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segunda-feira, 15 de novembro de 2021

SÃO PAULO - DIA 4 - 02/11/2021 (TERÇA-FEIRA) - PARTE 2 - DIA 5 - 03/11/2021 (QUARTA-FEIRA) - A VOLTA PARA CASA

02/11/2021 - Chegamos no shopping Pátio Higienópolis pouco antes da 17:00 horas. Enfim, Rogério iria a uma loja Sephora. Percorremos os andares do centro comercial. Estava muito movimentado. Os frequentadores são, em sua maioria, pessoas mais velhas, residentes da região, que carregam consigo, inclusive, os animais de estimação. Encontramos a loja. Fiquei do lado de fora, pois o cheiro forte de lojas de cosméticos me incomoda. Sentei em um banco que fica na entrada da loja e, enquanto esperava, joguei Pokemón Go.

Assim que eles saíram, fomos a algumas lojas esportivas, pois Rogério queria comprar um tênis confortável, o que acabou fazendo. Eu não estava com espírito de compras, nem tinha espaço na minha bagagem de mão para colocar coisas novas. Rogério nos convidou para um café, ali mesmo no shopping. Quando entramos, vimos uma filial da Cristallo, para onde decidimos ir. Estava cheio, mas ainda havia uma ou duas mesas vazias. Como é um café, o fluxo de gente é grande. Nas mesas, muitas senhoras idosas, provavelmente de famílias quatrocentonas paulistanas. Nem precisei de cardápio. Olhei para a vitrine, escolhendo uma fatia de uma torta de chocolate e um café espresso. Rogério pagou a conta.

Na saída, enquanto Emi fumava, entrei em contato com Bruno, o taxista do hotel, perguntando se ele poderia nos buscar. Resposta positiva. Ele demorou apenas 10 minutos para chegar. No caminho para o hotel, combinamos com ele para nos levar na manhã do dia seguinte para o Aeroporto de Congonhas. Tínhamos que estar lá às 06:15 horas, motivo pelo qual Bruno nos sugeriu sair do hotel às 05:30 horas. Acertamos este horário. Pelo trajeto Pátio Higienópolis-Novotel Jaraguá, a corrida ficou em R$ 15,00, pagos em dinheiro.

Chegamos no hotel depois das 18:00 horas. Combinamos de jantar por perto, em distância que poderíamos ir caminhando. Rogério sugeriu o Wanderlust, quase em frente ao hotel. Proposta acatada para 20:30 horas na recepção.

No quarto, liguei o chuveiro em temperatura mais quente e deixei cair água em abundância em minha lombar. Afinal, foram cerca de três horas em pé na Bienal de São Paulo. Minhas costas estavam em frangalhos. Após o banho, coloquei o relógio para despertar às 20:15 horas, tomei um relaxante muscular, deitei e apaguei, acordando com o alarme do celular.

Às 20:30 horas, estava na recepção. Fomos caminhando para o Wanderlust, mas ele estava fechado. O movimento na região era pequeno, com quase nada funcionando. A opção era ir ao Copan e ver se tinha alguma coisa aberta. Chegando lá, muito fraco o movimento, com exceção do Bar da Dona Onça, onde resolvemos jantar. Embora com bom público, tinha mesa disponível tanto interna, quanto externamente. Preferimos ficar na parte de dentro.

Restaurante: Bar da Dona Onça.

Endereço: Avenida Ipiranga, 200, lojas 27 e 29, Edifício Copan, Centro, São Paulo, SP.

Instagram: @bardadonaonca

Data: 02/11/2021 (terça-feira) - jantar.

Chef: Janaína Rueda.

Especialidade: culinária brasileira.

Tempo no restaurante: cerca de uma hora e meia.

Valor que paguei: R$ 129,00, com cartão de crédito.

Serviço: eficiente. Boa brigada de garçons e atendentes.

Ambiente: ao chegar na porta, uma recepcionista informou que tinha mesa disponível tanto do lado de dentro, quanto na calçada, do lado de fora. Preferimos a mesa interna. O restaurante tem um único salão, com as paredes de vidro dando para a rua, um bar ao fundo e banheiros, também ao fundo, na parte esquerda do salão. À direita do bar, há uma escada que dá acesso à cozinha, que fica na parte superior da loja. Mesas de madeira, sem toalhas, estilo boteco, bem próximas umas das outras (a la bistrôs parisienses), decoração em tons amarelados, com muita estampa de pele de onça, que reveste as geladeiras, está no jogo americano, na barra de madeira do balcão do bar, enfim, remete ao nome do restaurante. Nas mesas, álcool 70%, guardanapos individuais de papel e talheres envelopados em sacos de papel.

A experiência: compartilhamos uma entradinha e cada um pediu um prato principal. Para beber, fui de água com gás (R$ 8,00), pois o local só serve refrigerante natural ou orgânico. Ao final da refeição, tomei um café espresso (R$ 7,00), que veio servido em um lindo conjunto de cerâmica, acompanhado por um mini brigadeiro de chocolate e uma bala artesanal.

Entrada: bife a cavalo (R$ 59,00) - servidas seis mini porções próprias para comer de uma só bocada com as mãos. Uma base crocante assada , à base de farinha, com camadas dos ingredientes do prato: coxão mole picado bem fininho, cebola crocante, purê de batata (que também serve para segurar o recheio na base crocante) e um ovo de codorna frito por cima de tudo. Cada um comeu dois, mas a vontade foi de pedir mais. Coloquei tudo na boca e aconteceu a esperada explosão de sabores, com ótimo tempero.

Prato principal: galinhada moderna (R$ 82,00) - galinhada caipira, quiabo e gema curada. Servida em um prato fundo de porcelana branca, chegou exalando muito aroma. A apresentação é linda. Já tinha saboreado com os olhos e com o nariz. Faltava experimentar. Arroz bem molhadinho, com tempero sensacional. Pedaços de frango pequenos, sem osso, em abundância. Queria mais quiabo no prato. A gema, ao ser rompida, fez bonito no prato e no paladar. Aprovei e quero voltar para comer novamente.


Deixamos o restaurante, voltando a pé para o hotel. Já era perto de meia noite. 

Já no quarto, arrumei o que faltava na mala, coloquei o alarme para soar às 04:50 horas, deitei e dormi.

SÃO PAULO - DIA 5 - 03/11/2021 (QUARTA FEIRA)

03/11/2021 - quando tenho que acordar muito cedo, sempre desperto antes do alarme tocar. Acordei às 03:50 horas e não mais dormi. Às 05:00 horas, Bruno, o taxista, enviou mensagem dizendo que seu carro estava com problemas, que tinha chamado um guincho e que não poderia honrar seu compromisso. Tínhamos que chamar outro táxi na porta do hotel ou pegar um Uber.

Quando estava descendo para a recepção, Emi e Rogério, também prontos para a volta, entraram no elevador. Fizemos o check out bem rápido, pois nada tínhamos que pagar.

Não tinha táxi na portaria. O atendente do hotel disse que chamaria um, mas Emi saiu e chamou um táxi que estava parado na porta do Bar Estadão, que fica atrás do hotel.

Um motorista mal humorado. Confesso que senti cheiro de bebida alcóolica no carro. Era muito cedo, mas o trânsito já começava a ficar carregado. Percebi que o motorista estava cerrando os olhos, como se estivesse com sono. Comecei a falar alto para deixá-lo acordado. No aeroporto, ele nos deixou próximo ao balcão de despacho da Gol. A corrida ficou em R$ 45,00, pagos em dinheiro.

Resolvei despachar bagagem. Emi e Rogério me acompanharam no despacho premium. Eu fico impressionado com a demora no atendimento de certas pessoas no check in. Quando chega a minha vez, tudo é muito rápido. Despachei minha mala de mão. Eu e Rogério resolvemos entrar logo na sala de embarque, enquanto Emi foi fumar um cigarro no lado de fora do aeroporto. Passei rapidamente pela catraca, colocando o código QR no visor da máquina, e passei para a fila do raio X, que estava bem movimentada, mas fluía bem. Passados os controles, fomos para o Portão 9, de onde sairia nosso voo. Avião já estava na ponte de embarque. Chamaram para o embarque muito rápido. Meu lugar era o 3D. Entrei, e tive a sorte da pessoa que viajou na mesma fileira, no assento 3F, também ter entrado rápido. Estava com sono. Coloquei minha mochila no compartimento de bagagem acima do meu assento, sentei, coloquei o cinto de segurança, fechei os olhos e dormi. Só acordei quando o avião já se aproximava para pousar em Confins.

Pousou antes do horário, saída por fileiras, sem tumultos. Bagagem entregue rapidamente. As bagagens de nós três vieram juntas na esteira. Com os pertences nas mãos, fomos para a área de embarque para o Estapar Estacionamento. A van não estava. Tinha uma pessoa esperando. Liguei para o Estapar, sendo informado que o carro já estava a caminho. Ao desligar o telefone, avistei a van. O trajeto é muito curto até o estacionamento, onde descemos perto do caixa. Ficou em R$ 120,00, valor de uma semana (ficamos de sábado a quarta-feira). Paguei a metade, no cartão de crédito.

No caminho de volta para casa, tendo escolhido a Avenida Cristiano Machado, sempre cheia de caminhões e ônibus, Emi acabou batendo, de leve, seu carro em uma picape que estava na nossa frente. Nada de sério, trocaram telefones, e voltamos ao caminho de casa.

Emi e Rogério me deixaram na porta de casa por volta de 09:30 horas. Chegava ao fim um excelente feriado prolongado em São Paulo.

Abrindo a porta do prédio, ouvi meus lindos cachorros latirem de alegria.



domingo, 14 de novembro de 2021

SÃO PAULO - DIA 3 - 01/11/2021 (SEGUNDA-FEIRA) - PARTE 2

01/11/2021 - Descemos na estação Anhangabaú, linha vermelha do metrô. Subimos as escadas rolantes para a direção de nosso hotel, mas viramos à direita, pois Emi e Gastón queriam encontrar um café bonito para comer um doce e fazer boca de pito. Eu parei de insistir que naquela região nada iriam encontrar no padrão que queriam. Fomos na direção do Theatro Municipal. Na esquina, está o Shopping Light, onde resolvemos entrar. Eu sempre ia mais atrás, pois a coluna não me permitia andar mais rápido. Já mancava. Muita gente sem máscaras subindo e descendo as escadas rolantes que ligam os cinco pisos do centro comercial. Há várias lojas outlet de marca esportiva famosa. Demos uma volta completa em cada piso. Só encontramos dois cafés que davam para sentar: Starbucks e Café do Ponto, ambos rechaçados pela dupla Emi e Gastón. Percorridos todos os andares, voltamos ao térreo, caminhando em direção ao hotel, quando Gastón teve a ideia de ir na Marajá, onde tínhamos a certeza de ter doces e café. Todos toparam.

