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quarta-feira, 23 de fevereiro de 2022

ARGENTINA - DIA 6 - PARTE 2 - ROSARIO

07/01/2022 (sexta-feira) - Gastón estava tossindo muito e sentia a garganta arranhando. Ao sair do La Favrika del Bajo, onde fizemos um almoço tardio, ele foi à farmácia Red Farma, na esquina na diagonal de onde estávamos,  para comprar um remédio para gripe, pelo qual pagou ARS 200,00 (R$ 5,71). Da farmácia, fomos dar uma volta pela região para conhecê-la. Embora já passasse de 18:00 horas, o dia ainda estava claro, com céu limpo e muito calor. Descemos a rua Urquiza em direção ao Rio Paraná, que banha Rosario.

Muita gente caminhando nos calçadões dos parques que ladeiam o rio. Nós decidimos ir para a esquerda, pela Avenida Belgrano, em direção ao ponto turístico mais famoso da cidade, o Monumento Nacional a La Bandera. No caminho, famílias inteiras aproveitando a leve e refrescante brisa que vinha do rio. Também os esportistas correndo, caminhando em passos largos, andando de bicicleta e patinetes. Fomos caminhando tranquilamente, apreciando a arquitetura dos edifícios da avenida.

Há um monumento aos mortos na Guerra das Malvinas, com um painel com a seguinte frase: Malvinas, por siempre argentinas. Mais adiante, já em frente ao Monumento Nacional a La Bandera, uma homenagem aos 250 anos de nascimento e aos 200 anos da morte do General Manuel Belgrano, pessoa fundamental na libertação da Argentina do poder espanhol. A escultura em sua homenagem fica no Parque Nacional a La Bandera.

O mastro da bandeira argentina é muito alto, fincado no meio da avenida, entre o parque e os edifícios. Em frente a ele, o famoso monumento. Ao fundo, uma empena de um dos edifícios da região estampa uma pintura de Messi, que nasceu em Rosario, com a mão no peito, mirando a bandeira nacional. Um tapa na cara daqueles que o acusam de não ser patriota por ter ido viver muito criança na Espanha.

Voltando ao monumento, ele impressiona por sua imponência e magnitude. Muito concreto, muita pedra, muito mármore em uma esplanada enorme, sem sombras, sem plantas, limpíssima, apenas um grande vazio. No alto das escadas está a chama que nunca se apaga, e mais uma esplanada, menor do que a primeira, até dar nos costados da Basílica Catedral Nuestra Señora del Rosario. Tiramos muitas fotos, apreciamos a vista do rio e dos prédios ao lado do monumento, além de um mural alusivo à independência argentina. Atravessamos todo o monumento, indo em direção à catedral. No muro em frente ao seu costado, uma interessante homenagem a Juan Emilio Basso Feresin, com grafite, lambe lambe, colagem, stencil, desenho, tudo fazendo referência aos direitos das mulheres.

Entramos na catedral, que é muito escura por dentro, mas nada nela me chamou a atenção. Ela fica na Plaza 25 de Mayo, que tem desenhos dos lenços símbolos das Mães de Maio no seu piso. Consultamos o mapa para ver a melhor direção para chegarmos de volta ao hotel, onde entramos às 19:20 horas.

Eu estava muito cansado, pois tivemos o dia de viagem, que sempre é desgastante, e essa caminhada por quase três horas. Foi tomar um banho, deitar e dormir. Acordei às 21:40 horas com o telefone do quarto tocando. Era Emi querendo saber onde iríamos jantar.

Pelo adiantado da hora, não conseguimos fazer reservas em nenhum dos restaurantes que consultamos. Entre eles o Ceviche Rosario e o Chinchibira, ambos na Calle Jujuy. Decidimos pegar o carro e seguir para a região onde se concentram os restaurantes e bares mais badalados da noite rosarina, nos arredores do Paseo Oroño.

