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quinta-feira, 29 de novembro de 2012

GASTRONOMIA EM SALVADOR (BA) - CASA LISBOA


Endereço: Rua Manuel Dias de Morais, 35, Ondina, Salvador, BA.

Fone: 71 3331 3841

Especialidade: cozinha portuguesa.

Quando fui: jantar do dia 24 de novembro de 2012, sábado. Éramos seis pessoas, sem reserva. Chegamos por volta de 20:00 horas, quando escolhemos ficar na área externa do restaurante, pois apesar do calor, estava uma agradável noite em Salvador.

Serviço: eficiente, prestativo e atencioso. Bom serviço de vinho.

O que bebi: água mineral com gás São Lourenço e três garrafas do vinho branco português Paulo Laureano Premium 2010 (R$ 89,00 cada garrafa). Vinho leve, próprio para dias quentes e harmonização com peixes e frutos do mar.

O que comi: começamos por compartilhar o couvert da casa (R$ 13,90 por pessoa), com cesto de pães especiais produzidos na casa (o de milho parecia uma pamonha doce, muito bom), patê de frango desfiado, azeitonas verdes regadas com azeite extra virgem, batatas fritas (fatiadas bem fininhas, redondas, bem sequinhas), manteiga, mini bolinhos de bacalhau e quiabo em conserva. Este último item era fantástico, cujo sabor ainda mora em minha memória. Em seguida, pedimos duas porções de bolinho de bacalhau (R$ 23,90 cada uma). Cada porção é composta por quatro unidades do bolinho, servidos com molho de pimenta com limão e chutney de manga. O bolinho é crocante por fora, sequinho, com bastante bacalhau. A pimenta com limão é suave e potencializa o sabor da iguaria. Já o chutney de manga achei desnecessário, não harmonizou bem para meu paladar. Finalmente, o prato principal. Fui de polvo a lagareiro com tomate cereja e batatas ao murro (R$ 49,90). O prato é bem servido, com bela apresentação e muito perfumado. São tentáculos de polvo grelhados, servidos com cebola também grelhada, azeitonas azapa, brócolis cozidos, batatas ao murro e alho assado. Sabor marcante. O prato suplantou o vinho, que era fraco para o tempero forte, mas muito bom, dos acompanhamentos do polvo. Gostei.

Valor total da conta: R$ 828,00.

Minha avaliação: * * * *. Restaurante que preserva a culinária clássica portuguesa, mas com leve toque contemporâneo. Se não quiser ser incomodado por insetos voadores, fuja da varanda. Os salões internos são pequenos e bem aconchegantes, com ar condicionado e decoração que mistura o clássico com toques modernos.

Gastronomia Salvador (BA)