Como sempre, o local estava bem movimentado. Escolhemos uma mesa bem ao fundo do salão. Pedi um quindim (R$ 8,00) e um café espresso (R$ 5,50), enquanto Gastón escolheu uma média expresso (R$ 8,00), uma carolina (R$ 2,70) e um sonho grande (R$ 6,90). Total da conta para nós dois: R$ 31,10, pagos no cartão de crédito.  Ficamos cerca de 40 minutos na Marajá. Ali, combinamos de, enfim, sair para comer uma pizza na noite paulistana. Sugeri a Braz Pizzaria, unidade de Higienópolis, o que foi aceito.

Voltamos para o hotel. Ao sair no nosso andar, notei que não havia nenhuma bandeja ou saco de lixo nas portas dos quartos. Ao entrar em nosso quarto, cheiro de limpeza, cama arrumada com novo jogo de cama, toalhas limpas, amenities repostas. Parece até que estava sendo monitorado quanto à minha chegada ao quarto, pois o telefone fixo tocou. Era Marcelo, o gerente que tinha me ouvido na parte da manhã, querendo saber se estava tudo bem com o quarto, que tinha atendido todas as minhas solicitações, novamente pedindo desculpas. Respondi que tinha encontrado o corredor e o quarto devidamente limpos, mas que não tinha sido uma solicitação, mas sim uma reclamação, já que não estava pedindo nada além do que, em um hotel do nível do Novotel, já eram serviços incluídos na diária que eu paguei, diga-se de passagem, adiantado. Ele novamente pediu desculpas e afirmou que a limpeza do meu quarto seria feita diariamente. Rogério ligou para dizer que também fizeram limpeza no quarto deles.

Aproveitei a hora de descanso para fazer a reserva na Braz Pizzaria, utilizando o site do restaurante. Reserva confirmada para quatro pessoas, às 20:30 horas, unidade Higienópolis. Liguei para Rogério, combinando de nos encontrar às 20:00 horas na recepção, pois não era longe do hotel.

Tinha três horas para descansar. Dormi neste tempo, acordando a tempo para um banho rápido, arrumar e descer.

Não vimos Bruno, o taxista na portaria. Pedimos dois Uber. O trajeto Novotel Jaraguá - Braz Pizzaria (Rua Sergipe, 406, Higienópolis), custou R$ 11,53.

 A seguir, minha experiência na pizzaria.

Restaurante: Braz Pizzaria.

Endereço: Rua Sergipe, 406, Higienópolis, São Paulo, SP.

Instagram: @brazpizzaria

Especialidade: pizzas.

Ambiente: esta unidade fica em uma casa de dois pavimentos, com salões bem ambos, mas o interessante é ficar no salão térreo, onde está o movimento dos pizzaiolos, que ficam ao fundo, onde está um grande forno a lenha à mostra, cujas paredes são de tijolinho aparente. Decorado com paredes com dois tipos de acabamento, sendo a parte inferior com azulejos brancos e a parte superior com tijolinho a vista, conferindo ao salão um ar de cantina italiana. Mesas e cadeiras de madeira confortáveis, sem toalha de mesa, álcool gel na mesa, guardanapos de papel, talheres protegidos com sacos de papel.

Tempo no restaurante: cerca de uma hora e meia.

Data: 01/11/2021 - jantar.

Conta: R$ 187,40 (duas pessoas - eu e Gastón), pagos com cartão de crédito.

A experiência: quando chegamos, tinha uma pequena fila na porta, com duas pessoas na nossa frente. No meu relógio eram 20:29 horas. Quando chegou nossa vez de falar com o recepcionista, informei que tinha uma reserva, dando meu nome. Ele consultou o celular, dizendo que nossa reserva tinha caído, pois já eram mais de 20:30 horas, que o sistema derruba imediatamente. Argumentei que tinha chegado às 20:29 horas, que não iria furar fila, que eram 20:32 horas. Ele pediu um segundo, entrou, voltou e nos levou até uma mesa para quatro pessoas. Restaurante com todas as mesas ocupadas. Emi e Rogério ainda não tinham chegado. Com muita fome, pedimos uma fatia de pão de calabresa (fatia - R$ 29,00), pois estava bem à nossa frente, em um balcão, o que nos fez lembrar a Pizzaria Valentina em Brasília, onde costumávamos comer este tipo de pão que era delicioso, e cada um pediu H2OH limão 500 ml (R$ 9,80 cada). Gostei do pão da Braz. Em seguida, Emi e Rogério chegaram, a tempo de também desfrutar desta entradinha.

Pizzas: pedimos uma pizza grande (oito fatias), metade carbonara (R$ 99,00), metade bráz (R$ 82,00). Resolvemos pedir, depois de comer a grande, uma pizza individual (quatro fatias), sabor vai-vai (R$ 62,00). Experimentei fatias com os três recheios que escolhemos. A massa tem borda mais alta, como as pizzas napolitanas, sabor leve, que combina com qualquer recheio que lhe cubra.

1. carbonara: mussarela, pancetta em cubos, pecorino, ovo e pimenta do reino. Combinação perfeita. Tudo que tem ovo eu gosto. Levemente picante.

2. bráz: fatias de abobrinha ao alho assadas na lenha, mussarela e parmesão. O alho levantou o sabor deste recheio. Foi o que mais gostei, motivo pelo qual, comi duas fatias.

3. vai-vai: rúcula selvagem temperada e tomatinhos confit e mussarela. É difícil eu gostar de pizza com rúcula, pois geralmente essa verdura chega murcha por causa do calor da pizza e, na maioria das vezes, vem acompanhada de tomates secos (não gosto da acidez deste tipo de preparo do tomate). Neste caso, ela estava fresquinha, bem temperada e a combinação com tomates confit foi divina.

Ao final, cada um pediu uma xícara de café espresso Orfeu (R$ 7,00 cada uma).

O serviço é muito eficiente. Sempre os garçons estão atentos para servir mais alguma fatia aos comensais. As pizzas chegam em tempo adequado às mesas.

Pagamos com cartão de crédito. Saímos. Gastón enviou mensagem para Bruno, o taxista, para ver se ele poderia nos buscar. Resposta positiva. Enquanto esperava, fiquei sentado no banco de madeira que tem em frente ao restaurante. Bruno chegou logo. O trajeto Braz Pizzaria - Novotel Jaraguá foi rápido, uns 10 minutos, pelo qual pagamos R$ 20,00, valor em dinheiro. Gastón aproveitou para combinar com o motorista sua ida na manhã seguinte para Guarulhos, quando viajaria para Buenos Aires rever a família.

No hotel, decidimos dar uma volta, pois estava cedo, era véspera de feriado e o movimento nos bares da região devia estar intenso. Fomos para a Praça Roosevelt. Lá existem vários bares, a maioria vendendo cervejas. Era um reduto teatral antes da pandemia, mas não sei como estava agora. Caminhada de poucas quadras. Movimento grande, especialmente de jovens, indo e vindo, parando nos diversos bares, sempre com bebida alcóolica nas mãos. A esmagadora maioria estava sem máscaras. Passamos por toda a extensão do quarteirão, e não animamos ficar em nenhum bar, pois era muita aglomeração. Continuamos caminhando, decidindo voltar a beber vinho no Paloma, o bar de vinhos que estivemos no sábado anterior no Copan. Já passavam das 23:00 horas. O movimento era menor do que na noite de sábado, mas tudo estava cheio. Havia fila para beber no bar Fel. Todos avisavam que encerrariam o expediente à meia noite. Tentamos um bar mais adiante, ainda nas imediações do Copan, que fecharia a parte de bebidas à 1:00 hora, mas havia uma fila de espera com 22 pessoas na nossa frente. Decidimos voltar para o hotel. No caminho de volta, Emi e Rogério lembraram do Wanderlust (Rua da Consolação, 204, República), bar que estiveram na noite de sábado. Também estavam encerrando à meia noite, mas disseram que nos atenderiam apenas para bebidas. Era o que queríamos. Como não estou bebendo nada com álcool, fiquei apenas na água mineral com gás, enquanto os demais compartilharam uma garrafa de vinho tinto. Saímos quando o restaurante já estava pronto para fechar, pouco mais do que meia noite.

Voltamos para o hotel. Gastón acabou de fechar sua mala, deixando algumas coisas para colocar na mochila no dia seguinte. Bruno o pegaria às 07:00 horas da manhã de terça-feira.

Era hora de dormir.

Continua...


sábado, 13 de novembro de 2021

SÃO PAULO - DIA 3 - 01/11/2021 (SEGUNDA-FEIRA) - PARTE 1

01/11/2021 - Acordei cedo, antes das 7:00 horas, mas fiquei na cama até 9:00 horas. Vi que o tempo seguia nublado, mas sem chuva. A temperatura tinha subido um pouco. Arrumamos e descemos para encontrar com Emi e Rogério. Novamente o café da manhã foi na Marajá Padaria. Quando chegamos, só havia uma mesa disponível, no puxadinho que invade a calçada. Eu já sabia o que iria comer. Fiz o pedido para a garçonete: pão francês com manteiga na chapa (R$ 3,70), suco de laranja com gelo e sem adoçar (R$ 9,00) e salada de frutas (R$ 15,00). Gastón pediu uma média (R$ 5,00) e uma tapioca salgada recheada com dois queijos - prato e mozarela (R$ 11,90). Ficamos na padaria cerca de 40 minutos. Pagamos, no cartão de crédito, R$ 44,60 pelo nosso café da manhã. No hotel, seriam R$ 45,00 por pessoa - buffet livre. Eram 10:00 horas quando dela saímos. Na calçada, em frente à padaria, fui surpreendido por um abraço de Rafael, amigo de BH que tinha ido passar o final de semana prolongado em São Paulo. Mundo pequeno...

Durante o café da manhã, combinamos de ir almoçar no bairro Liberdade, em um restaurante que Vera, amiga de Brasília, tinha indicado. Mas antes, tínhamos que ir ao Laboratório Hermes Pardini, no bairro Santana, para Gastón fazer o RT-PCR para sua viagem no dia seguinte para Buenos Aires. Combinamos de estar na recepção do hotel para sair às 11:00 horas.

Antes de subir para o quarto, passei no balcão da recepção para conversar com a gerente Beatriz. Para minha surpresa, ela não estava e nem iria trabalhar naquele dia (mais uma mentira de Vinícius na noite anterior). Pedi para falar com alguém responsável. A atendente disse que era Marcelo Oliveira e que o chamaria. Esperei por cinco minutos. Marcelo se apresentou. Relatei tudo o que tinha ocorrido no dia anterior com Vinícius, da minha insatisfação com o hotel e com a falta de serviços adequados. Diferente de Vinícius, ele concordou com tudo, desfez a questão da limpeza de três em três dias, quando o hóspede solicita que seja feita diariamente, pediu desculpas em nome do Novotel, disse que não aconteceria de novo, que realmente eu tinha razão quanto ao desleixo com a limpeza nos corredores dos andares. Eu pedi que a limpeza de meu quarto fosse diária, com troca de roupa de cama, toalhas e amenities. Ele concordou, perguntando qual o melhor horário para fazer a limpeza naquele dia. Ficou acertado que a fariam entre 11:30 e 13:30 horas.

