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sábado, 25 de agosto de 2012

MUSEU PARAENSE EMÍLIO GOELDI - BELÉM (PA)


Acordamos cedo para aproveitar a manhã de domingo em Belém, nossas últimas horas na capital paraense nesta viagem com meus pais. Após o café da manhã no hotel, pegamos um táxi para o Museu Paraense Emílio Goeldi (Avenida Magalhães Barata, 376, São Braz), cuja corrida pagamos R$ 8,00. Era muito perto, cerca de 800 metros do hotel, mas meu pai não conseguiria caminhar até lá e sabendo que no museu teríamos que andar um pouco em meio a árvores e animais, decidimos pelo táxi. Como o motorista foi muito gentil, combinei de ligar para ele para fazer o caminho de volta. O dia, como sempre, estava bem quente, fazia um calor abafado. Na entrada do museu, uma pequena fila se formava em frente à bilheteria, na qual estavam muitos casais com filhos pequenos. Um funcionário do local chamou meus pais para entrar direto, pois pessoas com mais de 60 anos não pagam. Fiquei na fila, adquirindo minha entrada por R$ 2,00. Infelizmente não havia um mapa do local para nos orientar lá dentro. A instituição é pública, ligada ao Ministério da Ciência e Tecnologia e tem 142 anos de existência. Trata-se, na verdade, de um imenso parque urbano com exemplares da fauna e da flora amazônica. Alguns animais, como lagartos e cotias, ficam soltos, passeando entre os visitantes. Entre as imensas folhagens foram colocadas fotografias em tamanho natural de pessoas importantes para a história do museu, no mesmo estilo que se encontra na Estação das Docas. Um painel logo após a entrada tem um mapa do museu, com as indicações de onde ficam as principais atrações. Entre os atrativos estão animais e plantas. Começamos pela direita, onde um viveiro com algumas aves e tartarugas é visto ao final de um curto caminho. Em seguida, algumas árvores bem altas, algumas delas identificadas com placas contendo nome científico e nome popular. Paramos para fotos em frente ao Lago da Vitória-Régia, uma das atrações mais visitadas e fotografadas pelos turistas de fora do Pará, conforme me disse um dos monitores do museu. Eu já conhecia o lugar, mas da primeira vez que lá estive o aquário com o peixe-boi estava vazio, pois o animal estava doente. Era minha chance de ver um exemplar ao vivo e a cores. Continuamos caminhando devagar, vendo as furtivas cotias passarem de um lado para o outro. Passamos pela jaula da ariranha, que não quis sair do seu conforto, deitada na sombra sobre uma pedra. Viveiros com algumas espécies de tartarugas e jabutis chamam a atenção das crianças. Em um destes viveiros, o que tinha maior quantidade de tartarugas pequenas, dois jacarés, também pequenos, se misturavam a elas. Na jaula em frente, um enorme jacaré-açu, que chega a atingir até sete metros de comprimento, tomava sol tranquilamente na superfície da água. O barulho próximo não deixava dúvidas de que a jaula a seguir era a dos macacos. Faziam graça para os visitantes. Uma preguiçosa anta estava na jaula ao lado, onde muitas cotias entravam para roubar parte de sua comida. Mais viveiros com aves, incluindo um gavião em extinção, corujas enormes, araras, papagaios e tucanos. Chegamos no aquário do peixe-boi onde uma placa informava que ele estava passando por uma modernização, com previsão de reabertura em outubro de 2012. Mais uma vez não consegui ver este interessante animal. No local, um pé lotado de carambola madura me chamou a atenção. Revirando minha memória, percebi que era a primeira vez que via carambola no pé. Sem peixe-boi, mas com muitas carambolas no pé. Outra jaula que atrai muita gente, especialmente as crianças, é a destinada aos felinos. Três onças pintadas descansavam calmamente, sem se importar pelas centenas de fotos que eram tiradas. Chegávamos ao ponto onde entramos. Uma casa grande, de dois pavimentos chama a atenção, pintada em salmão. Trata-se do Pavilhão Domingos Soares Ferreira Penna, nome dado em homenagem a um mineiro que dirigiu o museu em seus primeiros anos. A casa é chamada de Rocinha, nome dado aos casarões que foram construídos em Belém no final do Séc. XIX, início do Séc. XX, e que quase nenhum sobreviveu ao desenvolvimento da cidade. O exemplar bem conservado que abriga uma mostra sobre os trabalhos do museu tem a data de sua fundação inscrita no portal de ferro na parte de cima da porta principal: 1879. Dentro, vários ventiladores e janelas abertas garantiam um certo frescor para que os turistas pudessem ler os informativos, ver os vídeos e apreciar vários animais que pertenceram ao museu e quando morreram utilizaram a técnica da taxidermia para deixá-los em exibição. Assim, vimos uma onça negra, um macaco, uma águia-pombo da amazônia, uma cobra, pássaros pequenos e um esqueleto de Maíra, uma fêmea de peixe-boi (será que era o peixe-boi que estava doente em minha primeira visita ao museu?). Não saí de todo frustrado em relação ao peixe-boi. A maioria das pessoas que chegava perto do esqueleto exclamava: "olha, um esqueleto de jacaré!", incluindo meu pai. Uma placa com o nome Maíra esclarecia que se tratava de ossos de um peixe-boi. Ao sair da Rocinha, sentamos em um banco para descansar. Neste momento, um lagarto deu o ar da graça. Foi a festa para a meninada. Seguimos adiante, passando pelas ruínas de uma construção apelidada de Castelinho, alcançando uma das saídas do museu. Liguei para o motorista, que em menos de dez minutos estacionava seu táxi onde havia nos deixado uma hora e meia atrás. Voltamos para o hotel, quando deixei R$ 15,00 pela corrida e pela gentileza do taxista de não se importar de fazer um trajeto tão curto de táxi conosco. Era hora de acabar de fechar as malas, pagar as contas do hotel, pegar um novo táxi, indo para o aeroporto. Chegava ao fim uma deliciosa viagem de quatro dias na capital do Pará.













