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terça-feira, 24 de janeiro de 2017
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quarta-feira, 3 de outubro de 2012
HONG KONG - DIA 4
24 de setembro de 2012, segunda-feira. Nosso último dia de viagem na China. Não tínhamos programado nada de especial. Acordei cedo, com a luz do sol no meu rosto, pois tinha deixado a cortina do quarto aberta. Aproveitei para arrumar as malas, pois deixaríamos Hong Kong no final da noite rumo a Dubai nos Emirados Árabes Unidos. Combinamos de tomar café da manhã um pouco mais tarde. Como seria nosso último café da manhã em solo chinês, coloquei em meu prato algumas comidinhas da culinária local que dificilmente encontraria no Brasil, como os dumplings e o onipresente suco de toranja (pomelo ou grapefruit). Depois do café, desci para o saguão do hotel para checar emails e navegar nas redes sociais. Nossa diária vencia ao meio dia. Fui negociar um late check out, pois nosso voo estava marcado para o início da madrugada seguinte, às 00:35 horas. Questionado até que horas queria ficar no meu quarto, respondi, sem pensar muito, até às 18 horas. Deram-me o late check out até 14 horas, deixando-me no quarto até a hora que eu queria desde que pagasse HK$ 100 por hora a partir das 14 horas. Aceitei de pronto, pois pagaria apenas HK$ 400 (R$ 105,00 ou U$ 51.60) a mais para ter mais comodidade no hotel. Todas as minhas amigas conseguiram a mesma coisa. S foi cumprir uma agenda previamente programada, enquanto eu, V, C e D ficamos no lobby do hotel. O mensageiro tocou a sineta andando pelo saguão, sinalizando que em cinco minutos o transporte gratuito para o centro comercial da ilha sairia da porta do hotel. Era a deixa para entrarmos no tal ônibus. O percurso é rápido, cerca de quinze minutos de viagem, isto por causa do trânsito. Descemos em uma rua em frente à entrada lateral do Times Square Centre, uma torre comercial cujos nove primeiros andares abrigam um shopping center. Eram 10:30 horas. Resolvi que compraria uma alpargata (espadrille) já que ter uma nos pés no verão é a tendência mundial. Entramos no centro de compras, mas as lojas ainda estavam fechadas. O horário de abertura era às 11 horas. Sentamos em um Starbucks, esperando o horário de abertura das lojas. Assim que o relógio marcou 11 horas, começamos um tour infindável pelo shopping. Foi subir e descer escadas rolantes, entrar e sair de lojas, experimentar roupas, sapatos, perfumes, cremes, ver aparelhos eletrônicos e quinquilharias. Compramos muita coisa ali. Quando nos demos conta, já passavam de 13 horas. Não achei minha alpargata. Saímos do centro de compras, mas continuamos a entrar em lojas na rua, incluindo uma passada na maior loja de departamentos de Hong Kong, a Sogo. Com muitas sacolas nas mãos e com a fome se fazendo presente, resolvemos procurar um restaurante para almoçar. O tempo fechava, sinalizando chuva. Muitos restaurantes já indicavam em suas portas que a cozinha já estava fechando. Paramos no No Signboard Seafood (Shop C & D, G/F 66-72 Paterson Street, Fashion Walk, Causeway Bay - +852 2398 9959), cujo funcionamento é direto. Entramos. Nosso último almoço na China foi comendo comida local, ou melhor, experimentando a culinária do Mar do Sul da China, com direito a arroz grudento, arroz frito, amendoim cozido e adocicado, vagem frita, bife de boi em tiras com cebolinha, aipo e gengibre. Além destes pratos bem típicos que comemos várias vezes ao longo de nossa viagem, experimentamos o caranguejo do Sri Lanka cozido com gengibre. O garçom trouxe o bicho vivo para vermos antes de levá-lo para a panela. Um caranguejo enorme! A chuva começou a cair. Fizemos do nosso almoço uma celebração à China. Tudo muito bem feito. V parecia estar em uma barraca na Praia do Futuro em Fortaleza, Ceará, tamanha desenvoltura para tirar a carne do caranguejo. Após o ótimo almoço, decidimos fazer mais uma despedida em grande estilo. Desta feita, fomos nos despedir da massagem chinesa. Havia uma clínica de massagens perto do restaurante onde C e V tinham estado antes. Fomos para lá. O lugar se chama Big Bucket Footbath & Reflexology (Shop 1 & 2, G/F, Hoi Kung Court, 264-269 Gloucester Road, Causeway Bay - +852 2572 8611). Ao entrar, fomos conduzidos por um labirinto de cabines, com direito a passar pela lavanderia, por varais lotados de toalhas usadas nas massagens e por corredores pouco arrumados, até chegar a uma cabine onde nós quatro fomos acomodados. A aparência assusta, mas a massagem compensa. Escolhemos uma massagem nos pés de uma hora de duração. Antes de começar, entregaram um cardápio onde tínhamos que optar por qual tipo de essência queríamos no banho de nossos pés. Escolhi a essência de jasmim. Trouxeram uma tina, onde coloquei meus pés. Dentro da água morna tinha uma espécie de gelatina, que soltava a tal essência. Foi uma excelente massagem feita por uma chinesinha bem mignon, mas com uma incrível força nas mãos. A massagem valeu cada centavo dos HK$ 168 (R$ 44,00 ou U$ 21.70) cobrados. Voltamos a pé até o Times Square Centre onde esperamos o ônibus para voltar para nosso hotel. Chegamos no Cosmopolitan perto das 17 horas. Foi tempo suficiente para acabar de fechar as malas, tomar um banho, arrumar e descer, fechando a conta do hotel. Todos prontos para partir. Eram 18:15 horas.
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terça-feira, 16 de novembro de 2010
AEROPORTOS
Acordamos cedo na segunda-feira para fazermos as malas. Foi só o tempo de aprontá-las, tomar café da manhã, fazer o check out no hotel e pegar um táxi para o Aeroporto Pinto Martins. Preferi ir mais cedo, pois sabia que o aeroporto de Fortaleza estaria lotado, afinal era fim de um feriado esticado, com muita gente voltando para casa. Dito e feito. A fila para o check in da TAM era quilométrica. Procurei a posição de atendimento ao cartão fidelidade vermelho. Não tinha ninguém. Check in rápido. Tivemos tempo para um lanche no Bob's da praça de alimentação local. 11 horas da manhã. Começava nosso chá de aeroporto. Nosso voo tinha horário de saída previsto para 12:59 horas. O chamado para o embarque ocorreu às 12:30 horas. Um pequeno atraso na saída para um voo lotado em direção à Salvador, onde fizemos uma conexão de uma hora. O novo voo saiu às 15:30 horas, com destino a Belo Horizonte, onde chegamos às 18:10 horas. Temos uma festa para ir em BH. Nossas malas rapidamente apareceram na esteira. Compramos uma corrida de táxi para o bairro Anchieta, onde ficaríamos hospedados no apartamento de amigos. Otimamente bem recebidos, ainda saímos para jantar. O restaurante escolhido foi o Ah! Bom (Rua Fernandes Tourinho, 801, Lourdes). Quis um prato leve. Minha opção foi por um penne com berinjela com pomodoro. Muito bom! Findo o jantar, só queria saber de dormir. Foi o que fizemos.
