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segunda-feira, 25 de junho de 2012

TODOS OS SONS DOMINGO CCBB - ANDRÉ ABUJAMRA, PATUBATÊ E BANDA WATSON

No domingo dia 17 de junho de 2012 aconteceu a segunda edição da temporada 2012 do projeto Todos os Sons - Domingo CCBB, com entrada gratuita. Cheguei cedo no centro cultural, pois queria um bom lugar para estacionar o carro e aproveitei para ver a exposição Índia!, em cartaz no CCBB de Brasília até 29 de julho. O primeiro show estava marcado para ter início às 17 horas. Às 15:20 horas eu já estava lá. Gastei uma hora e meia percorrendo a exposição, cuja visita terminei na noite de terça-feira. Faltando dez minutos para as 17 horas, decidi comer alguma coisa, pois não tinha almoçado. O Bistrô Bom Demais estava lotado, assim como o Café Cristina Roberto, sem lugar para sentar. Em dias de show ao ar livre, o Bistrô Bom Demais monta uma barraca nas proximidades do palco, posicionado no gramado atrás do prédio principal. Antes que as filas ficassem grandes para comprar ficha, passei no caixa para adquirir fichas suficientes para comer antes do show começar e pegar alguma bebida durante os intervalos dos três shows programados. O movimento ainda era pequeno, muito diferente da primeira edição de 2012, quando se apresentou o cantor Criolo. Até cadeiras de plástico foram colocadas em frente ao palco, sinal de que o público seria menor e mais tranquilo. Como sempre acontece nos eventos no gramado do centro cultural, muita gente prefere sentar em cangas e esteiras colocadas sobre a grama, fazendo um lanche na companhia de amigos, família, namorados e afins. O clima estava agradável, com um friozinho chegando no final da tarde. Comi duas salteñas de carne e me sentei na primeira fila de cadeiras, em posição central em relação ao palco. Entre este e as cadeiras havia um espaço grande. Com cerca de meia hora de atraso, foi chamada ao palco a banda Watson, composta por quatro músicos de Brasília, que toca um rock simples, mas eficiente. Do meu lado direito havia uma concentração de familiares e amigos dos integrantes da banda, com câmeras filmadoras e fotográficas em funcionamento. Eles sabiam as músicas de cor. Na lateral do palco, uma banquinha vendia cd e camisetas da banda. Era a primeira vez que eu escutava alguma coisa deste grupo. O público ficou sentado, embora eles tenham tentado fazer com que a plateia se levantasse e dançasse por umas duas ou três vezes. No entanto, pareceu-me que eles agradaram a quem lá estava, pois todos balançavam corpo, cabeça, pés e mãos, mesmo sentados, ao som do rock da Watson. Eu gostei do som do grupo. O show terminou com uma interessante música chamada As Abelhas, atendendo a alguns gritos vindos do público. O primeiro show durou cerca de uma hora. O intervalo foi longo, pois precisaram retirar todos os instrumentos da banda e montar o palco para a segunda atração da noite, o grupo de percussão brasiliense Patubatê. Eles  foram chamados ao palco por volta de 19 horas e fizeram um show ótimo. Já tinha ouvido falar sobre o grupo, com fama internacional, mas nunca o tinha visto ao vivo. São cinco integrantes, sendo um DJ e quatro percussionistas que utilizam os mais variados materiais para construir seus instrumentos musicais, como tambores de ferro, carcaça de motocicletas, baldes de alumínio, vasilhas de ágata, cabine de telefone público, entre outros. O som contagia logo e não deixa ninguém ficar parado. Muita gente se levantou, inclusive eu, para dançar, ocupando o gramado entre as cadeiras e o palco, fato que não agradou a quem queria ficar sentado. No entanto, não era um show para ficar acomodado nas cadeiras. O batuque convidada para mexer o corpo todo. Show vibrante, fazendo com que muita gente fosse à banquinha montada ao lado esquerdo do palco para adquirir cd, dvd e camisetas do Patubatê. Durante o show, dois convidados do grupo subiram ao palco para participar de duas músicas. Eles anunciaram o lançamento de um novo dvd para setembro que foi gravado nas obras do Estádio Nacional de Brasília. Nem vimos o tempo passar neste show marcante. Nesta altura, muita gente já circulava pelo CCBB na espera do show principal, o do paulista André Abujamra. Mais um intervalo longo, quando aproveitei para pegar uma Coca Cola Zero e ir ao banheiro. Quando voltei, minha cadeira já estava ocupada, já que eu tinha ido sozinho. Não me importei, pois tinha acesso garantido à pequena área vip que fizeram, mas acabei por não usar este benefício, ficando sentado na grama em frente à grade, junto ao público. O show de Abujamra se chama Mafaro, mesmo título de seu último trabalho gravado. Na verdade, não é um show, é um showfilme, como foi apresentado. Um filme é projetado em dois telões ao fundo do palco, com algumas cenas projetadas, simultaneamente, em um pequeno banner na sua lateral esquerda. Abujamra disse que aquele show poderia ser montado de acordo com o orçamento dos produtores. Assim, ele já tinha feito o show com vinte músicos em cena, mas também com só duas pessoas. No caso de Brasília, estavam no palco o cantor, um baterista, um guitarrista e quatro músicos nos instrumentos de sopro. Estes músicos do sopro eram integrantes da banda brasiliense Móveis Coloniais de Acaju. Foram muito aplaudidos pelo público quando anunciados. O showfilme é sensacional, com as músicas estilosos de Abujamra, com muito suingue, lembrando Os Mulheres Negras e Karkak, dois grupos que ele participou. Mafaro, o cd, é recheado de participações especiais, e todas elas se fizeram presentes em Mafaro, o show, pois o filme possibilitou isto. Desta forma, Zeca Baleiro faz um duo com Abujamra em Lexotan; Evandro Mesquita aparece em O Amor é Difícil; Clarice Abujamra também dá as caras durante a projeção, quando a música A Pedra Tem Vida é executada. O inusitado é ver Luiz Caldas em performance cantando com Abujamra a música Tem Luz na Cauda da Flecha. O final do show é hilário, com os créditos do filme passando, aparecendo alguém ao final afirmando que não haveria bis e que todos poderiam ir embora. Ninguém arredou o pé. O senhor voltou, perguntando porque ninguém o escutava. Que não haveria bis, que o pessoal precisava desmontar o palco, varrer o local e pegar ônibus para ir embora. Em seguida, André Abujamra retornou para apresentar seu maior sucesso, falando que embora gostasse muito de Zeca Baleiro, aquela música não era do maranhense e sim dele. Era a ótima Alma Não Tem Cor. Ainda cantou Juvenar, a pedido da plateia. Ótimo show. Já estou esperando a terceira edição do Todos os Sons - Domingo CCBB, que acontecerá dia 29 de julho, na Praça do Museu Nacional da República, quando acontecerá, simultaneamente, o encerramento do festival de teatro Cena Contemporânea.

