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quarta-feira, 20 de maio de 2009

MAIS UM PRATO DO FESTIVAL



Para espairecer um pouco, resolvo sair para comer uma pizza com Ric. Escolhemos a nossa pizzaria preferida, Valentina Pizzaria (SCLN 214, Bloco A, loja 9, Asa Norte). Como a pizzaria também participa do festival Brasil Sabor 2009, escolhemos a opção do certame gastronômico, ou seja, Pizza de Bacalhau em Lascas (molho de tomate, muçarela, lascas de bacalhau, cebola roxa assada, cebolinha verde e azeitonas pretas - 6 fatias - R$42,20). É meu décimo prato do festival. Gostei da pizza, embora não bate as minhas pizzas preferidas do local (uma com berinjela e outra com alho poró e mascarpone). Antes da pizza, como em todas as vezes anteriores, pedimos uma fatia do pão de calabresa, simplesmente sensacional. Para acompanhar, um belo vinho tinto nacional, Casa Valduga Premium Merlot (R$57,00). Uma hora no restaurante foi o bastante para dissipar um pouco o mau humor.

Música do dia: Paralamas do Sucesso, em seu novo cd Brasil Afora.

DESCULPAS PARA KITTY


Estou em linha de colisão comigo mesmo. Nada está bom. O que será? Mau humor ao cubo, ou melhor, ao infinito.
Manhã: auditório do Parlamundi, no templo da Legião da Boa Vontade. Fui falar sobre a secretaria onde trabalho para a turma de novatos que ingressou no ministério nesta semana.
Resolvo almoçar sozinho hoje. Vou ao Bar Brasília (SRS 506, Bloco A, loja 14, Asa Sul), desta vez, bem vazio, diferente da última sexta-feira, quando tentei almoçar lá com minha chefe. É lógico que escolhi o prato do festival Brasil Sabor 2009: Polenta Mole com Frutos do Mar (frutos do mar cozidos no vapor com temperos especiais e vinho branco servidos em cima de uma polenta mole - R$42,20). Os frutos do mar bem cozidos e saborosos. A harmonização com a polenta ficou interessante (não me lembro de ter comido polenta com frutos do mar antes). Prato para se comer no inverno. Sobe um calor infernal. Ainda bem que na hora do almoço o céu estava encoberto, com temperatura amena na cidade. Este foi o nono prato do festival que experimento.
Tarde: despacho nos documentos acumulados na segunda e terça, quando estava no Paraguai e respostas aos e-mails, também acumulados, pelo mesmo motivo.
O mau humor é crescente. Sobrou até para Kitty, leitora habitual deste blog. Beijos de desculpas, querida Kitty.
Amanhã viajo de novo, desta vez, Belo Horizonte, minha querida terra natal. Vou arrumar a mala já.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

