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quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

RÉVEILLON NA CIDADE DO CABO - WATERFRONT: 2º CONTATO

Depois de jantar no Fork, escolha que fizemos ainda no Brasil, degustando tapas e brindando com champanhe Tattinger, voltamos a pé para o hotel Strand Tower em caminhada de uns dez minutos. A rua estava cheia. Notei, tanto no restaurante, quando nas ruas, que as pessoas não estavam usando roupas brancas, como é tradição no Brasil. Foi a primeira vez que passei um réveillon fora do meu país, portanto não sabia que esta superstição era brasileira. No hotel, entre ir ao quarto e estar novamente no hall, demoramos pouco mais do que dez minutos. Pedimos ao mensageiro para nos chamar um táxi, pois queríamos ver a queima de fogos no Waterfront. O taxista nos cobrou R80 (R$ 17,30) pelo trajeto, sem ligar o taxímetro. O trânsito estava complicado, mas ele pegou umas vias pouco movimentadas, nos deixando no ponto em frente ao hotel Victoria & Alfred faltando vinte minutos para a meia noite. Era nosso segundo contato com o Waterfront. O lugar estava entupido de gente. Turistas e locais se misturavam em uma babel de línguas. As roupas eram as mais comuns possíveis, daquelas que todos usam no dia a dia. A maioria vestia roupas leves por causa do calor que fazia. Um show rolava no palco montado em um dos diques do porto. Era difícil ver alguma coisa, pois todo mundo já tinha arrumado seu lugar estratégico para ver a queima dos fogos. Andamos entre a multidão. Em alguns momentos me senti no carnaval de Salvador de tanta gente que tinha andando para lá e para cá. Com muito custo, conseguimos um lugar que dava para ver parcialmente o palco, com toda visão do telão atrás dele, onde imagens gráficas eram passadas. Para mim, quase ninguém prestava atenção no show. Grupos de amigos ou famílias conversavam alegremente, alguns com bebidas nas mãos. Os bares e restaurantes do Waterfront estavam totalmente lotados. Quando faltava um minuto para a meia noite, o vocalista parou de cantar, ficando apenas o som dos instrumentos de sua banda, enquanto um cronômetro digital aparecia no telão fazendo a contagem regressiva para a chegada de 2014. Faltando dez segundos, um coro, tímido para a quantidade de gente que havia, fez a contagem em voz alta. À meia noite, eu, Cláudia e Vera nos abraçamos, desejando-nos um feliz ano novo, como é de praxe no Brasil, mas não vi este gesto se repetir nos grupos que estavam próximos de nós. Alguns gritinhos aqui e acolá e todos olharam para o céu, pois começava o show de fogos de artifício que saiam por trás do hotel Table Bay at Waterfront. Para quem já viu os fogos de Copacabana na virada do ano ou em Barcelona na Festa La Mercè fica decepcionado. Pirotecnia fraca e curta. Durou apenas seis minutos, marcados no relógio. Para nosso espanto, foi acabar os fogos, o lugar ficou tranquilo de se andar. Muita gente vai até lá apenas para ver tais fogos. O show voltou a rolar no palco, mas era pouco empolgante. Fizemos uma horinha, resolvendo voltar para o hotel, quando ainda não era uma hora da madrugada. Voltamos para o ponto de táxi, onde, obviamente, não havia nenhum deles. Aglomerados de gente eram vistos em vários pontos da via de acesso ao local. Aparentemente todos esperavam táxi. Quando um aparecia, mais de uma pessoa ia negociar o preço da corrida. Nós ficamos um tempo aguardando no ponto de táxi, mas, sem sorte, mudamos de local por mais de uma vez. Cláudia conversou com um empregado do local pedindo a ele para conseguir um táxi para nós. O cara falou para a gente esperar onde estávamos e saiu correndo. Neste momento, um ônibus encostou no local onde a gente ficou. O cara não nos veria. Cláudia, a mais agoniada para voltar para o hotel, foi procurá-lo, enquanto eu e Vera víamos o movimento de gente querendo entrar no ônibus. O motorista fazia a vez de cobrador também e não tinha a menor pressa em conferir o dinheiro recebido como pagamento do bilhete. Ele ainda atendeu seu telefone celular e ficou conversando, enquanto as pessoas esperavam do lado de fora. Depois falam que isto só acontece no Brasil!! Absorto nesta cena, não vi Cláudia. De repente, ela grita o nome de Vera. Tinha conseguido um táxi e já estava dentro dele. Negociou pagar R150 (R$ 32,40) a corrida até nosso hotel. O trânsito estava lento demais. Demoramos quase uma hora para chegar, mesmo o taxista fazendo alguns desvios. Ao final, imbuídos do espírito de festa, pois era noite de réveillon, deixamos R200 (R$ 43,20) com o motorista. Durante o trajeto, deu tempo de todo mundo falar com seus parentes no Brasil, desejando um ótimo 2014. Nós já tínhamos entrado no ano novo, mas no Brasil ainda faltavam cerca de três horas para a virada acontecer. Entrei no quarto sem sono e resolvi navegar um pouco na internet, mas logo desisti. Fui refletir sobre 2013 que acabara de findar. Um ano pleno de emoções, alegres e tristes. Peguei um livro, mas logo adormeci com ele aberto.  