A programação para terça-feira em BH consistia em cortar o cabelo, fazer algumas compras no shopping Pátio Savassi, almoçar com Kitty, assistir a um filme no cinema, voltar para o apartamento onde estamos para descansar para a festa da noite. Não cumprimos apenas a parte do cinema. Enquanto eu cortava o cabelo no local de sempre, Ric ficou no shopping, adiantando suas compras. Entrei em contato com Kitty, combinando o encontro para o Graciliano, restaurante localizado no shopping onde Ric estava. Antes de encontrar com a amiga, também fiz uma comprinha básica, pois precisava de uma mochila. O restaurante serve um buffet diferenciado na hora do almoço, com opções de quilo ou buffet livre. Ficamos com a segunda opção, pois a sobremesa estava incluída. Fazendo as contas, nossa opção foi mais barata do que se tivéssemos escolhido pesar o prato na balança. Kitty aproveitou o encontro para me presentear com um filme de John Ford que não tenho em minha coleção. Adorei. Caminhamos até a Praça da Savassi, onde nos despedimos. Pegamos um táxi de volta para o bairro Anchieta. Ao descer do táxi, Ric lembrou que havia deixado seus óculos de grau no restaurante. A sorte nossa foi eu ter pedido um cartão com o endereço do restaurante, ficando fácil telefonar. Ele ligou e seu óculos estavam guardados no local. Ric deu meia volta e foi buscar o objeto perdido. Aproveitei para descansar um pouco, pois a noite promete ser boa.
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
FORTALEZA - DIA 6: BEACH PARK?
Há muitos anos que eu não ia ao Beach Park. Com o carro alugado, todos se reuniram logo depois da final do campeonato mundial de volei feminino, quando o Brasil, pela terceira vez, levou a medalha de prata. Mais uma vez, vice-campeão! Emi foi o único que protestou, pois não queria brincar no parque aquático. Como ele foi voto vencido, rumamos em direção ao litoral leste. Fizemos um longo percurso para sair de Fortaleza, indo até a Praia do Futuro, passando pelas dunas, Parque do Cocó, para, enfim, pegar a CE-040. Seguindo as placas, saímos da rodovia principal e entramos na rodovia que nos levaria ao Beach Park. Pegamos um engarrafamento incrível. Era só primeira e segunda nas marchas. Gastamos mais de meia hora em um trecho pequeno. Quando o trânsito fluiu, logo vimos uma série de placas anunciando novos empreendimentos imobiliários. De longe, também avistamos o enorme escorregador Insano do parque aquático, além dos cataventos do parque de energia eólica da região. Quanto mais perto estávamos, mais ficamos assustados com o que virou a região. Um imenso mar de condomínios, tirando a beleza que o local tinha anteriormente, quando o Beach Park dominava a paisagem. Na rua de acesso ao parque, notamos que seria difícil ficar ali. Os estacionamentos de ônibus estavam lotados, isto sem dizer dos estacionamentos para os carros de passeio. Vimos um istmo no caminho e resolvemos ir para lá, desistindo de visitar o parque. Voltamos para a estrada e continuamos em direção à Prainha. Entramos na cidade de Aquiraz, paramos o carro na rodovia, perguntando como fazíamos para chegar ao tal istmo. Obtivemos a informação de que deveríamos passar dentro de Aquiraz, pegando a rodovia CE-040 em direção à Iguape. Foi o que logo fizemos. Trânsito fluindo, pista dupla. Na região, um novo empreendimento está sendo construído, com inauguração prevista para 2012. Terá sete hoteis, condomínio residencial, clube de golf, shopping. Mais um paraíso sendo apropriado. Chegamos a Iguape já passava de meio dia. Praia pequena, bonita e muito movimentada. Não me pareceu que eram turistas, mas gente do local mesmo. Muitas barracas nos ofereciam lugar, mas todos insistiam em caminhar um pouco na areia. Paramos na pior barraca. Ficamos em um local improvisado. Todos tinham fome, motivo que nos levou a pedir uma porção de bolinha de queijo e de macaxeira frita. Nada de especial, muito pelo contrário. Meus amigos pediram uma cerveja Original. O garçom disse que todas as cervejas eram originais. Ficaram com a Antártica mesmo. Fiquei incomodado com o lugar. Parecia visível no meu rosto, pois todos falavam que iríamos embora dali rapidamente. A sugestão era seguir para outra praia, a Prainha. Eu estava cansado de sol e areia. Pagamos a conta. Quiseram passar no Centro das Rendeiras, onde compraram o artesanato de renda local. Achei tudo muito barato, mas não comprei nada, pois Ric já havia comprado toalhas de mesa e forros de bandeja no Mercado Central de Fortaleza. Ao terminar as compras, propus almoçarmos em Fortaleza. Para minha surpresa, todos foram unânimes em acatar a proposta. Voltamos para a capital pela CE-040, quando passamos em frente ao Centro das Tapioqueiras, famoso local de venda desta iguaria gastronômica. Não paramos. Nosso destino foi a Picanha do Cowboy (Avenida Dom Luiz, 685, Aldeota), restaurante que já havíamos almoçado nesta temporada. Já passava das 14 horas. Assim, conseguimos facilmente uma mesa para seis no recinto com ar condicionado. Pedimos as especialidades da casa: picanha grelhada, picanha de carneiro grelhada, carne de sol e carré de cordeiro, todos acompanhados de baião-de-dois, paçoca, feijão verde com nata e batata cozida. Do restaurante, voltamos ao hotel para um descanso. Dormimos até 18 horas. Era a hora combinada para nova saída. Cris não quis sair. Fomos para um relaxamento na melhor sauna da cidade, onde fiz uma massagem shiatsu que foi providencial, eliminando grande parte das dores que estava sentindo no pescoço. Saindo da sauna, deixamos Marcelo no hotel, seguindo em direção à Pizzaria Vignoli (Rua Frei Mansueto, 722, Varjota). É uma bela pizzaria, com a maioria das mesas em ambiente aberto. A noite estava muito agradável. A especialidade da casa é a pizza de massa fina. Muito fina, por sinal. Um detalhe interessante é que em toda mesa há uma caixa com luvas descartáveis de plástico. A maioria das pessoas come as fatias da pizza escolhida com as mãos. Escolhemos os recheios com ingredientes locais para uma pizza grande, ou seja, carne de sol e queijo coalho. Como a fome continuava, pedimos mais uma pizza média, desta vez, do tradicional sabor à portuguesa. Ro e Emi preferiram comer massa, que é servida dentro de um recipiente feito com a massa da pizza. Bebemos um vinho chileno para brindar a noite. Voltamos para o hotel, cansados e com sono. Nosso passeio à Fortaleza estava chegando ao fim.
