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quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

48 HORAS

Nestes últimos dias me veio uma necessidade de meus dias terem quarenta e oito horas...

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

domingo, 6 de dezembro de 2009

KAÁ


Fechamos com chave de ouro a estadia em São Paulo. Folheando a revista Veja São Paulo Comer & Beber 2009-2010, achei interessante a descrição do restaurante Kaá (Avenida Juscelino Kubitscheck, 279, Vila Olímpia), fiz a reserva para cinco e fomos almoçar no horário marcado: 13:30 horas. O restaurante é lindo, com uma parede enorme de plantas do chão ao teto, especialmente samambaias. Há um espelho d'água logo na entrada. O teto é retrátil. Muitos empregados, com serviço eficiente. Os pratos são muito bem servidos. Escolhi uma costela de vitela, acompanhada de legumes e farofa de limão siciliano. A farofa é dispensável. A carne estava tenra, rosada por dentro, com tempero maravilhoso. Os legumes estavam no ponto. O vinho escolhido foi o Prima, da região de Toro, Espanha. Harmonizou muito bem. Todos ficaram satisfeitos com a escolha. Tarde agradabilíssima.

Hora de voltar a Brasília.

L'ATELIER SÃO PAULO


Noite: expectativa em torno do restaurante L'Atelier São Paulo (Rua Padre João Manuel, 1.055, Jardins), cuja reserva fizemos há quinze dias atrás. Fui a pé, pois é bem próximo do hotel. De cara, não gostei da decoração, com paredes negras no ambiente onde antes era o bar. Garçons despreparados. Conversavam bem próximos a nossa mesa. Um deles perguntou ao outro o que era acelga. A resposta foi uma pérola: "uma espécie de couve". O uniforme dos atendentes é escuro e feio. O material do uniforme exala um cheiro ruim. À medida que o tempo passou, o cheiro que exalava dos uniformes se misturou ao suor de quem os usava, ficando pior. Muitas opções da carta de vinhos não constavam na adega. Um furo lastimável para um restaurante com poucos meses de vida. Os banheiros, também escuros, não são separados por sexo, mas isto o cliente tem que descobrir, pois não há avisos e ninguém informa. Para piorar, dos quatro reservados, dois estavam sem luz. Um deles, com iluminação, tinha um cheiro de mofo muito forte. Para enxugar as mãos, guardanapos de papel, dos menores que existem no mercado. Com relação ao cardápio, muito enxuto. As entradas não chamaram a atenção de ninguém da mesa. Era difícil ler o que estava escrito, pois não havia iluminação suficiente na mesa. Pedimos uma lanterna e não havia nenhuma na casa. Tive que ler o cardápio em voz alta para os amigos que ficaram nos locais mais escuros. Parte do satff da casa estava muito acelerado, apressados, arrumando mesas e conduzindo clientes às mesas. Houve um momento que achei que era uma performance acontecendo ao meu lado, pois os pivôs tipo passarela foram muitos. Pelo menos o meu prato, uma paleta de cordeiro com cuscuz estava saboroso. Estranhei apenas o fato de uma paleta de cordeiro ser servida sem osso. Não quis sobremesa, apenas um café descafeinado. Lembro que em torno deste restaurante houve uma confusão, pois anunciaram que o famoso chef francês Joel Robuchon abriria uma filial de seu L'Atelier no Brasil. As revistas e colunas de jornais especializadas em gastronomia já esclareceram que não há ligação entre este estabelecimento e o famoso francês. Saí com a certeza de que não volto. Coloquei um X bem grande nesta opção. Decepção é o sentimento que ficou no nosso grupo.

sábado, 5 de dezembro de 2009

SÁBADO EM SÃO PAULO

Manhã: dedicada ao sono e café da manhã no hotel.
Tarde: dedicada ao Shopping Iguatemi. Compras, almoço e cinema.

Almoçamos no ganhador do prêmio da revista Veja São Paulo Comer & Beber 2009-2010 como o melhor restaurante de comida rápida. Fila de espera de meia hora no Ráscal. Enorme buffet de salada e de massas pelo preço de R$47,00. Só o buffet de saladas já é o suficiente. Foge do trivial, com pratos bem elaborados. Optei por pouca salada para saborear uma massa, um fettuccine na manteiga com polpetone. Muito saborosos. O atendimento foi ótimo. Para encerrar, todos pediram uma fatia da torta de maçã, pois logo que entramos, vimos a bela torta exposta que nos fez lembrar das tortas da Vovó Donalda, das revistinhas em quadrinhos da Disney. A torta é levada ao forno e vem acompanhada de sorvete de creme. Troquei o sorvete por creme inglês. A torta por si só já é o suficiente e muito melhor do que a do restaurante Gero que comi na noite anterior.

