos Estados Unidos, o valor do imposto (7%) é acrescido. Antes de ir embora, pedi orientações de como dobrar o chapéu para colocá-lo na bagagem. A gerente me demonstrou a maneira correta de dobrá-lo e enrolá-lo, passando uma fita para ele não desenrolar. Ainda me disse para nunca deixar o chapéu enrolado por mais de 48 horas, sendo mais aconselhável levá-lo na bagagem de mão. Satisfeito com minhas duas aquisições voltei para o hotel, onde ainda passei no bar e tomei um drinque na cota de meus U$ 20 diários de consumo nos seus bares. De volta para o quarto, treinei enrolar o meu chapéu panamá, feito no Equador, obviamente. Fiz a mala, li um pouco, tomei um demorado banho para relaxar os músculos, deitei e dormi.

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quarta-feira, 13 de março de 2013

GASTRONOMIA NA CIDADE DO PANAMÁ - HARD ROCK CAFÉ



Endereço: Multicentro, Piso 2, Avenida Balboa, Cidade do Panamá, Panamá. (www.hardrock.com).

Contatos:  507 208 2800

Diferencial: a decoração com instrumentos musicais de bandas e astros do pop-rock.

Especialidade: hambúrguer.

Quando fui: jantar do dia 26 de fevereiro de 2013, terça-feira. Estava sozinho. Fiquei em uma mesa para quatro pessoas quase na entrada do restaurante, perto de uma pilastra que me impedia de ver o restante do salão principal. Permaneci no local por cerca de uma hora.

Serviço: preguiçoso, especialmente a recepcionista que me acomodou, inicialmente, em uma mesa alta que estava capenga, embora tivesse muitas mesas vazias. Eu troquei de mesa por minha conta. O garçom encarregado pela área onde eu estava era lento, demorando muito para trazer o cardápio. Por outro lado, meu prato chegou muito rápido, algo em torno de quinze minutos.

O que bebi: um copo de 400 ml de Coca Cola Light com muito gelo.

O que comi: para não errar, fui na seção do cardápio mais tradicional da rede Hard Rock Café, escolhendo um dos pratos de maior saída da casa, o legendary 10 Oz. Burger. Sanduíche em pão de hambúrguer clássico, recheado com tiras de bacon cortadas bem finas e muito crocantes, duas fatias de queijo cheddar, anéis de cebola frita bem crocantes, alface, tomate, picles e o famoso hambúrguer de carne bovina. Acompanha o prato uma generosa porção de batatas fritas cortadas em palito. O sanduíche estava muito bom, mas não gostei da batata, totalmente sem gosto.


legendary 10 Oz. Burger

Valor total da conta: U$ 29.

Minha avaliação: * * *. A música estava em volume mais alto do que o normal da rede.

