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quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

CABARÉ

 


 Ainda seguinda a lista da revista Bravo! 100 Filmes Essenciais, vi pela preimeira vez o musical Cabaré (Cabaret), dirigido por Bob Fosse em uma produção americana de 1972. O filme concorreu a vários Oscar, incluindo o de melhor atriz para Liza Minelli no papel da cantora e dançarina americana Sally Bowles. Ela trabalha em um night club em Berlim no ano de 1931, quando a Alemanha vivia uma crise político-econômica e via a ascensão do nazismo. Ela mora em um quarto alugado em uma casa de uma alemã, onde chega o bissexual Brian Roberts, vivido por Michael York, um professor de inglês. Os dois acabam se envolvendo com o milionário Maximilian, vivido na tela pelo ator Helmut Griem. Números musicais, todos no Kit Kat Club, entremeiam as cenas com os três personagens principais. A ascensão do nazismo e sua aceitação pela população alemã é muito bem representada em uma espécie de pic nic onde um jovem ariano canta uma música que exalta a juventude alemã e seu futuro, quando um a um os alemães presentes se levantam, aderindo, cantando a tal música. A felicidade e o clima festivo do cabaré contrasta com a violência, em sua fase inicial, do nazismo nas ruas de Berlim. Parece ser uma espécie de apatia para o que estava acontencendo do lado de fora do night club. Liza Minelli está excelente como a dançarina/cantora aspirante ao posto de atriz. Gostei.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

FILMOTECA ESSENCIAL - INTERNACIONAL (07)


Um Lugar Ao Sol (A Place In The Sun), dirigido por George Stevens é um filme que merece ser visto e revisto. Estrelado por Montgomery Clift (George Eastman), Elizabeth Taylor (Angela Vickers) e Shelley Winters (Alice Tripp), estreou em 1951 e ganhou seis Oscar, incluindo melhor diretor. Baseado no livro Uma Tragédia Americana, de Theodore Dreiser, é um melodrama clássico. George, pobre, mas sobrinho de um industrial, começa a trabalhar na linha de produção da fábrica de seu tio e se envolve com Alice, uma operária, mas, ao mesmo tempo, começa a frequentar as festas na casa de seu parente rico, onde conhece e se apaixona por Angela. Ambicioso, George quer ascender socialmente, preferindo o glamour da alta sociedade, mas Alice comunica que está grávida e força o casamento. George planeja, então, se livrar dela e acaba preso, julgado e condenado.  Elizabeth Taylor, com apenas 17 anos, faz uma Angela luminosa, cheia de vida, sabedora do que quer. Montgomery Clift faz um George contido, observador e atormentado, em belíssima interpretação. Nunca gostei de Shelley Winters e minha opinião não muda neste filme. Ela não passa nenhuma verdade, parece forçada, além de estar muito feia como a pobre Alice. O elenco de apoio também está muito bom, mas quem ilumina o filme é o casal Clift/Taylor. Curioso, vi os extras do dvd, no qual há uma entrevista com Elizabeth Taylor dizendo que havia beijado a primeira vez na vida apenas duas semanas antes das filmagens, tendo ido, portanto, sem nenhuma experiência para as gravações e seus beijos em Clift foram por pura intuição (ou seria instinto?). Valeu ter revisto este filme que sempre figura na lista dos cem melhores filmes já realizados. Na lista da revista Bravo! 100 Filmes Essenciais, ele figura na posição 73. E por falar nesta lista, só faltam dois filmes para eu ter visto/revisto todos eles: Kaos, dos irmãos Taviani e Pixote, A Lei do Mais Fraco, de Hector Babenco.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

FILMOTECA ESSENCIAL - INTERNACIONAL (01)

