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terça-feira, 21 de janeiro de 2014

sábado, 18 de janeiro de 2014

BELUGA - GASTRONOMIA NA CIDADE DO CABO, ÁFRICA DO SUL

O restaurante Beluga é badalado na Cidade do Cabo, estando sempre repleto de gente. Foi o primeiro restaurante na viagem que vi a maioria das pessoas arrumada, bem vestida, o que não é muito comum em Cape Town. Eles não ligam muito para a roupa que vão usar. Há uma área externa enorme, localizada no pátio de acesso ao restaurante, que fica dentro de uma construção de tijolinho aparente chamada The Foundry. Tínhamos reserva para 20 horas. Fomos acomodados no enorme salão interno, que possui mais de um nível. Ficamos bem próximos de uma janela. O interior é bem escuro, com iluminação fraca, com focos nas mesas. Para ler o cardápio precisei usar a lanterna do meu celular. Enquanto tive uma experiência sensacional no almoço do dia 03 de janeiro, não posso falar o mesmo do jantar deste mesmo dia no Beluga. O serviço é muito bom. Fomos atendidos por uma garçonete eficiente, que tirou nossas dúvidas do imenso cardápio do restaurante. Até saciou nossa curiosidade em relação à mesa ao nosso lado. Um casal tinha pedido um vinho tinto, reclamou qualquer coisa e ela trouxe uma taça de um vinho branco. Eles colocaram um pouco do vinho branco no tinto para continuar a beber o vinho inicial. Ela explicou que eles acharam o vinho muito seco e queriam algo para torná-lo mais doce ao paladar. Ela trouxe uma taça de vinho de sobremesa e resolveu o problema. Um horror, um horror, um horror, como diria Emi. Beluga não tem uma especialidade definida. Seu menu traz opções de sushi, de dim sum (aqueles bolinhos chineses), de carnes grelhadas, de peixes e frutos do mar. É um local que agrada a muitos paladares. Pedimos uma água mineral com e sem gás Richeneau e o vinho branco Fleur du Cap unfiltered (não filtrado) da casta sauvignon blanc (R269 - R$ 58,30). Eu sentia um calor enorme dentro do salão e este vinho veio amenizar este sofrimento. Como couvert, trouxeram uma cesta de pães de cebola, servidos quentinhos. Muito saborosos. Depois começou meu martírio gastronômico. Pedimos uma entrada para compartilhar. Era um sprinkbok carpaccio (R78 - R$ 17), servido em redução de pimenta, folhas verdes precoces e crisp de parmesão. O gosto deste tipo de antílope é fortíssimo e fomos pedir de primeira a sua carne crua. O carpaccio não estava cortado em lâminas fininhas, como é de costume, o que potencializou ainda mais o gosto ruim na boca. Para piorar, não tinha tempero. Deixamos praticamente tudo no prato. Eu insisti neste tipo de carne, escolhendo como prato principal o filé de springbok (R165 - R$ 35,80), servido com purê de beterraba, batata rosti e redução do molho do próprio filé. Aqui o prato tinha bom tempero e o adocicado da beterraba ajudou no sabor, mas achei a carne dura. Não pedimos sobremesa. Pagamos a conta, que ficou no valor total de R900 (R$ 195), já incluída a gorjeta de 12,5%, e saímos. Na porta, havia uma fila de táxi, sinal de que o movimento no restaurante ainda ia longe. Fechamos a nossa noite em Cape Town com uma experiência gastronômica não muito boa. Ainda bem que o dia foi salvo pelo almoço no La Colombe. No hotel, certificamos que o café da manhã começava a ser servido às 6 horas, horário que combinamos de nos encontrar na manhã seguinte, já com as malas prontas para seguir viagem. Desta vez para fazer alguns safáris.


sprinkbok carpaccio


filé de springbok


Endereço: The Foundry, Prestiwich Street, Green Point, Cape Town, África do Sul.
www.beluga.co.za
Contatos: +27 21 418 2948 - infoe@beluga.co.za
Especialidade: cardápio variado, com destaque para sushi, dim sum, peixes e frutos do mar, além de carnes grelhadas.

