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domingo, 11 de maio de 2014

TODOS OS MUSICAIS DE CHICO BUARQUE EM 90 MINUTOS


Em cartaz no Teatro Clara Nunes, no Shopping da Gávea, Rio de Janeiro, o musical Todos Os Musicais de Chico Buarque em 90 Minutos. Estava no Rio em final de semana anterior ao Carnaval, quando aproveitei a oportunidade para ir conferir mais um musical da atual profícua safra brasileira. Fui com Karina na sessão de domingo à noite. Teatro completamente lotado, especialmente por um público acima dos 60 anos, ou seja, uma geração que acompanha desde sempre a carreira de Chico Buarque. Não se trata de uma biografia, muito em voga nos palcos brasileiros, mas sim uma compilação das canções que Buarque escreveu para o teatro e para o cinema, devidamente utilizadas para contar a história de uma trupe teatral em viagem pelo interior do país com a montagem da peça A Dama das Camélias. A dupla Charles Moeller e Cláudio Botelho assinam este musical, o que já garante uma certa tranquilidade, pois eles são primorosos no que fazem. Os arranjos e acordes para canções eternas de Chico estão muito bons e o elenco é afinadíssimo. Soraya Ravenle dá um show de interpretação, tanto como atriz, quanto como cantora. Cláudio Botelho também está em cena, como o dono da companhia de teatro, conduzindo o espetáculo como um narrador. É o que menos canta, mas isto não prejudica o restante do grupo. As mulheres tem maior presença em cena, algo normal, em se tratando do cancioneiro de Chico, ainda mais quando se referem às suas músicas feitas para espetáculos teatrais, como O Grande Circo Místico, Roda Viva, Ópera do Malandro, Calabar, Gota D'Água e Os Saltimbancos. Gostei de vários momentos, especialmente das interpretações de Geni e O Zepelim, quando os atores utilizam placas com a letra do refrão grudento, o que deu mais ênfase a ele; e de Mar e Lua, uma ode ao amor de duas lésbicas. O senão ficou por conta de uma mulher da plateia que insistia em cantar todas as músicas junto com os atores/cantores. Ela estava na minha fila e incomodava muito a todos que estavam à sua volta, pois atrapalhava a quem queria prestar atenção no musical. Ela cantava em voz alta, sem dar muita bola para os pedidos de silêncio. Para piorar, cantava no mesmo ritmo das gravações originais, às vezes ficando mais à frente do que acontecia no palco. Totalmente sem noção. Voltando ao musical, gostei muito e recomendo, mesmo para aqueles que não são fãs de Chico Buarque. Fica em cartaz no Rio de Janeiro até junho, estreando em São Paulo no mês de agosto.

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sexta-feira, 11 de maio de 2012