Saímos do restaurante e fomos direto para o piso do cinema. Guichê especial para clientes do cartão de crédito que possuo. Lugar marcado. O filme escolhido, cujo ingresso será mostrado no check out do hotel para garantir a diária cultural, é o novo trabalho de Pedro Almódovar, Abraços Partidos (Los Abrazos Rotos), produção espanhola de 2009. No elenco a sempre bela Penélope Cruz. Gosto de todos os filmes de Almódovar e com este não foi diferente, embora tenha achado o mais triste de todos. Penélope Cruz está, na maioria das cenas, com semblante triste ou preocupado. A história é de superação, mas feridas abertas vão ficando ao longo do caminho. Há um filme dentro do filme. Fiquei muito curioso, pensando se veríamos na tela o desfecho do filme Garotas e Maletas, cuja atriz principal, Magdalena, é vivida por Cruz. Os elementos característicos dos filmes do espanhol estão presentes: cores vibrantes no filme que está sendo rodado, atrizes preferidas do diretor, religião, homossexualidade, paternidade desconhecida, a paixão, o sexo. Gostei bastante.

Noite: expectativa em torno do restaurante L'Atelier São Paulo (Rua Padre João Manuel, 1.055, Jardins), cuja reserva fizemos há quinze dias atrás.

A LOBA DE RAY-BAN


A bandeira Mercure da Rede Accor tem uma diária cultural. Basta fazer a reserva desta promoção pela internet e, ao fazer o check out, apresentar ingresso de um evento cultural em São Paulo. Pode ser de teatro, cinema, show, circo, museu, enfim, qualquer manifestação artística paga. Já sabendo disto, comprei os ingressos para nós cinco pela internet para a peça A Loba de Ray-Ban (R$80,00 a inteira + R$13,00 de taxas), em cartaz no Teatro Shopping Frei Caneca (Shopping Frei Caneca, sexto andar). Texto de Renato Borghi e direção de José Possi Neto. O texto foi escrito para um papel masculino, já encenada, com sucesso, por Raul Cortez. Aqui, o texto foi adaptado para um papel feminino, vivido por Christiane Torloni. No elenco estão também Leonardo Franco e Maria Maya. O teatro não estava cheio, muito antes pelo contrário. Pontual, a peça começou às 21:30 horas (horário de grande parte das peças às sextas-feiras na capital paulista). Em meio à encenação de Medeia, a atriz Júlia Ferraz (Torloni) abandona o texto para tirar satisfações com o ator Paulo Franco (Leonardo Franco), seu ex-marido, vivendo o papel de Jasão. Sobre também para a outra atriz na peça, Fernanda Porto (Maria Maya). Em idas e vindas no tempo, Júlia faz uma reflexão de seus amores e companheiros de cama, e de sua bissexualidade. O cenário é grandioso, refletindo o palco e a casa de Júlia Ferraz. O trio central está muito bem no palco. Nunca tinha visto Leonardo Franco em cena e me surpreendeu, especialmente pela capacidade de passar um cinismo nas expressões faciais. Maria Maya, fazendo jus à genética (é filha de Cininha de Paula e Wolf Maya), me surpreendeu em cena, pois o pouco que vi desta atriz foi em pequenos papeis em novelas televisivas. Em cena, é forte, segura, encarna a personagem muito bem. Christiane Torloni dá um show. Optou por uma voz mais grave e com o figurino todo preto, mostra o clima em que vive sua personagem. O gestual é ótimo. Ela está bem solta nas cenas de sexo com Maria Maya, incluindo um rápido beijo na boca. Vê-se a mão do diretor nas marcações e na movimentação de palco. O ponto negativo ficou por conta de um grupo na plateia que se sentou perto de mim. Eram dois homens e três mulheres, todos na casa dos cinquenta anos. Falavam alto e faziam comentários desagradáveis, especialmente na cena em que Torloni abre a blusa de Maya e a beija nos seios. Despreparados para o texto.

