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sábado, 8 de fevereiro de 2014

ÁLBUM DE FAMÍLIA

Prosseguindo a saga de assistir aos filmes que tem indicações nas diversas categorias do Oscar, aproveitei uma chance quando estava em São Paulo para ir conferir Álbum de Família (August: Osage County), produção americana de 2013. Na verdade, eu e Karina fomos para o Center 3 para ver Philomena, pois tínhamos olhado os horários das sessões na Folha de S.Paulo, escolhendo o filme estrelado por Judi Dench. Quando chegamos na bilheteria, descobrimos que a informação do jornal estava errada. Escolhemos, pois, ver Álbum de Família. O cast de atores é muito bom: Meryl Streep, Julia Roberts, Juliette Lewis, Sam Shepard, Chris Cooper, Ewan McGregor, entre outros. A direção de John Wells é segura e favorece para que as atrizes brilhem em suas interpretações, especialmente Streep e Roberts. Não é por acaso que as duas concorrem às estatuetas de melhor atiz e melhor atriz coadjuvante, respectivamente. Para mim, Julia Roberts é tão protagonista quanto Meryl Streep, quando deveriam concorrer na mesma categoria, mas sei que são as produtoras dos filmes que indicam quem são os atores principais e quem são os coadjuvantes. É um filme para atrizes. Os atores são mero coadjuvantes, mesmo que haja grandes intérpretes como Shepard e McGregor. Embora tenha gostado muito das performances de todos os atores e atrizes, feito que credito ao diretor, a história é muito chata. Streep vive a matriarca que mora em uma cidade pequena com seu marido. Quando ele desaparece, as suas filhas retornam à casa e acabam revivendo as crises do passado, o que potencializa um acerto de contas e uma espécie de mea culpa coletiva. Brigas, gritos, vício em remédios, adolescente problemática, separação, entre outros fatores que incitam mais problemas, tomam conta da tela. Dá para ouvir algumas pessoas puxando o nariz, em sinal de que algumas cenas estão ali para provocar choros. O ritmo não ajuda e a história acaba se repetindo, o que me provocou sono no decorrer da projeção. Ao fim e ao cabo, não morri de amores pela película.

sábado, 16 de junho de 2012

A DAMA DE FERRO

Perdi a oportunidade de ver A Dama de Ferro (The Iron Lady) quando esteve em cartaz nos cinemas brasileiros no início do ano. Assim que saiu a versão para blu-ray, comprei um exemplar. Na noite de segunda-feira decidi assistí-lo. Antes de mais nada, a compra se deu unicamente porque gosto muito do trabalho de Meryl Streep e tendo ela ganhado o Oscar por encarnar Margareth Thatcher neste filme, achei que tê-lo em minha coleção seria necessário. A produção é compartilhada entre Inglaterra e França, datada de 2011 e dirigida por Phyllida Lloyd, a mesma diretora de Mamma Mia!. Mesmo não tendo nenhum apreço por ela, não discuto que Thatcher foi uma personalidade forte, própria para ter um filme narrando sua trajetória desde o interior da Inglaterra até chegar a ser Primeira-Ministra, ficando no poder por duas décadas. No entanto, o roteiro e a forma com que Lloyd conduziu a narrativa soam um tanto quanto manipuladores. Começar o filme com uma Thatcher senil, abandonada em seu lar apenas com os empregados, tendo alucinações em relação ao marido falecido, é querer colocar uma áurea de mulher boazinha que ela nunca foi. Imagem de idosos sempre rendem compaixões, sentimentos fortes e elas são potencializadas quando o idoso se mostra doente. Assim, a diretora narra a vida da chamada Dama de Ferro a partir de suas memórias, mas não consegue traçar uma linha consistente para quem não viveu à época em que ela comandou a Inglaterra e ainda dava as cartas no cenário mundial. Há muitos buracos no roteiro. Há interessantes inserções de cenas reais, tiradas de noticiários de televisão, como as manifestações grevistas dos mineiros, as manifestações sangrentas contras as privatizações e a Guerra das Malvinas, sempre mostrando uma Thatcher impassível, com ar superior e arrogante, em excelente caracterização de Streep. A maquiagem, também vencedora do Oscar, é digna de nota, pois consegue passar verdade. O filme é ruim, mas Streep carrega sozinha a narrativa, merecedora de todos os prêmios que recebeu por causa de sua performance como Margareth Thatcher. Vale a pena ver apenas para quem tem interesse em estudar a interpretação de uma grande atriz como é Meryl Streep. Quanto à compra do BD, achei totalmente despicienda. 


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