turismo

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

GASTRONOMIA EM BELÉM (PA) - REMANSO DO BOSQUE



Endereço: Avenida Rômulo Maiorana, 2.350, esquina com a Travessa Perebebuí, Marco, Belém, PA.

Especialidade: culinária paraense de autor, sob o comando do chef Thiago Castanho.

Quando fui: jantar do dia 18 de agosto de 2012, sábado. Chegamos por volta de 21:00 horas, terminando o jantar às 22:30 horas. Éramos três pessoas.

Serviço: cortês, correto, com garçons atentos a todas as mesas. Os pratos demoram cerca de trinta minutos para chegar ao cliente. A carta de vinhos não é extensa, mas há bons exemplares espumantes, brancos e tintos para harmonizar com os pratos do cardápio. Diferente do outro restaurante que Castanho comanda, o Remando do Peixe, aqui ele faz experimentações culinárias dando uma nova roupagem aos pratos paraenses e brasileiros, sempre utilizando os ingredientes da região. Há serviço de wi-fi mediante solicitação de senha.

O que bebi: 1/2 garrafa do vinho tinto chileno Carmen Carmenère 2009 (R$ 57,00), acompanhado por uma garrafa de água mineral sem gás Schin.

O que comi: começamos por dividir uma entrada: bolinhos de queijo coalho servidos com mel de cana (R$ 16,00). São seis unidades acompanhadas por um potinho onde está o melaço da cana. Na verdade não são bolinhos, pois o formato lembra muito mais um dado, um cubo. Eles são envoltos em uma fina camada de farinha de tapioca que quando fritos, esta farinha fica parecendo uma espécie de pipoca. Muito bom, tanto puro, quanto com o mel. Em seguida, veio o meu prato principal, um arroz de pato paraense (R$ 45,00). Ele chega à mesa em uma panela de ferro vermelha e é servido no prato pelo garçom. A porção é generosa. O sabor é divino, de comer rezando. O chef reinventou um prato local. São lascas de pato caipira cozidas com arroz branco, tucupi, jambu, temperos paraenses e castanha do pará. Não tem o azeite, ingrediente comum no arroz de pato português, mas fica com consistência molhada, sem exagero, por causa do tucupi. O jambu, eletrizando a boca, e a castanha do pará são toques regionais que harmonizaram muito bem. Não tive coragem de deixar sobra. Comi tudo que me foi servido. Para concluir o belo jantar de despedida desta temporada em Belém, pedi um pudim de leite de coco em calda de cumaru com tapioca caramelizada (R$ 13,00). O coco é nitidamente fresco, com sabor marcante, rico. O inusitado fica por conta do cumaru, mais usado na fabricação de cosméticos. Ele substitui a baunilha e seu sabor, suave, realmente lembra esta especiaria. A calda caramelizada de tapioca por cima do pudim finalizou com chave de ouro o prato. Perfeito.


bolinhos de queijo coalho servidos com mel de cana


arroz de pato paraense


pudim de leite de coco em calda de cumaru com tapioca caramelizada

Valor total da conta: R$ 305,14.

A avaliação a seguir leva em consideração a experiência por mim vivenciada durante a minha visita ao restaurante, desde o momento da reserva (quando há), passando pela recepção, acomodação na mesa, atendimento, tempo de chegada dos pedidos, até o pagamento da conta. Esta avaliação varia de um a cinco asteriscos, representados pelo símbolo (*), podendo ter a variação de meio asterisco, representada pelo formato (1/2).

Minha avaliação: * * * *. As experimentações de Thiago Castanho realmente o fazem uma estrela de primeira grandeza no cenário da gastronomia nacional. A preferência por ingredientes regionais é outro ponto positivo do restaurante. Para se voltar muitas vezes.

Gastronomia Pará (PA)

domingo, 19 de agosto de 2012

GASTRONOMIA EM BELÉM (PA) - ARMAZÉM BELÉM

Endereço: Avenida Visconde de Souza Franco, 776, Reduto, 1º piso, Boulevard Shopping, Belém, PA.

Especialidade: cozinha variada, com sanduíches, saladas, petiscos, pratos internacionais e nacionais, além de algumas especialidades paraenses. As opções de sobremesa são fracas, com pouca variação: ou é chocolate ou é morango.

Quando fui: almoço do dia 18 de agosto de 2012, sábado. Chegamos por volta de 13:30 horas, permanecendo no restaurante por cerca de uma hora. Éramos três pessoas.

