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quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

LA LA LAND - UMA DECEPÇÃO

Como postei no Facebook, vi o filme La La Land na noite de terça-feira, 24/01/2017. Cinema cheio, pois, além de ser período de férias escolares, tinha sido divulgado naquela terça-feira os indicados para o Oscar 2017, quando La La Land igualou o recorde de indicações na história do prêmio, concorrendo em 14 categorias. E disputa o prêmio máximo nas mais importantes: filme, diretor, roteiro, atriz e ator. Para acrescentar interesse em vê-lo, ele tem arrebatado todas as principais premiações pré-Oscar, como os sete Globos de Ouro. Fui com boa expectativa, não muito exagerada, pois filmes musicais não fazem parte dos meus favoritos. Prefiro ver musicais no teatro. É mais prazeroso e divertido. Com meia hora de projeção, já estava incomodado na cadeira do Cinemark. Achei horrível, cheio de clichês, uma série de "cópias" de cenas famosas de musicais antigos, como Cantando na Chuva, Os Guarda-Chuvas do Amor, Sinfonia de Paris, filmes com cenas de sapateado, e até mesmo uma pitada de Bollywood (primeira cena). Alguns críticos dizem que são homenagens, mas eu achei cópias inferiores às cenas que o diretor Damian Chazelle se inspirou. Emma Stone, que vive a mocinha do filme, é boa atriz, mas tem uma voz fraquinha como cantora. Ryan Gosling, seu par romântico, também não tem voz potente, dança mal o número de sapateado e faz a mesma cara o tempo inteiro. Enfim, achei longo (129 minutos), chato, sem empolgação e sem conteúdo. Mas como Hollywood quer vender esta imagem de saudosismo, de pureza e de inocência, características típicas dos filmes musicais de 40/50/60, especialmente em época de trevas como a que vivemos, este musical se encaixa perfeitamente neste perfil desejado. Para não dizer que não gostei de nada, destaco o figurino, sempre muito colorido, e o final, embora esperado, não é o desejado pelos expectadores.

domingo, 11 de maio de 2014

12 ANOS DE ESCRAVIDÃO

Fui ver 12 Anos de Escravidão (12 Years A Slave), o ganhador do Oscar 2014 de melhor filme. É uma co-produção entre Estados Unidos e Reino Unido, dirigida por Steve McQueen. Embora com apenas três longas no currículo, Fome (Hunger), Shame e 12 Anos de Escravidão, McQueen já é um dos meus diretores favoritos. Seus filmes sempre tem temática forte, são contundentes e ele faz um belo trabalho de direção de atores. E ainda tem sempre a presença iluminada de Michael Fassbender. A película, como a maioria dos filmes que concorrem ao Oscar, tem duração em torno de 130 minutos, e nos conta a história de Solomon Northup, magistralmente interpretado por Chiwetel Ejiofor, um negro liberto, músico, que vive com sua família no final do Século XIX. Ele aceita um novo trabalho para tocar violino em outra cidade, quando é sequestrado e vendido como escravo para trabalhar nas fazendas do sul dos Estados Unidos, onde a cultura escravagista era ainda forte. Nos doze anos em que esteve escravo, teve dois donos, o segundo vivido por Fassbender. Neste período, ele passa por provações, é humilhado e sofre fisicamente. Como era de se esperar, o filme provoca lágrimas em várias cenas. Um branco, interpretado por Brad Pitt, é uma esperança para seu retorno à liberdade. A história é baseada em fatos reais, o que provoca maior repulsa ao que vemos. Um dos destaques do filme é a performance de Lupita Nyong'o, que lhe garantiu o Oscar de melhor atriz coadjuvante, como a escrava Patsey, uma verdadeira máquina produtiva na colheita do algodão. Gostei muito.

sábado, 8 de fevereiro de 2014

ÁLBUM DE FAMÍLIA

Prosseguindo a saga de assistir aos filmes que tem indicações nas diversas categorias do Oscar, aproveitei uma chance quando estava em São Paulo para ir conferir Álbum de Família (August: Osage County), produção americana de 2013. Na verdade, eu e Karina fomos para o Center 3 para ver Philomena, pois tínhamos olhado os horários das sessões na Folha de S.Paulo, escolhendo o filme estrelado por Judi Dench. Quando chegamos na bilheteria, descobrimos que a informação do jornal estava errada. Escolhemos, pois, ver Álbum de Família. O cast de atores é muito bom: Meryl Streep, Julia Roberts, Juliette Lewis, Sam Shepard, Chris Cooper, Ewan McGregor, entre outros. A direção de John Wells é segura e favorece para que as atrizes brilhem em suas interpretações, especialmente Streep e Roberts. Não é por acaso que as duas concorrem às estatuetas de melhor atiz e melhor atriz coadjuvante, respectivamente. Para mim, Julia Roberts é tão protagonista quanto Meryl Streep, quando deveriam concorrer na mesma categoria, mas sei que são as produtoras dos filmes que indicam quem são os atores principais e quem são os coadjuvantes. É um filme para atrizes. Os atores são mero coadjuvantes, mesmo que haja grandes intérpretes como Shepard e McGregor. Embora tenha gostado muito das performances de todos os atores e atrizes, feito que credito ao diretor, a história é muito chata. Streep vive a matriarca que mora em uma cidade pequena com seu marido. Quando ele desaparece, as suas filhas retornam à casa e acabam revivendo as crises do passado, o que potencializa um acerto de contas e uma espécie de mea culpa coletiva. Brigas, gritos, vício em remédios, adolescente problemática, separação, entre outros fatores que incitam mais problemas, tomam conta da tela. Dá para ouvir algumas pessoas puxando o nariz, em sinal de que algumas cenas estão ali para provocar choros. O ritmo não ajuda e a história acaba se repetindo, o que me provocou sono no decorrer da projeção. Ao fim e ao cabo, não morri de amores pela película.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

