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sexta-feira, 28 de agosto de 2009

MAIS E MAIS FILMES

A recuperação continua. Muito líquido durante todo o dia e o incômodo do cateter sempre presente. Almocei em casa com minha mãe e Ric. A dieta dos pontos está suspensa, pois os remédios que estou tomando exigem uma alimentação adequada. De qualquer forma, não exagerei, preferindo as frutas e legumes. E para piorar, minha balança digital está desregulada.
Como continuo de molho, em repouso, continuo a ver os filmes da revista Bravo! 100 Filmes Essenciais. Hoje vi os classificados nos números 29 e 28.


Número 29: Viridiana, de Luis Buñuel, produção mexicana de 1961 ganhadora da Palma de Ouro em Cannes dee melhor filme. Buñuel é um dos meus cinco diretores de cinema internacionais preferidos (os outros são Almodovar, Pasolini, Fassbinder e Coppola) e este filme é sensacional. Viridiana, nas vésperas de se ordenar freira, vai visitar seu tio e ele a tenta seduzir. Não conseguindo, se suicida e ela se sente culpada, abandonando o convento e dedicando sua vida na mansão do tio a cuidar de pobres necessitados. Mas nada sai da forma em que idealizou. Crítica feroz do diretor ao catolicismo e seu assitencialismo.


Número 28: Amarcord, de Federico Fellini, produção conjunta de Itália e França, de 1973. Fellini é especial e neste filme toda o seus exército de flora e fauna passeia na tela em duas horas de um filme onírico, belo e ao mesmo tempo uma espécie de manifesto contra o autoritarismo presente no estado, na escola, na igreja, na família, enfim, na sociedade. Gostei muito rever este filme que tinha assistido no início da década de 80, no glorioso Cine Pathé, na Savassi, em Belo Horizonte. Hoje este cinema virou um estacionamento, o que é uma pena.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

QUATRO REUNIÕES

Enfrento um trânsito infernal na Avenida Antônio Carlos para chegar ao Centro da cidade. Muito congestionamento, já que a avenida está sendo alargada e há vários viadutos em construção, além das demolições das casas desapropriadas. As obras estão em ritmo acelerado para inaugurar no início do ano que vem. 2010, ano de eleição e várias placas pela avenida indicando se tratar de uma obra assumida pelo governo estadual.
Chego atrasado na primeira reunião, logo a com a autoridade regional. Ao longo do dia, enfrento quatro reuniões com muitas reclamações e reivindicações. Muitas delas fora da alçada da secretaria em que trabalho em Brasília. Somos quatro representantes de Brasília nas reuniões e levaremos sugestões e críticas para analisarmos no órgão central. Nova reunião com os sindicalistas mineiros está marcada para acontecer no dia 23 de outubro, já que na segunda reunião da manhã não houve conclusões.


Para almoçar, com apenas uma hora de intervalo, resolvo ir ao Ah! Bom (Diamond Mall, Santo Agostinho), juntamente com Kitty e uma colega de Brasília. Pedi uma das sugestões do dia, escritas na lousa negra: arroz mineiro. Nada mais do que uma versão sofisticada do mexidão, ou seja,arroz, feijão fradinho, almeirão, costelinha desfiada, alho poró e um ovo frito. O prato é bonito e precedido de uma bela salada de alface, tomate cereja e mussarela de búfala. Gostei muito do mexidão revisitado. De sobremesa, um brownie de chocolate com sorvete de coco. A sobremesa foi do vizinho, Eddie Fine Burgers. Da última vez que estive no Eddie, quis comer tal sobremesa e estava em falta. Desta vez experimentei e não me arrependi. Logicamente gastamos mais do que a uma hora de intervalo para o almoço e chegamos atrasados para a terceira reunião do dia, a primeira da parte vespertina. A última reunião, com as chefias locais, só terminou às 19 horas. Eu e Kitty (Pek não fique com ciúmes!) fomos para a Savassi e resolvemos jantar no La Traviata (Avenida Cristóvão Colombo, 282, Savassi), restaurante antigo da cidade que costumava frequentar nas noites de domingo logo após as sessões de cinema no extinto Cine Pathé, que ficava bem em frente ao restaurante de comida italiana. Hoje, o local do cinema é um estacionamento. Triste fim de um local outrora charmoso de BH. No La Traviata, eu e Kitty conversamos bastante, especialmente temas ligados à literatura e à gastronomia. Belo papo que foi regado por uma massa bem feita, durante mais de duas horas.