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terça-feira, 22 de fevereiro de 2022

ARGENTINA - DIA 6 - PARTE 1 - DE FEDERACIÓN A ROSARIO

07/01/2022 (sexta-feira) - acordei cedo, por volta de 06:30 horas. O sol já indicava que seria mais um dia quente. Troquei de roupa, terminei de arrumar a mala para nossa viagem de Federación a Rosario, na província de Santa Fé.

Mais uma vez tomamos café da manhã na copa/cozinha comunitária do hotel, mas nada compramos, pois fizemos um apanhado das coisas que tinham sobrado dos cafés da manhã dos dias anteriores em Federación. Ao final do café, cada um revisou os itens de seus quartos para verificar se nada faltava. Com tudo conferido e guardado nos lugares certos, levamos as malas para o carro. Em seguida, despedimo-nos da Família Almada, pois eles seguiriam viagem para outra cidade na mesma província de Entre Rios, enquanto eu, Gastón, Emi e Rogério iríamos para Rosario.

Saímos do hotel às 10:25 horas. Nossa primeira parada foi em um posto de gasolina YPF, ainda dentro da cidade, para encher o tanque do carro de gasolina, pelo qual pagamos ARS 3.800,00 (R$ 108,57), em dinheiro. Cada casal arcou com a metade do valor.

A distância entre Federación e Rosario é de 410 quilômetros em estrada em ótimo estado, toda duplicada.

No caminho, passamos por dois pedágios, que nos custaram ARS 85,00 (R$ 2,43) cada um, sempre com o pagamento em espécie.

Fizemos duas paradas. A primeira delas em um posto YPF na estrada, onde comprei um refrigerante Paso de Los Toros, sabor pomelo (ARS 120,00 = R$ 3,43), pago em dinheiro, além de irmos ao banheiro. A segunda, já na hora do almoço, escolhemos um lugar na estrada, mas dentro de uma pequena cidade chamada Nogoyá.

O restaurante se chama El Nuevo Establo. Tinha muito carro estacionado em sua porta. Quando nos sentamos, no salão interno, eram 13:55 horas. Todas as luzes estavam apagadas, o que conferia uma atmosfera sombria ao restaurante. Um garçom mal humorado, sem máscara, nos atendeu. Tudo que escolhíamos, ele dizia que não tinha. Enfim, nós quatro conseguimos eleger o mesmo prato, pedindo quatro milanesas de carne com batatas fritas. Para beber, 3 garrafas de águas saborizadas. O restaurante tinha metade de suas mesas ocupadas, a maioria delas ainda sem terem seus pedidos chegado. Imaginei que a demora seria longa. Quando o relógio marcava 14:50 horas, o garçom veio até a mesa para informar que não havia mais milanesas de carne, mas somente de frango, item que ele tinha dito, quando tirou nossos pedidos, que estava em falta. Gastón ficou super bravo e começou a discutir com o garçom, que o mandou à merda, saindo de perto. Gastón levantou e foi atrás, quando um outro empregado, que parecia ser o gerente o atendeu. Ele pagou as águas e saímos sem comer nada, mortos de fome. Total gasto no restaurante foi de ARS 600,00 (R$ 17,14). Outras pessoas também foram reclamar da demora com o gerente. O garçom mal educado não mais apareceu.

Seguimos viagem, tentando encontrar outro local na rodovia para comer. Acabamos por chegar em Rosario, indo direto para o hotel, que Gastón havia reservado via Booking.

Como o hotel não tinha garagem, colocamos o carro em um estacionamento ao lado. Saindo do estacionamento, carregando nossas malas, entramos no Esplendor by Windham Savoy Hotel (San Lorenzo, 1.022). Eram 16:40 horas. Antes de nos dirigirmos ao balcão, um empregado verificou nossa temperatura e apontou um frasco de álcool gel para utilizarmos.

O hotel é antigo, um clássico da cidade, e foi todo reformado quando assumido pela rede Windham.

No check in, descobrimos que o estacionamento tinha convênio com o hotel, podendo pagar as diárias no momento do check out.

Recebemos duas chaves magnéticas para o nosso apartamento, que foi o de número 318. Emi e Rogério ficaram no mesmo andar. O pagamento dos gastos no hotel, incluindo as diárias, seria apenas no check out.

Subimos para o quarto, que era de bom tamanho, com banheiro gigante, boas amenities, ar condicionado funcionando. Nossa vista era para o pátio interno do próprio hotel.

Como a fome gritava, nem troquei de roupa. Foi deixar as malas no quarto, sem abri-las, encontrar Emi e Rogério no lobby do hotel e sair para comer algo. Eu, com um humor pra lá de horrível, disse que não procuraria nenhum lugar, que sentaria no primeiro que visse. Todos concordaram. O hotel ficava em uma esquina. Viramos a esquina à esquerda, caminhamos 100 metros e na outra esquina tinha um pequeno café. Foi ali mesmo que entramos, sentamos e comemos.


Restaurante
: La Favrika del Bajo.

Endereço: San Martin, 510 Rosario, Santa Fé, Argentina.