A FAMÍLIA ADDAMS - O MUSICAL

Em 2010, quando estive em New York de férias, tive a oportunidade de ver a montagem da Broadway para A Família Addams, cujos personagens sempre fui fã. Quando li que uma montagem brasileira entraria em cartaz no Teatro Abril, em São Paulo, não tive dúvidas em comprar ingressos para conferir este musical. Com as taxas já inclusas, paguei R$ 300,00 para uma cadeira no setor vip, mais próximo do palco, em posição bem central. Fui com mais quatro amigos na sessão das 21 horas de sábado, 05 de maio de 2012. Chegamos ao teatro com cinquenta minutos de antecedência, ficando no seu belo salão enquanto as portas para a plateia não se abriam. Dei uma olhada na lojinha com artigos referentes ao musical, mas nada me interessou. O local foi ficando apertado na medida em que as pessoas chegavam e, para piorar, havia um carro exposto no mesmo saguão, roubando espaço onde poderiam se acomodar um bom número de gente. A entrada para a plateia foi liberada faltando vinte minutos para as nove horas da noite. O público lotou o teatro. Não houve atraso para começar. Antes das cortinas se abrirem, a orquestra começou a tocar a conhecida música do seriado de televisão (repetida na versão para o cinema), sendo imediatamente acompanhada pelo público que batia palmas no mesmo ritmo. De cara, toda a família Addams é apresentada, pois estão em um cemitério na primeira cena, com um ótimo número de dança. A história é bem conhecida. Wandinha Addams, a primogênita do casal Gomez e Mortícia, se apaixona por Lucas Beineke, um cara normal e quer que os Addams recebe a família do namorado em um jantar. Ela confessa ao pai que está apaixonada e o pede para nada dizer a Mortícia, para quem ele nunca havia escondido nada até então. Mortícia aceita oferecer o jantar e se portar como gente normal desde que a tradição da família seja respeitada, com todos participando de um jogo ao final da refeição. É claro que o jantar é uma sucessão de erros e de confusões, tendo um final feliz, obviamente. A montagem brasileira é muito parecida com a americana, incluindo os números do teatro de sombras, quando Fester voa até à lua com quem está apaixonado. O texto é da dupla Marshall Brickman & Rick Elice, com música e letras de Andrew Lipp, tudo baseado nos personagens criados por Charles Addams. Coube a Cláudio Botelho a versão brasileira. Nos papéis principais estão Marisa Orth (Mortícia Addams), Daniel Boaventura (Gomez Addams), Cláudio Galvan (Tio Fester), Iná de Carvalho (Vovó), Laura Lobo (Wandinha Addams), Nicholas Torres (Feioso Addams), Rogério Guedes (Tropeço), Wellington Nogueira (Mal Beineke), Paula Capovilla (Alice Beineke) e Beto Sargentelli (Lucas Beineke). A interpretação de Marisa Orth não causa nenhuma surpresa. Ela o faz com sua competência de sempre, com muita precisão nos gestos e nas expressões faciais. Paula Capovilla mostra sua veia de atriz, pois tem mais falas do que canta, mas quando solta a voz, é poderosa no palco. Iná de Carvalho dá um tom pastelão em sua vovó cheia de truques e artimanhas, enquanto Cláudio Galvan faz um Tio Fester cativante, conquistando rapidamente a plateia. Laura Lobo, Wellington Nogueira, Beto Sargentelli e Rogério Guedes são competentes, não tendo nenhum destaque interpretativo em cena. Quem arrasa mesmo é Daniel Boaventura. Ele é o showman do musical. Canta e atua maravilhosamente bem, dando o ar de cafajeste que todo Gomez Addams deve ter. Só ele já vale o espetáculo. Como a maioria dos musicais, A Família Addams é dividido em dois atos, sendo o primeiro mais dinâmico, com números musicais mais vibrantes. No segundo ato predomina o romantismo. O melhor número de dança está no segundo ato, com Gomez e Mortícia dançando um tango misturado a uma encenação de tourada. Ótima diversão. Embora possa parecer destinado a público infantil, o musical é bem adulto. Ao meu lado estava uma criança de, no máximo, dez anos. Não tinha nem uma hora de espetáculo e ela já estava incomodada na poltrona, chamando sua mãe para ir embora. E foi assim até o final. Não seria melhor esta mãe ter verificado antes a duração e se era atrativo para sua filha?

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musical

sexta-feira, 23 de março de 2012

HAIR


Estava em São Paulo no primeiro final de semana de março e aproveitei para ver o musical Hair, pois alguns amigos tinham visto quando esteve em cartaz no Rio de Janeiro e me recomendaram. Consegui comprar ingresso no mesmo dia da sessão, sábado, 17:30 horas, pagando R$ 160,00 em um lugar central com excelente visão do palco. O Teatro do Shopping Frei Caneca recebeu bom público, mas não ficou lotado para ver a versão brasileira do sucesso antigo da Broadway. Conheço o filme de mesmo nome dirigido por Milos Forman, lançado em 1979. Não gosto do filme, mas sempre li que a história é melhor no palco. O musical em terras brasileiras tem versão de Cláudio Botelho e direção de Charles Moeller. São 30 atores em cena representando a geração hippie paz e amor do final da década de 1960, início de 1970, quando o mote principal era "Faça Amor, Não Faça Guerra", em clara oposição à Guerra do Vietnã. Alguns atores da temporada paulistana são figuras carimbadas na recente onda de musicais que fazem sucesso na capital paulista, como Kiara Sasso e Carol Puntel. A montagem é colorida, com muita movimentação e figurino que remonta à moda dos anos setenta, incluindo as vastas cabeleiras. Um toque de humor dá uma cara brasileira ao musical, muito concentrado nas ruas de Nova Iorque. Há uma parte interativa com a plateia que achei despicienda, pois não acrescenta nada na história. A mãe de um dos protagonistas estava entre o público e foi anunciada pelo próprio ator (seria apenas mais uma piadinha como insinuaram alguns anônimos ao ler este post?). No final do primeiro ato todos os atores e atrizes ficam nus no palco, cena totalmente integrada ao contexto histórico do musical. Esta cena mexeu com uma turma de senhoras que estavam sentadas na fileira atrás de onde eu estava, mas se muitos poderiam pensar que elas ficariam chocadas (todas na casa de 60/70 anos), as velhinhas mostraram que estavam em compasso com os ideais de liberalidade pregados pelos personagens do musical. Ficaram bem assanhadas e ainda reclamaram da amiga que comprou os ingressos tão longe do palco. Queriam ver os homens nus bem de pertinho! O ponto forte do musical são as canções, todas em versão para o português, fato que não as diminuiu. Destaco aqui a potência da voz de Juliana Peppi, principalmente na interpretação de Aquarius, uma das canções que teve vida própria fora do musical ao lado de Let The Sunshine In, que encerra o espetáculo, quando muita gente da plateia é puxada para cima do palco para dançar. Hair fica em cartaz em São Paulo até o final de abril. Mesmo tendo se passado 40 anos desde a sua estreia na Broadway, valeu ver a versão brasileira, mesmo o texto soando datadíssimo.