sábado, 13 de novembro de 2010
FORTALEZA - DIA 5: FLECHEIRAS E LAGOINHA
Depois de ficar até quase duas horas da manhã jogando buraco no quarto de Marcelo e Cris, onde bebemos vinho e comemos pizza, fui dormir. O combinado era todos prontos na recepção do hotel às oito e meia da manhã do sábado para seguirmos no carro alugado até Flecheiras, no litoral oeste. Emi me despertou às 07:30 horas, dizendo que sairíamos às oito horas. Protestei, dizendo que não era o combinado e que não estaria pronto neste novo horário. Eu e Ric descemos para tomar uma rápido café da manhã, voltamos para tomar um banho, aprontando-nos para a viagem, incluindo passar protetor solar. Aproveitei para ver alguns lances do jogo Brasil X Japão pela semi final do campeonato mundial de volei. Neste meio tempo, o pessoal ligou mais quatro vezes para descermos. Fui ficando irritado com a insistência de sairmos mais cedo, afinal não era o combinado e não tínhamos nenhum compromisso com hora marcada durante todo o sábado. Às 8:22 horas estávamos no hall do hotel, sem saber o resultado final do jogo, que estava em seu quinto e decisivo set. No carro, liguei para minha mãe para saber o resultado, quando ficamos sabendo que o Brasil virara o jogo garantindo presença na final com a Rússia. Seguimos em direção à rodovia CE-85, passando pela Barra do Ceará, onde há um pedágio logo no final da ponte, no valor de R$ 2,00. É a mesma direção para Jericoacora. Eu afirmava que tinha ido para Jeri por uma rodovia que passava por Cumbuco, mas todos quiseram seguir o mapa, pegando outra direção, pela CE-85. A estrada é bem sinalizada, com bom asfalto e movimentada. No caminho, belas paisagens com carnaúbas e coqueiros. Chegamos em Flecheiras pouco antes das onze horas da manhã. Muito calor, mas com uma agradável ventania. Cenário ideal para a prática de kite surf. Flecheiras é um distrito da cidade de Trairi. Logo em sua entrada, vemos dunas de um lado e praia deserta do outro, num belo cenário. Fomos até o centrinho do local, estacionamos o carro em frente à Pousada Orixás, caminhando pouco metros até a praia. Escolhemos ficar nas mesas sombreadas do restaurante Maré Alta (Rua da Praia, 990), indicado na revista de turismo que eu lera em voz alta no caminho de ida. Pausa para uma água de coco gelada. Para renovar as energias, entrei na água clara do mar, furando ondas, abrindo os olhos na água salgada. Em seguida, caminhei pelas areias macias até o ponto onde os praticantes de kite surf entravam no mar. Muitas fotos. Voltei para nossa mesa, aproveitando o tempo para ler a revista Prazeres da Mesa do mês de outubro, com reportagem especial sobre a gastronomia cearense. Ficamos petiscando uma deliciosa macaxeira frita, sequinha, no ponto. Também pedimos uma isca de peixe, totalmente dispensável, sem sabor algum. O restaurante encheu na hora do almoço, sinal de que tem boa reputação. Pedimos duas peixadas cearenses (sirigado cozido ao molho de legumes, com ovo cozido, arroz branco e pirão de peixe), além de uma porção extra de baião-de-dois. O garçom avisou que nosso pedido demoraria a chegar, pois havia vários comandos na frente. Agradecemos a informação e não nos importamos, pois afinal era tempo de relax. A comida chegou depois de mais de uma hora. As duas peixadas são bem servidas, dando perfeitamente para nós seis almoçarmos. Foi terminar o almoço, pagar a conta para seguir viagem. Ainda paramos na praça do lugar, em frente ao cemitério e ao longo da rodovia para algumas fotos. Quando paramos nas areias das dunas, o carro atolou. Todos tiveram de sair para conseguirmos levar o carro de volta para o asfalto. Nosso próximo destino era Lagoinha. Chegamos já no final do dia, parando inicialmente no Mirante da Lagoinha, local apropriado para belas fotos panorâmicas. Nesta praia, também há prática do kite surf. Fizemos uma pequena caminhada na areia, parando na Barraca Dudé. Não gostei do lugar, muito sujo e com estilo final de feira. Ficamos pouco tempo ali. O suficiente para cada um beber qualquer coisa. A praia da Lagoinha é muito bonita, mas mal cuidada. Muito lixo, esgoto e construções abandonadas enfeiam a paisagem. Resolvemos voltar, pois já eram mais de cinco e meia da tarde e o sol se punha. Retornamos para Fortaleza em estrada movimentadíssima, já noite. Ao entrar na cidade, escolhemos, por erro, o caminho mais longo, mas sem pedágio, pegando a Avenida Bezerra de Menezes até o Centro, quando tomamos a direção do Centro Cultural Dragão do Mar. Ótimo sábado passamos no Ceará. Para jantar, escolhemos repetir o excelente Vojnilô, fazendo reserva para 21 horas.
