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quinta-feira, 14 de novembro de 2013

MAIS UM POUCO DE GIVERNY

Depois de conhecer o Musée des Impressionnismes e seu jardim, tínhamos ainda cerca de uma hora antes da partida do ônibus das 17:20 horas para Vernon. Decidimos conhecer um pouco mais da charmosa Giverny, caminhando pela rue Claude Monet, à direita de quem sai do museu. No caminho, casas com belos muros de pedra e bem cuidados jardins abrigam pequenos hotéis, restaurantes, cafés, ateliês e lojinhas, muitos deles já fechados àquela hora. Era final de temporada para a cidade. O que nos chamou a atenção foi o prédio do Ancien Hôtel Baudy, onde funciona o interessante Restaurant Baudy, há estúdios de artistas plásticos e um roseiral. No caminho, três crianças com fantasias de filmes de terror batiam nas portas das casas seguindo um ritual americano que hoje se alastrou pelo mundo. Pediam doces ou travessuras. Afinal, era halloween. Tiramos fotos dos garotos. Nossa próxima parada foi na igreja que fica na mesma rua. O que mais atrai turistas para ela não é sua construção, nem seu interior, muito simples, por sinal, e nem obras fantásticas em sua pequena capela. É no seu entorno que estão as principais atrações turísticas e ambas mórbidas, pois estão no cemitério que fica atrás da igreja. A primeira atração é o túmulo dos aviadores britânicos que salvaram a região do ataque dos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial, mas que morreram na derrubada do avião em que estavam. Muitas moedas, oferendas e flores mostram o quanto o povo da cidade idolatra tais aviadores. Há, inclusive, um memorial construído para eles, com parte da hélice do avião na lateral esquerda da igreja. A outra atração, em local afastado do cemitério, também na parte esquerda da igreja, está o túmulo da família Monet, onde o mestre do impressionismo está enterrado. O túmulo é bem simples. Há outros de arquitetura e estatuária mais eloquentes no cemitério. Finda a visita. Era hora de retornarmos para o estacionamento onde chegamos para pegar o ônibus e retornar para Vernon e de lá, de trem, para Paris. Passei um ótimo dia de aniversário em Giverny. 50 anos em grande estilo.

túmulo da família Monet


Memorial dos Aviadores Britânicos

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

MUSÉE DES IMPRESSIONNISMES

Terminado o almoço, nosso próximo destino foi o Musée des Impressionismes (99 rue Claude Monet), cujo ingresso foi adquirido conjugado com a entrada da Maison et Jardins de Claude Monet antecipadamente, via internet (€ 18,20). O museu é recente, pois foi criado em 2009, tendo como objetivo o estudo da arte impressionista e o que veio depois, não possuindo um acervo permanente exposto. Funciona no período de março a outubro de cada ano, exibindo exposições temporárias. O prédio, em estilo moderno, é integrado à paisagem local e ao bem cuidado jardim que merece um passeio por seus canteiros. Uma loja focada no impressionismo e um moderno restaurante se localizam no primeiro piso do edifício. Não é permitido entrar nas salas de exposição com mochilas. Tive que deixar a minha em um escaninho localizado na escada de acesso ao subsolo. Uma exposição tomava conta dos espaços expositivos do museu, em seu último dia de exibição. Visitamos a mostra Hiramatsu, Le Bassin aux Nymphéas. Hommage à Monet. A exposição reunia pinturas do artista japonês Hiramatsu Reiji, que eram mostradas pela primeira vez na França. Seus quadros não deixavam dúvidas de que ele bebia no farto material de Monet, com releituras das paisagens famosas do mestre do impressionismo. Além das pinturas de Hiramatsu, ainda faziam parte da exposição um recorte dos desenhos japoneses da coleção de Monet, além de dois de seus quadros (Nymphéas avec rameaux de sale, óleo sobre tela, e Nymphéas, um desenho em crayon com data em torno de 1918), de longe, a parte mais interessante da exposição. O espaço expositivo não é grande e tem fácil mobilidade para apreciar todas as obras da mostra. Não gastamos muito tempo lá dentro. Na saída, percorremos o jardim, com direito a laguinho com carpas coloridas e a algumas macieiras com frutos ainda em formação.




