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domingo, 11 de maio de 2014

EPICE - GASTRONOMIA EM SÃO PAULO (SP)

Em fevereiro, tive uma semana de trabalho intensa em São Paulo. Na sexta-feira, quando terminadas as tarefas oficiais, eu, Karina e Alberto resolvemos aproveitar a excelente variedade gastronômica da cidade. Escolhemos o Epice, que fica na Rua Haddock Lobo, 1.002, Jardins. Era a segunda vez que eu ia ao restaurante, em ambas as oportunidades na hora do almoço, quando o menu é enxuto e fixo, com a famosa fórmula entrada + prato principal + sobremesa, para o qual cobravam, à época, o valor de R$ 49,00. O restaurante é pequeno, motivo pelo qual fazer reserva é essencial. Como decidimos ir de última hora, rumamos sem reserva, na esperança de encontrar mesa disponível. Para nossa sorte, chegamos antes de 13 horas, horário de maior movimento nos dias de semana. Havia uma única mesa, onde fomos acomodados. Havia duas opções de entrada, duas de prato principal e duas de sobremesa. Enquanto escolhia, pedi uma água com gás. Foi-me servida a água da marca Sempre Pura, daquelas que são levadas à mesa em charmosas jarras de vidro. O atendimento é muito bom, com garçons atenciosos, conhecedores dos pratos oferecidos e prontos para dar os conselhos solicitados pelos frequentadores. O chef Alberto Landgraf é jovem, mas já tem uma legião de fãs na cidade. Seu restaurante figura no 41º posto na lista dos cinquenta melhores restaurantes da América Latina. Ele pratica uma culinária com técnicas modernas, focando na cozinha brasileira. Por isso, utiliza, na maior parte dos pratos, itens bem conhecidos do povo brasileiro. Por utilizar produtos da estação e sempre frescos, haverá constantemente uma novidade no cardápio. No caso do almoço executivo, ele se altera todos os dias. Segui os conselhos do garçom na escolha dos três pratos do menu. Antes dos pratos chegarem à mesa, foi-nos servido um pequeno couvert, consistindo de quatro tipos de pães feitos no próprio restaurante, manteiga, azeite e sal grosso. Aparentemente simples, mas de sabor marcante. Deliciosos os pães. Vamos aos pratos:


Entrada - mandioquinha, creme fraîche e farelo de avelã - mistura de texturas interessante, como a maciez da mandioquinha, servida assada, preservando sua casca, quentinha, que ficou melhor ainda com o creme frio, que derreteu e entranhou na massa amarela deste tubérculo. O toque do farelo garantiu a crocância ao prato. Muito bom.

Prato principal - língua de boi, purê de batata e couve-manteiga - a língua é servida em pequenos pedaços levemente empanados. Novamente a mistura de texturas, com a tenra carne da língua, muito bem temperada, com a farinha utilizada para empaná-la. O purê de batata estava bem suave, quase desmanchando no contato com a língua. A couve, servida em pequenos pedaços rasgados, era frita, muito crocante. Excelente.


Sobremesa - torta de chocolate com sorvete de leite - a massa da torta me fez lembrar um cheesecake. Era levemente amarga, contrastando com o sabor doce do sorvete, que não gostei muito. Preferi comer a torta pura.







Ao final, um belo café espresso, encerrando com chave de ouro nossa semana em São Paulo. A conta, para três pessoas, ficou em R$ 228,58.

Epice
Rua Haddock Lobo, 1.002, Jardins
Fone: +55 11 3062 0866

gastronomia

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

RITZ - GASTRONOMIA EM SÃO PAULO (SP)

O restaurante Ritz (www.restauranteritz.com.br), localizado na Alameda Franca, 1.088, Jardins, existed esde 1981 e está na minha memória afetiva em relação a São Paulo. Foi o primeiro local que fui quando estive pela primeira vez na capital paulista. Era uma quinta-feira à noite, em 1995, por volta de 23 horas, e ele estava lotado de gente. A fila de espera era grande e ninguém parecia se incomodar, aguardando ser chamado ao mesmo tempo em que bebiam algo, fumavam ou paqueravam, ou faziam isto tudo ao mesmo tempo. Sempre que posso, arrumo uma forma de retornar ao Ritz. Na noite de 03 de fevereiro deste ano, convidei Alberto, um amigo e colega de trabalho de Manaus, para jantar lá. Chegamos perto de 21 horas e já havia fila de espera, mesmo sendo uma terça-feira. Colocamos o nome na lista e ficamos do lado de fora, pois o bar estava completamente ocupado. Os bancos externos da calçada em frente ao restaurante também estavam ocupados. Pensei em pedir algo para beber enquanto esperava, mas logo chamaram meu nome. Como éramos dois, foi mais rápido arrumar uma mesa. O local é pequeno, com as mesas bem colodas umas nas outras, o que dá um certo charme ao restaurante. O bar fica na direita de quem passa a porta rotatória vermelha, uma da marcas registradas do local. As mesas ficam dispostas em dois ambientes, um em frente ao bar, sendo o maior deles, e o outro em um pequeno mezanino, onde um quadro negro tinha uma ilustração de arranha-céus com suas antenas, paisagem característica da Avenida Paulista, e indicava algumas sugestões do dia. O atendimento é muito bom, com jovens garçons circulando entre as mesas, todos com uma camiseta branca indicando que trabalham no Ritz. Alguns itens do enxuto cardápio são famosos, como a caipirosca de frutas, o hamburguer (que já ganhou vários prêmios como o melhor da cidade), a torta de maçã e os bolinhos de arroz. Estes últimos são insuperáveis. Todas as vezes que vou ao Ritz, peço uma porção desta iguaria como entrada, e nunca me arrependo. Deta vez não foi diferente. Pedimos uma porção com 10 unidades de bolinho de arroz (R$ 18,80). Enquanto batíamos um papo descontraído e apreciávamos os bolinhos fritos, servidos com um chutney de pepino, eu bebia uma ótima caipirinha de uva. O cardápio possui alguns pratos que são servidos em dois tamanhos, como foi o caso de minha escolha. Pedi a opção maior do linguine cogumelos - porcini, shitake e shimeji com creme de limão (R$ 52,70). O prato não demorou a chegar. É bem servido, tem boa apresentação e aroma suave. A massa estava cozida no ponto correto. Como é servida em um bowl, a sua temperatura é conservada por mais tempo, possibilitando que a massa continua seu processo de cozimento lentamente. Ficamos mais de duas horas no restaurante. Nada de sobremesa e nada de café. Pagamos a conta, pegamos um táxi e voltamos para nossos respectivos hotéis, já que o tabalho iniciaria cedo na manhã seguinte.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

