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domingo, 22 de janeiro de 2017

sábado, 23 de fevereiro de 2013

ANDANDO PELO CENTRO DE SAN JOSÉ - COSTA RICA


"Los Presentes", de Fernando Calvo

Ao sair do Teatro Nacional, depois de passear e tirar fotos na Praça Mora Fernández, resolvi conhecer o Centro da cidade caminhando um pouco. Comecei o trajeto na esquina da Calle 5 com Avenida 2, indo em direção à Catedral Metropolitana, duas quadras adiante. Ela é o principal templo católico da cidade e substituiu a anterior destruída em um terremoto em 1820. Sua construção data de 1871. Entrei pela porta principal, que fica em frente ao Parque Central. É grande, ocupando um quarteirão inteiro, mas apesar de antiga, seu interior é bem simples em matéria de decoração, quase não tendo os rebuscados barrocos e detalhes em ouro das igrejas católicas espalhadas pela América Latina construídas na mesma época. A Catedral Metropolitana de San José é bem mais simples, mas o seu interior guarda algumas preciosidades, como o bem cuidado piso de ladrilho hidráulico, de época colonial. Enquanto estive dentro dela, vi três pessoas passando pano sem parar no piso. Era alguém acabar de caminhar, e uma senhora passava fazendo a limpeza. Outro destaque são os vitrais coloridos com cenas bíblicas. Todos oriundos da França e confeccionados no Séc. XX. O altar-mor em madeira também chama a atenção. Há uma capela do lado esquerdo do altar, onde muitas pessoas faziam suas orações. Saí pela porta da lateral direita, ao lado do prédio chamado La Cúria, onde também está a sede de uma rádio. Este lado dá para a Avenida 4, cujo trecho que margeia a catedral é exclusivo para pedestres e de onde se pode ver um pequeno jardim cercado que pertence à catedral. Na rua, uma curiosa estátua em bronze de uma menina olhando para cima. Segui em frente, entrando no Parque Central, cujo coreto é muito estranho, pois é sustentado por arcos e tem o pé direito bem alto. As fontes que margeiam o coreto tem o formato da cabeça de pássaros. Muita gente estava na praça, alguns sentados no chão em animadas conversas. No subsolo do coreto existe uma biblioteca especializada para crianças. Já do lado da Avenida 2, onde fica o ponto de táxi, há uma estátua de bronze em tamanho natural representando um gari, de cabeça baixa, focado em seu trabalho de limpeza da rua.  Uma base feita com cacos de azulejos e um mastro do mesmo material sustentam a bandeira costarriquenha neste parque, que estava a meio pau. Dois prédios chamam a atenção do outro lado do parque, na mesma Avenida 2. Um deles é em estilo art-déco, onde funcionava um teatro, o Palace, hoje abrigando algumas redes de fast-food. A construção ao lado é outro teatro, o Melico Salazar, construído em 1920. Atravessei a rua para tentar uma visita ao interior do teatro, mas não fui feliz. Não há visitas turísticas. Subi a Calle Central em direção à Avenida Central, em sua parte peatonal. Virei à esquerda e caminhei até o Mercado Central, fundado em 1880, considerado patrimônio histórico cultural. A vizinhança do mercado é cheia de seguranças privados, o que me sugeriu ter um pouco de atenção com minha mochila. Entrei no mercado e dei uma volta em seus corredores apertados. Alguns vendedores perguntavam o que eu queria, mas fui em frente, querendo ver algo diferente. O mais diferente que vi foram barracas que vendiam plantas e ervas medicinais, muitas delas desconhecidas para mim. A parte de alimentação, onde as barracas se chamam sodas, estava bem vazia, sinal de que os locais almoçam mais cedo. Já passavam das 14:30 horas. Sem nada me chamar a atenção, voltei para a Avenida Central, virando à esquerda na Calle 2. Meu objetivo era ver o imponente e bonito Edificio Correos. Dei a volta no quarteirão, sempre ladeando o prédio, chegando, já na Calle 4, na Plaza Los Presentes, em frente à sede do Banco Central da Costa Rica. A obra "Los Presentes", de Fernando Calvo, se destaca na praça. Trata-se de estátuas em bronze de um grupo de camponeses em tamanho natural, como se estivessem observando ou escutando atentamente alguém. Voltei para a Avenida Central, onde há mais arte urbana, seguindo em direção à Plaza de La Cultura novamente. O movimento era maior do que antes do almoço. Cruzei a praça, passei em frente ao Teatro Nacional e virei à esquerda na Avenida 2 até a Calle 5, onde parei para tirar uma foto do prédio em estilo moderno, o Edificio da Seguridade Social, conhecido como La Caja. Virei à esquerda, passando em frente ao antigo Teatro Variedades, sempre na Calle 5. Uma construção verde antiga nesta mesma rua abriga o Cine Variedades. Na esquina com Avenida 1 parei em um animado bar para comprar água. O pessoal assistia a um jogo de futebol nas telas de televisão do local. Era hora de voltar para o hotel, pois tinha que tomar banho, fazer a barba, descansar um pouco para encontrar com os organizadores da oficina de trabalho que começaria no dia seguinte. Retornei pela Calle 3, observando as casas antigas e bem conservadas da região. Na esquina com Avenida 11 parei para tirar uma foto de uma construção em estilo mouro. É o Castelo do Bispo, onde também funciona um restaurante. Cheguei de volta ao hotel por volta de 16:30 horas. Tinha tempo suficiente para descansar e me aprontar para o início dos trabalhos. A reunião foi no próprio hotel, começando às 19 horas e terminando depois de 23 horas. Cansado e sem vontade de sair, pedi um sanduíche no quarto.