Serviço: fraco, mesmo com um número grande de garçons, pois demoraram a trazer as bebidas e a conta. Há serviço de wi-fi mediante solicitação de senha. O uniforme marrom dos garçons soa estranho aos olhos. Muitos pratos são oferecidos em duas versões: uma porção, que serve tranquilamente duas pessoas, e meia porção, próprio para uma pessoa. Mesmo quando se escolhe a porção inteira, não há necessidade de o cliente se servir, pois os dois pratos já vem montados separadamente.

O que bebi: uma lata de Coca Cola Zero durante o almoço e uma xícara de café expresso ao final.

O que comi: apesar de ter um leque de opções enorme, quis continuar na culinária local, pedindo meia porção da pescada amarela grelhada, acompanhada de arroz de jambu, vinagrete de feijão fradinho e farofa (R$ 32,00 - valor da meia porção). É bem servido, com o vinagrete e a farofa em cumbucas separadas dentro do prato. O peixe estava bom (grelhado é difícil dar errado), mas os acompanhamentos deixaram a desejar, insossos, sem sabor.



Valor total da conta: R$ 105,00.

A avaliação a seguir leva em consideração a experiência por mim vivenciada durante a minha visita ao restaurante, desde o momento da reserva (quando há), passando pela recepção, acomodação na mesa, atendimento, tempo de chegada dos pedidos, até o pagamento da conta. Esta avaliação varia de um a cinco asteriscos, representados pelo símbolo (*), podendo ter a variação de meio asterisco, representada pelo formato (1/2).

Minha avaliação: * * 1/2. Restaurante movimentado, próprio para quem não quer gastar tempo almoçando e ainda está na entrada de um shopping. Em seu interior há uma interessante padaria.

Gastronomia Pará (PA)

GASTRONOMIA EM BELÉM (PA) - SORVETERIA CAIRU



Endereço: Boulevard Castilho, s/n, Campina, Estação das Docas, Armazém 2, Belém, PA.

Especialidade: picolés e sorvetes em mais de quarenta sabores. Há uma variedade enorme de sabores de frutas da Amazônia, além de algumas misturas destes sabores em uma única opção, caso do mestiço, que mistura tapioca com açaí. No balcão, uma verdadeira aquarela de cores.

Quando fui: final da manhã, antes do almoço do dia 18 de agosto de 2012, sábado. Chegamos por volta de 11:40 horas, permanecendo na mesa em frente ao quiosque por meia hora. Éramos três pessoas.

Serviço: gentil, simpático e paciente, pois todo turista quer saber do que se tratam nomes como bacaba, uxi, taperebá, entre outros. Os atendentes explicam, dão uma prova do sabor e até mostram foto das frutas, como foi meu caso que queria saber como era uma bacaba. O atendente pegou um picolé com o mesmo sabor e me mostrou a embalagem com uma figura da fruta, que parece o açaí.

O que bebi: água mineral sem gás Belágua, originária da cidade de Benevides, no Pará.

O que tomei: depois de experimentar sabores como uxi (me lembrou ameixa), araçá (azedinho), taperebá (igual ao cajá), pedi duas bolas no copinho (R$ 4,00 cada bola), uma no sabor castanha do pará e outro no sabor bacaba. O sorvete de castanha é branco, tendo pedaços moídos da fruta, feito com leite, é muito gostoso, enquanto o de bacaba tem cor marrom, feito também com leite, com gosto forte, sem parecer com nada que eu já tivesse provado. A mistura dos dois sabores resultou interessante.



Valor total da conta: R$ 33,00.

A avaliação a seguir leva em consideração a experiência por mim vivenciada durante a minha visita ao restaurante, desde o momento da reserva (quando há), passando pela recepção, acomodação na mesa, atendimento, tempo de chegada dos pedidos, até o pagamento da conta. Esta avaliação varia de um a cinco asteriscos, representados pelo símbolo (*), podendo ter a variação de meio asterisco, representada pelo formato (1/2).

Minha avaliação: * * * *. Merece a fama que tem há mais de cinco décadas.

Gastronomia Pará (PA)

ESTAÇÃO DAS DOCAS - BELÉM (PA)