CASABLANCA




Casablanca, de Michael Curtiz, vencedor do Oscar de melhor filme em 1942, bem como os de melhor direção e roteiro, é um dos meus filmes prediletos. Listado na compilação da revista Bravo! 100 Filmes Essenciais em quinto lugar, já o vi várias vezes, incluindo uma cópia colorizada. Prefiro o original, em preto e branco. Humphrey Bogart é Rick, dono do Rick's Café Americain nas proximidades do aeroporto de Casablanca, Marrocos, na época em que a França, especialmente Paris, estava tomada pelos alemães durante a II Guerra Mundial. No seu bar, todos se encontram, desde o corrupto chefe da polícia local, passando por militares germânicos, até europeus que faziam da cidade africana um porto seguro para sairem da Europa, via Lisboa. Neste contexto, aparece Victor Lazlo (Paul Henreid), checo líder da resistência contra os alemães e com passagem em campo de concentração, acompanhado de sua bela esposa Ilsa (Ingrid Bergman). Eles procuram um visto para sair do Marrocos. Rick e Ilsa tiveram um caso em Paris antes da invasão alemã e ela não apareceu na estação de trem quando fugiriam da França, deixando Rick sozinho com seu amigo e músico Sam, o pianista que toca a famosa música tema do filme As Time Goes By. Os bons momentos vividos no passado voltam a atormentar Rick e Ilsa. Rick é a chave para a saída do casal de Casablanca. É um romance permeado por aventura, mortes, trapaças e mistérios, com final que surpreendeu a muita gente. Dizem, inclusive, que há algo de homoerótico no diálogo que encerra o filme. Gosto muito deste filme, por isso, inicio esta série justamente por ele.

sábado, 9 de janeiro de 2010

FANTASIA


Terminei a noite de sexta-feira assistindo o desenho animado Fantasia (Fantasia), também integrante da lista da revista Bravo! 100 Filmes Essenciais. Produção de Walt Disney de 1940, tem oito histórias distintas ao som de grandes músicas clássicas. É longo, diferente, ousado ao misturar animação e música erudita. Não gosto de todas as histórias, por isso acho o filme chato. Se fosse para ver separado, destaco três momentos: o balé com avestruzes, hipopótamos, elefantes e crocodilos; a procissão religiosa ao som de Ave Maria de Schubert; e um breve momento quando o narrador pede à banda sonora mostrar graficamente os sons de vários instrumentos da orquestra. A direção desta animação coube a James Algar, Samuel Armstrong, Ford Bebe, Norman Ferguson, Jim Handley, T. Hee, Wilfred Jackson, Hamilton Kuske, Bill Roberts, Pauls Satterfield e Ben Sharpsteen. Vi uma versão italiana. É engraçado ouvir o nome de Mickey Mouse em italiano: topolino (o episódio mais fraco, na minha opinião, é estrelado pelo famoso camundongo).

CIDADÃO KANE



Seguindo ainda a lista da revista Bravo! 100 Filmes Essenciais, assisti, pela quarta vez na vida, o elogiado e classificado em primeiro lugar em várias listas mundo afora Cidadão Kane (Citizen Kane), também no lugar mais alto da lista da revista que já citei. Filme de estreia de Orson Welles, é uma produção americana de 1941, estrelada pelo próprio diretor. O filme quebrou a rotina do fazer cinema ao introduzir narrativa não linear, utilizando flashbacks, de focar as personagens de baixo para cima, dando uma dimensão de grandeza, além de outros recursos inovadores. Por isso, acabou alçado à condição de obra-prima e sempre reina como o mais importante filme já realizado de todos os tempos. Ele ocupa esta posição há mais de cinquenta anos. Apesar de todos estes aspectos, não é um filme que me chama a atenção. Acho a história chata. Definitivamente não gosto.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

MAIS FILMES

Na noite desta última terça-feira, dia 29/12/2009, assisti a mais dois filmes da lista da revista Bravo! 100 Filmes Essenciais.