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terça-feira, 30 de agosto de 2011

AS BRUXAS DE EASTWICK


No final da tarde de sábado, pegamos um táxi na porta do Mercure São Paulo Jardins em direção ao Shopping Bourbon, cuja corrida ficou em R$ 25,00. Estávamos indo ver a sessão das 17 horas do musical As Bruxas de Eastwick, em cartaz no Teatro Bradesco. Pelo ingresso, cada um de nós pagou R$ 220,25 (entrada + taxa de conveniência + sedex). O teatro não estava cheio. Embora todos estávamos bem localizados, na fila M, lado ímpar, alguns trocaram de poltrona para ficar com mais folga e espaço. O musical é uma comédia de John Dempsey e Dana P. Rowe, vertida para o português por Cláudio Botelho, cuja direção coube a Charles Moeller, os dois responsáveis pelo atual boom de sucesso de musicais nos teatros do Rio de Janeiro e de São Paulo. Ao todo são 26 atores em cena. Os papeis principais são interpretados por Eduardo Galvão (Darryl Van Horne), Maria Clara Gueiros (Alexandra Spoffard), Sabrina Korgut (Jane Smart), Renata Ricci (Sukie Rougemont), Fafy Siqueira (Felícia Gabriel), Renato Rabelo (Clyde Gabriel), André Torquato (Michael Spoffard), Clara Verdier (Jennifer Gabriel), Blota Filho (reverendo Ed Parsley) e Ben Ludmer (Fidel). O início teve um pequeno atraso de cinco minutos. Dividida em dois atos, com intervalo breve entre eles, esta comédia musical é bem fiel ao que vimos nas telas de cinema em 1987 na versão dirigida por George Miller e estrelada por Jack Nicholson, Susan Sarandon, Michelle Pfeiffer e Cher. Do elenco, destaco a sempre ótima Fafy Siqueira, Sabrina Korgut, com um time perfeito de interpretação teatral e musical, e Renata Ricci, com uma voz afinadíssima e poderosa. O musical é leve, divertido, com bons efeitos visuais e de ilusionismo. Ao final do primeiro ato, as três "bruxas" voam sobre a plateia em um número plasticamente bonito. Não vai além de uma boa diversão. Poderia, inclusive, ser em menos tempo, já que há cenas repetidas, como as de vodu. Gostei, pero no mucho! Ao sair, demos uma volta no shopping e pegamos um táxi de volta ao hotel (corrida praticamente no mesmo valor: R$ 26,00), onde descansamos, trocamos de roupa e saímos novamente. Desta vez escolhemos um local próximo ao hotel, caminhando até o restaurante Spot (Alameda Ministro Rocha Azevedo, 72, Bela Vista), onde enfrentamos uma fila de espera de quase duas horas para vagar uma mesa e podermos jantar. Nem vimos o tempo passar, pois ali é assim mesmo. A maioria vai, se senta nos bancos do lado de fora, bebe, fuma, conversa, petisca comidinhas, vê e é visto. Depois do jantar, voltamos para o hotel, já no início da madrugada. Como gato escaldado tem medo de água fria, não entramos todos no mesmo elevador. Dividimos em três turmas para subir. Domingo foi dia de tomar café da manhã mais tarde, fazer o check out ao meio dia, ir para o aeroporto e embarcar de volta para Brasília.