PREPARATIVOS PARA O PARAGUAI











Sexta-feira, 15 de maio de 2009: dia atribulado, muita coisa para definir, afinal a reunião em Assunção já é na segunda-feira. Recebo os bilhetes aéreos, mas não recebo as diárias. Vão depositar, em reais (minha escolha), em minha conta corrente ainda durante o dia (o que não ocorreu). Notícia de que o chefe da delegação não vai mais viajar (trocou a viagem de Assunção, Paraguai, para Washington, Estados Unidos). Começo a sentir que vai sobrar para mim na próxima segunda. Muitas tarefas, trabalho em triplo: para sexta, para segunda e para terça. Além de toda a preparação para a viagem, tenho que fazer a leitura de textos enviados nesta sexta-feira e que fazem parte da pauta de segunda, e atender as ligações internacionais de Argentina e Paraguai sobre minha opinião do que deve ser discutido e decidido. Para quem pensa que estas reuniões começam e terminam dentro da programação agendada, ledo engano. É uma negociação infindável de bastidores, principalmente antes das reuniões. E dá-lhe telefonemas internacionais, dando palpites aqui, retirando temas que não interessam ao Brasil dali, e coisas do gênero. Cada um negociando pelo lado de seu país. O legal é que se fazem amizades interessantes nestes bastidores. Fora o estresse da viagem, ainda tinha que preencher uma planilha e um formulário ainda na sexta-feira.
Deixo de lado o formulário, pois desenvolveram um sistema para seu preenchimento pela internet e o sistema trava na fase de salvar as alterações e inclusões feitas. Saio com minha chefe para almoçar. Destino: Bar Brasília, para mais uma degustação de um prato do festival gastronômico Brasil Sabor 2009. O motorista parecia fora de órbita, errou quatro vezes o caminho e demoramos quase uma hora para chegar e quando chegamos, fila de espera, em plena sexta-feira, 13 horas. Escolhemos outro restaurante do livrinho que era próximo e não havia possibilidades de erro. Acreditem, o motorista virou para a esquerda e o certo era para a direita. Mais uma volta e chegamos ao novo destino: Dudu Camargo Restaurante (SCLS 303, Bloco A, loja 3, Asa Sul). Lotado, mas com uma mesa agradável na parte externa. Minha chefe não come carne vermelha, por isso, não escolhe o prato do festival. Eu, pelo contrário, adoro carne, peço o Saltimboca Dudu Bar (filé com presunto de parma e sálvia, vinho branco, molho rôti, acompanhado de arroz cremoso de parmesão - R$24,20). Gosto do prato, carne fininha e macia e o arroz estava delicioso. Aprovado.
De volta ao trabalho, recebo a notícia que o outro chefe da delegação também não viajará para a reunião do Mercosul. Sobrou para mim. Não como chefe de delegação, mesmo porque só ficarei um dia na reunião (são cinco dias ao todo), mas sobrou no sentido de que segunda-feira tenho que coordenar a parte brasileira. Isto significa trabalhar antes, durante e depois de cumprida a agenda proposta. O formulário na internet continua inoperante. Acabo de preencher a planilha que subsidiará os representantes do ministério em reunião com a entidade sindical de trabalhadores rurais, a anual pauta do Grito da Terra.
Para encerrar o dia, mais uma reunião, que prometia entrar noite adentro, mas me retiro antes de terminar, dizendo que era sexta-feira, dia de aproveitar a vida e que iria a um show. Perguntaram de onde tirava tanta energia para trabalhar o dia inteiro, sob pressão de prazos e de pedidos, e ainda tinha disposição para sair. Falei que era isto que não deixava eu cair na mesmice, na rotina e na depressão e assim me espairecia. Saí feliz. O show será objeto de um post próprio.
No show, eu e Ric encontramos duas amigas e após o espetáculo, acabamos a noite bebendo um vinho tinto nacional, um varietal merlot, da Casa Valduga (Casa Valduga Premium), acompanhado de um pão de calabresa e depois, uma bela pizza (metade berinjela agridoce, metade alho poró, shimeji e mascarpone). Local escolhido: Valentina Pizzaria (SCLN 214, Bloco A, loja 9, Asa Norte), para mim, a melhor de Brasília. Tenho até cartão fidelidade do restaurante (alguns vão dizer que isto não conta, pois tenho fidelização em vários estabelecimentos, mas este é o único restaurante que tenho este tipo de cartão).
Música do dia: Vanessa da Mata, em seu cd Multishow ao vivo. Começo a gostar.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

ENFIM, GOSTEI DE UM PRATO


Vou para o Paraguai. Isto é prêmio ou castigo? Reunião segunda-feira, Mercosul. Vou domingo, voo no início da noite para Guarulhos e de lá para Assunção. Reunião o dia inteiro na segunda brava e retorno na terça, saindo do Paraguai, pasmem, às 05:10 horas da manhã. Pergunto novamente: prêmio ou castigo? Ossos do ofício, dirão alguns. Vamos pelo lado positivo: posso comprar no duty free.
O dia foi agitado, doze horas no trabalho. Pauleira pura.
Almoço no Bar do Mercado ( SCLS 509, Bloco C, loja 26, Asa Sul) com minha chefe, fiel companheira nas mesas de almoço pelos restaurantes da cidade. Escolhemos o prato do festival Brasil Sabor 2009, prato que serve duas pessoas, Cartoccio de Frutos do Mar (frutos do mar e salmão cozidos no vapor com temperos especiais e vinho branco - R$42,20). Enfim, ao experimentar o sexto prato do festival e completar minha cartela para concorrer a uma viagem para o sul do país ou para o Chile, gostei da escolha. Saboroso, leve e com um perfume de vinho branco agradável. Muito bom e já recomendei para amigos e colegas de trabalho que estão na busca insana pelos pratos do festival.
Em casa, já tarde da noite, coloco roupa na máquina de lavar. Ligo e vou fazer outras coisas. Acho o barulho estranho, volto e tenho uma surpresa desagradável. Água para tudo quanto é lado. Parodiando um título de Paulo Coelho (DETESTO!), sentei no chão, ou melhor, na água, e chorei! Ric chega e me resgata da inércia e da confusão mental. Tenho que comprar outra máquina. O problema não é novo, mas agora piorou de vez. Também pudera, a máquina já tem mais de doze anos de uso constante. A compra já será nesta sexta, pois o tempo urge.