O LOBO DE WALL STREET

Em período pré-Oscar, foco nos filmes que concorrem nas suas diversas categorias. Assim, aproveitei uma brecha no meu tempo para ir ver o mais novo filme de Martin Scorsese, O Lobo de Walt Street (The Wolf of Wall Street), produção americana de 2013, protagonizada por Leonardo Di Caprio. Baseado em fatos reais, o filme narra, em 180 minutos, a história de Jordan Belfort, um americano que fez fortuna vendendo ações de empresas fora da bolsa de valores. Sua trajetória vai desde o início na bolsa, passa por sua ascensão, cheia de falcatruas e prejuízos ao erário público, até ele ser pego pelo Estado e denunciar todos os seus parceiros para escapar de uma pena grande. Sua vida foi intensa, com muita festa, sempre com mulheres bonitas e muita droga. Não sou fã de Di Caprio, mas quando ele é dirigido por Scorsese o considero um ótimo ator. Sua peformance neste filme é tão boa que ele concorre ao Oscar de melhor ator, assim como Jonah Hill concorre ao prêmio de melhor ator coadjuvante. Embora longo, o filme não cansa, mas algumas cenas poderiam ser limadas na edição, porque parecem repetidas. Boa reconstituição de época. Gostei. Não creio que leve a estatueta de melhor filme e nem de melhor diretor. Scorsese é sempre bom, mas ele não fez nada além daquilo que esperamos quando vemos um filme dirigido por ele.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

JOBS

Ainda no voo da South African Airways, vi, após Blue Jasmine, mais um filme. Foi Jobs, produção americana de 2013 dirigida por Joshua Michael Stern. É parte da biografia de Steve Jobs, o fundador da Apple. Ele é vivido por Ashton Kutcher. Tenho um pé atrás com este ator, motivo pelo qual não me interessei em ver este filme quando ele esteve em cartaz nos cinemas. No avião, podendo desligar a qualquer hora se não gostasse e não tendo que gastar com o ingresso, entendi ser uma boa ocasião para conferir a película. Vi tudo, os 128 minutos de filme. Não gostei de nada. Achei a interpretação de Kutcher distante, superficial, sem transmitir sentimentos. O filme é mal conduzido, com falhas de roteiro, sem aprofundar em personagens importantes. E a história é chata, muito chata. Para piorar, descobri, se o roteiro foi fiel à biografia de Jobs, que ele foi um grande aproveitador. Ele não entendia nada de informática e se valeu dos conhecimentos de pessoas do seu círculo de amizade para construir a hoje gigante Apple. Quando ele já estava estabelecido, cheio de investidores interessados na sua empresa, ele ignorou tais amigos, retirando-os da sociedade. Alguns ainda ganharam alguma coisa, mas outros saíram como entraram, sem nada. O interessante é que quando via Jobs na imprensa, ele me passava uma imagem totalmente diferente, que era uma pessoa cheia de boas intensões. Era um tirano que apreciava estar no topo, com sede de poder e dinheiro. Detestei o filme.

domingo, 5 de janeiro de 2014

BLUE JASMINE


Durante o voo da South African Airways a caminho de Joahnnesburg, resolvi conferir as opções de filmes no sistema individual de entretenimento a bordo. Dentre vários títulos, escolhi ver Blue Jasmine, produção americana de 2013. É o mais recente filme de Woody Allen, diretor que aprecio muito. E para melhorar, é estrelado por Cate Blanchett. Ela está ótima no filme interpretando Jasmine, uma socialite que vive em New York, cheia de glamour e com muito dinheiro e, de repente, se vê desamparada, sem grana, tendo que reconstruir sua vida ao lado da irmã Ginger (Sally Hawkins), da qual não apreciava quase nada: hábitos, decoração do pequeno apartamento, namorados. Blanchett realmente merece a indicação de melhor interpretação feminina para o Oscar deste ano. Ela está linda, super elegante, mesmo na decadência (lembrei-me da música Decadence avec elegance, de Lobão), transmitindo toda a tristeza (o blue do título) pela qual está passando sem a vida fútil, mas repleta de dinheiro, que levava. Mas ela não perde a elegância jamais. Continua a usar suas roupas de grife, chega na casa da irmã com suas malas Louis Vuitton, e continua a tentar viver na sua ilusão. O recomeço, tendo que trabalhar como secretária em uma clínica médica, onde é assediada, e o início de um novo namoro, quando ela omite sua condição de mãe e de separada, são pontos altos do filme. Gostei, tendo vontade de ver novamente para prestar atenção nos detalhes, já que um filme de Allen é sempre verborrágico, o que faz a gente perder um pouco o olhar para o que acontece como pano de fundo das cenas. Allen voltou aos seus filmes mais melancólicos, deixando de lado os suspenses e comédias ligeiras que tinha rodado ultimamente, quando usou cidades europeias como cenário das películas. Ele voltou para casa e voltou triste, como se tivesse com saudades do clima "solar" da Europa. A tristeza veio não só no título, mas também na maioria dos personagens. E, dentre todos os tipos que aparecem nas telas, os personagens femininos são, de longe, os de maior destaque. Parece que os homens são apenas um ponto de apoio, ou mesmo uma decoração chique, para a história de Jasmine. No final, mesmo gostando do filme, achei que Cate Blanchett conseguiu ser maior do que o filme e do que o próprio roteiro.

domingo, 29 de dezembro de 2013

AS DAMAS DE FERRO

Depois de ver um filme gay tão profundo e provocador, o ótimo Um Estranho no Lago, resolvi continuar na temática, mas indo para um lado mais divertido. Coloquei para rodar o DVD de As Damas de Ferro (Satree-Lex), filme tailandês de 2000, que já tinha visto no cinema quando de seu lançamento no Brasil. Lembro-me que o assisti no extinto Cine Academia, em sessão completamente lotada. Também já tinha visto em DVD em 2009, com postagem neste blog. Dirigido por Yongyoot Thongkongtoon, o filme é baseado em fatos reais, quando um time de voleibol, formado basicamente por homossexuais, incluindo uma travesti, dirigido por uma treinadora lésbica, tornou-se a sensação ao vencer o Campeonato Nacional de Voleibol da Tailândia em 1996. O filme é hilário, mas nem por isso deixar de tocar em temas profundos, como o preconceito que sofrem os homossexuais, a dificuldade de aceitação da família em ter um integrante gay, e a necessidade de se trabalhar em grupo para alcançar um objetivo maior, um objetivo comum, superando diferenças e problemas individuais. No time, apenas um jogador não é gay, o que dificulta o convívio dele com seus companheiros (as) de time, mas quando ele relaxa e os aceita como são, é uma festa só. O filme mostra que, apesar de tudo, a vida é bela e merece ser vivida de forma plena, feliz, com alto astral e muita cor. Vibrante, divertido. Mesmo sabendo o final do filme, a gente acaba por torcer pelo time conhecido pela torcida como as damas de ferro. A interpretação do elenco é muito boa. Ao final, junto aos créditos, aparecem as reais damas de ferro em um programa de televisão. Ótima diversão.