Às 11:00 horas, todos na recepção. Eu de bermuda, mas com uma blusa de frio e um guarda chuva na mochila. Vimos Bruno, o motorista de táxi, perguntando se ele nos levaria à Santana, na Rua Voluntários da Pátria, 2.669. Não era a vez dele, indicando o motorista que estava na porta do hotel. Diferente de Bruno, era um senhor mal humorado, mas que nos levou sem reclamar. O trajeto é longo, com vários pontos de trânsito lento no caminho. Ao chegar ao laboratório, o taxista disse que esperaria, caso não demorasse. Gastón entrou na frente. Como ele não saiu para dizer uma média de tempo, eu entrei e descobri que poderia demorar mais de meia hora. O motorista estava parado em local proibido, atrapalhando o trânsito intenso da rua. Resolvi pagar a corrida, R$ 35,00, em espécie, dispensando o táxi. O taxista me deu seu número de celular, caso precisássemos dele para ir a outro lugar. Emi e Rogério foram andar um pouco para conhecer a região, pois nunca nenhum tinham ido àquele bairro. Eu também não, mas preferi ficar sentado na sala de espera do laboratório. Gastón foi chamado rapidinho. Emi e Rogério retornaram em pouco tempo. Esperamos uns 10 minutos, quando Gastón saiu, dizendo que o resultado estaria pronto às 18:00 horas. Era hora de ir para o bairro Liberdade.

Quando estávamos no táxi, indo para o laboratório, passamos em frente à estação de metrô Santana. Verifiquei no Google Maps se era longe. Cerca de 700 metros em linha reta, somente descida. Para ir à Liberdade, apenas uma linha, a azul. Resolvemos ir de metrô, descendo a rua, que tinha muito comércio. Eu tomo remédio para controlar a pressão arterial, motivo pelo qual a vontade de fazer xixi pela manhã sempre é forte. Na descida, entrei em um McDonald's para ir ao banheiro (sempre as redes de fast food são ótimas para estas idas ao banheiro, pois não exigem nada para você usá-lo). Na estação, Rogério quis comprar os bilhetes para nós quatro, ao custo unitário de R$ 4,40. Agora, o bilhete é um papel com um código QR que deve ser colocado no visor da catraca para liberar a roleta.

O metrô de São Paulo sempre limpo e eficiente. Rapidamente estávamos dentro do trem. Descemos na estação Japão-Liberdade. Subimos as escadas no sentido Rua Galvão Bueno, saindo em uma feira com muita gente fazendo fila nas barracas de comida para comer iguarias orientais, já que era hora do almoço. O lugar não estava nada limpo, com muitos restos de comida e descartáveis pelo chão. A Rua Galvão Bueno era uma loucura de gente com sacolas e mais sacolas, turistas tirando fotos, camelôs vendendo de tudo, carros parados no trânsito super lento. Olhamos no mapa a direção exata do restaurante onde almoçaríamos, o Izakaya Issa. Seguimos para a direita da estação de metrô, caminhando em uma faixa verde para pedestres que foi construída na rua, de tão cheias que ficam as calçadas de gente e de camelôs.

Chegamos na porta do restaurante às 12:50 horas. O lugar é minúsculo. Na porta, um balcão impedia as pessoas de entrar. Tinha fila. Duas mesas na nossa frente. Esperamos uns vinte minutos para chegar a nossa vez. Margarida, uma senhorinha de descendência japonesa, dona do negócio, é que recebe as pessoas. Confere a temperatura um a um, sempre apontando o aparelho para a testa do cliente, indica dois tapetes para que cada um higienize o calçado, mostrando, em seguida, a mesa disponível. Tem que tirar os sapatos para ficar nas mesas. Mesa baixa, difícil para um gordo, como eu, entrar, bem como para quem tem pernas grandes. Custei a me acomodar no canto, procurando, desde o início, onde poderia apoiar minhas costas. Se eu não tenho apoio para as costas, fico com dores horríveis na coluna (velhice...). A mesma senhorinha, Margarida, é que atende as mesas, entrega o cardápio, tira os pedidos, traz os pratos, verifica se tem mais gente chegando, traz a conta e faz a cobrança. Uma outra mulher, que parece ser parente dela, fica no balcão, atendendo aos clientes solitários ou em dupla. Eis minhas impressões e experiência no restaurante:

Restaurante: Izakaya Issa.

Endereço: Rua Barão de Iguape, 89, Liberdade, São Paulo, SP.

Instagram: @izakayaissa

Especialidade: culinária japonesa, sem sushi/sashimi.

Ambiente: local pequeno, com poucas mesas e um balcão onde também as pessoas são atendidas. Para ficar nas mesas, deve-se tirar os sapatos. Não há local para encostar as costas, o que torna desconfortável ficar sentado por muito tempo. Decoração que remete aos bares japoneses: muita madeira, luminárias quadradas brancas, quadros com caligrafia japonesa, um longo balcão para quem vai sozinho ou em dupla. Mais de dois no balcão já complica para uma boa conversa durante a refeição, sendo mais apropriado ficar nas mesas, apesar do desconforto.


Tempo no restaurante: contando desde a hora em que chegamos na porta, esperando na fila, ficamos por volta de duas horas.

Data: 01/11/2021 - almoço.

Conta: R$ 101,00 (duas pessoas - eu e Gastón), pagos com cartão de crédito.

A experiência: a senhorinha que atende às mesas, Margarida, é apressada para retirar os pedidos. Ela entrega os cardápios e logo quer que a mesa faça o seu pedido. Talvez porque a fila do lado de fora só cresça. Decidimos a entrada, guioza no vapor, para compartilhar. Ela queria saber todo o pedido, pois a cozinha preparava tudo de uma vez. Pedimos mais um tempo. Não sabíamos a quantidade da comida. Assim, eu e Gastón escolhemos um tempurá de legumes, enquanto Emi e Rogério, tempurá de legumes e camarões. Nossa ideia era pedir isso e ver se teríamos que pedir mais alguma coisa depois que os pratos chegassem. Margarida questionou nosso pedido de tempurá, dizendo que o com camarões já vinha com legumes. Reforçamos que aquele era nosso pedido. Para beber, fui de Coca Cola, Gastón de água mineral com gás, Rogério e Emi de saquê. Eles perguntaram se o saquê era nacional. Margarida disse que só vendiam saquê importado do Japão, pois o nacional dava ressaca. O saquê foi servido em copos de vidro, parecendo aqueles copos de shots de bebidas destiladas, o que me causou surpresa, pois sempre vi saquê ser servido em recipientes quadrados de madeira. O prato com guioza chegou após uns vinte minutos. Seis unidades servidas em um prato de porcelana branca com desenho de uma flor na cor cinza claro. Foi ainda servido um potinho para cada um de nós com um molho para a guioza. Cozida no vapor e levemente frita, a guioza estava maravilhosa. Sabor leve, mas marcante. Ao mergulhá-la no molho, o sabor foi potencializado a mil. Cada um comeu uma guioza e meia. Nosso apetite e nossa expectativa para o tempurá aumentaram. Minhas costas já davam sinal de vida. Tentava achar a melhor forma de ficar sentado. As pessoas na mesa ao lado, que se acomodaram depois de nós, começaram a reclamar que seus pedidos não chegavam. O restante do nosso pedido também não chegava. Quase uma hora depois do pedido, chegou o tempurá de legumes com camarões. Era o prato de Emi e Rogério, que começaram a comer, inclusive oferecendo para comermos enquanto o nosso não chegava. Declinamos. Passados dez minutos, questionamos sobre o tempurá de legumes. Margarida, não muito humorada, disse que estava sendo feito, pois só havia uma panela para fazer essa comida. Rir foi a nossa reação. O prato chegou. Bem servido, quentinho. Tinha berinjela, batata, quiabo, couve-flor, brócolis, cenoura, cebola e shitake empanados. Acompanhou um molho. Eu não gosto do molho que acompanha o tempurá, acho sem graça. Comi os legumes como vieram. Não tinham tempero, mas o sabor dos legumes cozidos/fritos estavam presentes. Gastón, Emi e Rogério não gostaram do tempurá, acharam sem sabor. Nem se quiséssemos, ousaríamos pedir outro prato, pois a demora seria imensa. Pedimos a conta. Margarida trouxe um papel com o valor total. Fizemos os cálculos. Margarida nos apontou o caixa para fazer o pagamento. Calcei o sapato, tentei me aprumar para minimizar as dores nas costas, indo para o caixa. Quem cobrou foi a outra atendente. Quando saímos, os pedidos das duas mesas que ficavam perto da nossa ainda não tinham chegado.

Eu queria comprar palitos de plástico para os dentes, que nunca encontro em BH. Sabia a loja onde comprar, Hime-Ya, que fica na Rua Galvão Bueno, 54. Era no caminho de volta para a estação do metrô. Rogério queria ir na Sephora, insistindo que tinha uma loja no bairro Liberdade. No trajeto, Rogério parou em uma lojinha, comprando difusor de óleos essenciais e uma máquina de aparar cabelo. Enquanto esperava, Gastón e eu percorremos a loja, na verdade um mini shopping de quinquilharias falsificadas, procurando capas para celular, mas não encontramos nenhuma que nos interessasse. Após as compras de Rogério, seguimos em frente, parando na Hime-Ya, onde entrei, perguntei a um vendedor onde encontrava os palitos, ele me mostrou a gôndola, peguei o que queria, dei uma volta para ver se mais alguma coisa me interessava, mas a loja estava muito cheia. Em tempos de distanciamento social, era melhor sair dali logo. Fui ao caixa, paguei R$ 35,00, no cartão de crédito, pela caixa com 150 palitos, saindo logo dali. Ao chegar na feirinha em frente à estação Japão-Liberdade, Rogério insistiu na loja Sephora. Verifiquei no Google. Não havia nenhuma Sephora na Liberdade. Esperamos Emi fumar, que queria parar em um lugar bonito para tomar café e comer um doce. Não era o local apropriado. Descemos as escadas. Foi a vez de Gastón comprar, na bilheteria física, quatro bilhetes do metrô. Quando eu ia passar na catraca, fiz um comentário sobre o papel com o código QR, ouvido por uma das seguranças do metrô. Ela se dirigiu a mim, informando que a ideia era não usar papel, sendo melhor baixar o aplicativo Top, pois, assim, poderia comprar os créditos, gerar o código QR e colocar o visor do celular na máquina, destravando a roleta. Ótima dica. Foi o que fiz mais tarde.