Gostei muito do que vi. De lá, obviamente, fomos jantar. E depois de muito adiar, enfim, conheci o restaurante Gero (Rua Haddock Lobo, 1.629, Jardins), da família Fasano. Chegamos depois de 23:30 horas e ficamos em fila de espera, mas logo fomos acomodados em uma mesa redonda para cinco. Especialidade da casa são os pratos da culinária italiana. Preferi pedir algo diferente de massa. Pedi uma codorna recheada de presunto de parma, envolvo em uma fina camada de pancetta. Acompanha uma polenta mole com molho de tomates frescos. Era o menor prato da mesa, mas fiquei satisfeito. Gostei mais da polenta, bem leve, do que da codorna, pois o presunto de parma dá um sabor forte e meio amargo à carne. Para acompanhar, pedimos primeiro um vinho italiano e depois um português, ambos tintos. Para sobremesa, pedi uma torta de maçã quente acompanhada de sorvete. A torta chegou rápido e não estava quente. Já comi melhores em restaurantes menos sofisticados. Finalizei com um café descafeinado, já perto de duas horas da manhã.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

SEXTA-FEIRA LIVRE EM SÃO PAULO

Como os trabalhos de especificação do sistema terminaram na quinta-feira, ficamos com a sexta-feira livre. Dormi até mais tarde. O último cálculo renal que ainda está no meu lado direito dá sinais de vida. Como já está bem baixo e é pequeno, sinto mais incômodo do que cólica. Tomo muito líquido. Já no final da manhã, vamos de metrô, à Fnac Paulista, onde pego os ingressos para o Reveillon Enchanté em Salvador e as entradas para a peça de logo mais à noite. Meus amigos esqueceram o número da senha para pegar os ingressos do reveillon.

Voltamos a pé pela Avenida Paulista. Paramos no Centro Cultural FIESP - Ruth Cardoso (Avenida Paulista, 1.313) para conferir a exposição de pinturas e esculturas Arte Colombiana 1948-1965, organizada pelo Museu Nacional da Colômbia e Associação de Amigos do Museu Nacional. Tenho pouco conhecimento de artistas plásticos colombianos, me vindo à memória apenas o nome de Botero. Esta exposição foi uma oportunidade de ver trabalhos de outros artistas, além de pinturas de Fernando Botero, incluindo da fase em que ele não pintava seus famosos gordinhos. Gostei muito da exposição, especialmente das obras de Alejandro Obregón. Continuamos a andar pela Avenida Paulista debaixo de um chuvisco. Paramos na Livraria Cultura do Conjunto Nacional e seguimos para o hotel. Fechamos as malas. Check out. Andamos três quarteirões com nossas malas. Chegamos ao Mercure Jardins, o hotel onde passaremos o final de semana. Check in. Saímos novamente.
Decidimos, depois de muito exitar, almoçar por perto. Descemos a pé até o restaurante A Figueira Rubayat (Rua Haddock Lobo, 1.738, Jardins). Gosto muito deste local. Sentamos em uma das várias mesas debaixo da enorme figueira que se espalha por todo o restaurante. Serviço de primeira. Couvert excelente. Pães maravilhosos. Vinho branco espanhol para acompanhar um arroz da praia (arroz e frutos do mar). Prato caro. Sabor mediano. Café e conta paga, hora de bater pernas, ver vitrines e fazer compras. Tarde toda na região da Rua Oscar Freire. Já eram mais de 18 horas quando retornamos ao hotel. A noite chega e com ela a turma está completa. Somos cinco para desfrutar um final de semana cultural e gastronômico em São Paulo.