Teatro Bradesco - Shopping Bourbon




Letreiro do restaurante Spot


Penne Oriental - Spot

terça-feira, 19 de julho de 2011

FINAL DE SEMANA NO RIO DE JANEIRO - DOMINGO - ALTA GASTRONOMIA NO ALMOÇO E MUSICAL À NOITE

Acordei no domingo com gritos na rua, pouco antes de 8:30 horas, ou seja, ainda de madrugada para mim. Eram gritos de incentivo, afinal os primeiros atletas da Maratona Internacional do Rio de Janeiro passavam, ou melhor, corriam, em frente ao hotel onde estava hospedado. Voltei a dormir, só levantando para tomar café da manhã, quase no final do horário. O tempo estava nublado, mas bem abafado. Não tive ânimo para sair. Voltei para o quarto e fiquei a ler jornais e revistas que tinha levado comigo na bagagem. Só saímos para almoçar.
Pegamos um táxi em direção ao Leblon, pois escolhemos um restaurante de culinária portuguesa, o premiadíssimo Antiquarius (Rua Aristides Espínola, 19, Leblon). Pela corrida de táxi, rapidíssima, por sinal, pagamos R$ 13,00. O céu já estava bem azul, com muita gente andando na pista ao longo das praia de Ipanema e Leblon que é interditada ao tráfego de carros aos domingos. Havia uma brisa agradável. Não perdemos tempo, pois sei que o carioca almoça tarde e que o Antiquarius é muito requisitado nos finais de semana. Fomos muito bem recebidos. Mesa para dois. Era a primeira vez que ia neste restaurante. Já tinha ido à  unidade de São Paulo por mais de uma vez, porém ainda não tinha tido uma oportunidade para conhecer a bela casa carioca. Cheio de salões pequenos, ficamos em uma mesa localizada em uma sala onde apenas cinco mesas ocupavam o espaço. Decoração clássica, com quadros antigos, objetos de decoração, todos lembrando, obviamente, um antiquário. Logo que sentamos, o couvert chegou à mesa. E que couvert! Antes de começar a comer, escolhi um bom vinho português para celebrar o momento, pois, afinal, não é todo dia que estamos em um dos seis restaurantes brasileiros com a cotação máxima de estrelas (três) do conceituado e tradicional Guia Quatro Rodas. O vinho tinto escolhido foi o Casa Cadaval Trincadeira 2008 Vinhas Velhas, produzido na região DOC do Tejo (R$ 169,00 na carta). Tenho um Barca Velha 1999 em minha adega. Fiquei curioso para ver se a carta de vinhos do restaurante tinha este vinho. Tem, pelo preço de R$ 2.979,00 a garrafa. E olha que ele nem está ainda no ponto para se beber, pois as revistas especializadas indicam que este vinho estará perfeito após vinte anos de guarda, no mínimo. O vinho Casa Cadaval Trincadeira é maravilhoso! O couvert vai chegando aos poucos. É tanta coisa que quase se dispensa o almoço em si. Inicialmente, colocaram uma cesta com torradas bem finas, queijo branco fresco, patê de fígado e manteiga. Em seguida, uma mini lasanha fria de berinjela, pasta de tomate seco e alcaparras (tão boa que pedi outro pedaço). Também vieram à mesa oferecer pães diversos, todos quentinhos. Um prato com mini-croquetes de carne e outro com mini-bolinhos de bacalhau foram devorados rapidamente por mim e por Ric. Uma taça com caldo de cozido também fez parte do couvert. Estava em temperatura adequada para se beber sem queimar a boca. Aroma e sabor surpreendentes. E, por fim, um prato com queijo da Serra da Estrela derretido. Iguaria maravilhosa, que adoro. Com tanta coisa no couvert, não quisemos nenhuma entrada. Fomos direto ao prato principal. Enquanto Ric escolheu o Bacalhau a Lagareira, eu já entrei no restaurante com a ideia de comer um Arroz de Pato. Esta foi minha escolha. Enquanto bebíamos, conversávamos, navegávamos na internet em nossos iPhones (wi-fi liberado mediante senha) e deliciávamos com o couvert, nem vimos o tempo passar. O restaurante estava lotado a esta altura, já com gente em fila de espera. Os pratos chegaram fumegando à mesa. O bacalhau de Ric já veio montado no prato, enquanto meu arroz de pato veio em uma caçarola de cobre. Quando o garçom abriu a panela, o aroma penetrou fundo em minhas narinas, alertando-me do que viria pela frente: um prato cremoso, com o pato quase derretendo na boca. Já sabia da fama deste prato, mas não sabia que era tão bom. Fiquei arrependido de não conseguir comer tudo, pois exagerei no couvert. Não teve como escolher sobremesa, embora o prato que o garçom trouxe à mesa com uma mostra da variedade do dia enchesse minha boca de água. Ric, inacreditavelmente, escolheu a única opção que não tem origem portuguesa, um creme brulé. Queria pastel de belém, mas não vi este famoso doce português nas opções mostradas pelo garçom. Nem ousei perguntar se tinha, pois já seria gula. Quando Ric terminou seu doce, pedimos café expresso. Meus olhos brilharam ao ver que o café era acompanhado por um pastel de belém. Deixei a gula me dominar. Comi o pastel de belém sem sentimento de culpa. Pensei cá comigo: "exagero hoje e como alface e afins durante uma semana". Saímos do restaurante depois das 16 horas e ainda havia gente na fila de espera. A conta ficou em R$ 512,00.