Pegamos o metrô linha azul, fizemos baldeação na estação Sé, linha vermelha, descendo na estação Anhangabaú.

Começava a saga pela busca do café. Minhas costas estavam me matando. Tinha dificuldade de caminhar.

Continua...

sexta-feira, 12 de novembro de 2021

SÃO PAULO - DIA 2 - 31/10/2021 - B-DAY (DOMINGO) - PARTE 2

31/10/2021 - Já que estávamos no prédio do museu, após um belo almoço no Vista, era hora de dar um passeio pelos espaços expositivos para conferir o acervo e as exposições temporárias. Descemos o elevador até o térreo, pois não sabíamos se tinha que pagar entrada.

Ao chegar no térreo, uma segurança nos informou que a entrada era gratuita, que não precisava voltar na portaria, indicando os andares onde estavam as exposições: do 3º ao 7º. Fomos para o hall dos elevadores para subir. Um cartaz informava que era para entrar no elevador duas pessoas por vez. Não tínhamos visto isto antes. Ao chegar, o elevador é grande, achamos melhor ir nós quatro, mas um casal ainda entrou conosco, ignorando o aviso. Papo bem chato o deles. Descemos no sétimo andar para começar nossa visita de cima para baixo. Eu já conhecia o MAC, mas o visitei quando ainda era no Campus da USP, em local bem apertado. Agora está em um prédio enorme, bonito, com espaços amplos, fácil de se locomover, podendo abrigar vários tipos de exposições temporárias e fazer recortes temáticos do acervo para expô-los.

Em duas horas no museu, vimos as seguintes exposições:


1. Visões da arte no acervo do MAC USP 1900-2000 - ocupa uma ala do 7º e uma ala do 6º andar com mais de 100 obras de artistas importantes das artes plásticas do período abordado, tais como Di Cavalcanti, Picasso, Matisse, Modigliani, Tarsila do Amaral, Flávio de Carvalho, Anita Mafaltti, Victor Brecheret, Volpi, entre outros.

2. Muito Além das Aparências - A Imagem Crítica de Pedro Meyer - ocupa uma ala do 7º andar - são fotografias doadas pelo fotógrafo espanhol, radicado no México, ao museu.

3. Memorial do Desenho - ocupa uma ala do 6º andar com obras em papel do acervo do museu.

4. MAC USP no Século XXI - A Era dos Artistas - ocupa uma ala do 5º andar. Tem obras de Regina Silveira, Marina Abramovic (que eu adoro), entre outros.

5. Zona da Mata - ocupa uma ala do 5º andar com obras de artistas contemporâneos, como Cláudia Andujar, por exemplo.

6. Projetos para um cotidiano moderno no Brasil, 1920-1960 - ocupa uma ala do 4º andar com obras de Di Cavalcanti, Flávio de Carvalho e Antonio Gomide.

7. Vizinhos distantes: arte da América Latina no acervo do MAC USP - ocupa uma ala do 4º andar com obras de artistas importantes de toda a América Latina. 

8. Carma ideológico: Grupo EmpreZa - ocupa uma ala do 3º andar com instalações e performances do coletivo Grupo EmpreZa.

9. Regina Silveira: outros paradoxos - ocupa o anexo expositivo que se alcança por uma passarela do prédio principal para o enorme anexo. É uma retrospectiva da artista, reunindo cerca de 180 obras.

Gostei de quase tudo. A parte do Grupo EmpreZa não fez a minha cabeça (confesso que tenho restrições à vídeo instalações).

Com Emi já irritado por que estávamos demorando muito no museu, concluímos nossa visita, indo para a marquise com aquelas colunas em V, típicas de Niemeyer, onde ele e Gastón, para variar, acederam seus cigarros. Em seguida, pedimos um Uber, cada casal, para voltar ao hotel. O trajeto MAC USP até o Novotel Jaraguá ficou em R$ 14,99, bem menor do que o valor que pagamos para o caminho inverso.

Já combinamos de sair cedo para jantar, por volta de 19:00 horas, pois era domingo e muitos restaurantes estariam fechados ou encerrariam o expediente mais cedo.

Gastón tinha que procurar um laboratório que fizesse o exame PT-PCR com resultado rápido, pois iria para Buenos Aires na terça-feira, dia 02/11/2021, e era uma exigência para entrar na Argentina. Ficou pesquisando na internet e por telefone. O único que encontrou foi uma unidade do Laboratório Hermes Pardini, que é de Belo Horizonte, no bairro Santana. Em seis horas teria o resultado. Combinamos de ir no dia seguinte.

Quando cheguei no quarto, percebi que a mesma bandeja com restos de comida do quarto 2318 ainda estava no chão, acrescido de um saco de lixo com papel higiênico usado. Um saco de lixo semelhante estava no final do corredor de acesso aos elevadores. Tirei uma foto, retornando à recepção para reclamar. Apenas um recepcionista, de nome Vinícius (vi seu nome na lapela do uniforme), estava a postos. Fiz várias reclamações: o desleixo do hotel com a limpeza, a não arrumação dos quartos diariamente, o telefone do quarto que não funcionava e a maçaneta da porta do banheiro que tinha saído na minha mão naquele domingo. Ele ficou me olhando com cara de paisagem, respondendo que não poderia pedir a arrumação, pois tinha ordens expressas da gerente para não realizar limpeza diária, afirmando que eram medidas tomadas por causa da pandemia. Já tinha notado claramente que a verdade era que o hotel não repôs o quadro de empregados que tinha antes da pandemia, tendo tal dificuldade. Ele insistiu que não podia fazer nada. Pedi para falar com a gerente. Ela não estava. Perguntei quem respondia por ela. Era ele. Como uma pessoa fica responsável pelo hotel e não tem autonomia de atender o hóspede? Argumentei, já com raiva, que não tinham abatido nenhum centavo da diária para não ter limpeza todos os dias, que este era um serviço que eu pagava para não ter que limpar eu mesmo, como ele sugeriu que eu tirasse o saco de lixo do banheiro e colocasse do lado de fora do quarto para o pessoal da limpeza pegar. Acontece que o lixo do quarto 2318 já tinha mais de 24 horas no chão sem ninguém ter passado para recolher. O recepcionista disse que estava anotando tudo, mas não o vi com caneta, lápis ou mesmo teclando no computador. Fiz essa observação. Ele pegou o telefone e chamou a manutenção para verificar o telefone e a maçaneta. Perguntei quando a gerente estaria. No dia seguinte, respondeu ele. Ainda perguntei qual era o nome dela. Ele apontou para o display atrás dele, dizendo que o nome estava ali, mas o monitor estava desligado. Insisti no nome dela. Beatriz, sem mais, nem menos. E o sobrenome? Ele respondeu que não sabia. Aquilo me irritou muito. Ironicamente, perguntei se ele sabia o seu próprio sobrenome. Com cara de poucos amigos, ele respondeu que se chamava Vinícius, sem dar o sobrenome. Subi possesso.

Nem deu cinco minutos depois que entrei no quarto, o funcionário da manutenção bateu na porta. Consertou a maçaneta e trocou o aparelho de telefone, que voltou a funcionar. No dia seguinte, continuaria a reclamação com a gerente.

Tomei um banho relaxante, deitando para descansar um pouco, pois a jornada em pé no museu deixou minha lombar em frangalhos.

O telefone do quarto tocou. Uma mulher perguntou se era meu aniversário e se eu estava no quarto. Respondi que sim, ela deu uma risada, dizendo que o hotel enviaria um mimo. Após vinte minutos, bateram na porta com um mini bolo de chocolate com morangos frescos. Gastón comeu os morangos e um pequeno pedaço do bolo. Eu comi a maior parte. Mais tarde, Emi me disse que também recebeu o mimo.

Ao sair do quarto, vimos que o lixo do 2318 e o do final do corredor tinham sido retirados.

Às 19:30, todos na recepção. Começou a saga de chamar Uber com cancelamentos de motoristas seguidos. Havia um táxi na porta do hotel. Perguntamos se ele levava nós quatro até o Eataly SP. O motorista, Bruno, muito simpático, respondeu que levava e que a cobrança era no taxímetro. Fomos de táxi. Pelo trajeto, pagamos R$ 40,00, pagos no dinheiro (R$ 10,00 por pessoa). Como éramos quatro, ficou mais em conta do que pegar dois Uber.

Quando descemos do táxi, Bruno nos deu seu cartão, dizendo se precisássemos voltar, era só chamar uns vinte minutos antes, que ele nos buscaria.

Há muito que queria conhecer o Eataly de São Paulo, uma espécie de empório com uma variedade incrível da enogastronomia italiana, além de oferecer produtos brasileiros. Estava movimentado, mas não estava cheio. Os restaurantes, localizados nos três pisos, tinham movimento. São nove restaurantes ao todo. Demos um passeio pelas gôndolas, vendo os produtos, mas sem nada comprar. Fizemos assim nos dois pisos. Escolhemos o restaurante Brace, especializado em comida feito na brasa, que fica no terceiro piso. No acesso à escada rolante, no lado direito, havia uma fila grande de pessoas querendo uma mesa, mas não era para o Brace, mas sim para a pizzaria que ficava naquele piso. Noite de domingo é sinônimo de pizza!

Tinha um púlpito com o nome da Brace, mas não tinha ninguém nele. Esperamos, como o segundo da fila. Logo, uma recepcionista apareceu, perguntou para quantas pessoas era a mesa, nos levou até a escada rolante. Subimos e uma garçonete já nos esperava no topo da escada. Acomodou-nos em uma mesa no primeiro salão. Emi perguntou se era possível ficarmos no espaço da parte de trás, cheio de plantas. Mas, segundo ela, estava tudo cheio. Assim que começamos a nos ajeitar, ela voltou, dizendo que uma mesa tinha acabado de vagar no espaço que queríamos. Fomos para lá. A seguir, minhas impressões e minha experiência neste restaurante.

Restaurante: Brace Bar e Griglia.

Endereço: Avenida Presidente Juscelino Kubitscheck, 1.489, Vila Nova Conceição (fica no terceiro piso do Eataly SP).

Instagram: @eatalybr

Chef: há pratos com a assinatura da Chef Ligia Karazawa.

Especialidade: dedicado à arte do fogo, comida feita na brasa.

Ambiente: instalado no terceiro piso do Eataly SP, tem dois ambientes, ambos com iluminação baixa. O ambiente que ficamos é uma espécie de terraço, mas como fazia frio, estava todo protegido para não entrar vento. Muitas plantas penduradas nas paredes e no teto. Mesas e cadeiras de madeira, confortáveis. Não há toalhas nas mesas. Guardanapos de papel e talheres embalados em sacos de papel. Sacos de papel para guardar as máscaras. Cozinha aparente na divisão dos dois salões do restaurante.