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

UM ASSALTO EM CAPE TOWN

Tiane nos deixou no nosso hotel, o Strand Tower, pouco antes de 16 horas. Gostamos do tour que fizemos durante o dia, mesmo com ele nos apressando quando saímos de Cape Point, dizendo que estávamos atrasados. Enquanto Cláudia e Vera pegavam as nossas compras do dia que ficaram na van, fui até a recepção do hotel para verificar se a agência Akilanga tinha deixado alguma mensagem em relação ao city tour do dia seguinte. Nada havia. Mais um furo deles, pensamos. Então decidimos pedir a Tiane a cotação de um city tour com sua empresa, a Samsara Africa, com duração de quatro horas na tarde do dia 01º de janeiro de 2014 para conhecer os principais pontos turísticos da Cidade do Cabo. Ele ficou de nos enviar uma resposta por whatsapp antes das 18 horas. Acertamos o pagamento pelo tour do dia e o que faríamos no dia 02 de janeiro às vinícolas de Stellenbosch e Franshhoek. Tais passeios foram contratados antecipadamente, via e-mail, quando ainda estávamos no Brasil. Pelos dois tours, pagamos o total de U$ 750. Para nos conduzir no dia 02, não seria Tiane o nosso guia. Teríamos uma pessoa falando em inglês. Subimos rapidamente para nossos quartos, combinando de sair em vinte minutos. A ideia era caminhar até o Waterfront, trajeto de uns vinte minutos a pé. Tanto Tiane quando os recepcionistas do hotel disseram que a cidade era segura e que não havia problemas em fazer aquele percurso a pé. No horário combinado, nós três estávamos prontos do lado de fora do quarto. Neste momento, senti uma indisposição na bexiga. Como tinha tido crise renal pouco antes da viagem, achei melhor não sair. Voltei para o quarto, tomei um remédio, deitando para descansar. Quando estava naquela situação de dorme não dorme, o telefone tocou. Era Cláudia com voz embargada dizendo que estavam de volta, pois tinham sido assaltadas no caminho até o Waterfront. Elas relataram que tinham andado cerca de quatro quarteirões, uns quatrocentos metros, caminhando por uma movimentada avenida, quando um homem pulou de um arbusto no canteiro lateral do passeio com uma faca de mesa na mão. Mais três homens vieram na direção delas. O homem da faca foi com a mão direto no pescoço de Cláudia, arrancando seu cordão de ouro. Na rua não havia pedestres, mas muitos carros passavam no momento. Vera e Cláudia começaram a gritar, assustando os caras, que saíram correndo. Dois carros pararam para ajudá-las, mas elas preferiram entrar no táxi que estava passando, que também parou. Estavam muito nervosas. Deram o endereço do hotel, dizendo que tinham acabado de ser assaltadas. O motorista, vendo o estado em que estavam, deixou-as no local solicitado, não querendo cobrar a curta corrida. Elas insistiram em pagar. Deste episódio, tiraram a conclusão que não mais andariam a pé pela cidade. Não importava a distância, sempre pegariam um táxi. Concordei. Perguntei se estavam bem, se tinham machucado, se os ladrões tinham levado mais alguma coisa. Cláudia disse que estavam mais tranquilas, já que tinham voltado para o hotel, não estava machucada, nem mesmo marcas ficaram no seu pescoço, visto que o cordão era fino, e que eles não levaram mais nada, embora estivessem com suas respectivas bolsas, dinheiro, documentos, cartões de crédito, de débito e celulares. Coloquei-me à disposição para o que precisassem. Combinamos de só sair do hotel perto da hora de nossa reserva do jantar antes da festa de réveillon. Tiane enviou, antes das 18 horas, a prometida mensagem para Cláudia, confirmando nosso city tour para o dia seguinte, começando às 14:30 horas, com quatro horas de duração, ao preço de U$ 250, com a guia Sofia, nascida em Moçambique. A Akilanga deu notícias perto das 20 horas, também confirmando o nosso city tour. Deixamos um recado na recepção para comunicarem a quem fosse nos buscar no dia seguinte pela manhã no hotel que não faríamos aquele city tour. Pode parecer uma revanche pela falha no traslado da nossa chegada na cidade, mas a falta de compromisso com o cliente, só informando o horário no final da noite, foi muito grande. Prontos para a nossa noite de réveillon, todos vestidos de branco. Assim, nos encontramos no hall do hotel às 20:15 horas, pois o restaurante Fork, onde tínhamos reserva, ficava bem próximo, cerca de 250 metros do hotel. Com o trauma recente do assalto, perguntei às amigas se queriam ir de táxi, mas o mensageiro do hotel nos desencorajou, mostrando que o trânsito estava parado na rua que devíamos subir dois quarteirões e meio. Fomos a pé, mas sempre alertas com as pessoas que se aproximavam demais da gente. A rua tinha um enorme fluxo de gente subindo e descendo, além de estar totalmente engarrafada, com carros parados. Depois descobrimos que naquela rua, a Long Street, era onde tudo acontecia na noite da cidade: bares descolados, boates, inferninhos, prostituição, drogas, restaurantes badalados, hotéis clássicos, enfim, uma espécie de Rua Augusta. Chegamos ao Fork sem nenhum incidente, mesmo tomando alguns sustos com os gritos dos jovens que passaram por nós, o que nos obrigou a parar na porta de um hotel e fingir entrar, perguntando ao segurança se ali ficava o nosso restaurante. Ele nos apontou uma bandeira vermelha, com o nome Fork estampado a poucos metros de onde estávamos. Era hora de fazer nossa última refeição de 2013. E a fizemos em alto astral.

