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quarta-feira, 16 de maio de 2012

GASTRONOMIA EM JOÃO PESSOA (PB) - NAU FRUTOS DO MAR



Endereço: Rua Lupércio Branco, 130, Manaíra, João Pessoa, PB.

Especialidade: peixes e frutos do mar. É dos mesmos proprietários do restaurante Mangai (que tem unidades em João Pessoa, Natal e Brasília), sob o comando da chef Luciana Tavares.

Ambiente: enorme, com decoração moderna, muito agradável. Do lado de fora, uma parede de aço inoxidável imitando escamas de peixe serve como pano de fundo para uma queda d'água, não deixando dúvidas que ali os peixes e frutos do mar são as estrelas do cardápio. Um cuidado jardim enfeita a frente da casa, onde uma enorme porta de madeira dá acesso ao salão principal, muito grande, por sinal, com pé direito alto. Há outro salão, também grande, à direita da entrada. No lado esquerdo de quem entra, fica a sala de espera, um corredor cheio de sofás e mesinhas, com a parede envidraçada, garantindo uma ótima luminosidade ao restaurante. Separando esta sala do salão comedor fica uma estante cheia de vasos com plantas naturais. A madeira é o elemento forte da decoração. Ao fundo do salão principal fica a cozinha com janelas em forma de escotilhas permitindo sua visão, o que faz lembrar um navio, a nau do nome escolhido para o restaurante. Os lustres em cima do bar chamam a atenção pelo formato de peixe, feitos com fibras vegetais. Achei interessante o banheiro, decorado com conchas. A pia é de madeira, em forma de uma canoa. O local é escolhido por grupos de amigos, famílias inteiras ou grupo de colegas de trabalho, motivo pelo qual há mesas redondas que acomodam tranquilamente oito pessoas.






Serviço: atencioso e simpático. Há muitos garçons servindo. Mesmo com o restaurante estando bem lotado, como foi o caso, não tivemos problemas em ser atendidos e olha que estávamos na mesa mais distante da cozinha. Ficamos na primeira mesa à direita de quem entra. Fomos avisados de que o peixe escolhido era mais demorado para ficar pronto, pois era feito na brasa. Os pratos são muito bem servidos, podendo ser divididos por três pessoas tranquilamente.

Quando fui: almoço do dia 10 de maio de 2012, quinta-feira. Éramos seis pessoas.

O que bebi: uma garrafa de água com gás durante a refeição e um café expresso ao final.

O que comi: segui a recomendação dos colegas de trabalho, pedindo um potinho de entrada e dividi um peixe e um prato com camarões.


Entrada: potinho de caranguejo - vem em um pote pequeno, daí o seu nome. Para se comer com colher, pois é um caldo consistente com carne de caranguejo temperado com manteiga da terra e verduras. Como tudo no Nordeste, tem coentro, mas o sabor da manteiga conseguiu anulá-lo, não deixando-o se sobressair. É forte, pesado, mas muito saboroso. As outras opções de potinho são mais interessantes, pois parecem escondidinho, feitos com massa de macaxeira (mandioca) e recheados com camarão, carne seca, entre outras opções.



potinho de caranguejo


Pratos principais: pedimos um peixe meca na brasa e um camarão do nau. O primeiro é servido em postas muito bem assadas na brasa, temperadas com manteiga, e acompanhado com batatas assadas, creme de alho e arroz branco. O meca também é conhecido como espadarte e se não fosse temperado com a manteiga, acredito que seria sem graça. No caso, o tempero entranhou bem na carne do peixe, que estava macia e saborosa, embora com aquele sabor marcante de determinados peixes de água salgada, um sabor de maresia (não quer dizer velho, mas aquele sabor que lembra água do mar). As batatas são assadas com casca e levemente cavadas, formando um recipiente para o creme de alho. Comi o peixe puro, sem este creme. O camarão do nau é uma espécie de risoto de camarões bem molhado. São camarões refogados na manteiga (sempre presente!) aromatizada, servido, na mesma vasilha, com arroz cremoso de manjericão. Ele é gratinado com queijo mussarela. Muito bom o prato, bem superior ao meca. Uma porção de batata palha foi servida para salpicá-la por cima do prato. Aprovadíssimo.



meca na brasa


camarão do nau

Quanto paguei: R$ 40,00, valor individual.

A avaliação a seguir leva em consideração a experiência por mim vivenciada durante a minha visita ao restaurante, desde o momento da reserva (quando há), passando pela recepção, acomodação na mesa, atendimento, tempo de chegada dos pedidos, até o pagamento da conta. Esta avaliação varia de um a cinco asteriscos, representados pelo símbolo (*), podendo ter a variação de meio asterisco, representada pelo formato (1/2).

Minha avaliação: * * * 1/2. Os pratos lembram os mesmos que existem nos cardápios dos restaurantes Camarões, em Natal, e Coco Bambu, em Fortaleza e Brasília, mas tem personalidade, tem um toque diferenciado, com algumas inovações.

