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terça-feira, 9 de novembro de 2010

FORTALEZA - DIA 3: L'Ô RESTAURANTE

Com a mala de mão recheada de roupa suja já fechada, me arrumei para jantar com Ric, Ro e Emi. Marcelo e Cris preferiram ficar no hotel, alegando cansaço. Fiz uma reserva no restaurante contemporâneo L'Ô (Rua Pessoa Anta, 217). Conheci este restaurante na última vez em que estive em Fortaleza e gostei muito. Quis repetir a experiência. Cozinha contemporânea é a especialidade desta casa aberta em 2008. Fica em um local de pé direito alto, espaçoso, com dois ambientes. Um bar do lado externo para quem quer algo mais informal e um interior climatizado para o jantar. O serviço é bom. Todos os garçons são bem treinados e muito simpáticos. Logo uma entrada foi servida, com um delicioso caldo de mandioquinha com camarão, um pedaço de quiche de bacon com alho poró bem leve, ceviche de sirigado e uma espécie de picles de legumes que não tinha aquela acidez excessiva, muito comum neste tipo de conserva. Tudo muito bem feito. Para acompanhar, um espumante nacional, o Salton Brut. Em seguida, escolhemos os pratos principais. Curiosamente, eu e Ro escolhemos o mesmo risoto de abóbora com carne seca desfiada e castanha de caju, enquanto Ric e Emi pediram um duo de pato. Logo o garçom avisou que todo o estoque da casa para o duo de pato já estava comprometido com os pedidos que antecederam aos nossos. Ambos aceitaram a sugestão do garçom e pediram um carré de vitelo acompanhado por espaguete. Ric não estava bem e quando a comida chegou, ele não conseguiu comer. Pedimos para embalar para viagem o prato intocável. Para acompanhar os pratos, pedimos o excelente vinho tinto chileno Montes Alpha 2008, que precisou ser resfriado pois a temperatura de serviço estava altaO risoto estava delicioso, cremoso, com sabor delicado. A abóbora vem em cubos, consistente, evidenciando que é preparada em separado e somente misturada ao final do prato. Os três aproveitaram e já pagaram o jantar da próxima quinta-feira no mesmo local quando a chefe Carla Pernambuco do restaurante Carlota (unidades em São Paulo e Rio de Janeiro) vai preparar um menu degustação, um jantar harmonizado com vinhos. Infelizmente não chegarei a tempo para participar deste banquete, cujo preço individual é R$ 154,00 (já incluídos os 10% de serviço). Noite muito agradável. Pedimos um táxi de volta para o hotel. Na recepção, já solicitei um táxi para 3 horas da madrugada com destino ao aeroporto, pois meu voo para Brasília tem horário previsto para decolar às 4:25 horas. Coloquei o despertador do celular para eu acordar caso durma neste breve intervalo de tempo.

sábado, 14 de agosto de 2010

RESTAURANTE L'Ô

O calor em Fortaleza estava forte, mas muito melhor do que a secura que assola Brasília neste mês de agosto. Quarta-feira, acordei depois de um breve cochilo com vontade de dar uma volta. Também estava com fome. Resolvi conhecer o moderno restaurante L'Ô (Avenida Pessoa Anta, 217 - Centro), bem próximo ao agito noturno do Centro Cultural Dragão do Mar. Eram 21 horas quando peguei um táxi na porta do Hotel Ibis, na Praia de Iracema, em direção ao restaurante. Corrida rápida e barata, pois paguei R$ 10,00. O L'Ô fica em uma esquina. Na entrada, ainda ao ar livre, há um amplo bar com mesas e cadeiras debaixo de algumas árvores, onde fui recebido por um garçom. Disse que queria jantar e estava só. Ele me conduziu até o interior do restaurante, onde há uma sala de espera aconchegante e um outro bar, desta feita para se esperar no balcão, tomando um drink. O salão onde ficam as mesas é amplo, com decoração moderna, pé direito alto. Dois lustres negros são o destaque deste salão. Ainda há um mezanino que não conheci. Fiquei em uma mesa posicionada de frente para uma das grandes janelas de vidro que dão para o bar externo. Além de minha mesa, apenas mais uma estava ocupada com cinco pessoas. O atendimento é eficiente, algo raro em Fortaleza. Fui muito bem atendido. Pedi uma taça de espumante para refrescar. Salton Brut é a única opção em taça. Como o meu almoço tinha sido bem básico e estava com fome, aceitei o couvert. Um creme de aspargos, um profiterole salgado, uma porção de berinjela, além de pães e manteiga. De entrada, a minha escolha foi por um mesclún de folhas (alface verde e rouge) com mussarela de búfala fresca, além de abacaxi e melão. As frutas estavam deliciosas, doces, casando perfeitamente com o ácido do molho em cima das folhas. Belo começo. Como prato principal, pedi um risoto de camarão com parmesão. Nada de novo, nem de surpreendente. O arroz estava cozido além do ponto, mas não comprometeu o sabor. Diferente de casas de Brasília, há uma fartura de camarões no risoto. Bebi apenas água com gás durante o jantar. Para finalizar, sobremesa. Escolhi um strudel de manga com gengibre, acompanhado de sorvete de mel. O gelado estava com sabor suave, mas o strudel não tinha uma massa boa. Estava endurecida. O recheio de manga com gengibre é muito saboroso, se a massa estivesse mais fresca, seria melhor. Mesmo com estas ressalvas que fiz, gostei da comida, do lugar e do atendimento. Pedi que chamassem um táxi. Prontamente atendido, voltei ao hotel, pagando o mesmo valor da ida. No hotel, pedi que me acordassem às quatro e meia da madrugada, já que meu voo de volta para Brasília estava marcado para seis horas da manhã. Fim da viagem a Fortaleza. Fiquei menos de 24 horas em terras cearenses.