No período de 26 de janeiro a 21 de fevereiro de 2022 esteve em cartaz no CCBB BH o Festival Rock Brasil 40 Anos.
1. Exposição "Acervo de Fotos Cristina Granato Rock Brasil 40 Anos" - montada no foyer do Teatro I, a exposição trouxe fotos tiradas pela fotógrafa Cristina Granato ao longo das últimas quatro décadas de figuras importantes do rock, tais como Rita Lee, Erasmo Carlos, Serguei, Cazuza, Renato Russo, Arnaldo Antunes, Dinho Ouro Preto, Frejat, Fernanda Abreu, Júlia Freitas, Evandro Mesquita, Toni Platão, Affonsinho, Paula Toller, George Israel, Leoni, Cássia Eller, Barão Vermelho, Titãs, Hanói Hanói, Kid Abelha, Paralamas do Sucesso, João Penca e Os Miquinhos Amestrados, Paulo Ricardo, Nando Reis, Leo Jaime, entre outros.
2. Cássia Eller, O Musical - foi o único espetáculo que já tinha visto antes, exatamente há oito anos no CCBB de Brasília. Tacy de Campos, atriz/cantora, incorpora Cássia Eller em um poderoso musical.
3. Fernanda Abreu - trouxe um show com seus sucessos, lembrando os tempos de Blitz, quando cantou A Dois Passos do Paraíso. Mostrou muita disposição e elasticidade corporal, mesmo com 60 anos de idade. Ao final, transformou o teatro em uma pista de baile funk.
4. Evandro Mesquita - montou uma banda exclusiva para os shows do festival, cantando músicas em inglês que o influenciaram em sua carreira musical. Embora o show tenha sido bom, frustrou a maioria dos presentes ao cantar apenas duas canções da Blitz (Saquarema e A Dois Passos do Paraíso).
5. Cabeça, Um Documentário Cênico - musical/teatro calcado no disco icônico Cabeça, dos Titãs, lançado em 1986. Potente e político. Pena que o teatro tinha apenas um terço de sua ocupação.
6. Barão Vermelho - com novo vocalista, Rodrigo Suricato, fez um show de rock dançante e vibrante. Não deixou ninguém sentado a partir da terceira música. Homenagens a Cazuza e a Frejat. Cantou Legião Urbana.
7. Paulinho Moska - show acústico, só Moska e violões (que foram feitos com madeira recuperada do incêndio do Museu Nacional do Rio de Janeiro). Foi o show mais intimista de todos que vi, recheados de seus sucessos. Falou sobre a Inimigos do Rei, da qual fez parte, mas não cantou nenhuma música da banda. No bis, prestou homenagens a Cazuza e a Renato Russo.
8. Arnaldo Antunes - como sempre, foi um show ótimo. Arnaldo é um showman, nasceu para o palco. Com aquele jeito de tímido, preenche o palco e domina a plateia. Sucessos dos Titãs, da carreira solo e dos Tribalistas.
9. Paulo Ricardo - o show com a plateia mais histérica. Mulheres e homens não paravam de gritar lindo, gostoso, casa comigo. Paulo Ricardo adotou de vez o ventilador a la Beyoncé soprando suas madeixas enquanto canta. No setlist, sucessos do RPM, de sua carreira solo, de Cazuza, de Renato Russo e alguns sucessos internacionais.
10. Leoni - show cortesia oferecido pela Pek Produções para o CCBB que convidou os que mais frequentaram o festival. Foi um show gostoso, com muitos sucessos do Kid Abelha e do Heróis da Resistência. Na entrada do show, cada espectador convidado ganhou uma sacola de presente contendo uma camiseta Osklen com a logo do festival (tamanhos aleatórios, a minha foi do meu tamanho exato), um fone de ouvido tipo os do iPhone e um copo de 550 ml com a marca do festival.
11. Leo Jaime - para mim, o melhor show. Foi a primeira vez que o vi em um palco. Cantou seus maiores sucessos, especialmente os do primeiro disco. Simpático, dançou, cantou sucessos de outras bandas da mesma época, contou casos, driblou bem a situação quando houve um descompasso entre ele e a banda. Colocou a galera para dançar no terço final do show.
12. João Penca e Os Miquinhos Amestrados - show mais irreverente, marca registrada da banda, com um público fiel de longa data, pois a maioria dos presentes acompanhava todas as músicas, algumas cantadas a plenos pulmões.