Instagram: @lafavrikarosario

Data: 07/01/2022 (sexta-feira) - almoço tardio.

Especialidade: cafeteria, com refeição leve e rápida.

Tempo no local: 1 hora.

Valor pago: ARS 1.480,00, em dinheiro (R$ 42,28). Valor para duas pessoas (eu e Gastón).

Serviço: entramos e escolhemos a única mesa para quatro pessoas no salão interno, que não é grande. Foi preciso chamar a garçonete para nos atender. Ao deixar os cardápios, ela informou que a maioria dos pratos quentes não sairia naquela hora, pois eram servidos somente no até às 15:00 horas, horário do almoço. O que poderia ser pedido eram sanduíches frios e quentes, saladas e bebidas. Nada que tivesse que ir ao forno ou em panelas seria preparado. A garçonete, que usou máscara todo o tempo em que lá estivemos, era desatenta, pois ficava sempre de costas para as mesas. Todas as mesas tinham frasco de álcool gel para uso dos clientes.

Curiosidades: esta unidade funciona como um cafeteria. A outra loja é um restaurante maior (Tucumán, 1.816).

Ambientea casa utiliza a calçada para colocar mesas nas duas laterais, já que fica em uma esquina. O lado externo estava cheio, com pessoas tomando café e lendo jornal. Na parte interna, um balcão para rápido atendimento à esquerda de quem entra, e poucas mesas no lado direito, onde ficamos, em mesa mais ao fundo. Nada de sofisticação. Cardápio enxuto. Não havia ar condicionado. As janelas amplas estavam todas abertas.

A experiênciacom a fome que eu estava, escolhi algo mais rápido. Pedi um carlito de pollo (ARS 500,00), sanduíche quente (feito na tostadeira elétrica), feito com pão de miga, recheado com presunto, queijo, frango, ovo cozido, tomate, pimentão vermelho e um toque de ketchup. Gastón fez a mesma escolha, explicando que era um sanduíche típico de Rosario. O que o diferencia é justamente o ketchup no recheio. Para beber, eu pedi um suco de laranja (ARS 200,00) e Gastón um Seven Up sem açúcar (ARS 170,00). O carlito era enorme. Veio cortado em seis pedaços, o que facilitou na hora de comer. Eu preferi usar as mãos, devidamente higienizadas com álcool gel. O sanduíche estava com bela coloração dourada, sinal de que o tostado estava no ponto certo, exalando um ótimo aroma. A crocância do pão casou muito bem com a umidade do recheio, que era bem farto. Gostei do que comi.

Continua...


segunda-feira, 21 de fevereiro de 2022

ARGENTINA - DIA 5 - PRAIA DE RIO E PASSEIO DE TREM FAKE - FEDERACIÓN, ENTRE RIOS

06/01/2022 (quinta-feira) - despertei com o alarme de meu celular, que toca todos os dias às 08:15 horas. Levantei com muita preguiça. Mais uma vez, Gastón saiu para comprar facturas, pães, frutas, leite e suco para o café da manhã. Aproveitou para comprar ingredientes para o nosso almoço.

A família Almada armou as mesas na copa/cozinha do hotel, pois ninguém queria cachorro de novo pulando nas mesas para roubar nossa comida, além de evitar o vento.

Tomamos café sem pressão de sair, pois nada tínhamos programado. Assim que todos terminaram, recolhi os utensílios de nosso quarto para lavar, mas foi Rogério quem os lavou. Tomei um banho e resolvi ler as notícias do Brasil no meu celular. Em menos de 5 minutos, eu já tinha largado o celular, deitado e voltado a dormir. Nem a algazarra que todos faziam na piscina, que ficava em frente ao nosso quarto, me atrapalhou.

Só acordei com Gastón me chamando para almoçar, por volta de 15:00 horas. Ele tinha feito dezenas de sanduíches de miga, uma iguaria típica da Argentina, que eu amo. O pão é o de forma, mas super fino e macio, sem as cascas, recheado com vários sabores, sempre bem molhadinho. Gastón fez os sanduíches com recheios de presento e queijo, tomate e queijo, ovo cozido amassado com maionese (o melhor sempre), atum com maionese, muçarela, e presunto com tomate. Quando vi as montanhas de sanduíches na mesa, devidamente envoltos em panos de prato úmidos para manter a umidade, pensei que tinha sido um exagero. Que nada, não sobrou um para contar história. Ainda comeram carne que tinha sobrado do assado da primeira noite. Eu fiquei somente nos sanduíches de miga e refrigerante Manaos sabor pomelo.

Terminado o almoço, trocamos de roupa, quando novamente coloquei roupa de banho, camisa de manga comprida com proteção UV e chapéu, entramos no carro com destino às praias do Rio Uruguay. Fomos apenas eu, Gastón, Emi e Rogério. Escolhemos a com mais estrutura delas, com um bar, a Playa Grande. Rogério, Gastón e eu não tínhamos vontade de entrar na água, mas pelo menos senti como estava fria colocando meus pés nas margens do rio. Água bem limpinha. Na areia, que era cheia de pedregulhos, algumas barracas meia-lua protegiam os frequentadores do vento e do sol. Era tarde, mas o sol ainda castigava. Sombra só havia no bar para quem não tinha as tais barracas, para onde nos dirigimos. No entanto, nem paramos, pois colocaram uma música em volume ensurdecedor. Resolvemos caminhar pelo calçadão, onde tem muitas árvores com ótima sombra, bancos para se sentar e ver o dia passar.