O trajeto de táxi do Núcleo Cultural Feliz Lusitânia até a Estação das Docas (Boulevard Castilho, s/n, Campina) ficou em R$ 13,00. Entramos pelo terminal hidroviário, de onde partem passeios turísticos de barco pelas águas da região. Nosso interesse era percorrer todo o espaço da Estação das Docas, um complexo cultural e gastronômico que se instalou onde outrora existiam galpões que atendiam ao porto da cidade. O complexo tem um anfiteatro chamado Anfiteatro do Forte de São Pedro Nolasco, localizado na ponta esquerda para quem está olhando para o rio, que fica no local das ruínas do forte datado do Séc. XVII, e três armazéns, devidamente refrigerados. O primeiro armazém é o Boulevard das Artes, onde há lojinhas de souvenir e presentes, uma micro-cervejaria e lanchonetes. O segundo armazém é o Boulevard da Gastronomia, no qual se instalaram restaurantes com mesas internas e externas. Geralmente, para jantar, o público prefere as mesas na varanda, de frente para a Baía do Guajará-Mirim, enquanto durante o dia, a preferência recai nas mesas internas, em nítida fuga do calor úmido da cidade. Foi neste local que jantamos na noite de sexta-feira, no restaurante Lá em Casa. O terceiro armazém é chamado Boulevard das Feiras e Exposições. Acontecia no local um evento chamado Made in Pará, mas quando lá estivemos, ainda não estava aberto para visitação. Neste mesmo armazém está o Teatro Maria Sílvia Nunes, onde acontecem sessões de teatro e cinema. A beleza do local está no caminho ao longo da baía, com os guindastes gigantes amarelos dominando a cena. Alguns objetos antigos que remetem às atividades portuárias e de navegação estão expostos, tanto no primeiro armazém, quanto na área externa. Fotos em tamanho natural de figuras humanas trajados com roupas de época enfeitam os jardins laterais das passagens entre um armazém e outro. Tais passagens são túneis de vidro, permitindo a visão tanto para a baía quanto para os prédios históricos da região, muitos deles recém restaurados. Uma máquina de trem a vapor datada de 1800 também compõe a decoração externa. O lugar é repleto de turistas, tanto durante o dia quanto à noite. Exemplo bem sucedido de recuperação de área urbana degradada. Para refrescar o calor que fazia paramos no quiosque da sorveteria Cairu, marca famosa na cidade, com vários endereços espalhados por Belém, especialista em frutas da Amazônia. Dali, pegamos um táxi em direção ao Boulevard Shopping. Era hora de almoçar e nossa escolha foi o restaurante Armazém Belém, localizado na entrada do shopping, logo à direita. Pela corrida, pagamos R$ 15,00. Após o almoço, demos uma volta para conhecer o centro de compras, que está em processo de ampliação. Movimentado, como qualquer shopping em tarde de sábado. Meus pais estavam cansados. Era hora de voltar para o hotel. Embora bem perto, pegamos um táxi, pelo qual pagamos R$ 10,00 a corrida. Tiramos o restante da tarde para descanso. Só saímos novamente para jantar.









turismo

NÚCLEO CULTURAL FELIZ LUSITÂNIA - BELÉM (PA)