Todos os bares estavam cheios, afinal era noite de sexta-feira, fazia calor, o céu estava limpo. A juventude na rua celebrando a vida. Paramos em frente ao Ceviche Rosario. Eu desci do carro, indo até a portaria, onde o recepcionista da casa me atendeu, perguntando se eu tinha reserva. Respondi que tinha ligado e não aceitavam mais reservas. Estava cheio e não estavam colocando nomes da lista de espera, pois a cozinha encerrava o expediente às 23:00 horas. Voltei para o carro. Gastón tinha em sua lista um bodegón (estilo cantina) clássico da cidade, o Comedor Balcarce, que não ficava longe de onde estávamos. Seguimos para lá. Não havia como estacionar na porta, demos uma volta larga até achar uma vaga e seguimos a pé. O restaurante fica em uma esquina. Ali jantamos.

Restaurante: Comedor Balcarce.

Endereço: Calle Brown, 2.093, Rosario, Santa Fé, Argentina.

Instagram: @comedorbalcarce

Data: 07/01/2022 (sexta-feira) - jantar.

Especialidade: estilo cantina, com clássicos da culinária argentina.

Tempo no local: 1 hora.

Valor pago: ARS 2.210,00, em dinheiro (R$ 63,14). Valor para duas pessoas (eu e Gastón).

Serviço: entramos e nos sentamos em uma mesa para quatro pessoas no primeiro salão, próximo ao balcão. Um garçom mais velho nos atendeu, muito simpático e atencioso. Respondeu tranquilamente nossas perguntas, tirou o pedido, trazendo em seguida as bebidas. Já com a comida servida, que veio em tempo adequado, Rogério pediu a um outro garçom, mais jovem, uma garrafa de soda (água com gás), mas o garçom não entendeu, respondendo rispidamente que Rogério deveria falar em espanhol e que era para ele pedir para o garçom que estava atendendo a mesa. Gastón não gostou do tom do garçom e começou a discutir, indo até o balcão, onde foi recebido pelo dono do local, que o acalmou. O garçom que iniciou nosso atendimento voltou a nos atender e assim foi até o final do jantar. Os pratos vieram quentes. São bem servidos.

Ambientea casa fica em uma esquina, com suas paredes externas pintadas em tons de tijolo. No interior, predomina a madeira escura e pesada, além da cor vermelha. Mesas com tolhas vermelhas dão o tom do clássico e da nostalgia do local. O restaurante é famoso e está sempre movimentado. Após dez minutos de nossa chegada, não havia nenhuma mesa vazia. Há dois ambientes: um salão pequeno logo na entrada, e um corredor ao lado do balcão.


A experiência
eu nunca tenho dúvidas em locais clássicos. Peço o mais tradicional, o mais consumido, pois é muito difícil vir algo errado. Em praticamente todas as mesas havia, pelo menos, um prato com milanesa. Desta forma, escolhi, assim como Gastón, o prato que leva o nome do restaurante, a milanesa balcarce (ARS 800,00). Trata-se de uma milanesa de carne bovina, fininha, macia, com o empanado bem crocante, encimada com queijo gratinado no forno, um pedaço de pimentão vermelho para dar cor e charme na decoração, e um ovo frito com gema mole. Para acompanhar batatas fritas sem nenhuma gordura. Prato simples,delicioso. Eu bebi uma Coca Cola sem açúcar (ARS 160,00), enquanto Gastón pediu uma dose de Cinzano (ARS 250,00) e uma soda (ARS 100,00). 

Após o jantar, o clima estava nos convidando para uma caminhada sem pretensões. Fomos andar no Paseo Oroño, cheio de palacetes e bares descolados. Caminhamos umas dez quadras em direção contrária ao rio, quando decidimos voltar. Neste passeio, Emi fez questão de dizer que não queria mais comer em bodegón na viagem. O Comedor Balcarce foi o primeiro bodegón que fomos desde o início de nosso giro pela Argentina.

Era hora de uma boa noite de descanso. Retornamos para o hotel, onde chegamos exatamente à meia-noite.

Dormir era necessário.

Continua...