Classificado em terceiro lugar, Sindicato de Ladrões (On The Waterfront), de Elia Kazan, com Marlon Brando. Produção americana vencedora do Oscar de melhor filme de 1954, trata da corrupção no sindicato de portuários de uma fria e suja Nova York. Marlon Brando está fantástico, bonito e sonso ao mesmo tempo. O clima realista é impressionante e fez escola no cinema a partir da década de cinquenta. Já conhecia o filme, mas nada me lembrava. Gostei muito.
Emendei o filme classificado em quarto lugar, Um Corpo Que Cai (Vertigo), produção americana de 1958 dirigida pelo mestre Alfred Hitchcock, com James Stewart e Kim Novak. Sensacional. Cada vez que vejo o filme, acho mais interessante. Da filmografia deste mestre, talvez seja o que mais gosto. Revejo milhares de vezes, mesmo sabendo a trama inteira e sempre gosto muito.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

O PODEROSO CHEFÃO


Para passar a tarde da véspera de Natal e com tudo já encaminhado para a ceia da noite, assisti ao segundo lugar da lista da revista Bravo! 100 Filmes Essenciais. O Poderoso Chefão (The Godfather), de Francis Ford Coppola, produção americana de 1972 e ganhador do Oscar de melhor filme daquele ano. Com interpretação magistral de Marlon Brando (Don Corleone) e Al Pacino (Michael Corlone), conta a saga da família Corleone na condução de negócios escusos na Nova York das décadas de 40 e 50. Já tinha visto o filme em cinema na década de setenta e não lembrava absolutamente nada. Foi ótimo rever este grande filme de Coppola. A fotografia e a música são grandiosas, assim com as cenas de assassinatos. A reprodução de hábitos e costumes italianos também é primorosa, como nas duas cenas de casamentos. Gosto muito da cena do batismo e da renovação de compromisso de Michael Corleone renunciando à satã, ao mesmo tempo em que seus homens assassinam um monte de mafiosos. Sensacional. O bebê do batizado é Sofia Coppola. Vale também destacar a presença e grande interpretação de Robert Duvall (Tom Hagen), ainda com cabelo. Gostei muito e vou ver as duas continuações na sequência.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

FELLINI 8 1/2


Ainda na noite de terça-feira, assisti a mais um filme da lista da revista Bravo! 100 Filmes Essenciais. Fellini 8 1/2, dirigido por Federico Fellini, produção da Itália de 1963. Ganhador de dois Oscar, incluindo melhor filme estrangeiro. No elenco Marcelo Mastroianni (Guido), Claudia Cardinale (Claudia), Anouk Aimée (Luisa) e Sandra Milo (Carla). Guido é um cineasta em crise produtiva e às voltas com o roteiro de um novo filme. Lembranças de sua vida perpassam todo o filme, com sonhos e aparaições de pessoas chave na vida da personagem. Um ótimo delírio de Fellini. Filme com 240 minutos, mas não é cansativo. Não conhecia. Gostei muito.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

A REGRA DO JOGO


Final de ano é sempre a mesma coisa no trabalho. Não há muito a fazer. Sem muito documento para despachar, com telefones praticamente mudos. Muitos já em recesso. Os que ficam contam as horas para terminar a jornada diária. Assim, tenho saído ainda com a luz do dia, já que às 18 horas temos sol brilhando no céu. Tempo para avançar na lista dos filmes da revista Bravo! 100 Filmes Essenciais.
Na noite de terça-feira, dia 22/12/2009, vejo o classificado em oitavo lugar. A Regra do Jogo (La Règle du Jeu), de Jean Renoir, produção francesa de 1939. O próprio diretor aparece em um papel importante na trama. Muito cultuado, não conhecia este filme. Trata-se de uma visão da sociedade francesa às vésperas da Segunda Grande Guerra, especialmente a questão das classes sociais. A burguesia se diverte e tem seus romances e traições em um castelo, com os empregados trabalhando para que a diversão seja completa. Até a caçada de coelhos e faisões na propriedade é um teatro armado, com os empregados saindo batendo nos arbustos e árvores, fazendo com que os animais corressem para uma área descampada onde os ricos e suas espingardas estavam estrategicamente colocados. Tiros certeiros e animais mortos. Os ricos não se dão ao trabalho nem de recolher a caça, papel desempenhado pelos subalternos. Um fato interessante é que as traições e romances acontecem no seio de cada classe social isoladamente, mas com semelhanças, mostrando que neste aspecto, todos os humanos são iguais. O filme traz inovações para a época, como as tomadas externas (característica do diretor). As cenas de caça são reais. Não havia a consciência em prol dos animais que vigora em nossos dias. Assim, há uma matança generalizada. Há uma cena que mostra claramente o momento de agonia de um coelho até seu último suspiro. Vendo os extras do dvd, fiquei sabendo que Robert Altman fez sua leitura do enredo ao filmar Assassinato em Gosfard Park. Gostei médio.