show

domingo, 8 de abril de 2012

BISTRÔ BOM DEMAIS - GASTRONOMIA EM BRASÍLIA (DF)




Endereço: SCES, Trecho 2, Conjunto 22, Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), Brasília, DF.

Especialidade: culinária de bistrô, com sugestões diárias de almoço escritas em uma lousa. No cardápio, panquecas, sanduíches, tortas doces e salgadas.

Ambiente: o balcão e a cozinha ficam no mesmo local da filial da livraria Dom Quixote do CCBB de Brasília, enquanto as mesas estão espalhadas pelo vão livre do centro cultural.

Serviço: ruim, displicente, sem atenção. Houve momentos em que nenhum garçom estava na praça e ao ser chamado, pediram um tempo, demorando longos minutos, inclusive para trazer a conta.

Quando fui: almoço do dia 25 de março de 2012, domingo. Estava só.

O que bebi: uma garrafa pequena de água com gás Indaiá. Definitivamente não gosto desta água gaseificada.

O que comi: como era domingo, as opções escritas na lousa eram bem interessantes. Pedi um peito de frango ao molho de mostarda ancienne com risoto de tomates (fresco e seco). Qualquer prato escolhido das sugestões vem uma salada de entrada. No caso, a salada consistia de folhas de alface, tomate cereja partido ao meio e croutons, na qual coloquei um fio de azeite extra virgem Andorinha com acidez máxima de 0,5%. A salada chegou rapidamente à mesa, mas o prato principal demorou mais de vinte minutos depois que eu tinha terminado a entrada. O prato principal tinha apresentação simples, com o frango cortado em cubos coberto com o espesso molho de mostarda. Estava muito bem feito e saboroso. O risoto tinha o cozimento no ponto certo. Como não gosto de tomate seco, separei todos os pedaços que estavam no meu prato. O prato é simples e gostoso. Terminei com um café expresso.


salada


frango ao molho de mostarda ancienne com risoto de tomates

Valor da conta: R$ 50,60.

Minha avaliação: ++1/2. O serviço ruim me impediu de fazer uma melhor avaliação desta minha visita ao restaurante. Já frequentei várias vezes o Bistrô Bom Demais, mas sempre escolho um sanduíche do cardápio, todos muito bons por sinal. Vou continuar frequentando, pois sempre estou conferindo as atrações culturais do CCBB, ficando na torcida para que o serviço melhore.