sábado, 28 de dezembro de 2013

UM ESTRANHO NO LAGO

Depois de muitos conhecidos comentarem comigo sobre o filme Um Estranho no Lago (L'Inconnu du Lac), aproveitei o sempre insosso final de dia 25 de dezembro para conferir a película no cinema Itaú CasaPark, sessão das 21:30 horas. Ingresso a R$ 11,50, meia entrada por possuir o cartão de crédito Itaú. O filme é uma produção francesa de 2013, dirigida por Alain Guiraudie, merecedor de indicações e prêmios em importantes festivais de cinema ao redor do mundo, como Cannes 2013, além de ter sido considerado pela prestigiada revista Cahiers du Cinema como o número 1 na França neste ano que está findando. Não há nenhuma mulher no elenco. Também não há trilha sonora e o cenário é único: uma praia de pedras de um lago em algum lugar no interior francês e o bosque que a circunda. Todas as cenas são externas. O roteiro foca na pegação gay, com cenas fortes, ousadas para um filme não pornográfico. Mostra a busca pelo amor, seja um instante, seja um desejo de ficar junto. É a solidão do ser humano, no caso de homossexuais, que procuram o outro de forma contundente, de forma perturbadora. Franck (Pierre Deladonchamps) frequenta diariamente a praia do lago durante o verão, onde vai em busca de sexo com outros homens. Acaba por conhecer Henri (Patrick D'Assumção), um homem solitário, que não tem o mesmo objetivo de caça, frequentando o lago para pensar na vida. Eles ficam amigos, mas Franck quer mais do que uma simples amizade. Portanto, ele continua na caça e se interessa por Michel (Christophe Paou), um homem bonito, bronzeado, com bigode a la Tom Selleck ou daqueles atores de filmes americanos de praia dos anos setenta. Franck é correspondido, sem saber o quão perigoso é Michel. Mesmo descobrindo a real índole do homem por quem se interessou, Franck se deixa levar pela paixão, pelo desejo carnal. O diretor constrói um belo filme, com ótimos diálogos, mostrando a psicologia dos personagens, revelando o quanto o ser homem pode se deixar levar pela emoção, pela paixão, mesmo tendo conhecimento de todos os perigos pelos quais poderá passar. Seguindo a tradição dos filmes europeus, o final surpreende, deixando para cada um dos que veem o filme concluir o que quiser. Final totalmente aberto, seguindo a linha da paixão além da razão. Eu já sabia que o final era como foi, pois muita gente que conheço comentou justamente a "falta de um final", motivo pelo qual não me surpreendi. No entanto, este não foi o sentimento dominante na sala de projeção. Muitas interjeições de insatisfação foram ouvidas na saída do cinema. Filme preciso, direto, perturbador. Eu gostei muito.

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

VIVENDO DESESPERADO

John Waters é um diretor maldito. É daqueles que se ama ou se odeia, sem direito a meio termo. Vi quase toda a filmografia deste diretor americano. Sem maiores pretensões, estava vendo os lançamentos em DVD na Livraria Cultura quando me deparei com uma edição dupla contendo dois de seus filmes: Polyester e Vivendo Desesperado. O primeiro eu já conhecia, mas não tinha em minha coleção, enquanto o segundo nunca tinha tido a oportunidade de ver. Não tive dúvidas, comprando de imediato o DVD. Em casa, coloquei no aparelho Vivendo Desesperado (Desperate Living), produção americana de 1977. No elenco, um bando de atores feios ou enfeiados para a produção, tais como Susan Lowe (Mole), Liz Renay (Muffy), Edith Massey (Rainha Carlotta), Jean Hill (Grizelda), Mink Stole (Peggy Gravel) e Mary Vivian Pearce (Coo Coo). O filme tem cerca de uma hora e meia de duração e o que aparece na tela durante a projeção não é para qualquer um. Perversão, sujeira, mendicância, atitudes que passam longe do politicamente correto, idolatria a grandes assassinos e ditadores da história mundial, enfim, tudo o que há de mais repulsivo está no filme. Interpretações que beiram o pastiche, personagens que gritam o tempo inteiro, cores e figurinos berrantes. Para quem tem estômago fraco, é melhor passar longe deste filme. Cito aqui uma cena que, com certeza, deixa muita gente com ânsia de vômito: Peggy Gravel e Grizelda são presas e levadas à presença da Rainha Carlotta que as obriga a comer baratas vivas. Ainda há outras coisas do mesmo tipo...Na parede do castelo onde vive a rainha de Mortville, uma cidade de renegados e pervertidos, um verdadeiro lixão a céu aberto, estão quadros de Charles Manson (famoso serial killer americano), Hitler e Idi Amim (o ditador que governou Uganda). O domínio do elenco feminino não é por acaso, pois a maioria das personagens são lésbicas. A história é uma pérola do nonsense: Grizelda ajuda |Peggy a matar o marido, o que as faz fugir para Mortville, onde alugam uma espelunca do casal lésbico Mole/Muffy, e tem que enfrentar a Rainha Carlotta e suas ordens esdrúxulas, como o dia do inverso, quando todos da cidade tinham que vestir suas roupas ao contrário e só andar de costas. Caso contrário, seriam fuzilados. A exceção fica por conta dos adeptos do nudismo. Cenas surreais povoam a história o tempo inteiro, como a ida de Mole ao hospital para fazer uma cirurgia de troca de sexo, implantando um pênis artificial para satisfazer sua parceira, a estonteante loura peituda Muffy, ou a continuação desta cena, quando Muffy rejeita o pênis, fazendo com que Mole o corte com uma tesoura e a própria loura costura uma nova vagina em Mole. Surreal é pouco para definir tais cenas. O cartaz do filme, rejeitado por muitos jornais e revistas americanos à época do seu lançamento, já diz tudo. Se eu visse este filme quando ele foi lançado nos cinemas ou mesmo durante a década de oitenta, talvez eu teria outra opinião do que a que tive neste final de 2013. Hoje, achei o filme bobo e muito ruim.