LAWRENCE DA ARÁBIA


Seguindo a lista da revista Bravo! 100 Filmes Essenciais, assisti ao classificado em sétimo lugar, o longo e ótimo épico Lawrence da Arábia (Lawarence of Arabia), dirigido por David Lean. Produção ganhadora de sete Oscar no ano de 1962, incluindo o de melhor filme. Elenco essencialmente masculino (só há mulheres coadjuvantes em três pequenas cenas, todas sem fala e sem ficar em primeiro plano), com destaque para Peter O'Toole (Lawrence), Omar Shariff (Ali), Anthony Quinn (Auda) e Alec Guiness (Príncipe Feisal). Sensacional. Continua grandioso. Cenas de batalha, com camelos e cavalos são ótimas. A explosão dos trens também é muito legal. Embora longo, não se percebe o tempo passar. O enredo é bem contado visualmente e com ótimos diálogos. Há muito não via esta película. A última vez que vi ainda existia o Cine Roxy, no Barro Preto, em Belo Horizonte, e isto já se vão décadas...
Adorei ter visto novamente.

domingo, 20 de dezembro de 2009

O ENCOURAÇADO POTEMKIN


Mais um filme da lista da revista Bravo! 100 Filmes Essenciais. Desta vez, assisti ao classificado em nono lugar, O Encouraçado Potemkin (Bronenosets Potymkin), produção da extinta União Soviética de 1925. Clássico mudo dirigido pelo mestre Sergei Eisenstein. Todas as vezes que vejo este filme, descubro novas facetas. É um filmaço. Assistindo ao filme atentamente, notamos o quanto um sem número de diretores bebe nesta fonte. Há várias cenas e/ou tomadas que são exaustivamente repetidas nos filmes ao longo dos anos. Alguns diretores falam abertamente sobre a influência que Eisenstein tem em seus trabalhos, como é o caso de Scorsese e De Palma (que homenageou o mestre em uma cena com carrinho de bebê no filme Os Intocáveis, inspirada no filme que vi hoje). O enredo, embora a história se passa na época da Revolução Russa, não envelheceu. Está presente a eterna briga de classes. Gostei muito de ver novamente. Sempre gosto.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

TERÇA DE MOLHO

Acordei com muitas dores nas costas. Ainda cálculos renais. Para piorar, um torcicolo. Fiquei em casa, não tinha condições de dirigir e trabalhar. Muito líquido, analgésicos e filmes, já que tinha que ficar quieto. Logicamente que voltei à lista da revista Bravo! Cem Filmes Essenciais. Vi os classificados em décimo primeiro e décimo lugares.

Décimo primeiro: Cantando na Chuva (Singin'In The Rain), produção americana de 1952, dirigida por Gene Kelly & Stanley Donen. Estrelado por Gene Kelly, Debbie Reynolds, Donald O'Connor e Jean Hagen. Um musical de sucesso que nunca tinha visto antes. Confesso que tinha uma certa antipatia pelo filme. Hoje mudei minha opinião ao ver o filme por completo. É um ótimo musical com números memoráveis de sapateado. Além do mais, há tantas referências do mundo das artes, sobretudo vários gêneros de filmes, teatro, musicais da Broadway, balé, enfim, é uma declaração de amor às artes. Gostei muito.