LA COLOMBE - GASTRONOMIA NA CIDADE DO CABO, ÁFRICA DO SUL

O La Colombe fica na vinícola Constantia-Uitsig, dentro da Cidade do Cabo. É muito concorrido, necessitando fazer reserva. Atualmente é o número 1 dentre 760 restaurantes avaliados no Tripadvisor, com mais de setecentas avaliações. O restaurante e seu chef, Scot Kirton, vem acumulando prêmios e figurando em listas de melhores ao longo dos anos. Fica em uma agradável construção, com um salão interno e mesas espalhadas na varanda e no pátio de trás, sem arroubos na decoração. Fomos acomodados em uma mesa na varanda, em local ventilado e com muita iluminação natural. O atendimento é impecável. Garçons atenciosos, sorrindo o tempo inteiro e ajudando sempre que solicitados, não só na explicação dos pratos, mas também na indicação dos melhores vinhos para acompanhar os itens do menu. Não há um cardápio físico. Os pratos oferecidos no dia ficam escritos em lousas que os garçons colocam ao lado da mesa, explicando os ingredientes e a montagem de cada um deles. Era nosso último almoço em Cape Town. Começamos com uma taça do espumante G. Beck Rosé (R55 - R$ 12,00, cada uma). Durante todo o almoço, bebemos água mineral e com sem gás, customizada para o restaurante, garrafa de 750 ml (R26 - R$ 5,60, cada uma). O primeiro vinho que harmonizamos com nossas entradas foi o Karen Rosé 2011 (R170 - R$ 37). Leve, próprio para aquele dia calorento, mas sem grande intensidade. Diria que era mediano. O segundo vinho, indicado pelo garçom, foi um Crystallum 2012 (R360 - R$ 78), elaborado com a casta pinot noir. Sabor marcante, aromas frutados, com toques de torrefação. Gostei muito. Com relação aos pratos, eis a lista:
Couvert: três tipos de pães acompanhados por manteiga, que tinha uma pomba em alto relevo nela desenhada, pasta de berinjela, pasta de tomate e pasta de azeitona. O curioso é que as três pastas são servidas dentro de um único pote de vidro. Elas estão dispostas em camadas e ao tirá-las, necessariamente um pouco de cada vem na colher, o que dá uma mistura muito interessante no pão.


Amuse bouche: ceviche de atum, lula e polvo, picados de forma bem pequena, servidos com creme de abacate e tomate pelado. Prato de apresentação linda e com sabor muito leve, bem diferente dos ceviches clássicos. Aprovadíssimo, especialmente a introdução do abacate.


Entrada: sous vide duck egg (R115 - R$ 25) - ovo de pato feito em vácuo, servido com aspargos frescos, croutons, um creme espesso de legumes e uma pasta de queijo de cabra envolta em pó de trufas negras. Simplesmente divino. Especialmente a gema mole do ovo, por cima da qual também havia um pouco de trufa negra. A consistência do ovo é como se fosse frito, embora feito pelo método sous vide (em sacolas fechadas a vácuo).


Prato para limpar o paladar: smoothie watermelon sorbet (R28 - R$ 6) - um refrescante sorbet de melancia, com pedaços cristalizados da mesma fruta embebida em sakê. Realmente limpou o paladar para o próximo prato.


Prato principal: green pea risotto (R135 - R$ 30) - segui a sugestão do garçom e me dei muito bem. Prato com belíssima apresentação. Trata-se de um risoto servido em quatro montinhos  montados de forma separada em uma pedra ardósia, acompanhado de cenoura cozida levemente frita, com crosta crocante e um creme de abóbora moranga, além de algumas folhas precoces de agrião e uma espuma de cebola. Sensacional. Acho que nunca tinha comido um risoto tão bom em minha vida.


Sobremesa: cherry, pistache and cherry sorbet (R75 - R$ 16,30) - sugestão do garçom, não escrita na lousa, que pedimos uma porção para compartilhar. Era um misto de cerejas apresentadas por várias formas em um prato fundo, onde se destacava o sorvete cremoso com pedaços de pistache. Gostei, embora tenha preferido os pratos salgados.


Não quisemos café espresso, mas fizeram questão de nos trazer os mimos que acompanham esta bebida, todos eles servidos em uma simpática bandeja com grãos de café torrados como leito para os docinhos.


Realmente o restaurante merece seus prêmios e deve ser visitado. Sensacional. O melhor restaurante que visitamos em nossa viagem de dez dias pela África do Sul.

Endereço: Spaanschemat River Road, Constantia-Uitsig, Constantia, Cape Town, África do Sul.
www.constantia-uitsig.com
Contatos: +27 21 794 2390 - lacolombe@uitsig.co.za
Especialidade: culinária contemporânea, com toque franceses e asiáticos, so o comando do chef Scot Kirton.