Tempo no restaurante: cerca de uma hora e meia.

Conta: R$ 328,00 (valor para dois - eu e Gastón).

A experiência: pedi uma entrada para mim, e os demais pediram uma entrada para compartilhar (burrata al pesto e pinoli - R$ 69,00), cada um pediu um prato principal, sem sobremesas. Para beber, pedi uma soda italiana, Gastón pediu uma cerveja long neck, e, ao final, bebemos, cada um, uma xícara de café espresso.

Entrada: uova con funghi e tartufo (R$ 52,00) - meio ovo cozido a baixa temperatura, creme de cogumelos e trufas negras. O prato é muito bem servido, com um aroma sensacional. O tempero dos cogumelos estava divino. Ovo cozido como gosto, com a gema mais molinha.

Prato principal: guancia di maiale (R$ 64,00) - bochecha de porco preto cozida e finalizada na grelha, acompanhada de arroz negro (o acompanhamento pode ser escolhido entre seis opções). Arroz servido em uma panelinha à parte. A bochecha de porco é bem servida, com ótimo aroma, mas não apreciei a sua textura. Estava compacta, enquanto gosto dela mais desfiadinha, o que a deixa mais úmida. Também, para meu paladar, faltou um tempero para dar um punch ao prato, totalmente diferente da minha entrada. Gastón pediu um polpo all'erbe (R$ 109,00) - polvo marinado com ervas, cozido e finalizado na grelha. Ele escolheu polenta cremosa com provolone defumado como seu acompanhamento. O garçom trocou as panelas e serviu para Gastón o purê de batatas que tinha pedido Emi, mas os dois perceberam e fizeram a troca eles mesmos. Não experimentei o prato de Gastón, mas me pareceu bem apetitoso.

Eram 22:00 horas quando pedimos a conta. Pagamos com cartão de crédito a nossa parte. Gastón enviou uma mensagem por WhatsApp para Bruno, que confirmou que iria nos buscar. Descemos com calma, apreciando um pouco mais os caros produtos importados da Itália, saindo para a calçada, onde os fumantes fizeram a festa. Gastón recebeu uma mensagem de Bruno informando que atrasaria um pouco, pois o túnel por onde passaria estava fechado. Uns dez minutos depois, parou um táxi Spin branco, como o de Bruno, mas não sabíamos a placa. Fazia frio. Fomos até o carro e não era ele. Esperamos mais um pouco. Ele chegou, nos levando de volta para o hotel. O trajeto ficou no mesmo valor da ida, ou seja, R$ 40,00, pagos em dinheiro.

Eu estava bem cansado (os remédios que tomo me derrubam). Subimos para o quarto. Rogério e Emi nos avisaram que tomariam café da manhã conosco na manhã seguinte, pois ele havia se enganado quanto ao café da manhã incluído na diária.

Era hora de dormir.

Continua...


quinta-feira, 11 de novembro de 2021

SÃO PAULO - DIA 2 - 31/10/2021 - B-DAY (DOMINGO) - PARTE 1


31/10/2021 - Gosto de passar meu aniversário viajando. Lembro-me de todas as cidades onde já comemorei cada ano de vida: Belo Horizonte, Brasília, Rio de Janeiro, Manaus, Belém, Tiradentes, Buenos Aires, Cidade do México, Nova Iorque e Paris. Misturar arte e boa gastronomia no dia do meu aniversário é sempre prazeroso. Foi o que fizemos desta vez em São Paulo.

Acordei cedo, antes de 7:00 horas. O tempo estava nublado, garoava. Fiquei na cama, lendo notícias pelo celular e jogando Pokemon Go até às 09:00 horas. Levantamos para tomar café. A ideia era ir na Marajá Padaria (Rua Martins Fontes, 137, Centro), a poucos metros do hotel. Como Rogério me tinha falado que o café da manhã deles estava incluído na diária, nem me preocupei em chamá-lo para ir conosco. Coloquei bermuda, o que foi um erro, pois o dia estava friozinho.

Ao sair do quarto, vi que a bandeja com prato sujo de comida que o hóspede do quarto 2318 tinha colocado na noite anterior ainda estava no chão do corredor.

A Marajá, que existe desde 1967, está sempre cheia no café da manhã e no almoço. Na entrada, a gente aperta um botão na catraca, pega um cartão numerado que será nossa comanda, e passa a roleta. Só havia uma mesa livre quando chegamos, às 09:30 horas. Em cada mesa há um porta guardanapo com um código QR para acessar pelo celular o cardápio digital, mas para quem não gosta de usar tecnologia, eles têm cardápios físicos também. Álcool líquido em spray disponível nas mesas. Uma simpática garçonete nos atendeu. Escolhi suco de laranja (R$ 9,00) para beber e uma salada de frutas (R$ 15,00). Bem frugal, pois não queria comer muito, já que nossa reserva para almoçar era para 12:30 horas. Gastón pediu uma média de café com leite (R$ 5,00), ovo mexido (R$ 8,00), tapioca de queijo prato e mussarela (R$11,90) e um pão francês com manteiga na chapa (R$ 3,70). Tudo de Gastón chegou primeiro do que o que eu havia pedido. O suco de laranja veio como pedi, apenas com gelo, sem açúcar, é feito na hora, super fresco. A salada de frutas é bem servida, vem fria, com a banana picada pouco antes de servir para não escurecer. Tinha, além da banana, abacaxi, morango, mamão, melão e um pouco de suco de laranja. Experimentei um pedaço pequeno da tapioca de Gastón. Os queijos foram tostados na chapa antes de ir para dentro da tapioca, o que fez uma diferença enorme no sabor, para bem, claro. Terminamos nosso café da manhã, pegamos nossos cartões numerados, indo até o caixa para pagar. Total da conta para nós dois: R$ 52,90, pagos com cartão de crédito. Bem mais barato do que os R$ 90,00 que pagaríamos no hotel. Para sair, basta inserir o cartão na catraca, esperar a luz verde aparecer com a palavra siga e rodar a roleta. Voltamos para o hotel. Eram 10:30 horas.

Pouco depois que chegamos no quarto, Rogério ligou no celular, pois o telefone fixo de nosso quarto não estava funcionando, para saber se poderiam subir para me dar um abraço. Dez minutos depois, ele e Emi entravam no quarto com dois presentes que adorei. Recebi os abraços e também dei um abraço forte em Emi pelos seus mesmos 58 anos. Ele é um pouco mais velho, pois nasceu no final da manhã e eu no final da tarde. O presente de Emi tinha comprado pela Amazon e ainda não tinha chegado quando viajamos. A entrega ficou para a nossa volta a BH, mas não lhe disse o que era. Abri os presentes recebidos. Sabendo que gosto de cinema e que estou fazendo dois cursos sobre o tema on-line, eles me deram o livro Hitchcock Truffaut Entrevistas - Edição Definitiva. Também me presentearam com um short da marca Shorts Co na cor fúcsia com estampa de pelicanos. Acertaram em cheio, minha cara! Aproveitamos para combinar o horário de sair. Acertamos às 11:50 horas na recepção. Eu atrasei um pouco para descer, tipo 10 minutos. Chuviscava bem fininho e fazia um friozinho gostoso. Todos agasalhados e de calças compridas. Chamamos, cada casal, um uber. Para o trajeto Novotel Jaraguá até o Museu de Arte Contemporânea - MAC-USP, onde fica o restaurante Vista (Avenida Pedro Álvares Cabral, 1.301, 8º andar, Vila Mariana), pagamos R$ 38,94. O motorista conhecia como entrar no museu, pois muitos erram a entrada, o que ocorreu com o uber em que estavam Emi e Rogério. Chegamos um pouco antes do horário de nossa reserva. Mediram nossa temperatura na entrada do museu, informaram-nos onde pegar o elevador para chegar na cobertura do prédio, onde fica o Vista. Na porta do restaurante informei que tínhamos uma reserva para 4 pessoas em nome de Emivaldo. A atendente procurou, procurou e não achou. Pediu a confirmação da reserva, mas ela estava com Emi, que ainda não havia chegado. Pediu, então, o número do celular dele. Quando disse, ela encontrou a reserva, que estava em nome de Emi. Ele deu o apelido e não o nome completo para fazer a reserva. Uma outra atendente nos acompanhou até a nossa mesa, que já estava pronta. Era uma mesa pequena para comportar todo o aparato de um almoço, mas providenciaram uma cadeira para colocarmos nossos pertences, a garrafa do vinho que Emi e Rogério beberam, além dos saquinhos de papel que estavam em cada mesa, junto aos talhares, para o comensal colocar a máscara. Um mimo que gostei muito. O restaurante é bem grande, com três ambientes, sendo o mais distante da porta, um bar com um enorme balcão de bebidas, fora o ambiente externo, que, por causa da chuva, não estava movimentado, mas, mesmo assim, as pessoas saíam dos salões internos para tirar fotos. Há uma brigada de cumins, garçons, atendentes, maitres e sommeliers para dar conta de todas as mesas, que logo ficaram lotadas. De onde estávamos, dava para ver a movimentação frenética da cozinha. A seguir, minhas impressões. Emi e Rogério chegaram e se juntaram a nós.

Restaurante: Vista.

Endereço: Avenida Pedro Álvares Cabral, 1.301, 8º andar, Vila Mariana (fica na cobertura do Museu de Arte Contemporânea da USP - MAC-USP).

Instagram: @vistaibirapuera

Chef: Marcelo Correa Bastos.

Especialidade: cozinha autoral com ingredientes brasileiros.

Ambiente: combinando com o local em que está inserido, um prédio projetado por Oscar Niemeyer, segue a linha moderna, com paredes de vidro, dando uma bela visão para o Parque do Ibirapuera e parte do skyline de São Paulo, além de ótima luminosidade interna. O teto é de concreto aparente. Música ambiente em bom volume, que não atrapalhava as conversas e um ótimo set list de música brasileira. Mesas com bom espaço entre elas (distanciamento é essencial em tempo de pandemia!). As mesas são quadradas, de madeira em duas cores envernizadas, com um pé central e base quadrada de ferro de cor escuro, sem toalhas, para deixar à mostra a bela composição das madeiras. Há um jogo americano de couro (me pareceu couro vegetal), em cor marrom com a logo do restaurante, talheres guardados em envelope de papel, guardanapo de papel também envolto em plástico fechado, um saco de papel branco para guardar as máscaras e um display ao centro com o código QR para acessar o cardápio digital. A logo do Vista está impressa em tudo, com exceção do saquinho para a máscara. Um vasinho com flores do cerrado compõe a decoração das mesas, mas quando sentamos, para liberar espaço, o vaso foi retirado.

Tempo no restaurante: cerca de duas horas.