Emi quis entrar na água. Escolhemos um banco protegido por sombra, sentamos e ele foi para a água, mas não entrou, enquanto Gastón voltou ao bar para comprar sorvete Simba, cujo quiosque ficava ao lado do tal bar. Ele voltou com um pote de 250 ml (ARS 400,00) com os sabores flocos de chocolate, flan e pêssego. Gostei, mas não como o Cremolatti que tomei no dia anterior.

Nosso plano era fazer o passeio em um ônibus travestido de trem, que fazia um tour pela cidade, incluindo a parte antiga da cidade que foi parcialmente inundada pela represa construída no Rio Uruguay. O passeio tinha início às 18:00 horas. Por isso, saímos da praia às 17:30 horas. O ponto de partida do trem é na Avenida Entre Rios, próximo à entrada do Parque Termal.

Estacionamos o carro bem próximo do trem. Fui até a bilheteria, onde uma simpática mulher me atendeu. O ingresso individual custou ARS 800,00. Não aceita pagamento em cartão de crédito. Por dois bilhetes, pagamos ARS 1.600,00 (R$ 45,72), em espécie. Enquanto eu fiquei esperando para embarcar no "Viaje Expresso", Gastón, Emi e Rogério foram ver artesanato em uma loja em frente. Quando iniciaram o embarque, às 17:45 horas, Gastón voltou correndo, pois precisava ir ao banheiro. Resolveu pegar o carro e ir ao hotel. Ele tentaria chegar ainda antes do tour partir. Quando o motorista ligou o ônibus, dizendo que sairia, Gastón apareceu buzinando. Deu tempo para ele entrar antes de iniciarmos o passeio.

Eu tinha expectativas quanto ao passeio na cidade antiga, pois imaginava ver ruínas parcialmente cobertas pelas águas da represa, mas foi uma decepção. O que vimos foi só madeireiras em funcionamento, estrada de terra, e uma torre de igreja ao longe. A guia, que explicava muito bem toda a história da cidade, que já tinha se mudado de lugar três vezes, disse que por causa das condições precárias, nem todas as ruas poderiam ser transitadas, especialmente as mais próximas da água. Além das madeiras, outra atividade econômica da parte antiga era a produção de mel. Como é comum em excursões deste tipo, paramos no Apimania, onde ouvimos uma ótima exposição sobre o processo produtivo e a importância das abelhas para o mundo, além de saber um pouco mais sobre todos os produtos que podem ser extraídos de uma colmeia e para que servem. Na saída, uma loja com os produtos do local. Comprei dois pacotes de balas, um de própolis com mel e outro de menta com mel, pelos quais paguei ARS 260,00 (R$ 7,42), em espécie. Voltamos para o ônibus, que retornou para o ponto de partida, passando ao largo das praias. Passando pela Playa Bali, que fica próxima à ponte sobre o Rio Uruguay, vimos a família Almada.

Chegamos ao ponto inicial às 20:00 horas. Na esquina, uma pequena multidão se formava em torno de uma parrilha montada na rua. Um cartaz dizia Kavuré Chipá. Um casal assava chipá (uma espécie de pão de queijo, muito comum no Paraguai) em espetos na parrilha. Resolvemos experimentar. Gastón comprou dois, um simples e outro com calabresa na massa. Os dois, que compartilhamos entre nós quatro, ficaram em ARS 550,00 (R$ 15,71), também pagos em dinheiro.

Entramos no carro ainda comendo, indo ao encontro da família Almada na Playa Bali. Eram 20:30 horas quando lá chegamos. O por do sol estava lindo. Sentei em um cadeira de praia que eles tinham levado, apreciando a mudança de cor do céu, que ficou amarelado. Gastón foi andar de caiaque, ou melhor, foi tentar sair do lugar nas margens do rio. Pelo menos, posou para fotos. Ficamos ali até 21:30 horas, quando retornamos para o hotel. Antes, porém, paramos no centro comercial em frente aos parques aquáticos para Emi e Rogério comprarem vinho. Enquanto esperava, eu e Gastón tomamos uma Fanta Laranja e um Sprite, que custaram ARS 170,00 (R$ 4,85).


Chegamos ao hotel às 21;40 horas. Ninguém tinha vontade de sair para comer. Todos decidiram por pedir pizzas e empanadas por delivery. Solange se encarregou de consultar no Facebook as opções. Ela fez o pedido.

Enquanto esperava, fui tomar outro banho para refrescar, pois a noite estava abafada.

A encomenda não demorou a chegar. Ficamos novamente na copa/cozinha comunitária do hotel, onde fizemos nossa refeição da noite. 