Gastronomia Brasília

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

CENA CONTEMPORÂNEA 2011 - DIA 8 - DEPOIS DO FILME

O Cena Contemporânea 2011 completou seu oitavo dia de intensa programação nesta terça-feira, dia 30 de agosto. Mais uma peça para conferir. Fui com Ric e um amigo para o CCBB, onde nos encontramos no Bistrô Bom Demais. Fizemos um lanche, trocamos ideias e fomos para a fila que começou a se formar na entrada do Teatro II faltando vinte minutos para o início de Depois do Filme, texto, direção e interpretação de Aderbal Freire-Filho. Sessão completa, ingressos esgotados (R$ 15,00 a inteira), sem chances para a fila de desistência que sempre há em frente à bilheteria do centro cultural antes dos espetáculos pagos. Na plateia muita gente da cena teatral brasiliense, como o diretor Hugo Rodas e os atores Carmem Moretzsohn, William Ferreira e Alessandro Brandão. B. de Paiva, o homenageado desta edição do festival, também estava presente, prestigiando o ator Aderbal, seu conterrâneo do Ceará. O texto foi construído dando continuidade à vida de Ulisses, personagem que Aderbal Freire-Filho interpretou no filme Juventude, dirigido por Domingos de Oliveira. A construção do texto é um roteiro para cinema, com todas as marcações de cenário, luz e posições dos atores. Começa com a projeção de cenas de Juventude, apresentando a quem não viu o filme, o personagem Ulisses. Aderbal se posiciona no centro do teatro ainda durante esta projeção, mirando as imagens como se fizessem parte de sua memória. São suas lembranças que estão sendo projetadas nas paredes do teatro. Fim da projeção e Aderbal, ou melhor, Ulisses, segue nos informando, antes de cada cena, se ele está em espaço interior ou exterior, se é dia ou noite, em que local do Rio de Janeiro ele está. Passeamos com ele pelos bairros da Lapa, Centro, Leme, Copacabana, Ipanema e Leblon. O cenário foi montado no meio do teatro, com várias cadeiras de ferro que fazem as vezes de assento de carro, murada da Ponte Rio-Niterói, banco da orla da praia, posto de gasolina, sala de apartamento. Poucos objetos são usados para pontuar as cenas: uma canga, um pincel atômico, um espelho redondo com o escudo do América (RJ), um carro de brinquedo. Em aproximadamente 70 minutos, o "filme" é rodado diante de nós. Já vi vários espetáculos que Aderbal esteve envolvido, mas nunca tive a oportunidade de vê-lo atuando, no papel cru de ator. Segundo o catálogo do festival, faziam mais de dez anos que ele não atuava em teatro. Foi muito bom vê-lo em cena. A sacada do nome da peça é ótima: Depois do Filme, afinal, a história se passa após os acontecimentos narrados na película Juventude. A história continua explorando o tema envelhecer, como no filme, as tristezas, as amarguras da velhice, mas com toques de otimismo, de estar valendo a pena viver. Coincidência ou não, até o momento, as duas peças que mais gostei foram dois monólogos nos quais o texto, a direção e a interpretação foram de cearenses: Rá!, com Ricardo Guilherme, e Depois do Filme, com Aderbal Freire-Filho. Vamos em frente, que há muito coisa ainda para ver até domingo, dia 04 de setembro.