REFLEXOS DE UM TEMPORAL

Depois do aguaceiro que caiu em São Paulo, eu, Ro e Emi decidimos sair. Muita enxurrada pelo caminho. Entramos na estação Consolação do metrô e o fluxo de pessoas era muito além do normal. Os vagões estavam abarrotados de gente. O trem circulava em velocidade reduzida e a cada parada, mais pessoas se amontoavam. Houve um momento em que me senti flutuando, sem os pés no chão. Descemos, ou melhor, fomos empurrados para fora na estação Paraíso para fazer uma baldeação. A quantidade de gente na plataforma era inacreditável. Entramos num bolo e ali ficamos. A cada trem que chegava, o bolo andava em meio a cotoveladas e empurrões. Passaram seis trens. Conseguimos entrar no sétimo trem. Apinhado, com odores horríveis de final de expediente. Descemos na estação Sé para nova baldeação. Esperava mais gente, mas para minha surpresa, estava mais tranquilo, embora cheio. Pegamos novo metrô e descemos em nosso destino, a estação Santa Cecília. Todo este esforço foi em vão, pois não fomos felizes em nossa escolha para a noite de quinta-feira. Decidimos jantar. Não tínhamos nenhum endereço de restaurantes que ainda não conhecíamos na cidade. Andando pelo bairro, encontramos uma lan house. Com apenas R$1,00 para acesso à internet, conseguimos o telefone de um restaurante bem próximo de onde estávamos, pois o trânsito estava bem lento por causa das chuvas. Pegamos um táxi e chegamos ao Sal Gastronomia (Rua Minas Gerais, 350, Higienópolis), do chef Henrique Fogaça, ganhador de alguns prêmios de gastronomia. O local é pequeno, com poucas mesas em frente à cozinha envidraçada. Ambiente jovem, com atendimento simpático. De entrada, uma excelente bruschetta de polvo. De prato principal, pedi um cupim acompanhado de farofa de bananas e mandioca cozida. Depois de dez dias sem beber nada de álcool, brindei a noite com um bom vinho tinto francês. O meu prato estava bem apresentado, mas não gostei do cupim. Achei duro. A farofa de banana estava saborosa, com um leve toque de pimenta. Terminei com um belo café expresso descafeinado. Como o restaurante ficava exatamente no final da Avenida Paulista, voltamos a pé para o hotel.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

TRABALHO EM SP - DIA 4

Manhã com vento. O calor dos dias anteriores ficou amenizado. Detesto acordar cedo e depois de três dias levantando às 07:30 horas, meu corpo não obedeceu aos comandos do cérebro e fiquei um pouco mais na cama. Os trabalhos estavam adiantados, motivo pelo qual um pequeno atraso para começar o batente nesta quinta-feira não teria problemas. Só atrasamos meia hora, o que nos facilitou a ida de metrô, mais vazio. Trabalhamos direto, revisando todas as especificações e demandas dos três dias anteriores, além de priorizar cada demanda. Exaustivo o trabalho, mas concluso. Todos se despedem. Três resolvem almoçar. Escolhemos um restaurante perto do hotel que estamos. Pegamos um táxi. O restaurante escolhido é de comida peruana. Quando o táxi para na porta, descobrimos que ele só funciona para jantar nos dias de semana. Proponho um restaurante italiano nas proximidades. Meus colegas de trabalho aceitam.

Chegamos ao Zucco (Rua Haddock Lobo, 1.416, Jardins). Há menu executivo, mas prefiro escolher um risoto de shitake e queijo brie. Atendimento bom, mas ao ser perguntado, o garçon se alongava na resposta. Perguntamos se tinha vinho em meia garrafa. Ao invés de simplesmente responder negativamente e oferecer as opções da casa, garrafa e taça, fez uma longa introdução, começando com um "então". O risoto é bem apresentado, mas a quantidade é pequena, diferente de outras casas italianas de São Paulo onde já experimentei esta iguaria. O sabor estava insosso. O sabor do queijo brie estava perdido. Sem sobremesa, encerrei o almoço com um café descafeinado Illy. Voltamos para o hotel. Um amigo chega de Brasília e nosso quarto passa a ser triplo. Cai um temporal.

ALLEZ, ALLEZ!


Noite de quarta-feira. Reserva para o jantar confirmada no restaurante Allez, Allez! (Rua Wizard, 288, Vila Madalena). Excelente e premiado bistrô no descolado bairro Vila Madalena, local repleto de bares transados, ateliers de artistas plásticos e lojas de decoração. O restaurante fica em um sobrado antigo, com uma pequena varanda logo na entrada, um salão com piso hidráulico daqueles iguais aos que ornavam as casas de nossas avós, onde ficam as mesas. A decoração remete aos bistrôs parisienses, sem muita frescura e bem claro. O chef Luiz Emanuel passeia pelo salão, cumprimentando os comensais. Muitos me pareceram habitués. Serviço eficiente. Todas as perguntas que fizemos foram esclarecidas pelos garçons e pelo maitre da casa. Menu enxuto com clássicos da cozinha francesa. O couvert tem tomates em cubos adocicados muito bons. Não se percebe que é tomate. Tivemos que perguntar o que era. Optei por uma salada verde com molho pesto e queijo de cabra quente como entrada. Delicioso. Mas o melhor foi o prato principal, uma coxa de pato confit em leito de purê de feijão branco. Uma releitura do cassoulet. Leve e marcante. Adorei. Não quis sobremesa, apenas um café descafeinado para fechar a bela noite.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