Gastronomia João Pessoa (PB)

domingo, 28 de junho de 2009

PROGRAMA DE DOMINGO

Manhã fria em Brasília. Ótimo para ficar na cama, sem pensar em nada e foi o que fiz até 11 horas, quando levantei, comi uma fruta, fiz a barba e tomei um bom banho.

Chamei todos para almoçar mais cedo, pois a ideia era levar meus pais ao Mangai (Setor de Clubes Sul, Trecho 2), filial brasiliense do famoso restaurante de comida nordestina do sertão com sede em João Pessoa, Paraíba e filial também em Natal, Rio Grande do Norte.
Chegamos no restaurante às 12:15 horas e já estava bem cheio o estacionamento. Pegamos uma mesa mais perto das amplas janelas de vidro que estavam abertas e ventava um frio gostoso. Ric e meus pais foram logo se servir, pois a fila que se forma em torno das infindáveis opções de pratos quentes costuma ser enorme. Para beber, pedimos os famosos sucos do local. Optamos por duas jarras, uma de manga e outra de cajá. Foi um exagero, pois uma jarra serve, com folga, quatro pessoas. É óbvio que sobrou muito suco em ambas as jarras. Os sucos estavam fantásticos. É bom ressaltar que se não for solicitado suco sem açúcar, ele vem bem adoçado. Quando Ric voltou à mesa, foi a minha vez de me levantar e ir para a fila, ainda pequena. Em frente aos pratos, fiquei sem opção de tanta opção. A gente fica meio atônito, não sabe o que vai colocar no prato. A conclusão é previsível: PRATO CHEIO e pesado. Restaurante para glutões. Fiz uma mistura de arrepiar qualquer gourmet, colocando lado a lado mais de um tipo de feijão, frituras, assados, linguiças, queijo coalho e um grande bife à parmeggiana. Na balança, a constatação: 800 gramas. Já sentado, não comi tudo, pois não gostei da linguiça de bode (nunca tinha experimentado). Ric resolve se servir mais uma vez e demora muito, pois a fila já está bem grande. O restaurante não vende bebidas alcóolicas, apenas pequenas doses de cachaça, o que faz com que as famílias (é um restaurante muito frequentado por famílias e turmas de amigos, especialmente admiradores da comida nordestina) não fiquem muito tempo. Tempo suficiente para apreciar a comida bem feita e os ótimos sucos. O sistema de cartão magnético entregue na entrada individualmente facilita na hora de pagar, pois pode-se ir direto aos caixas e efetuar o pagamento e ir embora.





Do Mangai fomos direto para o Brasília Shopping (Setor Comercial Norte, Quadra 05, Bloco A, Asa Norte) para vermos o filme Jean Charles (Jean Charles), de Henrique Goldman, produção Brasil/Inglaterra de 2009. O filme mostra a vida de Jean Charles em Londres até a sua morte estúpida no metrô londrino, quando foi confundido pela polícia britânica com um dos terroristas que explodiram bombas no transporte coletivo da cidade alguns dias antes. Jean Charles é interpretado por Selton Mello, atualmente onipresente nas telas do cinema nacional. Mello engordou para fazer o papel e foge um pouco dos tipos engraçados que tem feito ultimamente (ainda não vi A Erva do Rato, de Júlio Bressane, onde não desempenha papel engraçado). Como sempre, está muito bem no papel. Vanessa Giácomo faz Vivian, a prima de Charles que chega em Londres sem falar uma palavra de inglês e já no meio do filme, fala perfeitamente. Isto mostra que o diretor não se preocupou em situar linearmente a história e nem faz as passagens bruscas de tempo (apenas no final, quando dá um salto de três anos, devidamente avisado na tela). Sente-se que o tempo passou por detalhes, como o da personagem Vivian falando em inglês. Luiz Miranda faz Alex, o melhor amigo de Jean Charles, companheiro de trabalho e de moradia, onde também mora Patrícia, a prima de Charles, aqui interpretada pela própria prima Patrícia Armani. Mesmo fazendo o papel de si própria, não passa veracidade, enfim, não convence, assim como todos os que fazem parte do elenco de apoio, com rápidas aparições. Exceção feita para Sidney Magal, também interpretando a si mesmo. Uma coleção de mulher feia passa na tela, destacando-se a festa que o empreiteiro brasileiro oferece aos seus trabalhadores, também brasileiros, quando fecha um novo contrato. Nesta festa, além dos comes e bebes, ele oferta mulheres, todas muito feias.

Embora todos saibamos o trágico final de Jean Charles, o filme emociona (há muita gente fungando no escuro do cinema nas cenas da morte e do enterro) e nos faz ficar com ódio da polícia britânica, ao executar, a sangue frio, um brasileiro amante da vida.