Conta: R$ 324,00 (valor para dois - eu e Gastón, que não consumimos bebida alcóolica).

A experiência: pedimos duas entradas para compartilhar entre nós quatro, cada um pediu um prato principal, sem sobremesas. Para beber, pedi uma Coca Cola (R$ 9,00), Gastón foi de limonada suíça (R$ 10,00) e, ao final, bebemos, cada um, uma xícara de café espresso Três Corações (R$ 8,00 cada).

Entrada: pupunha assada na manteiga com cítricos e bottarga de vieira (R$ 42,00). Servida em um prato de cerâmica, vieram cinco pedaços de palmito pupunha assados com uma crosta de cor marrom. O palmito estava bem macio, sem nenhuma fibra dura. O sabor dos temperos cítricos que compunham a crosta fez a diferença, contrastando a acidez com a leve doçura do palmito. A bottarga de vieira nem precisava estar no prato, pois quase não aparece no sabor e não fez diferença alguma. Prato aprovado pelos quatro da mesa.

Entrada: torresmo com picles e mostarda Dijon - fatias de barriga de porco curadas e fritas, bem carnudas, com gordura na medida, acompanhadas de picles de rabanete, maxixe e mostarda (R$ 53,00). Vieram dez pedaços de torresmo de coloração rosada, servidos em uma tábua de madeira, com um papel manteiga por baixo para sugar a gordura existente (que era bem pouca). De um lado da tábua, um pedaço de limão e na outra extremidade diagonal, a mostarda de Dijon em boa quantidade. Entremeando os pedaços de carne, porções pequenas de picles de rabanete e de maxixe. Salsinha por cima para decorar (e para comer!). O torresmo vem praticamente sem tempero, o que nos motiou a comer nossos pedaços sempre com o picles ou com a mostarda ou com os dois juntos. Sem nada, era macio, mas sem um sabor que mexa com o paladar. No entanto, quando misturado com um pouquinho de mostarda de Dijon, tudo muda. O melhor do prato era o picles de maxixe. Deu vontade de pedir uma porção extra desse picles. Eu gostei do prato, mas nem todos da mesa o apreciaram. 

Prato principal: arroz de suã com vieiras - arroz cozido com caldo obtido do cozimento da espinha dorsal do porco, com pedacinhos de linguiça feitas no restaurante, coberto com vieiras levemente salteadas e aioli (R$ 105,00). O arroz veio servido em uma panela de ferro rasa bem quente com um sousplat de madeira redondo. Já iniciei a salivar com o aroma que vinha do prato e com a sua bela apresentação. Arroz com cozimento perfeito, molhadinho, muita suã desfiada, vieiras grelhadas bem macias e um aioli que casou perfeitamente com os ingredientes do prato. Pedida excelente para meu aniversário. Gastón pediu arroz de pato no tucupi e magret mal passado - arroz cozido em tucupi com lascas de pato, cogumelos, jambu e coentro, servido com o peito do pato grelhado mal passado (R$ 109,00). Ele gostou muito. Eu experimentei um pouco do arroz, pois adoro tucupi e jambu. Mesmo com uma pequena porção, a gostosa dormência provocada pelo jambu logo apareceu na ponta da língua.

Pagamos a conta com cartão de crédito e fomos para o terraço. Apesar da chuva fraca, conseguimos tirar fotos e apreciar a bela vista do Vista.

Continua...


quarta-feira, 10 de novembro de 2021

SÃO PAULO - DIA 1 - 30/10/2021 (SÁBADO) - PARTE 2

30/10/2021 - Gastón, quando decidimos a viagem para São Paulo, avisou nossos amigos Bruno e Jorge, que moram na capital paulista, para podermos sair para um encontro. Eles sugeriram um almoço no sábado, pois iriam viajar no dia seguinte. Propuseram um restaurante peruano. Gostamos da ideia. Gastón gostou muito do restaurante Lima, do chef Marco Espinoza, quando estivemos em São Paulo no ano de 2019. Ele sugeriu este restaurante.

Assim que nos acomodamos no quarto do Novotel Jaraguá, Gastón entrou em contato com Bruno. Ele disse que estava tentando falar no restaurante, mas ninguém atendia. Como Gastón tem o WhatsApp de Espinoza, enviou mensagem, recebendo a notícia que o Lima tinha fechado, mas que ela tinha acabado de abrir um novo restaurante em São Paulo, chamado Cantón, que mistura as culinárias chinesa e peruana, mas que não tinha mais vaga para o almoço.

Mais um contato com Bruno e ele sugeriu um restaurante de culinária libanesa que fica em Pinheiros chamado Mama Leila, avisando que o local era bem simples, que tinha sistema de buffet livre ou a quilo e que não fazia reserva. Consultamos Emi e Rogério, ambos toparam ir e combinamos 13:00 horas no restaurante. Vi no Uber que gastaríamos uns trinta minutos para chegar lá. Combinamos de sair da porta do hotel às 12:15 horas, horário em que eu, Gastón, Emi e Rogério encontramo-nos na recepção. Ao sair para chamar um Uber, fomos alertados pelo segurança do hotel para termos cuidado com os celulares, pois estavam roubando as pessoas mais desatentas que chamavam Uber na calçada do hotel. Ele até apontou para 3 jovens de bicicleta que passaram por nós e estavam na praça em frente nos observando. Voltamos para a recepção, de onde pedimos o Uber. Eram 12:16 horas quando um carro aceitou nossa corrida: R$ 17,98 o trajeto Novotel Jaraguá até o restaurante Mama Leila.

Novamente o trânsito estava tranquilo, fluindo bem. Chegamos primeiro que Emi e Rogério, que tinham saído antes de nós. Bruno e Jorge já estavam sentados. Juntaram três mesas para acomodar nós seis. Logo chegaram Emi e Rogério. Abaixo, minhas impressões e considerações sobre o restaurante.

Restaurante: Mama Leila
Endereço: Rua João Moura, 1.167, Pinheiros, São Paulo, SP
Instagram: @mamaleilarestaurante
Especialidade: culinária libanesa
Ambiente: simples, com um salão pequeno, fotos de locais turísticos nas paredes, mesas de madeira, cadeiras de madeira e de plástico, buffet com as iguarias quentes e frias, estufa com salgados árabes quentinhos, álcool 70% disponível nas mesas, copos de plástico. No dia em que fomos, tinham dois garçons atendendo as mesas. O local lota, motivo pelo qual é aconselhável chegar por volta de 12:30 horas, como fizemos.
Tempo no restaurante: cerca de uma hora e meia.
Conta: R$ 125,00 (duas pessoas - eu e Gastón).

A experiência: na mesa, a garçonete nos informou o sistema da casa: buffet no peso (R$ 92,00 o quilo aos sábados) ou rodízio, onde cada um se serve à vontade no buffet, quantas vezes quiser e aguentar. O preço do rodízio varia. Se for apenas uma pessoa que optar por esse serviço, sai a R$ 60,00, mais de quatro pessoas na mesma mesa, fica R$ 50,00 por pessoa o rodízio. Éramos seis pessoas. Todos escolheram o rodízio. Para beber, pedi uma água mineral com gás Crystal. No buffet, todos os pratos conhecidos da culinária árabe: coalhada seca, quibe cru, pasta de grão de bico (homus), tabule, babaganuche, chanclish, arroz marroquino, arroz com lentilha, falafel, quibe assado, kafta, pão árabe, abobrinha recheada com arroz e carne, berinjela assada recheada com arroz e carne, charuto, quibe labanie (quibe cozido na coalhada), quibe assado de abóbora moranga, quibe frito, esfihas, algumas delas abertas (ricota, carne moída com cebola, escarola, zatar), couve-flor com molho de tahine, berinjela cozida no molho de tomate e grão de bico, arroz branco. Todos tinham excelente aparência e me convidavam para uma orgia gastronômica. Experimentei muitos destes pratos, sendo os meus preferidos do almoço o falafel (estava sequinho por fora e úmido por dentro, frito na hora), o quibe frito, bem recheado e com excelente tempero, a kafta, uma das iguarias árabes que mais aprecio, o tabule, com acidez na medida certa, e a esfiha de escarola (esta eu repeti 3 vezes). Foi uma ótima indicação dos amigos Bruno e Jorge. Durante o almoço, conversamos bastante, colocando nosso papo com os amigos paulistas em dia.

Pagamos a conta, que foi dividida de maneira igual para os seis que estavam na mesa, indo para a calçada, onde Emi e Gastón acenderam um cigarro. Emi e Rogério resolveram andar a pé pelo bairro para conhecer melhor a região. Eu estava com muito sono, assim como Gastón. Resolvemos pedir um Uber para ir para o hotel. Ao ver que éramos apenas nós dois que voltaríamos, Gastón perguntou a Bruno, que mora bem perto do Novotel Jaraguá, se poderia nos dar uma carona. Resposta positiva. Deu tempo de cancelar o Uber dentro dos cinco minutos de tolerância para não pagar a taxa de cancelamento. O carro deles estava bem próximo do restaurante. Bruno é muito divertido e nos fez rir bastante no trajeto até o hotel, onde nos deixaram por volta de 14:45 horas.

Cansados, era hora de tirar uma soneca.

Já passavam das 17:30 horas quando acordei com Rogério ligando no celular para perguntar os nossos planos para a noite. Pensamos jantar no restaurante Cantón. Proposta aceita, Gastón enviou mensagem para Marco Espinoza verificando se era possível fazer uma reserva para o jantar para quatro pessoas. Ele respondeu que se chegássemos até às 19:30 horas, garantia uma mesa. Concordamos e combinamos de sair do hotel às 19:00 horas, pois o restaurante não ficava muito distante do hotel.

Antes de sair, eu e Gastón fomos ao Carrefour Express que fica bem perto do hotel para comprar água, suco e refrigerante para a nossa estadia: 2 garrafas de água mineral Crystal sem gás de 1,5 l cada uma, uma garrafa de suco de laranja de 1 litro e uma Coca Cola sem açúcar, garrafa pet de 1 litro, além de um pacote de balas de goma colorida em formato de ursinho. A conta ficou menos de R$ 30,00.

Neste tempo no quarto do hotel, tanto eu, quanto Emi, pesquisamos restaurantes para nosso almoço e jantar do domingo, dia de nosso aniversário. Emi reservou o Vista Ibirapuera para o almoço.

Desta vez, não foi fácil conseguir um Uber. Foram quatro cancelamentos, cada um com um valor mais alto que o outro, começando com R$ 25,00. Enfim, por R$ 40,96, conseguimos um carro para fazer o trajeto Novotel Jaraguá até o restaurante Cantón, que fica no bairro Pompéia. Fizemos o percurso em pouco mais do que vinte minutos, chegando no limite do horário marcado para nossa reserva. As minhas considerações estão a seguir.