quarta-feira, 28 de novembro de 2012

BARRACA DO LÔRO




No sábado, dia 24 de novembro de 2012, o dia amanheceu lindo em Salvador. Céu azul, sol a pino, calor forte, mas com uma brisa gostosa. Resolvi ceder e ir novamente à praia com meus amigos. Minha cota de praia nesta viagem à Bahia foi totalmente ultrapassada, pois seria a segunda vez em três dias que passaria parte do dia em uma praia. Fiz apenas uma exigência: que fôssemos para um local onde tivesse uma barraca com boa estrutura, especialmente nos quesitos sombra e chuveiro com água doce. Aceitaram minha argumentação. Decidimos pela Barraca do Lôro, situada na Praia do Flamengo. Eu já tinha ido a esta barraca ainda quando ela era na areia, antes da retirada de todas as barracas da faixa de areia do litoral de Salvador. Depois desta decisão, o dono da barraca construiu uma nova Barraca do Lôro, em um lote próximo à praia, muito maior e com mais estrutura. Para nos levar até a Praia do Flamengo, contratamos dois táxis ao custo de R$ 120,00 cada um para fazer o trajeto ida e volta. Às 08:30 horas, os táxis estavam na porta do hotel. Saímos no horário marcado, indo pela orla, apreciando a bela paisagem. Levamos cerca de quarenta e cinco minutos para chegar até a entrada da barraca que fica na rua de trás da praia. Realmente a Barraca do Lôro está muito melhor. Há banheiro limpo, mesas e cadeiras debaixo de estrutura coberta com palha seca, mesas debaixo dos vários coqueiros, parquinho para crianças, espaço de massoterapia que utiliza produtos Natura, mesas, cadeiras e espreguiçadeiras na areia da praia, chuveiro com água doce em abundância, uma brigada enorme de garçons e seguranças, sinal de internet sem fio aberto, sem necessidade de senha, entre outras facilidades. Um dos diferenciais do lugar é um espaço lounge. São sofás e almofadas debaixo de estruturas de madeira cobertas com um tecido especial que absorve parte dos raios solares, amenizando a temperatura para quem fica nelas. Para ficar no lounge, a barraca exige uma consumação mínima de R$ 400,00. Resolvemos ficar neste espaço. Outro diferencial da barraca é sua trilha sonora. Nada de axé, sertanejo, pagode, funk e afins. Apenas o melhor do pop rock nacional e internacional. Começamos brindando com uma cava rosé. Seguimos com algumas garrafas do espumante nacional Casa Valduga Art. Para acompanhar as bebidas, pedimos porções de acarajés, cuja massa foi feita na hora. Frescos, secos e com recheios bem saborosos. Também pedimos espetinhos de carne de sol e de queijo coalho, além de muita água mineral com gás, sem gás e água de coco. Fazíamos as contas e sempre faltava um tanto para chegarmos na consumação mínima. Porções de bolinho de peixe (diria que o sabor é digno), pastéis de siri e de camarão (o recheio dos dois tipos de pastéis tinha sabor apenas de molho de tomate). Além disto, íamos pedindo mais espumante. Logo outras estruturas foram ocupadas. Um grupo enorme, de mais de quarenta pessoas, ocupou o lounge em frente ao nosso. Em determinado momento do dia foi necessário pendurar duas cangas na estrutura de madeira para nos proteger do sol. Para aplacar o calor, meus amigos iam ao mar e eu ia para debaixo do chuveiro, que ficava bem próximo de onde estávamos sentados. Depois de mais de cinco horas na Barraca do Lôro, pedimos a conta (R$ 482,00) e ligamos para o motorista de táxi contratado para nos buscar. Ele demorou quase meia hora para chegar. Foi tempo de pagar a conta, arrumar nossas coisas, limpar os pés. Para voltar, por causa do trânsito, demoramos um pouco mais, cerca de uma hora. Chegamos cansados ao hotel. Resolvi tomar um banho refrescante e dormir um pouco. O almoço seria o jantar.


lounge


acarajé

turismo

terça-feira, 27 de novembro de 2012

GASTRONOMIA EM SALVADOR (BA) - LAFAYETTE


Endereço: Avenida Lafayete Coutinho, 1.010 (Avenida do Contorno), Bahia Marina, Salvador, BA.


Fone: 71 3321 0800.


Especialidade: cozinha contemporânea, com ênfase na culinária mediterrânea, sob a supervisão da chef Carla Pernambuco.


Quando fui: jantar do dia 23 de novembro de 2012, sexta-feira. Éramos seis pessoas, com reserva para 20:30 horas. A reserva é recomendável, pois o restaurante é bem procurado tanto por turistas quanto por moradores da cidade. Chegamos na hora marcada, pois do contrário a mesa não estaria garantida. Ficamos no deck, com ampla vista para a Baía de Todos os Santos.

Serviço: razoável, sem firulas. Recepcionista atenciosa, garçons com conhecimento do cardápio e prontos para dar sugestões. Bom serviço de vinho.

O que bebi: água mineral com gás São Lourenço e os vinhos tintos San Pangrazio Chianti 2009 (R$ 77,00), produzido na Itália, e Heartland Stickleback 2009 (R$ 109,00), corte cabernet-sauvignon, shiraz, dolcetto e lagrein, produzido na Austrália. Ambos não harmonizaram com meu prato, mas já sabia disto previamente. Sem a comida, são muito interessantes. Vale experimentá-los.