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

STAR TREK - ALÉM DA ESCURIDÃO

Passei batido nos cinemas quando esteve em cartaz o segundo filme da nova série Star Trek, chamada no Brasil em tempos idos de Jornada nas Estrelas. Como fã de filmes de ficção científica, ao comprar os últimos presentes natalinos, adquiri a versão em BD para Star Trek - Além da Escuridão (Star Trek Into Darkness), produção americana de 2013. Como o primeiro filme da reinvenção da clássica série dos anos sessenta, coube a J.J. Abrams a direção. No elenco, os mesmos atores que deram vida aos principais personagens da saga: Chris Pine (Kirk), Zachary Quinto (Spock), Zoe Saldana (Uhura), John Cho (Sulu), Karl Urban (Bones), Simon Pegg (Scotty) e Anton Yelchin (Chekov). Além deles, ainda estão no elenco Benedict Cumberbatch (Khan) e Peter Weller (Marcus), além de nova rápida aparição de Leonard Nimoy, o eterno Dr. Spock da série televisa e dos seis primeiros filmes para as telonas, vivendo o Spock Prime. Achei interessante o modo como os roteiristas atualizaram a série, trazendo elementos de filmes de ação, com muita luta entre os personagens, com o vilão sempre com força, efeitos especiais e som de primeira, sem, no entanto, deixar a áurea e o romantismo da série de sessenta de lado. Para os fãs de carteirinha, há vários elementos que remetem aos capítulos antigos, como uma rápida cena com os inimigos eternos da Enterprise, os klingons, os intercomunicadores que, perto de um smartphone atual, soam antiquados, o teletransporte, a velocidade em dobra da espaçonave e o inimigo Khan. Para quem não conhece os filmes anteriores, o vilão é mais um entre tantos que ocupam a galeria de vilania dos filmes de ficção científica, bem construído e bem interpretado por Cumberbatch, mas para os conhecedores da saga, Khan é um dos mais poderosos vilões que a trupe da Enterprise já enfrentou, com um filme todo dedicado a ele: Jornada nas Estrelas II: A Ira de Khan (Star Trek: The Wrath of Khan, 1982). Para quem viu este filme no início dos anos oitenta, o pedido de Spock para falar com o planeta Novo Volcano, quando aparece na tela o Spock Prime, é uma ligação interessante deste filme com aquele de 1982, pois Spock quer saber como Spock Prime conseguiu derrotar Khan. Não por acaso, o vilão dos filmes de 1982 e 2013 é Khan, e ambos os filmes são o segundo de cada série para o cinema. Quanto ao enredo, é aquilo que esperamos de um Star Trek, com Kirk e seus comandados fazendo de tudo para o bem prevalecer, valendo, inclusive, desobedecer ordens superiores. A amizade de Kirk e Spock se consolida. Para dar um toque de romance, Spock deixa aflorar seu lado humano namorando Uhura, agora em papel de destaque na série cinematográfica. Boa diversão.

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

MEU PASSADO ME CONDENA: O FILME

Depois de muito tempo, resolvi ver um filme no cinema. A escolha recaiu na comédia brasileira Meu Passado Me Condena: O Filme, que estava em cartaz em uma das salas do Kinoplex do Boulevard Shopping. Fui na última sessão, em um dia útil. A sala recebia um bom público. Nada tinha lido sobre o filme, sabendo apenas que se tratava de uma comédia que tinha como pano de fundo um cruzeiro do Brasil para a Itália. Na direção, a jovem Júlia Rezende, filha do casal ligado ao cinema Sérgio Rezende, também diretor, e Mariza Leão, produtora de sucesso e também diretora. No seu primeiro longa, Júlia já mostra que herdou o talento dos pais, conduzindo com leveza uma comédia que tinha tudo para resvalar no pastelão, mas não o fez. Fábio Porchat (Fábio) e Miá Mello (Miá) tem uma química muito boa, com ótimo timing de comédia. Ele é um comediante nato, como há muito não se via em filmes nacionais, e ela me surpreendeu, pois seu papel é mais dramático, mas segura bem a onda quando está contracenando em cenas hilárias com Fábio. Outro casal excelente é vivido pelos experientes Marcelo Valle (Wilson) e Inez Viana (Suzana Mello), ex-casados, empregados do mesmo navio da Costa Cruzeiros e que adoram tirar proveito da fraqueza dos passageiros para fazer um dinheiro extra. Mesmo separados, mostram que são apaixonados. No contraponto do casal Fábio-Miá está um casal rico, mas infeliz, vividos pelos belos, mas insossos Alejandro Claveaux (Beto) e Juliana Didone (Laura). Fábio e Miá são recém casados e passam a lua de mel no cruzeiro. Beto e Laura também são casados e estão no mesmo navio. Beto é ex-namorado de Miá e Laura, uma antiga colega de sala dos tempos de colégio de Fábio. A confusão se forma, ainda com a forcinha dada por Wilson e Suzana, terminando  com tudo se ajeitando, como se prevê, em cenas rodadas na Itália. Algumas participações especiais pontuam o filme, como a de Stepan Nercessian, como o juiz de paz, e a ótima Elke Maravilha (Mirtes), como uma idosa que viaja para se divertir, especialmente bailar com os professores do navio durante as aulas de dança de salão. Ri muito de várias cenas durante a projeção de pouco mais de 100 minutos do filme. Meu Passado Me Condena é leve, sem mensagens subliminares. É uma comédia romântica deliciosa, feita para divertir o público. E consegue. Gostei.

