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quinta-feira, 27 de agosto de 2009

CIRURGIA

Como já postei antes, estou internado desde terça-feira no Hospital Daher, onde fiz uma cirurgia para retirada de cálculo renal do ureter direito. Passei mal na segunda-feira quando fiquei o dia inteiro no Hospital Urológico e lá decidi pela cirurgia. Pelo convênio, tive que trocar de hospital e a cirurgia seria na quarta-feira, mas o quadro de infecção era grande e o médico preferiu esperar mais 24 horas, ministrando, pela veia, antibiótico. Minha mãe acabou saindo de Belo Horizonte e veio ficar comigo. Tive muita cólica na terça-feira, especialmente à noite. E a fome desapareceu, verdadeiro programa Fome Zero. Na quarta, desci para o centro cirúrgico perto de meio dia e fiquei esperando a minha vez. Nunca tinha feito cirurgia antes e fiquei tenso, o que refletiu na minha pressão arterial. O anestesista era bem brincalhão e não senti quase nada quando ele me aplicou a anestesia. Aplicaram um Dormonid e fiquei sonolento, mas recordo algumas coisas. A cirurgia demorou uma hora e meia e fui levado para a sala de recuperação, voltando ao quarto apenas às 18 horas. Lá estavam minha mãe, Ric e Rose. A dor era grande na bexiga, por conta da sonda. No início da noite estava urrando de dor e desesperado para tirar a sonda. Minha mãe ligou para o médico e ele autorizou a enfermeira a retirar a maldita sonda, o que melhorou um pouco. A preocupação deles era se eu conseguiria urinar. Consegui e muito, praticamente de hora em hora a noite inteira, mesmo com todo o ardor e queimação que isto provocava. As dores foram amenizando ao longo da noite, mas ainda sinto pequenas pontadas. Praticamente não urino mais sangue, mas o ardor permanece. Aguardo a alta, prometida para a manhã desta quarta-feira. Ficar em hospital é ruim demais: a cama é estreita, luz branca no teto incomodando, a gente fica sem lugar, o banho é difícil. Continuo sem conseguir comer. Estou ainda tomando soro na veia. Só hoje no café da manhã consegui comer meio pão francês com uma fatia de queijo e dois goles de café com leite. Fiquei enfastiado logo.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

DIETA DOS PONTOS - DIA 04

Segunda-feira - dia 23/08/2009 - passei o dia internado no Hospital Urológico com cólicas renais. Quase não consegui comer, apenas fiquei tomando soro na veia.
Café da manhã: 1/2 mamão papaia (15 pts).
Lanche da tarde: 1 torrada (10 pts); 2 biscoitos água e sal (16 pts); 150 ml de suco de abacaxi com açúcar (15 pts).
Lanche da noite: 2 torradas integrais ligth (20 pts); 1 colher de sopa de geleia de laranja diet (5 pts); 200 ml de suco de caju light (7 pts).
TOTAL PONTUAÇÃO DO DIA: 88 pts = 316,8 Kcal.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

QUINTA ESTRANHA

Ontem, quinta-feira, 16/07/2009, foi um dia estranho. Acordei com uma sensação esquisita. O dia inteiro fiquei mal. Kitty chegou a mencionar, ao telefone, que estava com a voz cavernosa. Não me sentia bem, mas não sabia o que se passava comigo.
Logo cedo fui ao dentista, prevenção que faço de quatro em quatro meses. Como odeio passar fio dental, resolvi diminuir a frequência ao dentista para evitar problemas. Mas, já na cadeira da dentista, senti várias vezes ânsia de vômito, fazendo com que a sessão durasse bem mais que a uma hora tradicional.
No trabalho nada de novo, apenas rotina.
Para almoçar, idem, sem nenhuma inspiração, volto, eu e minha chefe, ao Feitiço Mineiro (SCLN 306, Bloco B, lojas 45/51, Asa Norte). Até para comer, eu estava devagar. Geralmente acabo primeiro do que todos na mesa, mas ontem consegui terminar de almoçar depois de minha chefe.
Na parte da tarde, passei a maior parte do tempo com a sensação estranha aumentando. Ainda tive que aguentar algumas reclamações ao longo do dia. Foi um verdadeiro muro de lamentações na minha sala e ao telefone. Parece que todos combinaram de desabafar comigo e no mesmo dia. Credito esta sensação à secura de Brasília. Resolvo fazer uma massagem para relaxar, mas não sou feliz, pois não consegui horário para ontem. Pela segunda vez na semana, vou fazer uma sauna e não aguento ficar no vapor. Acho muito quente. Fico apenas vinte minutos e vou para casa assistir ao jogo do Galo. Vitória e liderança do campeonato!
Começa então o martírio. Uma dor dilacerante toma conta das minhas costas no lado direito. Cólica renal, fato corriqueiro em minha vida, mas pela primeira vez acontece no rim direito. A dor é insuportável. Não há remédios em casa. Rolo na cama, na cadeira, no chão. Ric diz que me levará ao hospital. Caminho todo torto até o carro dele e seguimos direto para a Asa Sul, no Hospital Urológico. Obviamente todos os sinais de trânsito do caminho estão vermelhos. Chegamos por volta de meia noite e sou atendido imediatamente. Deito na maca e colocam o soro e a medicação na veia. O alívio da dor é imediato. Fico por volta de uma hora no hospital e volto para casa, passando antes em uma farmácia para comprar a medicação receitada. A conta do hospital ainda não sei, pois o setor de faturamento só funciona no horário comercial e entrará em contato comigo para dizer o valor a pagar (o hospital não aceita Unimed, o meu plano de sáude).

A quinta-feira não foi de filas, mas de dor.