O que comi: dividimos duas porções de ceviche (R$ 44,00 cada uma) e uma de bruschetta de tomate com manjericão e parmesão (R$ 19,00). O ceviche era de robalo e salmão. Parecia mais um tartare, inclusive na consistência, pois o peixe era cortado em pedaços bem pequenos. Estava com pimenta do reino, o que valorizou seu sabor. Aprovei. A bruschetta também estava muito boa, com o pão mais fino e bem torrado. O manjericão estava na medida certa, em ótima harmonia com o tomate fresco picadinho. Inicialmente escolhi um bife de tira como prato principal, mas o garçom sugeriu que eu pedisse qualquer prato com frutos do mar, a especialidade da casa. Realmente observei que a maioria dos pratos que chegavam às mesas ao nosso redor eram elaborados com frutos do mar. Resolvi mudar de ideia, solicitando um risoto de frutos do mar com açafrão espanhol e ervilhas frescas (R$ 52,00). Há muito tempo não comia um risoto tão bom, no ponto certo, al dente, sem o gosto de amido. A leveza do açafrão espanhol enriqueceu o prato. Muito bom.

Valor total da conta: R$ 693,30.


Minha avaliação: * * * *. Restaurante moderno, despojado, com boa trilha musical.

Gastronomia Salvador (BA)


domingo, 25 de novembro de 2012

GASTRONOMIA EM SALVADOR (BA) - UAUÁ RESTAURANTE



Endereço: Rua Gregório de Matos, 36, Pelourinho, Salvador, BA (uauarestaurante@uol.com.br).

Fone: 71 3321 3089.

Especialidade: comida típica nordestina e baiana, tanto do sertão quanto do mar.

Quando fui: almoço do dia 23 de novembro de 2012, sexta-feira. Éramos seis pessoas, sem reserva. Chegamos por volta de 12:30 horas, permanecendo cerca de uma hora e meia no local. Não havia nenhuma mesa ocupada. Logo um grupo de turistas europeus ocupou várias mesas do salão ao lado de onde ficamos. Sentamos em uma mesa no segundo piso, em um dos salões com vista para o casario histórico do Pelourinho.



Serviço: médio. Os garçons foram simpáticos e a comida não demorou para chegar à mesa.

O que bebi: uma garrafa de Coca Cola Zero. Sem café ao final do almoço, pois a casa não tem espresso em seu cardápio.

O que comi: como a fome era grande, começamos por compartir uma porção de macaxeira frita (R$ 10,00). Pedaços sequinhos e muito saborosos. Há várias opções do cardápio que servem duas pessoas. Assim, dividi um destes pratos, a carne de sol a moda da casa (R$ 42,00), cujos acompanhamentos são purê de macaxeira e baião de dois. A carne vem cortada em gomos, mas em uma peça inteira, parecida com aquelas mangas que servem em determinados hotéis. Fica fácil de servir. Tinha pouca gordura e estava com excelente tempero. Não tinha sal em exagero, como costuma ser servido em alguns restaurantes. O purê de macaxeira estava apenas bom. Se fossem servidos pedaços fritos da mesma macaxeira, seria melhor e combinaria mais com o prato. O baião de dois tinha muito queijo coalho e pouco feijão de corda, mas estava bem feito. A porção servida poderia ser um pouco mais farta. Se os dois que dividirem o prato forem glutões, a porção do baião de dois não é suficiente. Como comemos entrada e a carne é bem servida, assim como o purê, ficamos satisfeitos.



Valor total da conta: R$ 204,60.

Minha avaliação: * * *. Restaurante decorado com paredes de taipa, conferindo ao seu interior um ar de casa do interior nordestino.

Gastronomia  Salvador (BA)

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

GASTRONOMIA EM SALVADOR (BA) - PARAÍSO TROPICAL


Endereço: Rua Edgar Loureiro, 98-B, Resgate (Cabula), Salvador, BA.
(www.restauranteparaisotropical.com.br)

Fone: 71 3384 7464.

Especialidade: culinária baiana, sob o comando do chef Beto Pimentel.

Quando fui: jantar do dia 21 de novembro de 2012, quarta-feira. Éramos 9 pessoas. Chegamos às 19:45 horas, permanecendo no local até às 22 horas. Ficamos na última mesa da varanda superior, com vista para o jardim interno. As mesas da varanda estavam todas ocupadas.

Serviço: lento. Tínhamos que ficar com os braços levantados por longo tempo até que algum garçom nos visse. As bebidas demoram a chegar à mesa, assim como os pratos.

O que bebi: pedi uma caipirinha de pitanga e coco verde (R$ 14,50), uma das especialidades da casa. O drinque vem em bela apresentação, com muito mais fruta do que álcool. É quase um suco.