terça-feira, 12 de novembro de 2013

MAISON & JARDINS DE CLAUDE MONET

Às 13:45 horas da quinta-feira, dia 31 de outubro de 2013, descemos do ônibus em Giverny, em um estacionamento às margens da estrada chamada Chemin du Roy. Para alcançar o outro lado da estrada, há uma passagem subterrânea. Já do outro lado, tomamos a estrada, a pé, na direção Gasny, até a rue du Pressoir, onde viramos à esquerda. Já estávamos no circuito turístico da cidade. Como tínhamos lido que a Maison et Jardins de Claude Monet era concorrida e quanto mais tarde pior a fila, decidimos visitá-la em primeiro lugar. Ainda no ônibus, junto com o bilhete de ida e volta (€ 8), recebemos um mapa do local. A Casa de Monet fica na 84 rue Claude Monet, a via principal e onde estão praticamente todos os locais de interesse turístico. Como anunciado, havia uma fila de turistas saindo para a rua. No entanto, não precisamos enfrentar tal fila, pois Emi tinha comprado, pela internet, o ingresso conjugado para visitar tanto a Maison et Jardins de Claude Monet quanto o Musée des Impressionnismes (€ 18,20). Entramos pela passagem lateral, onde uma senhora conferiu os bilhetes previamente impressos em uma leitora de código de barras. Para acessar os famosos jardins, passe-se, necessariamente, pela loja de lembranças, com vários artigos com motivos que remetiam ao pintor impressionista. Deixamos para ver os produtos ao final da visita, indo direto para os jardins. Havia muitos turistas, principalmente por aquele ser o último dia de visitação no ano de 2013. Durante o inverno, os jardins não podem ser visitados. Por ser outono, as flores já não tinham perfume e muitas delas tinham suas pétalas queimadas pelo frio, mas ainda assim a beleza dos jardins impressiona. São dois jardins. O primeiro é o jardim de flores, chamado Les Clos Normand. Muito bem cuidado, com corredores que permitem um passeio pelos diversos canteiros, possibilitando uma boa observação de flores e folhagens. O segundo jardim é o Jardin d'Eau, a parte que mais desperta interesse, onde está o lago, a ponte japonesa e as ninfeias, cujo exemplar mais conhecido é o lótus. Obviamente que as ninfeias quase já não estavam floridas. Para chegar a esta parte do jardim, há uma passagem subterrânea toda em gradil de madeira verde. Do outro lado, o impacto visual é incrível, mesmo sem flores em abundância. Percorremos toda a trilha em volta do lago, parando para fotos, apreciando o cuidado dos jardineiros para com as árvores, admirando a beleza do lugar. Um jardim que transmite paz e tranquilidade. Vieram à minha mente alguns quadros de Monet que vi em museus que ali foram pintados. Depois de algum tempo nesta parte do jardim, retornamos para visitar a casa onde o pintor morou por 43 anos, hoje um museu. Há um sentido único para a visita, começando pela esquerda. Na casa, conhecemos os cômodos, com o mobiliário e objetos de decoração da época em que o pintor lá vivia, além de quadros nas paredes, muitos reproduções de obras de pintores famosos, cujos originais estão espalhados por museus de arte de várias cidades do mundo. Também há uma grande quantidade de desenhos japoneses, uma paixão de Monet. A visita é bem rápida. Duas coisas me chamaram a atenção: um gato de porcelana dormindo em uma almofada que enfeitava uma mesa no canto da sala de jantar, que tem os móveis amarelos, e a cozinha enorme e com muitas panelas de cobre. Emi, obcecado em tirar fotos com seu iPhone, não nos acompanhou nesta visita à casa, pois foi procurar uma tomada para carregar seu celular. Eu e Rogério ainda demos mais uma volta no jardim de flores parando para ver as diferentes espécies de galinha em um viveiro localizado ao fundo do local. Em seguida, fomos para a loja, onde compramos algumas lembranças. Interessei-me pela réplica do tal gato de porcelana, mas achei cara (€ 260), não comprando-a. Ficamos mais de uma hora e meia na Maison et Jardins de Claude Monet. Só a visita a este local valeu a viagem tumultuada que fizemos de Paris até Giverny. Foi um ótimo passeio em pleno dia em que completava 50 anos. Da Casa de Monet direto para o almoço, pois a fome gritava!!