Gastronomia Cidade do Panamá

terça-feira, 12 de março de 2013

UMA TARDE NO CASCO ANTIGUO

Terminado o almoço do restaurante Diablicos, vi, por fora, o Ministério de Gobierno, sede do governo nacional, que fica em frente ao restaurante. Na esquina da Avenida Central com a Calle 4 Este está a Casa Góngora, uma das mais antigas edificações da época colonial panamenha. Hoje abriga exposições de artistas locais, mas naquela terça-feira estavam desmontando uma mostra, sem possibilidades de entrar. Segui a Calle 4 Este até a Avenida A, virando à direita. Meu objetivo era a Iglesia San José, que só abre a partir de 14 horas. Era só seguir reto a Avenida A se não fossem as máquinas e tapumes em virtude das obras de restauração do centro histórico. Fiz algumas voltas, aproveitando para ver os prédios, muitos deles também em processo de recuperação. Enfim, cheguei à igreja, na esquina com a Calle 8 Oeste. Ela tem um exterior bem simples. Ao passar a porta de madeira, um impacto visual grande, com o interior extremamente simples e um altar em ouro esplendoroso, que, segundo informações em um folheto que peguei na entrada, foi salvo milagrosamente de saques de piratas que ocorreram no Casco Antiguo. Segundo consta, mas nada comprovado, um padre cobriu o altar com tinta preta, evitando o saque. Décadas depois, a tinta descascou, deixando o dourado original do altar aparecer. Não há cobrança de entrada, mas cartazes bem colocados solicitam colaboração para a manutenção da igreja. Deixei U$ 5. Continuei a jornada, subindo a Calle 8 Oeste até a Avenida Central, quando virei à esquerda. Mais obras no caminho. Parei na esquina com a Calle 10 Este, onde está mais uma igreja: Iglesia de Nuestra Señora de La Merced. Sua torre lateral estava coberta com tela, em fase final de restauração. Seu interior estava cheio de andaimes, sendo difícil caminhar dentro dela. Como a Catedral Metropolitana, suas duas torres brancas com frisos amarelos espremem a fachada feita em pedra. Em frente à igreja fica a Casa de La Municipalidad. Um prédio em estilo art-déco pintado de branco e também em obras chama a atenção na Avenida Central. É a antiga sede do Primeiro Banco Central do Panamá. Um pouco mais à frente, na mesma avenida, um outro prédio da mesma época se destaca com sua fachada azul, a Loteria Nacional de Beneficencia. Apenas vi os prédios por fora, tirei algumas fotos e tentei conhecer a Plaza Herrera, que fica bem perto, mas ela estava cercada de tapumes. Peguei a direção contrária, subindo a Calle 11 Este, onde os prédios já não guardam semelhança com os da parte mais central do bairro. Andei mais um pouco, tirando fotos aqui e acolá, até as pernas pediram arrego. Eram quase cinco horas da tarde. Voltei até a Plaza Catedral, onde fica o ponto de táxi. Um senhor perguntou qual era meu destino. Ao responder que queria ir ao Hard Rock Hotel Panamá Megalopolis, ele disse que a corrida ficava em U$ 10, valor que o taxista que me deixara no Casco Antiguo havia me dito. Entrei no carro indicado, que não primava pela limpeza. Uma música horrível embalou meu caminho até o hotel. Era hora de descansar um pouco depois de um dia bem movimentado.


Iglesia de Nuestra Señora de La Merced


Primeiro Banco Central do Panamá


Loteria Nacional de Beneficencia
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segunda-feira, 11 de março de 2013

DIABLICOS - GASTRONOMIA NA CIDADE DO PANAMÁ



Endereço: Avenida Central y Calle 3era, ao lado da Polícia Turística e em frente ao Ministério de Gobierno (Palacio Nacional), Cidade do Panamá, Panamá.

Contatos:  507 228 9495

Diferencial: a decoração com cores vibrantes, quentes, o que confere ao ambiente um ar descontraído e alegre.

Especialidade: culinária panamenha.

Quando fui: almoço do dia 26 de fevereiro de 2013, terça-feira. Estava sozinho. Fiquei em uma mesa para duas pessoas no primeiro salão, ao lado do bar. Permaneci no local por mais de 90 minutos.

Serviço: muito lento e confuso, especialmente se o cliente resolve pagar a conta com cartão de crédito. Há wi-fi gratuito.

O que bebi: duas latas de Pepsi Cola Light, com bastante gelo no copo.

O que comi: queria comida típica panamenha e o garçom me ajudou, informando o prato mais pedido do restaurante. Gostei da sugestão: filete de corvina servido com patacones y arroz “rain and beans” (U$ 15). O prato demorou a chegar. É bem servido e aromático. O filé de corvina é grelhado, levemente passado na farinha, com um tempero muito bom. Os patacones são discos fritos de banana verde amassada sem nenhum tempero, mas o sabor agradou ao meu paladar. Já o arroz estava perfumado, servido com poucos bagos de feijão. No geral, a comida estava razoável. Pedi uma sobremesa, também típica. Demorou muito para chegar a taça de arroz com leche frito servido com pasas (U$ 6). O sabor compensou a demora. É servido quente, o que contraria totalmente a tese de minha avó que não deixava os netos comerem arroz doce quente porque dava dor de barriga. Comi esta espécie de arroz doce quente e não tive nenhum problema. Gostei mais da sobremesa do que do prato principal.


filete de corvina servido com patacones y arroz “rain and beans”


arroz com leche frito servido com pasas

 Valor total da conta: U$ 29.

Minha avaliação: * * *. Valeu a experiência de ter experimentado a culinária local. O restaurante tem mais unidades espalhadas pela cidade. Está sempre cheio de turistas, pois figura em todos os guias sobre a Cidade do Panamá.

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