ÚLTIMO DIA EM CAPE TOWN

03 de janeiro de 2014. Nosso último dia na Cidade do Cabo. Depois do café da manhã, bem mais calmo do que os dias anteriores, resolvemos bater perna no Waterfront até a hora de nosso almoço, previsto para 13 horas. Contratamos junto à Samsara Africa o transporte privativo para o restaurante La Colombe pelo valor de U$ 70. O motorista nos pegaria às 12:30 horas em frente ao hotel Victoria & Alfred, no Waterfront, e ficaria conosco até 15:30 horas. Quando Cláudia recebeu o e-mail confirmando a reserva para nosso almoço, ela foi avisada que não poderíamos atrasar, pois o restaurante fecharia mais cedo, já que sediaria uma festa de casamento no meio da tarde. Do hotel Strand Tower para o Waterfront pegamos o mesmo motorista que nos levara na noite anterior ao Nobu at One & Only. Quando entramos, ele logo foi dizendo que não voaria naquele trecho, em alusão à sua passagem pelo quebra-molas, quando quase saímos voando. A corrida foi sem taxímetro, ao preço de R50 (R$ 10,80). Era nossa quinta ida ao Waterfront. Desta vez, resolvemos caminhar pelo lado direito do complexo turístico, onde ainda não tínhamos ido. O dia estava lindo, com céu bem azul. Deste lado, há um outro shopping, menor, chamado Alfred Mall. Alguns bares, lojas de souvenir, onde entrei e comprei uma pulseira de couro por R130 (R$ 28), e um emaranhado de prédios antigos bem conservados. Uma moldura amarela igual a de Signal Hill dava um belo enquadramento tendo o cais do porto atrás e ao fundo a Table Mountain. Parada para fotos. Atravessamos uma ponte móvel para alcançar a área onde ficam museus, uma torre amarela com um relógio, chamada Clock House, e o terminal de saída dos barcos para Robben Island, a ilha em que ficou preso Nelson Mandela. Hoje a cela onde Mandela viveu é um ponto de visitação turística quase que obrigatória. Menos para nós que não colocamos esta atração no nosso roteiro, pois não quisemos viajar uma hora e meia em barco naquele mar revolto, apenas para ver uma cela. Veríamos a sua reprodução no Museu do Apartheid em Joahnnesburg. Quando íamos voltando para o lado mais movimentado de Waterfront, tivemos que esperar um barco passar. A ponte móvel tinha sido colocada em operação. Em seguida, foi a vez de mais compras na Cape Union, uma enorme loja especializada em artigos para acampamentos e afins, onde comprei uma cesta de piquenique, uma bandana com múltiplas possibilidades de colocar na cabeça, um carregador para carro com entrada USB, entre outros pequenos objetos. Na loja ao lado, experimentei e comprei uma espadrille muito confortável da marca Paez. Cláudia e Vera também fizeram suas comprinhas. Ainda passeamos dentro do shopping, onde paramos, mais uma vez, em uma farmácia, e na pop-up store com artigos alusivos à banda One Direction, xodó da garotada. Ainda faltava cerca de uma hora para irmos para o restaurante. Fomos, então, para outro ponto que ainda não conhecíamos do Waterfront, à direita do hotel Victoria & Alfred. Há uma interessante praça com a escultura em bronze dos quatro sul-africanos que já ganharam o Prêmio Nobel da Paz: Albert Lutuli, o bispo Desmond Tutu, Frederik Willem de Klerk e Nelson Mandela. Em frente a esta praça fica um shopping de artesanato. Entramos para conferir, mas nada nos chamou a atenção, a não ser os stands de massagem. Não tínhamos tempo para experimentar. Ainda vimos um quiosque de informação turística, onde acabamos por reservar um passeio de helicóptero para as 17 horas. Voltamos para o local marcado para encontrar o motorista. Ele já estava. Era Mark, o mesmo que nos conduziu no city tour de meio dia em primeiro de janeiro. O trajeto até o La Colombe, localizado em Constantia, um bairro com vinícolas dentro de Cape Town, durou cerca de vinte minutos. A experiência neste restaurante é tema de postagem específica. Depois de um excelente almoço, voltamos para a van no horário combinado. Eram 15:35 horas. Nosso destino era o Waterfront, mas Mark parou no hotel para deixarmos nossas compras da manhã. No Waterfront fomos direto para o quiosque de informação, onde a moça que nos atendeu de manhã ainda estava. Ela chamou o transporte para nós levar até o heliporto. Um senhor simpático nos conduziu em uma van. O local de decolagem fica atrás do hotel Table Bay at Waterfront. Assim que chegamos, fizemos o pagamento de R3.200 (R$ 695) para fazer o maior percurso, indo, pelo litoral, até o Cabo da Boa Esperança e voltando por dentro. Um pequeno filme sobre segurança foi colocado para nós vermos antes de sermos levados ao helicóptero. Ele era pequeno, cabendo apenas o piloto e nós três. Vera foi na frente. Todos com fones de ouvido, decolamos. A visão que se tem é maravilhosa. Compensa os sustos com o vento. O piloto sempre dizia que aquele vento era normal. O voo durou cerca de quarenta e cinco minutos. Foi uma ótima experiência, embora cara. Coisas de turista! De volta ao heliporto, pedimos para alguém nos levar até o ponto de táxi do Victoria & Alfred. Quando lá chegamos, resolvemos sentar em um bar, o Mondiall, localizado no Aldred Mall, para um drinque. Eu queria uma spritz, mas me contentei com um mojito. Decidimos ali jantar no Beluga, restaurante fora do Waterfront, com boas referências e indicado pelo Tiane. Fizemos a reserva para 20 horas. Pagamos a conta do bar, que ficou em R110 (R$ 24), pegamos um táxi, cuja corrida ficou nos R50 (R$ 10,80) de sempre, e fomos arrumar a mala, pois sairíamos cedo no dia seguinte. Até aquele momento, a Akilanga não tinha avisado sobre o horário do nosso traslado para o aeroporto. Por via das dúvidas, Cláudia enviou um e-mail para a Descubra Turismo e foi informada de que sairíamos do hotel às 06:45 horas do dia 04 de janeiro. Depois que chegamos do jantar, havia um bilhete debaixo da minha porta com a mesma informação, deixada pela Akilanga na recepção do nosso hotel. Era hora de dormir, pois a natureza nos aguardava no dia seguinte.