Música do dia: continua sendo Nana Caymmi, sempre no carro, com seu novo cd Sem Poupar o Coração.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

O LADO B DE DOLORES



Manhã: compra de ingressos para o terceiro show do projeto sobre Carmen Miranda e para o terceiro show do projeto sobre Dolores Duran no CCBB.
Almoço: Café Savana (SCLN 116, Bloco A, loja 4, Asa Norte), com minha chefe. Escolho o prato do festival Brasil Sabor 2009, Medalhão Hungria (medalhão de filé mignon ao molho cremoso de páprica doce e picante, salpicado de bacon tostado, acompanhado de purê de batata-baroa com alho-poró e cenourinhas refogadas - R$24,20). O purê que veio em meu prato era de batata inglesa, ao invés de baroa, como descrito no banner e no livrinho do festival. Quinto prato que experimento no festival e ainda estou a procura de um que goste. O prato não é ruim, mas também não me entusiasmou para tornar a degustá-lo.
Tarde: recebo duas novas servidoras que trabalharão no meu setor. Ainda receberei mais sete até o dia 25 de maio, pois está havendo a substituição de terceirizados por servidores concursados. A tarde é completada por reuniões, que entram no início da noite. 
Corro para o CCBB, faço um lanche rápido no Bistrô Bom Demais (SCES, Trecho 2, Conjunto 22 - CCBB), antes do show começar. Por acaso, encontro uma amiga na bilheteria e, também obra do acaso, nossas cadeiras eram lado a lado.

E fui a mais um projeto no Centro Cultural Banco do Brasil em Brasília (SCES, Trecho 2, Conjunto 22). Em todas as terças-feiras de maio, o CCBB está apresentando "O Lado B de Dolores Duran". Perdi o primeiro show, pois não stava em Brasília na terça-feira, dia 05 de maio. Mas garanti meu ingresso (R$7,50 a meia, cliente BB. Obs: o show das 13 horas é gratuito), disputadíssimo, para o segundo show com Denise Duran, irmã de Dolores, Pery Ribeiro e Os Cariocas. O projeto é apresentado por Soraya Ravenle (1º e 4º shows) e Denise Duran (2º e 3º shows). Na noite de 12 de maio, a maioria dos presentes que lotavam o teatro eram pessoas já na faixa dos cinquenta, sessenta anos e que curtiram a música de Dolores nos 29 anos da curta vida da cantora. A irmã Denise fez uma breve apresentação sobre a vida de Dolores, solando duas músicas ao longo de todo o show. Nitidamente ela está sem voz, não conseguindo atingir determinadas notas musicais. Mas também não insiste, explica que ficou 40 anos sem cantar e agora faz uma participação especial aqui e acolá. O primeiro a ser chamado é Pery Ribeiro, apresentado como grande intérprete da bossa nova e das músicas de Dolores. Pery, sentado quase todo o set, conta casos sobre a homenageada, entremeando com músicas gravadas por ela, especialmente de Billy Blanco. Bem humorado, faz piadinhas para a plateia e também escorrega em algumas notas musicais. Sai de cena e Denise sola a segunda música, somente com um piano acompanhando-a. É a vez de Os Cariocas entrarem. As músicas escolhidas são conhecidas e os arranjos são muito bem feitos. O ponto alto é Estrada do Sol, de Tom Jobim e Dolores Duran. Ao final, antes do bis, todos se reúnem no palco e cantam A Noite do Meu Bem, com o acompanhamento da plateia. Gostei de ter visto um show com estes cantores, pois nunca os tinha visto ao vivo. A voz já não é a mesma em nenhum deles, mas vi que a emoção e o prazer de cantar, de se apresentar ao vivo, ainda é forte em todos. O tempo é mesmo implacável. Comprei o ingresso para o terceiro show, na terça-feira, dia 19 de maio.

Ao final do espetáculo, dirijo-me para a festa de inauguração do El Paso Latino (SCLS 404, Bloco C, loja 23, Asa Sul), novo restaurante de meus amigos. É o restaurante onde fui experimentar o cardápio no último dia 06 de maio, cujos comentários postei com o título Vem Aí Mais Um Sucesso neste blog. Chego já no final da festa. Conheço a decoração completa. Muito bonita. Vale a pena conhecer.