sábado, 23 de julho de 2011

SOY LOCO POR TI AMERICA - PAULINHO MOSKA, FRANCISCA VALENZUELA E ANA CAÑAS

Mais um final de semana cultural. Bem agitado, por sinal, com muitas opções em Brasília. Com ingresso comprado com antecedência (R$ 7,50, meia entrada, correntista Banco do Brasil), a noite de sexta-feira foi reservada para conferir o último show do projeto Soy Loco Por Tí America, coordenado por Paulinho Moska e que ocupou o Teatro I do CCBB durante as noites frias de julho em Brasília, sempre de sexta-feira a domingo. O show estava marcado para ter início às 21 horas. Cheguei cedo, motivo pelo qual resolvi comer algo rápido no movimentado Bistrô Bom Demais. Havia apenas uma mesa desocupada. Tratei logo de me sentar. Pedi um sanduíche recheado de frango grelhado, shimeji e queijo no pão ciabatta, acompanhado de Coca Cola Zero. Enquanto esperava, lia os jornais do dia. Na mesa ao lado, quase todas as atrações da noite: os músicos da banda de Moska, ele próprio e a convidada latino-americana do final de semana, Francisca Valenzuela. Uma enorme fila de espera se formava para tentar comprar os ingressos dos convidados desistentes. O sanduíche estava saboroso. Com tempo de sobra, pedi um cheesecake ao estilo de New York. Não foi uma boa pedida. A calda estava por demais ácida. Pedi um café para fechar o lanche. Paguei a conta, peguei a Nota Legal e fui para a porta do teatro, que ainda não estava aberta. Neste tempo, chegou a outra convidada da noite, a cantora paulistana Ana Cañas, cercada de assessoras. Meu assento era bem localizado, na primeira fila, centralizado. O show teve atraso de dez minutos para começar. Como nos dois shows anteriores que vi deste projeto, Paulinho Moska entrou entoando versos das mesmas canções, fez um discurso muito semelhante, dizendo que a noite seria uma espécie de beijo de língua, com muita saliva, entre o Brasil e a América, cantou trechos de duas canções, Elegia, de Péricles Cavalcanti e Augusto de Campos, sob poema de John Donne, e Três Caravelas, música do disco Tropicália ou Panis et Circenses, versão de João de Barro para Las Tres Carabelas (Algueiro Junior e Moreau). Terminada as duas canções, ele chamou ao palco a chilena Francisca Valenzuela com quem dividiu um belo rock chamado Dulce. Francisca vestia um modelo de menina sapeca, com saia curta, pernas à mostra, sapatilhas e uma camisa masculina amarela, com cintura marcada por um cinto dourado. A cantora chilena logo se entrosou com a plateia, cantando as primeiras músicas apenas ao piano. Uma escolha diferente para uma cantora com pegada pop-rock. Em uma destas músicas, ela batia os pés no chão, em ritmo bem marcado, enquanto tocava o piano, mas logo fez sinal para nós batermos palmas, dizendo que faltava uma bateria para acompanhá-la. Ótima interação cantora-público. Quando ela chamou Ana Cañas ao palco, foi um delírio. Ao final da apresentação das duas, parecia que já se conheciam há anos, mesmo tendo as famosas colas em pedestais, pois ficou claro que tinham acabado de conhecer o repertório uma da outra. Foi uma mistura de música do disco Hein?, mais recente trabalho de Cañas e das novas composições de Valenzuela. Um dos grandes momentos do show foi quando dividiram o microfone para cantar o bolero No Quiero Tus Besos, escrito por Ana Cañas e a mexicana Natalia Lafourcade, música com a qual Cañas disse estar homenageando o projeto que reuniu cantores brasileiros e sul-americanos nos palcos dos CCBB de Brasília e de São Paulo. Para o bis, reservaram uma bonita interpretação de Lágrimas de Diamantes, homenageando, desta forma, o anfitrião do projeto, Paulinho Moska, autor desta linda composição. Para mim, foi o melhor show que assisti do projeto quando analisamos a sinergia entre os cantores. Individualmente, gostei muito da apresentação da banda colombiana Los Aterciopelados, no primeiro final de semana deste projeto. Na saída, um amontoado de gente ao redor de uma minúscula mesa tentava comprar um cd de Valenzuela. Rapidamente a versão mais simples se esgotou. Quando consegui chegar à mesa, havia poucas unidades da versão dupla, com cd e dvd, por R$ 40,00, do primeiro trabalho da cantora, Muérdete La Lengua. Comprei um exemplar, que tratei de ouvir assim que cheguei ao carro. Antes de ir embora, passei perto do display onde ficam os folders dos eventos do CCBB. Em cima do balcão da bilheteria, já fechada, pelo lado de fora, disponível para quem quisesse pegar, alguns envelopes vermelhos me chamaram a atenção. Peguei um. Ao abrir, vi que era um convite, válido para duas pessoas, para a vernissage da mostra "Anticorpos - Fernando & Humberto Campana 1989-2009" na segunda-feira, 20 horas, dia 25 de julho. Levei o envelope comigo, mesmo sabendo que não poderei estar presente. Ric irá. Espero que ele consiga pegar um catálogo da mostra para mim.