Restaurante: Cantón
Endereço: Rua Padre Chico, 631, Pompeia, São Paulo, SP
Instagram: @canton_sp
Especialidade: fusão das culinárias chinesa e peruana.
Ambiente: a entrada do restaurante fica em uma esquina, tendo mesas de madeira encostadas nas paredes laterais da casa para quem quer e gosta de ficar na calçada. O salão interno é pequeno, com um bar dominando o seu fundo, de onde saem diversos drinques da casa. A decoração tem o vermelho como cor predominante com várias sombrinhas chinesas penduradas de cabeça para baixo no teto. Quatro dragões chineses também estão pendurados no teto, um em cada canto. A parede do banheiro masculino, que é bem pequeno, é coberta com um belo papel de parede estampado com carpas coloridas.
Tempo no restaurante: cerca de uma hora e meia.
Conta: R$ 183,50 (duas pessoas - eu e Gastón).

A experiência: por causa da pandemia, seguindo a tendência de todos os restaurantes, o cardápio está disponível por QR code. Depois de algumas tentativas frustradas dos quatro na mesa, conseguimos acessar o cardápio digital. Não é extenso, tendo os clássicos da culinária chifa (fusão das cozinhas chinesa e peruana). Pedimos duas entradas para compartilhar, recebemos uma cortesia da casa, e cada um pediu um prato principal. Vou relatar apenas o que experimentei.
Entrada: wontos fritos recheados com frango e porco, com toque cantonês e molho de tamarindo (há opções com seis e doze unidades. Pedimos a maior - R$ 49,00). Deliciosa massa, apresentada sem escorrer gordura, recheio bem temperado, sobressaindo a acidez do tamarindo. Para comer com as mãos e de uma só bocada para sentir todas as texturas e sabores do wonton.
Entrada: ceviche clássico (R$ 36,00) - 130 gramas de peixe branco, leite de tigre, cebola roxa crua, milho frito e chips de batata doce. Já tinha comido este ceviche no restaurante Taypá, em Brasília, conduzido pelo mesmo chef Marco Espinosa. É de comer rezando de tão bom. Para uma entrada compartilhada, serve bem duas pessoas.
Cortesia: mini sanduíche com pão bun (pão chinês cozido no vapor) recheado com picles de cebola, maionese de alho, saladinha de alface e cenoura e um pedaço de frango frito empanado. Mais uma iguaria deliciosa.
Prato principal: arroz chaufa diabo (R$ 64,00) - arroz frito na panela wok com frango, camarão, ovo, legumes e toque de pimenta. Aqui me arrependi um pouco da minha escolha. Não que estava ruim, muito antes pelo contrário, mas porque prefiro o chaufa mais clássico, somente com frango, sem camarões.

Saímos do restaurante satisfeitos. Eram 21:00 horas. Hora de esticar na noite paulistana. Decidimos ir para o Edifício Copan, na região central de São Paulo. Mais um Uber. Valor para o percurso Restaurante Cantón até o Copan: R$ 26,95. No caminho, percebi que as ruas de São Paulo estavam lotadas, cheias de pessoas sem máscaras e fantasiadas comemorando o Halloween. Nas cercanias do Edifício Copam, o trânsito estava parado. Conseguimos descer do carro na esquina da Rua Araújo com Avenida Ipiranga. A ideia era ir em um bar que Vera, amiga de Brasília, tinha indicado. Chama-se Fel, que fica no térreo do Edifício Copan, nº 69. Não tem nenhuma placa, mas logo o identificamos pelo número e pela fila de espera na porta. O lugar é bem pequeno. Ao lado, está o Paloma Bar, inaugurado em setembro de 2021, um bar de vinhos, que contrasta totalmente com o Fel, pois enquanto este tem iluminação baixa e escura, o Paloma é super claro, com paredes de azulejos brancos e quadro preto com letras amarelas que lembram os botecos antigos. No centro do pequeno salão, uma grande estante ovalada com os vinhos da carta, todos eles de safras recentes. Para comer, poucas opções, todas elas presentes no quadro que citei. Tinha um único lugar, uma mesa alta, que cabem umas seis pessoas. O atendente foi super simpático, indicando e falando sobre alguns vinhos. Eu não estou podendo beber nada de álcool e como tinha jantado bem, só pedi uma garrafa de água mineral com gás Prata, enquanto os demais dividiram uma garrafa de um vinho tinto orgânico. Fomos avisados que a casa encerra o expediente à meia noite, horário em que pedimos a conta. Enquanto estávamos no Paloma, Sérgio, um amigo argentino que mora em São Paulo, convidou a mim a a Gastón para encontrá-lo em um restaurante perto dali, mas eu declinei do convite, pois estava cansado. Gastón foi encontrar com ele. Eu voltei a pé para o Novotel Jaraguá, passando pelos outros bares do Copan que estavam lotados. Emi e Rogério voltaram comigo. Uma caminhada de uns 15 minutos até o hotel.

Era hora de dormir.

Já estava dormindo quando Gastón chegou, por volta de 2:30 horas. Ele me acordou para me felicitar pelos meus 58 anos, que na verdade seriam cumpridos somente às 15:50 horas do domingo 31/10/2021, horário em que nasci (o horário certo é 16:50 horas, mas tinha horário de verão na época).

Continua...





SÃO PAULO - DIA 1 - 30/10/2021 (SÁBADO) - PARTE 1


30/10/2021, sábado - Às 06:50 horas, eu já estava de pé e pronto, quando Rogério me ligou para dizer que estava a caminho de minha casa. Ele e Emi iriam para São Paulo comigo e Gastón, onde fomos comemorar nossos aniversários: 58 anos (eu e Emi nascemos no mesmo dia, mês e ano: 31/10/1963). Eu tinha uma mala de mão e uma mochila pequena. Gastón estava com uma mala de mão e também com uma mochila de médio porte. Fizemos nosso check in na quinta-feira, dia 28/10/2021, para o voo G3 1305, com horário de partida às 09:20 horas, utilizando o aplicativo para celular da Gol. 

Emitimos o bilhete em 21/09/2021, utilizando 102.800 milhas para duas pessoas no trecho CNF-CGH-CNF, incluindo as taxas de embarque. Eu e Gastón, com passagens no mesmo localizador, marcamos assentos conforto sem ter que pagar nada por eu ainda ter o status Diamante, que perderei em breve, no programa Smiles.

Deixamos os nossos cachorros na cobertura até que a diarista chegasse para ficar com os dois enquanto estivéssemos fora. Foi a conta de chegar na portaria do prédio para ver Emi estacionando o carro.  Eram 07:00 horas. Colocamos nossas malas no bagageiro e fomos para o aeroporto, em Confins, demorando cerca de 45 minutos.

Para quatro pessoas, é muito mais barato ir de carro, mesmo computando o combustível que se gasta no trajeto ida e volta, deixando-o em um dos vários estacionamentos nas redondezas do BH Airport (não gosto deste nome pós privatização) do que pegar um Uber, 99 ou táxi. Escolhemos o Estapar Estacionamento (Rodovia MG 10, Km 03, s/n), que fica antes da Localiza, à direita de quem segue para o aeroporto. Lá, a semana custa R$120,00, todas as vagas são cobertas, oferecem serviços de lavagem e limpeza (pagos à parte) e tem transporte gratuito, ida e volta, para o terminal de embarque. O estacionamento estava quase lotado, devido ao feriado do dia 02/11/2021. Conseguimos uma vaga bem no final da pista à direita de quem entra. O motorista da van, ao ver a movimentação de passageiros com malas saindo dos carros, se aproximou, evitando que fizéssemos a caminhada até a portaria do local. A van ficou cheia, ficando passageiros para a próxima, que já estava a postos. O ponto de desembarque é na ponta do aeroporto, onde ficam os balcões de check in da Azul e da Itapemirim. Rogério tinha uma mala grande, motivo pelo qual caminhamos até o balcão da Gol para ele despachá-la. Emi, apesar de estar com mala de mão, também a despachou.

Enquanto Emi foi fumar na parte externa do terminal, eu, Gastón e Rogério resolvemos ir para a sala de embarque. Não havia fila no primeiro controle, hoje automatizado. Coloquei a tela do meu celular com o QR Code virado para o leitor da máquina e a catraca foi liberada. Desde o início da pandemia, ninguém mais tem que apertar o botão que, aleatoriamente, escolhe pessoas para uma verificação mais minuciosa pela segurança do Raio X (luz verde ou vermelha).

Fui direto para a máquina de Raio X que estava à minha frente. Sem ninguém na fila, coloquei os meus pertences na bandeja azul e passei pelo portal, sem acionar o alarme. Costumei viajar com calça que não precisa de cinto e com sapatos que não precisam desamarrar. Do outro lado, peguei minhas coisas e esperei Gastón e Rogério passarem pelo mesmo procedimento.

Caminhamos para o Portão 18, à direita de quem entra, onde seria nosso embarque. Sentei em uma das cadeiras perto do portão, enquanto Gastón foi comer alguma coisa. Emi chegou e se juntou a nós. Uma funcionária da Gol solicitou que passageiros despachassem, de forma gratuita, suas bagagens de mão, tendo em vista que o avião estava cheio. Como teríamos que esperar as bagagens de Rogério e Emi na esteira em São Paulo, eu e Gastón resolvemos despachar as nossas malas de mão ali no portão de embarque. Rapidamente fizeram o procedimento e nos entregaram os comprovantes de despacho de bagagem. Menos peso para carregar e para acomodar nos apertados compartimentos internos de bagagem da aeronave.

No horário indicado no display do portão 18, anunciaram o embarque para as prioridades por lei. Em seguida, aqueles, entre outras modalidades, que tinham status Ouro e Diamante no Smiles. Eu e Gastón embarcamos nessa leva. Meu assento era o 3D e o de Gastón 3C, ambos no corredor, lado a lado. Preferimos viajar assim, com mais espaço para nos dois, que temos corpos avantajados. Coloquei minha pequena mochila azul berrante Havaianas no compartimento acima do assento, sentando, em seguida. Logo chegou a pessoa que estava na janela na minha fileira. Levantei-me para ele entrar. Ele quis puxar conversa, mas eu estava com sono, sem muita vontade de falar, não dando pelotas para o que ele dizia. Enquanto esperava a partida, fiquei jogando Pokemon Go no celular.

As portas se fecharam antes do previsto, discurso que a Gol adora anunciar, coloquei meu celular no modo avião, me acomodei e dormi. Nem vi o voo passar, significando que não teve muita turbulência. Só acordei quando o avião já se aproximava do pouso no Aeroporto de Congonhas, onde pousamos antes do horário, às 09:35 horas.