Praça Frei Caetano Brandão

Depois de um providencial descanso de vinte minutos sentados em um banco na Praça Frei Caetano Brandão, na Cidade Velha, começamos nossa visita aos prédios históricos construídos nos Sécs. XVII e XVIII. Tais prédios foram restaurados pelo governo estadual e hoje formam um importante pólo turístico de Belém, o Núcleo Cultural Feliz Lusitânia. No local, nasceu a capital paraense. Começamos a visita pela Catedral Metropolitana de Belém (Catedral da Sé), que domina a paisagem com suas paredes externas pintadas em branco. Foi concluída em 1771, tendo parte de seu projeto arquitetônico executado pelo italiano Antônio José Landi. Meu pai ficou sentado na praça, enquanto eu e minha mãe atravessamos a rua para ver se a igreja estava aberta, pois a porta principal estava cerrada. Na lateral, tinha um vigilante que nos informou que ela só abria para visitação pública aos sábados a partir de 16 horas. Voltamos frustrados para a praça, pois não veríamos o interior da catedral. Uma pergunta ficou ecoando na minha cabeça: porque um local turístico onde todas as atrações abrem às 10 horas, a catedral tinha de ser diferente? O pior é que o Guia Turístico de Belém, publicado há 39 anos e distribuído gratuitamente pela cidade (peguei o exemplar de agosto de 2012 com um motorista de táxi) não traz esta informação e nem mesmo um telefone para consultas. Como em tal guia existe a informação que Feliz Lusitânia está aberta ao público de terça a domingo e feriados das 10:00 às 16:00 horas, deduzi que todos os prédios históricos ao redor da praça seguem este horário. Fica para uma próxima vez. Nossa próxima parada foi o Museu de Arte Sacra, prédio também pintado de branco, em posição frontal à catedral. O museu ocupa a Igreja de Santo Alexandre (antiga Igreja de São Francisco Xavier) e o Colégio Jesuítico de Santo Alexandre. Para entrar, ingresso a R$ 4,00, sendo que maiores de 60 anos tem entrada gratuita. Não é permitido entrar com mochilas e bolsas grandes nas dependências do museu, mas os armários de madeira para depositar estes pertences são muito pequenos, não cabendo minha mochila, que teve que ficar com o bilheteiro, sem nenhum comprovante de identificação para a hora da retirada. Fotografias, nem mesmo sem o uso do flash, não são permitidas nas dependências internas do museu. A visita começa pela igreja, onde a monitora Adriana reuniu quem ia chegando para explicar a história do lugar, dando detalhes sobre as peças expostas. A igreja foi fundada pelos jesuítas que lhe deram o nome de São Francisco Xavier, mas quando eles foram expulsos do país, outras ordens religiosas ocuparam o lugar, modificando o nome para Santo Alexandre. As ordens que vieram depois também foram responsáveis por alterar a decoração da igreja. Assim, há altares totalmente esculpidos em madeira (cedro vermelho) e outros feitos posteriormente em argamassa. No entanto, houve uma preocupação destas novas capelas seguiram o rebuscado do barroco das feitas em madeira. A igreja ficou por mais de cinquenta anos abandonada, sujeita às intempéries da umidade, das infiltrações e da sujeira, além de desaparecimento de telas e imagens. Muitas peças não resistiram ao tempo. Por causa da infiltração, capelas inteiras caíram e não houve possibilidade de recuperação. Quando da restauração, prefeririam deixar uma parede do septo, a da direita, sem reforma para que os visitantes vejam como a construção foi feita, utilizando pedras, cipó, conchas, areia e o grude da gurijuba para selar, já que não havia cimento na época de sua construção. Hoje, a igreja não tem missas regulares, funcionando como um museu, mas é utilizada para eventos especiais, como casamentos e formaturas. O piso e o teto da nave central não são originais. Visitamos também a sacristia, onde vimos um móvel em madeira com detalhes em ouro. Segundo a monitora, todas as capelas no interior da igreja também eram revestidas com folhas de ouro, mas devido ao estado de deterioração que as peças foram encontradas, com muito cupim, inclusive, os restauradores tiveram que raspar a madeira para fazer o devido tratamento, deixando-a sem o aplique final dourado. Os batentes das janelas da sacristia são revestidos com peças do piso original, possibilitando aos visitantes ter uma noção de como era o chão. São quadrados escuros de barro queimado. Saímos da igreja, onde meu pai ficou o tempo todo sentado (deu até um cochilo) e subimos as escadas para ver a exposição permanente do acervo do museu, que fica nas dependências do antigo colégio. Meu pai resolveu ficar na praça. A cenografia, a iluminação e a riqueza das peças me impressionaram positivamente. Vi imagens belíssimas, incluindo uma rara imagem de Nossa Senhora do Leite, com um dos seios desnudos alimentando o Menino Jesus. Esta imagem é rara porque a igreja mandou destruir todas deste tipo ao redor do mundo, mas ela se salvou porque fora enrolada em vários panos e enterrada, sendo encontrada muitos anos depois. Quando fazemos a visita no segundo piso, há uma entrada no antigo coro da igreja, onde são expostas imagens restauradas que lhe pertenceram. Uma das imagens é conhecida como "menina da vassoura", materializando uma lenda local que diz que uma menina pegou uma vassoura para bater na mãe e virou madeira. Seguimos nossa visita, vendo a coleção de objetos de prata do museu, expostas em uma sala muito escura, com iluminação fraca focando as peças. Foi difícil ler as informações sobre as peças. Para sair, usamos outra escada, com acesso ao térreo, local utilizado para exposições temporárias. Uma exposição de uma única imagem de Santo Agostinho ocorria no lugar. Passamos direto. Antes de sair, conhecemos o antigo jardim dos religiosos que fica no meio de três construções: a igreja, o colégio e o antigo convento, hoje sem nenhuma função. Neste jardim estão plantados alguns pés de açaí. Finalizada a visita, fomos para o Forte do Presépio, construção mais antiga da praça, que fica ao lado do museu, de frente para a Baía de Guajará-Mirim. O acesso se dá por um portal chamado Portal Feliz Lusitânia. Antes de entrar no forte, temos um gramado bem cuidado com obras da artista Denise Milan. Mais uma vez idosos com mais de 60 anos não pagam ingresso. Para os ainda jovens, a entrada custa R$ 2,00. Visita-se as dependências do forte e um pequeno museu, o Museu do Forte. Começamos por visitar o pátio do forte, subindo, em seguida, em sua murada, onde estão alguns canhões bem antigos. O que mais chama a atenção é a vista que se tem do local: o Rio Guamá, a Baía Guajará-Mirim, parte da Cidade Velha, o Mercado do Peixe, as tendas brancas do Ver-O-Peso, os guindastes amarelos da Estação das Docas, navios ancorados no porto e o skyline da Belém moderna. Algumas fotos e fomos conhecer o museu. Seu acervo é pequeno, mas muito rico. São peças encontradas no próprio forte, além de objetos da cultura marajoara e tapajônica. Enquanto fazemos a volta vendo as peças, andamos em passarelas de ferro que nos permitem ver como era o solo do forte. No centro ficam as urnas funerárias da cultura marajoara. Lindas, por sinal. O passeio ao forte foi rápido. A próxima atração era a Casa das Onze Janelas, um antigo hospital que foi restaurado dando lugar a um museu de arte contemporânea. Suas onze janelas do piso superior dão nome ao prédio, pintado em amarelo. Não quisemos visitar a exposição do museu, também com ingresso a R$ 4,00. Tivemos acesso gratuito aos jardins dos fundos do prédio, onde se tem uma bela vista do Rio Guamá, com direito a bancos protegidos pela sombra de frondosas mangueiras. Há também um jardim na lateral do museu muito bem cuidado. Terminamos a visita aos prédios históricos do Núcleo Cultural Feliz Lusitânia. Em frente à Casa das Onze Janelas pegamos um táxi em direção à Estação das Docas. Passamos pelas apertadas e movimentadas ruas do Comércio, confirmando o que já tínhamos visto perto do Ver-O-Peso: a região é dominado pelo comércio popular, com muito vendedor ambulante disputando freguês com as lojas de rua.