Francisca Valenzuela e Ana Cañas - Show do projeto Soy Loco Por Tí America


Ana Cañas - Show do projeto Soy Loco Por Tí America


Francisca Valenzuela - Show do projeto Soy Loco Por Tí America


Paulinho Moska - Show do projeto Soy Loco Por Tí America


Francisca Valenzuela e Ana Cañas - Show do projeto Soy Loco Por Tí America


Francisca Valenzuela - Show do projeto Soy Loco Por Tí America


Despedida do show de Francisca Valenzuela e Ana Cañas - Projeto Soy Loco Por Tí America

sexta-feira, 15 de julho de 2011

ABERTO/BRASILIA - INTERVENÇÕES URBANAS 2011


Domingo. Saí do Recanto Iapoti logo após 11 horas da manhã. Levei uma amiga até o Gilberto Salomão e de lá fui para o CCBB garantir um ingresso para o último show do projeto Soy Loco Por Tí America. Na fila, encontrei uma conhecida e acabamos almoçando juntos no Bistrô Bom Demais. Ela está fazendo um curso de fotografia, escolhendo o centro cultural para fazer algumas experiências. Fiquei inspirado, peguei minha máquina fotográfica e fui passear pelos jardins e espaços de concreto do CCBB. Em cartaz, a exposição Aberto Brasília - Intervenções Urbanas 2011, com algumas instalações feitas exclusivamente para a mostra. A curadoria é de Wagner Barja. As intervenções também ocorrem/ocorreram em outros pontos do Plano Piloto, como no Eixão Norte, Parque Olhos D'Água, UnB, Eixo Monumental, Rodoviária e Congresso Nacional. Na Sala Multiuso há vídeos de todas as instalações, uma espécie de making of das montagens de cada obra. Para quem se interessar, as obras ficam expostas até 21 de agosto de 2011. Abaixo, algumas das fotos que fiz.


Tempo Real - Cirilo Quartim


Komboio - Corpos Performáticos


Komboio - Corpos Performáticos


Komboio - Corpos Performáticos


[com]-Posição - Karina Dias


[com]-Posição - Karina Dias


Komboio - Corpos Performáticos


Mobile Hedges - Soren Dahlgaard


Komboio - Corpos Performáticos


Komboio - Corpos Performáticos


Ficha Brasiliaibiúna 68 - Xico Chaves



domingo, 25 de julho de 2010

VOLTO A TER AGENDA CULTURAL CHEIA

Depois de algum tempo com rotina de trabalho-casa-trabalho, assistindo muita televisão (Passione) e filmes em dvd, aproveitei o sábado para conferir a agenda cultural de Brasília para os próximos dias. Consultei jornal, revista, folhetos recebidos pelo correio e internet, decidindo o que ver. Antes de escolher o restaurante para o almoço de sábado, passei, sempre na companhia de Ric, na bilheteria do Teatro Nacional para comprar entradas para as peças teatrais "Ensina-Me A Viver" e "Gorda". Em ambas, terei a companhia de Ric. Paguei meia entrada por ter o cupom Sempre Você do Correio Braziliense (assinantes). Depois de compradas estas entradas, fomos para o ParkShopping, pois precisava comprar presentes de aniversário para quatro pessoas, sendo que duas delas devo o presente, uma vez que fizeram anos alguns dias atrás. Almoçamos na Forneria Baco, no próprio shopping, aproveitando o festival de camarão, em cartaz aos sábados no local, pagando R$ 45,00 pelo buffet. Há uma grande variedade de pratos frios e quentes, além de pratos com camarão servidos à mesa. Aproveitei que estava por lá para verificar novos filmes em dvd na Fnac. Havia uma promoção de filmes já no mercado há algum tempo. Demorei um pouco para ver e escolher quais filmes levar para casa. Comprei 6 filmes por R$ 80,00. No caixa, registraram o preço unitário, cobrando R$ 120,00. Reclamei. Chamaram a gerente, pois sabiam do desconto, mas o sistema não permitia que ele fosse concedido. Calculadoras nas mãos, valor total da compra, dedução do desconto verdadeiro e paguei a conta certa pelos seis filmes. Ainda no shopping, comprei um aromatizador de ambientes, destes com palitos de madeira como difusor, na Tânia Bulhões Perfumes. Do ParkShopping uma pequena viagem até o CCBB, onde comprei entradas para a peça "Tempo de Comédia". O calor estava forte. Pausa para água, café, sobremesa e sorvete no Bistrô Bom Demais. Continuando o périplo de compras para eventos culturais, fomos para o Teatro Oi Brasília. Lá, comprei entradas, só para mim, para dois dias do festival I Love Jazz. No primeiro show, Elza Soares e Nivaldo Ornelas são uma das atrações da noite. Para estes shows, paguei meia entrada, também utilizando o cupom Sempre Você. Cansados, voltamos para casa, onde atualizei minha agenda com estes eventos, além de assinalar outros espetáculos cujas entradas ainda não estão à venda, como a mistura de balé, teatro, música e circo Antigravity, e a peça "Confissões de Mulheres de 30". Isto tudo sem falar na programação do Cena Contemporânea, que se inicia na última semana de agosto. Esta intensa programação começa nesta próxima terça-feira, 27 de julho, quando haverá mais uma sessão do Teste de Audiência do cinema brasileiro no Teatro da Caixa Cultural. Para completar o sábado intenso, fomos jantar para comemorar o aniversário de Cris no restaurante Dom Francisco da Asa Sul. Serviço eficiente, bons vinhos tintos, ótima companhia, delicioso galeto na brasa. Feliz aniversário Cristovão, já que hoje, 25 de julho, é o dia correto de seu nascimento.

