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sábado, 20 de outubro de 2012

O EXÓTICO HOTEL MARIGOLD

Juntar grandes atores e atrizes em um único filme nem sempre é sinônimo de uma boa película. Em O Exótico Hotel Marigold (The Best Exotic Marigold Hotel) a reunião dos veteranos Judi Dench, Tom Wilkinson, Bill Nighy, Penelope Wilton e Maggie Smith, além da presença dos jovens Tena Desae e Dev Patel, não surtiu um bom filme. A história é até interessante. Um grupo de idosos que não se conhece compra pela internet um pacote com estadia longa em um hotel na Índia. Quando lá chegam, descobrem que o tal hotel é velho, decadente e não tem nenhum hóspede. Com situações previsíveis, o filme foca nos relacionamentos entre os idosos e destes com o gerente-dono do hotel, o jovem e sonhador Sonny Kapoor. O diretor John Madden não consegue explorar as características de cada personagem, embora tivesse nas mãos temas delicados e que tocam qualquer plateia, especialmente quando se trata de personagens da terceira idade. Racismo, homossexualismo, casamentos mantidos apenas por aparência, isolamento dos idosos, rejeição, tudo isto em uma Índia conservadora, presa a tradições, mas ao mesmo tempo com um olho no futuro, com horizonte promissor, são alguns dos temas que poderiam ser melhor explorados, mas como eram muitos, o diretor se perdeu, acabando por não aprofundar nenhum deles. As histórias individuais de cada personagem também tem problemas, pois a profusão de personagens atrapalha um melhor trabalho. Ao final, o que poderia render um ótimo filme, até mesmo emocionalmente, acabou sendo uma película mediana, sem rumo, com algumas belas fotografias da Índia. Definitivamente não gostei.

filme

domingo, 11 de julho de 2010

FÚRIA DE TITÃS


Depois de vinte e nove anos, assisti novamente ao filme Fúria de Titãs (Clash of The Titans), produção americana de 1981, dirigida por Desmond Davis. No elenco, participações de Laurence Olivier (Zeus), Ursula Andress (Afrodite), Maggie Smith (Tétis). Nos papeis principais, dois atores bonitos, mas totalmente sem tempero, que não fizeram muito sucesso nos cinemas depois, Harry Hamlin (Perseu) e Judi Bowker (Andrômeda). Lembro-me, como se fosse hoje, da sessão no extinto Cine Jacques, na Rua Tupis, no Centro de Belo Horizonte, MG, quando vi o filme em uma matiné, acompanhado de irmãos e primos. Os efeitos especiais eram sensacionais no início dos anos 80, com várias cenas feitas em stop-motion. Mas, ao rever a fita em blue-ray, percebi quão toscos estes efeitos são nos dias de hoje, com o avanço tecnológico usado em favor do cinema. A história vem da mitologia grega. Perseu, filho de Zeus com uma mortal, é "transportado" por Tétis, uma das deusas esposas de Zeus, para a cidade de Jopa, na qual mora Calibos, o filho de Tétis que foi condenado por Zeus a uma deformação física que lembra o diabo devido a sua maldade. Em Jopa, vive a jovem princesa Andrômeda, que fora noiva de Calibos sendo por ele amaldiçoada a se casar apenas com o pretendente que decifrar um enigma que se altera sempre. Perseu aparece, se apaixona por ela, luta contra Calibos, doma Pégasus, o cavalo alado, enfrenta três irmãs cegas, um cão com duas cabeças, Medusa, escorpiões gigantes e Kraken, o temível monstro dos mares. Isto tudo para ficar ao lado de sua amada, Andrômeda. Interessante destacar que a vida dos mortais é um jogo nas mãos dos deuses do Olimpo, no qual o tabuleiro possui um formato que pode ter duas leituras: uma arena de lutas ou um anfiteatro. A magia do teatro, inclusive, aparece na cena em que Perseu acorda justamente no centro do anfiteatro abandonado da cidade de Jopa. Ursula Andrews quase não tem falas, se limitando a caras e bocas. Laurence Olivier faz um Zeus simpático, longe da imagem que temos de um deus furioso. Valeu a pena rever o filme. Agora, vou esperar a refilmagem, recentemente nas telas de cinema, estar disponível para consumo caseiro para checar a mesma história com efeitos especiais de última geração.