Museu de Arte Sacra


Catedral Metropolitana de Belém


Casa das Onze Janelas e obra de Denise Milan


pátio interno do Forte do Presépio


jardim na lateral da Casa das Onze Janelas


turismo

MERCADO VER-O-PESO E MERCADO DO PEIXE - BELÉM (PA)


garrafadas em barraca do Ver-O-Peso

Depois de um ótimo café da manhã no hotel Golden Tulip Belém, com direito a bolo podre (tapioca) e suco de taperebá, eu e meus pais pegamos um táxi em direção à famosa feira Ver-O-Peso, também conhecida como Mercado Ver-O-Peso. O trajeto nos custou R$ 14,00. Descemos em frente às barracas de roupas, brinquedos e demais itens made in China, misturados com artigos para cozinha, como panelas de alumínio e vasilhames. Fomos pela calçada externa. A manhã estava, como sempre, quente. A rua estava muito movimentada, com gente indo de um lado para o outro com sacolas e mais sacolas nas mãos. Comércio popular. Entramos no meio da feira pelas barracas de comida, protegidas por uma enorme lona alaranjada. Apesar de ser ainda cedo, perto de 10 horas da manhã, já tinha gente sentada nos bancos altos de madeira que ficam ao redor das barracas com um pratão de comida na frente. E tinha comida para todos os gostos: macarrão sem nenhum molho, arroz branco, jambu, legumes, carnes assadas, camarão seco, camarão cozido, peixe frito, peixe assado, peixe cozido, farinha, enfim, uma variedade de cores, cheiros e sabores. Das comidas prontas para o setor de castanhas. Os feirantes ficam abrindo as castanhas do pará enquanto esperam o freguês. Sacos e mais sacos com as castanhas sem casca, além de castanhas de caju tostadas, sem sal, salgadas. Minha mãe parou e comprou um saquinho de castanha de caju natural por R$ 2,00. Em seguida, vimos as barracas que vendem farinhas. Outro festival de tipos que nem sabia que existia de farinhas. Na saída deste setor, algumas barracas estavam cheias. Gente em pé tomando tacacá quente. O aroma era delicioso. Seguimos em frente. Chegou a vez do camarão seco. Todos os tamanhos, mas o cheiro era único. Nas barracas localizadas mais próximas ao rio tinha uma grande variedade de cestos feitos com palha de plantas da Amazônia. Nossa intenção era conhecer a feira, sempre seguindo em frente. Vimos o setor de legumes, onde a sujeira começou a aparecer. Muito alimento jogado no chão, pisoteado, e ninguém se importa. Todo mundo vai passando por cima. O aroma do coentro começou a dominar o ar na medida em que nos aproximamos do setor de verduras. Vimos muitas folhagens, entre elas o jambu, uma onipresença na mesa paraense. Perto das verduras, uma diversidade de pimentas de coloração amarela, verde e vermelha. Alguns arranjos com pimentas e folhas nos chamou a atenção. Pareciam buquês. Mais adiante, do lado direito de quem caminha em direção ao Mercado do Peixe, construção metálica em cor azul que domina o horizonte na região, estão as barracas que vendem animais vivos: galinhas, patos e até ratinhos de laboratório. Perto das verduras estão as barracas com ervas medicinais, temperos e garrafadas. Tem uma fórmula para tudo que podemos imaginar, mas o que mais os vendedores falam enquanto passamos é sobre o viagra natural. Parece uma obsessão. O setor é muito interessante e a disposição das garrafas, com líquidos coloridos e rótulos que chamam a atenção para as promessas milagrosas do seu conteúdo, é um show à parte. Pausa para fotografias e seguimos em frente, entrando no Mercado do Peixe, que tem uma parte fechada para reformas. Dentro, várias barracas com peixes frescos recém chegados dos barcos que aportam no local. Vimos alguns tipos de peixes muito comuns nos cardápios dos restaurantes mais famosos da cidade, especialmente o filhote. Lugar limpo e sem mal cheiro, o que me surpreendeu. Voltamos para a feira, vendo, de longe, o setor das frutas. Fomos até a murada do rio, tiramos uma foto e resolvemos sair do local. Demos por satisfeitos em nossa visita ao famoso Ver-O-Peso. Nosso próximo destino era o Núcleo Cultural Feliz Lusitânia, local que congrega alguns prédios históricos da Cidade Velha que foram restaurados, formando um interessante local para turismo. Fica bem próximo ao Mercado do Peixe, algo como dez minutos de caminhada. Decidimos ir a pé, passando por algumas ruas do Comércio, bairro que concentra lojas e mais lojas de comércio popular instaladas em prédios antigos, muitos deles com azulejos em suas fachadas, herança dos tempos portugueses na cidade. Meu pai logo se cansou, reclamando dor na perna. Fomos bem devagar, pois era bem perto. Passamos pela Praça do Relógio. Ali tem algumas construções antigas que se fossem reformadas e reurbanizadas, daria um excelente local de turismo. Com muita dificuldade chegamos na Praça Frei Caetano Brandão, epicentro do chamado Núcleo Feliz Lusitânia, local onde nasceu Belém. Hora de sentar em um dos bancos da praça para um providencial descanso, mesmo que sem sombra, para podermos continuar nossas visitas turísticas.


barraca de castanhas no Ver-O-Peso


barraca de verduras e pimentas no Ver-O-Peso


Ver-O-Peso


Mercado do Peixe


Mercado do Peixe


Praça do Relógio


casario na região ribeirinha próxima ao Mercado do Peixe e à Praça do Relógio




turismo

sábado, 18 de agosto de 2012

GASTRONOMIA EM BELÉM (PA) - LÁ EM CASA



Endereço: Estação das Docas, Galpão 2, Loja 4, Belém, PA.