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
FORTALEZA - DIA 4: ENCERRAMENTO DE EVENTO
Dormi mal, pois uma dor nas costas, na altura do pescoço, me incomodou muito. Estou precisando de ir a uma benzedeira urgente. Fui despertado pelo telefone. Era meu amigo e colega de trabalho já me aguardando na recepção para irmos para a última manhã de atividades do encontro nacional de nossa categoria. Disse que demoraria, liberando-o para ir na minha frente. Tomei meu café da manhã tranquilamente para só então sair. As atividades finais consistiam de uma série de moções que eram apresentadas pelos proponentes, abrindo-se para a plateia, em ótimo número, se manifestar. Em seguida, a moção era colocada em votação. Deixei a sala por um momento para atender a uma chamada de meu celular. Foi o bastante para meu nome ser citado em uma moção, acusando-me de ter mal tratado os novatos em treinamento realizado em setembro. Correram para me chamar para que eu pudesse me manifestar. Entrei sem saber de que estava sendo acusado. Imediatamente a mesa concedeu-me a palavra, quando esclareci a questão da alimentação durante o referido treinamento. Antes, alguns colegas já tinham pedido a palavra para tentar desqualificar a moção. Foi muito fácil para eu explicar, pois o nosso contrato com a escola onde foi o treinamento não previa alimentação, motivo pelo qual todos os servidores receberam diárias para todo o período da capacitação, incluindo o autor da moção, único não novato no treinamento. Diárias cobrem hospedagem, locomoção e alimentação, ficando a cargo de cada servidor usá-las como bem entender. A reclamação dizia respeito a uma das quatro semanas na qual o restaurante da escola ficou exclusivo para um evento que lá ocorria, sendo montada uma tenda para que todos os demais treinandos, instrutores e funcionários da escola, se quisessem, fizessem sua refeição nas dependências do local. Quem não quis, saiu para almoçar nos restaurantes que se situam na região. Conclui dizendo que a disponibilidade do restaurante era uma das alternativas para almoçar, mas não uma obrigação. Também informei que a escola colocou, durante todo o período, como forma de cortesia, três ônibus que faziam o trajeto setor hoteleiro-escola e vice-versa diariamente. Não havia necessidade deste transporte, pois todos estavam recebendo diárias para o período. A moção não foi aprovada. O autor retirou a acusação contra minha pessoa, mas continuou insistindo em se criar no nosso sindicato uma espécie de comissão para questões de ética. Ao deixar a tribuna, recebi incontáveis gestos de apoio e carinho, mostrando que o autor da malfadada moção estava totalmente isolado. Estou acostumado com este tipo de coisa. Terminadas as moções, foi lida e aprovada a tradicional carta produzida ao final dos encontros anuais, chamada Carta de Fortaleza. Antes das palavras finais, foi aprovada, por aclamação, a sede do próximo encontro, inicialmente agendado para setembro de 2011 na cidade de Maceió, Alagoas. Ao sair do auditório, ainda recebi vários cumprimentos pela firmeza nos meus esclarecimentos, incluindo integrantes da diretoria do sindicato. Ganhei duas fotos que foram tiradas quando da solenidade de abertura e de minha palestra, além de uma agenda 2011 e um macaco de pelúcia que grita ao apertar sua barriga. Este último foi um presente carinhoso de minha secretária. Ainda bem que voltei à Fortaleza, tendo oportunidade de fazer esta explicação. Eu, Marcelo e Ro saímos rapidamente, pois Emi, Ric e Cris já nos aguardavam na saída com o carro Doblò alugado. Como estava na hora do almoço, escolhemos o restaurante Regina Diógenes para almoçar. Tivemos dificuldades de achar um local para estacionar. Ao entrar no restaurante, com serviço de buffet self-service, não havia lugar para ficarmos. Demos meia volta, retornamos ao carro, seguindo para outro restaurante, o Sirigaddo (Rua Ana Bilhar, 1.173, Varjota), onde ficamos na área interna com ar condicionado. Só havia uma mesa disponível. Escolhemos a especialidade da casa, ou seja, o peixe sirigado (segundo informações locais, é outro nome para badejo). Escolhemos três opções, seguindo as indicações do cardápio que os pratos serviam duas pessoas. O prato de referência do local, uma das escolhas, o Trio Sirigado (lagosta, camarões e sirigado grelhados) é muito grande, motivo pelo qual o próprio garçom nos alertou que dois pedidos serviam bem a todos da nossa mesa. Ficamos, pois, com o trio e um Sirigado à Delícia (peixe grelhado, com molho branco, camarões, banana frita, purê de batata e palmito, acompanhado de arroz branco). Este tipo de prato é muito comum em Fortaleza. A comida foi mais do que suficiente. Diria que os pratos são justos, mas nada de excepcionais. Ao terminar de almoçar, decidimos por voltar ao hotel. Todos queriam descansar um pouco. O pouco virou muito. Todos acordaram no início da noite. Resolvemos não mais sair. Vinho, pizza e carteado seriam as companhias da noite, em um de nossos quartos.
MAPA E HOLTER
Descobri, ao colocar os aparelhos para os exames cardíacos MAPA e Holter, que sou extremamente dependente das tecnologias modernas. Sozinho em casa, sem poder abrir geladeira e freezer, sem usar o microondas, não utilizar controles remotos para ver TV, ouvir música, assistir a um filme em DVD ou BD (a entrada e a saída da garagem sempre uso o tal controle, nem tenho a chave), nem usar o computador e tão pouco falar ao celular. Assim foi meu período entre 18 horas da quarta-feira e 15:30 horas da quinta-feira. Restou a leitura. Para dormir foi um sufoco, pois o aparelho de medir a pressão apertava meu braço em intervalos programados de meia em meia hora, a partir de 23 horas, além de não poder deitar por cima dos dois aparelhos amarrados em uma faixa ao redor de minha cintura. Tive que cercar a cama com vários travesseiros para evitar que eu virasse durante o sono. Até que consegui dormir, mas acordei várias vezes com a pressão do aparelho. Ainda bem que havia marcado uma reflexologia para logo cedo. A massoterapeuta chegou às oito horas da manhã. Foi um momento relaxante. Na noite anterior, antes de dormir, fiz um "descarrego" em casa, defumando com ervas todos os cantos da casa. O apartamento ficou que é pura fumaça, sendo necessário abrir as janelas durante a madrugada para renovar o ar do quarto. Voltando à reflexologia, foi um momento sem pensar em dores na coluna que irradiam para o pescoço e a cabeça insistentemente nos últimos três dias. Sem poder tomar banho, pedi que o motorista me buscasse para ir ao trabalho, pois no momento em que o aparelho mede a pressão, deve-se ficar parado, sem se movimentar, evitando até mesmo falar, impossibilitando que se dirija um carro. No serviço, pouca coisa. Liguei rapidamente o computador para atualizar meus e-mails. Tudo está muito parado. Final de uma administração e à espera de quem comandará a pasta a partir do ano que vem. No horário marcado, com uma chuva forte caindo em Brasília, fui retirar os aparelhos. Da clínica, direto para casa, onde tomei um banho prolongado e arrumei a mala de mão, pois à noite peguei um voo lotado da TAM para retornar à Fortaleza, onde já me encontro atualizando este blog.
terça-feira, 9 de novembro de 2010
DESCANSO E RELAXAMENTO
Não dormi a noite de segunda para terça-feira, pois tinha que estar no Aeroporto Pinto Martins em Fortaleza às 3:20 horas da madrugada. Reservei um táxi para me pegar no hotel às 3 horas. Não havia fila no balcão da Gol, mas fiz o check in nos totens de auto atendimento. Entrei imediatamente para a sala de embarque para tentar cochilar, mas não consegui. O avião decolou no horário, chegando em Brasília às oito horas da manhã, horário de verão, coisa que não há no Ceará. Como tinha deixado o carro no aeroporto, fui para casa com a intenção de tomar um banho e ir trabalhar. Vi a cama, deitei e só acordei com o interfone tocando. Já passava de meio dia. Era o porteiro querendo entregar correspondência registrada. Tomei o banho relaxante para ir almoçar no restaurante vegan Terra Viva. Comida saudável, bem preparada. Fui trabalhar. Coloquei em dia todos os documentos que estavam em minha mesa, bem como li e dei os devidos encaminhamentos a todos os e-mails que estavam em minha caixa postal eletrônica. Final do dia, volto para casa, pois contratei mais dez sessões de reflexologia e nesta noite de terça-feira seria a primeira sessão. Foi uma massagem totalmente relaxante. Até a dor de cabeça que insiste em permanecer deu uma trégua. Agora é dormir para iniciar uma série de exames solicitados pela médica cardiologista.