 

terça-feira, 22 de fevereiro de 2022

ARGENTINA - DIA 6 - PARTE 1 - DE FEDERACIÓN A ROSARIO

07/01/2022 (sexta-feira) - acordei cedo, por volta de 06:30 horas. O sol já indicava que seria mais um dia quente. Troquei de roupa, terminei de arrumar a mala para nossa viagem de Federación a Rosario, na província de Santa Fé.

Mais uma vez tomamos café da manhã na copa/cozinha comunitária do hotel, mas nada compramos, pois fizemos um apanhado das coisas que tinham sobrado dos cafés da manhã dos dias anteriores em Federación. Ao final do café, cada um revisou os itens de seus quartos para verificar se nada faltava. Com tudo conferido e guardado nos lugares certos, levamos as malas para o carro. Em seguida, despedimo-nos da Família Almada, pois eles seguiriam viagem para outra cidade na mesma província de Entre Rios, enquanto eu, Gastón, Emi e Rogério iríamos para Rosario.

Saímos do hotel às 10:25 horas. Nossa primeira parada foi em um posto de gasolina YPF, ainda dentro da cidade, para encher o tanque do carro de gasolina, pelo qual pagamos ARS 3.800,00 (R$ 108,57), em dinheiro. Cada casal arcou com a metade do valor.

A distância entre Federación e Rosario é de 410 quilômetros em estrada em ótimo estado, toda duplicada.

No caminho, passamos por dois pedágios, que nos custaram ARS 85,00 (R$ 2,43) cada um, sempre com o pagamento em espécie.

Fizemos duas paradas. A primeira delas em um posto YPF na estrada, onde comprei um refrigerante Paso de Los Toros, sabor pomelo (ARS 120,00 = R$ 3,43), pago em dinheiro, além de irmos ao banheiro. A segunda, já na hora do almoço, escolhemos um lugar na estrada, mas dentro de uma pequena cidade chamada Nogoyá.

O restaurante se chama El Nuevo Establo. Tinha muito carro estacionado em sua porta. Quando nos sentamos, no salão interno, eram 13:55 horas. Todas as luzes estavam apagadas, o que conferia uma atmosfera sombria ao restaurante. Um garçom mal humorado, sem máscara, nos atendeu. Tudo que escolhíamos, ele dizia que não tinha. Enfim, nós quatro conseguimos eleger o mesmo prato, pedindo quatro milanesas de carne com batatas fritas. Para beber, 3 garrafas de águas saborizadas. O restaurante tinha metade de suas mesas ocupadas, a maioria delas ainda sem terem seus pedidos chegado. Imaginei que a demora seria longa. Quando o relógio marcava 14:50 horas, o garçom veio até a mesa para informar que não havia mais milanesas de carne, mas somente de frango, item que ele tinha dito, quando tirou nossos pedidos, que estava em falta. Gastón ficou super bravo e começou a discutir com o garçom, que o mandou à merda, saindo de perto. Gastón levantou e foi atrás, quando um outro empregado, que parecia ser o gerente o atendeu. Ele pagou as águas e saímos sem comer nada, mortos de fome. Total gasto no restaurante foi de ARS 600,00 (R$ 17,14). Outras pessoas também foram reclamar da demora com o gerente. O garçom mal educado não mais apareceu.

Seguimos viagem, tentando encontrar outro local na rodovia para comer. Acabamos por chegar em Rosario, indo direto para o hotel, que Gastón havia reservado via Booking.

Como o hotel não tinha garagem, colocamos o carro em um estacionamento ao lado. Saindo do estacionamento, carregando nossas malas, entramos no Esplendor by Windham Savoy Hotel (San Lorenzo, 1.022). Eram 16:40 horas. Antes de nos dirigirmos ao balcão, um empregado verificou nossa temperatura e apontou um frasco de álcool gel para utilizarmos.

O hotel é antigo, um clássico da cidade, e foi todo reformado quando assumido pela rede Windham.