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

MATADORES DE VAMPIRAS LÉSBICAS

Matadores de Vampiras Lésbicas: este título me chamou a atenção quando olhava filmes nas estantes da Livraria Cultura do Shopping Iguatemi em Brasília. Estava em promoção a versão em BD. Comprei junto com alguns outros títulos. Ao chegar em casa, registrei os filmes em minha planilha e os guardei. Esqueci do filme. Assim que cheguei de viagem de férias, com preguiça de sair, fui procurar um filme que ainda não conhecia da minha coleção. Ele foi o primeiro que meus olhos encontraram. Era hora de conferir. Produção americana de 2009, tem como título original Lesbian Vampires Killers. Dirigido por Phil Caydon, diretor com poucos títulos no currículo. Estrelado por um time de desconhecidos, entre eles Paul McGann (Vicar), James Corden (Fletch), MyAnna Buring, (Lotte), Silvia Colloca (Carmilla) e Mathew Horne (Steve). O roteiro é bem previsível. Dois jovens viajam para uma cidade do interior e encontram um grupo de garotas em uma kombi estragada no meio da floresta. Todos seguiam para a mesma cabana. Com o carro consertado em segundos, eles chegam à cabana e lá acontecem coisas estranhas. A cidade sofre de uma maldição na qual todas as jovens, ao completarem 18 anos, se tornam vampiras, mordidas pelas descendentes de Carmilla, a rainha das vampiras e lançadora da maldição, que vivem nas florestas. Para deixar a população em paz, há um pacto entre as vampiras e os homens da cidade que consiste em enviar turistas desavisados para a cabana na floresta para elas se alimentarem com o sangue deles. Um descendente do matador de Carmilla é o único capaz de acabar a maldição, desde que haja sangue de uma virgem. Claro que Steve é este descendente e que a líder das garotas é uma estudiosa do tema, que ela julgava, até então, ser uma lenda. A virgem em questão é a filha de um figurão da cidade. Está formado o trio que salvará a região da maldição. Para rechear a tela com momentos de humor, nada como colocar um gordinho que não consegue conquistar as garotas. Ele é Fletch. Tudo acaba bem para os mocinhos. Efeitos especiais fracos, atuações sofríveis, filme ridículo.

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terça-feira, 22 de outubro de 2013

ELYSIUM

Nada como assistir a um filme em um cinema confortável, como o é a Sala Platinum do Kinoplex localizado no ParkShopping. Poltronas espaçosas, revestidas em couro, que reclinam, transformando-se em uma espécie de chaise longue, com local apropriado para colocar copos e vasilhame das guloseimas próprias de um cinema. Ainda temos o mimo de nossa compra de bebida e comida ser entregue quando já estamos confortavelmente instalados dentro da sala de projeção. Paguei R$ 20,00, meia entrada, por possuir o cartão de crédito Itaú Platinum, para ver Elysium (Elysium, EUA, 2013). Dentre as pessoas que consultei, o filme não é uma unanimidade. Alguns gostaram muito, enquanto outros odiaram. Como gosto de ficção científica, fui conferir esta produção americana dirigida pelo sul-africano Neill Blomkamp, mesmo diretor do elogiado Distrito 9 (District 9, 2009). No elenco, Matt Damon (Max), que interpreta o herói, e Jodie Foster (Delacourt), a vilã, além dos brasileiros Alice Braga (Frey) e Wagner Moura (Spider), cujas participações vão muito além de meros coadjuvantes. Braga é a mocinha da história e Moura tem um papel primordial no fechamento do enredo. E ambos estão muito à vontade em seus personagens. Blomkamp parece ter uma obsessão pelo futuro da humanidade, pois seu filme anterior, também uma ficção, tinha uma abordagem de cenários com muito lixo semelhante. Em Elysium, os ricos moram em uma estação orbital, onde tem todo o conforto, não contraem doenças e parecem ter encontrado a fórmula da vida eterna, enquanto os pobres vivem em um planeta devastado, sem perspectivas de vida, controlados pelos ricos e explorados ao extremo por eles, produzindo, inclusive, os robôs, chamados droides, que substituem os humanos como policiais ou atendentes em balcão de serviço público. O espaço aéreo da Terra é controlado pelos ricos. Elysium é o nome deste paraíso da riqueza. Tem um sistema presidencial, mas com um forte controle de segurança, cujo comando é exercido por Delacourt. Max sofre uma acidente de trabalho, quando é exposto a altas doses de radiação, o que lhe dá apenas cinco dias de vida. Para se salvar, precisa de ir até Elysium e entrar em uma câmara de cura. Para tanto, busca ajuda de Spider, uma espécie de Robin Hood sem escrúpulos, que envia os pobres, mediante um pagamento em dinheiro, para tentar entrar em Elysium, lhes dando também uma falsa identidade, carimbada na pele, para serem reconhecidos como cidadãos da estação orbital. Spider pede um favor para antes de dar a passagem de Max para sua salvação: sequestrar um empresário poderoso para fazer um download de tudo o que está em seu cérebro. Logicamente que nem tudo sai como planejado, sendo Max caçado por um agente de Elysium, envolvendo na caçada Frey e sua filha, que tem leucemia em estágio avançado. Após muitas lutas e explosões, o final, em certos termos, é o esperado. Ressalto algumas coisas interessantes que percebi durante o filme. As marcas famosas se fazem presentes, seja no mundo dos ricos (o símbolo da Versace aparece em uma das câmaras de cura), seja no mundo dos pobres (a bota de Max é Adidas). A língua comum entre os pobres é o espanhol, enquanto a riqueza se expressa em francês. O inglês é usado como se fosse uma língua universal. O filme não tem cores vibrantes, mesmo quando em Elysium. O diretor de fotografia optou por usar cores em tom pastel, deixando o ambiente da Terra quase sem cor, variando entre o sépia e o preto e branco. E Los Angeles, onde Max vive, é uma enorme favela, com lixo espalhado para todos os lados. Outro fato interessante é Wagner Moura xingando em bom português quando está com raiva. Boa diversão.