FORTALEZA - DIA 3: L'Ô RESTAURANTE
Com a mala de mão recheada de roupa suja já fechada, me arrumei para jantar com Ric, Ro e Emi. Marcelo e Cris preferiram ficar no hotel, alegando cansaço. Fiz uma reserva no restaurante contemporâneo L'Ô (Rua Pessoa Anta, 217). Conheci este restaurante na última vez em que estive em Fortaleza e gostei muito. Quis repetir a experiência. Cozinha contemporânea é a especialidade desta casa aberta em 2008. Fica em um local de pé direito alto, espaçoso, com dois ambientes. Um bar do lado externo para quem quer algo mais informal e um interior climatizado para o jantar. O serviço é bom. Todos os garçons são bem treinados e muito simpáticos. Logo uma entrada foi servida, com um delicioso caldo de mandioquinha com camarão, um pedaço de quiche de bacon com alho poró bem leve, ceviche de sirigado e uma espécie de picles de legumes que não tinha aquela acidez excessiva, muito comum neste tipo de conserva. Tudo muito bem feito. Para acompanhar, um espumante nacional, o Salton Brut. Em seguida, escolhemos os pratos principais. Curiosamente, eu e Ro escolhemos o mesmo risoto de abóbora com carne seca desfiada e castanha de caju, enquanto Ric e Emi pediram um duo de pato. Logo o garçom avisou que todo o estoque da casa para o duo de pato já estava comprometido com os pedidos que antecederam aos nossos. Ambos aceitaram a sugestão do garçom e pediram um carré de vitelo acompanhado por espaguete. Ric não estava bem e quando a comida chegou, ele não conseguiu comer. Pedimos para embalar para viagem o prato intocável. Para acompanhar os pratos, pedimos o excelente vinho tinto chileno Montes Alpha 2008, que precisou ser resfriado pois a temperatura de serviço estava alta. O risoto estava delicioso, cremoso, com sabor delicado. A abóbora vem em cubos, consistente, evidenciando que é preparada em separado e somente misturada ao final do prato. Os três aproveitaram e já pagaram o jantar da próxima quinta-feira no mesmo local quando a chefe Carla Pernambuco do restaurante Carlota (unidades em São Paulo e Rio de Janeiro) vai preparar um menu degustação, um jantar harmonizado com vinhos. Infelizmente não chegarei a tempo para participar deste banquete, cujo preço individual é R$ 154,00 (já incluídos os 10% de serviço). Noite muito agradável. Pedimos um táxi de volta para o hotel. Na recepção, já solicitei um táxi para 3 horas da madrugada com destino ao aeroporto, pois meu voo para Brasília tem horário previsto para decolar às 4:25 horas. Coloquei o despertador do celular para eu acordar caso durma neste breve intervalo de tempo.
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
FORTALEZA - DIA 3: PALESTRA E PASSEIO DE VELEIRO
Acordei com o barulho do vento. Eram cinco horas da manhã. Ventava muito, mas o sol já anunciava que a segunda-feira em Fortaleza seria quente. Depois de tomar o café da manhã no hotel, me preparei para ir ao encontro da categoria, pois eu estava na programação oficial do evento como o primeiro palestrante. Marcado para ter início às 10 horas, houve um pequeno atraso de quinze minutos. Auditório lotado e atento. Falei por uma hora, abrindo espaço, em seguida, para perguntas. Os organizadores do evento programaram uma hora de debates, mas durou um pouco mais. Todas as perguntas e intervenções foram pertinentes. Para todas, fiz comentários ou as respondia. Para o almoço, tinha duas opções: ou ficar no hotel onde o evento se realizava, com serviço de buffet, ou escolher um restaurante com opções a la carte. Fiquei com a segunda. Eu tive a companhia de mais três pessoas, colegas de trabalho. Fomos a pé ao restaurante Moana (Avenida Beira Mar, 4.260, Meireles), localizado no térreo do Golden Flat. Não estava cheio. Sentamos, a princípio, em uma mesa na lateral, mas logo mudamos para uma localizada com vista para a praia. A escolha não foi muito boa, pois o ar condicionado não chegava em sua total potência à mesa, tendo em vista que uma pilastra impedia a circulação homogênea do ar. Escolhemos um vinho tinto chileno e os pratos. Os pedidos foram feitos às 13:10 horas. Pedi um magret du canard com molho de figo caramelizado, acompanhado de purê de batatas. Outros colegas do mesmo evento também chegaram ao restaurante, sentaram em outras mesas e fizeram seus pedidos. Os pratos que eles pediram chegaram primeiro que os nossos. Questionamos sobre a demora e nos informaram que o prato que um dos colegas pedira, também um pato, era demorado. Perguntamos porque não nos foi avisado isto antes, mas não obtivemos resposta. O garçom se limitou a dizer que apressaria a montagem dos pratos. Uma hora depois do pedido e nada. O garçom disse que os pratos já estavam sendo montados. O colega ficou incomodado, pois sempre diziam que o prato por ele escolhido era demorado. Com quase uma hora e meia sem os pratos chegarem, o colega se levantou e foi até a cozinha, onde disse que se os pedidos não chegassem em cinco minutos ele começaria a quebrar o restaurante. Foi uma correria total dos garçons. As outras mesas já haviam pago as respectivas contas quando, enfim, nossos pratos chegaram à mesa. Os três que me acompanhavam elogiaram os pratos, mas reclamaram que as carnes estavam mornas, enquanto o meu prato estava muito quente. O meu pato estava muito bem feito, com a textura no ponto. Os garçons vinham à mesa perguntando se os pratos estavam a contento. Respondíamos que até urubu frito acharíamos bom, pois estávamos com fome e com horário para voltar aos nossos compromissos. O garçom tentou argumentar alegando que há pratos que demoram mesmo, exemplificando com um prato de cordeiro da casa que demora três horas para ficar pronto. Quando um prato tem sua elaboração demorada, o restaurante deve informar previamente ao cliente, seja com um aviso no próprio cardápio ou com o garçom informando o fato ao anotar o pedido. Pedimos a conta. Veio o chef, muito simpático, se desculpar pela demora, pela falha na informação sobre o tempo de elaboração do prato, afirmando que o magret de canard é um prato que tem pouca saída, precisando ser descongelado de uma forma que não prejudique a textura da carne. Descobrimos, então, que o prato responsável pela demora era o meu e não do colega que pedira outra opção de pato. Ainda como forma de se desculpar, o chef mandou servir para cada um de nós um prato da sobremesa chamada último desejo, uma mistura de biscoito de chocolate amargo queimado, creme zabaione e morangos, possibilitando uma harmonização que não agride o paladar. Agradecemos a deferência, pagamos a conta e pegamos um táxi para nosso hotel, pois estávamos atrasados para o que havíamos combinado: um passeio de veleiro pela orla da cidade. Só tivemos tempo de entrar no quarto, colocar uma roupa adequada e voltarmos para em frente ao flat onde almoçamos. A saída do veleiro se dá justamente ali. O passeio custou R$ 30,00 para cada um. Tivemos que colocar um colete salva-vidas para entrar numa espécie de jangada motorizada que faz o trajeto praia-veleiro. O barco se chama Philosophy e tem capacidade para 70 passageiros. Saímos por volta de 16:15 horas, passando pela Enseada do Mcuripe, Porto de Fortaleza, Praia Mansa, onde está um dos parques eólicos do Ceará, retornando em direção