Gastón fez as contas dos valores que foram gastos para o café da manhã, o almoço e o jantar deste dia, fazendo a divisão por todos os presentes. O valor individual ficou ARS 1.730,00 (R$ 49,43).

Mais uma vez, cada um recolheu os utensílios de cozinha de cada quarto para lavar. Eu voltei para o quarto, arrumei a mala, pois deixaríamos Federación na manhã seguinte, logo após o café da manhã. Nosso destino: Rosario.

Deitei já no início da madrugada de 07/01/2022.

Continua...

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2022

ARGENTINA - DIA 4 - FEDERACIÓN - PARTE 2 - NOITE DE PÉSSIMA EXPERIÊNCIA GASTRONÔMICA

05/01/2022 (quarta-feira).

Para sair do Parque Termal, utilizamos a outra portaria, por onde não entramos. Em frente, do outro lado da Avenida Entre Rios, há um comércio que fica movimentado quando os parques fecham. No caso do Parque Termal, às 20:00 horas (o Parque Aquático fecha às 17:00 horas).

No comércio há bares, restaurantes, lojas de produtos típicos argentinos, com destaque para os produtos da região, artesanato, arcades, vinotecas, e lojinhas de souvenir. Em muitas delas há placas informando que vendem suco de laranja espremido na hora. No café da manhã, Gastón tinha comprado um suco desses e gostamos muito. Parei em uma loja pequena, levando duas garrafas de suco de um litro cada uma, o que me custou ARS 400 (R$ 11,43), pagos em espécie.

Seguimos caminhando pelo comércio, pois Emi e Rogério queriam comprar vinhos para tomar no hotel. Entramos em umas cinco lojas e todas indicavam uma que ainda estava fechada. Abriria por volta das 19 horas. Seguimos a pé para o hotel, onde tomei um super banho, coloquei uma roupa confortável, deitei e dormi (efeito dos remédios que tomo somado aos banhos de piscina termal que tomei durante o dia). Nem vi Gastón chegar (ele ficou no parque até ele fechar). Acordei por volta de 22:00 horas. Troquei de roupa, entramos no carro e saímos para jantar. Não tínhamos escolhido nenhum local específico. Voltamos para as imediações dos parques aquáticos, onde tínhamos visto uma série de restaurantes.

Gastón achou uma vaga ótima para estacionar o carro. Quando desceu dele, foi na frente procurar sua família, que havia saído bem antes da gente do hotel.

Restaurante: Parrilla-Restaurante Destacados.

Endereço: Plaza Seca E3206, Federación, Entre Rios, Argentina.

Data: 05/01/2022 (quarta-feira) - jantar.

Especialidade: pescados de rio e parrilha.

Tempo no local: 1 hora e 25 minutos.

Valor pago: ARS 4.406,00, com cartão de crédito (na conversão para o Real ficou, já com o IOF incluído, R$ 262,06). Valor para duas pessoas (eu e Gastón).

Serviço: péssimo. Garçons sem máscara falando na cara do cliente, não anotam os pedidos, o que gera erros na entrega dos pratos. Demora na chegada dos pratos à mesa, guardanapos de pano preto (que escondem a sujeira). Até para receber o valor da conta foram lentos.

Ambienteas mesas estão dispostas na área externa do restaurante, protegidas com ombrelones, mas muito agarradas umas nas outras (em tempos de pandemia, nada salutar). Para piorar, uma música ao vivo de gosto duvidoso estava muito alta, impedindo as pessoas de conversar. Há um pequeno bar montado do lado de fora, onde o barman, sem máscara, preparava os drinques.

A experiência
ao sentar, já senti que nossa escolha não tinha sido das melhores. Ficamos ali pelo simples motivo que toda a família de Gastón, que havia saído antes da gente, estava acomodada em uma mesa, onde não havia possibilidade de nos agregar. Ficamos em mesa separada, distante deles. Em Federación, a maioria dos restaurantes tem como chamariz os pescados, fritos e/ou assados. Embora o nome do local indique ser uma parrilha, percebi que a maior parte dos comensais estava comendo peixe frito. Foi a minha escolha, assim como a de Emi e a de Rogério. Gastón preferiu uma parrilla libre (uma espécie de rodízio de churrasco, mas com as carnes vindo em porções) (ARS 1.650,00). Para beber, eu e Gastón dividimos uma garrafa de 2,25 ml de água saborizada de pomelo blanco Sierra de Los Padres (ARS 690,00). Meu prato foi um pacu al limón con papas fritas (ARS 1.590,00), o mesmo pedido por Rogério. Estávamos sem guardanapo. Vi que os garçons dobravam os guardanapos de pano preto quando as mesas ficavam vazias e os recolocavam quando as limpavam, uma verdadeira falta de higiene. Pedi guardanapo de papel, no que fui atendido. A primeira rodada da parrilha de Gastón chegou, e nada de nossos peixes. Quase uma hora depois, depois de algumas reclamações, eles chegaram. Tinham um aspecto horroroso. Trocaram a guarnição pedida por Emi, mas como tinha demorado muito, ele aceitou o que veio, papas fritas, quando deveria ser uma guarnição criolla. As batatas fritas estavam murchas, o peixe quase queimado e sem carne. Rogério praticamente não comeu nada de seu peixe, pois estava bem tostado. Para piorar, Gastón teve que reclamar que a segunda rodada de seu churrasco nunca chegava. A música ao vivo alta demais foi mais um fator negativo do jantar. Pedimos a conta e foi um custo para ela chegar. Deixaram-na na mesa e sumiram. Cobraram ARS 200,00 como cubiertos. Enquanto esperava, vi que o barman abriu uma vasilha com menta e a colocou no nariz de alguns clientes para cheirar. Mais um fato negativo em tempos de pandemia. E nada de virem receber na mesa. Gastón pegou a nota, indo para dentro do restaurante, onde pagou a conta integral. No próximo pagamento, faríamos os acertos com Rogério e Emi. Péssima experiência.