TRABALHO EM SP - DIA 3


Quarta-feira, 02 de dezembro. O dia amanhece mais fresco. Novamente Metrô. Luz. Mais especificações de sistema. Pausa para almoço. Vamos a pé até perto do Mosteiro São Bento para almoçar no Jacob (Rua Florêncio de Abreu, 65, Centro), intitulado o árabe mais tradicional de São Paulo. O trajeto até lá passa pelas imediações da 25 de Março. Há um mundaréu de gente. Compras natalinas. O restaurante é simples e fica no segundo piso de um sobrado, com um pé direito alto. Sistema self-sevice por quilo. Comida árabe. Donos libaneses. Mais de cinquenta anos de existência. Todas as opções de pratos árabes, frios e quentes, estão disponíveis no buffet. Coloquei um pouco de cada prato que gosto: quibe frito, kafta, charuto de folha de uva, tabule, beringela recheada, pasta de grão de bico, salada de fava. Tudo ótimo, com excelente tempero. Voltamos pelo mesmo trajeto para o batente. Na hora de encerrar os trabalhos, muita chuva. Chamamos um táxi. Voltamos para o hotel, parando antes no Shopping Frei Caneca para pegarmos os ingressos, comprados pela internet, da peça de teatro que vamos na sexta-feira. Em vão. Necessário a apresentação das carteiras de estudantes de dois amigos que só chegam na sexta-feira. Ainda chovendo, novo táxi para o hotel.

SUBA CONNECTIONS



Terça-feira. Noite. Show no Sesc Pompeia (Rua Clélia, 93, Perdizes). Ingresso (R$32,00) comprado no final da tarde no Sesc Paulista. Sem maiores informações sobre o show. Sabíamos apenas que haveria participação especial de Marisa Orth e Edgar Scandurra. Ro insiste em irmos de transporte coletivo. Pesquisamos na internet, em mapas e ligamos para o local do show. Necessário pegar metrô e ônibus. Anotamos tudo. Metrô linha verde, em direção à Vila Madalena, estação na qual descemos. Avenida Heitor Penteado, 1125 era a indicação da parada de ônibus. Há um terminal logo na saída do metrô. Ninguém que trabalhava no terminal sabia informar onde podíamos tomar o ônibus 828P-10 em direção à Barra Funda. Vimos uma banca de revistas e obtivemos a informação. Ficamos na parada e logo chegou nosso ônibus. Passagem a R$2,30. Pedimos ao trocador para nos indicar quando estivesse perto da Avenida Pompeia com Rua Turiassú, conforme indicação do Google Maps. O ônibus sai da avenida à direita e faz o retorno. O trocador pergunta o local que queríamos descer. Dissemos. Ônibus errado. Aquele estava indo para a Lapa. A direção era a oposta. Cruzamos a mesma avenida e descemos no primeiro ponto, mesmo local para tomarmos o coletivo correto. Pagamos R$2,30 para atravessar a avenida. Rimos muito. Logo veio o ônibus. Descemos no local indicado. Andamos poucos metros e chegamos ao Sesc Pompeia. Enorme, bonito, com vários espaços, desde teatros, salas de exposição, complexo esportivo, chopperia, restaurante, lanchonete, consultório dentário. Tudo isto alocado em uma antiga fábrica. O teatro é amplo, com o palco no centro e duas arquibancadas nas laterais opostas, formando uma espécie de V. O show começa no horário marcado, 21 horas. Bem cheio, mas não lotado. Ao ler o folder, vimos que o show era um tributo ao músico e produtor Suba, morto em um incêndio há dez anos em São Paulo. Iugoslavo, teve importante participação na produção de discos de vários intérpretes da música brasileira, colocando elementos eletrônicos em seus álbuns. Foi um show longo, com três horas de duração. Estava sendo gravado para integrar um documentário sérvio-brasileiro sobre o homenageado. Marisa Orth era a mestre de cerimônia, fazendo suas piadas, apresentando as atrações com galhardia. Foi uma surpresa para nós a mistura de cantoras no palco, além de apresentações de uma cena de uma peça teatral, de uma performance, de uma leitura de uma letra de música e o Oscar Quiroga, o astrólogo, falando sobre Suba. Pela mistura, o que previ no início, se concretizou. Não havia um padrão de qualidade. Houve apresentações chatas, outras fantásticas. Oscar Quiroga parecia um padre ou pastor fazendo pregação. Imagine colocar no mesmo evento Marisa Orth, Edgard Scandurra, Kátia B, Taciana Barros, Paulo Lepetit, Vange Milliet, DaLua, Marcelo Rubens Paiva, Marina Lima e Daniela Mercury. Todos se apresentaram, entre outros, e falaram sobre a relação que tinham com o homenageado. Fiquei feliz ao ver Marina Lima no palco cantando, de sua autoria, Uma Antiga Manhã, com sua voz novamente em forma. O melhor da festa foi a apresentação de Daniela Mercury, quando interpretou Samba da Benção (Vinícius de Moraes e Banden Powell), com um arranjo eletrônico, diferente do já gravado por Bebel Gilberto. Outro ponto alto foi a entrada de Marcelo Rubens Paiva no palco para ler uma letra que fez por insistência de Suba e Taciana Barros, cantora que entrou em seguida para mostrar a letra musicada. Achei esta apresentação ótima. Não gostei das intervenções de Quiroga e das apresentações de Luisa Maita e de Vange Milliet. Esta última cantou Os Inclassificáveis (Arnaldo Antunes) e a comparação com a gravação de Ney Matogrosso foi inevitável, muito mais forte com ele. Ao final, todos se juntaram no palco para cantar Um Olho Na Ponta dos Dedos (Edgard Scandurra e Arnaldo Antunes), numa grande confraternização. Este clima de festa confirmou o que pensei durante o espetáculo: os artistas estavam ali para uma grande festa entre eles. O público era plus, fato evidente na escolha da produção em colocar panos semitransparentes cobrindo as laterais do palco. Tais panos eram usados como telas para projeção de vídeos sobre Suba, mas atrapalharam a visão da plateia durante todo o show.


