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domingo, 16 de janeiro de 2011

SUMMER SOUL FESTIVAL - MIRANDA KASSIN & ANDRÉ FRATESCHI

O primeiro show do Summer Soul Festival ficou por conta da dupla Miranda Kassim & André Frateschi. Acompanhados de uma grande banda, todos com figurino e visual retrô, remetendo aos anos cinquenta. Todas as músicas executadas foram em inglês. No repertório houve desde músicas das décadas de 50 e 60, até uma performance eletrizante para Toxic, sucesso de Britney Spears. André Frateschi estava elétrico no palco. Corria de um lado para outro, jogava camisetas para o público, dançava muito, brincava com os músicos. A plateia que ia devagar preenchendo os espaços dançava, mostrando que estava pronta para a maratona de shows. Miranda Kassim entrou com um penteado com topete, talvez porque tanto Janelle Monáe quanto Amy Winehouse cantam com seus topetes característicos. Foi uma homenagem às cantoras internacionais que também eram parte da programação da noite. Gostei do show. Foi um ótimo esquenta. Abaixo, fotos tiradas por mim durante o show.


Miranda Kassin e seu topete


O telão era uma telinha e chegou a apresentar problemas durante os shows


O performático André Frateschi


A dupla Miranda Kassin e André Frateschi durante a performance de Toxic


André Frateschi durante seu show

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

INVERNO DA LUZ VERMELHA

 100,35




Primeiro ato: inverno, Amsterdã, um quarto de hotel, uma prostituta, um machão músico e um escritor nerd. Um triângulo amoroso inusitado. Interpretações explosivas, texto banal.
Segundo ato: verão chuvoso, São Paulo, uma quitinete, a mesma prostituta, o mesmo machão músico e o mesmo escritor nerd. Continua o triângulo amoroso inusitado, só que sem a presença dos três juntos em cena. Interpretações contidas, texto forte.
O texto acima reflete a minha impressão sobre a peça Inverno da Luz Vermelha em cartaz no Teatro I do CCBB de Brasília. Escrita por Adam Rapp, com tradução de Eduardo Muniz e Ricardo Ventura, a peça é encenada em dois atos em 120 minutos pelos atores André Frateschi (Davi), Marjorie Estiano (Cristine/Cristina/Ana)  e Rafael Primot ( Mateus). A direção é de Monique Gardenberg, cenários de Daniela Thomas e iluminação de Maneco Quinderé. A troca de cenários é feita entre os dois atos com as cortinas abertas e luzes acesas, em um coreografado trabalho das pessoas que ficam nos bastidores da cena. Daniela Thomas utilizou muito material de demolição para compor os dois ambientes onde se desenvolve a história. Há dois números musicais no primeiro ato para aproveitar os dotes de cantores de Estiano, que dança sensualmente enquanto canta uma música francesa, e de Frateschi, que toca guitarra e canta uma canção em língua inglesa.
O teatro tinha um bom público, embora não estivesse lotado. Percebi que um senhor sentado ao meu lado ficou incomodado com os diálogos do primeiro ato, recheados de palavrões, e com a cena de estrupro no segundo ato. Quando terminou, ele aplaudiu protocolarmente.
Os três personagens são densos e tem como caraterística comum o fracasso em seus desejos e planos de futuro.  O final é bem emblemático. Cada um acaba longe do outro, sem perspectivas na vida. Uma peça para refletir. A direção de Gardenberg é segura, especialmente quando altera a performance dos atores nos dois atos, deixando-se mais soltos na primeira parte do texto e mais contidos na parte final. Gostei muito.