ao Marina Park Hotel. Velejamos por toda a orla da parte mais turística da cidade: Mucuripe, Volta da Jurema, Meireles, Iracema, Ponte dos Ingleses, tendo a oportunidade de ver, de longe, as torres da Catedral Metropolitana, as cúpulas do Centro Cultural Dragão do Mar, Mercado Central, Marina PArk Hotel e seu moderno estaleiro naval, onde foi feita uma parada de cinco minutos para banho de mar. Apenas nove pessoas se aventuraram a cair na água, nenhum de nosso grupo. Quando o barco começou a voltar, já estava acontecendo o por-do-sol. No retorno, tiramos a conclusão que o passeio é um grande mico, sem grandes atrativos. Para piorar, o barco bate muito na volta, quando fiquei um pouco enjoado pelo balanço do veleiro. Chegamos ao ponto de desembarque às 18 horas. Rapidamente colocamos os coletes e fomos um dos primeiros a pular para a jangada que nos levou até a praia. Enquanto esperava os amigos lavarem os pés, uma senhora que trabalha para a empresa que faz o passeio, me perguntou para onde iríamos e quantos éramos. Após respondê-la, ela sugeriu que todos fôssemos em um Doblò que estava estacionado em frente. Negociamos o preço. Foi cobrado R$ 15,00, mesmo valor que pagaríamos se tomássemos dois táxis. Negócio fechado. No meio do caminho, o motorista teve que parar em um posto de gasolina para abastecer, pois seu combustível já estava no final. Parada não planejada, mas que não nos prejudicou em nada, já que não tínhamos nenhum compromisso. Já no hotel, pausa para um descanso. Para mim, pausa também para arrumar as coisas que levarei para Brasília, pois retorno na madrugada de segunda para terça-feira, uma vez que tenho agenda a cumprir. Talvez ainda saia nesta noite para jantar com os amigos.
FORTALEZA - DIA 2: NOITE DE EVENTO E BOTECO
No início da noite deste domingo, eu, Ro e Marcelo fomos para a abertura do encontro nacional da nossa categoria. Eu me senti desconfortável tendo que usar um blaser, pois o calor que faz em Fortaleza é muito forte. O local é enorme, com excelente infra-estrutura para grandes festas e eventos. Chegamos no momento em que a mestre de cerimônias anunciava a abertura do evento. Como já esperava, tinha lugar reservado logo à frente. Fui chamado para compor a mesa, junto com mais oito pessoas. Houve uma criativa apresentação das 27 unidades da Federação, sendo lido um parágrafo enaltecendo os destaques de cada uma, ao som da banda de aprendizes da Marinha. Ao término desta apresentação, o Hino Nacional e os discursos de praxe. A abertura durou quase uma hora e meia. Uma luz forte incomodava os integrantes da mesa. Com o fim da solenidade de abertura, todos foram convidados para um jantar no salão lateral, que estava muito bem decorado. O jantar seria ao som de sanfonas. Preferimos não ficar, pois tínhamos combinado de ir para o Boteco Praia (Avenida Beira Mar, 1.680, Meireles) onde encontraríamos com Emi, Ric e Cris. Chegamos primeiro no bar. O local faz parte da rede de mesmo nome com estabelecimentos em Recife, Belém e Brasília. O cardápio é o mesmo em todos os estabelecimentos. O forte são os petiscos, especialmente as empadas e coxinhas. Experimentei a famosa coxinha de caranguejo. Vale a pena. Ali ficamos jogando conversa fora até o início da madrugada, quando voltamos a pé para o hotel.
domingo, 7 de novembro de 2010
FORTALEZA - DIA 2: PASSEATA, CAMINHADA E PICANHA
06:50 horas, horário local. O telefone do apartamento toca. Ro nos chama para caminhar na praia, pois o sol já está a pino, forte. Preferi dormir mais um pouco, afinal estamos no domingo. Ele foi correr. Depois de tomar café da manhã, saí, sozinho, para fazer uma caminhada de uma hora no calçadão da Avenida Beira Mar. Já tinham passado quinze minutos que eu andava em direção à Praia de Mucuripe quando encontrei com Marcelo e Cris vindo na direção contrária. Mudei o rumo. Fomos em direção à Praia de Iracema, em passo acelerado. No início da Avenida Beira Mar, em frente ao Boteco Praia, demos de frente com a largada da passeata Outubro Rosa. Nome do mês que já passou. Embalados por um trio elétrico, todos que dela participavam estavam com camisas e boné da mesma cor, ou seja, cor-de-rosa. A passeata era para marcar a luta contra o câncer de mama. Filipetas e leques eram distribuídos pelo caminho. Fomos até o ponto de entrega do material, mas não havia possibilidade de ganhar a camisa, pois necessitava um cupom para retirar o kit. Continuamos nossa caminhada até o final do aterro da Praia de Iracema, em frente ao moderno monumento em homenagem à eterna personagem de José de Alencar. Demos meia volta em direção à Praia de Meireles. Passamos novamente pela passeata, quando meus amigos se despediram de mim, voltando para o hotel. Segui caminhando até chegar em frente ao Hotel Gran Marquise, já na Praia de Mucuripe. No caminho, vários conhecidos do meu trabalho me cumprimentavam. Voltei em direção ao meu hotel, passeando pela terceira vez pela passeata. Cheguei no hotel depois de uma hora e dez minutos de caminhada em passos acelerados. Cheguei morto, ofegante, afinal estou sem fazer atividades físicas há mais de dez meses. Belo começo para um retorno à prática de exercícios físicos. Minha roupa estava ensopada de suor. No quarto, fiquei descansando um pouco, quando Emi chegou para tentarmos decifrar o seu Macbook Air. Também decidimos onde almoçar. Ao meio dia, conforme combinado, todos os seis nos encontramos no lobby do hotel. Pegamos dois táxis para o Picanha do Cowboy (Avenida Dom Luís, 685, Aldeota). O local estava ainda vazio, cheio de mesas para escolhermos. Ficamos na varanda. Nossa amiga Vera, também em Fortaleza, nos ligou para almoçar conosco. Ela propôs que trocássemos de lugar, indo para a área com ar condicionado. Mudamos de mesa, mas não conseguimos lugar no interior do restaurante. Ficamos na fila de espera em uma mesa redonda do lado de fora. Ventava, mas estava muito quente. Vera e sua filha se juntaram a nós. Pouco depois, nos passaram para o lado de dentro, já que uma mesa vagara. O restaurante ficou lotado em questões de minutos. Sorte a nossa ter chegado mais cedo. É sucesso em Fortaleza, especialmente sua picanha assada. Fizemos um pedido variado. Para petiscar, 600 gramas de picanha de cordeiro e macaxeira frita. Para o almoço, 600 gramas de carne de sol, 800 gramas de picanha, 400 gramas de coxa de frango e 300 gramas de pernil de cordeiro, acompanhados de feijão verde com nata e queijo coalho (magnífico!), paçoca de pilão, baião-de-dois e batata frita. Foi uma fartura total, sobrando carne. Tudo muito bem feito, bem temperado. Para beber, escolhi uma caipiroska de seriguela, fruta da época. Estava ótima. Saciados, pedimos a conta. Também pedi um cartão de visitas do restaurante. O garçom demorou a retornar com ele. Chegou dizendo que o cartão tinha acabado, mas me entregou duas cortesias de lavagem de carro como compensação. Entreguei as duas cortesias para a filha de Vera, pois ela mora na cidade e tem carro. O grupo se separou na saída do restaurante. Vera, a filha, Ro e Marcelo foram de carro para o Gran Marquise, onde os dois pegariam os documentos referentes à inscrição no encontro nacional que viemos participar. Emi pegou um táxi de volta para o hotel. Eu, Ric e Cris fomos ao Aldeota Shopping (Praça Portugal, Aldeota), a uma quadra de onde estávamos. Lá, Cris e Ric fizeram compras de roupas esportivas. Sempre quis tirar uma foto do monumento no centro desta praça, mas nunca tive oportunidade, já que sempre passei por lá de carro. Aproveitei a ocasião para tirar a tal foto. Voltamos a pé para o hotel, onde os outros já nos aguardavam para sair novamente. Ro me entregou os documentos de minha participação no evento, incluindo um convite para a abertura, seguida de jantar e baile, na noite deste domingo. Havia um convite para Ric também, mas achei que não era conveniente ele ir, pois o evento é destinado a integrantes de uma carreira específica no serviço público, além de Emi e Cris não terem convites. Resolvi ficar no hotel, pois precisava dormir um pouco e fazer a barba. Os demais foram passear. São 20 horas, quase na hora de ir para a abertura do evento com Marcelo e Ro.