Música do dia: Nana Caymmi, seu novo cd. Relaxante, voz suave. Bom para ouvir em momentos que você está de bem com a vida.

sábado, 9 de maio de 2009

LEITURAS



Decidi que hoje seria dia de por em dia as leituras de jornais e revistas. Há uma pilha de revistas em minha mesa. Tenho compulsão por comprar revistas. Há títulos de várias vertentes: Set, Men's Health, Monet, Bravo, Próxima Viagem, Viagem & Turismo, Gula, Dom, Adega. Há também o Correio Braziliense e a Folha de São Paulo, ambos com edições de quinta, sexta e sábado ainda por abrir. Dedico a manhã toda para a leitura, inicialmente dos jornais. Resolvemos sair para almoçar por volta de 13:30 horas. Escolhemos um restaurante que participa do festival Brasil Sabor 2009, e que ainda não conhecíamos: Confraria do Camarão (SCLS 212, Bloco A, loja 4, Asa Sul). Ric não quis o prato do festival e escolheu um filé acompanhado de risoto de funghi secchi. Eu pedi o prato do festival, risoto alla zuca (arroz arbóreo com camarões puxados no azeite, cubos brocantes de abóbora ao molho de abóbora Confraria - R$32,30). De entrada, risoles de camarão com geleia de pimenta e gengibre. Caipiroskas de lima da pérsia com vodca Absolut foram as bebidas. O risole veio quentinho e sequinho. A geleia estava muito doce, perdendo todo o ardido da pimenta e do gengibre. Os pratos não demoraram. O prato do festival é bem servido, mas o sabor deixa a desejar. O forte seria a abóbora, perdida no meio dos camarões e no molho da própria abóbora. O sabor destacado era somente do arroz, que não estava no ponto. É difícil um risoto, preparado em tempo rápido como foi, ficar no ponto. Os adeptos da slow food dizem que um risoto deve ser feito na hora e que o tempo de preparo dura, no mínimo, quarenta minutos. Hoje, como todos os clientes querem que seus pedidos cheguem rápido à mesa, o arroz não fica no ponto (al dente). Muitas vezes ele vem ainda cru, pra cá de al dente, come il faut. O restaurante não estava cheio, mas tinha algumas mesas ocupadas. Ficamos na parte externa, com decoração clara, com panos cobrindo o teto, dando a impressão de velas estufadas em cima de nossas cabeças. O efeito é interessante. Há mesas com sofás e mesas com cadeiras. Também há mesas claras, com madeira patinada e mesas escuras, com vidro, também escuro. Os garçons, todos de uniforme preto, contrastando com o ambiente claro do lado externo. Nos ambientes internos (dois pisos), a decoração é mais intimista, com madeira nas paredes. A conta ficou em R$140,58. Ficamos pouco mais que uma hora no local. Saí do restaurante com o quarto carimbo do festival. Já experimentei quatro pratos e ainda não achei um que me agradasse por completo.
De volta para casa, mais leitura até a hora de sair para assisitr a uma peça: Dinossauros (post à parte).

Música do dia: continuo ouvindo o novo cd de Vander Lee.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