Clock House


Cabo da Boa Esperança visto do voo de helicóptero

NOBU AT ONE & ONLY - GASTRONOMIA NA CIDADE DO CABO, ÁFRICA DO SUL

Noite de 02 de janeiro de 2014. Prontos no hall do Strand Tower Hotel às 21:40 horas para pegarmos um táxi até o hotel One & Only, localizado na vizinhança do Waterfront, onde tínhamos reserva feita duas horas antes para jantar no Nobu at One & Only, do famoso chef Nobuyuki Matshuhisa. Já havia um táxi no ponto. O carro era engraçado, pois estava adesivado com uma propaganda de um novo sanduíche do McDonald's com inspiração mexicana. No capô do táxi havia um sombrero mexicano. O preço da corrida, R50 (R$ 10,80), foi anunciado pelo taxista assim que entramos no carro. O trajeto é curto, algo em torno de dez minutos. Da velocidade em que estava, o motorista entrou na porte-cochère do hotel One & Only sem notar que havia um quebra-molas. Quase voamos e ele fez brincadeira disto. Descemos do carro. Notei que estava sem minha máquina fotográfica e sai gritando atrás do táxi. Ele parou já dizendo "não roubei nada!". Disse que achava que tinha deixado cair minha máquina quando ele passou voando pelo quebra-molas, mas não a encontrei. Mais tarde, vi que a tinha esquecido na mesa do quarto do hotel. O acesso ao restaurante fica no mesmo piso da entrada. Ele tem dois andares. Assim que nos apresentamos, fomos conduzidos para a parte de cima, uma espécie de lounge onde um bar faz sucesso. São poucas mesas neste andar, todas elas em fila encostada no parapeito com ampla visão para o salão principal do restaurante. O pé direito deste principal salão é digno de nota. A decoração é moderna, com luz em tom amarelado. Decidimos que aquela noite não seria de vinhos. Todos escolhemos drinques no cardápio de bebidas. Para começar, pedi um copo de Coca Cola (R22 - R$ 4,80) e, depois, compartilhei com Vera e Cláudia uma garrafa de 750 ml da água mineral sem gás Panna (R70 - R$ 15,20). Meu drinque foi um Nobu Mojito (R95 - R$ 20,60), feito com rum Havana Blanco, Grand Marnier, limão fresco, menta, servido em copo alto. Estava muito bom. Para o jantar, escolhemos o Chef's Special Omakase (R895 - R$ 195), o principal menu degustação, com oito pratos, sendo um deles a sobremesa. Não anotei os nomes dos pratos, o que me impede de descrevê-los pormenorizadamente aqui. Começamos com um trio de ceviches, dos quais gostei muito do feito com salmão. Depois foi servido um carpaccio de carne de boi com gergelim preto e branco, além de chips de batata doce. Não apreciei. Em seguida, bacalhau servido em pequenos pedaços junto com uma salada de folhas verdes. Achei saboroso, mas sem grande impacto no paladar. Depois veio um stinco de cordeiro, servido com vagem e uma massa de batatas. Bem temperado, cozido no ponto. O próximo prato foi uma sopa clara, que estava rala e sem sabor. Dei apenas uma colherada, deixando o restante no prato. Vegetais no vapor foi o prato em sequência, para depois vir o último prato salgado, cinco unidades de sushi. Para mim, o melhor da noite. Simples, sem invencionices, muito bom. Não quis a sobremesa. Sempre tive vontade de conhecer a comida do Nobu e fiquei um pouco decepcionado. Estávamos muito cansados do dia intenso que tivemos visitando as regiões de Stellenbosch e de Franschhoek. Solicitamos a conta, sem café. Total de R3.600 (R$ 780,60), incluída a gorjeta de 12,5%. Na saída, pedimos um táxi na portaria do hotel. Mais uma corrida sem taxímetro, quando pagamos os mesmos R50 (R$ 10,80) da ida. Era hora de descansar para desfrutarmos, no dia seguinte, de nosso último dia em Cape Town.


ceviche de salmão


sushis sortidos

Endereço: Dock Road, One & Only Hotel, Victoria & Alfred Waterfront, Cape Town, África do Sul.
http://capetown.oneandonlyresorts.com/
Contatos: +27 21 431 4511 - restaurant.reservations@oneandonlycapetown.com
Especialidade: culinária japonesa, com toques de fusion cuisine, especialmente com pratos peruanos, sob o comando do chef Nobuyuki Matshuhisa.


sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

TASCA - GASTRONOMIA NA CIDADE DO CABO, ÁFRICA DO SUL

Percorrendo a alameda de restaurantes que ficam do lado externo do shopping V&A Waterfront para escolher um local para jantar, achamos interessante a proposta do Tasca, especializado na culinária portuguesa com um toque turco. Como todos os outros restaurantes, ele estava bem cheio. Parece que somente ali havia lugares abertos para comer naquela primeira noite de 2014. A opção inicial era sentar em uma mesa na área externa, em uma esplanada em frente ao restaurante, mas não havia lugar. Até mesmo internamente estava complicado conseguir mesa. No momento em que ainda conversávamos com a hostess, uma mesa pequena ficou vazia bem na entrada. Fomos nela acomodados. Logo veio o garçom, muito simpático, nos entregar o cardápio. Era nascido no Congo, portanto, falava francês, motivo fácil para mais uma interação de Cláudia. Pedimos água mineral com e sem gás, ambas da marca Vie de Luc, sendo a primeira uma garrafa pequena (R18 - R$ 4), e a com gás com 750 ml (R38 - R$ 8,20). Mais um vinho, desta vez um tinto, elaborado com a casta shyrah, o The Ridge 2011 (R450 - R$ 98). Aroma agradável, com pouca madeira, sabor marcante, perfeito com o filé de avestruz que escolhi. Começamos com um pão típico da Ilha da Madeira, chamado no restaurante de Madeira bread (R79 - R$ 17). Veio servido quente dividido em dois grandes pedaços achatados, um com queijo de cabra e outro com manteiga de alho. Feito com farinha de trigo e batata doce, o pão era muito macio e com um sabor levemente adocicado. Muito bom. Como prato principal, escolhi um ostrich fillet steak (R209 - R$ 45,30), ou seja, um filé de avestruz com alho e folhas de louro, servido com um ovo frito, com se fosse um filé a cavalo, e batatas fritas. Dentre as opções de molho, pago à parte, escolhi o de cogumelos (R25 - R$ 5,40), totalmente dispensável para o meu gosto. Filé macio, bem temperado, no ponto certo. Uma maravilha, muito melhor sem o molho. Antes e pedir a conta, bebemos uma xícara de café espresso duplo (R28 - R$ 6,00, cada uma). Estávamos bem cansados. Assim, pedimos logo a conta, que ficou no total de R1.500 (R$ 325), já incluída a gorjeta de 12,5%. Do restaurante fomos direto para o ponto de táxi, onde conseguimos um rapidamente. Pela corrida até o hotel, o taxista nos cobrou R80 (R$ 17,30). No quarto, depois de um banho, fui navegar na internet, mas nosso roteador de wi-fi, que ficava no quarto de Vera e Cláudia, não estava funcionando. Pela primeira vez na viagem utilizei a fraca internet gratuita do hotel. Desisti por causa da lentidão. Já era hora de dormir.


Madeira bread


ostrich fillet steak

Endereço: Shop 154, V&A Waterfront, Cape Town, África do Sul.
www.tascadebelem.co.za
Contatos: +27 21 419 3009 - dine@tascadebelem.co.za
Especialidade: culinária portuguesa com toques turcos.

UMA LOTAÇÃO