NA COZINHA

Almocei no restaurante Na Cozinha (Rua Haddock Lobo, 855, Jardins, São Paulo) nesta sexta-feira quente na capital paulista. Para mim, o tempo inteiro era sábado, pois acordei muito tarde, já perto de meio dia. Cheguei ao local às 14:10 horas. Foi minha primeira vez neste restaurante. É pequeno, no máximo seis ou sete mesas, dando ar de bistrô, devido ao clima aconchegante. Logo na entrada, vemos a cozinha aparente, com paredes em vidro para que a fumaça não chegue no salão onde ficam os clientes. Devido ao horário, apenas uma mesa estava ocupada. Sentei em uma mesa no final do corredor, o que me garantia uma ampla visão do restaurante. O atendimento é simpático, informal e eficiente. O garçom soube responder todas as minhas dúvidas e curiosidades. Ele me sugeriu o menu especial, dedicado a Santa Bárbara (Iansã, que no sincretismo religioso, é o santo associado no candomblé), cujo dia se comemora em 04 de dezembro. O menu consistia de prato com iguarias da culinária baiana, ou seja, caruru, vatapá, bobó de camarão, xinxin de galinha, feijão fradinho, farofa de dendê e arroz branco. Ainda no mesmo menu, estava incluída a sobremesa, um manjar de coco com calda de laranja e gengibre. Tudo ao preço de R$ 39,90. Este menu especial só será oferecido nos dias 03 e 04 de dezembro de 2010. De 05 a 11/12/2010, o menu especial será com comidas típicas do Centro-Oeste. Ric preferiu pedir o carro chefe da casa, o menu executivo de picadinho de filé (R$ 29,90), com salada de folhas, mini pasteis de carne, feijão, tomate, farofa e arroz branco, terminando com uma salada de frutas temperada com sal e gelo. Não há sucos no cardápio, mas há algumas opções de refrigerantes típicos de alguns estados, como o Mate Couro, encontrado em Belo Horizonte, Minas Gerais, a tubaína de São Paulo, a cajuína dos estados do Nordeste. Havia o delicioso Guaraná Jesus, do Maranhão, mas por dificuldades de comercialização, não oferecem mais. O chef é Carlos Ribeiro, um simpático paraibano que foi até nossa mesa conversar um pouco. Ric pediu uma cajuína, enquanto eu fiquei na água com gás. De entrada, pedimos uma porção mista de pasteis fritos (R$ 21,00). Vieram seis pasteis, dois de carne, dois de palmito e dois de queijo temperado com ervas. Deu para enganar o estômago, enquanto aguardávamos nossos pratos principais. Achei os pasteis sem personalidade. Em todo pastel de queijo, seu recheio deve vir derretendo, o que não foi o caso. Já os pratos principais vieram com bonita apresentação e um delicioso aroma. Todas as iguarias baianas vieram bem montadas e estavam bem feitas, com destaque para o vatapá e o caruru, que estavam muito bons. O senão ficou apenas para o arroz, que veio frio, mas nada diferente do que qualquer porção de arroz que se come nos restaurantes em Salvador, Bahia. Ric gostou do seu picadinho. O manjar de coco veio em um pequeno tamanho, ideal para quem não quer comer muito doce. A calda tem um sabor expressivo de laranja, com um longe ardor do gengibre. Fiquei curioso com a salada de frutas temperada com sal e gelo do menu de Ric. Experimentei e achei o sabor delicado. O sal é discreto, conferindo um toque especial às frutas. Não bebi café, mas como Ric pediu, verifiquei que é Nespresso. Quando saímos, já estava fechado o restaurante, pois já passavam das três horas da tarde. Valeu a pena conhecer este escondido restaurante nos Jardins. Recomendo.


Menu Santa Bárbara


Menu Executivo - Picadinho de Filé