O que comi: escolhemos duas moquecas especiais para duas pessoas cada uma. Tais moquecas serviram seis dos nove presentes. Calapolvo (camarão, lagosta e polvo), R$ 148,00, e Camapolvo (camarão e polvo), R$ 125,00, foram as duas moquecas escolhidas dentre as opções especiais do cardápio. Ambas são decoradas com frutas frescas, colhidas no enorme pomar do restaurante, e servidas com aipim cozido regado com manteiga de garrafa, arroz branco com ervas aromáticas, farofa de manteiga e molho de pimenta. Os pratos chegaram fumegantes, como se espera de uma moqueca, e com um perfume maravilhoso. Elas não estavam com muito dendê, o que lhes conferiu maior suavidade no sabor. Além dos frutos do mar indicados no cardápio, cada uma delas tinha em sua composição maturi (castanha de caju verde), tomate, cebola e coquinhos. Este é o diferencial das moquecas do Paraíso Tropical, onde o chef sempre mistura frutas nas moquecas. Tais frutas variam de acordo com a estação do ano. Sabor inigualável. Quanto aos acompanhamentos, destaque para o aipim cozido. Derretia na boca, com ótimo tempero. Ao final, como já é tradição no local, uma gamela de frutas frescas foi colocada ao centro da mesa juntamente com um punhado de doce de banana embrulhado na palha. Melancia, abacaxi, biri biri, tamarindo, pitanga, laranja, mexerica cravo, banana, jaca, manga e cana enchiam a gamela e perfumavam a mesa. Aquelas que sobram podem ser levadas para casa pelos comensais. Sensacional.


Calapolvo


Valor total da conta: R$ 738,00.

Minha avaliação: * * * * . O restaurante fica em um sítio, com direito a pomar variado, ambiente agradável, em meio a árvores frutíferas, sem afetação na decoração. Classificado há vários anos com uma estrela no Guia 4 Rodas.

Gastronomia Salvador (BA)

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

GASTRONOMIA EM SALVADOR (BA) - MARFINO



Endereço: Rua Território do Guaporé, 162, Pituba, Salvador, BA.

Fone: 71 3037 4800.

Especialidade: culinária mediterrânea, com destaque para os frutos do mar.

Quando fui: almoço do dia 21 de novembro de 2012, quarta-feira. Éramos 5 pessoas. Chegamos perto de 12:30 horas, quando apenas uma mesa estava ocupada. Preferimos ficar em uma mesa no centro do salão, ao lado de uma pilastra. Logo a casa encheu.

Serviço: eficiente e prestativo, embora ainda titubeante. Há serviço de internet sem frio, mediante solicitação de senha, mas ela é fraca. Preferi usar a banda larga móvel de meu celular. Os pratos não demoraram para chegar à mesa.

O que bebi: água com gás Schin que acompanhou dois vinhos brancos. O primeiro foi o Yauquen Chardonnay 2010 (R$ 66,00), produzido em Mendoza, Argentina, com 13,8% de álcool. Fraquíssimo, quase uma água. Sem aroma e sem corpo. Não consegui beber nem metade da primeira taça. Já o segundo vinho, o Feudo Principi di Bureta 2007 (R$ 65,00), com 13% de álcool, produzido em Bureta, Sicília, Itália, tinha cor, aroma e sabor, mas não foi páreo para o polvo braseado que comi. Ao final, um bem tirado café espresso Lavazza.

O que comi: nada de couvert ou entrada. Todos pediram direto o prato principal. Quatro escolheram o mesmo prato, incluindo a minha pessoa. Polvo braseado ao molho acompanhado de risoto de açafrão (R$ 66,00). Bem servido, com muito polvo, o prato tinha um ótimo perfume. Polvo fresco, bem macio, com tempero que deixava o seu sabor se sobressair. O risoto estava cozido além do ponto ideal, mas estava com um bom tempero. Realmente era um coadjuvante frente ao tenro polvo braseado. Um toque de azeite italiano deu mais personalidade ao prato. Gostei.



Valor total da conta: R$ 440,00.

Minha avaliação: * * * 1/2. Cardápio não muito extenso, com boas opções de frutos do mar. Decoração mistura a simplicidade com o clássico.