Descemos da Table Mountain na esperança de logo pegar um táxi no ponto que fica em frente à bilheteria do local. Nada feito. Não havia nenhum carro lá parado. Fomos para o tal ponto, onde um funcionário nos perguntou se queríamos táxi. Com resposta afirmativa, ele apontou para onde deveríamos ficar. Em seguida, foi-se formando uma fila naquele ponto. Uma mulher sozinha logo atrás da gente, um casal e um grupo com sete pessoas. Carros de passeio também não chegavam por lá. O funcionário disse que tinha ocorrido um acidente de grandes proporções no caminho, o que paralisou todo o trânsito de Cape Town, já que coincidiu com a volta das pessoas das praias da cidade. Depois de uns vinte minutos de espera, chegou um táxi. O motorista desceu do carro para conversar com o funcionário. Ele estava de boné, camiseta, bermuda e chinelo, parecendo que saía de um boteco. Queria saber para onde nós íamos. Strand Tower Hotel era nosso destino, mas ele disse que só levaria se fosse para o Waterfront. Vera não pensou duas vezes e disse que então iríamos para lá. Sem saber o valor da corrida, entramos no carro. Os três no banco de trás. Quando já estávamos acomodados e o motorista em seu lugar, o funcionário levou a mulher sozinha que estava atrás de nós na fila e a colocou no banco da frente, sem perguntar se queríamos dividir o táxi. Apenas alegou a dificuldade de se conseguir outros táxis. Em seguida, ele pediu para Vera e Cláudia saírem do banco de trás para permitir ao casal que era o terceiro da fila também entrar no carro, no banco rebatível atrás de nosso banco. O táxi tinha se transformado em uma lotação. Com o carro cheio, o taxista arrancou, descendo a estrada. Em duzentos metros, o trânsito parou e assim ficou. Para piorar a situação, o cara tinha colocado um dvd só com clipes de reggae, ritmo que acho bem chato. Cláudia, que adora interagir, perguntou se alguém tinha se machucado ou se ferido no tal acidente. O motorista respondeu, mas nada entendemos. Mesmo no volante, ele ficou manuseando seu celular até achar umas fotos. Passou o telefone para Cláudia ver as fotos do acidente. Um carro capotado na grama ao lado de uma avenida e outro batido mais à frente eram a causa de todo o tumulto no trânsito da Cidade do Cabo. Não entendemos como aquele acidente, ocorrido ainda à luz do dia, afetava tanto o trânsito. O motorista estava impaciente e começou a utilizar a contramão para avançar, entrando em estacionamentos, saindo lá na frente, até chegar em uma avenida, virar a primeira rua à esquerda e adentrar em um interessante bairro, cheio de restaurantes e bares bacanas. Vera perguntou se não era o caso de ficarmos por ali, mas argumentei sobre a possível dificuldade de conseguir um táxi para voltar, pois não vimos nenhum ponto por onde passamos. Seguimos para o Waterfront. Para nossa surpresa, o taxista passou em frente ao nosso hotel, mas já tínhamos colocado na cabeça que iríamos, pela quarta vez nesta viagem, ao Waterfront. Ele nos deixou no local de sempre, no ponto de táxi em frente ao hotel Victoria & Alfred. Só nós três descemos do carro. O mesmo fez o taxista para cobrar a sua corrida. Ficou em R120 (R$ 26). Achamos até barato pelo que vínhamos pagando até então, pois a distância percorrida foi muito grande. Para nossa surpresa, os demais passageiros permaneceram no carro. O taxista voltou para o volante e os levou para outro destino. O relógio marcava mais de 21 horas. Todas as lojas já estavam fechadas. Restavam os restaurantes, para onde nos dirigimos. A ideia era tentar o Bahia, posto que estava fechado na hora do almoço daquele primeiro dia de 2014. Fechado também naquela horário. Escolhemos um restaurante de comida portuguesa para jantar.