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sábado, 6 de novembro de 2010
FORTALEZA - DIA 1: JANTAR ESTRELADO
Não esperamos o amigo que faltava chegar de Brasília, pois tivemos informações de que seu voo estava atrasado. Resolvemos pegar dois táxis para jantar no restaurante Colher de Pau, no bairro Varjota. Ao chegar, deparamos com um local lotado, com música ao vivo em volume alto. Queríamos jantar e ali o clima era de bar. Lembramos que na região fica o único restaurante estrelado no Guia Quatro Rodas 2011 na cidade. Pedimos informação para uma mulher que entregava filipetas na calçada. Ela nos indicou a direção, exatamente a duas quadras de onde estávamos. Chegamos cedo no restaurante Vojnilô (Rua Frederico Borges, 409, Varjota). Mesa para cinco. Apenas uma mesa estava ocupada. Para matar a fome e o mau humor de um dos integrantes do grupo, pedimos duas entradas: um polvo assado na brasa com pimentões, cebola, alho e azeite, e dois brochettes de sirigado. Ambos estavam divinos. Como prato principal, a maioria pediu a especialidade da casa, a Paella Vojnilô, ou seja, uma paella com lagostas, camarões, mexilhão e arroz com açafrão (cúrcuma, na verdade). Como não estou podendo comer crustáceos, pedi a Paella Madri, sem nenhum frutos do mar ou peixe. Frango, linguiça e costela de porco eram os ingredientes da minha paella. Bem molhada, ela estava maravilhosa. Para acompanhar os pratos, vinho branco. Primeiro foi um sauvignon blanc chileno chamado Leyda e depois um português Esporão. Deixei ambos os vinhos nas taças, provando mais uma vez que tenho certa aversão a vinho branco. Com relação às taças, o amigo estressado, ao ver o tamanho das taças que colocaram em nossa mesa, logo perguntou se havia taça maior, pois não gostava de beber vinho branco em taças pequenas e de boca mais fechada. Prontamente o garçom trocou todas as taças colocadas na mesa por modelos maiores. Depois de 21 horas, todas as mesas do restaurante estavam ocupadas. Era fácil notar quem era turista e quem era da cidade. Os turistas estavam vestidos mais à vontade, muitos com bermudas e chinelos (quatro de nós cinco estavam assim), enquanto os locais estavam com roupas mais sóbrias. O serviço é muito bom, com atendimento caprichado. O mesmo vale para a composição dos pratos, todos individuais, que são muito bem servidos. O forte da casa são os frutos do mar. O cardápio é enxuto, mas com opções para quem não gosta ou está enjoado de comer peixes. Corroborando o bom serviço, foram rápidos ao solicitar dois táxis para nos levar de volta ao hotel. Ótima primeira noite em Fortaleza. Hora de dormir.
FORTALEZA - DIA 1: CALOR E DESCANSO
Fomos de carro para o Aeroporto de Brasília. O preço do estacionamento empata com a corrida de táxi casa-aeroporto-casa. Optei, então, pelo mais cômodo e prático. Check in rápido no balcão da TAM. Salas de embarque lotadas. A chuva caía devagar e continuamente na cidade. Embarcamos às 11 horas, horário previsto para a decolagem. No avião, após meia hora do término do embarque, o comandante informa que haveria um atraso de mais meia hora. Dito e feito. Decolamos uma hora depois do previsto. O voo transcorreu normal. Como estou tomando remédio para regular a pressão arterial (ela insistiu em ficar alta nos últimos dias), a ida ao banheiro do avião por mais de uma vez foi inevitável. Durante o trajeto, devorei mais de cem páginas do livro O Símbolo Perdido, de Dan Brown. Já em solo cearense, as nossa malas foram uma das primeiras a aparecer na esteira. O aeroporto estava cheio de colegas de trabalho, uma vez que o encontro anual da categoria acontece em Fortaleza a partir deste domingo. Comprei uma corrida de táxi até o bairro de Meireles, onde está situado o hotel onde estou hospedado: Mercure Meireles (Rua Joaquim Nabuco, 166, Meireles). Pedi e nos concederam um apartamento em andar alto, no décimo oitavo andar, com vista parcial e lateral do mar. Desfizemos as malas rapidamente, pois a fome apertava. O restaurante do hotel fechava às 15 horas e o relógio já apontava para mais de 14 horas. Eu e Ric fomos os primeiros a chegar no hotel, por isso decidimos almoçar no restaurante do próprio hotel, o Cemoara. Escolhemos uma mesa perto das paredes envidraçadas, o que possibilitava ver quem chegava ao hotel. Só havia nós dois no restaurante. Logo nos ofereceram o couvert, que aceitamos de bom grado para enganar a fome. Fiquei com a sugestão do chefe, um prato chamado Encontro com as Estrelas: filé de pescada, camarões e cauda de lagosta, todos grelhados, em uma cama de tomate seco, com arroz branco de acompanhamento. Enquanto aguardávamos os pratos, um dos amigos chegou ao hotel. Ele já estava no Ceará desde a última segunda-feira, no interior, em casa de parentes. Ele se juntou a nós para almoçar. Os três pratos chegaram à mesa ao mesmo tempo. Meu prato veio bem montado, ao estilo nouvelle cuisine, com uma boa aparência. Terminei o prato com a certeza de que realmente carne de lagosta não me atrai muito. O melhor de todos era o filé alto de pescada grelhado. O tomate seco não era tão ácido como de costume. O prato é caro para o que oferece. Terminado o almoço, resolvemos ir ao supermercado Pão de Açúcar para abastecer os quartos com água e snacks. Quando estávamos no lobby do hotel, resolvi ligar para dois amigos que estavam atrasados. Eles atenderam, dizendo terem acabado de chegar, depois de um atraso considerável de mais de uma hora para a partida de Brasília. Pediram para esperar. Ficamos mais de meia hora na espera. Eles chegaram foribundos com a volta que o taxista deu do aeroporto até o hotel. Pegaram um táxi comum para economizar e acabaram pagando mais caro pela corrida. Enquanto paguei o peço de tabela - R$ 36,00, eles pagaram R$ 42,00 no taxímetro. Um deles estava fora de si, xingando até a última geração do motorista que os levara até ao hotel. Esperamos eles fazerem o check in, deixarem as bagagens no apartamento e descerem para irmos ao supermercado. Fomos a pé, já sem sol, no final de uma bela tarde. Como sabíamos o que compraríamos, gastamos pouco tempo para comprar água, biscoitos, iogurtes e alguns snacks para a hora da fome. Voltamos para descansar um pouco. Ainda falta chegar um amigo. À noite, nos reuniremos para um jantar na Terra do Sol.