Gastronomia Salvador (BA)

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

GASTRONOMIA EM SALVADOR (BA) - BISTROT DU VIN

Endereço: Rua Minas Gerais, 197, Pituba, Salvador, BA. (www.bistrotduvin.com.br)

Fone: 71 3231 1933.

Especialidade: culinária francesa, com toques contemporâneos.

Quando fui: jantar do dia 20 de novembro de 2012, terça-feira. Éramos 6 pessoas, com reserva feita por telefone uma hora antes. Chegamos às 20:00 horas. Ficamos em uma mesa perto da janela, com vistas para a rua. O restaurante não estava cheio.

Serviço: eficiente, com uma brigada de garçons para atender a mesa. Bom o serviço de vinho.

O que bebi: água com gás Aquíssima que acompanhou os vinhos Encierra Vineyard Reserve 2008 (R$ 112,00), produzido pela Peralillo no Vale do Colchagua, Chile, e Clarendelle 2004 (R$ 139,00), produzido em Bordeaux, França. Este ficou no decanter por quarenta minutos. Ambos os vinhos harmonizaram perfeitamente com meu prato principal. Gostei muito mais do francês, que estava com ótimo aroma e redondo na boca.os

O que comi: aceitamos o couvert da casa, composto por uma cesta com pães variados feitos na casa, patê de gorgonzola (muito leve), chutney de tomates frescos (tinha um gosto docinho bem interessante, não era enjoativo) e azeite extra-virgem ao perfume de alecrim. As cestas de pães foram repostas. Dispensamos as entradas, embora os garçons insistissem para que nós experimentássemos o polvo. Deixamos para uma outra oportunidade, seguindo direto para o prato principal. Escolhi um filé chateaubriand au poivre acompanhado com risoto de queijo brie e farofa de castanha (R$ 66,00). Pedi o filé ao ponto, mas ele veio bem passado, nada rosado por dentro. O prato tem bela apresentação e é bem servido. O molho do filé estava espesso e bem temperado, com o toque da pimenta que dá nome ao prato. A farofa de castanha é feita com uma farinha grossa, tipo farinha de pão, o que conferiu uma crocância interessante quando harmonizada com a maciez do filé. Já do risoto não gostei. Estava com gosto forte de amido, sinal de que ainda não estava cozido no ponto certo. O sabor do brie era tão discreto que nem parecia que usaram o queijo no risoto. Não resisti e pedi um creme brulê de sobremesa. Ele vem enfeitado com um morango fresco e um biscoito de laranja. O creme estava muito bom, com a casca de açúcar queimado bem quebradiça e o creme suave, doce, fresco e levemente frio.


couvert da casa


filé chateaubriand au poivre acompanhado com risoto de queijo brie e farofa de castanha


creme brulê

Valor total da conta: R$ 900,00.

Minha avaliação: * * *. Os preços dos vinhos são os mesmos praticados na loja que fica no térreo do mesmo prédio, a Casa dos Vinhos. Decoração clássica, com toques rococó, beirando o brega-chique, o que conferiu ao local um ar moderno e decadente ao mesmo tempo. Gostei desta mistura. A figura destoante da decoração é uma tela de televisão no bar onde passavam vídeos de óperas.

Gastronomia Salvador (BA)

terça-feira, 20 de novembro de 2012

GASTRONOMIA EM SALVADOR (BA) - ALFREDO DI ROMA

Endereço: Rua Morro Escravo Miguel, Atlantic Tower, s/n, Ondina, Salvador, BA. (www.alfredodiroma.com.br)

Fone: 71 3331 7775.

Especialidade: culinária italiana.

Quando fui: almoço do dia 19 de novembro de 2012, segunda-feira. Éramos 9 pessoas, sem reserva. Chegamos às 13:00 horas. Ficamos em uma mesa no salão da direita de quem entra. O restaurante não estava cheio.

Serviço: eficiente, com garçons prestativos. Os pedidos não demoraram para chegar à mesa.

O que bebi: água sem gás São Lourenço que acompanhou os vinhos Terras de Monforte 2007 (R$97,00), vinho regional alentejano produzido pela Herdade do Perdigão, e Aguaribay Malbec 2010 (R$ 72,00), produzido pela vinícola Baron Edmonds Rothschild na região de Mendoza, Argentina. Só tomei um gole do primeiro vinho para poder brindar. Estava com sintomas de que teria uma forte dor de cabeça, o que se concretizou durante a noite. Além da água, bebi uma garrafa de Coca Cola Zero. Ao final, uma xícara de café espresso.