Catedral Metropolitana de San José


Parque Central


Teatro Melico Salazar


Cine Variedades


turismo

sexta-feira, 6 de abril de 2012

RESTAURANTE DO JÚLIO - GASTRONOMIA EM BELO HORIZONTE (MG)



Endereço: Galeria São Vicente, Sobre-Loja, Centro (entradas pela Rua Santa Catarina ou pela Avenida Amazonas), próximo ao Mercado Central, Belo Horizonte, MG.

Especialidade: prato feito, o famoso PF. O slogan do restaurante é "A Melhor Comida de BH".

Ambiente: fica em uma loja no segundo piso da escura Galeria São Vicente. O Restaurante do Júlio está localizado na varanda da galeria, ficando de frente para a entrada do Mercado Central da Rua Santa Catarina. Mesas e cadeiras de plástico fornecidas pelas companhias de cerveja estão espalhadas no local. O ambiente é muito simples. Escolhi uma mesa na varanda, pois o dia estava bem agradável. Nem parecia que eu estava no movimento centro da capital mineira.

Serviço: informal, como se estivéssemos em um ambiente caseiro. A própria responsável pela cozinha, usando touca e avental, atendeu a nossa mesa.

Quando fui: almoço do dia 28 de março de 2012, quarta-feira. Éramos quatro.

O que bebi: uma garrafa de Guaraná Zero Antarctica.

O que comi: há sempre duas opções de prato do dia. No caso, havia uma galinhada e um tropeiro. Escolhi o segundo. No ato do pedido, tinha que escolher a carne que vinha com o tropeiro: linguiça ou costelinha de porco. A carne suína foi minha opção. Foram duas colegas de trabalho de Belo Horizonte que fizeram o convite para o almoço no Restaurante do Júlio, que elas chamam de Bistrô do Júlio. Já sabendo da rotina do local e bastante conhecidas, inclusive pelo Júlio, que veio até a mesa para perguntar se estava tudo ok com nossos pedidos, elas mal sentaram, pediram para a senhora que nos atendeu trazer os legumes cozidos picados e a salada. Logo chegou à mesa vasilhas com alface, tomate, pepino, cará, cenoura, abóbora moranga, batata, tudo em grande quantidade. Todos estes acompanhamentos faziam parte do prato do dia. Já era muita comida quando chegou o enorme PF. Era tanta comida que mal dava para utilizar garfo e faca sem deixar um pouco de arroz sair do prato e cair na mesa. O PF veio com tropeiro, torresmo frito, couve, arroz branco, dois pedaços de costelinha de porco e um ovo frito encimando o feijão. As amigas chamam o ovo de zoiúdo. Mesmo para um glutão como eu, é muita comida, além de ser um prato pesado. Como disse uma outra amiga que viu a foto do prato que postei no Facebook: "É tudo que o médico me proibiu de comer!". Não pedimos café. Fizemos como todo mundo faz nas redondezas, ou seja, pagamos a conta, saímos da galeria, atravessamos a Rua Santa Catarina, entramos no Mercado Central para tomar um ótimo café expresso no Café Dois Irmãos, tradicional reduto para um cafezinho no mercado em funcionamento desde 1985.



Valor da conta: R$ 50,00 para os quatro. Não aceita cartão de crédito. Há muito não comia tanto pagando tão pouco. Aliás, eu nada paguei, pois as amigas fizeram questão de pagar, pois eu e um outro colega de Brasília éramos convidados.

Minha avaliação: ++. Para quem não se importa em comer comida pesada, em grande quantidade e pagar pouco, no Centro de BH e com tranquilidade, este é o lugar.

Gastronomia Belo Horizonte (MG)