sábado, 27 de março de 2010

NOSSA LÍNGUA NOSSA MÚSICA - MARIA DAPAZ & NANCY VIEIRA

Em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil de Brasília (Setor de Clubes Sul, Trecho 02, Conjunto 22) um novo projeto musical. Desta vez, uma celebração à música dos países que falam e cantam a língua portuguesa. Recebeu o ótimo nome Nossa Língua Nossa Música, trazendo à cidade oito shows onde, em cada um, um artista brasileiro convida um artista dos países irmãos. Mesmo com ingresso comprado (R$ 7,50, meia entrada), perdi o primeiro show no dia 25/03/2010, com Maria Dapaz, de Pernambuco e Joana Amendoeira, de Portugal, pois estava muito cansado após um estafante dia de trabalho. Já na sexta, dia 26/03/2010, quando dei for finalizado os trabalhos, segui direto para o CCBB. Cheguei uma hora mais cedo, sentei-me no Bistrô Bom Demais para um rápido lanche, tendo a oportunidade de ouvir uma roda de debate sobre a poesia, com a presença de vários poetas brasilienses em torno do convidado Antônio Cícero. Enquanto comia, ouvi deliciosa história de Nicolas Behr sobre a questão da poesia estar sempre associada à sensibilidade. Mas como não tinha ido para ver o debate, quando estava próximo de 21 horas, me dirigi ao Teatro I. O teatro não estava com lotação esgotada, mas havia um bom público. Muitos africanos de língua portuguesa. Nesta noite, os provenientes de Cabo Verde, por motivos óbvios, estavam em maior número, incluindo a presença do embaixador daquele país em terras brasileiras. O espetáculo começa com Gerson Lobo, um ator pernambucano, paramentado como um navegador português, fazendo a introdução do projeto. Com sotaque lusitano e esbanjando bom humor, conquistou a plateia. Ele é o responsável por introduzir o show da noite, chamando Maria Dapaz para o palco. Entra a cantora pernambucana com um violão a tiracolo, que a acompanha durante todo o show, e apenas um músico, Bruno Serroni, com seu cello. Já na primeira música ela cativa o público, tornando o show um encontro de amigos. Com voz marcante e presença segura no palco, canta clássicos do cancioneiro brasileiro, especialmente composições nordestinas, dando uma interpretação com marca própria. Luiz Gonzaga é o seu homenageado, de quem extraiu para seu repertório as conhecidas Sabiá, Pau de Arara, O Xote das Meninas (numa versão rock'n roll), Qui Nem Jiló e A Vida do Viajante. Sobra também espaço para apresentar composições próprias, como Meu Amor, Meu Amorzinho, quando o público acabou cantando junto. Não a conhecia, apreciei sua voz e seu trabalho. Ao final de sua apresentação, chama a caboverdiana Nancy Vieira para entrar em cena e, juntas, interpretaram lindamente Aquarela do Brasil, de Ary Barroso. Maria Dapaz saiu do palco aplaudida de pé. Nancy Vieira veio acompanhada de três músicos, Jorge Cervantes, peruano (guitarras e cavaquinho), Ciro Berini, português (piano e guitarra), e Marcos Alves, português (bateria e  percussão). Com um show menor em duração, mas não em qualidade, Nancy mostrou a que veio. Cantou os ritmos de Cabo Verde , incluindo músicas interpretadas em crioulo, o dialeto local, com uma voz bonita e afinada. Também colocou o público para acompanhá-la, batendo palmas e respondendo na canção Nha Kumadri, que dedicou aos caboverdianos presentes. Perguntou se havia alguém da Guiné-Bissau e uma pessoa se manifestou. Explicou que nascera na Guiné e lá estava enterrado seu umbigo. Mas ressaltou que era caboverdiana de corpo e alma. Confundiu o nome de Maria Dapaz por duas vezes, chamando-a de Maria da Fé. Na segunda vez, o público a corrigiu. Ela se desculpou e dedicou a música É Morna à pernambucana. Explicou que a morna é um ritmo popular em seu país, que um poeta português o conceituou como sendo uma melancolia alegre. É verdade, o ritmo é melancólico, mas não dá sensação de tristeza. Quando começaram os acordes conhecidos de Andar Com Fé, de Gilberto Gil, Nancy chama Dapaz para cantarem juntas. Foi lindo. Aplaudidíssimas, elas deixam o palco, mas a plateia não arreda pé, pedindo mais um. Retornam e interpretam Força Estranha, de Caetano Veloso. O dueto ficou muito bonito, mesmo com Nancy tendo que ler a primeira parte da letra, mas não perdeu a harmonia desta bela canção. Foram duas horas de um show simples, mas cheio de energia, de alegria, de celebração, como é a proposta do projeto. Na medida do possível, vou tentar conferir os demais shows que se estenderão até o dia 11 de abril (haverá uma pausa na semana santa).