50 ANOS EM SOLO FRANCÊS - PARIS E GIVERNY


Sempre falei que comemoraria meus cinquenta anos em Paris. E chegou o dia: 31 de outubro de 2013. Acordei cedo com uma mensagem no celular. O dia estava bem frio, mas sem chuva. O combinado com Rogério e Emi, que também completava cinquentinha no mesmo dia, era tomar café da manhã mais cedo, pois tínhamos ingressos para visitar a Casa de Monet, em Giverny. Os ingressos foram comprados pela internet por Emi. Ele adquiriu um ingresso conjugado para a Maison & Jardins de Claude Monet e para o Musée des Impressionnismes, ambos na mesma localidade. Cada ingresso conjugado custou € 18,20. A vantagem da compra antecipada é não enfrentar a fila na entrada da Casa de Monet. Para chegar em Giverny, tínhamos que pegar um trem para Vernon e de lá, um ônibus. Emi e Rogério tinham um passe de trem que servia para o trajeto, mas eu ainda tinha que comprar o bilhete. Vimos os horários do trem, decidindo por pegar o das 10:20 horas. Portanto, tínhamos que estar na Gare Saint Lazare, ponto de partida, um pouco antes para eu comprar os bilhetes de ida e volta. Às 08:30 horas estávamos no subsolo do hotel Holiday Inn Notre Dame tomando nosso café da manhã. Comecei bem meu dia com um delicioso croissant e alguns nacos de queijo. Nada mais francês! Demoramos no café e, consequentemente, para sair do hotel. Para chegar à estação de trem, pegamos o metrô. A estação Saint-Michel é bem próxima de onde estávamos. Emi e Rogério já tinham bilhetes do metrô para cinco dias, comprados no dia anterior. Eu tive que comprar naquele momento. Adquiri um tíquete para três dias pelo valor de € 23,40. No bilhete, deve-se escrever o nosso nome e o período de validade. A vendedora já me entregou o meu com as datas escritas por ela: de 31/10 a 02/11/2013. Nosso trajeto exigia uma baldeação na estação Châtelet-Les Halles, onde pegamos a linha 14 em direção à Gare Saint Lazare. Olhávamos o relógio com a certeza que não daria tempo de pegar o trem. Emi dizia que a estação era pequena, fácil de comprar o bilhete e que daria tempo. Ele só não contava com a ampla reforma que a estação vem sofrendo, com vários pisos modernos, cheios de lojas e com a fila que tivemos que enfrentar na loja da SNCF. Isto depois de ficar na fila errada, onde só vendia bilhetes para trens de percurso mais reduzido. Quando chegamos na fila correta, o relógio marcava 10:21 horas. Tínhamos perdido o trem. Resolvemos ir no próximo, marcado para 12:20 horas. Cerca de doze pessoas estavam na minha frente e alguns demoravam muito nos guichês. Embora com 16 posições de atendimento, somente 8 estavam funcionando. Fui atendido por uma simpática vendedora chamada Nicole. Comprei o bilhete de ida e volta, segunda classe, por € 27,80. Nicole já me entregou o bilhete com o carimbo datado de 31/10/2013, dizendo que não seria necessário validá-lo nas máquinas antes de entrar no trem. Ainda me orientou com relação ao ônibus que deveria pegar para Giverny, ressaltando que o tíquete do ônibus não estava incluso no bilhete do trem e que ele era vendido diretamente pelo condutor. Tínhamos pouco menos de duas horas antes da partida do trem. Resolvemos andar pelas ruas da região, já que o sol insistia em querer aparecer. A estação fica perto das enormes lojas de departamento Printemps e Galerie Lafayette, além de ter um comércio pulsante, com filiais de famosas lojas como a Sephora, a Fnac e a Apple. Passamos brevemente nesta última e ficamos o restante do tempo de que dispúnhamos na Galerie Lafayette, mas nada compramos. Ao meio dia, estávamos na plataforma onde nosso trem já se encontrava parado. E quase não tinha mais lugar. Entramos e saímos de vagões, todos eles de dois andares, mas não encontrávamos local livre. O passe de Emi e Rogério era de primeira classe, mas nem assim achavam um lugar. Depois descobrimos que as pessoas ignoram a divisão de classes e se sentam onde tem lugar, jogando com a sorte de não haver fiscalização dentro do trem. Achei um lugar na segunda classe, para a qual tinha comprado o bilhete, e meus amigos foram na cabine da frente. Não cabem malas no bagageiro acima do assento e muita gente coloca a mala nas poltronas ou no corredor, atrapalhando a passagem. Fora aqueles que se espalham na poltrona, colocam um fone de ouvido e fecham os olhos, fingindo dormir. O cara que ia na janela do banco da minha frente estava assim e teve que ser cutucado por uma mulher para recolher as pernas. Ele ficou de cara feia para a mulher. No trajeto, nenhum fiscal conferiu o bilhete. Apenas três policiais andavam de vagão em vagão, em uma espécie de ronda. Chegamos em Vernon às 13:04 horas. A parada do ônibus para Giverny fica a poucos metros da estação de trem. Uma desordenada fila se formou perto da placa. Os horários de partida do ônibus são conjugados com os horários de chegada dos trens de Paris. Assim, o próximo ônibus sairia às 13:20 horas. Dois ônibus encostaram ao mesmo tempo. Fomos no primeiro, comprando o tíquete de ida e volta diretamente com o motorista, pagando o total de € 8. Antes de sair, verificamos os horários de trens de Vernon para Paris, decidindo pegar o de 17:53 horas. Para tanto, nosso horário máximo para tomar o transporte de volta seria às 17:20 horas, com chegada em Giverny programada para 17:40 horas. O trecho de ônibus é bem curto, mas dá para ter uma boa ideia da pequena cidade de Vernon. Em Giverny, a parada final é em um estacionamento perto das atrações turísticas do vilarejo. Para chegar nas atrações, fizemos um breve percurso a pé. Nossa primeira parada seria a Casa de Monet, para onde nos dirigimos, parando antes no centro de informações para pegar um mapa do local.