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quarta-feira, 9 de março de 2022

CYRANO

Cyrano
, 2021, 123 minutos.

Direção de Joe Wright, tendo como protagonistas Peter Dinklage (Cyrano de Bergerac), Haley Bennett (Roxanne) e Kelvin Harrison Jr (Christian).

Há mais de uma dezena de versões da peça Cyrano de Bergerac, escrita pelo francês Edmond Rostand, em 1897, para o cinema. Ainda estou para entender os motivos para tantas versões.

Em 2021, chegou mais uma versão, desta vez Cyrano, que tem a característica de ser narigudo, deixa de o ser para ter outra característica física marcante, pois ele é um anão, interpretado por Peter Dinklage, o eterno Tyrion Lannister em Games of Thrones.

Seguindo a tendência de 2021, Cyrano também é um musical, mas, no caso, os diálogos predominam em tempo em relação aos números musicais. Nenhuma música me marcou, tanto é que, ao final do filme, já não me recordava de nenhuma delas.

A história é batida, de tantas vezes que foi encenada nos palcos e nas telas, inclusive nas telinhas: Roxanne se apaixona, à primeira vista, por Christian, soldado do regimento comandado por Cyrano, que é amigo de infância da jovem garota. Sem dinheiro, ela é cortejada por um conde rico, mas seus olhos e coração estão com Christian. No entanto, Christian não sabe como cortejá-la, pedindo ajuda para Cyrano, que a ama secretamente. Ele ajuda Christian, escrevendo cartas de amor. Forma-se um triângulo amoroso incomum. Roxanne se apaixona por Christian por sua bela escrita, como um poema, mas quando se encontram pela primeira vez, é um fiasco. O Conde torna-se general, passando a comandar a tropa, incluindo Cyrano. O Conde sofre um baque ao ver Roxanne e Christian se casando. Como vingança, envia toda a tropa para a guerra, onde Christian morre. Roxanne se recolhe a um convento, onde semanalmente Cyrano a visita. Tem um trágico final.

Não há química entre o casal Roxanne/Christian. Os momentos dos dois na tela são rasos, sem emoção e sem carisma. 

O uso de tons pasteis, quase resvalando no branco, torna o filme cansativo de ver. Tudo soa monocromático demais. Os números de dança, que são poucos, não são movimentados, mas com passos muito bem marcados, quase um teatro de mímica.

Um ponto interessante é a utilização de atores negros que não foram escalados por serem negros, mas sim por serem atores. Ponto positivo para quem fez o casting.

Além da performance excelente de Dinklage como Cyrano, o figurino é um destaque do filme, também utilizando tons clarinhos. Impressiona o figurino todo branco utilizado pelas freiras, especialmente os que elas usam quando estão fora do convento (parecem uma cabana de praia andante). O figurino é tão bom que é a única categoria em que Cyrano está concorrendo ao Oscar 2022.

Entrará em cartaz nos cinemas no dia 31/03/2022.

sábado, 19 de maio de 2012

GAME OF THRONES


Ultimamente, as séries feitas para TV tem me chamado a atenção. Após ver os episódios da primeira temporada de Spartacus em três dias, foi a vez de colocar no aparelho de blu-ray a primeira temporada de Game of Thrones, produção da HBO. São dez episódios cheios de ação, intrigas, traição, sexo, preparação para uma guerra de grandes proporções que só deve acontecer nas temporadas seguintes. Fiquei tão ligado nos capítulos da primeira temporada, com duração média de 50 minutos cada um, que vi seus dez episódios em apenas dois dias (sábado e domingo). A série é baseada em A Guerra dos Tronos (Game of  Thrones), primeiro livro de As Crônicas de Gelo e Fogo (A Song of  Ice and Fire), escrito pelo americano George R. R. Martin. A adaptação para a série televisa teve a assinatura da dupla David Benioff e D. B. Weiss. A primeira temporada ganhou vários prêmios, entre eles o Emmy 2011 e o Globo de Ouro 2012 para Peter Dinklage como melhor ator coadjuvante em séries de televisão, categoria drama. Ele interpreta Tyrion Lannister, o anão louro irmão da rainha de Westeros. O enredo nos traz sete famílias - Lannister, Stark, Baratheon, Greyjoy, Tutly, Arryn e Tyrell - que comandam os sete reinos que compõem a terra de Westeros. Com a morte do Rei Robert Baratheon (Mark Addy), que comandava Westeros, vários movimentos começam a ser feitos para a ocupação do trono, prenunciando uma iminente guerra. Adicione-se a isto os últimos descendentes dos Targaryens, que estão banidos de Westeros, em terras além mar, que se unem aos bárbaros do leste e marcham para também reivindicar o trono. E ainda há uma terceira história que se passa em uma enorme muralha de gelo que protege os Sete Reinos de selvagens, incluindo um grupo chamado de Os Outros (lembrei-me da série Lost), cujas atitudes são verdadeiras lendas para os habitantes dos Sete Reinos, onde os Patrulheiros da Noite são os responsáveis por garantir a segurança destes reinos. São três histórias que se passam em lugares diferentes - Muralha, Leste de Westeros e Sete Reinos - que tem conexão, mas se desenvolvem, pelo menos nesta primeira temporada, paralelamente. A série é pura fantasia, e como tal, está recheada de seres inexistentes, mas o diferencial é que a existência de tais seres fica mais na insinuação e no diálogos dos personagens, com pouca exposição, ficando por conta de nossa imaginação como e quando eles vão finalmente dar as caras. História bem feita, com interpretações marcantes, figurino e maquiagem impecáveis e com um final daqueles que dá vontade de pegar logo a segunda temporada (ainda não disponível em DVD no Brasil) e ver o que acontecerá aos diversos personagens.

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