Décimo: Rastros de Ódio (The Searchers), produção americana de 1956, dirigida por John Ford e estrelada pelo eterno machão das telas John Wayne. O filme tem belas imagens do deserto americano e das estepes geladas canadenses. Uma linda Natalie Wood tem pequena participação como Debbie, a mulher branca raptada quando criança pelos comanches e criada como uma pele vermelha. Não gosto do gênero faroeste e este filme não mudou minha posição, embora as imagens imortalizadas por John Ford sejam impactantes. John Wayne mostra apenas com o semblante o horror de um massacre cujas consequências não são mostradas. Hoje, já que há uma patrulha constante dos politicamente corretos, o filme seria tachado de racista, pois coloca o homem branco como raça superior e os indígenas como selvagens, brutos e rancorosos. Contraditoriamente, o rancor maior se incorpora na personagem Ethan, vivida por Wayne. Talvez seja a marca do mestre Ford, mostrando que o ódio é inerente ao ser humano, independentemente da origem de cada um. Vale a pena ver.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

CREPÚSCULO DOS DEUSES


Depois de um longo período, aproveito os dias de férias e retomo a lista da revista Bravo! 100 Filmes Essenciais. Chego ao número 12, Crepúsculo dos Deuses (Sunset Boulevard), de Billy Wilder. Produção americana de 1950, traz Gloria Swanson como atriz principal vivendo uma personagem que reflete, em parte, sua própria carreira cinematográfica. Uma grande atriz do cinema mudo cai no ostracismo quando os filmes sonoros começam a ser produzidos. Fica isolada em sua mansão, cheia de dinheiro, apenas com a companhia de seu fiel mordomo (ele se revelará muito mais do que isto no decorrer do filme). Por coincidências do destino, um roteirista sem expressão (William Holden) acaba em sua mansão e ela ensaia uma volta triunfal ao set de filmagens dirigida por seu amigo Cecil B. DeMille, interpretado por ele mesmo. O filme é uma ácida crítica à fábrica de ídolos de Hollywood, uma realidade que persiste nos dias atuais. Algumas figuras importantes da era do cinema mudo participam deste filme, como Erich von Stroheim (o mordomo Max) e Buster Keaton, além dos já citados Swanson e DeMille. Gosto do filme, embora a narrativa em off me soa chata às vezes. A interpretação de Swanson é um episódio à parte. Como nos filmes mudos, ela dá muita ênfase nos gestos e nos olhares.

domingo, 13 de setembro de 2009

PERSONA


Depois do almoço, voltei para casa e fiquei com preguiça de sair, pois o calor e a secura estavam insuportáveis. Li um pouco e coloquei mais um filme da seleção da revista Bravo! 100 Filmes Essenciais. Agora foi a vez do número 13, Persona, de Ingmar Bergman, produção sueca de 1966. Filme curto, com menos de uma hora e meia de projeção, e de difícil acompanhamento. Deve-se prestar muita atenção, pois há momentos que ficamos em dúvida se é sonho, se é realidade, se é uma personagem falando ou se é a outra. Li na resenha do filme que Bergman escreveu o roteiro enquanto estava hospitalizado e no hospital, vivendo, talvez, momentos de angústia, tenha escrito esta fábula que tem uma forte ligação com a psicologia e a psicanálise. Passei por experiência recente internado três dias em um hospital e sei que o ambiente pode levar-nos à pensamentos estranhos, afinal, é como uma prisão. No filme, há um belo embate entre duas atrizes frequentes na filmografia de Bergman, Bibi Andersson e Liv Ullmann. Excelente filme, mas para poucos.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

ENFIM, RETIREI O CATETER

Acordei cedo e logo fui ver mais um filme da série da revista Bravo! 100 Filmes Essenciais, desta feita o classificado no décimo quinto lugar: 2001 - Uma Odisseia no Espaço (2001: A Space Odissey), de Stanley Kubrick, produção dos Estados Unidos e Inglaterra de 1968. Pela primeira vez, vi este filme com ânimo e gostei no final. Nas vezes anteriores em que assisti, estava sempre cansado e achava meio monótono. Agora não foi assim, embora longo, não achei cansativo e gostei muito desta ficção científica que revolucionou o gênero. Vários filmes que vieram depois se inspiraram nitidamente nas cenas do espaço e das naves espaciais feitas por Kubrick.