domingo, 23 de agosto de 2009

DIETA DOS PONTOS - DIA 03

Café da manhã: 3 colheres de sopa de cereal light (45 pts); 200 ml de leite de soja light (22 pts).
Almoço no Bistrô Bom Demais (CCBB - SCES, Trecho 2, Conjunto 22): preparo (15 pts); folhas verdes e tomate cereja (0 pts); um filé de salmão grelhado (40 pts); 1 colher de sopa de vagem fina (5 pts); 2 escumadeiras de tagliatelle ao molho de limão (60 pts); café expresso com adoçante (0pts); 300 ml de suco de limão (0 pts). A salada estava ótima, vem com croutons, que deixei de lado por causa da dieta. O salmão estava bem temperado e o tagliatelle tinha um sabor acentuado do molho de limão, o que o deixou um pouco enjoativo.

Lanche da tarde: 1 banana nanica (30 pts).

Lanche da noite: 350 ml de chá mate com limão (25 pts); 1 maçã (15 pts); 2 biscoitos água e sal (16 pts).

TOTAL PONTUAÇÃO DO DIA: 273 pts = 982,8 Kcal

terça-feira, 14 de julho de 2009

TERÇA DE FILA

Parece até repeteco de post. Hoje, terça-feira, também foi dia de fila. Cedo fui para o CCBB de Brasília (SCES Trecho 2, Conjunto 22) para comprar entradas para a peça Simplesmente Eu. Clarice Lispector. Direção, adaptação e interpretação de Beth Goulart. A bilheteria abre às 9 horas. Cheguei lá 08:50 horas e a fila era imensa. Fiquei exatamente uma hora na fila. Consegui comprar os ingressos (R$7,50 cada um - meia entrada por ser correntista do Banco do Brasil) para o dia que queria, ou seja, sábado, 21 horas. Farei comentários aqui.

Como tinha um amigo e colega de trabalho na fila, um pouco atrás de mim, fiquei esperando tomando um cappuccino e comendo uma empada de palmito no bistrô que fica no local, o Bistrô Bom Demais (vão livre do CCBB). A empada estava gelada e mesmo passando alguns segundos no microondas, veio com o recheio frio. O cappuccino, em compensação, estava bem tirado e saboroso. Quando meu amigo comprou as entradas, fomos para o trabalho.

No serviço, preparo-me para uma audiência na parte da tarde em que acompanharia o Ministro. Perda de tempo, pois a audiência foi cancelada e só me comunicaram quando já estava indo para o local onde se realizaria.

Para almoçar, eu e minha chefe vamos à filial do Bar Brahma (SCLS 201, Bloco C, loja 33, Asa Sul), famoso na esquina da Avenida Ipiranga com Avenida São João, em São Paulo. A filial brasiliense tem como sócio local o já consagrado dono de bares e restaurantes Jorge Ferreira. O cardápio teve a consultoria de Olivier Anquier e é bem interessante. Com predomínio de pratos da culinária nacional, há um prato a cada dia dedicado a alguém que o consultor conheceu em suas andanças pelo Brasil. O prato de terça-feira é rabada com agrião da Rita, prato escolhido e aprovada por minha chefe. Eu escolhi um bife a cavalo, acompanhado de fritas e arroz branco. O tempero da carne é ótimo e estava muito macia. Gostei muito e o atendimento é muito bom. Um dos gerentes da casa foi até nossa mesa perguntar se os pratos estão a nosso gosto e se fomos bem atendidos. Na saída, fomos informados da programação noturna da casam sempre com música ao vivo e de show dos Demônios da Garoa que se realizará em agosto.
Aproveitamos que estávamos perto e fizemos uma fé na mega sena, acumulada em vários milhões.
Já de volta ao trabalho, coloquei em dia todas as respostas de e-mails e confirmei minha presença em eventos em Salvador, Campo Grande e São Luís.