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segunda-feira, 21 de outubro de 2013

GRAVIDADE

Terça-feira, dia de ir ao cinema com a amiga Diana. Fomos para o Iguatemi para conferir o filme de ficção científica que tem só colhido críticas positivas, inclusive já despontando como um dos candidatos ao Oscar em várias categorias. Sessão das 20:50 horas para Gravidade (Gravity, EUA, 2013). A sala recebeu um bom público. Fui beneficiado por Diana ser cliente Vivo adquirindo meia entrada. Minha amiga me fez a gentileza de pagar meu ingresso. O filme é dirigido pelo mexicano Alfonso Cuarón e tem apenas dois atores no elenco: George Clooney (Matt Kowalski) e Sandra Bullock (Ryan Stone). No mais, apenas vozes de outros personagens, cuja mais conhecida é de Ed Harris. A produção é americana, tendo cerca de uma hora e meia de projeção. A história é simples: um astronauta e uma doutora estão consertando uma estação espacial quando ocorre um acidente e eles ficam vagando no espaço. A partir daí, é uma constante luta pela sobrevivência, cujo foco é todo na personagem de Bullock. Diana fez uma ótima abordagem ao dizer que o filme era lento, mas passava rápido. E esta é a sensação que temos. A narrativa é bem lenta, mas não percebemos o passar dos minutos. Não há nenhum ser alienígena, nenhum ataque extraterrestre, mas tão somente as consequências, totalmente plausíveis, do tal acidente espacial. Os efeitos especiais são ótimos, potencializados com a projeção em 3D. Há um momento que assustei, pensando que os destroços de uma estação espacial atingiria meus olhos. Considerei Gravidade uma mistura de 2001 - Uma Odisseia no Espaço (2001, A Space Odyssey, EUA, 1968), dirigido por Stanley Kubrick, com Náufrago (Cast Away, EUA, 2000), de Robert Zemeckis, tendo Tom Hanks como protagonista. Além destas duas películas, vi traços do figurino usado pela heroína Ripley (Sigourney Weaver) na série Alien na roupa por baixo do uniforme de astronauta que Ryan Stone veste quando está dentro de alguma estação espacial. Bullock está muito bem, transmitindo toda a ansiedade e desespero de sua personagem nos momentos mais críticos de sua luta para sobreviver. Típica interpretação para lhe render, no mínimo, uma indicação de melhor atriz para o Oscar 2014. Clooney é mais coadjuvante do que ator principal, destilando ironia e simpatia quando contracena com Bullock. Gostei muito, apesar de ter assistido uma sessão em 3D. Mesmo sendo na rede Cinemark, cujo dispositivo não me incomodava, desta vez tive uma pequena dor de cabeça da metade para frente da projeção. Ainda bem que não aumentou até o final.

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sábado, 19 de outubro de 2013

ZUMBILÂNDIA

Mais um filme em casa. Desta vez, resolvi colocar o BD de Zumbilândia (Zombieland), produção americana de 2009, dirigida por Ruben Fleischer. O elenco conta com Woody Harrelson (Tallahassee), Jesse Eisenberg (Columbus), Emma Stone (Whicita) e Abigail Breslin (Little Rock), além da participação especial de Bill Murray interpretando a si próprio. O cartaz brasileiro do filme não deixa dúvidas quanto à seriedade do enredo: nenhuma, pois seu subtítulo é "uma comédia mortal", ou seja, nem mesmo a história dos mortos-vivos é fiel às suas origens. São apenas 88 minutos de duração, tempo para lá de suficiente para encaixar o roteiro fraco de uma turma que vaga pelas cidades americanas devastadas pelos zumbis, procurando um porto seguro. Os personagens se dirigem uns aos outros pelo nome das cidades onde nasceram. Muita correria, muitos tiros, muitos mortos-vivos morrendo e muita sacanagem que as garotas aprontam com os dois caras da história. Há referências ao cinema de Hollywood, como a citação de Anaconda, que Whicita disse ter sido o primeiro filme que ela assistiu sem ser censura livre. Ao citar Anaconda, há uma referência indireta ao casaco de pele de cobra que Tallahassee utiliza nas cenas finais. Columbus, vivido por Eisenberg, cita o Facebook, um ano antes da estreia de A Rede (The Social Network) onde ele interpreta o criador da rede social mais popular do planeta. A parte final do filme, toda ambientada em um parque de diversões, é uma colagem de vários filmes de gêneros variados, como comédia e terror, que tem uma parte da história desenvolvida em parques de diversão. A atitude de Tallahassee lembra Mickey Knox, personagem central de Assassinos por Natureza (Natural Born Killers, 1994), também interpretado por Harrelson. Mas a citação mais gritante é a de Os Caça-Fantasmas (Ghost Busters), megassucesso de 1984. Além da presença de Murray, seu protagonista, há uma reprodução de uma cena do filme homenageado, com Bill Murray empunhando a engenhoca que chupava os espectros fantasmagóricos, além de Ghost Busters passar na televisão na sala da mansão do ator em Hollywood. A música tema, homônima do filme, interpretada por Ray Parker Jr. também aparece nas cenas gravadas na mansão do ator. Voltando à história, dei boas risadas das situações vividas pelos personagens, como o medo de Columbus de palhaços. Obviamente que o final é pra lá de previsível. Zumbilândia é daqueles filmes que quando o letreiro começa a subir na tela, a gente esquece logo a história. Dá para divertir e passar o tempo, não mais do que isto.

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sábado, 12 de outubro de 2013

