Como já postei antes, estou internado desde terça-feira no Hospital Daher, onde fiz uma cirurgia para retirada de cálculo renal do ureter direito. Passei mal na segunda-feira quando fiquei o dia inteiro no Hospital Urológico e lá decidi pela cirurgia. Pelo convênio, tive que trocar de hospital e a cirurgia seria na quarta-feira, mas o quadro de infecção era grande e o médico preferiu esperar mais 24 horas, ministrando, pela veia, antibiótico. Minha mãe acabou saindo de Belo Horizonte e veio ficar comigo. Tive muita cólica na terça-feira, especialmente à noite. E a fome desapareceu, verdadeiro programa Fome Zero. Na quarta, desci para o centro cirúrgico perto de meio dia e fiquei esperando a minha vez. Nunca tinha feito cirurgia antes e fiquei tenso, o que refletiu na minha pressão arterial. O anestesista era bem brincalhão e não senti quase nada quando ele me aplicou a anestesia. Aplicaram um Dormonid e fiquei sonolento, mas recordo algumas coisas. A cirurgia demorou uma hora e meia e fui levado para a sala de recuperação, voltando ao quarto apenas às 18 horas. Lá estavam minha mãe, Ric e Rose. A dor era grande na bexiga, por conta da sonda. No início da noite estava urrando de dor e desesperado para tirar a sonda. Minha mãe ligou para o médico e ele autorizou a enfermeira a retirar a maldita sonda, o que melhorou um pouco. A preocupação deles era se eu conseguiria urinar. Consegui e muito, praticamente de hora em hora a noite inteira, mesmo com todo o ardor e queimação que isto provocava. As dores foram amenizando ao longo da noite, mas ainda sinto pequenas pontadas. Praticamente não urino mais sangue, mas o ardor permanece. Aguardo a alta, prometida para a manhã desta quarta-feira. Ficar em hospital é ruim demais: a cama é estreita, luz branca no teto incomodando, a gente fica sem lugar, o banho é difícil. Continuo sem conseguir comer. Estou ainda tomando soro na veia. Só hoje no café da manhã consegui comer meio pão francês com uma fatia de queijo e dois goles de café com leite. Fiquei enfastiado logo.
Um pouco de tudo do que curto: cinema, tv, teatro, artes plásticas, enogastronomia, música, literatura, turismo.
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quinta-feira, 27 de agosto de 2009
terça-feira, 25 de agosto de 2009
DIETA DOS PONTOS - DIA 04
Segunda-feira - dia 23/08/2009 - passei o dia internado no Hospital Urológico com cólicas renais. Quase não consegui comer, apenas fiquei tomando soro na veia.
Café da manhã: 1/2 mamão papaia (15 pts).
Lanche da tarde: 1 torrada (10 pts); 2 biscoitos água e sal (16 pts); 150 ml de suco de abacaxi com açúcar (15 pts).
Lanche da noite: 2 torradas integrais ligth (20 pts); 1 colher de sopa de geleia de laranja diet (5 pts); 200 ml de suco de caju light (7 pts).
TOTAL PONTUAÇÃO DO DIA: 88 pts = 316,8 Kcal.
sexta-feira, 17 de julho de 2009
QUINTA ESTRANHA
Ontem, quinta-feira, 16/07/2009, foi um dia estranho. Acordei com uma sensação esquisita. O dia inteiro fiquei mal. Kitty chegou a mencionar, ao telefone, que estava com a voz cavernosa. Não me sentia bem, mas não sabia o que se passava comigo.
Logo cedo fui ao dentista, prevenção que faço de quatro em quatro meses. Como odeio passar fio dental, resolvi diminuir a frequência ao dentista para evitar problemas. Mas, já na cadeira da dentista, senti várias vezes ânsia de vômito, fazendo com que a sessão durasse bem mais que a uma hora tradicional.
No trabalho nada de novo, apenas rotina.
Para almoçar, idem, sem nenhuma inspiração, volto, eu e minha chefe, ao Feitiço Mineiro (SCLN 306, Bloco B, lojas 45/51, Asa Norte). Até para comer, eu estava devagar. Geralmente acabo primeiro do que todos na mesa, mas ontem consegui terminar de almoçar depois de minha chefe.Na parte da tarde, passei a maior parte do tempo com a sensação estranha aumentando. Ainda tive que aguentar algumas reclamações ao longo do dia. Foi um verdadeiro muro de lamentações na minha sala e ao telefone. Parece que todos combinaram de desabafar comigo e no mesmo dia. Credito esta sensação à secura de Brasília. Resolvo fazer uma massagem para relaxar, mas não sou feliz, pois não consegui horário para ontem. Pela segunda vez na semana, vou fazer uma sauna e não aguento ficar no vapor. Acho muito quente. Fico apenas vinte minutos e vou para casa assistir ao jogo do Galo. Vitória e liderança do campeonato!
Começa então o martírio. Uma dor dilacerante toma conta das minhas costas no lado direito. Cólica renal, fato corriqueiro em minha vida, mas pela primeira vez acontece no rim direito. A dor é insuportável. Não há remédios em casa. Rolo na cama, na cadeira, no chão. Ric diz que me levará ao hospital. Caminho todo torto até o carro dele e seguimos direto para a Asa Sul, no Hospital Urológico. Obviamente todos os sinais de trânsito do caminho estão vermelhos. Chegamos por volta de meia noite e sou atendido imediatamente. Deito na maca e colocam o soro e a medicação na veia. O alívio da dor é imediato. Fico por volta de uma hora no hospital e volto para casa, passando antes em uma farmácia para comprar a medicação receitada. A conta do hospital ainda não sei, pois o setor de faturamento só funciona no horário comercial e entrará em contato comigo para dizer o valor a pagar (o hospital não aceita Unimed, o meu plano de sáude).
A quinta-feira não foi de filas, mas de dor.
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