Restaurante Antiquarius


Vinho português Casa Cadaval Trinadeira 2008 Vinhas Velhas - Restaurante Antiquarius


Bacalhau a Lagareira - Restaurante Antiquarius


Arroz de Pato - Restaurante Antiquarius

Fiz uma proposta de voltar a pé para o hotel. Ric aceitou. Depois lembrei que estávamos bem distantes, o que me fez mudar de ideia e pegar o primeiro ônibus que passava. Pagamos R$ 4,80 cada um pela passagem, descendo na Praça General Osório, em Ipanema, indo o restante a pé até o hotel. No caminho, bares lotados para o jogo das quartas de finais da Copa América entre Brasil e Paraguai. Não tivemos muito tempo para descansar. Naveguei um pouco na internet, tomei um banho, coloquei uma roupa mais quente e saímos de novo. Resolvemos ir de ônibus até o Shopping Leblon, onde está localizado o Teatro Oi Casa Grande, local no qual está em cartaz o musical Um Violinista no Telhado, espetáculo recomendado por amigos e que tinha comprado ingresso pela internet, ao custo de R$ 96,00 cada para a última fila da plateia. Andar de ônibus no Rio de Janeiro entre os bairros de Copacabana, Ipanema e Leblon é muito fácil. Há uma infinidade de opções. Pegamos o primeiro que passou na Avenida Rainha Elizabeth, a duas quadras de nosso hotel. Pelo rápido trecho, pagamos R$ 2,50 cada um. Chegamos no teatro às 18:00 horas. Tínhamos, portanto, uma hora de antecedência para o início do musical. Resolvi dar uma passada na Livraria da Travessa que fica no segundo piso do shopping. Ric ficou sentado do lado de fora da livraria, enquanto eu comprava revistas mensais de turismos e música. No caixa, vi o cd de Manu Santos (Nossa Alegria), lembrando-me de que havia lido uma resenha bem favorável ao disco. Como gosto de novidades, acabei comprando um (e não me arrependi, pois o cd é o que mais tenho ouvido desde então). Há uma entrada interna para o teatro para quem está no shopping. Não tinha fila. Uma atenciosa recepcionista verificou nossos ingressos (impressos em casa), fez a leitura do código de barras e nos indicou o elevador, onde um elegante ascensorista nos conduziu até o andar onde fica a entrada para a plateia. As portas ainda não estavam abertas. No apertado hall, uma pequena multidão de idosos aguardava. Ficamos impressionados com a quantidade de idosos, muitos com dificuldades de locomoção, que se aprontavam para ver um espetáculo. Isto, sim, é força de vontade. Isto sim é viver! Um estímulo e tanto para mim.


Teatro Oi Casa Grande


Pano de cena do musical Um Violinista no Telhado - Teatro Oi Casa Grande

Previsto para começar às 19 horas, houve um pequeno atraso de dez minutos. O espetáculo tem três horas de duração, com um pequeno intervalo de quinze minutos (quando todos saem às pressas para ir ao banheiro). Um Violinista no Telhado (Fiddler on The Roof), é um musical escrito por Jerry Bock, Sheldon Harnick, Joseph Stein e Jerome Robbins, tendo feito enorme sucesso na Broadway na década de 60, quando ficou em cartaz por sete anos, sendo ainda vertido para as telas de cinema em 1971. A versão brasileira é de Cláudio Botelho e a direção de Charles Moeller, dupla onipresente nos musicais brasileiros. Estrelada por José Mayer (Tevye), Soraya Ravenle (Golda) e mais 39 atores/cantores/bailarinos, sem contar os eventuais substitutos, o musical é ambientando em uma vila judia encravada no interior da Rússia em período pré-revolução. Nesta vila, o que importa são as tradições milenares do povo judeu. Uma pequena revolução acontece no lugarejo, tendo como eixo a família de Tevye e Golda, um casal pobre, que vive do leite que ordenham de suas vacas, para o sustento deles e de suas cinco filhas. As três filhas mais velhas são os fios condutores da revolução na tradição judia: uma se recusa a casar com o escolhido para ela, preferindo aquele por quem seu coração manda; outra se une a um homem que chega à vila, vindo da capital, com ideias novas (não fica claro, mas é um dos líderes da revolução que derrubou o czar russo) e a outra se casa com um russo não judeu, e ainda integrante da força policial da cidade. Apesar deste fundo político, o musical é leve, uma comédia deliciosa de se ver. Não é cansativo de forma alguma. Momentos mais dramáticos e de leveza são bem dosados, sempre ligados com números coreografados sensacionais. Os efeitos especiais utilizados também são um dos pontos a destacar da montagem brasileira (a cena do sonho de Tevye é lírica, assombrosa, divertida e comovente ao mesmo tempo). Soraya Ravenle dá um show de interpretação, tanto nos textos quanto ao interpretar as canções. José Mayer para mim foi uma agradável surpresa. Não o acho um ator versátil. Aos meus olhos, ele sempre faz o mesmo papel, o de eterno galã de novelas, mas no musical, ele mostra um lado cômico que não conhecia, canta, dança, nos emociona. Belo trabalho de ator. Desfez minha imagem de eterno galã (mesmo porque com a enorme barba grisalha, além de um pesado figurino, ele está bem longe de ser galã nesta montagem). A música instrumental que pontua cada momento do espetáculo é também digna de nota, pois não é chata e nem sonolenta. Também gostei de ver e conhecer algumas das tradicionais danças e rituais dos judeus, especialmente o casamento. O número de dança russa (aquela em que os bailarinos dançam agachados jogando as pernas para o alto) também foi legal de se ver. Ao final, valeu a pena ver este musical.