SAMPA NOVAMENTE


Restaurante Dona Lenha - Shopping Deck Brasil - Brasília - DF


Segunda-feira, início de semana já cansado. Stress logo cedo com a empresa que iria passar um produto de proteção nos móveis novos da sala. A empresa marcou às 8 horas e ninguém chegou até 8:30 horas, quando resolvi ligar e cobrar. Uma mulher atendeu ao telefone e disse que estava agendado entre 8 e 12 horas. Fato que contestei, pois o horário combinado era 8 horas, sendo a minha casa a primeira a ser visitada pelos empregados da empresa. Depois de alguma discussão, pedi meu dinheiro de volta. Acrescente-se o fato de que já havia pago o serviço há dois meses atrás, no ato da compra dos móveis. A mulher ainda me chamou, indiretamente de mentiroso, pois disse que ela própria havia agendado comigo ao telefone este horário elástico. Repeti que isto não correspondia ao combinado e que não me interessava mais os serviços da Panno e que queria o meu dinheiro de volta em minha conta bancária naquele mesmo dia. Ela anotou meus dados bancários e desliguei. Puto. Arrumei a mala, pois hoje é dia de voltar para São Paulo, desta vez a serviço. Paguei a diarista, pois minha empregada ainda está em licença médica se recuperando de uma cirurgia no pé. Fui trabalhar. No trabalho, nada de novo, além da rotina.
Hora do almoço, saio com mais dois colegas para o restaurante Dona Lenha (QI 11 - Shopping Deck Brasil - Lago Sul) experimentar mais um prato do festival Brasil Sabor 2009. Os três pedimos o mesmo prato: Pesce Amalfitano - robalo assado na lenha com azeite de limão siciliano, molho de alcachofra e arroz preto com perfume de anis-estrelado. A apresentação do prato é bonita. O sabor, no entanto, deixa a desejar. O peixe estava assado além da conta, formando uma crosta dura, e tinha espinhas. Já o arroz negro passou do ponto, poderia estar mais al dente. O arroz negro pede esta consistência. O restaurante, em festivais passados, elaborou pratos melhores. No momento em que chegava para almoçar, meu celular toca. Era a empresa Panno pedindo uma nova chance, admitindo o erro e pedindo desculpas. Como já paguei e sei que a novela seria longa para receber o dinheiro de volta, agendei nova data, para segunda-feira, dia 11 de maio, às 8 horas em ponto, sem direito a atrasos. A senhora do outro lado do telefone acatou todas as exigências e ainda perguntou se o rapaz poderia chegar às 7:50 horas. Disse que não havia nenhum problema em adiantar.
À tarde no trabalho dediquei a leituras da versão final de uma nova instrução normativa que a secretaria onde trabalho editará.
Saio do serviço às 18:30 horas, com receio de enfrentar engarrafamento no caminho do aeroporto, mesmo sabendo que o voo estava previsto para sair às 20:30 horas. Não pego nenhum trânsito ruim e chego em quinze minutos no aeroporto. Desta vez viajarei de Gol. Faço o check in rapidamente, despacho minha mala (mesmo ficando apenas um dia em São Paulo, resolvi despachar a bagagem, já que carrego o notebook pesado nas costas) e vou até o guichê da Gol alterar a volta de duas outras viagens que farei a serviço. Pago R$160,00 de multa para as duas alterações.
O voo sai no horário e há muita turbulência no caminho, impedindo o serviço de bordo ser realizado por completo. Tive a sorte de ainda ser servido de refrigerante light e um saquinho de biscoitos (novos lanches da Gol). Chego no aeroporto de Congonhas no horário previsto, às 22:10 horas, e espero quinze minutos para a saída de minha mala na esteira (nesta cia não tenho as regalias da TAM).
Compro um bilhete de táxi - R$58,00, para o trajeto aeroporto de Congonhas-Novotel Jaraguá São Paulo Conventions (Rua Martins Fontes, 71 - Centro). Ganho um up grade de quarto, pois não havia disponível nenhum quarto não fumante com cama king, conforme reserva confirmada. O novo quarto é amplo, mas com duas camas de solteiro. As camas são largas. Não me incomodo com a troca, já que o quarto é superior. Tenho preguiça de sair, tenho que levantar cedo para o evento do dia seguinte. Peço, então uma omelete de queijo no quarto para lanchar.

Reflexão do dia: Viramos escravos completos da telefonia móvel. Este fato é visível em qualquer aeroporto, mas especialmente em Congonhas, São Paulo. Ainda no embarque, vários passageiros entram no avião falando ao celular, alguns em voz alta, sem se incomodar se os outros ouvem sua conversa ou se está incomodando alguém com seu tom de voz. Muitos ignoram os avisos que as portas foram fechadas e, portanto, devem desligar os aparelhos. Só o fazem quando a comissária de bordo passa de fileira em fileira e, como uma mãe delicada, pede para o passageiro que ainda fala ao celular desligá-lo. O voo dura pouco mais que uma hora e vinte minutos. O avião encosta as rodas na pista e já há passageiro ligando o telemóvel, como dizem os portugueses. É um festival de sinais sonoros indicando que o aparelho está novamente em funcionamento e dá-lhe sinais de recebimento de mensagens e até mesmo chamadas estridentes. Descemos longe da ponte de desembarque, motivo pelo qual a necessidade de pegarmos um ônibus. Na pista, debaixo das asas do avião, passageiros andam apressados com os celulares nos ouvidos e a prática segue dentro do ônibus. Há pessoas com mais de um aparelho. Parece que ninguém se lembra que há pouco menos de quinze anos ninguém vivia nesta neura. Vou pensando nisto no caminho até a sala de desembarque para esperar minha mala. Esqueço completamente de ligar meu celular. Faço isto somente dentro do táxi e, ao ligá-lo, sinais de mensagens de texto e de caixa postal. A campainha toca. Volto ao mundo real. Sou escravo também. Será que existe um serviço para recuperação de viciados que não vivem sem o aparelho celular? Algo do tipo alcóolicos anônimos? Vou pesquisar. Quem sabe haja um resort onde os celulares são "detidos" no check in e somente devolvidos no final da estadia. Creio que os americanos já inventaram isto, pois eles fabricam as neuras e depois haja processos de "desintoxicação", também inventados e patenteados por eles.

Música do dia: Mariana Aydar, cd novo Peixes Pássaros Homens. Maravilhoso!