O que comi: aceitamos o couvert da casa, composto por uma cesta de torradas, uma cesta de pães e croissants, patê de fígado de galinha, pasta de alho e azeitonas pretas em conserva. Simples e bem farto. Em seguida, o prato principal. Escolhi o que dá nome e fama à casa, cuja matriz fica em Roma, Itália. Pedi um fettuccine all'Alfredo (R$ 63,85). Conforme escrito no cardápio, o prato é feito com massa fresca especialmente preparada com exclusiva manteiga cremosa sem sal e queijo parmesão italiano (parmigiano reggiano). É o autêntico fettuccine all'alfredo. O prato é finalizado por uma garçom ao lado da mesa do cliente. Chega fumegante à mesa. Bem servido, de coloração amarela, tem gosto marcante da manteiga misturada ao queijo. É muito gorduroso, não apropriado para quem tem restrições alimentares ou não gosta de comida pesada. Diria que o prato estava bem feito, mas apenas digno. Não morri de amores.


couvert da casa


fettuccine all'Alfredo


Valor total da conta: R$ 1.085,80, sem os 10%.

Minha avaliação: * * *. Não aceitar 10% no cartão de crédito é uma restrição chata do restaurante. Como nem todos tinham dinheiro, os garçons não levaram o total do percentual que usualmente deixamos nos restaurantes pelos serviços prestados. Nas paredes há dezenas de fotos com famosos que frequentaram o restaurante, tanto em Roma quanto em Salvador. Há fotos com Gary Cooper, Frank Sinatra, Ivete Sangalo, Paulo Autran, entre muitos outros.
Gastronomia Salvador (BA)

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

GASTRONOMIA EM SALVADOR (BA) - YEMANJÁ

Endereço: Avenida Otávio Mangabeira, 4.655, Armação, Salvador, BA. (www.restauranteyemanja.com.br)

Fone: 71 3461 9010.

Especialidade: culinária baiana.

Quando fui: almoço do dia 18 de novembro de 2012, domingo. Éramos 7 pessoas, sem reserva. Chegamos às 14:30 horas. O local estava lotado, com mais de vinte mesas na nossa frente na fila de espera. Como o restaurante é muito grande, resolvemos esperar. Aguardamos por meia hora. Quando nos chamaram, fomos acomodados no amplo salão da esquerda de quem entra.

Serviço: descompromissado, distante, mas sem atrapalhar o atendimento.

O que bebi: água com gás para aplacar a sede, caipirinha de maracujá, que estava com muita fruta, em bela apresentação visual e uma xícara de café espresso ao final.

O que comi: começamos compartilhando duas porções de mini acarajés, acompanhados de vatapá e camarão seco (R$ 22,50 cada porção). Os bolinhos estavam sequinhos, com ótimo tempero. Fantástico o vatapá. Um toque de pimenta foi providencial. Ótima entrada. Como prato principal, pedi uma moqueca de beijupirá (um peixe) para duas pessoas (R$ 98,80), seguindo a indicação do cardápio. Acompanha a moqueca uma porção de arroz branco, outra de farofa de dendê e uma de pirão de peixe. Foram pedidas mais duas moquecas para duas pessoas cada uma, sendo outra de beijupirá e uma de camarão. Os acompanhamentos foram os mesmos. Ainda pedimos uma porção de vatapá (R$ 11,50) e uma de caruru (R$ 8,60). As moquecas são bem servidas, em quantidade suficiente para os sete que estavam na mesa. Experimentei apenas a de peixe, que estava muito boa. O sabor do beijupirá é delicado, sem deixar aquele gosto forte de peixe na boca. As moquecas chegaram fumegantes à mesa, mas não se deve esperar muito para comer, pois o forte ar condicionado esfria o prato rapidamente. O que mais comi foi o vatapá. Dá vontade de sempre voltar ao Yemenjá por causa do seu vatapá. Delicioso.


mini acarajés


moqueca de beijupirá


caruru


vatapá



Valor total da conta: R$ 516,01.

Minha avaliação: * * * *. Embora dominado por turistas brasileiros e estrangeiros, é um restaurante que deve ser visitado quando se está em Salvador, especialmente por causa de seu vatapá e de seus mini acarajés.