Adoro o novo sistema de desembarque pós pandemia, e espero que assim continue, pois é mais célere e sem ninguém te empurrando ou apressando para sair. Agora a Gol chama de três em três fileiras para o desembarque, enquanto as pessoas nas demais fileiras devem permanecer sentadas até a autorização de sua fileira para o desembarque. Eu e Gastón saímos na primeira turma, caminhando direto para o local das esteiras. Olhei no display que as bagagens do voo Gol 1305 estariam disponíveis na esteira 4. Enquanto Gastón ia ao banheiro, fui esperar as malas. Fiquei surpreso com a rapidez com que as nossas malas chegaram na esteira. Peguei as quatro malas, enquanto Gastón, Emi e Rogério chegavam na esteira.

Com as malas nas mãos, saímos da área de desembarque, resolvendo chamar dois Uber, pois, com a pandemia, os motoristas carregavam, no máximo, 3 passageiros. Faziam quase dois anos que não ia a São Paulo. Da última vez que fui, os carros de aplicativos ficavam na parte superior do aeroporto e os táxis na parte inferior, que é coberta. Saímos sem perguntar onde tomar um Uber, andando em direção à área de check in do aeroporto. Fomos pelo lado de fora para que Emi e Gastón exercessem o vício de fumar. Não vimos nenhuma sinalização de onde os carros pegavam os passageiros. Fomos até a parte central do aeroporto, quando vi um Uber. Perguntei ao motorista onde ficava o embarque dos passageiros, e ele, titubeando, me disse que era na parte inferior. Voltamos caminhando, desta vez por dentro, quando vimos um segurança e confirmamos que os carros por aplicativo agora ficavam no piso inferior, descendo a rampa que fica em frente à saída do desembarque. Os carros estão onde antes ficavam os táxis da Rádio Táxi Vermelho e Branco. Um homem se aproximou de nós perguntando se precisávamos de um Uber e que ele levava quatro passageiros. Disse a ele que não queríamos ir juntos, mesmo sendo amigos, para não apertar e também por respeitar as regras em relação à Covid. Ele riu argumentado que se éramos amigos e vacinados, não tinha problema nenhum. Olhei bem nos olhos dele e lasquei: você está sem máscara, não iríamos de nenhuma forma contigo. Chamei um Uber, colocando como destino o Novotel Jaraguá (Rua Martins Fontes, 71), não demorando nem 3 minutos para confirmar a viagem. Eram 10:57 horas. Valor: R$ 27,92, pagos com cartão de crédito direto no aplicativo. Quando estávamos saindo, Rogério e Emi também estavam entrando no Uber que eles chamaram.

O trânsito fluiu bem, sem congestionamentos. Chegamos ao hotel por volta de 11:15 horas, passamos pelo controle de temperatura (aqueles termômetros que sempre marcam 35º e alguma coisa, medidos no pulso), indo, em seguida, para o balcão para pegar as chaves, pois tinha feito o check in on-line no dia anterior, após receber um e-mail do próprio hotel sugerindo esta modalidade para agilizar nossa entrada. Mas não adiantou muito, demorando o mesmo tempo se não tivéssemos feito o check in previamente.

Eu tinha uma reserva paga para três noites no Novotel Jaraguá para o mês de junho de 2020. Quando estourou a pandemia da Covid 19, a reserva, embora não reembolsável, foi cancelada, e eu recebi o crédito para utilizar até o final de dezembro daquele ano. Depois, a utilização desse crédito foi prorrogada para junho de 2021. Quando decidimos viajar para São Paulo, em setembro, enviei um e-mail para o Novotel Jaraguá perguntando se ainda era possível utilizar o crédito. A resposta foi positiva. Adicionei mais uma diária, ficando a diferença de R$ 127,77 para ser paga no check in.

Assinamos os formulários de hospedagem, preenchemos um outro formulário que trazia perguntas relativas à Covid 19 (se estávamos com sintomas, se tivemos contato, nos últimos 14 dias, com pessoas com a doença, entre outras), pagamos a diferença em cartão de crédito. No check in on-line, eu tinha solicitado um quarto em andar alto, mas pronto para entrada, só tinha quarto disponível no 7º andar. Aceitei, pois do contrário, teria que esperar até às 14 horas para poder entrar no quarto. Ao lançar no sistema o nosso quarto, a atendente constatou que tenho status Ouro no programa de fidelidade da Accor, o que me dava direito a um upgrade de acomodação, caso disponível. Tinha disponibilidade, e fomos agraciados com um quarto superior no 23º andar: 2316.

Recebemos as duas chaves magnéticas, informações sobre o acesso à rede wi-fi do hotel, incluído na diária, que nossa diária não tinha café da manhã incluído, que cada café da manhã custava R$ 45,00 por pessoa, que, devido à pandemia, o frigobar do quarto estava vazio, mas que podíamos solicitar bebidas pelo room service, que, também por causa da pandemia, a arrumação dos quartos se dava a cada 3 dias, mas que poderíamos solicitar troca de toalhas e amenities a qualquer dia, e que tínhamos como drinque de boas vindas uma água, uma cerveja long neck ou um refrigerante. Eu escolhi uma garrafa de água mineral sem gás de 350 ml e Gastón pediu uma Heineken. Recebemos as bebidas ali mesmo, no balcão. Rogério e Emi estavam atrás de nós. Deixamos os dois fazendo o check in e subimos para nosso quarto, onde desfiz, parcialmente, minha mala. E, enfim, retirei a máscara que usava desde que saí de casa, às 07:00 horas da manhã. O celular tocou. Era Rogério informando que estavam no quarto 2216, bem abaixo do nosso.

Era hora de decidirmos nosso almoço.

Continua...


sexta-feira, 16 de maio de 2014

CHINA ARTE BRASIL

Estando em São Paulo, nunca deixo de ver uma exposição de artes. Na última vez, fui a mais de uma. Na Oca, no Parque do Ibirapuera, está em cartaz até domingo, dia 18/05/2014, a mostra China Arte Brasil, que traz para o Brasil obras dos principais artistas plásticos dos últimos trinta anos da China. A mostra tem entrada paga. Fui em uma ensolarada manhã de sábado. Tinha pouca gente. A mostra ocupa três pisos, com pinturas, fotografias, instalações, esculturas, vídeo-performances e projeções. O interessante é que as obras dialogam com qualquer obra feita em outras partes do mundo na mesma época, mas traz um ingrediente próprio que foi a abertura do regime chinês para o capital, o que aconteceu de forma gradual a partir dos anos oitenta. Um dos mais conhecidos artistas chineses contemporâneos, Ai Wei Wei, está presente com uma interessante instalação no segundo piso, com mais de quarenta bicicletas formando uma espécie de tóten. Uma parte da mostra é dedicada aos belos tapetes tecidos por hábeis artesãos, verdadeiros artistas do artesanato. Ao lado dos tapetes, releituras de artistas plásticos que lembram estas peças decorativas. O que mais gostei foi uma instalação no piso inferior, que me lembrou os famosos Guerreiros de Xian. Uma crítica do autor à abertura chinesa ao capitalismo, sem esquecer a tradição. Gostei de gastar uma hora vendo estas obras contemporâneas chinesas.

artes plásticas.

DAVID BOWIE

Quando a exposição sobre David Bowie entrou em cartaz, em janeiro, no Museu da Imagem e do Som - MIS em São Paulo, tentei ir algumas vezes, mas sem sucesso. Uma hora estava acompanhado de pessoas que não apreciam o trabalho do cantor/ator, enquanto outra não tive tempo suficiente para me dedicar à exposição, e em outra, fiquei desanimado com a fila de espera. Pois bem, na Sexta-Feira da Paixão, três dias antes da exposição chegar ao final, levantei cedo, tomei o café da manhã, aprontei, e peguei um táxi em direção ao MIS, com a decisão de esperar o tempo que fosse preciso para ver a mostra. O museu abria as portas às 10 horas. Cheguei por volta de 11:30 horas. A fila era enorme. Uma placa alertava que o tempo médio de espera para entrar era de duas horas. O tempo estava lindo, com um sol quente esquentando as nossas cabeças. Apesar da espera, a conversa com as pessoas que estavam na fila ajudou a passar o tempo. Era interessante ver o público com camisas, tatuagens e adereços que lembravam ou homenageavam este camaleão do mundo pop. Lembro-me que comecei a gostar de Bowie ao ver o filme Christiane F. Há uma cena no filme de um show dele em Berlim. Ali tive vontade de conhecer suas músicas. Depois, apreciei também suas performances como ator, como no ótimo filme Fome de Viver. Voltando à fila, um fato curioso que presenciei foi o diálogo entre um jovem casal. Ela, ao chegar e ver o tamanho da fila, virou para o marido dizendo que deveriam voltar em casa e pegar o Pedro. Fiquei a pensar quem seria o tal Pedro. Uns quarenta minutos depois, o casal retorna com o tal Pedro, um garoto com um ou dois anos de idade. Usaram o filho pequeno, que deveria saber tudo sobre David Bowie, para não enfrentar fila, entrando direito, como preferencial. No mínimo, um desrespeito para com aqueles que estavam na fila. Outros casais chegaram até com bebê de colo. Casos como estes demonstram que a sociedade brasileira ainda tem muito o que evoluir. Com duas horas exatas de fila, cheguei na bilheteria, comprei meu ingresso por R$ 20,00, guardei minha mochila na chapelaria e fui ver a exposição. Qual não foi minha surpresa ao ver que uma nova fila me aguardava na escada de acesso ao segundo piso, onde começava o circuito da mostra. Esta fila, em relação à primeira, foi muito rápida. Esperei mais vinte minutos para poder pegar o fone de ouvido, essencial para percorrer todos os espaços expositivos. Com o aparelho devidamente sintonizado, ao aproximar de determinado objeto, cartaz ou vídeo, uma música de Bowie, que tinha relação com que eu estava vendo, começava a tocar. A mostra segue, em ordem cronológica, a vida do astro. Começa com o primeiro sucesso, Space Oddity, passa por vários outros sucessos musicais, além de mostrar figurinos usados em shows e em filmes dos quais teve participação, como o emblemático Furyo, Em Nome da Honra, ou o já citado Fome de Viver, este com a estonteante Catherine Deneuve. Fotos eram permitidas, mas sem o uso de flash. Labirintos conduziam cada visitante aos vários mundos de Bowie. Vídeos mostravam clipes e entrevistas com o cantor ou com alguém falando sobre ele. A cenografia também é digna de destaque, valorizando as peças, especialmente os figurinos de shows, a maioria desenhado por estilistas famosos, como Yohji Yamamoto e Giorgio Armani.Vi tudo com calma, ouvindo as músicas, prestando atenção nos vídeos, lendo todos as informações ao lado de cada objeto. Mesmo com toda a atenção, gastei menos tempo dentro da mostra do que esperando na fila. Mas valeu a pena. Ao final passei na lojinha do museu e comprei o catálogo da exposição. Que venham novas mostras como esta!