Logo após o almoço, preparado por mãe, fiquei lendo algumas revistas e os jornais do dia. Confesso que à medida em que se aproximava das 18 horas, ficava mais tenso. Isto porque resolvi tirar o cateter no próprio consultório médico, sem necessidade de internação e, portanto, sem sedativo. Pois bem, na hora marcada, já estava no consultório e tudo foi muito rápido e indolor. Apenas o incômodo da retirada, afinal é pela uretra que o cateter é extraído.
Para comemorar, uma pizza. Pedimos pelo telefone, Domino's Pizza, pois não dá para sair nesta noite.

Após o jantar, resolvi ver mais um filme. Desta feita, o de número 14: O Mensageiro do Diabo (The Night of The Hunter), de Charles Laughton, produção americana de 1955, com Robert Mitchum e Shelley Winters. Simplesmente horrível. Detestei o roteiro, as performances do elenco infantil e o cenário, totalmente fake. Há uma cena com uma coruja e fica visível que a ave está com uma corda amarrada no pescoço e esta corda é puxada para ela voar. Lastimável.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

ERA UMA VEZ EM TÓQUIO

Continuando a ver os filmes da revista Bravo! 100 Filmes Essenciais, chego ao número 19 - Era Uma Vez Em Tóquio (Tokyo Monogatari), de Yasujiro Ozu, Japão, 1953. Também recebeu o título em português quando do lançamento em dvd de Contos de Tóquio. Não conhecia o cinema de Ozu. Emocionante. Belíssimo filme, sensível, humano e simples. Adorei.

FITZCARRALDO

Acordei cedíssimo, antes das 6 horas e não consegui mais dormir. Na verdade, dormir direito é o que não faço nestes últimos dias, pois com a quantidade de líquido e horários para tomar remédios, a noite de sono sempre é interrompida.
Há muito tinha uma consulta marcada para os resultados de uma endoscopia. Peguei o carro e fui dirigindo. Arrependimento total, pois senti, além do incômodo do cateter, muita dor. Na consulta tudo tranquilo, basta continuar tomando o remédio contra o refluxo. Voltei para casa, deitei e fui ver um filme, logicamente da lista da revista Bravo! 100 Filmes Essenciais. Cheguei ao número 20: Fitzcarraldo, de Werner Herzog, produção alemã de 1982, ganhadora do prêmio de melhor direção no Festival de Cannes de 1982. Um delírio filmado. Klaus Kinski é o lunático que chega a transportar um barco a vapor montanha acima em plena floresta amazônica. Claudia Cardinale faz sua amante e dona de um bordel. Legal ver os brasileiros José Lewgoy, Grande Othelo e Milton Nascimento no elenco. Milton tem um pequeno papel como segurança do Teatro Amazonas, em Manaus. Embora muitos critiquem Herzog, gosto muito dos filmes dele e este, embora talvez seja o seu mais famoso filme, ainda não conhecia. É longo, 157 minutos, mas não é cansativo. Aprovei.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

QUINTO DIA DE MOLHO

Completaram-se cinco dias que fiz a cirurgia, portanto, cinco dias com o cateter me incomodando. Parece que quanto mais cicatriza, mas o cateter incomoda. Nesta terça-feira acaba minha licença médica e tenho um retorno marcado com o urologista que fez minha cirurgia para o início da tarde. Espero que ele já diga que podemos tirar o cateter.
Hoje foi dia de arrumar os arquivos no meu HD externo. Passei fotos, músicas, vídeos e planilhas do computador para o HD, liberando espaço no PC. Assim, ele está rodando mais rápido.
Na parte da tarde, depois de almoçar com mãe e Ric, comida preparada por minha mãe, recebi uma rápida visita de Rose que trouxe para mim dois frascos contendo gel antiséptico enviados por minha chefe.
E dei sequência aos filmes da revista Bravo! 100 Filmes Essenciais. Desta vez os de número 24, 23 e 22, nesta ordem.



Número 24: Em Busca do Ouro (The Gold Rush), de Charles Chaplin, Estados Unidos, 1925. Filme mudo, versão com narração adicional, o que deu mais dinâmica ao filme. Eterno Carlitos. Sinceramente, continuo não gostando dos filmes de Chaplin.