Quando saímos do teatro, eram 22 horas. Resolvemos comer uma pizza. Fomos caminhando até a Avenida Epitácio Pessoa, em frente ao Jardim de Alah, onde há alguns restaurantes. Escolhemos o que tinha pizza no cardápio, o Artigiano Ristorante (Avenida Epitácio Pessoa, 204, Jardim de Alah, Ipanema). Ficamos em uma mesa logo na entrada, na varanda, aproveitando a brisa fria que soprava na noite carioca. Aceitamos o couvert, que não tinha nada de excepcional (pães, grissini, foccacia, patê de fígado, manteiga e pasta de tomate seco, ricota e pimentão vermelho). Como nossa opção era pizza e no cardápio só havia um preço, perguntamos ao garçom o tamanho dela. Ele explicou sem explicar muito. Ficamos sem entender. Pedimos uma com dois recheios: margherita (o favorito de Ric) e abobrinha, flor de abobrinha e camarões. A pizza veio muito rápido. O tamanho era individual, do tamanho de um prato, além da massa ser bem fina. Assim, tivemos que pedir outra, mas mudamos os recheios: metade presunto de Parma, mussarela e parmesão com a outra metade de mussarela, manjericão com berinjela e abobrinha grelhadas (ambas cortadas em rodelas). A primeira pizza devoramos rapidamente, pois estávamos com fome. Não há como errar no recheio da pizza margherita e a de abobrinha com camarões estava digna, mas a flor de abobrinha não tinha sabor. Já na segunda pizza, as rodelas da berinjela e da abobrinha foram cortadas grosseiramente, não ficando grelhadas no ponto, pareciam ainda cruas, enquanto o parmesão no recheio da metade que tinha o presunto de Parma estava com sal além do ponto. Não comi tudo. Pedi um café. Perguntei se eles tinham descafeinado. O garçom me respondeu que não, que a única opção era o expresso. Desisti de qualquer argumentação (não é a primeira vez que ouço esta pérola), bebendo a "única" opção da casa em café. Quando chegamos, já tínhamos lido no cardápio que a casa não aceitava cartões de débito e/ou crédito como forma de pagamento. Pagamos a conta em dinheiro, ou seja, R$ 122,00 (foram R$ 22,00 em moedas). Este tipo de postura em alguns restaurantes no Brasil, especialmente em uma cidade tão turística como o Rio de Janeiro, me espanta um pouco. É muita sovinice dos proprietários. Se tivesse gostado da pizza, talvez não voltaria pelo fato de não aceitarem cartões. Mas como nem a comida me agradou, a chance de voltar ali é perto de zero. Saímos do Artigiano pouco depois de 23 horas. Na porta do restaurante, um ônibus parou porque o sinal estava fechado. Pedi para abrir a porta. O motorista nos atendeu. Pagamos R$ 2,50 a passagem individual. O ônibus era um freezer, pois a temperatura do ar condicionado estava muito baixa. Descemos na primeira parada após a Praça General Osório, na esquina da Rua Bulhões de Carvalho. Estávamos bem próximos do hotel. Lá chegando, arrumei a mala e deitei para dormir, mas fiquei rolando na cama, de um lado para o outro até três horas da madrugada (pelo menos esta é a última hora que lembro de ter visto no rádio relógio ao lado da cama). Culpei o café que bebi no final da noite pela falta de sono. Às 6:00 horas o relógio despertou. Era hora de levantar, acabar de arrumar as coisas, tomar café da manhã, fazer check out no hotel, pegar um táxi até o Aeroporto de Santos Dumont (R$ 25,00 a corrida), fazer check in na TAM, aguardar a hora de embarque para voltar a Brasília na manhã de segunda-feira. Já em Brasília, onde chegamos um pouco antes do meio-dia, pegamos Getúlio na casa de nossos amigos e fomos para casa, onde tomei um banho para acordar, almocei e fui trabalhar. A segunda-feira custou a passar. A noite custou a chegar. O sono dominava meu corpo o dia inteiro. Noite de segunda para terça-feira muito bem dormida, apesar da dor de garganta que se instalou em mim. Febre e faringite me impediram de ir ao trabalho nesta terça-feira. Tempo de ficar em casa, me recuperando.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