Saindo do restaurante, e já que tínhamos ido de carro, resolvemos dar uma volta pela cidade. A família Almada retornou para o hotel. Eu, Gastón, Emi e Rogério seguimos para a área não turística da cidade, cujo centro, especialmente o comércio da Avenida Entre Rios, me chamou a atenção por ser semelhante ao comércio da Asa Norte, em Brasília, DF.

Fomos até as praias às margens do Rio Uruguay, mas como era tarde da noite, preferimos não descer. Já tínhamos ideia de onde ir no dia seguinte. No caminho de volta, Gastón parou em um quiosque para comprar um maço de cigarro e uma água mineral com gás, garrafa de 1,5 l, pelos quais pagou ARS 400 (R$), em espécie.

Chegamos no hotel no início da madrugada. Foi escovar os dentes, tomar meus remédios, botar um pijama e deitar. Dormi profundamente.

Continua...

ARGENTINA - DIA 4 - FEDERACIÓN - PARTE 1 - DIA DE ÁGUA


05/01/2022
(quarta-feira) - despertei com uma nesga de luz na minha cara que vinha da janela, pois a cortina não estava totalmente fechada. Eram 07:07 horas. Gastón já tinha se levantado e saído para comprar suco, leite, pão e facturas para o café da manhã, pelo qual gastou ARS 1.150,00 (R$ 33,00). Eu só levantei às 08:50 horas, pois voltei a dormir.
A família Almada montou o café da manhã, juntando mesas e cadeiras, no jardim externo na parte de trás do hotel. O tempo estava agradável, embora o céu totalmente azul indicava que seria um dia de muito calor.
Foi um café da manhã tipicamente argentino: muitos itens doces (as facturas) e os argentinos tomando mate. Eu fiquei no que costumo comer neste horário: banana, suco de laranja, pão de sal tipo francês, manteiga e queijo. Tudo muito agradável, todos em perfeita harmonia. O senão ficou por conta de um cachorro de porte grande, vira lata, que veio da rua, muito ousado, pois avançava e pulava nas pessoas e na mesa, tentando pegar comida. Também ventava muito.
Ao terminar o café, cada um pegou os utensílios que eram de seus quartos, levando-os para lavar. A ideia era se arrumar para passar o dia nos parques temáticos que fizeram a fama turística de Federación.
Como era para passar o dia ao relento, passei muito bloqueador solar, além de colocar uma camisa de manga comprida com proteção UV, short de banho, chinelo e um chapéu balde (bucket), cujas abas protegem meu rosto do sol. Demoramos muito para ficar prontos. Quando saímos do quarto, somente nós quatro ainda estávamos no hotel. A família Almada já tinha ido. Estavam na fila para entrar no parque.
Saímos do hotel às 11:00 horas, de carro. Uma bobagem que fizemos, pois o parque era bem próximo do hotel e não conseguimos nenhuma vaga para estacionar, indicando que o parque estaria lotado. Voltamos para o hotel, deixamos o carro no estacionamento, fazendo o caminho para o parque a pé, pelo qual gastamos 15 minutos. Gastón mandou mensagem para sua irmã para saber em qual das duas entradas eles estavam fazendo fila. Era na entrada do Parque Aquático, o mais próximo de onde estávamos.
Entramos na fila no lugar em que eles estavam. Era necessário comprar os ingressos, cujo preço unitário era ARS 1.200,00. Antes de chegar na bilheteria, um vigilante verificava os cartões de vacinação contra a Covid 19, item obrigatório para acesso ao parque.
Gastón comprou os nossos ingressos, pagando, no cartão de crédito, ARS 2.400,00 pelas duas entradas (R$ 296,14, na conversão do cartão, incluído o IOF). Estava indo tudo muito bem até chegar nossa vez de entrar. Uma turma que tinha comprado os ingressos pela internet chegou, não mostrou nenhum comprovante de vacina, e furou a fila. Houve gente protestando. Gastón, sempre indignado com estas falcatruas, começou a discutir com um homem que estava auxiliando a funcionária que verificava as entradas e colocava pulseiras nos pulsos, pois o ingresso é válido para o dia inteiro, podendo entrar e sair do parque quantas vezes quiser. O homem, na verdade, nada fazia, e ainda não usava máscara. Gastón e este homem bateram boca sem parar. Nós todos entramos, e os dois seguiam no lenga lenga. Ao final, Gastón tinha razão. Para piorar, o homem nada era do parque.
A entrada dá direito a dois parques, que são contíguos, o Parque Aquático, por onde entramos, que é mais novo, e foi construído para atrair uma galera mais jovem, por isso mesmo, o mais cheio, e o Parque Termal, que tem mais de dez piscinas com água quente, com várias escalas de temperatura, que atrai um público mais adulto.
Logo que entramos, vi a piscina com ondas lotadíssima, especialmente de crianças. Ali não seria um lugar que eu iria entrar. Seguimos procurando um local com sombra, mas os que haviam já estavam todos ocupados. Com muito custo, encontramos uma pequena árvore, às margens do rio de correnteza lenta, também cheio de crianças e jovens, onde todos colocaram bolsas, cangas e sacolas e se jogaram no rio, incluindo Gastón. Eu, Rogério e Emi resolvemos, antes de tudo, caminhar para conhecer o restante dos parques. E como é grande a área!
Ainda no parque aquático, há toboáguas que atraem muita gente. Os dois parques são separados por uma cerca, com alguns pontos de passagem entre um e outro. Entramos pelo ponto menos movimentado, já na encosta final do terreno. As primeiras piscinas que vimos não tinham indicação aparente da temperatura da água, eram bem rasas, com um público mais velho, e pouca sombra para abrigar do sol, que já era bem forte àquela altura.
