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domingo, 10 de junho de 2012

GASTRONOMIA EM SALVADOR (BA) - DONA MARIQUITA



Endereço
: Rua do Meio, 178, Rio Vermelho, Salvador, Bahia.

Especialidade: Culinária baiana, mas não a mais conhecida. O restaurante faz um trabalho de pesquisa e resgate de pratos antigos que hoje são desconhecidos pela maioria das pessoas. As influências africanas e sertanejas são fortes nestes pratos. 

Ambiente: fica em uma casa de fachada branca em rua de nome curioso (Rua do Meio). São três ambientes internos mais um no que seria o quintal da casa. Na área de apoio, onde estão cozinha, banheiros e o caixa, a parede é feita de sapê. No fundo do quintal, há um balcão que faz as vezes de bar. Nos ambientes internos, com ar condicionado, o chão é de cimento batido com alguns detalhes feitos com ladrilhos hidráulicos antigos. Uma estante divide o grande salão em dois. Nela estão objetos do artesanato baiano, feito em cerâmica crua ou palha. Um carrinho de madeira, daqueles que vendedores ambulantes oferecem café nas ruas da cidade, serve de apoio para os cardápios, cujo capa também é de palha. Cortinas brancas cobrem as janelas, enquanto o forro do teto é de palha. Completa a decoração lustres brancos em formato redondo e quadrinhos com motivos populares nas paredes.










Serviço: informal, cheio de sorrisos, mas ainda carecendo de muito treinamento. Houve uma demora na chegada do prato, mas dei um desconto por estar bem cheio o restaurante, mesmo eu tendo chegado perto de 15 horas. Tem um cardápio variado de cachaças, com destaque para as mineiras, baianas e paulistas.

Quando fui: almoço do dia 03 de junho de 2012, domingo. Estava só.

O que bebi: uma lata de Coca Cola Zero. Finalizei com um café de coador, única opção da casa. Estava ralo e morno. Dispensável.

O que comi: fiquei interessado em vários itens do cardápio, mas alguns deles são indicados para duas pessoas. Quando vi que a casa fazia parte da Associação da Boa Lembrança, pedi o prato elaborado para este fim: farofa de maniçoba com banana da terra frita e carne de porco defumada acebolada. O prato é servido em uma cerâmica crua, tendo bela apresentação. A farofa de maniçoba fica no meio do prato, com pedaços de banana frita saindo de seu centro como se fosse a lava de um vulcão. Ao redor, pedaços da carne de porco e muita cebola. Tempero maravilhoso, sem pimenta, que fica disponível para o cliente na mesa. A farinha e a folha da maniçoba formaram um belo par, com sabor marcante. Sensacional e ainda levei o prato da Boa Lembrança, pintado à mão, para casa.



farofa de maniçoba com banana da terra frita e carne de porco defumada acebolada


Prato da Boa Lembrança


Quanto paguei: R$ 74,03.

A avaliação a seguir leva em consideração a experiência por mim vivenciada durante a minha visita ao restaurante, desde o momento da reserva (quando há), passando pela recepção, acomodação na mesa, atendimento, tempo de chegada dos pedidos, até o pagamento da conta. Esta avaliação varia de um a cinco asteriscos, representados pelo símbolo (*), podendo ter a variação de meio asterisco, representada pelo formato (1/2).

Minha avaliação: * * * 1/2. Foi a segunda vez que almocei no Dona Mariquita e, voltando a Salvador, é um dos locais que quero voltar.

Gastronomia Salvador (BA)

