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terça-feira, 30 de novembro de 2021

FERIDA (BRUISED)

Ferida (Bruised), 2020, 129 minutos.

Filme dirigido e protagonizado por Halle Berry, que estreia na direção.

Berry é uma lutadora de MMA que abandona o octógono durante uma luta, no auge da carreira. Alguns anos depois, ela vive uma relação tóxica com seu companheiro, também seu empresário, mergulhou de cabeça no alcoolismo, não consegue se fixar em emprego e precisa de grana. Para piorar, o filho de seis anos que ela havia abandonado, deixando-o com pai, fica órfão de pai e vai viver com ela. O menino não fala pelo trauma de ter visto o pai morrer. Ela, então, volta a treinar para encarar novamente o octógono e ganhar dinheiro.

História de superação, de redenção, de afirmação como mulher, negra, em um universo essencialmente masculino.

Este tipo de filme já vimos um montão de vezes. Não consigo deixar de fazer comparação com o filme Menina de Ouro, dirigido por Clint Eastwood.

Ferida é mais cru, menos sentimental, com ótima performance da atriz Halle Berry.

Embora não sejam os temas centrais, racismo e misoginia estão inseridos na trama.

A luta final é muito bem filmada, cheia de detalhes técnicos de uma luta livre (que não aprecio), mas é longa demais. A luta de disputa do título mundial é entre uma negra (Berry) e uma argentina, com uma bela mensagem, ao final, de união entre as mulheres, especialmente as mais discriminadas no território norte-americano: negras e latinas.

No mais, muitos clichês neste tipo de trama.

Vi, em 26/11/2021, na Netflix.  

terça-feira, 10 de setembro de 2013

007 - UM NOVO DIA PARA MORRER

Seguindo a saga do agente secreto 007, revi o 20º título da série, 007 - Um Novo Dia Para Morrer (Die Another Day). Este foi o quarto e último filme protagonizado por Pierce Brosnan. E é o que ele se sai melhor na pele de James Bond. Está mais solto, bem à vontade no papel. Lançado nos cinemas em 2002, é uma coprodução de Reino Unido e Estados Unidos, dirigido por Lee Tamahori. As bondgirls tem papel mais ativo, com direito a muita pancadaria entre elas. A bela e talentosa Halle Berry é Jinx, agente da NSA americana, que tem os mesmos objetivos de Bond. A primeira cena de Jinx no filme é uma releitura de como a primeira bondgirl, a também escultural Ursula Andress, apareceu no primeiro 007, 007 Contra o Satânico Dr. No. Ambas saem do mar, como sereias, com uma peixeira na cintura. A segunda bondgirl é interpretada por Rosamund Pike, como Miranda Frost, uma esgrimista de primeira linha, que tem papel primordial no deslinde dos mistérios da aventura. O vilão é Gustav Graves (Toby Stephens), um milionário que quer dominar o mundo através de tecnologia bem avançada, sendo ajudado por Zao (Rick Yune), cuja caracterização é um misto de Grace Jones albina, Pin Head (do filme Hellraiser), e zumbi. Ômega e Bollinger, relógio e champanhe, respectivamente, as grifes de luxo apreciadas por James Bond, dão as caras novamente. O seu carro volta a ser um Aston Martin, em versão moderníssima. Madonna não só interpreta a canção tema, como tem uma rápida participação com Verity, a treinadora de esgrima de Gustav e Miranda. Como uma autêntica outsider, ela aparece em figurino totalmente preto, contrastando com o uniforme branco que geralmente os praticantes de esgrima costumam usar. Bond tem que deter Gustav na sua ideia de alterar o clima no mundo e para isto conta com a valiosa ajuda de Jinx. No mais, perseguições de tirar o fôlego em área gelada e uma ótima cena de abertura quando 007 surfa em ondas gigantes para entrar na Coréia do Norte. O ritmo utilizado deu uma guinada em relação aos filmes anteriores de James Bond, quando elementos da trilogia Bourne são visivelmente utilizados, o que ajudou a trazer mais público para os cinemas, sendo o filme com maior arrecadação de toda a série. Nesta nova roupagem, 007 apanha muito, não consegue se safar, ficando vários meses preso nas mãos dos norte coreanos e ainda aparece bem barbado, muito mais próximo dos mocinhos dos filmes de Hollywood do início dos anos 2000. Com a morte de Desmond  Llewelyn, Q passa a ser interpretado por John Cleese. Judi Dench continua sendo M, mas desta vez muita mais seca com 007. É um dos filmes que mais gosto.

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