Continuamos nosso passeio, sempre pelos caminhos de cimento, pois a grama tinha alguns pontos de poças com lama. Emi, saindo do caminho, enfiou, literalmente, o pé na lama. Vimos um dos spas, uma lanchonete, e mais piscinas, desta vez com indicações da temperatura da água. Resolvemos entrar em todas elas. Rogério queria começar pela mais quente. Ponderei que seria melhor entrar pela menos quente, pois assim o corpo iria se acostumando, e sentiríamos a temperatura da água em modo crescente. Ao contrário, o impacto seria menor. Assim fizemos. Ao lado de cada piscina, há ganchos para pendurar a roupa. Colocamos nossas roupas e bolsas em um gancho que era visto do conjunto de quatro piscinas. Permaneci com minha camisa de manga comprida durante todo o tempo em que estive dentro das piscinas.
Não há salva vidas ou monitores, mas há cartazes informativos em vários pontos sobre os procedimentos para entrar, permanecer e sair das piscinas termais.
Começamos pela piscina maior, com temperatura de 37ºC. O impacto foi grande, mesmo com a temperatura externa rondando a casa dos 30ºC. É a piscina com área mais funda e a mais movimentada. Ficamos o tempo máximo indicado para ela, ou seja, vinte minutos. Todas as demais, a indicação era de tempo máximo de permanência dentro da água de 15 minutos.
Saindo da primeira, passamos para a de 38ºC, que ficava em frente. Água mais quentinha, bem gostosa de se ficar morgando. Passados os quinze minutos, sempre marcados em meu relógio, fomos para a piscina de 39ºC. Tinha bem menos gente, a água já não era tão convidativa, motivo pelo qual ficamos apenas 10 minutos. Tempo para andar de um lado para o outro da piscina, pois ela dava pé o tempo todo.
Chegou a vez de entrarmos na piscina com água a 40ºC. Ela ficava em área coberta, justamente para o impacto entre temperatura ambiente e temperatura da água ser menos agressivo, bem como para ninguém tomar rajadas de vento. Em sua área, havia um relógio digital, cartazes, em letras garrafais, indicando 15 minutos como tempo máximo de permanência dentro da água, que era proibido pular e fazer barulho. Não havia ninguém quando entramos. 40ºC foi forte e já estávamos com o corpo muito relaxado. Fiquei apenas cinco minutos, saindo, em seguida. Ainda tinham piscinas com temperaturas de 41 e 42ºC, mas naquele momento, não aguentávamos mais. Além da moleza no corpo, a sede era intensa.
Fomos para a lanchonete. Ao lado dela fica uma sorveteria, a Cremolatti, que tem unidades espalhadas por Buenos Aires, cujo sorvete eu gosto muito. Decidimos, pois, tomar um sorvete. Escolhi o menor tamanho, em potinho de isopor, pelo qual paguei, em espécie, ARS 340,00 (R$ 9,71). Na sorveteria havia um galão de água mineral, do qual os clientes podiam se servir, mas, por causa da Covid, não havia copos. Para tomar a água, era necessário ter um copo consigo. No entanto, eu resolvi pedir um copo para a atendente, que me deu um de plástico sem nada falar. Bebi a água antes de tomar o sorvete. Elegi os sabores manga e maracujá, ambos sem açúcar. Estavam bem refrescantes e saborosos.
Findo o sorvete, era hora de voltarmos para o Parque Aquático para encontrar com o restante da turma. Fizemos um outro caminho, passando pela piscina de 42ºC, onde não havia ninguém nadando, bem como pelos vestiários centrais, que são enormes. Ao chegar no ponto onde deixamos o pessoal, não encontramos ninguém, nem seus pertences. Liguei para Gastón. Eles tinham acabado de chegar no Parque Termal, onde tem mais sombra para ficar. Com a indicação que eles nos deu, chegamos à área de descanso A1 amarela, onde havia uma mesa bem baixa de concreto, com dois bancos semicirculares, também de concreto, e muita sombra embaixo das árvores. Meu corpo pedia para que eu deitasse. Estendi uma canga, fiz meu chinelo de travesseiro, cobri o rosto com meu chapéu e tirei uma boa soneca. Nem vi o pessoal indo nadar nas piscinas termais. Quando acordei, só havia Rogério e Emi no local. Os três com fome. Para não perder o lugar, eu fiquei vigiando tudo, enquanto eles foram comprar comida na lanchonete. Voltaram com um hamburguer completo, acompanhado de batatas fritas e uma lata de Coca Cola Zero, o que me custou ARS 800,00 (R$ 22,85). A fome era muita. Devorei o sanduíche. Sinceramente, nem sei dizer se era bom ou ruim.
Os Almada retornaram, mas alguns apenas para pegar apetrechos de natação, pois voltariam para o Parque Aquático. Gastón ficou com o sobrinho Santino, a irmã Solange e o cunhado Alan. Ele perguntou o que eu havia comido, decidindo pelo mesmo. Mas já passavam de 16 horas. Quando voltou, tinha uma caixa de pizza grande nas mãos, pois os sanduíches já tinham acabado, e um litro de água saborizada Levite, o que lhe custou ARS 850,00, pagos no cartão de crédito (R$ 53,04, incluído o IOF). Ele também comprou 250 ml de sorvete Cremolatti (ARS 400,00) para compartilhar com quatro pessoas, assim como a pizza.
Já com muito calor e vontade de trocar de roupa, resolvi ir embora. Gastón quis ficar mais tempo. Emi e Rogério resolveram ir comigo. Eram 17:30 horas, ou seja, já tinha ficado mais de seis horas nos parques.