Gastronomia Salvador (BA)

terça-feira, 12 de junho de 2012

GASTRONOMIA EM SALVADOR (BA) - BARGAÇO



Endereço: Rua Antônio da Silva Coelho, Quadra 43, Lotes 18/19, Jardim Armação, Salvador, Bahia.

Especialidade: frutos do mar e comida baiana, com variada opção de moquecas e ensopados.

Ambiente: ampla casa, com estacionamento próprio, uma grande varanda onde estão as mesas mais disputadas, pois tem-se uma bela vista para o jardim bem cuidado. Ainda há um ambiente interno com ar condicionado. Um parque infantil completa o ambiente. Na varanda, o calor é afugentado por ventiladores no teto. A decoração é simples.






Serviço: quando fui, a casa estava vazia, com uma brigada de garçons prontos para atender nossa mesa. Há wi-fi para os clientes, mediante solicitação de senha de acesso. O maitre foi muito gentil ao solicitar os táxis para quem deles precisava. Consultado, o garçom que nos atendia soube informar sobre os itens do menu.

Quando fui: almoço do dia 04 de junho de 2012, segunda-feira. Éramos 11 pessoas.

O que bebi: apenas uma lata de Coca Cola Zero. Ao final, pedi um café expresso.

O que comi: não acompanhei a turma nas entradinhas - bolinhos fritos de peixe e de bacalhau, beliscando algumas torradinhas que colocaram na mesa logo que nos sentamos. Para o prato principal, dividi um bem servido ensopado de peixe (pescada amarela). A vasilha chegou fumegante à mesa, com um adorável perfume. Como acompanhamento, arroz branco (sem graça), farofa de dendê (ótima) e pirão de peixe, que estava consistente e saboroso. O melhor é o peixe, cozido no ponto, com um ótimo molho de tomates, cebolas e pimentões. Belo almoço.





Quanto paguei: R$ 64,06, valor individual.

A avaliação a seguir leva em consideração a experiência por mim vivenciada durante a minha visita ao restaurante, desde o momento da reserva (quando há), passando pela recepção, acomodação na mesa, atendimento, tempo de chegada dos pedidos, até o pagamento da conta. Esta avaliação varia de um a cinco asteriscos, representados pelo símbolo (*), podendo ter a variação de meio asterisco, representada pelo formato (1/2).

Minha avaliação: * * *. Já conhecia a filial de Brasília (que não existe mais) e o ensopado tem a mesma qualidade. Lugar para ir quando há muita gente para almoçar junto, pois a casa favorece os encontros com um grande número de pessoas na mesma mesa.

Gastronomia Salvador (BA)

domingo, 10 de junho de 2012

GASTRONOMIA EM SALVADOR (BA) - DONA MARIQUITA



Endereço
: Rua do Meio, 178, Rio Vermelho, Salvador, Bahia.

Especialidade: Culinária baiana, mas não a mais conhecida. O restaurante faz um trabalho de pesquisa e resgate de pratos antigos que hoje são desconhecidos pela maioria das pessoas. As influências africanas e sertanejas são fortes nestes pratos. 

Ambiente: fica em uma casa de fachada branca em rua de nome curioso (Rua do Meio). São três ambientes internos mais um no que seria o quintal da casa. Na área de apoio, onde estão cozinha, banheiros e o caixa, a parede é feita de sapê. No fundo do quintal, há um balcão que faz as vezes de bar. Nos ambientes internos, com ar condicionado, o chão é de cimento batido com alguns detalhes feitos com ladrilhos hidráulicos antigos. Uma estante divide o grande salão em dois. Nela estão objetos do artesanato baiano, feito em cerâmica crua ou palha. Um carrinho de madeira, daqueles que vendedores ambulantes oferecem café nas ruas da cidade, serve de apoio para os cardápios, cujo capa também é de palha. Cortinas brancas cobrem as janelas, enquanto o forro do teto é de palha. Completa a decoração lustres brancos em formato redondo e quadrinhos com motivos populares nas paredes.










Serviço: informal, cheio de sorrisos, mas ainda carecendo de muito treinamento. Houve uma demora na chegada do prato, mas dei um desconto por estar bem cheio o restaurante, mesmo eu tendo chegado perto de 15 horas. Tem um cardápio variado de cachaças, com destaque para as mineiras, baianas e paulistas.