CEARÁ
Sábado com chuva em Brasília. Vou para Fortaleza, Ceará. Malas prontas. Já almoço na Terra do Sol.
sábado, 14 de agosto de 2010
RESTAURANTE L'Ô
O calor em Fortaleza estava forte, mas muito melhor do que a secura que assola Brasília neste mês de agosto. Quarta-feira, acordei depois de um breve cochilo com vontade de dar uma volta. Também estava com fome. Resolvi conhecer o moderno restaurante L'Ô (Avenida Pessoa Anta, 217 - Centro), bem próximo ao agito noturno do Centro Cultural Dragão do Mar. Eram 21 horas quando peguei um táxi na porta do Hotel Ibis, na Praia de Iracema, em direção ao restaurante. Corrida rápida e barata, pois paguei R$ 10,00. O L'Ô fica em uma esquina. Na entrada, ainda ao ar livre, há um amplo bar com mesas e cadeiras debaixo de algumas árvores, onde fui recebido por um garçom. Disse que queria jantar e estava só. Ele me conduziu até o interior do restaurante, onde há uma sala de espera aconchegante e um outro bar, desta feita para se esperar no balcão, tomando um drink. O salão onde ficam as mesas é amplo, com decoração moderna, pé direito alto. Dois lustres negros são o destaque deste salão. Ainda há um mezanino que não conheci. Fiquei em uma mesa posicionada de frente para uma das grandes janelas de vidro que dão para o bar externo. Além de minha mesa, apenas mais uma estava ocupada com cinco pessoas. O atendimento é eficiente, algo raro em Fortaleza. Fui muito bem atendido. Pedi uma taça de espumante para refrescar. Salton Brut é a única opção em taça. Como o meu almoço tinha sido bem básico e estava com fome, aceitei o couvert. Um creme de aspargos, um profiterole salgado, uma porção de berinjela, além de pães e manteiga. De entrada, a minha escolha foi por um mesclún de folhas (alface verde e rouge) com mussarela de búfala fresca, além de abacaxi e melão. As frutas estavam deliciosas, doces, casando perfeitamente com o ácido do molho em cima das folhas. Belo começo. Como prato principal, pedi um risoto de camarão com parmesão. Nada de novo, nem de surpreendente. O arroz estava cozido além do ponto, mas não comprometeu o sabor. Diferente de casas de Brasília, há uma fartura de camarões no risoto. Bebi apenas água com gás durante o jantar. Para finalizar, sobremesa. Escolhi um strudel de manga com gengibre, acompanhado de sorvete de mel. O gelado estava com sabor suave, mas o strudel não tinha uma massa boa. Estava endurecida. O recheio de manga com gengibre é muito saboroso, se a massa estivesse mais fresca, seria melhor. Mesmo com estas ressalvas que fiz, gostei da comida, do lugar e do atendimento. Pedi que chamassem um táxi. Prontamente atendido, voltei ao hotel, pagando o mesmo valor da ida. No hotel, pedi que me acordassem às quatro e meia da madrugada, já que meu voo de volta para Brasília estava marcado para seis horas da manhã. Fim da viagem a Fortaleza. Fiquei menos de 24 horas em terras cearenses.
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
FORTALEZA - CEARÁ
Imaginem um dia lindo, céu azul, vento constante, umidade relativa do ar perfeita, calor, uma visão maravilhosa do mar verde de Fortaleza da janela. Agora imaginem isto tudo, mas vestido de calça comprida, camisa de mangas compridas, sentado em uma mesa ao lado de janelões com a vista para o mar, fazendo uma apresentação para um público de cerca de 100 pessoas. Foi assim o meu final da manhã e grande parte da tarde desta quarta-feira no Ceará. Tive que acordar cedo, arrumar a mala de mão, fazer o check in pela internet ainda em casa, ir para o aeroporto, embarcar, no horário, em voo da Gol para Fortaleza em avião lotado, chegar no horário na capital cearense. Já me esperavam no aeroporto. Fui direto para o hotel onde acontecia o evento no qual fiz a apresentação e também onde me hospedei. A mesa da qual participei terminou tarde, quando todos fomos almoçar no mesmo restaurante perto do hotel. Não eram estes os meus planos. Já tinha indicações de restaurantes na cidade, mas não tive escapatória. Acompanhei os participantes do evento no almoço no restaurante O Capo (Rua Barão de Aracati, 50, loja 4, Praia de Iracema - Hotel Holiday Inn), dos mesmos proprietários do famoso Marcel. O tema do evento se prolongou durante o almoço. Respondendo a dúvidas e comentando sugestões, apreciei um pargo grelhado com molho de camarão, acompanhado de arroz branco e purê de batatas. Muito básico. O purê estava com um gosto forte de margarina, motivo pelo qual fiquei somente no peixe e seu molho (um pouco espesso para meu paladar). Consegui voltar para o hotel já com a tarde indo embora, perto de 17:30 horas. Acabei dando uma cochilada, só acordando com o celular tocando. Aproveitei para atualizar este blog.
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