Continua...

sábado, 12 de fevereiro de 2022

ARGENTINA - DIA 3 - DE BUENOS AIRES A FEDERACIÓN

04/01/2022 (terça-feira) - o relógio nos despertou às 07:00 horas. Descemos, em seguida, para tomar o café da manhã no hotel, junto com Emi e Rogério. Foi um café bem rápido. Gastón, Emi e Rogério saíram logo após o café da manhã para fazer câmbio. Gastón os levou para a casa de câmbio na Avenida Corrientes, onde eles trocaram dólares e Gastón mais R$ 500,00, pelo que recebeu ARS 17.500,00, ou seja, mais do que recebi no câmbio no Banco Piano no dia anterior, quando troquei R$ 1.000,00 (ARS 17.000,00).

Depois de realizar o câmbio, os três voltaram para o hotel, onde chamaram um Uber para ir até o Aeroparque pegar o carro na Localiza, cuja reserva Gastón tinha feito ainda no Brasil. Pelo trajeto pagaram ARS 620,00 (R$ 17,71 pelo câmbio que tinha acabado de fazer), em espécie, pois a maioria dos motoristas de aplicativos em Buenos Aires cancela viagens quando vê que o pagamento será feito com cartão de crédito. Emi e Rogério acompanharam Gastón, pois o pagamento do aluguel do carro seria feito, metade para cada casal, no guichê da Localiza do Aeroparque.

Enquanto eles foram para o aeroporto, eu fui negociar com o recepcionista do hotel para deixarmos uma mala grande no guarda volumes do local, pois não iriam caber todas as nossas malas no bagageiro do carro alugado. Resposta positiva, mesmo sabendo que a mala ficaria no hotel até o dia 10/01/2022, quando estaríamos de volta a Buenos Aires. Subi, revisei o quarto para verificar se nada estava sendo deixado para trás, descendo, em seguida, com todas as malas: a minha mala pequena, a mala pequena de Gastón e a mala grande de Gastón que ficaria no hotel. Eram 11:20 horas quando eu fiz o check out. Não havia nenhum consumo extra. Assim, quis o recibo do valor pago pelas duas noites de estadia no Huinid Obelisco Hotel. O recepcionista imprimiu o recibo, pegou a mala, anotou em um papel azul o número do quarto em que ficamos, me entregando uma parte. Eu ainda estava nestes trâmites, quando eles chegaram com o carro alugado, um Fiat Cronos branco, super novo, com ar condicionado, essencial para os dias quentes do verão argentino. Rogério e Emi subiram ao quarto, desceram com as bagagens, deixando uma delas no hotel, e a outra, com a roupa dos dois, levariam para Federación, nosso próximo destino.