TABLE MOUNTAIN - MONTANHA MESA

A Montanha Mesa (Table Mountain) é uma das sete maravilhas da natureza, conforme votação encerrada em 2011. Fica dentro da Cidade do Cabo. Sabendo das filas que se formam para subir de teleférico, Cláudia comprou nossos ingressos pela internet (www.webtickets.co.za). Como a subida pode ser interrompida a qualquer momento, fechando o acesso ao topo da montanha, por causa de ventos fortes ou de chuva, o ingresso comprado não é para um dia ou hora exata. No nosso caso, tínhamos que utilizar nossos tíquetes no período de 30/12/2013 a 13/01/2014, sempre na parte da tarde. Cada ingresso custou R205 (R$ 44,50). Escolhemos o período vespertino porque queríamos ver o por do sol lá de cima. A fila, de longe, é desanimadora, mas ela anda rápido, embora não seja um primor de organização. Enquanto esperamos, passamos por quatro antigos teleféricos que eram ali utilizados, cada um de um modelo diferente. Pegamos a fila na escada que começa na rua onde descemos da van. Nesta altura, ela estava organizada, mas quando alcançamos o último degrau, uma funcionária do local mandou todo mundo subir e se aglomerar no corredor de acesso ao hall dos elevadores. Achei totalmente desnecessária a intervenção daquela mulher. E ela nem ficou por lá. Parecia que queria apenas tumultuar o que estava direito. O sol castigava, o calor era imenso, mesmo sendo depois de 17 horas. Antes de entrar no hall dos elevadores, há aquela parada para a foto com o fundo verde, coisa que já tínhamos feito na roda gigante do Waterfront. Era a mesma empresa. Passamos batido, esperando nossa vez de subir. O elevador nos conduziu até a estação de baixo do teleférico. São dois bondinhos, um de cada lado. Enquanto um sobe, o outro desce. Eles sempre se cruzam no meio da subida. Fomos direcionados para o teleférico da esquerda, pois o outro já tinha lotação completa esperando em um cercadinho. Mostramos nossos ingressos cujos códigos de barras foram lidos, passamos a roleta e ficamos a esperar. A subida é muito íngreme e tem gente que sobe a pé! São os aventureiros e mochileiros. Cabem 65 pessoas por vez no bondinho. Ele tem forma circular, com as paredes de vidro. Teto e chão de metal. Duas janelas são abertas, local para onde os primeiros que entram correm para ficar. Nós ficamos em uma janela protegida por vidro. Assim que ele começou a subir, o motorneiro pediu para todos se afastarem das barras que circundam toda a parede, pois o chão se movia lentamente. Assim, ninguém fica "dono" de nenhum pedaço. Todo mundo tem a chance de ver a mesma paisagem enquanto sobe. Quanto mais subia, mas forte ficava o vento, amenizando o calor que sentíamos lá embaixo. Ao se aproximar da estação de cima, dá uma sensação de que o teleférico irá bater na parede de rocha logo a frente. Lá em cima, tudo é muito bem sinalizado. Há caminhos para a direita e para a esquerda da estação. Mas eles se encontram bem lá na frente. Assim, tanto faz ir para um lado ou para o outro, teremos a visão completa de tudo. Mas para ver o por do sol, o caminho a tomar é o da direita. O que primeiro queríamos era um banheiro e uma lanchonete. Há um café e uma loja de souvenir. Depois de lanchar, onde Vera comprou uma batata frita com wasabi que deixamos tudo no pacote de tão intragável que era, descemos para ver a paisagem. Vera percebeu que com sua blusa de seda e costas de fora não seria possível ficar ali. Entrou na loja e comprou um agasalho branco com capuz. Eu e Cláudia aproveitamos para comprar algumas lembrancinhas. A vista que se tem lá de cima é espetacular. Do lado direito, vemos algumas praias. Mas o mais bonito é a vista para as formações rochosas do parque, onde as nuvens ficam abaixo dos picos. Algumas vezes, passamos dentro de uma nuvem. O tempo foi mudando e o vento aumentando. Comecei a sentir muito frio. Continuamos nosso passeio, já que tínhamos que fazer hora, pois o sol se poria apenas após 20 horas. Caminhamos muito, sempre observando as rochas, o mar e as nuvens, além de parar para apreciar exemplares da flora local. Depois, com mais frio, resolvemos voltar, tomando o caminho contrário para ver a bela vista que se tem de Cape Town, incluindo uma parada para tentar, mais uma vez, identificar uma cabeça de leão no pico Lion's Head. Continuei sem ver o tal leão. Já passavam das 19 horas quando chegamos ao ponto onde iniciamos nosso passeio no topo da montanha. Era hora de procurar um lugar para apreciar o por do sol. Muita gente já estava a postos. A maioria munida de máquinas com lentes poderosas para registrar o show da natureza. Achamos um excelente local e nos sentamos em um banco de madeira, perto de um muro de pedras. O vento continuava a soprar forte. Não aguentei, voltei à lojinha e comprei um moletom. Era difícil acreditar que tinha viajado com três blusas de frio na bagagem, não ter usado nenhuma até então por causa do calor acima de 35º C que fazia diariamente na cidade, e acabar comprando um moletom. Comprei o único modelo que me serviu. Se fosse em dia normal, jamais compraria o tal modelo, que me custou R600 (R$ 130). Aproveitei que tinha voltado na loja para também comprar duas meias com estampas de bichos (uma só com leopardo e a outra com o chamado Big 5 - leopardo, elefante, leão, búfalo e rinoceronte), ao custo unitário de R66 (R$ 14). Voltei agasalhado para perto das minhas amigas. Cláudia resistiu ao frio, sem usar blusa. Ficou sentada entre eu e Vera, protegida do vento. Quando ainda esperávamos o sol se por, já em descida para o mar, ouvimos uma algazarra atrás de nós. Era um grupo de turistas chineses que acabara de chegar. Ficamos imaginando como seria para descer o teleférico, com todo mundo que estava lá no topo querendo descer na mesma hora. O por do sol realmente é bonito, mas nada do que não se vê em tantos outros lugares que tem mar. O diferencial é que a gente o aprecia de cima. Coloquei um X. Levantamos correndo, fato repetido por várias outras pessoas, assim que o sol "beijou" o mar. Ficamos na primeira turma para descer. Quando chegamos na estação de baixo, já era noite. Não havia nenhum táxi no ponto. Começava ali nossa saga para voltar para o hotel. Tema de uma outra postagem.