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

SALVADOR - TRABALHO E FUTEBOL

Fiz uma viagem bate e volta para Salvador, Bahia. Peguei o rescaldo dos atrasos da Gol que aconteceram desde o último final de semana. Precavido, fiz o check in pela internet (ida e volta), mas os balcões da companhia aérea estavam tranquilos. No entanto, as salas de embarque estavam repletas de gente. Não havia lugar para sentar. Como sempre acontece no aeroporto de Brasília, o portão marcado no cartão de embarque não foi onde ele foi realizado. Soa como desorganização o fato de a Infraero indicar para a empresa aérea um portão que é impresso em nosso cartão de embarque, nos dirigimos para o tal portão, o monitor indica que o voo está confirmado para aquele portão e vem uma frase que todos que usam o aeroporto de Brasília (o mesmo vem acontecendo no aeroporto de Congonhas, em São Paulo): "devido ao reposicionamento de aeronave no pátio, o embarque do voo YY, quando autorizado, será no portão XX" Meu voo era no portão 3, sendo alterado para o portão 7. O voo atrasou em uma hora. Avião lotado. Voo tranquilo, sem turbulências. Nem vi o tempo passar, pois fiquei lendo jornal do dia. Ao chegar no aeroporto de Salvador, uma colega de trabalho já me esperava. Fomos direto para o Mercure Salvador Rio Vermelho (Rua Fonte do Boi, 215 - Rio Vermelho), onde costumo ficar quando vou para a capital baiana. Foi o tempo de fazer o check in, colocar a mala no quarto, descer novamente para almoçarmos, pois já era perto de 13 horas e tinha reunião agendada para 14:30 horas. O trânsito em Salvador é uma loucura, todo travado. Escolhemos almoçar por perto do hotel. Minha colega sugeriu o restaurante Dona Mariquita (Rua do Meio, 178 - Rio Vermelho), local que eu queria conhecer na minha última viagem a Salvador, mas que não tive tempo. O local é simples, com decoração rústica, mas a comida vale muito a pena. Não estava cheio. Escolhemos uma moqueca de camarão com maturi (castanha de caju verde). Além dos acompanhamentos escritos no cardápio (arroz branco e pirão), ainda podemos escolher mais um, entre três opções informadas pela garçonete, cujo uniforme era bem despojado, uma repaginação da baiana. Preferimos ficar com o caruru. Enquanto esperávamos, conversamos sobre o gosto em comum de viajar, de conhecer novos mundos, novas culturas e novos sabores. O prato não demorou e serve muito bem duas pessoas. A moqueca estava bem feita, com muito camarão.O maturi dá um sabor diferenciado, um pouco ácido, contrastando com o dendê. O caruru estava divino. Adoro quiabo. Já o pirão, é dispensável. Achei que estava azedo. Deixei de lado. Depois de pouco mais de uma hora no restaurante, pagamos a conta (R$ 74,48) e seguimos para a reunião, no Centro. Gastamos um bom tempo no trânsito. Chegamos atrasados em vinte minutos. Comecei logo o colóquio com os colegas baianos, esclarecendo dúvidas, além de colher informações importantes para a avaliação do planejamento nacional. A reunião terminou por volta de 17:30 horas. O tempo começou a fechar, sinalizando chuva para o final da noite. Dali, tínhamos que ir para o Estádio Manoel Barradas, casa do time do Vitória, conhecido como Barradão, pois tínhamos compromissos com a imprensa, além de distribuição de material da campanha nacional contra o trabalho infantil. O mote da campanha é o esporte, motivo pelo qual o jogo final da Copa do Brasil, entre os times do Santos e do Vitória, foi escolhido para dar mais visibilidade à campanha. Demoramos duas horas no trânsito, chegando 19:50 horas no portão 16 do estádio, entrada para os convidados. Éramos oito pessoas, em dois carros. O carro em que eu estava chegou primeiro. Entramos no estádio e estacionamos ao lado do  campo. Tínhamos acesso garantido às cadeiras. O estádio é bem diferente dos que conheço. Há muito tempo não ia ao campo de futebol para ver um jogo. A torcida do Vitória estava agitada, cantando feliz. No caminho, muita gente com a camisa do time do coração caminhando até o estádio. Dentro, um belo balé de mãos e cantoria, além da utilização de um acessório vermelho, distribuído na portaria, que fazia o diferencial. Eram dois balões na forma de cilindro que, batido um contra o outro, faziam um barulho de palmas. A torcida do Santos foi confinada em um canto pequeno atrás de um dos gols. O contraste da torcida do Vitória, majoritariamente em vermelho, e a do Santos, em branco, era outro espetáculo visual. A cantoria era geral. Quando os demais chegaram, fomos até as cabines de rádio, onde distribuímos o material da campanha, além de conversarmos com todos os radialistas presentes. Quando saímos para distribuir os cartões vermelhos para o trabalho infantil, a chuva começou a cair. Usamos um cartão como protetor de cabeça. As pessoas pediam o cartão para fazer o mesmo, proporcionando uma visibilidade involuntária do cartão. Não fiquei muito tempo na chuva. Enquanto a turma se dividia, uns indo para a torcida do Santos (que se recusavam a segurar o cartão por causa da cor vermelha) e outros ficando nas cadeiras e arquibancadas da torcida do Vitória, eu voltei para a cabine da Rádio Transamérica, de onde vi o jogo, ouvindo a divertida narração do locutor da rádio. Achei divertidíssima esta experiência. Assisti todo o primeiro tempo desta cabine, mas não vi o gol do Santos, pois estava lendo os scripts do locutor exatamente na hora. Decidimos ir embora durante o intervalo, pois prevíamos uma saída complicada do estádio, ainda mais se o Vitória perdesse. Todos reunidos, descemos até onde estavam os carros. Ao chegar no estacionamento, surpresa desagradável. Um dos carros estava preso, sem possibilidades de sair. O carro maior, uma camionete, estava livre. Sete pessoas se acomodaram neste carro, ficando apenas o motorista do outro veículo. Não havia muito a fazer. Ele disse que esperaria o final do jogo. O pior era que o motorista é torcedor do Bahia! A volta foi mais rápida, pois não havia trânsito tumultuado. No caminho, ouvimos a narração dos dois gols que garantiram a virada do Vitória no jogo, mas que não foi suficiente para lhe dar o título de campeão. O Santos, mesmo perdendo por 2 X 1, sagrou-se campeão do torneio, pois havia ganhado o primeiro jogo em sua casa pelo placar de 2 X 0. Cheguei ao hotel cansado, com sede, com dor de cabeça e muita fome. Afinal a minha última refeição tinha sido às 13:30 horas. Já passava da meia noite. Pedi uma omelete pelo serviço de quarto. A entrega do pedido demorou quase cinquenta minutos. tive que reclamar. Enquanto esperava, tomei um banho relaxante, arrumei a mala, pois levantaria cedo na quinta-feira para retornar a Brasília. A comida chegou, matei minha fome, escovei meus dentes, deitei. Não vi a hora em que peguei no sono. Somente acordei quando o relógio do celular despertou. Eram seis horas da manhã. Senti que o cansaço não tinha ido embora, mas não podia dormir mais. Tinha um voo cedo para pegar. Cheguei em Brasília sem atraso. Eram 11:30 horas. Resolvi passar em casa e por lá almoçar. Vi a cama. Deitei para uma soneca. Acordei somente às 17:30 horas com muita fome. Fiz um lanche rápido. Não havia tempo para ir ao trabalho.