Malas acomodadas no bagageiro, todos dentro do carro. Partimos às 11:40 horas. Fazia calor, mas o céu estava parcialmente nublado, ideal para viagens longas de carro. Nosso destino era Federación, que fica na Província de Entre Rios, onde parte da família de Gastón já nos esperava. A ideia de ir para esta cidade foi de Gastón por três motivos: ele queria que eu conhecesse a província onde o pai dele nasceu, era uma cidade que eu não conhecia, e Federación é famosa por suas águas termais.

Fomos escutando música na rádio do carro, com o ar condicionado ligado, e conversando bastante. O caminho é totalmente plano. A distância entre as duas cidades é de 477 quilômetros. No caminho, passamos por quatro pedágios, pelos quais pagamos, em espécie, ARS 65, ARS 110, ARS 85 e ARS 85, respectivamente. Paramos três vezes neste trajeto. A primeira delas foi para ir ao banheiro e comer algo. Paramos no Parador Atalaya , por volta de 13:15 horas, onde ficamos por meia hora. Eu e Gastón compartimos 4 empanadas (três de carne e uma de presunto com queijo) e dois refrigerantes (Coca Cola Light, garrafas de 500 ml cada uma), pagando um total de ARS 820,00, em espécie (R$ 23,50). Empanadas ruins, secas, pareciam velhas, um horror, um horror, um horror. A segunda parada foi em um posto de gasolina chamado Freyme, onde esticamos as pernas, usamos o banheiro, e compramos um alfajor de doce de leite, um chocolate sem açúcar e um pacote de cigarro, pagando, no cartão de crédito, o montante de ARS 505 (R$ 31,00 convertidos pelo câmbio do cartão, incluído o IOF). A terceira e última parada foi em outro posto de gasolina, em Concordia, somente para esticar as pernas e usar o banheiro, quando aproveitamos para enviar mensagem para Marta, irmã de Gastón, dizendo onde estávamos. Eram 17:05 horas.

Às 18:00 horas em ponto, após seis horas e quinze minutos de viagem, chegamos ao Rio Termal Hotel, onde ficaríamos por três noites. O tempo estava agradável pois havia chovido mais cedo. Lá, encontramos a família Almada na piscina: Marta e Solange, irmãs de Gastón, Santino, filho de Solange, e Alma, filha de Javier, marido de Marta. O hotel tem dois andares, é simples e pequeno, mas bem confortável, com quartos de ótimo tamanho. Não tem serviço de arrumação de quarto nem café da manhã, embora haja uma copa/cozinha que pode ser utilizada pelos hóspedes. Nosso quarto era o maior, com cinco camas, sendo uma cama de casal em um quarto separado, onde eu e Gastón ficamos, um ambiente quarto/sala, com três camas de solteiro, onde se acomodaram Emi e Rogério, além de mesa, cadeira, televisão, geladeira, uma pequena cozinha, aparelhada com o básico para refeições, e um banheiro de bom tamanho. Cortina de plástico separando o chuveiro do restante do banheiro. Ar condicionado e ventilador de teto nos dois ambientes. Marta e família ficaram em um quarto na parte e trás do hotel, enquanto Solange e família ficaram no quarto localizado acima do nosso, cujo acesso se dava por uma escada externa e tinha uma varanda com bela vista para o por do sol.

Nosso quarto estava todo aberto, pois os donos do local borrifaram repelente de mosquitos, mas como Marta sabe que sou alérgico, ela abriu tudo para ventilar até a nossa chegada. Ainda assim, o cheiro estava forte, o que me fez ligar os ventiladores para melhorar a circulação do ar.

Em seguida, chegaram Alan, marido de Solange, e Javier, marido de Marta, que tinham saído para pescar no Rio Uruguay, que corta a cidade, mas nenhum peixe trouxeram.

Assim que chegamos, pagamos nossa estadia. Pelas três diárias no quarto, ARS 14.500,00 (R$ 415,00), que pagamos em dinheiro, sendo metade para cada casal.

O hotel ficava próximo do rio, para onde Rogério e Emi saíram a caminhar, enquanto eu e Gastón nos juntamos à família Almada na beira da piscina. Eu fiquei sentado conversando. Gastón entrou na água. Assim que escureceu, Rogério e Emi retornaram, dizendo que o rio não era tão perto como achavam e que estava cheio de mosquitos. Todos se arrumaram para ir ao supermercado. Achei que era gente demais para fazer compras, ficando no hotel. A ideia era comprar ingredientes para um churrasco para aquela noite, bem como para o café da manhã no dia seguinte.

Na copa havia uma churrasqueira nos moldes argentinos. Três pessoas se revezaram para tentar ascender o fogo. Para tanto, usaram lenha que pegaram nos fundos do hotel e papelão. Churrasco pronto. Fizeram muita comida. O asado, como os argentinos chamam o que seria nosso churrasco, durou umas cinco horas.

À noite, companhias inusitadas apareceram na porta da copa e dos quartos do primeiro piso: três sapos enormes. 

Ao terminar a comilança, cada um recolheu os utensílios de seus quartos para lavar.

Fui deitar já no início da madrugada. Ventilador e ar condicionado ligados. Enfiei debaixo das cobertas e dormi profundamente.

Continua...