CITY TOUR NA CIDADE DO CABO



Conforme combinado, nosso city tour começou às 14:30 horas, saindo de frente do hotel Victoria & Alfred, que fica no Waterfront. Contratamos o serviço junto à Samsara Africa no dia anterior. Tour privativo para nós três em uma van muito espaçosa, com guia e motorista. O motorista falava só inglês e se chamava Mark, enquanto a guia era Sofia, uma moçambicana residente em Cape Town. Quando entramos no carro, ela nos perguntou o que queríamos ver, onde queríamos ir. Considero este tipo de pergunta inadequada, pois o serviço contratado era um city tour de quatro horas. Era mais apropriado ela dizer o mais comum de se ver neste tempo, se estava bom para nós. Ninguém ali sabia direito quais eram os pontos mais importantes do ponto de vista turístico para se conhecer em quatro horas. Tínhamos uma noção apenas. Falamos que queríamos ver os pontos de interesse turístico, lembrando que o combinado era terminar, após quatro horas de city tour, ao pé da Table Mountain, onde ficaríamos por nossa conta. Sofia, então, disse, em linhas gerais, o que veríamos. A seguir, os locais por nós conhecidos naquela tarde de 01º de janeiro de 2014.
Castelo da Boa Esperança (Castle of Good Hope) - a construção mais antiga existente em Cape Town, onde funciona uma base militar do exército e um museu. Por ser feriado, estava fechado para visitação. Descemos da van para fazer algumas fotos de seu exterior. Na praça em frente, fica a prefeitura da cidade, cujo prédio é do início do Séc. XX. Da sacada deste prédio Nelson Mandela fez seu primeiro discurso à nação depois que foi solto da prisão, em 1990.
Distrito 6 (District Six) - é um bairro cuja população de origem escrava foi removida de suas casas na época do apartheid. As casas foram destruídas, mas nada foi levantado no lugar. Pouca coisa restou, como os templos religiosos, alguns prédios, uma escola técnica onde hoje funciona uma universidade. Há um museu neste bairro que conta esta história, mas como iríamos conhecer o Museu do Apartheid em Joahnnesburg, não quisemos parar. Hoje, o governo começa a devolver os terrenos para os antigos proprietários em um programa de construção de moradia popular.
Hospital Grote-Schurr - só passamos em frente a este hospital onde foi realizado o primeiro transplante de coração do mundo.
Jardins da Companhia Holandesa das Índias Orientais (Company's Gardens) - outro local onde só vimos de dentro do carro. Sofia disse que o local estava degradado e sem conservação, embora o movimento estivesse grande naquela tarde de sol quente. O jardim ocupa uma grande área em bairro próximo ao centro da cidade.
Bo-Kaap - uma das áreas residenciais mais antigas da Cidade do Cabo, também é conhecida como Malay Quarter. Suas casas são pintadas com cores fortes, vibrantes, lembrando as cores do Caminito, em Buenos Aires, ou as das construções do Pelourinho, em Salvador. Embora vivam pessoas de várias origens e credos, o bairro é associado à comunidade muçulmana da cidade, especialmente os descendentes dos escravos malaios. Ao passar em uma das ruas do bairro, notamos um movimento festivo. Era uma espécie de carnaval. Descemos para conferir a festa. Um bloco descia a rua com seus integrantes fantasiados de forma igual, com forte pintura no rosto e uma fanfarra tocando um som dançante. Na cabeça de muitos dos participantes do bloco uma sombrinha muito parecida com as utilizadas no carnaval de Recife/Olinda. Até a música lembrou o carnaval brasileiro. Dançamos um pouco, posamos para fotos, tiramos fotos com um integrante da velha guarda do bloco e seguimos adiante.
Gay Quarter - logo depois de Bo-Kaap, passamos pela área gay da cidade, quando Sofia nos disse que a Cidade do Cabo é a cidade mais gay-friendly do continente africano. Suas ruas são cheias de bares, restaurantes e lojinhas descolados.
Cape Town Stadium - paramos nas imediações do estádio construído para a Copa Fifa 2010, quando tiramos algumas fotos.
Praias - passamos novamente por algumas praias que já tínhamos visto na manhã do dia anterior. Na parte da tarde, com o sol bem mais forte, estavam lotadas. Continuei a achar graça na parede humana que se formava em frente ao mar. Mesmo com muito calor, era raro ver alguém se arriscar a nadar nas águas geladas do Oceano Atlântico. Outro fator que desestimula um mergulho é o vento forte que torna o mar bravio. Subindo em direção a Signal Hill, em uma espécie de belvedere, descemos da van para tirar algumas fotos, tendo os picos conhecidos com 12 Apóstolos como cenário.
Signal Hill - é uma colina de onde se tem uma das mais belas vistas da Table Mountain. Há, inclusive, uma moldura amarela enorme onde todo mundo faz pose para se enquadrar na foto tendo a famosa montanha como background. Na estrada que conduz a Signal Hill, vimos o acesso a um pico visto de várias partes da cidade chamado Lion's Head (Cabeça de Leão). Até hoje tento enxergar uma cabeça de leão nele e não consigo. Neste mesma estrada, em uma curva aberta, muitos carros param encostados ao alambrado, pois dali se sem uma excelente vista do estádio de futebol. Fizemos o mesmo, mas sem descer do carro.
Assim que terminou a visita a Signal Hill, fomos para a Table Mountain. Tínhamos apenas duas horas e meia de tour. Achamos estranho, mas nada dissemos. Não sei se a guia não tinha entendido que a Table Mountain não faria parte de nosso city tour. Na verdade, não estávamos gostando muito da nossa guia. Chegamos ao pé da Table Mountain perto de 17 horas. Já tínhamos ingresso comprado, via internet, ainda no Brasil. Pulamos, pois, a fila da bilheteria, seguindo direto para a que se formava para entrar no teleférico que nos conduziria ao topo da montanha. Sofia desceu, dizendo que daria toda a assistência até a nossa entrada no teleférico. Uma fila de táxi no local nos tranquilizou quanto a nossa volta. Pagamos a ela o preço combinado com Tiane pelo city tour, ou seja, U$ 250. Quando estávamos na fila, ela nos disse que poderia subornar um funcionário do local para a gente entrar como cadeirantes em uma acesso exclusivo para pessoas com deficiência. Fingi que não escutei aquilo. A partir deste momento, pouco falei com ela. O mesmo fizeram Cláudia e Vera. Pareceu uma coisa natural, que ela oferece sempre aos turistas que conduz. Achei um absurdo. Recusamos veementemente, permanecendo na fila como todos os demais turistas. Ela ficou conosco até entrarmos no teleférico, o que demorou apenas uns vinte minutos. Terminava ali um city tour de 4 horas que durou, com aquela espera na fila, apenas 3 horas. Às 17:30 horas subimos a Montanha Mesa. Achei interessante os pontos que visitamos, mas ficou aquele gostinho de quero mais.