Número 23: O Conformista (Il Conformista), de Bernardo Bertolucci, produção de Itália, França e Alemanha de 1970. Belo filme que trata do fascismo. Como o diretor sempre foi de esquerda, há uma sequência na qual uma vendedora de flores canta a Internacional Socialista. Depois da queda do Muro de Berlim, esta cena não evocaria o sentido que evocou nos idos de setenta. Não conhecia o filme e gostei muito.


Número 22: Jules e Jim - Uma Mulher Para Dois (Jules et Jim), de François Truffaut, produção francesa de 1961. Triângulo amoroso vivido por Jules (Oskar Werner), Jim (Henri Serre) e Catherine (Jeanne Moreau). Totalmente dispensável. Historinha chata. Os críticos dizem que o filme é uma celebração à vida. Achei um pé no saco. Catherine faz os dois de gato e sapato e ambos sempre babando por ela. Nos idos de sessenta, com a necessidade de afirmação das mulheres, podia fazer sentido, mas hoje, o filme não empolgaria ninguém da nova geração.

domingo, 30 de agosto de 2009

DOMINGO DE MOLHO EM CASA

Ric saiu logo cedo para curtir o domingo com os familiares. Eu fiquei com minha mãe em casa. O cateter tem incomodado muito. Não consigo ficar muito tempo sentado. Aproveitei a disposição e arrumei gavetas do escritório. Ótima terapia é rasgar papeis. Recebi a visita de Rose na parte da tarde e jogamos conversa fora assistindo futebol na tv. Para não sair da rotina, assisti ao filme classificado em 25º lugar pela revista Bravo! 100 Filmes Essenciais, Metrópolis (Metropolis), de Fritz Lang, filme alemão de 1926. Duas horas e quinze minutos de filme mudo com uma história futurista. Revendo este filme hoje, notei vários elementos e cenas que foram inspiração para inúmeros filmes que assisti ao longo destes últimos anos, especialmente os de ficção científica. O filme é um clássico e, embora a cópia em dvd não seja boa, gostei muito de revê-lo. Lembro-me que vi uma versão colorizada e com músicas de rock no extinto Cine Pathé, em Belo Horizonte. Prefiro a versão original.

sábado, 29 de agosto de 2009

SÁBADO DEDICADO A LEITURAS

Mais um dia de recuperação. Eu sei que é lenta, mas já estou ficando incomodado de ficar o dia inteiro dentro de casa, bebendo e bebendo líquidos.
Para passar o dia, dediquei a leituras. Primeiro, peguei o livro Todo Sol Mais O Espírito Santo, de Lima Trindade, indicação do próprio autor, a partir de um chat na internet. Adorei. São contos inteligentes que tem algo de real, embora saibamos ser frutos da imaginação do autor. Li direto, em uma única sentada, o livro inteiro de 156 páginas.
Depois desta leitura, peguei as edições do Correio Braziliense e da Folha de São Paulo de 22 de agosto até a data de hoje, 29 de agosto e li todos os cadernos de cultura e turismo dos dois jornais. Foi uma longa leitura que durou até o final da tarde. Só houve pausa para almoçar, na companhia de mãe e Ric quando saboreamos uma sensacional lentilha com cebolas e um ovo frito por cima, preparado, obviamente por minha mãe. Simples e maravilhoso. Não quis nem saber das outras opções.

No final da tarde, mais um filme da Bravo! 100 Filmes Essenciais. O classificado em 27º lugar, um filme de Michelangelo Antonioni, A Aventura (L'Avventura), produção italiana de 1960 e que recebeu um prêmio especial do júri do Festival de Cannes daquele ano. Odiei o filme. Arrastado, sem ritmo, em certos momentos até mesmo sem nexo.


E ao terminar a noite, o filme número 26 da revista que acompanho: O Sétimo Selo (Det Sjunde Inseglet), de Ingmar Bergman, produção sueca de 1957, ganhadora de um prêmio especial do júri no Festival de Cannes para o diretor. Uma forma interessante de abordar a morte e as dúvidas relativas à fé. Já tinha visto em cinema e VHS e continuo gostando.