Especialidade: culinária paraense, com várias criações do saudoso chef Paulo Martins ainda presentes no cardápio.

Quando fui: jantar do dia 17 de agosto de 2012, sexta-feira. Chegamos por volta de 20:00 horas, indo embora após 21:15 horas. Éramos três pessoas. Ficamos na varanda externa do restaurante, mesmo com a noite quente de Belém, pois o ambiente estava bem mais agradável do que a parte interna do restaurante, onde as mesas são cobertas com toalhas de pano, mas o frio do ar condicionado espanta as pessoas. Tanto é que ninguém ocupava as mesas internas, enquanto a varanda estava bem disputada.

Serviço: eficiente, sem firulas, próprio de locais com grande fluxo de pessoas como é a Estação das Docas. Um mesmo garçom nos atendeu desde nossa acomodação na mesa até o pagamento da conta. Há música ao vivo com cobrança de couvert artístico de R$ 2,00. Diferente de todos os restaurantes com este tipo de serviço, o músico não fica nas dependências do Lá em Casa. Ele tem um lugar próprio no mezanino do galpão e a música é ouvida por meio de caixas de som instaladas na varanda do restaurante. Além dos itens do cardápio, também há tacacá e vatapá paraense preparado por uma cozinheira que fica a postos no meio da varanda. Há serviço de wi-fi, mas a Estação das Docas possui o mesmo serviço gratuito, sem senha, e com ótima qualidade. Também faz parte da Associação da Boa Lembrança.

O que bebi: uma lata de Guaraná Antarctica Zero.

O que comi: já conhecia o lugar e sempre tenho dúvidas em escolher uma das muitas opções de pratos típicos. O pato no tucupi é famoso, assim como o pato do imperador, que não tem o caldo do tucupi, prato este preparado por Paulo Martins para servir o Imperador do Japão e não correr o perigo de entornar o caldo na roupa dele. O caldo é sufocado por uma farinha. Mas acabei por pedir ajuda ao garçom, que me indicou o filhote no leite da castanha do pará (R$ 49,00). A dica foi aprovada. A posta do peixe filhote é grelhada na chapa e disposta sob uma camada de molho de castanha do pará fresca, acompanhada de arroz de jambu. A textura do leite de castanha é algo incrível e a harmonia com a carne do peixe, também muito macia, forma um casamento perfeito. O arroz de jambu também é muito bom (li no jogo americano do restaurante que foi Paulo Martins quem inventou este prato, hoje presente em todos os restaurantes da cidade).



Valor total da conta: R$ 178,70.

A avaliação a seguir leva em consideração a experiência por mim vivenciada durante a minha visita ao restaurante, desde o momento da reserva (quando há), passando pela recepção, acomodação na mesa, atendimento, tempo de chegada dos pedidos, até o pagamento da conta. Esta avaliação varia de um a cinco asteriscos, representados pelo símbolo (*), podendo ter a variação de meio asterisco, representada pelo formato (1/2).

Minha avaliação: * * * 1/2. O restaurante fez a fama enquanto o chef Paulo Martins comandava a cozinha. Após sua morte, ele vem mantendo as receitas que o chef criou e tornou o Lá em Casa famoso por todo o Brasil.

Gastronomia Pará (PA)

BASÍLICA DE NAZARÉ - BELÉM (PA)