EVITA

Final de tarde em São Paulo. Fomos para o Teatro Alfa (Rua Bento Branco de Andrade Filho, 722, Santo Amaro, atrás do Hotel Transamérica). Saímos do hotel onde estávamos hospedados às 16 horas. A distância entre o hotel e o teatro é de aproximadamente 14 quilômetros. Pegamos um pequeno engarrafamento na Marginal Pinheiros, mas chegamos no local faltando meia hora para o início do espetáculo, marcado para 17 horas. Sessão da tarde é sempre mais tranquila. Antes de entrar, achei tão bonito o catálogo/programa do musical que acabei comprando por R$ 25,00. A imagem ao lado é a capa deste catálogo. O teatro tinha bom público, mas não estava cheio. Na fila em que eu e Ric ficamos ninguém mais se sentou. Como ficava um pouco distante, levei binóculos para ver os detalhes das expressões faciais dos atores e das roupas. Mais um musical, para o qual pagamos R$ 196,47 (já incluídas as taxas) cada ingresso, com desconto por comprar com Cartão Bradesco. Desta vez o famoso musical Evita, cuja versão brasileira coube a Cláudio Botelho, que a cada dia se firma como um dos grandes nomes dos musicais super produzidos no Brasil. As letras originais são de Tim Rice para as músicas criadas por Andrew Lloyd Webber, um midas dos musicais. Regência e direção musical da maestrina Vânia Pajares, enquanto a direção de arte ficou a cargo de Juliano Seganti. O cenário é de Jorge Takla e Paulo Corrêa. Direção geral de Jorge Takla. O cenário não tem nada de complicado, mas funcionou muito bem. Elementos simples em cena, como cadeiras, sofás, mesas, microfones de pé, palanques, entre outros objetos, que eram fáceis de serem retirados de uma cena para outra pelo próprio elenco de apoio. No mais, um grande fundo branco, bem como as duas laterais do palco, com janelas e portas se abrindo, dependendo do contexto da história. Evita é interpretada por Paula Capovilla, Juan Perón por Daniel Boaventura e Che Guevara, o narrador da história, é vivido por Fred Silveira. A história é bem conhecida dos brasileiros e se baseia na vida de Evita Perón, considerada quase uma santa para uma grande parte dos argentinos. Já encenada em palcos brasileiros, quando a cantora Cláudia viveu o papel principal, também foi transposta para o cinema nas mãos de Alan Parker, com Madonna fazendo Evita. Por falar em cinema, Jorge Takla aproveitou bem o fundo branco de seu cenário com muita projeção de imagens reais da vida de Evita e do momento político da Argentina em sua época. Começa com uma cena em uma sala de cinema, quando o filme é interrompido para anunciar a morte de Evita Perón, para em seguida, voltar no tempo, contando a subida meteórica de Evita que saiu de uma cidade do interior para tentar a vida como cantora e atriz em Buenos Aires, onde tem uma vida atribulada e cheia de homens, até conhecer Juan Perón. O resto todos já conhecem. A história não fica apenas no lado humano e bondoso deste ícone argentino, mas também fala do enriquecimento através de uma fundação que nunca declarou nenhum centavo recebido. Paula Capovilla é segura, canta bem e consegue passar emoção nos momentos em que isto é exigido. Um dos pontos altos é logo no início, quando a Argentina chora a morte de Evita e ela aparece em uma das janelas, vestida de branco, loura, enrolada na bandeira do nosso país vizinho. Daniel Boaventura não faz feio, mas achei que ele não colocou energia nas canções. Ele é melhor cantor em disco. Fred Silveira, o Che Guevara, foi uma surpresa para mim. Canta menos, fazendo mais o lado ator aparecer. Tem ótima projeção de voz. O espetáculo não é longo. Em cinquenta minutos de primeiro ato, desce a cortina e anunciam um intervalo de quinze minutos. Aproveitei o momento para tirar fotos do display no saguão do teatro. Neste intervalo, observei que o público era, em sua maioria, formado por pessoas idosas. Adorei ver grupo de senhoras, com roupas elegantes, perfumadas, mostrando suas jóias de família, conversando animadamente. O segundo ato segue a linha do primeiro, mantendo uma homogeneidade que não vi no espetáculo New York New York, como já postei aqui. Mais cinquenta minutos e o musical chega ao fim. Gostei muito. Saímos apressados para pegar um táxi, pois da última vez que estive no Teatro Alfa fiquei um bom tempo para conseguir sair de lá, pois não havia táxi no ponto. Desta vez foi diferente. Pegamos logo o primeiro carro disponível, retornando ao hotel. Como era cedo, decidimos ir até o Center 3, shopping pequeno situado na Avenida Paulista com Rua Augusta onde Ric comprou um novo óculos escuros já que eu sentara, ainda de manhã, nos óculos dele. Diga-se de passagem, Ric deixou os óculos em local inapropriado, ou seja, em um puff, próprio para se sentar. Depois da compra, decidimos ir ao cinema no Espaço Unibanco de Cinema, bem próximo de onde estávamos.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

MAMMA MIA!