No início da noite, um vapor básico e um lanche rápido no Marvin (SCLS 103, bloco A, Asa Sul), onde comi o sanduíche que mais gosto do cardápio, o Super Cheddar. Como o nome diz, é um grande sanduíche, em todos os sentidos.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

O LADO B DE DOLORES



Manhã: compra de ingressos para o terceiro show do projeto sobre Carmen Miranda e para o terceiro show do projeto sobre Dolores Duran no CCBB.
Almoço: Café Savana (SCLN 116, Bloco A, loja 4, Asa Norte), com minha chefe. Escolho o prato do festival Brasil Sabor 2009, Medalhão Hungria (medalhão de filé mignon ao molho cremoso de páprica doce e picante, salpicado de bacon tostado, acompanhado de purê de batata-baroa com alho-poró e cenourinhas refogadas - R$24,20). O purê que veio em meu prato era de batata inglesa, ao invés de baroa, como descrito no banner e no livrinho do festival. Quinto prato que experimento no festival e ainda estou a procura de um que goste. O prato não é ruim, mas também não me entusiasmou para tornar a degustá-lo.
Tarde: recebo duas novas servidoras que trabalharão no meu setor. Ainda receberei mais sete até o dia 25 de maio, pois está havendo a substituição de terceirizados por servidores concursados. A tarde é completada por reuniões, que entram no início da noite. 
Corro para o CCBB, faço um lanche rápido no Bistrô Bom Demais (SCES, Trecho 2, Conjunto 22 - CCBB), antes do show começar. Por acaso, encontro uma amiga na bilheteria e, também obra do acaso, nossas cadeiras eram lado a lado.

E fui a mais um projeto no Centro Cultural Banco do Brasil em Brasília (SCES, Trecho 2, Conjunto 22). Em todas as terças-feiras de maio, o CCBB está apresentando "O Lado B de Dolores Duran". Perdi o primeiro show, pois não stava em Brasília na terça-feira, dia 05 de maio. Mas garanti meu ingresso (R$7,50 a meia, cliente BB. Obs: o show das 13 horas é gratuito), disputadíssimo, para o segundo show com Denise Duran, irmã de Dolores, Pery Ribeiro e Os Cariocas. O projeto é apresentado por Soraya Ravenle (1º e 4º shows) e Denise Duran (2º e 3º shows). Na noite de 12 de maio, a maioria dos presentes que lotavam o teatro eram pessoas já na faixa dos cinquenta, sessenta anos e que curtiram a música de Dolores nos 29 anos da curta vida da cantora. A irmã Denise fez uma breve apresentação sobre a vida de Dolores, solando duas músicas ao longo de todo o show. Nitidamente ela está sem voz, não conseguindo atingir determinadas notas musicais. Mas também não insiste, explica que ficou 40 anos sem cantar e agora faz uma participação especial aqui e acolá. O primeiro a ser chamado é Pery Ribeiro, apresentado como grande intérprete da bossa nova e das músicas de Dolores. Pery, sentado quase todo o set, conta casos sobre a homenageada, entremeando com músicas gravadas por ela, especialmente de Billy Blanco. Bem humorado, faz piadinhas para a plateia e também escorrega em algumas notas musicais. Sai de cena e Denise sola a segunda música, somente com um piano acompanhando-a. É a vez de Os Cariocas entrarem. As músicas escolhidas são conhecidas e os arranjos são muito bem feitos. O ponto alto é Estrada do Sol, de Tom Jobim e Dolores Duran. Ao final, antes do bis, todos se reúnem no palco e cantam A Noite do Meu Bem, com o acompanhamento da plateia. Gostei de ter visto um show com estes cantores, pois nunca os tinha visto ao vivo. A voz já não é a mesma em nenhum deles, mas vi que a emoção e o prazer de cantar, de se apresentar ao vivo, ainda é forte em todos. O tempo é mesmo implacável. Comprei o ingresso para o terceiro show, na terça-feira, dia 19 de maio.

Ao final do espetáculo, dirijo-me para a festa de inauguração do El Paso Latino (SCLS 404, Bloco C, loja 23, Asa Sul), novo restaurante de meus amigos. É o restaurante onde fui experimentar o cardápio no último dia 06 de maio, cujos comentários postei com o título Vem Aí Mais Um Sucesso neste blog. Chego já no final da festa. Conheço a decoração completa. Muito bonita. Vale a pena conhecer.

Música do dia: Nana Caymmi, seu novo cd. Relaxante, voz suave. Bom para ouvir em momentos que você está de bem com a vida.