A corrida de táxi no trajeto do Mangal das Garças à Basílica de Nazaré (Praça Justo Chermont, s/n, Nazaré) ficou em R$ 16,00. Enfim, consegui entrar nesta igreja tão famosa em Belém, pois todas as outras vezes que estive na cidade, somente a vi por fora. Suas paredes externas são pintadas de um branco que contrasta bem com o azul do céu. Em uma pintura na sua fachada, entre as colunas, na parte de cima, é retratado o encontro de religiosos portugueses com os índios na chegada no Brasil, com a Nossa Senhora de Nazaré ao centro. Porém, uma curiosidade é que no canto direito da pintura, há dois homens de terno, destoando totalmente do restante retratado. Tinha lido isto antes, motivo pelo qual me ative a este detalhe quando lá cheguei. Acredita-se que são dois senhores paraenses que custearam a pintura, sendo retribuídos com a participação pictórica em um momento da história brasileira. Ao entrar na igreja, tive que esperar um tempo, pois a claridade exterior cegou meus olhos para o interior do templo, naturalmente mais escuro. Algumas pessoas estavam sentadas nos bancos, alguns orando e outros apenas descansando ou refrescando do calor da cidade. O interior da basílica é suntuoso, com muito mármore e detalhes em dourado, o que me fez lembrar das igrejas romanas. Os vitrais são muito bonitos e retratam cenas religiosas da vida dos santos, mas um deles me chamou a atenção, localizado na primeira capela à direita de quem entra. O vitral é moderno, retratando um religioso que exerceu suas funções na cidade. Há também uma lápide de mármore levemente inclinada na mesma capela. O altar tem a imagem de Nossa Senhora de Nazaré, símbolo máximo da festa do Círio de Nazaré que acontece sempre no segundo domingo de outubro, quando há uma procissão noturna que sai da basílica na noite de sábado em direção à Catedral Metropolitana, que fica no Núcleo Cultural Feliz Lusitânia, na Cidade Velha. No domingo, a procissão faz o caminho inverso, durante o dia, no ápice da grande festa religiosa do Pará, que reúne milhões de pessoas nas ruas. Um cartaz sobre a festa de 2012 está pregado na entrada da basílica, ao lado das pesadas portas de metal que retratam cenas religiosas em alto relevo. A basílica está construída no local das aparições milagrosas da imagem de Nossa Senhora de Nazaré, onde, inicialmente, foi construída uma capela simples, que deu lugar à atual construção no início do Séc. XX. Ao lado da igreja fica uma loja de souvenir com motivos religiosos, a Lírio Mimoso, onde minha mãe fez a festa aumentando sua coleção de imagens de santos e santas. Em frente à igreja, está a Praça Justo Chermont, que se transforma em palco para as missas durante os festejos do Círio de Nazaré, pois a multidão não cabe dentro da basílica. No centro da praça, também chamada de Praça Santuário de Nazaré, fica um altar circular, usado para rezar as missas ao ar livre (claro que o altar é coberto). Algumas esculturas presentes na praça remetem à religiosidade e à Nossa Senhora de Nazaré. Terminado o passeio, íamos ao Museu Emílio Goeldi, bem próximo à igreja, mas meu pai se queixou de dor nas pernas. O hotel onde estamos hospedados era perto. Tentamos ir a pé as seis quadras que nos separavam do Golden Tulip Belém, mas tivemos que pegar um táxi. O motorista foi muito simpático, sem reclamar que a corrida seria barata, diferente do que já ocorreu comigo em Belo Horizonte e no Rio de Janeiro. A corrida deu R$ 6,00. Deixei R$ 10,00 com o taxista. Nossa visitação em locais turísticos de Belém chegava ao fim no meio da tarde de sexta-feira. Mais lugares somente no dia seguinte. No hotel, tiramos o restante da tarde para descansar, só saindo após às 20 horas, quando fomos jantar na Estação das Docas.







turismo

GASTRONOMIA EM BELÉM (PA) - MANJAR DAS GARÇAS



Endereço: Passagem Carneiro da Rocha, s/n, Parque Mangal das Garças, Cidade Velha, Belém, PA.

Especialidade: cozinha internacional com destaque para a culinária paraense em sistema de buffet no almoço. O jantar é a la carte.

Quando fui: almoço do dia 17 de agosto de 2012, sexta-feira. Chegamos na hora em que o restaurante abriu, às 12:00 horas em ponto, ficando por lá cerca de cinquenta minutos. Éramos três pessoas.

Serviço: distante, sem interação com as mesas, embora a brigada de garçons seja bem grande. No dia, um grande espaço, com mesas posicionadas para uma bela vista do parque e do Rio Guamá, estava reservado para um grupo. Tive a impressão que os garçons estavam mais preocupados em não deixar que os turistas se sentassem no espaço reservado do que atender as mesas. Ao final, um couvert artístico de R$ 4,00 por pessoa foi colocado em nossa conta. Detalhe, durante o tempo em que lá estive não houve nenhum artista se apresentando. Reclamei e tal cobrança foi retirada da conta, com um providencial pedido de desculpas. Na hora do almoço, há um enorme buffet de saladas, de pratos quentes e de sobremesas. Há serviço de wi-fi, sem  necessidade de senha, mas não funcionou em meu iPhone.

O que bebi: uma lata de Guaraná Antarctica Zero durante o almoço e uma xícara de café espresso ao final.

O que comi: fui no buffet (R$ 52,00), servindo-me de iguarias paraenses, como um excelente arroz de camarão com legumes, de um peixe filhote grelhado ao molho de capim santo (um prato indicado nos guias e que realmente vale a pena), e de uma porção de pato no tucupi com jambu (foi difícil escolher um pedaço, pois todos eram enormes). Ainda experimentei uma pequena porção do vatapá paraense, mas não gostei, pois estava lotado de coentro. Não quis sobremesa. Ao me servir, a dúvida foi grande, pois há muitas opções de pratos típicos que deu vontade de comer um pouquinho de cada iguaria, mas me contentei com os que acima descrevi.



Valor total da conta: R$ 192,28.

A avaliação a seguir leva em consideração a experiência por mim vivenciada durante a minha visita ao restaurante, desde o momento da reserva (quando há), passando pela recepção, acomodação na mesa, atendimento, tempo de chegada dos pedidos, até o pagamento da conta. Esta avaliação varia de um a cinco asteriscos, representados pelo símbolo (*), podendo ter a variação de meio asterisco, representada pelo formato (1/2).

Minha avaliação: * * *. As estrelas são apenas para a comida, pois o serviço deixou a desejar. Ambiente rústico, com arquitetura e decoração que dialogam perfeitamente com o parque ecológico onde o restaurante está localizado. Acho que o melhor horário para conhecer o local é durante o dia, pois a vista do Rio Guamá e do parque é mais nítida, com certeza.

Gastronomia Belém (PA)