Quando fui: almoço do dia 03 de junho de 2012, domingo. Estava só.

O que bebi: uma lata de Coca Cola Zero. Finalizei com um café de coador, única opção da casa. Estava ralo e morno. Dispensável.

O que comi: fiquei interessado em vários itens do cardápio, mas alguns deles são indicados para duas pessoas. Quando vi que a casa fazia parte da Associação da Boa Lembrança, pedi o prato elaborado para este fim: farofa de maniçoba com banana da terra frita e carne de porco defumada acebolada. O prato é servido em uma cerâmica crua, tendo bela apresentação. A farofa de maniçoba fica no meio do prato, com pedaços de banana frita saindo de seu centro como se fosse a lava de um vulcão. Ao redor, pedaços da carne de porco e muita cebola. Tempero maravilhoso, sem pimenta, que fica disponível para o cliente na mesa. A farinha e a folha da maniçoba formaram um belo par, com sabor marcante. Sensacional e ainda levei o prato da Boa Lembrança, pintado à mão, para casa.



farofa de maniçoba com banana da terra frita e carne de porco defumada acebolada


Prato da Boa Lembrança


Quanto paguei: R$ 74,03.

A avaliação a seguir leva em consideração a experiência por mim vivenciada durante a minha visita ao restaurante, desde o momento da reserva (quando há), passando pela recepção, acomodação na mesa, atendimento, tempo de chegada dos pedidos, até o pagamento da conta. Esta avaliação varia de um a cinco asteriscos, representados pelo símbolo (*), podendo ter a variação de meio asterisco, representada pelo formato (1/2).

Minha avaliação: * * * 1/2. Foi a segunda vez que almocei no Dona Mariquita e, voltando a Salvador, é um dos locais que quero voltar.

Gastronomia Salvador (BA)

quarta-feira, 29 de julho de 2009

GASTRONOMIA EM SALVADOR (BA) - AMADO




O que era para ser um jantar comunitário, acabou sendo um jantar solitário. Nem por isso deixou de ser ótimo. O restaurante indicado foi o Amado (Avenida do Contorno, 660, Comércio), situado em um grande galpão às margens da Baía de Todos os Santos. O taxista que me levou até lá era uma piada. Boa gente, contava casos hilários e ao passar em frente ao Marquês de Caravelas, anunciou que ali morava Ivete Sangalo. Já passei na porta deste edfício várias vezes de táxi e todos os motoristas anunciam a moradora ilustre. Parece que é um dos tantos pontos turísticos da bela Salvador. O motorista não tinha troco para me dar e e ofereceu para me buscar, assim, pagaria as duas corridas quando chegasse ao hotel. De pronto aceitei. Ninguém apareceu para o jantar. Embora com mesas na área externa, em um agradável deck, preferi sentar no lado de dentro, com o conforto do ar condicionado. De cara aceitei a sugestão do garçon para uma meia garrafa do vinho tinto chileno Montes Alpha cabernet sauvignon, mesmo achando o preço salgado (R$98,00). Também aceitei o couvert e os pães da casa. O ambiente, com pé direito alto, é bem decorado e convidativo. Lembrei-me de um restaurante que jantei em Barcelona no final de ano passado. Escolhi uma entrada, torre de carne seca com mousseline de aipim e queijo coalho, com sabor marcante e forte. Não é para estômagos fracos. Aprovei o prato, mas não o repito. Como prato principal, um generoso arroz de pato. Generoso porque a quantidade de pato desfiado é maior do que o próprio arroz e vem com pedacinhos de maçã que amenizam o gosto forte da carne. Muito bom. Não pedi sobremesa. Apenas café descafeinado. Uma maravilha encontrar esta opção por estas bandas, já que em Brasília é uma raridade. Conheço vários restaurantes estrelados e premiados nesta cidade - Chez Bernard, Yemanjá, Trapiche Adelaide, Paraíso Tropical, Conventual - mas com certeza, este é o melhor restaurante que já jantei em Salvador. Fora o ambiente e a excelente comida, o serviço é impecável e os garçons muito atenciosos e prestativos, sabendo informar sobre o restaurante e sobre o cardápio. Noite solitária, mas extremamente proveitosa.

Gastronomia Salvador (BA)