No check in, descobrimos que o estacionamento tinha convênio com o hotel, podendo pagar as diárias no momento do check out.

Recebemos duas chaves magnéticas para o nosso apartamento, que foi o de número 318. Emi e Rogério ficaram no mesmo andar. O pagamento dos gastos no hotel, incluindo as diárias, seria apenas no check out.

Subimos para o quarto, que era de bom tamanho, com banheiro gigante, boas amenities, ar condicionado funcionando. Nossa vista era para o pátio interno do próprio hotel.

Como a fome gritava, nem troquei de roupa. Foi deixar as malas no quarto, sem abri-las, encontrar Emi e Rogério no lobby do hotel e sair para comer algo. Eu, com um humor pra lá de horrível, disse que não procuraria nenhum lugar, que sentaria no primeiro que visse. Todos concordaram. O hotel ficava em uma esquina. Viramos a esquina à esquerda, caminhamos 100 metros e na outra esquina tinha um pequeno café. Foi ali mesmo que entramos, sentamos e comemos.


Restaurante
: La Favrika del Bajo.

Endereço: San Martin, 510 Rosario, Santa Fé, Argentina.

Instagram: @lafavrikarosario

Data: 07/01/2022 (sexta-feira) - almoço tardio.

Especialidade: cafeteria, com refeição leve e rápida.

Tempo no local: 1 hora.

Valor pago: ARS 1.480,00, em dinheiro (R$ 42,28). Valor para duas pessoas (eu e Gastón).

Serviço: entramos e escolhemos a única mesa para quatro pessoas no salão interno, que não é grande. Foi preciso chamar a garçonete para nos atender. Ao deixar os cardápios, ela informou que a maioria dos pratos quentes não sairia naquela hora, pois eram servidos somente no até às 15:00 horas, horário do almoço. O que poderia ser pedido eram sanduíches frios e quentes, saladas e bebidas. Nada que tivesse que ir ao forno ou em panelas seria preparado. A garçonete, que usou máscara todo o tempo em que lá estivemos, era desatenta, pois ficava sempre de costas para as mesas. Todas as mesas tinham frasco de álcool gel para uso dos clientes.

Curiosidades: esta unidade funciona como um cafeteria. A outra loja é um restaurante maior (Tucumán, 1.816).

Ambientea casa utiliza a calçada para colocar mesas nas duas laterais, já que fica em uma esquina. O lado externo estava cheio, com pessoas tomando café e lendo jornal. Na parte interna, um balcão para rápido atendimento à esquerda de quem entra, e poucas mesas no lado direito, onde ficamos, em mesa mais ao fundo. Nada de sofisticação. Cardápio enxuto. Não havia ar condicionado. As janelas amplas estavam todas abertas.

A experiênciacom a fome que eu estava, escolhi algo mais rápido. Pedi um carlito de pollo (ARS 500,00), sanduíche quente (feito na tostadeira elétrica), feito com pão de miga, recheado com presunto, queijo, frango, ovo cozido, tomate, pimentão vermelho e um toque de ketchup. Gastón fez a mesma escolha, explicando que era um sanduíche típico de Rosario. O que o diferencia é justamente o ketchup no recheio. Para beber, eu pedi um suco de laranja (ARS 200,00) e Gastón um Seven Up sem açúcar (ARS 170,00). O carlito era enorme. Veio cortado em seis pedaços, o que facilitou na hora de comer. Eu preferi usar as mãos, devidamente higienizadas com álcool gel. O sanduíche estava com bela coloração dourada, sinal de que o tostado estava no ponto certo, exalando um ótimo aroma. A crocância do pão casou muito bem com a umidade do recheio, que era bem farto. Gostei do que comi.

Continua...


terça-feira, 24 de janeiro de 2017

TENHO FOME DE QUE: SANTA FÉ

TENHO FOME DE QUE: SANTA FÉ: A experiência:  desde que cheguei em BH de volta, em outubro de 2016, fui algumas vezes no restaurante Santa Fé, pois é perto de casa, é...