Desde que estreou em São Paulo, fiquei com vontade de assistir ao musical Mamma Mia!. Afinal, segundo o seu livreto, é o musical nº. 1 no mundo, em cartaz faz alguns anos em New York. Recordo-me que quando lá estive em abril, fiquei hospedado bem perto do teatro onde é encenado o musical, sempre com filas enormes. O sucesso do musical foi transportado para as telonas com a mesma diretora e também foi sucesso de público. Vi o filme e gostei. Com todos estes antecedentes, quando tive oportunidade de encaixar uma viagem a São Paulo em minhas férias, não tive dúvidas. Comprei ingresso na bilheteria da Fnac em Brasília. Para a noite de quinta-feira, dia 02/12/2010, não tinha mais entrada para a plateia vip, a mais próxima do palco. Paguei R$ 204,00 cada ingresso, já incluída a taxa de conveniência, para a plateia A2. Eu e Ric chegamos no meio da tarde em São Paulo, fizemos check in no Ibis São Paulo Paulista, almoçamos no América Paulista, ao lado do hotel. Ao sairmos, chovia, motivo pelo qual preferimos não sair, descansando para a noite. Como o trânsito da cidade é travado, saímos às 19:50 horas do hotel, pegando um táxi (R$ 17,00) até o Teatro Abril (Avenida Brigadeiro Luís Antônio, 411), templo dos musicais em São Paulo. Chegamos às 20:15 horas, ficando no belo saguão esperando a abertura das portas do teatro. Aproveitei para comprar um imã de geladeira alusivo à peça na lojinha montada no local. A loja tem o cd com as músicas da peça, peças em cerâmica que lembram as ilhas gregas, cenário do musical. O imã é caro, pois custou R$ 18,00. Os musicais no Teatro Abril tem uma organização semelhante aos da Broadway, em New York. Assim, no horário marcado, as portas foram abertas. Enquanto aguardávamos para entrar, um ônibus de turismo chegou trazendo apenas senhoras para lá de sessenta anos. Muito legal isto. Por falar nestas senhoras, o público majoritário do musical na noite de quinta-feira era de idosos. O teatro não ficou lotado, mas tinha um bom público, ocupando mais de 2/3 de sua capacidade. O musical é baseado nos grandes suscessos do grupo sueco Abba, com músicas e letras da dupla Benny Andersson e Bjorn Ulvaeus. Coube a Cláudio Botelho a versão brasileira. O diretor da versão nacional é Floriano Nogueira, também coreógrafo, enquanto o diretor musical é Paulo Nogueira. Trinta e dois artistas, entre cantores/atores e dançarinos integram o elenco, encabeçado por Kiara Sasso (Donna Sheridan), Pati Amoroso (Sophie Sheridan), Andrezza Massei (Rosie), Rachel Ripani (Tanya), Carlos Arruza (Bill Austin), Cleto Baccic (Harry Bright) e Saulo Vasconcelos (Sam Carmichael). O musical tem dois tempos, cada um com uma hora e dez minutos de duração. Há um providencial intervalo de vinte minutos entre os atos. Durante todo o espetáculo as músicas são cantadas em português. Foi interessante ver as músicas que embalaram e ainda embalam as pistas de dança ao redor do mundo em versões na nossa língua. O sentido das músicas ficou o mesmo, com muita alegria. Algumas delas são perfeitas para as performances de Andrezza Massei, a simpática gordinha Rosie, e Rachel Ripani, fazendo o papel de Tanya, a perua de meia idade. Os cenários não são grandiosos como em outros musicais americanos, mas refletem bem o clima praiano das ilhas gregas. O forte são as músicas e as interpretações do quarteto feminino principal. Aliás, o elenco feminino é muito superior ao masculino. Saulo Vasconcelos, uma unanimidade nos musicais brasileiros, soa desconfortável em um papel menor. Após as apresentações de todo o elenco, já findada a encenação, a orquestra executa novamente Mamma Mia, com o elenco de apoio dando um show de dança, cantando em inglês. A plateia se levantou para acompanhar e não sentou mais, pois, em seguida, o elenco principal veio com figurino que me lembrou Priscilla, a Rainha do Deserto para cantar, também em inglês, Dancing Queen. Final pra cima, cheio de energia. Os comentários na saída eram só elogios. Achei a peça bem superior ao filme. É mais lúdica, mais bonita. A história é simples, mãe e filha vivem em uma ilha grega na qual administram uma taberna/pousada. A filha se prepara para casar e quer saber quem dos três antigos namorados de sua mãe é seu pai e os convida, sem conhecimento da mãe, para a festa de seu casamento. Do teatro, pegamos um táxi (R$ 11,00) para jantar na tradicional cantina italiana Famiglia Mancini (Rua Avanhandava, 81), onde, pela primeira vez, não precisei ficar em fila de espera. Entramos, pedimos um Chianti Clássico, uma bela massa, brindando a bela noite em São Paulo.