Saímos do show e pegamos um táxi em direção ao hotel, quando resolvemos comer algo. Perto do hotel, decidimos pela Lanchonete da Cidade (Alameda Tietê, 110, Jardins). Já conhecia esta ótima lanchonete e pedi o sanduíche da casa, um Bombom com queijo e ovo frito. Saciada a fome, voltamos para o hotel. Já era mais de uma hora da madurgada de quarta-feira. O trabalho nos aguardava na manhã de quarta-feira.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

DIA MUNDIAL DE COMBATE À AIDS


1º de dezembro - Dia Mundial da Luta Contra a Aids

TRABALHO EM SP - DIA 2


Dia nublado. Calor abafado. Metrô. Luz. Mais especificações. Encontro com o antigo chefe de equipe que desenvolve nosso sistema. Pausa para almoço. Todos vamos almoçar no restaurante Terra de Santa Cruz (Mercado Municipal Paulistano - Piso Superior). Excelente atendimento. Pratos chegam rapidamente à mesa. Pedi um bacalhau ao forno acompanhado de legumes na manteiga. A posta de bacalhau assada estava fantástica, com o tempero no ponto. Nada de sal excessivo. O prato é bem servido. Passamos uma hora no restaurante, saboreando nossos pratos e conversando sobre viagens. Volta aos trabalhos. Final da tarde com a cabeça rodando de tantos detalhes decorrentes da especificação. Metrô. Eu e Ro descemos na estação Brigadeiro para comprarmos entrada para um show no Sesc Pompeia. Bilheteria do Sesc Paulista. Entradas compradas. Chuva. Novamente no metrô. Hotel. Descanso.

RESTAURANTE ACRÓPOLES


Na saída do cinema, com fome, descemos os Jardins para jantar. Proponho o Restaurante Acrópoles (Rua Haddock Lobo, 885, Jardins) e Ro aceita. A casa é uma filial do mais antigo restaurante grego de São Paulo, localizado no Bom Retiro. Nos Jardins, está em uma casa de três andares, com mesas no segundo e no terceiro pisos. Ficamos no segundo piso, com uma grande fotografia de uma cidade grega com as casinhas brancas fixada em uma das paredes. No teto, panos listados de azul e branco. Ao sentar, o garçon nos informa o sistema da casa. Há cardápio apenas para indicar os preços, pois os pratos podem variar diariamente. Para saber os pratos do dia é aconselhável ir até a cozinha. Na verdade, não se entra na cozinha. Vamos até uma parede de vidro, vemos os vários pratos já prontos em grandes tabuleiros e nos informam sobre cada um. A tradicional moussaka está presente. Pedimos para começar a entrada completa, com pastas de grão de bico, coalhada com pepino, coalhada com alho, beringela e polvo no vinagrete. Todas fantásticas. Pão francês acompanha a entrada. Como prato principal, pedimos a moussaka. Ótima. Bom tamanho, bem feita, com um tempero especial. Adorei o jantar.