TOTALMENTE INOCENTES

Quando o filme Totalmente Inocentes foi lançado nos cinemas brasileiros, passei batido. Como faço coleção de filmes nacionais, assim que ele foi lançado no formato de dvd, comprei, mas o esqueci largado na estante. Neste sábado, foi o filme escolhido para rodar no meu player. Produção de 2012 dirigida por Rodrigo Bittencourt, tem como uma das produtoras Mariza Leão, a responsável pelos dois filmes De Pernas Para o Ar, sucessos de público quando lançados. Totalmente Inocentes aproveita a esteira dos chamados "favela movies", concentrando sua história em um morro fictício, o DDC, onde a comunidade convive com a guerra para o controle do tráfico de drogas. Mas o filme não segue a violência de Cidade de Deus ou de Tropa de Elite 2, embora se utilize de elementos destes filmes em algumas cenas, uma verdadeira homenagem do diretor a estes dois filmes da recente cinematografia brasileira que fizeram sucesso no Brasil e no exterior. Cartazes de ambos decoram as paredes de casas do DDC. Chupados de Cidade de Deus temos o traveling circular que começa em câmara lenta e termina acelerado, e a perseguição de uma galinha, em uma hilária tentativa frustrada de um roubo desta galinácea. De Tropa de Elite 2 fica o cerco à casa da chefe do tráfico, a invasão do morro pelo BOPE e a utilização de seu subtítulo "o inimigo agora é outro" em uma conversa ao telefone, quando o cartaz do filme de José Padilha é enquadrado ao término da ligação. Também há citações e referências a outros filmes e programas de televisão, como o garoto que anuncia o que acontece no morro em um programa transmitido via internet, em linguagem muito parecida com a saudosa série Armação Ilimitada. A roupa e o andar da Diaba Loura lembram muito as características do personagem do ator espanhol Antonio Banderas no filme A Balada do Pistoleiro. Além de todas estas referências, os efeitos gráficos utilizados com incursões de imagens animadas dão um toque jovial, moderno e leve à história. Mesmo se tratando de um filme que toca em temas pesados como o tráfico de drogas e a violência em torno dele, é uma deliciosa comédia onde se destacam as participações especiais de Ingrid Guimarães, como Raquel, a diretora da revista Taras e Tiros, e de Fábio Assunção, como Wanderlei, o repórter fotográfico desta mesma revista. Ainda na esteira de Cidade de Deus, a participação de Leandro Firmino como o policial Tranquilo, é um contraponto ao seu papel de bandido no filme de Fernando Meirelles. Como seu parceiro, Fábio Lago vive Nervoso. No melhor estilo comédia pastelão, Tranquilo é o nervoso da dupla, enquanto Nervoso é só tranquilidade. Quanto à história, Do Morro (Fábio Porchat, em ótima caracterização) traí a Diaba Loura (Kiko Mascarenhas) e assuma o controle do tráfico no Morro DDC, onde vive Dafé (Lucas D'Jesus) e seu irmão Torrado (Cauê Campos). Dafé gosta de Gildinha (Mariana Rios), que vai trabalhar como estagiária na revista Taras e Tiros e acaba por ajudar Wanderlei. Do Morro também tem uma queda por Gildinha, irmã de Bracinho (Gleison Silva), amigo de Dafé. Pensando que Gildinha tem uma queda por Do Morro, Dafé decide se tornar traficante, pedindo ajuda a Bracinho. Porém, nenhum dos dois leva jeito para a bandidagem e a confusão acaba sendo armada. Diversão garantida, embora o final seja bem previsível.

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quinta-feira, 10 de outubro de 2013

OS BÓRGIAS - A PRIMEIRA FAMÍLIA CRIMINOSA - 1ª TEMPORADA

Juntar Neil Jordan e Jeremy Irons é sinônimo de qualidade. E é isto mesmo o que comprovei quando terminei de assistir a primeira temporada da série Os Bórgias - A Primeira Família Criminosa (The Borgias), dirigida pelo primeiro e protagonizada pelo segundo. Feita para a TV, é uma co-produção de Hungria, Irlanda e Canadá, lançada em 2011. Com primorosa reconstituição de época, a série se baseia na verdadeira história da família Bórgia, cujo patriarca, Rodrigo (Irons), tornou-se papa no Séc. XV cometendo toda a sorte de crimes e pecados, e continuou a praticá-los para se manter no poder. Assassinatos, traições, luxúria, entre outros pecados, fazem parte do cotidiano da família. Rodrigo, já no posto máximo da igreja católica, nomeia um filho como chefe da guarda do Vaticano e o outro, Cesare (François Arnaud), como cardeal e seu principal consultor/auxiliar para a manutenção do poder. Cesare preferia ser o comandante da guarda e tem Micheletto (Sean Harris), um bandido achado na sarjeta, como seu principal comparsa nos assassinatos. As intrigas palacianas são muitas, incluindo as escapadas de Rodrigo para transar com belas mulheres, entre elas a bela Giulia Farnese (a também bela atriz Lotte Verbeek), assim como as de Cesare. Isto sem falar em Lucrezia Borgia (Holliday Grainger), a filha angelical que se casa com um homem bem mais velho, escolhido pelo seu pai como uma estratégia de aliança, e torna-se uma peça fundamental no intricado jogo de xadrez da família. Ela também dá suas escapadas sexuais. A série não é um documentário, portanto, não é fiel à história, e Jordan conduz bem a parte ficcional, com personagens sem existência nos registros históricos da igreja. Mas é um excelente meio para compreendermos a riqueza da igreja católica, do jogo de poder que existe em seus bastidores, além de mostrar o quanto um homem é capaz de fazer para se manter no e com poder. E é uma excelente diversão. A fotografia é outro ponto alto da série, com cores fortes e vibrantes, mesmo em tomadas externas. A caracterização do rei francês Carlos VIII (Michel Muller) é digna de nota, pois o ator é muito bom, além de ser feio como o monarca francês o era. São apenas nove episódios na primeira temporada, com duração aproximada de 50 minutos cada um. Assim que terminei, já me deu uma vontade grande de colocar no aparelho o primeiro episódio da segunda temporada, mas deixei para depois que chegar de férias.

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sexta-feira, 13 de setembro de 2013

VENDO OU ALUGO

Fui ver Vendo ou Alugo sem muita pretensão. Dei boas risadas durante os noventa minutos de projeção. Comédia dirigida por Betse de Paula, tem Marieta Severo como protagonista. Ela é Maria Alice, uma bon vivant que mora em um casarão com sua mãe, Maria Eudóxia (Nathália Timberg) e sua neta. A casa fica na entrada de uma favela, onde vive Jorge (Marcos Palmeira), um biscate que é vidrado em Maria Alice. Na favela mora também Maria da Graça (Maria Assunção), que trabalha no casarão como doméstica, além de ser sócia de Maria Alice em docinhos para festas picantes. Mal de finanças, Maria Alice decide vender a casa, ou alugar, dependendo da melhor oferta. Quando um potencial comprador estrangeiro vai conhecer a casa, um tiroteio na favela prende todos no casarão: as moradoras, as quais se juntou Baby (Sílvia Buarque), a filha de Maria Alice, que estava em viagem de autoconhecimento, a empregada, Jorge, que tinha pedido para Maria da Graça esconder um pacote de maconha, o pastor (André Mattos), que também queria o casarão para ser sede de sua igreja, o corretor de imóveis, o estrangeiro, além do trio de idosas amigas de Eudóxia, parceiras de jogatina. Assim, fica armado o banzé. Claro que a maconha é usada como ingrediente de um bolo e todo mundo fica doidão. Recheada de clichês e com final muito previsível, a comédia cumpre o seu papel de fazer rir. Daisy Lúcidi, Analu Prestes e Ilka Soares, o trio de amigas que chega em uma van para a jogatina no casarão, estão sensacionais. Marieta Severo, muito à vontade, parece muito com a Nenê, que ela interpreta há anos no semanal A Grande Família. Gostei porque me diverti, mas o roteiro é bem fraquinho.