sábado, 1 de janeiro de 2011

VIRADA DE ANO EM GRANDE ESTILO

Reveillon em Ipanema. Avenida Vieira Souto. Sexto andar. Vista de toda a praia. A direita, as luzes do Vidigal, como diz Marina Lima, à esquerda, o Arpoador. Mar de gente vestida de branco caminhando em direção à Copacabana. Noite de nuvens, sem estrelas, mas sem chuva. Festa animada para cinquenta pessoas. Chegamos à festa às 22:30 horas. Teto decorado com balões dourados. DJ a postos. Shakira. Clima de amigos, embora nem todos se conheciam. A mesa de caipiroskas bombava. Logo pedi uma roska de lichia, repetindo várias vezes durante a noite. Dancei muito, como há muito não o fazia. Rolou música das décadas de 70, 80, 90, e 00. Eclético, agradando a todas as idades. Teve Abba, Bee Gees, U2, The Cure, Titãs, Rihana, Shakira, Madonna, Lady Gaga, Skank, Tim Maia, Monobloco, Black Eyed Peas, Kate Perry, Jota Quest, RPM, Lulu Santos, Legião Urbana, entre outros. Petiscos eram servidos por um garçom vestido de camiseta amarela, calça branca e sandália havaiana branca. Quem quisesse, podia se servir de outros acepipes na mesa. Também para quem quisesse, flores (palmas) estavam à disposição de todos para descer até o mar e fazer as oferendas à Iemanjá. Quando faltava um minuto para a virada do ano, cada um pegou um dos balões dourados e se dirigiu à varanda. À meia noite, após os abraços e felicitações, soltamos os balões, depois de fazermos nossos pedidos. Foi bonito ver uma nuvem de balões dourados se perder na escuridão da noite em direção ao mar. O ar ficou embaçado. Era a fumaça dos fogos de Copacabana. Não dava para ver. Vimos pelo telão instalado na sala, com imagens da Globo. Ao vivo, vimos um belo espetáculo de fogos do Morro do Vidigal. Voltei para a pista de dança, onde dancei muito, sempre com uma roska nas mãos. O jantar foi servido. A sobremesa foi servida. Depois de três horas da manhã, uma leve chuva começou a cair. Deixamos a festa às 3:30 horas, voltando a pé para casa. Fui direto para o apartamento. Outros ainda foram para o mar. Deitei e dormi. Uma bela festa de reveillon. Que 2011 seja fantástico!