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quarta-feira, 11 de setembro de 2013

WOLVERINE: IMORTAL

Gosto de filmes do universo de super heróis, mesmo daqueles que não sou um profundo conhecedor, como o sobre o mais famoso mutante, Wolverine. Assim, fui conferir a versão 3D de Wolverine: Imortal (The Wolverine) no cinema. Produção conjunta de Austrália e Estados Unidos lançada em 2013. Dirigida por James Mangold, trazendo Hugh Jackman no papel de Wolverine, herói que já havia interpretado nos filmes X-Men. Jean Grey, sua eterna amada, cujo fantasma o atordoa durante boa parte da história, é interpretada por Famke Janssen, atriz holandesa. Para quem não conhece a história de Wolverine, pode ficar perdido nesta parte do filme, pois nada é explicado sobre o passado do herói, de sua namorada e de como ela morreu salvando os mutantes. Wolverine é chamado ao Japão por um velho conhecido e lá é envolvido em uma trama cheia de reviravoltas, onde enfrenta seus próprios demônios e forças que testam a sua própria imortalidade. A atriz soviética Svetlana Khodchenkova interpreta Víper, uma poderosa cientista que tem o dom de absorver energia das pessoas, mostrando que mutantes estão de ambos os lados da força: o bem e o mal. Viper pode vencer Wolverine e lhe tirar a imortalidade. Tudo isto acontece no Japão, com direito a belas tomadas dos prédios modernos de Tóquio, além de resgate de tradições milenares da cultura japonesa, com cenas rodadas também em cidades menores e no litoral japonês. Tirando os três atores acima mencionados, todos os demais são japoneses ou tem ascensão asiática. As locações em solo japonês e o cast nipônico provam que os executivos do cinemão americano querem conquistar de vez o público asiático, escolhendo o mundo dos mutantes para construir uma história totalmente vivida na Ásia. Não foi esquecido nem mesmo o bombardeio na Segunda Guerra Mundial às cidades de Hiroshima e Nagasaki, que faz a ligação de Wolverine com o Japão. As lutas marciais também estão presentes, com lutadores ninjas cheio de aparatos em cenas de combate, incluindo uma mulher que parece ser bem frágil, mas demonstra justamente o contrário. A presença da bela Tao Okamoto, vivendo Mariko, a filha do velho amigo de Wolverine, também é um chamariz para a audiência japonesa, já que ela alcançou fama internacional como modelo de grandes grifes de luxo, tais como Chanel e Miu Miu. Com tantos elementos orientais, achei cansativa a história. Não que eu não goste da cultura oriental, muito antes pelo contrário, mas o enredo, embora com muito ritmo, me pareceu repetitivo demais. Não gostei.


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terça-feira, 10 de setembro de 2013

007 - UM NOVO DIA PARA MORRER

Seguindo a saga do agente secreto 007, revi o 20º título da série, 007 - Um Novo Dia Para Morrer (Die Another Day). Este foi o quarto e último filme protagonizado por Pierce Brosnan. E é o que ele se sai melhor na pele de James Bond. Está mais solto, bem à vontade no papel. Lançado nos cinemas em 2002, é uma coprodução de Reino Unido e Estados Unidos, dirigido por Lee Tamahori. As bondgirls tem papel mais ativo, com direito a muita pancadaria entre elas. A bela e talentosa Halle Berry é Jinx, agente da NSA americana, que tem os mesmos objetivos de Bond. A primeira cena de Jinx no filme é uma releitura de como a primeira bondgirl, a também escultural Ursula Andress, apareceu no primeiro 007, 007 Contra o Satânico Dr. No. Ambas saem do mar, como sereias, com uma peixeira na cintura. A segunda bondgirl é interpretada por Rosamund Pike, como Miranda Frost, uma esgrimista de primeira linha, que tem papel primordial no deslinde dos mistérios da aventura. O vilão é Gustav Graves (Toby Stephens), um milionário que quer dominar o mundo através de tecnologia bem avançada, sendo ajudado por Zao (Rick Yune), cuja caracterização é um misto de Grace Jones albina, Pin Head (do filme Hellraiser), e zumbi. Ômega e Bollinger, relógio e champanhe, respectivamente, as grifes de luxo apreciadas por James Bond, dão as caras novamente. O seu carro volta a ser um Aston Martin, em versão moderníssima. Madonna não só interpreta a canção tema, como tem uma rápida participação com Verity, a treinadora de esgrima de Gustav e Miranda. Como uma autêntica outsider, ela aparece em figurino totalmente preto, contrastando com o uniforme branco que geralmente os praticantes de esgrima costumam usar. Bond tem que deter Gustav na sua ideia de alterar o clima no mundo e para isto conta com a valiosa ajuda de Jinx. No mais, perseguições de tirar o fôlego em área gelada e uma ótima cena de abertura quando 007 surfa em ondas gigantes para entrar na Coréia do Norte. O ritmo utilizado deu uma guinada em relação aos filmes anteriores de James Bond, quando elementos da trilogia Bourne são visivelmente utilizados, o que ajudou a trazer mais público para os cinemas, sendo o filme com maior arrecadação de toda a série. Nesta nova roupagem, 007 apanha muito, não consegue se safar, ficando vários meses preso nas mãos dos norte coreanos e ainda aparece bem barbado, muito mais próximo dos mocinhos dos filmes de Hollywood do início dos anos 2000. Com a morte de Desmond  Llewelyn, Q passa a ser interpretado por John Cleese. Judi Dench continua sendo M, mas desta vez muita mais seca com 007. É um dos filmes que mais gosto.

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